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  1. Resolvi fazer este relado de viagem principalmente pela pouca orientação que encontrei para fazer a expedição para o Monte Roraima. Tive dúvida do que levar, mas, principalmente do que NÃO levar. Incerteza com que guia contratar. Incerteza com comida e pouca orientação sobre preparo físico necessário. Espero com este relato suprir algumas dessas deficiências que outros aventureiros possam ter. 1 – Diário de bordo 2 – O que levei para o Monte Roraima 3 – Como contratar um guia 4 – O que comer e o que beber 5 – Preparo físico necessário para subir o Monte Roraima 6 – Despesas 7 – Conclusão 1 – Diário de Bordo DIA 1 Saímos de Londrina, eu Ana e Maurício às 13:25. Chegamos em Congonhas com pouco menos de uma hora. O voo para Brasília saiu às 17h. Uma hora e meia de viagem. Chegando em Brasília tínhamos mais de 4 horas de espera até o voo para Boa Vista. Bom que deu tempo de conhecer o aeroporto, que é muito grande e bonito. Faz jus a capital do Brasil. Deu tempo de jantar (R$ 28,00) e até de comer uma sobremesa (R$ 36,00). De Brasília saímos às 22:45 e chegamos em Boa Vista a 1:20 (horário local, uma hora a menos do horário de Brasília). Em Boa Vista desembarcamos e pegamos um táxi (R$ 40,00) para o hotel (R$ 110,00). No hotel chegamos umas 2h da manhã. O Hotel Magna era bem simples, mas suficiente. Tinha até condicionado, mas o chuveiro não tinha a opção de quente. Tudo bem que faz muito calor em Boa Vista, mas água fria e tenso. Depois ficamos sabendo que somente hotéis de luxo que tem chuveiro elétrico em Boa Vista Procuramos dormir logo pq as 6 da manhã o táxi já ia passar nos pegar. DIA 2 Acordamos as 5:15 de uma noite não dormida muito bem. Pernilongos e poucas horas de sono. As 6h em ponto o táxi chegou. Partimos em direção a Pacaraima. Um pouco mais de 2 horas de viagem. Com direito a uma parada para tomarmos um café da manhã no Quarto de Bode. Chegando em Pacaraima o nosso guia Leopoldo já nos aguardava e a partir de então era com ele que a gente seguiria o restante da viagem. Pacaraima aparenta ser uma cidade bem pequena, mas estava com um fluxo bem grande de pessoas. Acho que a maioria era venezuelanos. Atravessar a fronteira foi bem tranquilo. Do lado brasileiro nem precisamos fazer trâmite algum (pelo menos eu acho que não precisava ). Do lado venezuelano foi uns 20 min, isso graças ao auxílio do guia. Senão penso que demoraria mais. Para ingressar do lado venezuelano vc passa por tbm por uma fiscalização da guarda Bolivariana que tbm foi sussa. Mas, segundo informações ela geralmente não é tranquila. Ficam criando dificuldades para poder vender a facilidade. Mas não foi nosso caso. Depois da fronteira, mais uns 20 min chegamos em Santa Elena de Uairen e fomos direto para a base do guia, que já ajeitou as nossas mochilas no carro que nos levaria até a reserva de onde começa a expedição. O guia nos apresentou a equipe que nos acompanharia, Omar, sua esposa (até agora não sei o nome dela ) e Valentim. Depois se juntaria a nós o cozinheiro Armando. Tbm conhecemos outros dois brasileiros que fariam a expedição com nós, Guilherme e Gabriel. Logo partimos. Umas 10h. A previsão era de umas duas horas de viagem até chegar no Parque Nacional Canaima, mas o carro que estávamos deu um problema mecânico no meio da estrada. Então o motorista ligou para um outro que veio nos socorrer e trocamos de carro. Com isso atrasamos cerca de uma hora. A rodovia foi tranquila. A parte de estrada de chão é de muito sacolejo. Se não for um veículo traçado não daria conta. Quando chegamos na reserva de onde parte a expedição, tivemos que pagar uma taxa de R$ 30,00. A informação é que era R$ 10,00, mas, aparentemente subiu (deve ser a puta inflação venezuelana). Ainda nesta reserva fizemos um lanche e então partimos para 12 km de caminhada. Iniciamos por volta das 14:30. Não estava sol, o que facilitou um pouco, mas a caminhada não foi fácil. Um trekking de 12 km com uma mochila de uns 13 kg pra quem não tinha dormido direito não é fácil pra ninguém. Chegamos no local do acampamento por volta das 19:00h, exaustos. Ajudamos montar as barracas e descemos para o Rio Tel para tomar aquele banho frio. Não demorou muito para o jantar ficar pronto. Uma macarronada com carne moída. Muito boa! Comemos, o guia nos deu algumas orientações sobre o dia seguinte e jogamos um pouco de conversa fora, depois dormimos, com uma chuva que se aproximava. De madrugada choveu um pouco. DIA 3 Eu acordei bem cedo. Foi uma noite bem dormida. Às 5:30 já estava de pé. Serviram o café da manhã às 6:30, omelete com uma espécie de “massinha” de pão frita. A programação era de sairmos a 7h, mas com a chuva que começou a cair e não dava para seguir viagem. Não pela chuva em si, mas sim pela cheia do rio que teríamos de atravessar. Esperamos até às 10 horas e Omar resolveu que dava para tentar. Então seguimos. Para atravessar o rio Tek foi tenso. Primeiro atravessaram nossas mochilas e depois um a um. O rio estava bem cheio e a correnteza era forte. Mas demos conta. Isso graças ao ótimo trabalho realizado pelos guias. Esta foi a primeira etapa, pq outras duas travessias do rio Kukenan nos aguardava. Paramos para o almoço, até pq não dava ainda para atravessar o rio Kukenan por causa da sua cheia. Prepararam e serviram o almoço, uma salada variada com pão. Ao seguirmos, atravessamos o Kukenan em dois pontos. O primeiro ponto foi tranquilo. A segunda é necessária a ajuda de uma corda esticada de lado a lado. Seguimos para uma caminhada de aproximadamente 3 horas. Deve ter dado uns 8 KM, mas pareceu ter andado uns 80 . Boa parte com um sol forte, outras com o tempo encoberto, mas sem chuva. Essa subida exige bastante preparo. Chegamos no acampamento. Mais um banho bem frio. Aquele velho e bom “banho checo”. Barracas montadas, foi hora de descansar um pouco. Já tirei um cochilo e acordei com a janta servida na porta da barraca, frango, arroz e batata cozida. Exaustos, dormimos fácil. Amanhã é o dia de concluirmos a subida e finalmente chegar ao topo. DIA 4 Acordamos cedo e o café foi servido assim que arrumamos as mochilas. Logo partimos para a etapa final da subida. Foi uma subida quase toda por dentro da mata. A trilha em si já é um espetáculo. Foram aproximadamente 5 horas de subidas e descidas. Passando por pequenos riachos, alguns mirantes onde era possível ver toda extensão do paredão do Roraima e o "Poço das lágrimas". Alcança o topo é muito gratificante. A sensação de conquista, de missão cumprida, de superação é difícil descrever. Tudo que vimos debaixo foi sensacional. A impressão que se tem e que de cima não pode superar aquilo que já vimos. Mas, por incrível que pareça, supera sim. A vista é sensacional. Apreciar o Kukenan, o sol, as nuvens, a vista de toda trilha que fizemos, o paredão visto de cima. As palavras são poucas para descrever. E isso foi só no momento da chegada, em um minúsculo pedaço do tepui que ficamos por alguns minutos. Depois de apreciar a vista e tirar umas fotos de um mirante, fomos rumo ao Hotel Índio, que nesta noite nos serviu de abrigo. É uma espécie de caverna com vista voltada para o Kukenan. O almoço foi servido (macarrão com carne moída). Descansamos um pouco e fomos conhecer as Jacuzzis. Ficava uma cerca de 30 min de caminhada do nosso “hotel”. A água é totalmente transparente, de uma pureza sem igual. Muito fria tbm. Confesso que deu trabalho para entrar. Mas não tem como estar lá e não entrar. O passeio seria incompleto. Por mais frio que seja, vale a pena. É uma beleza sem igual. Ao retornarmos foi servido um chocolate quente e pipoca. Foi possível apreciar um pouco de pôr do sol, mas com nuvens. Não demorou muito e jantamos (sopa de legumes com macarrão). Ficamos um tempo conversando e tirando fotos da lua e das estrelas. Logo depois dormimos. Amanhã é dia de irmos para outro hotel. 12 km de treking. DIA 5 O horário programado para acordar este dia não foi diferente dos outros, acordamos as 6, para tomarmos café as 6:30 e saída umas 7:30. O dia amanheceu com um céu muito limpo. Tomamos café da manhã que foi servido com uma espécie de panqueca com goiabada e uma porção de frango desfiado com umas misturas que nem sei o que é. Sei que parece que não combina, mas é bom. Mochilas arrumadas, partimos para outro hotel, Hotel Quati, este do lado brasileiro. São 12 km de trekking. A imensidão do tepui impressiona. Vc anda e parece que não tem fim. E embora seja um lugar peculiar pelas suas características, é possível perceber que o cenário vai mudando de um lugar a outro. Por este caminho de 12 km paramos em alguns pontos para conhecer e “sacar unas fotitas”. Existe até uma réplica da nave de Star wars O ponto alto da caminhada é a passagem pelo "El Foço". Trata-se de um poço de um raio de uns 20/30 metros e uma profundidade de uns 30/40 metros. Uma pequena cascata cai de cima e é possível ver a lagoa que se forma no fundo. Uma lagoa de água transparente. Se de cima já impressiona, poder descer ao fundo então é espetacular. O caminho não é dos mais fáceis, mas a ajuda do nosso guia Omar mais uma vez fez toda diferença. O acesso ao fundo do "El Foço" é feita por uma caverna lateral. A descida já vale a pena. Parece que vc está em um cenário de algum filme do tipo "mundo perdido" ou filmes que retratam o período pré-histórico. O fundo do poço é muito melhor do que eu podia esperar. Tem um aspecto dourado, desde sua água até suas paredes. Quando o sol bate por suas fendas o dourado fica ainda mais vivo. A hora de entrar na água foi o momento mais desafiador. Sem dúvida foi a água mais fria que já experimentei até hoje. Ao colocar os pés na água, parecia que estavam sendo cortados. Doía a alma. E o foda é que para chegar na parte aberta, molhar só os pés não é suficiente, é preciso molhar pelo menos até a cintura. Fui o primeiro a entrar, já que percebi alguma hesitação por parte dos meus companheiros de viagem. Depois os outros vieram tbm. Todos nós com muitos gritos de "pqp" e suspiros de "Jesus". Valeu muito a pena. Olhar aquela imensidão de baixo para cima valeu o perrengue da água geladamente cortante. Depois do "El Foço" fomos para ao "Punto Triple", que é a tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Não é nada além de um marco que sinaliza a fronteira dos 3 países, mas é bem interessante saber que vc com apenas um passo pode mudar de país. Do lado guiano é possível observar um labirinto de rochas. Já do lado brasileiro o cenário muda um pouco e é possível observar árvores. Seguimos então pelo lado brasileiro e com cerca de uma hora de caminhada chegamos ao Hotel Quati, onde um delicioso almoço nos aguardava (feijoada). Almoçamos, descansamos alguns minutos e fomos a um mirante onde se pode observar a savana brasileira e o Roraiminha. A vista mais uma vez surpreendeu. Na volta passamos por um pequeno riacho para tomarmos banho. Dessa vez não tão frio. Ao retornarmos um chocolate quente foi servido, acompanhado de pipoca e bolacha de água e sal. Jogamos um pouco de conversa fora. Logo a noite caiu e a janta foi servida. Mais uma vez uma sopa de legumes. O que caiu muito bem, até pq fazia bastante frio. Mais um pouco de conversa, Conhaque e Rum para aquecer e fomos dormir. Até pq o dia foi cansativo tbm. DIA 6 Acordamos as 5 da manhã para ir ao mirante ver o sol nascer. O dia estava claro, mas quando chegamos no mirante o céu fechou e deu para ver bem pouco do sol mesmo. Mas mesmo assim a beleza foi espetacular. Voltamos ao hotel e tomamos café da manhã (um pão assado, com ovo, acompanhou goiabada). As 8 horas partimos para a aventura do dia. Foram 4 horas de caminhada para ir e 4 horas para voltar. Nada fácil. E isso pq estava somente com uma mochila de ataque. Iniciamos a caminhada com o tempo fechado e logo começou a chover. Conhecemos aquilo que chamam de Jacuzis Brasileiras. Passando por uma área que parecia um “jardim japonês”. Quando chegamos neste ponto o sol abriu um pouco. Neste dia experimentamos da grande variação climática do Monte Roraima. Chuva, sol, frio e calor tudo isso com diferença de poucos minutos. Conhecemos também Lago Gladys, que quando chegamos estava encoberto por nuvens. Abriu um pouco, mas sem muita visibilidade. Seguimos em direção a “proa”. Passamos pelos destroços de um helicóptero da Tv Globo que caiu ali no ano de 1998. O caminho não é fácil. O labirinto se torna bem mais complexo com chuva. Finalmente chegamos, mas o mal tempo não deu trégua. Apesar de ter parado a chuva, o tempo não abriu e vimos apenas o cinza de uma nuvem que insistia em não sair (nem tudo são flores ). Na volta, passamos novamente pelo Lago Gladys, agora totalmente visível e também passamos por um mirante espetacular, com o céu aberto. Voltamos para o Hotel Quati. Almoçamos. Descansamos um pouco. Logo a noite chegou. A janta foi servida. Jogamos um pouco de conversa fora. Muitas risadas e fomos dormir. Acredito que esta foi a noite mais fria de todas. DIA 7 Acordamos por volta das 5:00. A expectativa era de pegar um belo nascer no sol no mirante próximo do hotel Quati. E lá fomos nos. O céu que estava um tanto fechado abriu e contemplamos uma cena magnifica. Armando, o cozinheiro ainda nos presenteou com um chá quente enquanto apreciávamos a vista. Este foi o dia de regressarmos para a parte da entrada do topo do Monte Roraima. Foram mais 12 km de caminhada. Um dia de muito sol. No caminho passamos pelo Vale dos Cristais. O nome já diz tudo. A quantidade dos cristais impressiona. Depois de mais algumas horas de caminhada chegamos ao hotel Principal (fica bem de frente com o “Maverick – Ponto mais alto do Monte Roraima), bem próximo do hotel Índio que havíamos ficado no primeiro dia no topo do Roraima. Almoçamos e logo já saímos para conhecer a La Ventana. Um dos principais destinos para quem vai ao Roraima. Logo que chegamos o céu estava aberto. Foi possível apreciar a imensa vista que La Ventana proporciona, inclusive do Kukenan, que parece estar muito perto e também de outros tepuis. A vista não durou 5 minutos. O tempo fechou. Esperamos alguns minutos, mas, sem chance. Na volta passamos pela cachoeira Catedral e aproveitamos para tomar banho (frio, claro ). Retornamos ao hotel Principal já quase noite. Jantamos e logo dormimos. DIA 8 Dia que iniciamos a descida e retorno do monte. Começamos logo cedo, umas 7 da manhã. Embora a descida seja um pouco mais fácil, ela exige bastante cuidado e preparo físico. Por volta do meio dia chegamos no “acampamento base” onde almoçamos. Seguimos o trekking. Atravessamos o rio Kukenan e logo chegamos no rio Tek, lugar de nossa última noite de acampamento. Ali tomamos banho. Agora já não tão frio, até pq fazia muito calor. No começo da noite tivemos a oportunidade de reunirmos com os nossos guias e carregadores para um bom bate papo, avaliação da expedição e agradecimentos. Passadas as formalidades, jantamos e demos fim nos últimos álcoois. Acompanhado de muita descontração e risada. DIA 9 Solicitamos ao guia que excepcionalmente neste dia iniciássemos a caminhada mais cedo, com o intuito de evitar o sol muito forte. Então iniciamos por volta das 6:20. Foi uma boa, pois o céu estava bem aberto e o sol castigava. Apesar do sol, dos 12 km a serem percorridos e o soma do cansaço dos outros dia, até que foi tranquilo este retorno. Chegamos de volta na comunidade indígena de onde havíamos iniciada a expedição por volta das 11 horas. Exaustos! Não demorou muito para Leopoldo chegar com uma cerveja gelada para matar a sede. Ainda nos serviram um último almoço. Um mega prato com arroz, frango assado, saladas e banana frita. Acompanhado de refrigerantes e cerveja. Ainda ali na comunidade compramos alguns souvenirs e retornamos para Santa Helena e passamos a fronteira para o Brasil. Pegamos um taxi até Boa Vista. Chegamos por volta das 19:00h. procuramos um hotel onde podemos tomar banho e descansar um pouco até a hora do nosso vôo (1:00h). Chegamos em Londrina no dia seguinte as 13:00h. 2 – O que levei para o Monte Roraima Este tópico é um tanto pessoal, então, pode ter coisas que eu considere importante que para outra pessoa não seja tão importante assim e vice versa. Mas, uma coisa que você tem que ter em mente: LEVE O MÍNIMO DE PESO POSSÍVEL. Existe a possibilidade de vc contratar alguém para carregar a sua mochila. Não sei informar aqui quanto custa esse serviço, mas os guias oferecem. Não foi o nosso caso, cada um carregou a sua mochila. Então, se vc é do tipo que carrega a sua própria mochila (o que acho que seja o mínimo que deve fazer um mochileiro), cuidado com o peso. O peso pode variar de pessoa para pessoa, mas, considero que o limite ideal seria 10 kg. A minha foi com uns 13 kg. Tenho uma mochila de 60 litros. Vc tem que pensar que vai andar muito e em terrenos acidentados, com subidas, descidas, calor, frio. O total que caminhamos pelos 8 dias de trekking deu pelo menos 90 Km e boa parte desse percurso foi com a mochila nas costas. A recomendação que dou é que racione muito bem o que for levar. Uma das integrantes da nossa expedição teve alguns problemas por causa do peso excessivo da mochila. Bem, vamos lá, o que levei? -Protetor solar – Indispensável. O sol não pega leve. Não economize no uso. Ainda que esteja nublado, passe o protetor solar. -Repelente – Indispensável. Antes de chegar ao topo o Monte Roraima os mosquitos quase te carregam. -Shampoo – Levei uma quantidade bem pequena em um frasco pequeno. Tem quem só faz uso mesmo de sabonete. -Condicionador – Levei uma quantidade minúscula em um frasco tipo esses de hotel. Este é um item dispensável para muitos. Eu mesmo quase não usei. -Pente – quase não usei tbm. -Fio dental, escova e pasta de dente. -Desodorante – bem importante, já que vc pode ficar sem coragem de muito banho frio rsrs. -Lenço umedecido – Levei dos pacotes pq pensei que fosse tomar menos banho do que tomei. Um só seria mais que suficiente. -1 Sabonete. -Boné. -Touca. -4 Pares de meias – dá pra tentar levar menos e ir lavando pelo caminho. Se eu fosse hj levaria só 3. Tem muito lugar para lavar e demos sorte de pegar sol na maioria dos dias. O segredo não é só estender as roupas lavadas na barraca ou nos hotéis, até pq la possivelmente não secará. Tem que estender na mochila enquanto vc caminha. Comigo funcionou muito bem. -6 Camisetas – Hj eu levaria apenas 4. No mesmo esquema do item acima. -4 Cuecas e uma sunga – Hj levaria apenas 3 cuecas. -1 Calça de moletom – Achei que foi importante para o frio que faz dnoite. -3 Blusas – Considero importante essa quantidade. Foi o suficiente pra mim. Na medida. Não sobrou e não faltou. É interessante levar, várias ao invés de uma só. Como tem bastante variação de temperatura, é importante que seja em “camadas”. Em algum momento uma só vai resolver. Outro momento vai precisar de duas... três... -1 Prato plástico e talheres de plástico – Totalmente dispensável. Os guias levam todos os utensílios para as refeições. -1 Chinelo – Acho que é bem importante para dar aquela relaxada depois de um longo dia de caminhada. -1 Bermuda. -1 Calça de trekking modular – aquelas que é calça mas vira bermuda tbm. -Remédios – Isso é bem de uso pessoal. Cada um sabe das suas necessidades. Mas, penso que um relaxante muscular é indispensável. -1 Lanterna de cabeça – Muito útil, principalmente na hora das refeições noturnas. -4 pinhas reservas para a lanterna de cabeça. Uma apenas seria suficiente. -1 Lanterna de mão – dá para dispensar, as vezes a lanterna de cabeça é o suficiente, mas até que usei. -3 Power Bank – Não dá para ir em um lugar como o Monte Roraima e correr o risco de ficar sem bateria para tirar fotos. Mas aqui eu exagerei. Poderia ter levado só um de 20.000mah. Mas, atenção, se seu power bank não for bom, leve mais de um. -GoPro e alguns acessórios, incluindo baterias extras. -Isolante térmico/colchão inflável – Eu tenho um muito bom da Ziggy Aztek. -Saco de dormir – Tenho um que é para até 0º. Foi mais que suficiente. -1 Toalha para banho - Tipo microfibra. -1 Capa de chuva – Indispensável e deve deixar sempre acessível. -Capa protetora de chuva para mochila – Usei pouco, mas, foi por sorte de não ter pegado muita chuva. -Gel de suplemento de nutrição – Eu não dava muito para esses gelzinho que vc compra por exemplo na Decathlon. Eu levei apenas 10 e poderia ter levado pelo menos 15. No trekking faz toda a diferença. O sabor frutas vermelhas é o que mais gosto. -Levei algumas comidas – Tratarei em tópico próprio. 3 – Como contratar um guia Não tem como vc fazer o trekking sem um guia. Para entrar no parque em que o Monte Roraima está localizado já precisa deles e para andar pelo tepui então, certamente se perderia nos primeiros 10 passos sozinho. Uma das dificuldade e maior receio que eu tinha era sobre a contratação do guia. Não consegui encontrar muitas referências na internet e com as poucas referências encontrei o guia Leopoldo e arrisquei contratar. Leopoldo é venezuelano. Os guias venezuelanos são bem mais baratos que os brasileiros, em média 50% mais barato. Quando falei para alguns amigos que havia contratado venezuelanos, ouvi muita coisa do tipo: eles abandonam as pessoas lá em cima; eles não dão comida; não tem garantia nenhuma se eles vão prestar o serviço como contratado... De fato, vc não tem nenhuma garantia de que o serviço vai ser mesmo prestado. Até o último instante eu ainda estava receoso. Logo que entrei em contato o guia (fevereiro de 2018) ele pediu um adiantamento de 50% do valor. Em abril eu depositei os 50%. Realmente ele poderia ter sumido com a grana. O que eu faria? Contrataria um advogado para tentar reaver um deposito que fiz para um venezuelano? As chances de sucesso seriam poucas. Mas o Leopoldo e seus auxiliares me surpreendeu positivamente. Tudo o que foi contratado foi cumprido. Absolutamente nada ficou a desejar. Desde o primeiro momento em que ele enviou o taxi a nos pegar em Boa Vista até o retorno. Fomos muito bem tratados pela sua equipe, com toda atenção e cuidado que o Monte Roraima merece. Fomos muito bem alimentados. Eu recomendo o Leopoldo pq experimentei de seus serviços, mas, aparentemente tem outros bons tbm. Também sei que tem como contratar o guia direto em Pacaraima (última cidade do lado brasileiro) ou em Santa Elena de Urairén. Mas, para isso vc vai precisar de pelo menos mais um dia. No nosso caso, como programamos com bastante antecedência, chegamos em Santa Elena e com uma hora já saímos para a expedição. Deixo o contato do Leopoldo e de um outro guia que me atendeu muito bem tbm. Leopoldo +58 424-9115872 Imeru +58 414-1402438 Wenber +58 424-9622689 4 – O que comer e beber Quando contratamos o guia, no pacote já estava incluído a alimentação. Café da manhã, almoço e janta. Como já disse anteriormente, tinha receio se eles realmente serviriam isso e o que serviriam. Por conta deste receio, eu e meus amigos acabamos levando algumas coisas de comer, do tipo, amendoim, bolacha, chocolate, salgadinho (chips), salame, sopão... Levamos essas coisas com medo de passar fome, assim teríamos alguma coisa para comer. Mas, não precisava. Fomos muito bem servidos pela agência. Serviram macarrão com molho de carne moída, macarrão com molho de atum, arroz com molho de batata e frango, arroz com feijoada enlatada, saladas, sopas com legumes e macarrão, panquecas, pão, alguns pães típicos (não sei os nomes), pipoca, chás, café e chocolate quente, algumas frutas como laranja, melancia e melão. A comida que serviram foi o suficiente, mas o que levamos de extra acabou sendo útil nos longos caminhos das trilhas. É bom ter um pacote de bolacha a mão ou um chocolate. Nós levamos tbm uma garrafa de vinho, jurupinga e conhaque. Mas isso vai de cada um. Nas noites frias vai muito bem. Se vc for cheio(a) de “nojinho”, talvez devesse repensar ir para um trekking desses. Vc esta no meio do nada, com uma outro cultura e acaba se virando como pode. Mas, se vc come Mc Donalds então pode comer qualquer coisa rsrs. 5 – Preparo físico necessário para subir o Monte Roraima Não subestime o Monte Roraima. Não é um trekking fácil. Não é para qualquer um. Não escrevo isto para te desmotivar de ir lá, escrevo para que vc vá preparado. É importante que vc tenha algum preparo físico, alguma resistência. Vc vai enfrentar a caminhada (andamos um total de pelo menos 90 km), sol forte, frio, chuva, sobe e desce em pedras e barrancos e o peso da sua mochila. Não sou preparador físico, mas, para um maior aproveitamento da sua aventura, prepare-se fisicamente. Mesmo sendo leigo no assunto, recomendo que vc tenha resistência de correr de 7 a 10 km (por exemplo) para fazer uma subida tranquila e aproveitar ao máximo. A resistência é importante tbm pq vc anda todos os dias, sem descanso. O descanso é somente de noite. Se não estiver devidamente preparado o seu corpo não consegue recuperar. 6 – Despesas R$ 1.250,00 Passagem aérea de Londrina até Boa Vista (ida e volta). R$ 1.400,00 Pacote com o guia para uma expedição de 8 dias (incluído alimentação) R$ 100,00 Taxi de Boa Vista até a fronteira com a Venezuela (ida e volta). R$ 30,00 Entrada no Parque Nacional Canaima. R$ 180,00 Hotel – este valor dividido em 3, uma média de R$ 60,00 para cada. R$ 150,00 Alimentação antes e depois da expedição. R$ 80,00 Taxi em Boa Vista (dividido em 3). *Outros custos com material, roupas e acessórios não foram relacionados (e foi bastante). 7 - Conclusão Subir o Monte Roraima foi a realização de um sonho. Foi uma superação pessoal. O lugar é indescritível, exuberante, de uma beleza única. Nunca vi nada parecido em lugar algum. As fotos e vídeos não são suficientes para descrever. Nem mesmo o mais detalhado relado seria capaz. Ficar 8 dias sem comunicação externa é um capítulo a parte que com certeza colaborou bastante pare esse sucesso. Vc desliga do mundo externo, celular, internet e similares. Seu contato é com a natureza quase que exclusivamente. Por cada lugar que vc passa se surpreende, causa admiração e até mesmo se emociona. Se vc tem a intenção de conhecer o Roraima, pesquise, se prepare e vá. Vale muito a pena. Tenho certeza que será uma experiência para o resto de sua vida.
  2. Oi, pessoas. Alguém tem notícias atualizadas acerca desse destino lindo? Considerando a grave crise por que passa a Venezuela, mesmo havendo informações de que ela não chegou a Los Roques, me preocupo acerca do abastecimento da ilha e outros detalhes. Será que alguém viajou recentemente p lá, p nos contar como foi?
  3. Terra de lindas paisagens, praias de águas cristalinas e lugar onde nasceu Simón Bolívar – esta é a Venezuela, um país em crise, com uma política turbulenta e um povo extremamente hospitaleiro! Referência (janeiro/2017) 1 dólar = 3500 bolívares fuertes 1 dólar = 3,25 reais Cayo Sombrero - Parque Morrocoy Venezuela Chegamos à Venezuela sem saber quase nada de lá. O país não fazia parte do nosso roteiro inicial, e já havíamos inclusive arrancado suas páginas do nosso livro guia Lonely Planet. Para ajudar, há poucos relatos na internet, e 9 em cada 10 pessoas que conhecemos pelo caminho nos recomendaram a não visitar o país de jeito nenhum. Por sorte, fomos cabeças-duras e resolvemos incluir a Venezuela em nosso roteiro. E nossa decisão não poderia ter sido melhor: conhecemos a verdade sobre o país, visitamos lugares surpreendentes, fizemos grandes amigos e gastamos bem menos do que havíamos gastado em qualquer país até agora. Viajar pela Venezuela tem seus perrengues, mas sem dúvidas vale a pena! 12 reais nessa garrafona de rum Crise? Ditadura? Entenda o cenário atual do país O país vive a maior crise econômica e política de sua história. Enquanto o governo busca culpados nos Estados Unidos, na oposição, no Mercosul e em vários outros cantos, os meios de direita dizem que o culpado é o socialismo. A verdade é que o petróleo foi o santo e o diabo do país. Desde que o ouro negro começou a ser explorado, a Venezuela viveu praticamente às suas custas. O dinheiro do petróleo financiou tudo: grandes obras, o preço da gasolina, do gás, da luz, da água e até mesmo o valor do dólar. O êxodo rural foi inevitável, e as terras venezuelanas, apesar de possuírem um dos solos mais férteis da América do Sul, não são capazes de produzir alimento suficiente para a população, fazendo com que o país importe itens básicos, como arroz e farinha. Mesmo com plantações de cana, é difícil conseguir açúcar nos supermercados. Cultivo de cana em Mérida A conta chegou, e foi cara: o preço do barril do petróleo despencou no mercado internacional, e a Venezuela se viu sem condições de gerar mais riquezas. A inflação e o dólar dispararam, e o governo tem tentado apagar o incêndio jogando gasolina em cima. Várias empresas quebraram e outras foram estatizadas. Ocorreram muitas prisões políticas, e grande parte dos venezuelanos saiu do país. Hoje, o contraste entre passado glorioso e o futuro incerto são nítidos: suas principais cidades possuem praças e edificações belíssimas, muitas delas abandonadas e engolidas pelo mato. Os hotéis, que antes foram 5 estrelas, agora sobrevivem cobrando diárias extremamente baixas. As ruas são dominadas pelos luxuosos carros americanos dos anos 80 e 90. O atual sistema de governo é, na teoria, uma democracia parlamentar, com uma maioria opositora no parlamento. O fogo cruzado entre a direita e a esquerda, porém, travaram qualquer tipo de avanço no país. Enquanto o parlamento tenta de todas as formas destituir o presidente Nicolás Maduro, a equipe presidencial tenta acabar com o parlamento. Até o Vaticano interveio e tentou criar um diálogo entre as duas partes, mas não teve sucesso. E, no meio deste tiroteio, está a população tentando seguir em frente. Táxis venezuelanos – heranças do passado glorioso do país. Lugares e experiências que passamos -Conhecemos Mérida, o topo do país; -Dormimos no lago de Maracaibo e vimos os impressionantes Relâmpagos de Catatumbo; -Conhecemos a histórica cidade de Coro, um dos Patrimônios da UNESCO do país; -Navegamos pelas paradisíacas ilhas caribenhas do Parque Nacional Morrocoy; -Conhecemos Caracas, uma das mais belas capitais da América do Sul; -Relaxamos em Colônia Tovar, a Alemanha venezuelana. Outros lugares que infelizmente não visitamos, mas que valem a pena, são: -Salto Angel, a cachoeira que tem quase 1km de altura e é a mais alta do mundo; -Isla la Tortuga, uma ilha deserta no meio do mar do Caribe; -Monte Roraima, na fronteira com o Brasil e Guiana; -Isla Margarita, a pérola do Caribe; -Delta do Orinoco, um lugar com fauna e flora exuberantes. Aqui está nosso roteiro: Nosso curto recorrido pelo país Infelizmente conhecemos bem menos lugares do que gostaríamos. A dificuldade de trocar dinheiro e o perigo de que as fronteiras com a Colômbia fechassem novamente nos fizeram sair do país antes do que pretendíamos. Mas com certeza passaremos pela Venezuela novamente! 47 dias 2171,34 reais gastos* Sobre os gastos*, ficou assim: -total: R$ 2171,34 -hospedagem: R$ 546,29 -transporte: R$ 160,98 -supermercado: R$ 450,01 -restaurante: R$ 651,09 -outros: R$ 90,30 -passeios: R$ 272,66 *(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2). A média diária* ficou: -média: R$ 46,20/dia -hospedagem: R$ 11,62/dia -transporte: R$ 3,42/dia -mercado: R$ 9,57/dia -restaurante: R$ 13,85/dia -outros: R$ 1,92/dia -passeios: R$ 5,80/dia *(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2). Distribuição dos nossos gastos na Venezuela Nos hospedamos todas as noites em hotéis, pousadas e residências que alugam quartos (exceto na noite do tour dos Relâmpagos de Catatumbo, que dormimos em uma rede). Fenômeno de Catatumbo, no lago Maracaibo Preços A Venezuela possui dois tipos de câmbio – o câmbio oficial e o câmbio negro. Enquanto estávamos por lá, 1 dólar valia 700 bolívares pelo oficial, e variou entre 3 e 4 mil no mercado negro (explicamos com detalhes mais abaixo). Viajar pelo país pelo oficial é extremamente caro, e pelo câmbio negro é extremamente barato. Outra coisa que se deve levar em consideração é o fato da inflação no país ser quase diária, assim como o aumento do dólar. Por isso, optamos por colocar alguns valores em dólares e reais (levando em consideração o câmbio negro), já que todos os valores em bolívares vão provavelmente subir até o fim deste mês. -Hospedagens: As hospedagens na Venezuela são baratas, e costumam ser de boa qualidade. Em um hotel simples, com ar condicionado, TV e banheiro privado, pagávamos em torno de 6 mil bolívares para um casal (algo como 2 dólares). Por 5 dólares já é possível conseguir um hotel com piscina para duas pessoas. -Mercado: existem dois tipos de produtos na Venezuela: os que o país produz e os que são importados (geralmente da Colômbia ou do Brasil). Os produzidos lá (frutas, verduras, carnes e alguns grãos) são muito baratos. Para ter uma ideia, o quilo do queijo e do presunto fica na faixa dos 2 dólares. 1 quilo de tangerina custa menos que 1 real. Produtos que sofrem escassez, como macarrão, açúcar, arroz e alguns produtos de higiene geralmente são vendidos nas ruas e contrabandeados dos países vizinhos, e os preços são parecidos com os praticados no Brasil. -Transporte: Com uma gasolina que custa em torno de 1 centavo de real o litro, o transporte público no país é extremamente barato. Com 2 dólares é possível fazer uma viagem de 10 horas de ônibus. Com 1 centavo de dólar é possível comprar 8 passagens de metrô em Caracas (isso mesmo, a passagem custa apenas 4 bolívares!). Uma corrida de 5km de táxi não passa de 2 reais. -Restaurantes: Na maioria dos lugares é possível encontrar menus simples por menos de 1 dólar. Nas praias e lugares mais turísticos espere pagar a partir de 2 dólares nos pratos mais simples. Uma churrascaria de espeto corrido em Caracas custa na faixa de 8 dólares. -Passeios: Geralmente são baratos, embora o governo esteja metendo a faca nos turistas. Um tour guiado de 1 dia inteiro pelas montanhas de Mérida custa 1 dólar, enquanto a entrada do teleférico (que é do governo) custa 50 dólares para estrangeiros. O passeio de 3 dias para Salto Angel fica na faixa de 200 dólares (incluindo o avião), e o de 6 dias pelo Monte Roraima fica na faixa dos 300 dólares. -Bebidas: A cerveja mais popular da Venezuela é a Polar. Uma longneck custa na faixa de 25 centavos de dólar no bar e na balada. Uma garrafa de 1 litro de rum custa cerca de 2 dólares. -Outros gastos: Alguns banheiros públicos costumam cobrar, assim como alguns terminais de ônibus. Os valores geralmente são menores que 100 bolívares. Nosso primeiro hotel na Venezuela: banheiro privado com água quente, ar condicionado e tv – apenas 12 reais. Câmbio A Venezuela possui um câmbio oficial, no qual 1 dólar equivale a aproximadamente 700 bolívares. Isso quer dizer que, se você passar seu cartão internacional por lá, ou se levar dólares a um banco, estará sujeito a este valor de troca. O problema é que este é um valor arbitrário fixado pelo governo, e não reflete a situação econômica verdadeira do país. Um venezuelano, por exemplo, não pode comprar dólares livremente, e se for viajar para o exterior estará sujeito à quantidade de dólares que o governo quiser vendê-lo. Isso fez surgir um câmbio paralelo, no qual os venezuelanos estariam dispostos a pagar um pouco mais para conseguir alguns dólares do turista. Com a inflação descontrolada, a busca por dólares se tornou cada vez maior, e o valor no câmbio negro disparou. Quando saímos do país, o valor já passava dos 3500 bolívares por dólar. Para ver o valor praticado no câmbio negro, consulte o site http://www.dolartoday.com (geralmente você vai conseguir uma taxa de câmbio uns 30% menor do que o valor mostrado ali). Trocar dinheiro no câmbio negro é crime, punível com cadeia. Se for fazer esta troca, o ideal é que seja com alguém de confiança. Pergunte no hotel ou nas agências de turismo que eles saberão te indicar alguém. Também é possível trocar o dinheiro na fronteira com o Brasil (somente aí o real é bem aceito) ou nas cidades colombianas de Cúcuta e Maicao. Nos últimos anos o governo venezuelano tem trabalhado duro em acabar com o câmbio negro, e muitos serviços (como os teleféricos e o ferry para a Isla Margarita) só aceitam pagamento com cartão de crédito. Nestes casos, a solução é pedir para que algum venezuelano compre para você. Centro colonial de Coro, uma das belas cidades históricas venezuelanas. Dinheiro Conseguir dinheiro em espécie na Venezuela é difícil, e isso afeta tanto os venezuelanos quanto os estrangeiros. O problema é que a nota de maior denominação no país atualmente é de 100 bolívares, o que equivale a pouco menos de 10 centavos de real. Uma garrafa de 2 litros de coca-cola custa 3000 bolívares, o que quer dizer que você precisará de pelo menos 30 notas para comprá-la. O problema se complica mais porque os caixas eletrônicos fornecem apenas 10 mil bolívares diários. Por isso, o equivalente a 100 reais em bolívares, além de encher uma mochila, ainda é bastante difícil de se conseguir. Uma prática comum adotada pelos cambistas e pelas agências de turismo do país é emprestar o cartão de um banco venezuelano para que você possa usá-lo, evitando assim andar com grandes quantidades de dinheiro. Há uma previsão do governo de lançar no mercado notas novas, de 500 a 20 mil bolívares, até o fim de janeiro de 2017. Isso deve resolver (ou, pelo menos, amenizar) este problema. Mucuvinha com o equivalente a 100 dólares em bolívares Polícia Todas as entidades da polícia venezuelana tem fama de ser corrupta. Também é bem comum pararem os ônibus nas estradas e revistarem os homens (não vimos mulheres sendo revistadas, mesmo quando havia policiais do sexo feminino) e as bagagens. Fomos revistados duas vezes, todas de forma bem superficial. Em nenhum dos lugares fomos desrespeitados ou extorquidos pela polícia (pelo contrário, sempre foram bem bacanas), mas não convém arriscar. Se tiver dólares, esconda-os na meia. Se estiver viajando em casal, é melhor esconder com a mulher, já que não estarão sujeitas às revistas. Lembrando que é permitido portar até o equivalente a 10 mil dólares em moeda estrangeira no país (informação confirmada com a embaixada venezuelana em São Paulo), portanto se algum policial tentar confiscar seu dinheiro dizendo que é ilegal, bata o pé. Se for preciso, ligue para a embaixada ou peça para falar com um superior. Isso deve resolver qualquer problema. As restrições quanto a câmeras e outros equipamentos eletrônicos são como a de qualquer outro país: só serão confiscados em caso que seja evidente a prática de contrabando. Drones são proibidos. Se tiver alguma dúvida ou problemas, entre em contato com a embaixada do Brasil em Caracas: (+58212) 956-7800 Para emergências: (+58424) 228-7250 Ou entre em contato por e-mail: [email protected] A embaixada da Venezuela em São Paulo também é muito prestativa e tirou todas as nossas dúvidas prontamente: [email protected] Médanos de Coro Vi na TV que não há comida no país. Vou passar fome por lá? Não. Os restaurantes servem praticamente tudo, e os supermercados, apesar da pouca variedade de marcas, não te deixarão na mão. O grande problema é que os venezuelanos tinham direito a comprar produtos subsidiados pelo governo, e estes produtos sim estão em falta. Comprar sem os subsídios significa pagar um preço parecido com os praticados no Brasil (o que é bem caro considerando os baixos salários do país). Existem alguns produtos básicos que faltam nas prateleiras dos supermercados, como desodorantes, açúcar, papel higiênico e arroz. Estes produtos podem ser encontrados à venda nas ruas e nas feiras. Pelo menos os itens de higiene recomendamos levar do Brasil. Fizemos um vídeo mostrando um supermercado em Mérida: Água Algumas cidades possuem água encanada própria para o consumo humano, mas são poucas (geralmente as das montanhas são assim). Convém perguntar no hotel se a água pode ser consumida ou não. Uma garrafa de 2 litros de água custa na faixa de 1 real. Rede elétrica As tomadas no país são no formato dos Estados Unidos, com dois pinos chatos. Em alguns hotéis é possível encontrar o padrão brasileiro também. A rede elétrica é de 120V, 60Hz. Carona Apesar da fama de perigoso, viajar de carona pela Venezuela é fácil. O problema é que a polícia tem o costume de parar todos os carros na estrada e fazer uma revista completa nas mochilas. Parar ônibus já é menos comum. Como as passagens são muito baratas, pegar carona acaba não valendo o incômodo. O povo O povo venezuelano é extremamente simpático e hospitaleiro, o que torna a experiência de viajar no país ainda melhor. De fato, se não fosse a ajuda que recebemos de muitos venezuelanos, teria sido impossível viajar por lá. Eles também tem um grande carinho por brasileiros, e não é incomum ver a camisa da seleção brasileira pelas ruas. Antes de virmos para cá, nos disseram que o melhor da Venezuela são os venezuelanos. Hoje não temos dúvidas! Drogas Esqueça. Evite a todo custo, ou terá problemas. Comida A comida na Venezuela é bastante parecida com a brasileira, e os pratos costumam vir bem servidos de carne. Uma comida típica de lá que você deve experimentar é a arepa – uma espécie de pão sem fermento feito com farinha de milho (a falta do produto fez com que a arepa passasse a ser produzida com outras farinhas também). É vendida pelas ruas, geralmente bem recheada. Transporte público Uma das coisas que nos disseram é que o país sofria de escassez de ônibus, e que se quiséssemos viajar teríamos que ir à rodoviária às 5h da manhã para garantir a passagem (não vendem com dias de antecedência). Pelo menos na rota por onde passamos, nunca tivemos este problema, e sempre conseguimos comprar as passagens na hora que chegamos no terminal. Dentro das cidades os ônibus também são bastante eficientes. Nosso ônibus para Mérida Idioma Apesar de falarem uma enorme quantidade de gírias, não é difícil se comunicar com um venezuelano. Eles falam devagar (pelo menos se comparado a outros países sulamericanos). O ll tem som de lh, e o y tem som de i. Algumas expressões comuns no país são: Coño: equivalente ao nosso porra!. Cónchale: outra interjeição, geralmente usada no mesmo contexto de coño. Carajito: diminutivo de carajo (caralho), mas também é usado para denominar crianças. Não é considerado um palavrão. Pana: Equivalente a “amigo”, “camarada”. Chévere: Indica que alguma coisa ou situação é boa. “Que chévere!”, ou “Este hotel está chévere” são exemplos de como empregar a expressão. Pico el Águila, na região de Mérida! Esporte Que futebol que nada: apesar de terem bastante respeito pela Vino Tinto (seleção de futebol venezuelana), o esporte número 1 no país é o beisebol. É comum ver as crianças rebatendo as bolas nas praças ou adultos caminhando com as camisas dos times locais. Segurança Apesar da má fama, achamos a Venezuela um país seguro. Mesmo em Caracas, a cidade considerada a mais perigosa do mundo, nos sentimos bem tranquilos para caminhar durante o dia. O grande problema do país é pela noite: como os comércios fecham cedo, as ruas costumam ficar bem desertas depois das 20h. Melhor evitar. Se quiser ir jantar fora ou curtir alguma balada, vá e volte de táxi. Percorrendo o rio entre Puerto Concha até o lago Maracaibo Hotéis Quando viajar pela Venezuela, esqueça Booking, AirBnb, Hostelworld ou coisas do tipo. Há bem poucas ofertas nestes lugares, e geralmente são caríssimas (já que se baseiam no câmbio oficial). Você pode conseguir boas hospedagens pedindo ajuda aos taxistas (lembre-se que os táxis são muito baratos), com indicação de pessoas ou usando o site http://www.venezuelatuya.com. Couchsurfing também funciona muito bem no país. Imigração Não tivemos nenhum tipo de problema nem para entrar nem para sair do país. Aqui relatamos como foi: Entrando na Venezuela por Cúcuta http://mundosemfim.com/cruzando-a-fronteira-colombia-venezuela-por-cucuta-nossa-trajetoria-ate-merida/ Saindo da Venezuela por Paraguachón http://mundosemfim.com/de-maracaibo-a-maicao-cruzando-a-fronteira-venezuela-colombia-por-paraguachon/ É possível ingressar no país com a identidade (deve ter menos de 10 anos) ou com o passaporte. Outros documentos (como carteira de motorista, etc) não são aceitos. A carteirinha internacional de vacinação da febre amarela também é exigida. Se não tiver, é possível tirá-la gratuitamente na Anvisa. Atravessando a fronteira por Cúcuta Problemas estruturais A Venezuela possui grandes problemas estruturais, que foram agravados pela forte crise que o país sofre. Faltar água ou luz infelizmente não é incomum em algumas cidades. Se estiver em algum lugar muito quente, convém perguntar se a hospedagem possui gerador (eles chamam de planta). Dormir sem ventilador ou ar condicionado pode ser bem complicado. Banheiros de rodoviária ou das paradas da estrada costumam ter problemas de falta d’água. Higiene Achamos que a Venezuela possui um bom nível de higiene, pelo menos para os padrões da América do Sul. Os problemas com falta d’água, porém, podem agravar bastante a situação. Se tiver estômago fraco, evite comer nas paradas da estrada ou na rua. O Capitólio, um dos belos edifício do centro histórico de Caracas Trânsito Apesar da gasolina ser praticamente gratuita no país e de os semáforos servirem mais como um conselho do que como uma regra, o trânsito na Venezuela flui surpreendentemente bem. As faixas de pedestre não são muito respeitadas, e se quiser atravessar a rua o jeito é ir se enfiando na frente dos carros mesmo. Eles vão parar ou desviar, e não vão buzinar nem te xingar. Com o tempo você pega o jeito. Descontos A prática de chorar descontos não é comum no país, e você terá pouco sucesso tentando baixar os preços dos ônibus ou dos produtos nos mercados. O lado bom é que o venezuelano também não costuma subir os preços quando percebe que você é estrangeiro. Nas agências de turismo é possível negociar algum desconto se fizer mais de um passeio ou se topar esperar até que formem um grupo maior. Comprando ostras no Juanes, dentro do Parque Nacional Morrocoy Por conta própria ou com agência? Há duas formas de viajar na Venezuela: por conta própria, enfrentando os perrengues do dia a dia, ou contratando o serviço de alguma agência ou guia por lá. No caso da segunda opção, você não terá que se preocupar em buscar hotéis, trocar dinheiro ou coisa do tipo: pode negociar todos os serviços em dólar (ou qualquer outra moeda) e só aproveitar o melhor do país mesmo, enquanto eles se viram para buscar hotéis, táxis, conseguir ônibus, levar você nos passeios, etc. Por incrível que pareça, viajar o país sendo totalmente agenciado não é tão caro assim, e é muito recomendável para quem simplesmente quer ir para lá e relaxar. As agências de turismo costumam vender os passeios para qualquer canto do país. Como a gasolina é praticamente grátis, não fica caro para uma agência de Mérida te levar até Salto Angel, por exemplo. Independente se for por conta própria ou agenciado, é sempre bom ter uns contatos por lá no caso de alguma emergência. Aqui deixamos referências de alguns agentes de turismo que nos ajudaram, e que podemos garantir que são de confiança. Vale a pena fazer um orçamento com eles! Yagrumo Tours: agência de turismo que nos levou para conhecer os relâmpagos de Catatumbo. Está localizada em Mérida, mas vendem passeios para todo o país. Possuem um hotel bastante econômico também. Whatsapp +58 414 747 1661 José: Conhecemos José porque ele vendia serviços de barco em Chichiriviche, mas ele acabou nos ajudando durante praticamente toda a nossa viagem pelo país. Ainda salvou nossa vida quando o Maduro decretou que as notas de 100 bolívares não valiam mais, emprestando o seu cartão para que pudéssemos usar. Ainda conseguiu hospedagem super econômica em Caracas, e passagens de avião a preços bem baixos para os outros países do Caribe (que acabamos não usando). Seu whatsapp é: +58 412 966 3955 Carlos: Especializado na Isla Margarita. Pode te ajudar com reserva de hotéis, transporte e passeios por lá, além de informações sobre como trocar dinheiro na ilha. Está acostumado a trabalhar com brasileiros e fala português fluente. Se Margarita for seu destino, não deixe de contatá-lo: whatsapp: +58 426 189 7747 Pier e Victoria: Possuem uma pousada econômica em Chichiriviche e uma agência de turismo que vende passeios por todo o país. Pode ser interessante fazer um orçamento com eles. Whatsapp: +58 414 911 7929 Mucuvinha na Colônia Tovar O que mais você precisa saber As coisas na Venezuela mudam rápido: esteja sempre de olho nas notícias. Enquanto estivemos por lá, as fronteiras com Colômbia e Brasil foram fechadas por alguns dias e a nota de 100 bolívares deixou de valer (voltando a valer alguns dias depois). Fique sempre de olho nas novidades; Existe uma lei popularmente conhecida como Lei da Mordaça, na qual qualquer meio de comunicação que criticar o governo pode ter o direito de transmissão cassado. Uma boa fonte de notícias opositoras é o http://www.dolartoday.com, escrito por venezuelanos que vivem nos EUA (tanto as informações deste site quanto as transmitidas pelos meios de comunicação governamentais devem ser ponderadas, já que se tratam de informativos extremistas); Quando estiver na Venezuela, compre um chip de telefone. É muito barato: com o equivalente a 5 reais você tem um pacote de dados e chamadas quase ilimitados por 1 mês (e a internet costuma ser bem rápida por lá). É possível fazer a compra usando o passaporte (algumas agências aceitam a identidade, outras não); Pelas ruas há diversas feiras e vendas onde se pode comprar produtos que faltam nos supermercados. Perdão pelo texto gigante gente, mas precisávamos contar em detalhes sobre essa nossa experiência
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