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  1. Foram oito dias (três dias para a subida, três dias no topo do Roraima e dois dias para retornar). O Monte Roraima é o palco da famosa aventura denominada 'O Mundo Perdido', de Sir Arthur Conan Doyle (o mesmo autor de Sherlock Holmes). O livro foi escrito em 1912. Obs.: Expedição realizada em janeiro de 2015. Na imagem, o Monte Kukenan à esquerda e o Monte Roraima à direita Saída de Boa Vista e preparativos para a subida ao monte Saímos de Boa Vista por volta das 8h. Boa Vista é a capital do estado de Roraima e a dista cerca de 215 km da fronteira com a Venezuela. Passando pela fronteira, percorremos mais 15 km até a primeira cidade no país vizinho, Santa Elena do Uiarén. Chegamos por volta das 10h e já fomos ter o primeiro contato com o dono agência que contratamos. Como ele acertamos o horário da ‘charla’, que consiste em uma espécie de briefing sobre os procedimentos, cuidados e recomendações aos que irão subir o Monte. Após este breve encontro, aproveitamos para trocar reais por bolívares na cidade. A cotação do dia estava em 50 bolívares para cada real (ano de 2015). O valor que pagamos por pessoa foi de R$ 650,00 para oito dias (sete pernoites), incluindo alimentação e a montagem das barracas. Precisamos levar somente nossos objetos pessoais, como saco de dormir, isolante térmico e roupas. Para entrar em Santa Elena não foi preciso nada além de nossos documentos pessoais mas para seguirmos adiante em nossa viagem precisaríamos do ‘Permiso’. Retornamos então de Santa Elena para a fronteira e chegamos à Aduana. Fomos antes até a PF brasileira para obter o carimbo do nosso passaporte. Todo o processo durou cerca de duas horas. Na Aduana a Venezuela exigia, além dos documentos pessoais, a carteira de vacinação para a Febre Amarela. Após a obtenção do permiso, procuramos um hotel na cidade e encontramos o ‘Garibaldi’, no centro. O hotel tinha água quente mas o quarto carecia de certa higiene. Pagamos 1500 bolívares e dormimos sobre nossos sleeping bags! A internet, apesar do sinal, era impossível de ser acessada. No dia seguinte nos encontramos com o dono da agência para a ‘charla’ sobre a expedição, que durou pouco mais de uma hora. Na primeira parte, trouxe uma série de informações sobre como encarar os dias de caminhada, os locais onde iriamos pernoitar e os cuidados que deveríamos tomar. Na segunda parte da charla, falou sobre aspectos geológicos do Monte Roraima e concluiu falando sobre alguns aspectos esotéricos da região. É importante ressaltar que a agência que contratamos era voltada para o turismo esotérico e o agente nos fez algumas recomendações. Por exemplo, ao chegar à montanha ou entrada de alguma cueva (caverna), os índios Pemon – que consideram o Roraima um monte Sagrado –, recomendam que os chegantes sempre peçam permissão aos espíritos que guardam o lugar, dizendo que vêm em paz e só querem harmonia. Disse também que, como em outros locais místicos, são também comuns avistamentos de OVNIS na região do Roraima. Há segundo ele centenas de testemunhos independentes de naves saindo de cachoeiras, do interior do monte, etc. Concluiu dizendo que o Monte Roraima está ligado energéticamente com os principais pontos esotéricos do mundo, como Stonehenge, Nasca, Ilhas de Pascoa, Machu Pichu, Monte Fuji, Yukatan e, no Brasil, um ponto em Minas Gerais. Disse por fim que em todos estes locais há centros energéticos subterrâneos. Primeiro dia Paraitepui ao acampamento do Rio Tek Chegamos na agência por volta das 9h, hora combinada para sairmos. Foi solicitado que não colocássemos nossos passaportes nas mochilas, pois poderiam ser requisitados nos dois postos de controle militar (os postos são denominados Alcabalas) que existem no trajeto. Dois veículos nos aguardavam. São preparados para estradas de difícil acesso, com espaço interno adaptado para abrigar nove pessoas além do motorista. Após a acomodação das bagagens nestes veículos, iniciamos a viagem de Santa Elena até o ponto conhecido como Paraitepui. Uma parte da estrada é asfaltada mas, em determinada altura, o veículo entra por uma estrada de terra que leva a este local, que marcou o início de nossa caminhada. O deslocamento dura cerca de 1 hora e 40 min. Na chegada a Paraitepui, o Sr. José (o nosso guia durante toda a viagem) foi cuidar dos detalhes de nossa liberação. O local é uma comunidade indígena com poucas habitações. Ficamos num abrigo simples, conferindo o equipamento para subida. A seguir, alongamos o corpo e tiramos algumas fotografias. A saída demorou um pouco pois o Sr. José aguardava a chegada dos chamados porteadores, indígenas contratados ali mesmo na vila para compor a expedição. Os porteadores fazem realmente um trabalho duro: carregam as barracas, a comida e demais utensílios necessários em cada parada. Um deles fica encarregado de levar o que eles chamam ‘chocolate’, ou seja, os dejetos gerados pelos membros da expedição durante a viagem! É proibido deixar estes dejetos no topo do Roraima, mesmo os orgânicos... Após algum tempo, Sr. José chegou com os porteadores e com a permissão para a nossa viagem. Eles começaram a organizar nosso almoço: dois sanduíches imensos com queijo, presunto, cebola e pepino, acompanhados de suco. Com regra, os alimentos frios eram servidos durante o dia e os alimentos quentes durante a noite. Após nos fartarmos, aguardamos mais alguns instantes e fomos orientados a colocar nossa mochila nas costas. Vale dizer que cada membro deve carregar seu próprio isolante térmico, seu sleeping bag, suas roupas e alimentos pessoais. Os organizadores sempre sugerem levar comida extra pessoal, sem faltar alguns doces, que diminuem o mau humor durante a viagem. Momentos antes do início da caminhada (Imagem: Grupo 'Caminhando por aí', nossos companheiros de expedição) Finalmente iniciamos a caminhada! Como todos estavam animados, iniciamos muito bem, vencendo facilmente as subidas e descidas iniciais. Cerca de uma hora depois, nos deparamos com uma subida íngreme, chamada pelos locais de ‘la prueba’. Dizem que é neste primeiro desafio que o chefe da expedição fica sabendo qual é o condicionamento físico dos membros da expedição. Quem é sedentário, por exemplo, sente bastante esta primeira subida! Neste primeiro dia de caminhada, a pessoa que não está acostumada com trilhas longas logo começa a sentir o peso da mochila nos ombros, que doem quase que insuportavelmente. Somando-se a isso o sol a pino e o terreno progressivamente pedregoso, temos um cenário singular que nos impõe uma dura prova de resistência. Este cenário prolongou-se por mais ou menos umas três horas e meia, quando a expedição alcançou o primeiro acampamento, na beira do Rio Tek. Os porteadores, acostumados a percorrer estas longas distâncias com muito peso, chagaram antes ao acampamento de modo que, ao chegarmos, quase todas as barracas já estavam montadas. Do acampamento do Rio Tek é possível vislumbrar o Monte Roraima e, mais próximo, o imponente Tepui Kukenan. Pessoas de vários países procuram o Roraima. Muitos Franceses, Russos, Espanhóis, Austríacos, Suecos, Venezuelanos, Japoneses, Americanos e, é claro, muitos brasileiros. Aspecto do acampamento do Rio Tek Monte Kukenan, fotografado no acampamento às margens do Rio Tek Todos que chegam ao acampamento procuram logo o Rio Tek para tomar banho (que no fim do dia é muito fria) e pegar água para beber e reservar. É importante dizer que toda a água utilizada durante a caminhada é retirada de rios, regatos e cascatas, etc. À noite, nos foi servido macarrão com carne moída, queijo e suco. Durante a noite, um céu espetacular pôde ser visto. O firmamento crivado de estrelas deixou a todos encantados. No meio da madrugada, ao levantar por um momento, pude presenciar uma das cenas que mais me emocionaram em toda a viagem: de um lado, entre o Roraima e o Kukenan, a estrela polar! No meio do céu, a lua minguante e, ao sul, o Cruzeiro ainda visível nas primeiras latitudes do hemisfério Norte. Segundo dia Acampamento do Rio Tek (1050m) ao Acampamento base (1500m). O Sr. José nos alertou ainda em Santa Elena que preferia iniciar a caminhada bem cedo. Por volta das 5h já era possível ouvir os passos dos porteadores. Eles acenderam o fogareiro e iniciaram a preparar nosso 'desayuno', que consistiu de um pão frito recheado com queijo, café e té (chá) quentes, servidos gentilmente por duas moças que também eram porteadoras da nossa expedição. Logo após o café iniciamos a caminhada do segundo dia. Trata-se de uma dura subida. Meia hora após o início da caminhada, chegamos ao Rio Kukenan, que cruzamos com facilidade. Rio Kukenan, com os montes Kukenan e Roraima ao fundo A partir daí, por volta das 8h, o sol deu o ar de sua graça... Cruzamos grandes campos de pteridófitas e o terreno pedregoso começou a ficar mais e mais constante. A subida requer algumas paradas para retomar o fôlego e beber um pouco d’água. A quantidade de cascalho solto na subida cada vez mais íngreme é um perigo para quem não tem botinas adequadas. O grupo ficou um pouco mais separado pois muitos já não podiam esconder mais o cansaço. A alegria inicial deu lugar a uma incrível determinação de vencer este segundo dia. Joelhos e ombros são muito exigidos. Um dos membros de nossa expedição teve problemas musculares e pensou em desistir. Soubemos mesmo de um senhor de Boa Vista (de outra equipe) que desistiu no meio do caminho, sendo acompanhado por um porteador que o levou de volta à Sta. Elena. Parei muitas vezes para retomar o fôlego! Os ombros, castigados no dia anterior, pareciam já estar acostumados ao sofrimento imposto pelo peso da mochila. A expedição como um todo sentiu mais este segundo dia e mesmo antes de chegarmos ao final, paramos próximo a um regato para reabastecer a nossa água e também para almoçarmos. A comida foi preparada num conjunto de rochas a céu aberto por volta das 13h30 e consistiu de sanduíches e suco. É importante dizer que o tipo de alimento que nos era servido variava de acordo com a hora do dia: nas horas quentes lanches frios e, nas horas mais frias, comida quente. Após recobrarmos as forças, retomamos a caminhada e, por volta das 15h30 chegamos ao acampamento que fica na base do Monte Roraima. Um imenso paredão nos deu a dimensão de nossa insignificância... Visão realmente espetacular vislumbrar o Roraima e o Kukenam, lado a lado. Imagem feita a partir do acampamento base Como no dia anterior, os porteadores rapidamente montaram nossas barracas e fomos tomar banho num córrego na base do monte. A água congelante desencorajava o mergulho mas, como a sujeira incomodava, respiramos fundo e entramos na água. O pouco tempo dos pés sob a água os deixava dormentes. Ao sair, a brisa fria terminava a angustiante sensação, amenizada pela toalha e pela camisa rapidamente colocada. No jantar, comemos arroz com polo e legumes e bebemos um chá quente. Durante a madrugada fez um frio muito intenso. O segundo acampamento fica no meio da vegetação da base do Roraima. Pudemos ver muitas amoras que eram vorazmente disputadas por aves locais. Entre elas, a mais abundante é sem dúvida o tico-tico, visto sempre no solo buscando restos de comida. Sabias e andorinhas também puderam ser vistos em abundância. Terceiro dia Acampamento base (1500m) ao topo do Monte Roraima (2680m) Aos primeiros raios de sol, acordamos e tomamos o café da manhã. Sabíamos de antemão que o terceiro dia seria bem puxado, pois é nele que começou a subida propriamente dita pela rampa de acesso ao Monte Roraima. Logo no início, uma subida quase vertical nos deu a dimensão do desafio que nos aguardava. É uma subida perigosa para quem não tem familiaridade com ambiente natural. Mesmo para quem é acostumado, todo cuidado é pouco. Cada novo passo precisou ser bem calculado e, devido à chuva do dia anterior, o risco de escorregão aumentara. Algumas palavras passaram a constituir-se verdadeiros mantrans para os membros da expedição, ditas a nós pelo Sr. José repetida e pausadamente: ‘listo’, ‘paso a passo, sin carrera, sin apuro’. Diferente do dia anterior, não perdi o fôlego com facilidade pois os passos eram mais curtos e cuidadosos. Mãos e joelhos sentiram mais desta vez. O caminho torna-se facilitado à medida em que você percebe alguns macetes: sempre há um tronco, uma raiz ou algo próximo que auxilia o impulso e a segurança para o próximo passo. Diferentemente da trilha do dia anterior, toda percorrida em ambiente savânico (aberto), esta trilha íngreme está entre a vegetação da base do Roraima, de modo que o sol não castigou tanto. Pelo contrário, à medida que a subida ocorria, ficamos cada vez mais sujeitos ao clima próprio do Monte. Uma cerração constante, ventos e um clima mais ameno. Os ombros, já acostumados ao peso da mochila, já estava como que anestesiados ou antes, suplantados pelas dores nos joelhos e nos pés. No meio da caminhada, umas duas horas e meia após a saída, nos deparamos com uma descida imensa, seguida por nova subida. Ao final desta subida, vislumbramos o famoso ‘paso de las lagrimas’. Neste local, nós passamos literalmente por baixo da queda dágua. Minha esposa pensou que começara a chover... Subimos pelas rochas em forma de escada toda molhada. Somado ao cansaço, a força da água e o terreno escorregadio e perigoso minam a confiança de muitos viajantes. Alguns atribuem o termo ‘paso de lagrimas’ não somente a queda, mas também às lágrimas que escorrem pelo rosto daqueles que consideram ter chegado ao seu limite físico e psicológico. Passado o desafio do ‘paso’, continuamos a difícil subida, com algumas paradas para pegar água para descanso. Foi nessa parte da subida que encontramos por vez primeira o famoso anuro endêmico do monte Roraima (Anomaloglossus roraima), por estre as rochas. Anuro endêmico dos Tepuis do Sul da Venezuela (Anomaloglossus roraima) Algum tempo depois, chegamos finalmente ao topo do Roraima! Um sol agradável nos recebeu e pudemos secar parcialmente as roupas. Fizemos nosso almoço ali mesmo entre as rochas. Enquanto comíamos, pudemos vislumbrar, logo na chegada, as estranhas formas esculpidas nas rochas pela água por milhões de anos, imagens estas retratadas em tantas imagens que viramos somente nas páginas da internet. Aspecto das rochas na chegada ao topo do Roraima Após o breve almoço – pão torrado com presunto e mussarela –, continuamos nossa caminhada, agora no topo, até nosso acampamento, o ‘hotel’. No Roraima, Hotel consiste em abrigos sob grandes formações rochosas. São abrigos que nos protegem parcialmente das chuvas intensas, sol e vento. As barracas são montadas onde é possível. Se um determinado grupo chega aos hotéis e não há ‘vaga’ para as barracas, é obrigado a ficar sob do ‘humor climático do Roraima’, que muda a todo momento. Há um hotel principal, mas ficamos num outro local chamado hotel sucre, com menor capacidade. Li certa vez num site uma afirmação que comprovei ser verdadeira: ‘durante a viagem ao Monte Roraima, vivenciamos diariamente as quatro estações!’. Quando chegamos ao nosso hotel, encontramos nossas barracas já instaladas pelos porteadores. Após nos instalarmos adequadamente, descansamos por uns quarenta minutos e tomamos uma sopa caliente. Um dos porteadores veio nos dizer que iríamos realizar já naquela tarde nossa primeira incursão ao Roraima. Fizemos uma caminhada de 40 minutos e visitamos um dos vales de cristais existentes no monte. Confesso que esperava um pouco mais desse vale, que na prática não passa de uma única subida cheia de pequenos cristais. Eles também ficam espalhados pelas proximidades, sobre um solo argiloso de coloração levemente rosácea. A seguir, conhecemos também o local denominado ‘jacuzzi’, uma espécie de piscina natural onde tomamos nosso banho. O fim de tarde, a garoa e o vento constante tornaram a entrada desconfortável, sensação somente suplantada pela necessidade de manter o corpo limpo! O caminho até estas localidades nos deu já uma boa noção da paisagem surreal existente no platô do Monte Roraima. O formato peculiar das rochas é um convite à imaginação humana. Viamos diferentes formas animais, construções que assemelhavam-se a catedrais, etc. Jaccuzi, no topo do Monte Roraima Formação natural encontrada no topo do Monte Roraima Foi nesta tarde que pudemos conhecer também o ponto mais alto do monte, denominado Maverick, com 2860 m. Tem esse nome por ter a aparência do veículo de mesmo nome. Retornamos rapidamente para nosso acampamento. O fato de não estarmos mais carregando nossas mochilas tornou a caminhada mais rápida e menos desgastante. Na chegada ao acampamento, fizemos nosso jantar, que foi ‘pasta’ com polo. Alguns beberam chá e outros chocolate quente. A chegada da noite convidava-nos invariavelmente ao recolhimento, seja pelo cansaço gerado pelo intenso dia de caminhada, seja pela necessidade de estarmos preparados para o esforço do dia seguinte. Neste dia soubemos que seria difícil visitar o lado brasileiro do monte. O hotel 'Quati' estava lotado. Assim, o sr. José achou por bem nos levar a alguns outros locais no lado Venezuelano do Monte Quarto dia O dia seria de uma longa caminhada pois, como não iriamos mudar o acampamento (o lado brasileiro estava, como dissemos, lotado), deveríamos nos deslocar até os pontos planejados para visitação e depois retornar. Por essa razão, percorremos 18 km nesse dia. Logo pela manhã tomamos nosso costumeiro café da manhã. Vimos o Sr. José chegar apressado dizendo em voz alta, num tom de comando: ‘listo?’. Minutos depois, começamos a caminhada até o chamado ponto fronteiriço tríplice entre Brasil, Venezuela e Guiana. O dia amanhecera chuvoso. Uma intensa névoa encobria todo o vale e um vento forte com umidade desencorajava a incursão. O experiente guia continuou a marcha e o seguimos por entre as rochas. O caminho era sempre irregular. É preciso pular muitas rochas e escalar algumas delas. É preciso também andar por caminhos específicos (entre pequenas rochas estrategicamente colocadas pelos indígenas) para tentar manter os pés secos (uma tarefa que se mostra sempre inútil ao fim do dia). Mesmo botas aparentemente impermeáveis de alguns membros da expedição não foram capazes de conter a água. Visitamos catedrais de pedra e outras rochas que, como já dissemos, lembram formas humanas e animais. Andamos por toda a manhã e, ao final, avistamos ao longe o pequeno obelisco que marca a tríplice fronteira. Nosso almoço foi um lanche frio com pão, repolho, maionese e atum, além deu um copo de suco. Foi nesse dia que conhecemos os pontos denominados 'catedral' e 'elefante', além de um outro vale com muitos cristais. Estávamos já bem cansados e a escalada foi difícil, sempre por entre ou sobre as rochas. Finalmente chegamos ao topo da colina e ao obelisco. Por graça da natureza, o tempo abriu de repente e fomos brindados com o maravilhoso sol durante o tempo em que permanecemos no obelisco. Um sentimento de alegria envolveu-nos a todos, apesar do cansaço! Um imenso arco-íris pôde ser visto cruzando todo o vale. Entretanto, como já dissemos, o clima próprio do monte é muito instável, de modo que logo na sequência o tempo piorou novamente. Obelisco da tríplice fronteira (Brasil, Guiana e Venezuela) no topo do Monte Roraima Continuamos a caminhada rapidamente pois o Sr. José não queria que andássemos durante a noite por entre as rochas. Andamos por entre vales e elevações, sempre com um tremendo esforço físico. Ao perguntarmos aos porteadores quanto tempo restava, sempre nos diziam a mesma hora (não queriam nos desestimular). Após algum tempo, chegamos ao local denominado ‘El foso’. Trata-se de uma imensa abertura em cujo fundo há um belíssimo lago. Uma cascata formada pelas águas que descem das elevações rochosas próximas completa o cenário. A beleza do lugar nos fez esquecer do cansaço e ficamos durante um tempo tomando fotos e conversando. O tempo uma vez mais colaborou justamente quando chegamos. Após a visita ‘El foso’, começamos nosso retorno. A volta foi penosa! O tempo ficou fechado durante praticamente todo o dia e, ao cair da tarde, o frio aumentou drasticamente. Aspecto do local denominado 'El foso', no topo do Roraima Chegamos ao Hotel Sucre por volta das 19h (12 horas caminhando nesse dia), já com o uso de lanternas para nos guiar por entre as rochas. Quando cheguei, minha primeira reação foi deitar na barraca e ali permaneci por mais ou menos uma hora. O jantar foi composto de arroz, lentilha e carne moída. Como bebida quente, chocolate, chá ou café. Comida quente era quase tudo que precisávamos... Sim, quase tudo pois estávamos sujos e banho naquele frio noturno numa água congelante era impensável. A saída foi encontrar algumas poças próximas e limpar escrupulosamente as partes íntimas e axilas... Outro grande problema de um ambiente umido é que suas roupas simplesmente não secam! A botina então, pode esquecer. Um dos membros da expedição sugeriu o seguinte paliativo para o dia seguinte: calçar uma meia seca e limpa, um saco plástico e a meia suja e úmida. Colocar a botina dessa forma torna-se menos desconfortável. Quinto dia Neste dia saímos um pouco mais tarde (depois das 8h), seja porque os pontos de visita eram mais próximos, seja pelo extremo cansaço. O tempo amanheceu mais uma vez bem fechado. Nosso café foram bolinhos recheados com ramon (presunto) e omelete. Fomos mais uma vez até o Maverick, ou seja, o topo do monte. Nesse dia conhecemos muitas formações estranhas, que foram nomeadas pelos locais de acordo com suas semelhanças com animais ou com formas humanas. Fomos a outro vale dos cristais, bem maior que o primeiro, onde podíamos pisar sobre os cristais que estavam espalhados por todo o caminho. Conhecemos o vale da esperança e o lago do mesmo nome. Na sequência, fomos até um dos pontos mais famosos do monte, denominado ‘La Ventana’, onde é possível ver todo o vale e as encostas do monte com suas várias cachoeiras. Para nossa infelicidade o tempo não melhorou a não pudemos ver nada, dada a espessa bruma que cobria todo o ambiente. Ao mesmo tempo, tal bruma dava ao lugar um aspecto misterioso e enigmático e surreal. No retorno ao acampamento, vimos uma cena inusitada: no meio de todas aquelas vimos a súbita chegada de um helicóptero. Ao longe, olhando para o local onde o helicóptero iria pousar, vimos um grupo de turistas estrangeiros, que embarcaram rapidamente e deixaram o monte na sequência. Ao mesmo tempo, alguns turistas japoneses desceram naquele lugar inóspito para conhecer o topo do monte. Notamos que, ao verem o helicóptero indo embora, ficaram sem reação, como se tivessem sido teletransportados subitamente para um local alienígena. É uma opção mais cômoda e também muito mais onerosa. Continuamos nossa caminhada até o acampamento, passando pela jacuzzi e chegando no acampamento por volta das 15h. Ainda estava chovendo e fomos recebidos com sopa, pão, chá, chocolate e café. Cristais encontrados no topo do Monte Roraima Sexto dia Último dia no topo do Monte Roraima. Logo que o dia raiou, por volta de 5h40, o Sr. José veio nos acordar. Estava muito animado, perguntando quem gostaria de fazer uma última tentativa de conhecer a vista de ‘La ventana’. Poucos se candidataram, pois o cansaço era grande, estava muito frio e muitos já estavam um pouco desanimados. Optei por fazer a tentativa! O vento estava forte e o dia bem mais claro. Quando chegamos, pudemos contemplar a beleza da vista que ‘la ventana proporciona’, o que nos deixou muito emocionados. O mirante é realmente espetacular. Retornamos por volta das 7h30, e encontramos os demais membros da expedição tomando café da manhã, composto de Arepa e café quente. Saímos todos e fomos conhecer um local chamado ‘La Cueva’. Após pedir a costumeira permissão, pudemos explorar o interior do local. A seguir, no caminho de retorno, o dia estava bem mais agradável e o senhor José aproveitou para nos contar algumas histórias que ele conhecia sobre o monte Roraima. A seguir, retornamos ao hotel pois precisávamos estar descansados para o dia seguinte, quando iriamos iniciar a descida do monte. O ambiente no topo do monte é realmente inóspito. A última noite foi úmida e muito fria. Comemos uma sopa com pão e fomos dormir. La Ventana. Monte Roraima Sétimo dia Topo do Monte Roraima (2680 m) ao acampamento do Rio Tek (1050 m). Começamos o dia com um café reforçado de mingau com aveia e flocos e um pouco de chá. Dia de forte caminhada. Começamos a descer o monte logo pela manhã (6h). Foi certamente o dia mais difícil, exigindo muito de nossos joelhos. O planejamento era descer o monte, passar pelo acampamento base e chegar no acampamento do Rio Tek no fim do dia. Muitos visitantes que estão acostumados a trilhas montanhosas costumam descer pela trilha em alta velocidade, numa destreza admirável. Aspecto do paredão do Monte Roraima (descida) Descemos durante a manhã por toda a parte florestada da encosta do Roraima, com poucas paradas, almoçando no acampamento base. O almoço foi novamente pão de forma, repolho, atum e maionese. Ficamos cerca de meia hora nesse acampamento e continuamos a descida. No período da tarde, agora sob forte sol, caminhamos pela savana em direção ao rio Kukenan. Ao chegarmos ao rio, o calor e o cansaço eram tamanhos que instintivamente nos livrávamos das mochilas para nos refrescarmos no rio. Ficar com os ombros livres foi um verdadeiro alívio. Após essa breve pausa, nos encaminhamos para o acampamento do Rio Tek, onde tivemos nosso último pernoite. Tanto eu quanto minha esposa deixamos nossos calçados (praticamente imprestáveis) nesse local. Por sorte, tínhamos deixado um outro par quando de nossa ida. Fizemos isso para deixar nossa carga mais leve e ficamos muito felizes em saber que ainda estavam lá quando chegamos. Jantamos macarrão com carne e um pouco de suco e fomos dormir. Oitavo dia Acampamento do Rio Tek ao Paraitepui Na manhã do último dia, acordamos bem cedo. Tomamos o nosso café, já bem animados por estarmos no fim da caminhada. Os membros da expedição haviam combinado de deixar um ‘regalo’ aos porteadores que foram sempre tão atenciosos e prestativos conosco. Nos despedimos dos imponentes kukenan e Roraima e começamos a caminhada até o Paratepui. Ao chegarmos, encontramos uma pequena venda aberta e bebemos refrigerante gelado. O carro estava nos aguardando e, após todos os membros da expedição chegarem, fomos de Paraitepui até uma Vila no meio do caminho até Santa Elena. Nesta vila, que é uma comunidade indígena, tivemos uma farta refeição, com uma grande porção de polo assado, arroz, salada, maionese de repolho e refrigerante. Após essa bela refeição, fomos até uma rua onde compramos artesanato local. Pouco depois, voltamos à Santa Elena, onde a expedição foi finalizada.
  2. Resolvi fazer este relado de viagem principalmente pela pouca orientação que encontrei para fazer a expedição para o Monte Roraima. Tive dúvida do que levar, mas, principalmente do que NÃO levar. Incerteza com que guia contratar. Incerteza com comida e pouca orientação sobre preparo físico necessário. Espero com este relato suprir algumas dessas deficiências que outros aventureiros possam ter. 1 – Diário de bordo 2 – O que levei para o Monte Roraima 3 – Como contratar um guia 4 – O que comer e o que beber 5 – Preparo físico necessário para subir o Monte Roraima 6 – Despesas 7 – Conclusão 1 – Diário de Bordo DIA 1 Saímos de Londrina, eu Ana e Maurício às 13:25.🛫 Chegamos em Congonhas com pouco menos de uma hora. O voo para Brasília saiu às 17h. Uma hora e meia de viagem. Chegando em Brasília tínhamos mais de 4 horas de espera até o voo para Boa Vista. Bom que deu tempo de conhecer o aeroporto, que é muito grande e bonito. Faz jus a capital do Brasil. Deu tempo de jantar (R$ 28,00) e até de comer uma sobremesa (R$ 36,00). De Brasília saímos às 22:45 e chegamos em Boa Vista a 1:20 (horário local, uma hora a menos do horário de Brasília). Em Boa Vista desembarcamos e pegamos um táxi (R$ 40,00) para o hotel (R$ 110,00).🛬 No hotel chegamos umas 2h da manhã. O Hotel Magna era bem simples, mas suficiente. Tinha até condicionado, mas o chuveiro não tinha a opção de quente. Tudo bem que faz muito calor em Boa Vista, mas água fria e tenso. Depois ficamos sabendo que somente hotéis de luxo que tem chuveiro elétrico em Boa Vista Procuramos dormir logo pq as 6 da manhã o táxi já ia passar nos pegar. DIA 2 Acordamos as 5:15 de uma noite não dormida muito bem. Pernilongos e poucas horas de sono. As 6h em ponto o táxi chegou.🚖 Partimos em direção a Pacaraima. Um pouco mais de 2 horas de viagem. Com direito a uma parada para tomarmos um café da manhã no Quarto de Bode.🐐 Chegando em Pacaraima o nosso guia Leopoldo já nos aguardava e a partir de então era com ele que a gente seguiria o restante da viagem. Pacaraima aparenta ser uma cidade bem pequena, mas estava com um fluxo bem grande de pessoas. Acho que a maioria era venezuelanos. Atravessar a fronteira foi bem tranquilo. Do lado brasileiro nem precisamos fazer trâmite algum (pelo menos eu acho que não precisava 🤔). Do lado venezuelano foi uns 20 min, isso graças ao auxílio do guia. Senão penso que demoraria mais. Para ingressar do lado venezuelano vc passa por tbm por uma fiscalização da guarda Bolivariana que tbm foi sussa. Mas, segundo informações ela geralmente não é tranquila. Ficam criando dificuldades para poder vender a facilidade. Mas não foi nosso caso. Depois da fronteira, mais uns 20 min chegamos em Santa Elena de Uairen e fomos direto para a base do guia, que já ajeitou as nossas mochilas no carro que nos levaria até a reserva de onde começa a expedição. O guia nos apresentou a equipe que nos acompanharia, Omar, sua esposa (até agora não sei o nome dela 😂) e Valentim. Depois se juntaria a nós o cozinheiro Armando. Tbm conhecemos outros dois brasileiros que fariam a expedição com nós, Guilherme e Gabriel. Logo partimos. Umas 10h. A previsão era de umas duas horas de viagem até chegar no Parque Nacional Canaima, mas o carro que estávamos deu um problema mecânico no meio da estrada. Então o motorista ligou para um outro que veio nos socorrer e trocamos de carro. Com isso atrasamos cerca de uma hora. A rodovia foi tranquila. A parte de estrada de chão é de muito sacolejo. Se não for um veículo traçado não daria conta. Quando chegamos na reserva de onde parte a expedição, tivemos que pagar uma taxa de R$ 30,00. A informação é que era R$ 10,00, mas, aparentemente subiu (deve ser a puta inflação venezuelana).🤑 Ainda nesta reserva fizemos um lanche e então partimos para 12 km de caminhada. Iniciamos por volta das 14:30. Não estava sol, o que facilitou um pouco, mas a caminhada não foi fácil. Um trekking de 12 km com uma mochila de uns 13 kg pra quem não tinha dormido direito não é fácil pra ninguém.😲 Chegamos no local do acampamento por volta das 19:00h, exaustos. Ajudamos montar as barracas e descemos para o Rio Tel para tomar aquele banho frio. Não demorou muito para o jantar ficar pronto. Uma macarronada com carne moída. Muito boa! Comemos, o guia nos deu algumas orientações sobre o dia seguinte e jogamos um pouco de conversa fora, depois dormimos, com uma chuva que se aproximava. De madrugada choveu um pouco. DIA 3 Eu acordei bem cedo. Foi uma noite bem dormida. Às 5:30 já estava de pé. Serviram o café da manhã às 6:30, omelete com uma espécie de “massinha” de pão frita. A programação era de sairmos a 7h, mas com a chuva que começou a cair e não dava para seguir viagem. Não pela chuva em si, mas sim pela cheia do rio que teríamos de atravessar. Esperamos até às 10 horas e Omar resolveu que dava para tentar. Então seguimos. Para atravessar o rio Tek foi tenso. Primeiro atravessaram nossas mochilas e depois um a um. O rio estava bem cheio e a correnteza era forte. Mas demos conta. Isso graças ao ótimo trabalho realizado pelos guias. Esta foi a primeira etapa, pq outras duas travessias do rio Kukenan nos aguardava. Paramos para o almoço, até pq não dava ainda para atravessar o rio Kukenan por causa da sua cheia. Prepararam e serviram o almoço, uma salada variada com pão. Ao seguirmos, atravessamos o Kukenan em dois pontos. O primeiro ponto foi tranquilo. A segunda é necessária a ajuda de uma corda esticada de lado a lado. Seguimos para uma caminhada de aproximadamente 3 horas. Deve ter dado uns 8 KM, mas pareceu ter andado uns 80 😅. Boa parte com um sol forte, outras com o tempo encoberto, mas sem chuva. Essa subida exige bastante preparo. Chegamos no acampamento. Mais um banho bem frio. Aquele velho e bom “banho checo”. Barracas montadas, foi hora de descansar um pouco. Já tirei um cochilo e acordei com a janta servida na porta da barraca, frango, arroz e batata cozida. Exaustos, dormimos fácil. Amanhã é o dia de concluirmos a subida e finalmente chegar ao topo. DIA 4 Acordamos cedo e o café foi servido assim que arrumamos as mochilas. Logo partimos para a etapa final da subida. Foi uma subida quase toda por dentro da mata. A trilha em si já é um espetáculo. Foram aproximadamente 5 horas de subidas e descidas. Passando por pequenos riachos, alguns mirantes onde era possível ver toda extensão do paredão do Roraima e o "Poço das lágrimas". Alcança o topo é muito gratificante. A sensação de conquista, de missão cumprida, de superação é difícil descrever. Tudo que vimos debaixo foi sensacional. A impressão que se tem e que de cima não pode superar aquilo que já vimos. Mas, por incrível que pareça, supera sim. 😲 A vista é sensacional. Apreciar o Kukenan, o sol, as nuvens, a vista de toda trilha que fizemos, o paredão visto de cima. As palavras são poucas para descrever. E isso foi só no momento da chegada, em um minúsculo pedaço do tepui que ficamos por alguns minutos. Depois de apreciar a vista e tirar umas fotos de um mirante, fomos rumo ao Hotel Índio, que nesta noite nos serviu de abrigo. É uma espécie de caverna com vista voltada para o Kukenan. O almoço foi servido (macarrão com carne moída). Descansamos um pouco e fomos conhecer as Jacuzzis. Ficava uma cerca de 30 min de caminhada do nosso “hotel”. A água é totalmente transparente, de uma pureza sem igual. Muito fria tbm. Confesso que deu trabalho para entrar. Mas não tem como estar lá e não entrar. O passeio seria incompleto. Por mais frio que seja, vale a pena. É uma beleza sem igual. Ao retornarmos foi servido um chocolate quente e pipoca. Foi possível apreciar um pouco de pôr do sol, mas com nuvens. Não demorou muito e jantamos (sopa de legumes com macarrão). Ficamos um tempo conversando e tirando fotos da lua e das estrelas. Logo depois dormimos. Amanhã é dia de irmos para outro hotel. 12 km de treking. DIA 5 O horário programado para acordar este dia não foi diferente dos outros, acordamos as 6, para tomarmos café as 6:30 e saída umas 7:30. O dia amanheceu com um céu muito limpo. Tomamos café da manhã que foi servido com uma espécie de panqueca com goiabada e uma porção de frango desfiado com umas misturas que nem sei o que é. Sei que parece que não combina, mas é bom. Mochilas arrumadas, partimos para outro hotel, Hotel Quati, este do lado brasileiro. São 12 km de trekking. A imensidão do tepui impressiona. Vc anda e parece que não tem fim. E embora seja um lugar peculiar pelas suas características, é possível perceber que o cenário vai mudando de um lugar a outro. Por este caminho de 12 km paramos em alguns pontos para conhecer e “sacar unas fotitas”. Existe até uma réplica da nave de Star wars 😁🖖 O ponto alto da caminhada é a passagem pelo "El Foço". Trata-se de um poço de um raio de uns 20/30 metros e uma profundidade de uns 30/40 metros. Uma pequena cascata cai de cima e é possível ver a lagoa que se forma no fundo. Uma lagoa de água transparente. Se de cima já impressiona, poder descer ao fundo então é espetacular. O caminho não é dos mais fáceis, mas a ajuda do nosso guia Omar mais uma vez fez toda diferença. O acesso ao fundo do "El Foço" é feita por uma caverna lateral. A descida já vale a pena. Parece que vc está em um cenário de algum filme do tipo "mundo perdido" ou filmes que retratam o período pré-histórico. O fundo do poço é muito melhor do que eu podia esperar. Tem um aspecto dourado, desde sua água até suas paredes. Quando o sol bate por suas fendas o dourado fica ainda mais vivo. A hora de entrar na água foi o momento mais desafiador. Sem dúvida foi a água mais fria que já experimentei até hoje. Ao colocar os pés na água, parecia que estavam sendo cortados. Doía a alma. E o foda é que para chegar na parte aberta, molhar só os pés não é suficiente, é preciso molhar pelo menos até a cintura. Fui o primeiro a entrar, já que percebi alguma hesitação por parte dos meus companheiros de viagem. Depois os outros vieram tbm. Todos nós com muitos gritos de "pqp" e suspiros de "Jesus". 😝 Valeu muito a pena. Olhar aquela imensidão de baixo para cima valeu o perrengue da água geladamente cortante. Depois do "El Foço" fomos para ao "Punto Triple", que é a tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Não é nada além de um marco que sinaliza a fronteira dos 3 países, mas é bem interessante saber que vc com apenas um passo pode mudar de país. Do lado guiano é possível observar um labirinto de rochas. Já do lado brasileiro o cenário muda um pouco e é possível observar árvores. Seguimos então pelo lado brasileiro e com cerca de uma hora de caminhada chegamos ao Hotel Quati, onde um delicioso almoço nos aguardava (feijoada). Almoçamos, descansamos alguns minutos e fomos a um mirante onde se pode observar a savana brasileira e o Roraiminha. A vista mais uma vez surpreendeu. Na volta passamos por um pequeno riacho para tomarmos banho. Dessa vez não tão frio. Ao retornarmos um chocolate quente foi servido, acompanhado de pipoca e bolacha de água e sal. Jogamos um pouco de conversa fora. Logo a noite caiu e a janta foi servida. Mais uma vez uma sopa de legumes. O que caiu muito bem, até pq fazia bastante frio. Mais um pouco de conversa, Conhaque e Rum para aquecer e fomos dormir. Até pq o dia foi cansativo tbm. DIA 6 Acordamos as 5 da manhã para ir ao mirante ver o sol nascer. O dia estava claro, mas quando chegamos no mirante o céu fechou e deu para ver bem pouco do sol mesmo. Mas mesmo assim a beleza foi espetacular. Voltamos ao hotel e tomamos café da manhã (um pão assado, com ovo, acompanhou goiabada). As 8 horas partimos para a aventura do dia. Foram 4 horas de caminhada para ir e 4 horas para voltar. Nada fácil. E isso pq estava somente com uma mochila de ataque. Iniciamos a caminhada com o tempo fechado e logo começou a chover. Conhecemos aquilo que chamam de Jacuzis Brasileiras. Passando por uma área que parecia um “jardim japonês”. Quando chegamos neste ponto o sol abriu um pouco. Neste dia experimentamos da grande variação climática do Monte Roraima. Chuva, sol, frio e calor tudo isso com diferença de poucos minutos. Conhecemos também Lago Gladys, que quando chegamos estava encoberto por nuvens. Abriu um pouco, mas sem muita visibilidade. Seguimos em direção a “proa”. Passamos pelos destroços de um helicóptero da Tv Globo que caiu ali no ano de 1998. O caminho não é fácil. O labirinto se torna bem mais complexo com chuva. Finalmente chegamos, mas o mal tempo não deu trégua. Apesar de ter parado a chuva, o tempo não abriu e vimos apenas o cinza de uma nuvem que insistia em não sair (nem tudo são flores 😏). Na volta, passamos novamente pelo Lago Gladys, agora totalmente visível e também passamos por um mirante espetacular, com o céu aberto. Voltamos para o Hotel Quati. Almoçamos. Descansamos um pouco. Logo a noite chegou. A janta foi servida. Jogamos um pouco de conversa fora. Muitas risadas e fomos dormir. Acredito que esta foi a noite mais fria de todas. DIA 7 Acordamos por volta das 5:00. A expectativa era de pegar um belo nascer no sol no mirante próximo do hotel Quati. E lá fomos nos. O céu que estava um tanto fechado abriu e contemplamos uma cena magnifica. Armando, o cozinheiro ainda nos presenteou com um chá quente enquanto apreciávamos a vista. Este foi o dia de regressarmos para a parte da entrada do topo do Monte Roraima. Foram mais 12 km de caminhada. Um dia de muito sol. No caminho passamos pelo Vale dos Cristais. O nome já diz tudo. A quantidade dos cristais impressiona. Depois de mais algumas horas de caminhada chegamos ao hotel Principal (fica bem de frente com o “Maverick – Ponto mais alto do Monte Roraima), bem próximo do hotel Índio que havíamos ficado no primeiro dia no topo do Roraima. Almoçamos e logo já saímos para conhecer a La Ventana. Um dos principais destinos para quem vai ao Roraima. Logo que chegamos o céu estava aberto. Foi possível apreciar a imensa vista que La Ventana proporciona, inclusive do Kukenan, que parece estar muito perto e também de outros tepuis. A vista não durou 5 minutos. O tempo fechou. Esperamos alguns minutos, mas, sem chance. Na volta passamos pela cachoeira Catedral e aproveitamos para tomar banho (frio, claro 😁). Retornamos ao hotel Principal já quase noite. Jantamos e logo dormimos. DIA 8 Dia que iniciamos a descida e retorno do monte. Começamos logo cedo, umas 7 da manhã. Embora a descida seja um pouco mais fácil, ela exige bastante cuidado e preparo físico. Por volta do meio dia chegamos no “acampamento base” onde almoçamos. Seguimos o trekking. Atravessamos o rio Kukenan e logo chegamos no rio Tek, lugar de nossa última noite de acampamento. Ali tomamos banho. Agora já não tão frio, até pq fazia muito calor. No começo da noite tivemos a oportunidade de reunirmos com os nossos guias e carregadores para um bom bate papo, avaliação da expedição e agradecimentos. Passadas as formalidades, jantamos e demos fim nos últimos álcoois. Acompanhado de muita descontração e risada. DIA 9 Solicitamos ao guia que excepcionalmente neste dia iniciássemos a caminhada mais cedo, com o intuito de evitar o sol muito forte. Então iniciamos por volta das 6:20. Foi uma boa, pois o céu estava bem aberto e o sol castigava. Apesar do sol, dos 12 km a serem percorridos e o soma do cansaço dos outros dia, até que foi tranquilo este retorno. Chegamos de volta na comunidade indígena de onde havíamos iniciada a expedição por volta das 11 horas. Exaustos! Não demorou muito para Leopoldo chegar com uma cerveja gelada para matar a sede. Ainda nos serviram um último almoço. Um mega prato com arroz, frango assado, saladas e banana frita. Acompanhado de refrigerantes e cerveja. Ainda ali na comunidade compramos alguns souvenirs e retornamos para Santa Helena e passamos a fronteira para o Brasil. Pegamos um taxi até Boa Vista. Chegamos por volta das 19:00h. procuramos um hotel onde podemos tomar banho e descansar um pouco até a hora do nosso vôo (1:00h). Chegamos em Londrina no dia seguinte as 13:00h. 2 – O que levei para o Monte Roraima Este tópico é um tanto pessoal, então, pode ter coisas que eu considere importante que para outra pessoa não seja tão importante assim e vice versa. Mas, uma coisa que você tem que ter em mente: LEVE O MÍNIMO DE PESO POSSÍVEL. Existe a possibilidade de vc contratar alguém para carregar a sua mochila. Não sei informar aqui quanto custa esse serviço, mas os guias oferecem. Não foi o nosso caso, cada um carregou a sua mochila. Então, se vc é do tipo que carrega a sua própria mochila (o que acho que seja o mínimo que deve fazer um mochileiro), cuidado com o peso. O peso pode variar de pessoa para pessoa, mas, considero que o limite ideal seria 10 kg. A minha foi com uns 13 kg. Tenho uma mochila de 60 litros. Vc tem que pensar que vai andar muito e em terrenos acidentados, com subidas, descidas, calor, frio. O total que caminhamos pelos 8 dias de trekking deu pelo menos 90 Km e boa parte desse percurso foi com a mochila nas costas. A recomendação que dou é que racione muito bem o que for levar. Uma das integrantes da nossa expedição teve alguns problemas por causa do peso excessivo da mochila. Bem, vamos lá, o que levei? -Protetor solar – Indispensável. O sol não pega leve. Não economize no uso. Ainda que esteja nublado, passe o protetor solar. -Repelente – Indispensável. Antes de chegar ao topo o Monte Roraima os mosquitos quase te carregam. -Shampoo – Levei uma quantidade bem pequena em um frasco pequeno. Tem quem só faz uso mesmo de sabonete. -Condicionador – Levei uma quantidade minúscula em um frasco tipo esses de hotel. Este é um item dispensável para muitos. Eu mesmo quase não usei. -Pente – quase não usei tbm. -Fio dental, escova e pasta de dente. -Desodorante – bem importante, já que vc pode ficar sem coragem de muito banho frio rsrs. -Lenço umedecido – Levei dos pacotes pq pensei que fosse tomar menos banho do que tomei. Um só seria mais que suficiente. -1 Sabonete. -Boné. -Touca. -4 Pares de meias – dá pra tentar levar menos e ir lavando pelo caminho. Se eu fosse hj levaria só 3. Tem muito lugar para lavar e demos sorte de pegar sol na maioria dos dias. O segredo não é só estender as roupas lavadas na barraca ou nos hotéis, até pq la possivelmente não secará. Tem que estender na mochila enquanto vc caminha. Comigo funcionou muito bem. -6 Camisetas – Hj eu levaria apenas 4. No mesmo esquema do item acima. -4 Cuecas e uma sunga – Hj levaria apenas 3 cuecas. -1 Calça de moletom – Achei que foi importante para o frio que faz dnoite. -3 Blusas – Considero importante essa quantidade. Foi o suficiente pra mim. Na medida. Não sobrou e não faltou. É interessante levar, várias ao invés de uma só. Como tem bastante variação de temperatura, é importante que seja em “camadas”. Em algum momento uma só vai resolver. Outro momento vai precisar de duas... três... -1 Prato plástico e talheres de plástico – Totalmente dispensável. Os guias levam todos os utensílios para as refeições. -1 Chinelo – Acho que é bem importante para dar aquela relaxada depois de um longo dia de caminhada. -1 Bermuda. -1 Calça de trekking modular – aquelas que é calça mas vira bermuda tbm. -Remédios – Isso é bem de uso pessoal. Cada um sabe das suas necessidades. Mas, penso que um relaxante muscular é indispensável. -1 Lanterna de cabeça – Muito útil, principalmente na hora das refeições noturnas. -4 pinhas reservas para a lanterna de cabeça. Uma apenas seria suficiente. -1 Lanterna de mão – dá para dispensar, as vezes a lanterna de cabeça é o suficiente, mas até que usei. -3 Power Bank – Não dá para ir em um lugar como o Monte Roraima e correr o risco de ficar sem bateria para tirar fotos. Mas aqui eu exagerei. Poderia ter levado só um de 20.000mah. Mas, atenção, se seu power bank não for bom, leve mais de um. -GoPro e alguns acessórios, incluindo baterias extras. -Isolante térmico/colchão inflável – Eu tenho um muito bom da Ziggy Aztek. -Saco de dormir – Tenho um que é para até 0º. Foi mais que suficiente. -1 Toalha para banho - Tipo microfibra. -1 Capa de chuva – Indispensável e deve deixar sempre acessível. -Capa protetora de chuva para mochila – Usei pouco, mas, foi por sorte de não ter pegado muita chuva. -Gel de suplemento de nutrição – Eu não dava muito para esses gelzinho que vc compra por exemplo na Decathlon. Eu levei apenas 10 e poderia ter levado pelo menos 15. No trekking faz toda a diferença. O sabor frutas vermelhas é o que mais gosto. -Levei algumas comidas – Tratarei em tópico próprio. 3 – Como contratar um guia Não tem como vc fazer o trekking sem um guia. Para entrar no parque em que o Monte Roraima está localizado já precisa deles e para andar pelo tepui então, certamente se perderia nos primeiros 10 passos sozinho. Uma das dificuldade e maior receio que eu tinha era sobre a contratação do guia. Não consegui encontrar muitas referências na internet e com as poucas referências encontrei o guia Leopoldo e arrisquei contratar. Leopoldo é venezuelano. Os guias venezuelanos são bem mais baratos que os brasileiros, em média 50% mais barato. Quando falei para alguns amigos que havia contratado venezuelanos, ouvi muita coisa do tipo: eles abandonam as pessoas lá em cima; eles não dão comida; não tem garantia nenhuma se eles vão prestar o serviço como contratado... De fato, vc não tem nenhuma garantia de que o serviço vai ser mesmo prestado. Até o último instante eu ainda estava receoso. Logo que entrei em contato o guia (fevereiro de 2018) ele pediu um adiantamento de 50% do valor. Em abril eu depositei os 50%. Realmente ele poderia ter sumido com a grana. O que eu faria? Contrataria um advogado para tentar reaver um deposito que fiz para um venezuelano? As chances de sucesso seriam poucas. Mas o Leopoldo e seus auxiliares me surpreendeu positivamente. Tudo o que foi contratado foi cumprido. Absolutamente nada ficou a desejar. Desde o primeiro momento em que ele enviou o taxi a nos pegar em Boa Vista até o retorno. Fomos muito bem tratados pela sua equipe, com toda atenção e cuidado que o Monte Roraima merece. Fomos muito bem alimentados. Eu recomendo o Leopoldo pq experimentei de seus serviços, mas, aparentemente tem outros bons tbm. Também sei que tem como contratar o guia direto em Pacaraima (última cidade do lado brasileiro) ou em Santa Elena de Urairén. Mas, para isso vc vai precisar de pelo menos mais um dia. No nosso caso, como programamos com bastante antecedência, chegamos em Santa Elena e com uma hora já saímos para a expedição. Deixo o contato do Leopoldo e de um outro guia que me atendeu muito bem tbm. Leopoldo +58 424-9115872 Imeru +58 414-1402438 Wenber +58 424-9622689 4 – O que comer e beber Quando contratamos o guia, no pacote já estava incluído a alimentação. Café da manhã, almoço e janta. Como já disse anteriormente, tinha receio se eles realmente serviriam isso e o que serviriam. Por conta deste receio, eu e meus amigos acabamos levando algumas coisas de comer, do tipo, amendoim, bolacha, chocolate, salgadinho (chips), salame, sopão... Levamos essas coisas com medo de passar fome, assim teríamos alguma coisa para comer. Mas, não precisava. Fomos muito bem servidos pela agência. Serviram macarrão com molho de carne moída, macarrão com molho de atum, arroz com molho de batata e frango, arroz com feijoada enlatada, saladas, sopas com legumes e macarrão, panquecas, pão, alguns pães típicos (não sei os nomes), pipoca, chás, café e chocolate quente, algumas frutas como laranja, melancia e melão. A comida que serviram foi o suficiente, mas o que levamos de extra acabou sendo útil nos longos caminhos das trilhas. É bom ter um pacote de bolacha a mão ou um chocolate. Nós levamos tbm uma garrafa de vinho, jurupinga e conhaque. Mas isso vai de cada um. Nas noites frias vai muito bem. Se vc for cheio(a) de “nojinho”, talvez devesse repensar ir para um trekking desses. Vc esta no meio do nada, com uma outro cultura e acaba se virando como pode. Mas, se vc come Mc Donalds então pode comer qualquer coisa rsrs. 5 – Preparo físico necessário para subir o Monte Roraima Não subestime o Monte Roraima. Não é um trekking fácil. Não é para qualquer um. Não escrevo isto para te desmotivar de ir lá, escrevo para que vc vá preparado. É importante que vc tenha algum preparo físico, alguma resistência. Vc vai enfrentar a caminhada (andamos um total de pelo menos 90 km), sol forte, frio, chuva, sobe e desce em pedras e barrancos e o peso da sua mochila. Não sou preparador físico, mas, para um maior aproveitamento da sua aventura, prepare-se fisicamente. Mesmo sendo leigo no assunto, recomendo que vc tenha resistência de correr de 7 a 10 km (por exemplo) para fazer uma subida tranquila e aproveitar ao máximo. A resistência é importante tbm pq vc anda todos os dias, sem descanso. O descanso é somente de noite. Se não estiver devidamente preparado o seu corpo não consegue recuperar. 6 – Despesas R$ 1.250,00 Passagem aérea de Londrina até Boa Vista (ida e volta). R$ 1.400,00 Pacote com o guia para uma expedição de 8 dias (incluído alimentação) R$ 100,00 Taxi de Boa Vista até a fronteira com a Venezuela (ida e volta). R$ 30,00 Entrada no Parque Nacional Canaima. R$ 180,00 Hotel – este valor dividido em 3, uma média de R$ 60,00 para cada. R$ 150,00 Alimentação antes e depois da expedição. R$ 80,00 Taxi em Boa Vista (dividido em 3). *Outros custos com material, roupas e acessórios não foram relacionados (e foi bastante). 7 - Conclusão Subir o Monte Roraima foi a realização de um sonho. Foi uma superação pessoal. O lugar é indescritível, exuberante, de uma beleza única. Nunca vi nada parecido em lugar algum. As fotos e vídeos não são suficientes para descrever. Nem mesmo o mais detalhado relado seria capaz. Ficar 8 dias sem comunicação externa é um capítulo a parte que com certeza colaborou bastante pare esse sucesso. Vc desliga do mundo externo, celular, internet e similares. Seu contato é com a natureza quase que exclusivamente. Por cada lugar que vc passa se surpreende, causa admiração e até mesmo se emociona. Se vc tem a intenção de conhecer o Roraima, pesquise, se prepare e vá. Vale muito a pena. Tenho certeza que será uma experiência para o resto de sua vida.
  3. Quando comecei a pesquisar los roques tinha pouquinhas informações sobre. Era um sonho antigo. Entrei num grupo de whats específico de los roques e mesmo lá tínhamos poucas informações. Fui em agosto 2018, em crise vigente. Foi uma viagem maravilhosa. Resolvi postar meu relato pela dificuldade de encontrar informações. Parte I Vôo manaus-maquetia - mais seguro que terra/ estadia maquetia e segurança do Miguel: Los roques Voo Manaus para maquetia empresa avior 1050 reais por pessoa em media (quanto antes comprar melhor). Voos em dias específicos. Comprei com Bruno (69) 99249-6756‬ (para não precisar apresentar o cartão de crédito um dia antes na companhia aérea em Manaus. Requisito da avior). Parcelei em 10x em qualquer cartão. Tem voos de copa também do Brasil para maquetia, mas é mais caro e tem escala no Panamá. ✈️Vôo Manaus/Caracas saída às 08:00/chegada às 10:45. ✈️Vôo Caracas/Manaus saída às 17:00/chegada às 19:50. Mao/Ccs:terça/quinta e domingo Ccs/Mao:segunda/quarta e sábado Voo maquetia - los roques com segurança do Miguel ‭+58 4141307231‬ . Que compra passagem antecipada, inclui assistência de embarque e desembarque, serviço de transporte ao hotel em maquetia ida e volta. Ele já reserva o hotel e paga. E leva para comer se pedir. 270 dólares por pessoa (passagem e serviço dele). Tem dois voos diários saindo de los roques e maquetia. As 8 e as 17hs. Hotel em maquetia - Miramar suítes diária 20 dólares. Se necessitar pernoitar em maquetia. Ficamos uma na ida e outra na volta. Sugestão: se quiser comer fora do hotel só aceita em bolívares. O Miguel paga no cartão dele e você paga em dólar para ele na cotação do dia. O mesmo no hotel, só aceita em bolívares. Miguel paga sua despesa e você da em dólar para ele. Parte II: vila e pousada. Los roques é uma cidade pequena. Pe no chão. Não tem carros passando. É tranquilo. É aquela cidade que vc vivência a simplicidade. Vc compreende que não precisa de muito para viver feliz. Como dizem os venezuelanos: “é o único lugar tranquilo na venezuela”. A Crise demorou a chegar lá. Pousadas em los roques: As pousadas possuem sistema de alimentação completa. Café, almoço e janta. O almoço, vai num isopor com suco, refri, cerveja se quiser, salgadinho, sanduíche ou massa, pois vc passa o dia visitando ilhas em passeios de barco. Fui por indicação da melhor alimentação e era a mais barata que encontrei. Pousada casa de sol. 35 dólares por dia por pessoa com café e janta. Não fechei almoço, pois compramos no Brasil salame, pate, torradas, biscoitos e já sabíamos que iríamos comer nos passeios com chichi que falarei logo mais. Pousada casa de sol é econômica, simples. É completa. Você se sente em casa. Os dois José e sol são uma simpatia. Sol faz o café da manhã com arepas, bolo, omelete, pães, geleia, manteiga, sucos e café. José prepara o jantar com maestria. Cada dia uma surpresa. Comemos peixes, saladas, risoto, batatas, ceviche, creme de lagosta e outras coisas gostosas e inesquecíveis. O quarto é limpo. Tem Tv a cabo. ‭ +58 4143032261‬ José da casa de sol. Tem varias outras pousadas, as mais caras como natura viva, caracol, Malubu que é cerca de 145 dólares dia por pessoa. Caríssima. E não vi pela aparência tanta diferença. Corsária é em média 70 dólares por dia por pessoa com café, cava e janta. É de um brasileiro, que se chama Fábio. Ele parcela. E já fecha com voo maquetia los roques. Em média 5000 reais 7 dias com voo e alimentação. E outras mais em conta que são de venezuelanos, que podem ser pesquisadas na hora que chega em los roques. Outras acuarela, guaripete, paraíso azul, cayo y Luna, Galápagos, lagunita. Procure a cotação em seus Instagram. Acuarela e lagunita você consegue parcelar pelo airbnb, é cerca de 45 dólares o dia por pessoa com café e janta. Parte III passeios e dicas gerais Passeios para as ilhas. Durante o dia você visita às ilhas. Tem duas formas de conhecer as ilhas. Pela cooperativa. Você fecha a ilha e ele te leva. Ou você faz o passei com um barqueiro. Aí entra o chichi. É um barqueiro diferenciado. Te leva as ilhas, faz snorquel com vc. Te mostra por snorquel tubarão, polvo, lagosta, peixes, tartarugas, arraia, estrelas do mar e toda a vida marinha. Ele pesca o peixe e assa na hora. Faz ceviche de pescado, polvo, moluscos. Comemos ceviche de polvo que é uma delícia. E provamos ceviche de botuto, daquele concha grande. Nem sabia que se comia isso. É delicioso. Algumas bebidas são difíceis de conseguir na ilha. Se puder levar ingredientes para fazer caipirinha Chichi prepara maravilhosamente bem. Venezuela não tem açúcar. Leve. Pega a lagosta e te prepara na hora. Sério.. imagina isso na hora saindo do mar????? E o tanto de estrela do mar!!! ❤️❤️❤️. São lindas ❤️❤️❤️. Vimos tartaruguinhas nascendo e saindo do buraco. Resgatamos e levamos para o local onde cuidam delas para crescerem e devolverem ao mar. Os outros banqueiros não fazem isso. Ele, sua esposa e o genro são uma simpatia. Passeio com o chichi - 6 dias. Gastamos 230 dólares para duas pessoas. Um casal que conhecemos gastou 370 dólares em 10 dias. O cálculo depende da distância das ilhas. O chichi escolhe o passeio do dia, pois depende da maré, do tempo. Mas com o chichi fica mais barato com certeza. Ele visita três pelo preço de uma e faz tudo com você, sem contar a culinária top. Chichi ‭+58 4148372930‬ atras da praia de franciscy tem uma santa nos fundos do mar. Tem um carinha que te levar lá e te aluga o Snorquel. Com o Chichi não precisa. Ele tem equipamento de snorquel. Restaurantes: é difícil em los roques. Tem um pequeno ao lado da igreja e outro ao lado da cooperativa dos barqueiros. É bom para comer um ceviche, ou tartar. Como todos os turistas fecham sistema de alimentação é difícil restaurantes por lá. Praia que tem restaurante é francisky e é proporcionalmente caro. Tem um bar ao lado da cooperativa dos pescadores .. da para tomar uma cervejinha ou caipirinha e bater um papo. Compras: sol da casa de sol que ficamos paga com seu cartão o mercado e nós pagamos para ela em dólar. Ela faz isso para todos os turistas. E faz a melhor cotação. Cerveja é cerca de 1 dólar a lata. O mercado tem cervejas, refrigerantes, água mineral, biscoitos, salgadinhos. Em outros dois dias para os passeios e no dia do retorno comprei macarrão, molho de tomate, atum, presunto, queijo. José preparou um macarrão delicioso para levar ao passeio e no dia do retorno. Comíamos tanto com chichi nos passeios que realmente não compensou fechar almoço.. chegávamos cheios até para jantar. Leve muito protetor solar. Cerca de um tubo para 2-3 dias para duas pessoas. Wi-Fi. Não tinha na pousada. Livre tem na praça central. Ideal ficar 10 dias. Fiquei 6 e já valeu a pena. Por do sol: em frente à igreja❤️ Caridade: Venezuela passa por uma situação difícil, então é difícil conseguir pasta de dente, açúcar, shampoo, roupas com proteção solar. Remédios para dor de cabeça, do estomago. Levamos para doar para eles da ilha. Não custa nada perguntar se precisam de algo. Chichi, José e Miguel são pessoas maravilhosas que merecem esses regalos do Brasil! Oba: Não fiz megulho com cilindro e nem kite. Estava fora do período dos ventos. E o preço do mergulho era elevado. Aproveitem!!
  4. Esse relato é dividido em cinco partes: .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro; .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro. .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010. .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011. .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
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