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  1. DATA DA VIAGEM: FERIADO DE TIRADENTES, ABRIL DE 2017 Informações Iniciais: Trecho 1: João Pessoa/PB – Parnaíba/PI, dormindo em Maracanaú/CE, ~ 1.160 km, via BR-101 e BR-304, ambas em boas condições com trechos ruins no litoral norte do Ceará. Trecho 2: Parnaíba/PI – Jijoca de Jericoacoara/CE, ~ 230km Trecho 3: Jijoca de Jericoacoara/CE – João Pessoa/PB, dormindo em Maracanaú/CE, ~ 980km. Gasolina (preço médio do litro R$ 3,80): ~ R$ 900,00 (~ R$ 225/Pessoa) Transporte: Carro (Sandero motor 1.6) Grupo: 4 Mulheres Hospedagem em Parnaíba: Pousada Chalé Suíço, via Booking, Quarto quádruplo R$ 160/dia (R$ 40,00/dia/pessoa) com excelente café da manhã, piscina e quartos bem simples mas ok. Hospedagem na Vila de Jericoacoara: AirBnb, belíssima casa de revista da Lydie, uma moça francesa (https://www.airbnb.com.br/rooms/633549) super solícita, R$ 225/dia (R$ 56/dia/pessoa), sem café mas com camas, rede, banheiro moderno e tudo muito confortável. Guia no Delta: Léo dono da lancha (86) 9 94850-5680 (whatsapp) e Tito (guia e barqueiro) DETALHE IMPORTANTE: TODO O LITORAL TEM PLACAS GRANDES E NOVAS DE INDICAÇÃO PARA TODAS AS ATRAÇÕES. NÃO TEM ERRO DIA 1 (Noite) – CENTRO HISTÓRICO DE PARNAÍBA E CALÇADÃO CULTURAL O centro histórico fica às margens do Rio Parnaíba, junto ao Porto das Barcas e conta com bons restaurantes, barzinhos, lojas de artesanato e hotéis, instalados nos antigos galpões e casarios do porto que são do século 16. Aqui é onde se concentram os turistas. O centro histórico tem influência arquitetônica inglesa e está muito bem preservado. Saindo das margens do rio e entrando pela cidade é possível ver prédios de órgãos públicos, bancos e centros comerciais nos casarios antigos, além da igreja matriz e praças bem bonitinhas. A cidade surpreende e tem boa infraestrutura de turismo, mas sem muitas opções para badalação. O Calçadão Cultural é um espaço com bares diversos que vão até mais tarde, música ao vivo e outras opções de lazer e comida, situado na beira rio norte, uns 20 minutos a pé do Porto das Barcas. Tem opções mais baratas que o Porto das Barcas e é mais frequentado pelos moradores. Charmoso Centro Histórico de Parnaíba/PI DIA 2 – LAGOA DO PORTINHO + LITORAL (LUÍS CORREIA) O acesso à Lagoa do Portinho é fácil, indo sentido Luís Correia + estradinha de terra, cujo acesso tem placa na beira da rodovia PI-116. Devido ao excesso de gado no entorno, a água está eutrofizada e imprópria para banho. Têm infraestruturas de lazer mas algumas estão abandonadas. Destaque para as vaquinhas vivendo livremente por aqui. Vale a pena pela belíssima vista e para começar a sentir as dunas da região. Duna tomando a estrada p/ Lagoa do Portinho (tem desvio) Belíssima Lagoa do Portinho - Luís Correia Seguimos sentido Luís Correia, para o litoral de fato, até onde deságua um dos braços do Parnaíba na região do Porto de Luís de Correia. Tem bares onde os pescadores ficam mas a área não é muito boa para banho. Destaque aqui para um imenso parque eólico na outra margem do rio. Porto de Luís Correia Paramos para banho e água de coco na primeira e mais lotada praia de Luís Correia (Praia de Atalaia) onde tem infraestrutura ao longo de toda a avenida beira-mar. O mar é de aluvião, formando uma longa planície de areia, com água marrom por influência do Rio. Qualidade da água é super boa, temperatura é quentinha. Vendedores ambulantes passam e as coisas tem ótimos preços. Praia de Atalaia - Av. Beira Mar - Luís Correia A partir daqui seguimos pela estrada da costa (PI-116) parando onde tinham placas indicando as praias para ver e fotografar até a Praia do Farol (UAU). Praia deserta, belíssima e ótima para banho, com um farol super preservado e todo cercado, em pleno funcionamento, sob responsabilidade da Marinha. Ótima sinalização - Praia do Farol - Luís Correia Praia do Farol deserta - Luís Correia Voltamos para a PI-116 e continuamos seguindo pela costa até a Árvore Penteada, atração famosa da região resultado da ação do vento sobre a vegetação. Destaque para as dunas, a vegetação rasteira e para uma enorme quantidade de jegues e outros animais domésticos vivendo livremente. Dirigir com cuidado por causa dos animais. Árvore Penteada - Luís Correia Logo a frente saímos da rodovia e seguimos por uma estrada local pavimentada até a Ponta do Anel, nas Praias de Maramar e de Macapá, local onde deságua o Rio São Miguel e onde termina o município de Luís Correia. Praia de aluvião também belíssima, com boa infraestrutura de restaurantes e pousadas. Para quem quiser um lugar mais sossegado sugiro o Dunas Bar que fica um pouco afastado do burburinho e onde toca um bom reggae. Almoçamos aqui um PF de peixe frito a R$ 15/pessoa. Além de banho de mar aqui rola banho de rio. Também vimos bem o efeito da maré que recua e forma lagoas transparentes por quase 1km mar adentro. E depois o mar sobe rapidamente, momento que os pescadores colocam os barcos na água. É incrível!!! Rio São Miguel desaguando no mar - Praia de Macapá - Luís Correia (vista a partir do Dunas Bar) Fenômeno do recuo da maré e lagoas que se formam - Praia de Macapá - Luís Correia Maré subindo e pescadores - Praia de Macapá - Luís Correia Na volta da Praia de Macapá paramos na cidade de Luís Correia para conhecer o centrinho comercial e tomamos o melhor sorvete do mundo (SÉRIO!!) na SORVETERIA DO ARAÚJO. Sabores convencionais e regionais (bacuri) maravilhosos. R$ 10,00 a casquinha grande. DIA 03 – LAGOA DE SOBRADINHO + LITORAL (BARRA GRANDE E CAJUEIRO DA PRAIA) Novamente saímos de Parnaíba sentido a Luís Correia, pela PI-116 rumo à outra lagoa famosa da região. Do lado oposto ao conjunto de dunas e areal da Lagoa do Portinho está a Lagoa de Sobradinho, no povoado de Sobradinho. O acesso a ela fica na PI-116, mas não tem placa grande, logo após o acesso da Praia de Macapá. O povoado de Sobradinho é bem simpático, com igrejinha antiga e povo tranquilo, lugar parado no tempo. A Lagoa de Sobradinho sofre com eutrofização assim como a Lagoa do Portinho e está imprópria para banho. Também vale a visita pela vista. Lagoa de Sobradinho - Luís Correia - Povoado de Sobradinho Retornando à PI-116 seguir nela até o encontro com a BR-402. Da rotatória da BR-402 seguimos sentido Ceará por ~ 2,5km até o acesso para o município de Cajueiro da Praia. Nessa estrada local pavimentada seguimos por ~ 7km até o entroncamento que indica Cajueiro da Praia (12km indo reto) e Barra Grande (14km a esquerda). Atenção redobrada porque a quantidade de bichos domésticos (vacas, bois, jegues, porcos, galinhas) cruzando a estrada não é brincadeira. Seguimos sentido Barra Grande até o ponto final na praia que, segundo se especula na região, é a nova Jericoacoara. Barra Grande pertence ao município de Cajueiro da Praia e está na outra margem do Rio São Miguel (oposta à Praia de Macapá em Luís Correia). À primeira vista a vila não é arrumada, mas na medida que você vai entrando a coisa vai se ajeitando. E realmente valeu a pena. É lindíssima!! Uma boa infraestrutura e muito bem preservada. Vimos muitos bichos nativos, até arraias. Aqui também é possível ver bem o fenômeno do recuo da maré e formação de lagoas mar adentro. Almoço PF por R$ 14,00 no Bar e Restaurante da Paula. Sugiro caminhar da praia de Barra Grande até a Praia da Barrinha e ir apreciando as lagoas, bichos e água limpa e quentinha. Equinodermo - Praia de Barra Grande Animais cruzando a estrada todo o percurso Belíssima Praia de Barra Grande e o fenômeno de recuo da Maré De Barra Grande retornamos na estrada até o cruzamento e entramos sentido Cajueiro da Praia, para conhecer a sede do município e a última praia do litoral piauiense. Passeamos da cidadezinha que é bem precária até a orla, na vila dos pescadores. De todas as vilinhas e cidades, esta foi a mais pobre. Vimos inclusive uma “escola” que era uma única sala de aula e crianças de diversas idades misturadas. Coisa que não via pelos interiores desde a década de 90. É uma tristeza, mas a paisagem é belíssima, apesar de saneamento e recolha de lixo precários. Cajueiro da Praia - Última praia do litoral piauiense Voltando para Parnaíba, via Luís Correia, pelo mesmo caminho da ida, paramos para uma cervejinha e para apreciar o pôr-do-sol de cair o queixo na Praia de Coqueirinho. E antes de voltar para Parnaíba, mais uma parada obrigatória na Sorveteria do Araújo. DIA 04 – DELTA DO RIO PARNAÍBA Enfim, o dia D da viagem. Por toda a cidade de Parnaíba tem agências de turismo que fazem os passeios pelo Delta e são várias as opções de percurso e de preços. O passeio clássico, que tem saída todos os dias, é de catamarã do Porto dos Tatus seguindo pelo braço principal do Rio Parnaíba na divisa dos estados (PI/MA) até o mar. Custa R$ 70, com almoço incluso servido no barco, música e duração de umas 2h. Para quem está só ou com pouco tempo pode ser uma opção. Eu acho furada (risos). Nós contratamos um passeio particular de lancha que ficou R$ 450 (R$ 112,50/pessoa) e durou de 9 as 19:00 com o melhor barqueiro/guia do mundo (Tito). Ele guia pesquisadores pela região e tem profundo conhecimento da fauna e flora locais, além de ser super educado e confiável, visto que éramos mulheres “sozinhas”. Fizemos dois circuitos: Baía do Feijão Bravo (manhã) e Revoada dos Guarás (tarde). Seguimos de manhã de Parnaíba sentido ao Porto dos Tatus e encontramos o Tito logo cedo. Dali seguimos de lancha sentido à Baia do Feijão Bravo, em alto mar, passando por braços principais e canais secundários do Delta, contornando a Ilha dos Poldros e parando em dunas com lagoas e nos manguezais. Ao longo do percurso passamos por alguns grupos de homens trabalhando nos mangues na catação do caranguejo, principal atividade econômica das comunidades ribeirinhas que ali vivem. O Tito parou e nos ensinou como é que faz (só não aprendemos..rs) Catação do caranguejo - Atividade de subsistência - Delta do Rio Parnaíba - Ilha dos Poldros Percurso (~1km) entre Dunas e Lagoas do Rio até o Mar - Baía do Feijão Bravo - Delta do Parnaíba Alto Mar Deserto - Baía do Feijão Bravo - Delta do Parnaíba Ovo de Gaivota - no meio do caminho entre o rio e mar - Baía do Feijão Bravo - Delta do Parnaíba Retornamos para o braço principal do rio. Parada para almoço e descanso no restaurante da Pousada Casa de Caboclo, na comunidade Canárias. Surpreendentemente chique. Quando vi pensei que ia deixar um rim para almoçar, mas um peixe com ensopado de caranguejo que serviu bem as 4 mais 2 refri lata ficou R$ 100 (R$ 25/pessoa). Só aceitam dinheiro. Restaurante - Comunidade das Canárias - Delta do Parnaíba Após o almoço seguimos direto por quase 3:00 na lancha por braços principais e canais secundários já Maranhão adentro até enormes dunas e lagoas próximas à área de refúgio dos guarás, num dos braços principais do Delta pouco antes do alto mar. Novamente subimos dunas e tomamos banho de rio e nas lagoas. Canais pelos mangues - Delta do Parnaíba - Maranhão Sem comentário - Delta do Parnaíba - Maranhão Sem Comentários [2] - Delta do Parnaíba - Maranhão Sem Comentários [3] - Delta do Parnaíba - Maranhão Ao entardecer seguimos daqui para uma pequena ilhota, onde o barco fica parado na água com motor desligado e a gente de boca aberta vendo o espetáculo dos Guarás chegando para pousar e adormecer. Os guarás são aves nativas de manguezais que medem entre 50 e 60cm, com bico fino, longo e curvado. A plumagem colorida, praticamente florescente se deve à alimentação a base de caranguejo-uçá, rico em pigmentos do tipo carotenos. É um espetáculo de chorar para os apreciadores da natureza. Revoada dos Guarás - Delta do Parnaíba - Maranhão Retornamos pelo delta já entre o escurecer e a noite. Dá medinho, mas é bem legal. DIA 05 – PRAIA PEDRA DO SAL + ESTRADA PARA JIJOCA DE JERI De malas prontas, seguimos para conhecer a única praia que pertence ao município de Parnaíba, a Pedra do Sal. Atravessamos a ponte sobre o rio no Porto das Barcas e seguimos pela PI-116 até o seu marco zero. A praia é diferentona das outras, com faixa de areia pequena e muitas rochas. Porém, construíram bares, e tem casas abandonadas até perto da água, degradando a paisagem, além de torres eólicas. Almoçamos PF com bife por R$ 10 num quiosque grande que não fica na areia. Praia da Pedra do Sal - Parnaíba Na estrada para Jijoca de Jericoacoara (cidade base para conhecer a Vila de Jericoacoara) choveu muito e a ponte que faz a divisa do Ceará com o Piauí, na altura do município de Chaval/CE, desabou uma parte. Tivemos que fazer um desvio em estrada de terra, com muita chuva e lama que atrasou a viagem em mais de 2h. A ponte do desvio já estava praticamente submersa. Foi para deixar o Piauí com emoção. Ponte submersa - desvio - divisa PI/CE Chegamos em Jijoca de Jeri mais de 19:30 e deixamos o carro no Estacionamento do Joel (R$ 15/diária). Naquele horário já não tinham jardineiras que custam barato para vila, daí tivemos que contratar uma caminhonete. Por isso, se tiver que ir pra Jeri, trate de chegar durante o dia. Enfiaram a faca quando viram nosso cansaço e desespero para chegar. R$ 120 (R$ 30/pessoa). O trajeto é todo em areal e dunas. Ao chegar na vila vi carros populares normais estacionados, mostrando que é possível fazer o percurso de carro comum. Mas optamos por não arriscar por causa do horário e porque na Vila o carro é totalmente dispensável. A caminhonete nos deixou no airbnb onde guardamos as malas e seguimos para jantar na vila. R$ 45 (~ R$12/pessoa) Pizza + umas cervejas. A vila é realmente uma gracinha, com opções para bolsos muito cheios e para viajantes comuns como nós. Basta procurar. Cheia de baladas e ótima para curtição noturna. A primeira avaliação é que saímos de um paraíso bruto e selvagem onde tínhamos praias praticamente só nossas (litoral do Piauí) para badalação e turismo de massa, logo, houve um certo estranhamento..rs. Mas conseguimos fugir bem dos trotes ao turista. DIA 06 – VILA DE JERICOACOARA + PEDRA FURADA + FAROL De manhã passamos para conhecer a igrejinha de Jericoacoara e seguimos pela encosta e praias até a famosa Praia da Pedra Furada. Muita gente oferece passeio de bugue até lá, mas a caminhada é tão sossegada que NÃO vale a pena. Levar água e lanches. Na Pedra Furada em si tem vendedores ambulantes. Por todo o percurso o mar é de ondas "picadas" e não é muito agradável para o banho. Dá pra molhar, mas não dá pra ficar de molho na água. Igreja Nossa Senhora de Fátima - Igreja de Pedra - Vila de Jericoacoara Trilha para a Pedra Furada - Vila de Jericoacoara Trilha - Praias pelo caminho - Rumo a Pedra Furada Pausa pro lanche - Praia da Pedra Furada - Mar Bravio - Vila de Jericoacoara Daqui atravessamos toda a praia até encontrar o ponto onde os bugueiros param com os turistas e subimos a encosta sentido à vila rumo ao farol. De um lado do percurso tem o mar e do outro tem a vista das dunas e do Parque Nacional. É uma vista espetacular e vale muito a pena a subida. Os jegues e cavalos são companheiros de caminhada todo o percurso. Trilha para o Farol - Companheiros de Percurso - Mar ao fundo - Vila de Jericoacoara Topo do Morro - Farol de Jericoacoara - Fim da subida Vista de cima - Dunas - Lagoas - Parque Nacional de Jericoacoara Seguimos a trilha pelo farol que acaba em uma estrada e dá no cemitério da Vila. Mesmo sem nenhuma placa ou indicação em nenhum momento nos perdemos ou achamos que fosse necessário ter guia. Na Rua São Francisco tem várias barraquinhas com comidas de rua e restaurantes MUITO mais simples do que as opções da Rua Principal e da Rua do Forró. Jantamos no Restaurante da Nêga, uma maravilhosa moqueca de arraia num PF a R$ 15 e a cerveja custava R$ 4 a lata. Ainda rolou de sobremesa um bolo de chocolate R$ 2 a fatia e um cafezinho de cortesia. Contratamos o passeio para as lagoas em um stand em frente ao Restaurante da Nêga. R$ 60/pessoa para ver duas lagoas e a praia de Preá. DIA 7 – LAGOA AZUL + LAGOA DO PARAÍSO + PRAIA DO PREÁ + DUNA DO PÔR-DO-SOL O bugueiro veio nos buscar às 9:00 no airbnb e seguiu pela faixa de areia até a localidade de Preá e daí até a Lagoa Azul, onde tomamos banho e uma água de coco. Eu, particularmente, acho errado o fluxo enorme de bugues e caminhonetes na areia. Passamos por uma carcaça de tartaruga marinha morta. Daí fico pensando: como esses animais fazem desova nessa areia pisoteada? Não fazem. A forma como o turismo todo é feito na região está ambientalmente errado. Uma tragédia anunciada. Carcaça de Tartaruga Marinha - Turismo Predatório - Jericoacoara Lagoa Azul - Localidade de Preá Da Lago Azul seguimos para a mais famosa Lagoa do Paraíso. O bugueiro, como é de praxe, parou no famoso, chiquérrimo e carérrimo Alquimista, das famosas redes (e super disputadas) e águas transparentes. Aqui fica o famoso pega-turista. Estava lotado, mas entramos pra ver o movimento e dar um primeiro mergulho. Por dica da nossa anfitriã do airbnb seguimos (depois de insistir com o péssimo bugueiro) de bugue do famoso ponto onde todos ficam para o Restaurante Aquários onde tinham as redes exatamente iguais (mas de sobra pra todo mundo), menos de um quinto das pessoas e muuuuito mais barato para comer e beber. Ponto amplamente frequentado pelos locais e por turistas que querem sossego. É uma delícia para passar o dia inteiro. Lagoa Paraíso - Restaurante Aquários - Jericoacoara Lagoa Paraíso - Transparente (mesmo com chuva) - Jericoacoara Na volta das lagoas paramos na Praia de Preá, uma vila de pescadores bem movimentada e não tão bonita, com fluxo enorme de carros na faixa de areia. Ao retornar para a vila de Jericoacoara seguimos direto para a praia principal e para a Duna do Pôr-do-sol ver o belíssimo. Vista - Duna do Pôr-do-Sol - Jericoacoara Jantamos de novo no restaurante da Nêga e fomos curtir um forrozin na vila. De manhã pegamos o transporte comum (R$ 15/pessoa) pra Jijoca de Jeri e pegamos a estrada. Achamos Jericoacoara muito mais fama do que realmente é. A forma como o turismo é feito é totalmente predatória contra o parque nacional. O que é uma pena.
  2. Oi, gente! Vou para São Luís/Lençóis e queria umas dicas sobre qual o melhor percurso para ir de lá até Fortaleza, passando por Parnaíba, preferencialmente. Alguém já fez esse destino e pode me ajudar?
  3. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
  4. Studart

    Delta do Parnaíba

    Delta do Parnaíba constitui-se num espetáculo raro da natureza. Formado por mais de 80 ilhas e ilhotas é o único que deságua em mar aberto nas Américas) sendo comparado aos rios Nilo, na Africa e Mekong, na Asia. O rio Parnaíba é considerado a quarta maior bacia hidrográfica do País, ficando atrás das bacias do Amazonas, Paraná e São Francisco. O Delta começa a se formar quando o rio desce dos 709 metros de altura da Chapada das Mangabeiras em direção ao mar. O leito do Parnaíba bifurcado, forma os braços Igaraçu e Santa Rosa. A partir daí surgem dezenas de igarapés e canais que rodeiam ilhas de vários tamanhos, até desaguar no Atlântico formando cinco braços distintos conhecidos como: Igaraçu, Canárias, Caju, Melancieira e, por último o de Tutoia, no extremo oeste. É o que se pode considerar um feliz percurso das águas do rio Parnaíba, após percorrer 1.485 quilômetros de norte a sul do Estado, sempre na divisa com o Maranhão. Em 1571, o navegador português Nicolau de Resende naufragou no litoral do Nordeste, na região que hoje corresponde à divisa dos Estados do Piauí e do Maranhão, perdeu toneladas de ouro e passou, segundo contam, 16 anos tentando resgatá-Ias em vão. Enquanto procurava, descobriu um tesouro ainda maior, segundo suas próprias palavras retiradas de seu diário: "um grande rio que se formava um arquipélago verdejante ao desembocar no Oceano Atlântico". Diante da descoberta, o navegador deixou a seguinte pergunta: "este paraíso resistirá aos futuros desbravadores?". O Delta do Parnaíba ocupa uma extensão de mais de 2.700 quilômetros quadrados entrecortados por igarapés. Ilhas como a de Santa Isabel, Canárias, Caju e do Meio servem como ponto de escoamento da produção de caranguejos, principal sustentáculo dos ilhéus da região, inclusive, são exportados em grande quantidade para o Estado do Ceará; ponto de parada nos passeios de barcos e chalanas e, com o atual desenvolvimento do turismo na região, transformaram-se em ponto de hospedagem e observação/ conhecimento da flora e faüna.--- O verde, as águas limpas, as raízes aéreas dos manguezais, a cata do caranguejo, a sinuosidade dos igarapés, as brancas dunas de mais de quarenta metros impressionam turistas e visitantes. Esta exuberante ,beleza que tem resistido a novos desbravadores é hoje símbolo de desenvolvimento sustentado, é a natureza, mais uma vez, contribuindo para geração de emprego e renda, é o turismo que encanta, une povos e preserva. Visite esta exuberância, visite o Delta do Parnaíba! Formado por mais de 80 ilhas e ilhotas, o Delta do Parnaiba constitui-se em um espetáculo raro da natureza. A bacia do rio Parnaiba é considerada a quarta maior do País, ficando atrás apenas das bacias do rio Amazonas, do rio Paraná e do rio São Francisco. O Delta começa a se formar quando o rio desce das 709 metros de altura da Chapada das Mangabeiras em direção ao mar. O leito do Parnaíba, bifurcado, forma os braços Igaraçu e Santa Rosa. A partir daí, surgem dezenas de igarapés e canais que rodeiam ilhas de vários tamanhos, até desaguar no Atlântico, formando cinco braços distintos conhecidos como: Igaraçu, Canárias, Caju, Melancieira e, por último, o de Tutóia, no extremo oeste. O rio Parnaíba percorre 1.485 quilômetros, sempre na divisa com o Estado do Maranhão. O Delta do Parnaíba ocupa uma extensão de mais de 2.700 quilômetros quadrados entrecortados por igarapés. llhas como a de Santa Isabel, Canárias, Caju e do Meio servem como ponto de escoamento da produção de caranguejos, principal sustentáculo econômico dos ilhéus da região, e que são, inclusive, exportados em grande quantidade para o Estado do Ceará. Ponto de parada nos passeios de barcos e chalanas e, com o atual desenvolvimento do turismo na região, as ilhas transformaram-se em ponto de hospedagem e observação da flora e da fauna ali existentes. O verde, as águas limpas, as raízes aéreas dos manguezais, a cata do caranguejo, a sinuosidade dos igarapés e as brancas dunas de mais de 40 metros impressionam turistas e visitantes. Esta exuberante beleza que tem resistido a novos desbravadores é hoje símbolo de desenvolvimento sustentado. E a natureza, mais uma vez, contribuindo para a geração de emprego e renda. E o turismo que encanta, une povos e preserva a vida em sua plenitude. Fonte: Campineiro.com/deltadoparnaiba
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