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  1. Olá, pessoal! Compartilhando aqui alguns destinos da minha experiência viajando + trabalhando remoto durante quase 6 meses pelo Brasil. A ideia desse tópico é ajudar tanto quem quer fazer uma rota nas suas férias, quanto quem tá num nomadismo digital. A minha ideia aqui não é chover no molhado e indicar pontos turísticos comumente falados em resenhas de sites de viagem. Alguns, que gostei muito, vou indicar aqui, mas a ideia é contar o que mais me marcou e também as facilidades e dificuldades que encontrei para trabalho remoto. Se você for para algum desses destinos e minhas dicas forem úteis, me adiciona no instagram @carolcarolcarolyna e me conta da tua experiência, vou adorar trocar um pouquinho mais! Eu gosto muito de pesquisar! Um hack que uso muito para descobrir o que tá rolando nos lugares, principalmente o que os nativos fazem, é ir no Instagram, colocar o nome da cidade na busca de localidades e ir pesquisando o que as pessoas estão compartilhando nos seus stories. Essa é uma ferramenta recente: as pessoas que têm perfil aberto, quando marcam um lugar em suas fotos e vídeos dos stories, esse story é compartilhado publicamente com todo mundo que pesquisar sobre esse lugar. Então, é só você ir no mapinha do insta e ficar se divertindo pelas regiões da cidade, pesquisando o que tem de bom. Outra possibilidade é jogar na busca o nome da cidade + a palavra "agenda" ou "o que fazer" ou "onde ir". Tem vários perfis com essa combinação de palavras. E, quando eu encontro um perfil massa, eu vou no perfil, e clico no botão que tem um desenho de uma pessoa (ele fica ao lado da barra de follow/message/contact). Esse botão te sugere páginas parecidas ou de interesses parecidos e nooooooooossa eu descubro muita coisa por ali. 1. PARATY/RJ (abril/maio) Ai, Paraty, seus barquinhos, suas águas, suas pontes, suas casas... quanto amor! Tem MUITA COISA pra falar de Paraty. Volto pra lá fácil! Comecei minha jornada ficando 1 mês lá. Cheguei de avião no Rio de Janeiro e desci de carro até Paraty. Pra começar, quero dizer que conheço quase toda costa do Brasil (apenas não conheço Amapá, Sergipe e São Paulo) e que o estado do Rio de Janeiro tem um dos litorais mais incríveis desse país. É cada recorte que meu deus. Vale muito passar uns três meses pelo Rio e desbravar o litoral norte e sul, que são diferentes e possuem lugarzinhos muito particulares. Arraial do Cabo e Cabo Frio, que ficam no norte do litoral, tem uma areia branquíssima e uma água linda demais. Paraty, que fica no sul, ficou sem dúvidas no Top 3 dos destinos desses seis meses de viagem. É uma cidade histórica, patrimônio da UNESCO, com ruas inteiras de pedras que datam da época de sua criação, e casas, prédios e igrejas muito bem conservados. A cidade fica numa região litorânea e serrana ao mesmo tempo. É nessa mistura que a mágica acontece: você pode desfrutar de praia e serra no mesmo lugar. Fiquei em abril e maio e não estava frio para tomar banho de mar. O clima estava muito bom. Ao mesmo tempo que aproveitava o calorzinho na praia, à noite curtia o friozinho da serra. Você pode curtir inúmeros passeios náuticos, como também várias cachoeiras, visitas a alambiques, queijarias e lugares históricos. PREÇO: É preciso dizer que Paraty foi sem sombra de dúvidas o destino mais caro que eu fiquei nesses seis meses e acho que foi o destino mais caro que conheci no Brasil. É muito difícil você comer bem e pagar pouco. Os supermercados são preço de turista. A hospedagem também é muito cara. Eu dividi uma casa, que era excelente, mas mesmo assim não justificava o preço. O que eu paguei foi mais do que o mês de qualquer outra cidade que eu fiquei (e nas outras cidades eu não dividi o preço). HOSPEDAGEM: Lá em Paraty, aluguei uma casa em Ponte Branca, região que não recomendo para quem viaja a trabalho. Para quem vai trabalhar remoto, fique no centro histórico. É mais garantido internet e luz estável. Paraty sofreu fortes deslizamentos de encostas, provocados por chuvas torrenciais em março de 2022. Eu cheguei em Paraty dia 18 de abril e a situação estava preocupante. Quem gosta de ficar em hostel, principalmente em quartos privativos, indico o Selina. O Selina é uma rede de hostels alto padrão e, por isso, os preços são mais caros do que qualquer hostel que você vá encontrar por aí. Contudo, vale muito à pena. Eu já me hospedei no Selina Madalena em SP e curti muito. Em Paraty, o Selina tem um espaço incríveeeel. Usei o coworking deles e é muito bom. Também fui um dia em uma feijoada com show de chorinho (a melhor feijoada que já comi na vida!). Eles têm muitos espaços em comum e atividades de interação, e fica no coração do centro histórico. TRABALHO REMOTO: a) Luz e internet: É importante dizer que em qualquer lugar que você esteja poderá faltar luz. Não sei se foi por conta dos deslizamentos, mas o pessoal comentava que toda semana faltava luz por lá e, realmente, fiquei na mão muuuuitas vezes por conta disso. Em Ponte Branca, por exemplo, não há sinal de 3G, independente da sua operadora. Por esse e outros motivos, fique no Centro Histórico! b) Cafés para trabalhar: Paraty tem vários cafés, mas quase nenhum deles tem wi-fi. Esse é um ponto muito fraco e bem comum em cafés/restaurantes. Eu conheci apenas um café com wi-fi e espaço bom e tranquilo para trabalhar: o Café Cultural. A Livraria das Marés é linda, tem wi-fi no café, mas não tem tomadas. TRANSPORTE: Outro ponto é que Uber não funciona: Paraty até está no app, mas o pessoal não aceita as corridas. O que funciona lá é táxi, que é tabelado, escasso e beeem caro. Do Centro Histórico à Ponte Branca (15 min) era 40 reais. Se você ficar no Centro Histórico, não vai precisar de táxi pra quase nada. Há que se ter muuuuuito cuidado ao dirigir nas estradas, pois blocos de terra e pedras maiores que o tamanho de um carro tomaram as pistas de acesso a essa região. Tem partes da pista que cederam e a contenção é paliativa. Quem vai para Trindade, se prepare: é uma serra super sinuosa, de estradas estreitas e que foi muito afetada pelos deslizamentos. Outro lugar sinuoso e que é para quem tem tranquilidade na direção é a Serra de Cunha. Os carros perdem seus freios por lá (vi isso acontecer), tem muita gente que desiste também. Não cheguei até Cunha (até porque me deu um mini desespero aquela serra hahaha), mas já chegando no topo, você tem alguns mirantes com vista incríveeeel de serra + praia. PASSEIOS: Sério, preciso voltar mais vezes pra fazer todos os passeios náuticos disponíveis. Paraty tem mais de 300 praias e 60 ilhas, então é passeio pra caramba. Faça o passeio de barco nas ilhas! Vale muito, as águas são muito azuis, você pode nadar ou ficar boiando à vontade. E as ilhas são lindas! Paraty é uma baía, então suas águas são calmas. Se você gosta de caiaque, é o lugar perfeito. Na Praia do Pontal você pode alugar um caiaque e ir andando pelas praias, contornando as pequenas ilhas que ficam próximas da orla e entrar no canal do rio que banha Paraty (aquele das pontes bonitinhas). É muito legal essa parte final, porque você vai andando de caiaque pela cidade, vendo as casinhas, as capivaras Fiz um passeio de caiaque em grupo muito legal, em que o instrutor nos levou em várias ilhas e também para andar de caiaque no mangue (no mangue atolou o caiaque, mas tudo bem kkk). Esse foi um dos passeios mais fodas que fiz durante esses seis meses. Falando em água, fique no período de maré cheia. É bonito de ver a água tomando conta das ruas de pedra próximas do cais. Às vezes, a água sobe tanto, que dá pra andar de kayak pelas ruas de pedra! Existem muitos alambiques para você visitar: apenas vá. Na Rodovia Parati-Cunha, você pode visitar alguns alambiques e cachoeiras. Vale muito a pena ir no poço do Tarzan e Cachoeira do Tobogã (pelo amor de deus, não se joga naquela pedra kkk). Sugiro almoçar no Engenho D'Ouro - Restaurante e Doceria, em frente ao estacionamento do poço do Tarzan. A comida é em conta, de panela de ferro, maravilhosa! No mesmo espaço fica um alambique. O funcionário é maravilhoso, explica todo o processo, tira todas as suas dúvidas, te dá todas as provas. Só não vá beber se for dirigir! Na volta, do lado do posto da PRF, tem a Tenda da Lelê, uma pessoa incrível que conheci, super acolhedora e que faz uns pratos personalizados com muita comida orgânica. Aliás, tem uma feira orgânica que acontece toda sexta ao lado da rodoviária de Paraty. Perto dali, na Estrada do Bananal, recomendo a Fazenda Bananal, que tem um restaurante maravilhoso e um paisagismo mais que instagramável. Perto do pórtico da cidade tem a Queijaria Santa Lola: façam as compras para a estadia, é demais! Tem um queijo trufado com damasco que nunca mais vou esquecer. Tem muita coisa boa pra comprar lá, de doces a massas, sério, só vai. Vale indicar os fiordes, em Paraty-Mirim: é um passeio caro. Fui até lá, mas não fiz, pois estavam cobrando R$ 250,00 uma travessia de 10min para duas pessoas. Nas fotos parece muito bonito, então fica aqui a dica para você pesquisar sobre os fiordes tropicais. Trindade vale a pena conhecer, tem bastante coisa pra fazer por lá, inclusive recomendo pernoitar, pois você não consegue fazer tudo num dia e a volta de noite naquela serra é para corajosos! Nas montanhas de Paraty, conheci a Ecovila Goura Vrindavana e Hare Krishna Ashram. Vale a pena acompanhar quando eles estão abertos para visitação pelo instagram deles. Há uma pousada (Dharma Shala) muito linda, para quem quiser ficar. Passamos o dia lá, fizemos ioga, almoçamos junto com os moradores, passeamos no lugar e conhecemos o templo. Acima, fotos da Ecovila. CULTURA: Eu tive a grata surpresa de estar lá quando rolou um festival internacional de blues e jazz chamado Bourbon Festival (maio). Foram três dias de músicos de peso e o festival é de graça. É lindo demais e povoa vários espaços da cidade. Lá também rola a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), a qual não tive oportunidade de presenciar, mas é famosa e habitada por grandes nomes da literatura e das artes. Eu também vi uma coisa muito doida, era ligada a uma festividade de maio que agora não me recordo o nome: a cidade inteira parou no meio do centro para um bingo! Sério, era uma multidão com cartelinhas na mão escutando os alto-falantes ditando os números. Eu amei isso! Paraty tem um maracatu lindo demais! O grupo se reúne para ensaios geramente nos domingos fim da tarde, perto da Igreja de Nossa Senhora das Dores. Você pode chegar pra apreciar ou mesmo aprender um pouco de batuque. RESTAURANTES: Além do que apontei ali em cima, curti muito o Thai Brasil e o Pupu's Peixe Panc, que é premiadíssimo. O restaurante da Fazenda Bananal é fabuloso também! Não só de luxo se vive a vida (até porque senão o cartão estoura hahaha), então também quero compartilhar dois lugares que ficaram no meu coração: Kami Sama, um japa baratex no qual eu cometi a orgia de ir 2x comer o rodízio e, outra vez, experimentar a melhor criação do universo: o HAMBÚRGUER DE SUSHI. No centro, ao lado da ponte principal tem uma pastelaria muito baratex e com uns big pastéis muito gostosos chamada Pastelloni. Tem também um buteco raiz chamado Bar da Fátima. Apenas vá jogar uma sinuca lá e botar um brega no jukebox hahaha. Altas comidas no capricho, o melhor torresmo da vida e o preço é muito barato. Prove o drink Jorge Amado. Ele é muito bom em qualquer lugar! PARATY - PERFIS DO INSTA: @turismoparatyrj @mercadodasartesparaty @cinemadapracaparaty @feira.de.paraty Vai ficar para a próxima visita: @aldeiarizoma @gastromar 2. VITÓRIA/VILA VELHA (junho) Eu fiquei 10 dias nessa região e, para quem vai só para visitar, 3 dias é suficiente. Se você quer explorar mais o litoral e as praias, fique mais. Como eu estava trabalhando e esse não era o meu foco, fiquei bem satisfeita com o que conheci. PREÇO: ES é bem ok, os preços são normais. Nem barato, nem caro como no Rio de Janeiro. HOSPEDAGEM: Dizem que as praias de Vitória são impróprias para banho. Por esse motivo, fiquei hospedada em Vila Velha. Vila Velha tem uma longa orla, muito bonita, perfeita para caminhar, correr, andar de bicicleta. Super cuidada, com ciclovia, espaços de interação, academias ao ar livre, cachorródromo... muito boa mesmo. Não entrei no mar. A água é gelada, o mar é bem revolto e vi ondas grandes hahaha. Eu fiquei em um Airbnb em Itaparica (Vila Velha). Itaparica é uma praia extensa. Embora tenha comércio, você pode ficar longe dos lugares mais turísticos. Se for ficar em Vila Velha, recomendo Itapuã ou Praia do Costa. PASSEIOS: Quase não fiz passeios por lá, desses mais turísticos. Subi o Morro do Moreno, vale muito à pena! Tem uma vista panorâmica de toda a cidade de Vila Velha e Vitória, você fica de frente para as pontes, é lindo demais! Diz que rola uns pôr-do-sol bem massa por lá. Só faltou um chimas! Vista do Morro do Moreno Vitória tem paisagens mais bonitas que Vila Velha, então vale caminhar pela orla e andar de carro por lá. Na próxima vez, eu ficaria hospedada em Vitória. É em Vitória que você encontra os rolês culturais e onde tem mais noite alternativa. Em Vitória, vale pegar um carro e ir na Ilha do Boi e Ilha do Frade! Caminhe pela Orla de Vitória, vá no Pier da Iemanjá! Fica iluminado à noite, muito bonito! No centro histórico de Vitória, conheci o Palácio Anchieta. Tem algumas exposições por lá e você pode fazer a visita guiada. O Palácio fica em frente ao Rio, então é bem bonita a vista composta pelo urbano, os navios cargueiros e o rio. Para além disso, não cheguei a fazer, mas também tem o Convento da Penha e a Fábrica da Garoto rsrsrs. Ah, também tem o Mosteiro Zen no Morro da Vargem, que fica a algumas horas de Vitória (mas é preciso se programar e ver a logística com antecedência. Vá de carro!). IGS: @somoscapixaba @terracapixaba 3. SALVADOR e arredores (junho/julho) Se você quer entender o Brasil, VÁ À BAHIA! Que Pedro o quê, a cultura do Brasil nasceu do povo preto e indígena! A música que você escuta nasceu lá! Foi criada, ritmada, aperfeiçoada, swingada pelo baiano. Quanto mais eu estudo sobre a Bahia, mais coisa eu tenho pra estudar! Fui pela terceira vez à Bahia e viveria por lá, rs. Por isso, vou trazer algumas informações também da minha penúltima viagem à Salvador. Nessa última viagem, fiquei 1 mês e meio na Bahia, então tenho bastante coisa pra falar CLIMA: A lição é: tome sol. Ele muda sua vida, seu corpo e sua mente. Tome sol, custa zero reais, ele leva suas preocupações embora e você vê o copo mais cheio do que vazio. Tome sol! E a Bahia é um ótimo lugar pra tomar sol e curtir uma brisa relaxante de fim de tarde. Dessa viagem que fiz, o melhor clima que encontrei foi na Bahia! PREÇO: Salvador é esparramada e não é difícil você dar uns rolês bem contramão. Por isso, o uber pode se tornar mais carinho. Na região da Barra e Porto da Barra, é bem turístico, então os supermercados e os comércios são mais caros. Mesmo assim, você consegue encontrar muitas opções de refeições boas por preços justos. Pelourinho é uma região bem em conta. Santo Antônio é mais gourmetizado e os preços também. Fiquei no Porto da Barra, que é uma das regiões mais caras de aluguel por temporada. Você encontra boas opções se alugar com antecedência de um a dois meses, mas é preciso pesquisar bem pois os imóveis em geral são mal conservados. Alugar perto da data já fica beeeeem caro. PASSEIOS, LUGARES, CULTURA: O que mais quero pontuar aqui é a rota de passeios sobre a música baiana e brasileira. Há uma série de museus interativos para você conhecer mais da história da música, artistas e instrumentos. Eu acho que beira ao absurdo um músico que, tendo condições de conhecer a cidade de Salvador, não vá conhecê-la. Dentre outros museus, temos: Casa do Carnaval, Cidade da Música da Bahia, Centro Cultural Casa da Música, Museu da Música Brasileira, Escola Olodum, A Casa do Rio Vermelho (Casa do Jorge Amado), Fundação Jorge Amado, Museu Cultural Afro Brasileiro, Casa do Benin. Além disso, tem o Museu de Arte Moderna, o Palacete das Artes e tantos outros! A Casa do Carnaval e a Cidade da Música são indispensáveis! Neles você vai descobrir que aquele cantor que você gosta tanto é da Bahia e aquele outro também. Eles são super interativos. A Casa do Carnaval vale cada centavo, por tudo que você vai aprender lá dentro e pela possibilidade de aprender umas coreografias de carnaval, se fantasiar e tocar uns instrumentos. Tem um café no terraço com uma vista linda. Na Cidade da Música, assim como na Casa do Carnaval, vá com tempo. Você fica umas três horas fácil lá. Na Cidade da Música um professor vai te apresentar para uma série de instrumentos musicais e você vai passar por experiências muito legais guiadas por ele. Também tem a possibilidade de mixar, cantar, entre outras interações de produção musical. Além dos dois, eu gosto muito da Casa do Jorge Amado no Rio Vermelho. Aproveite o dia para ficar lá se deliciando com cada espaço mais lindo que o outro, além do café e do jardim. Gosto muito do Palacete e do seu jardim e do MAM, pois, além de exposições incríveis de africanidades, ainda tem um cinema alternativo e uma vista foda. Oficina na Cidade da Música No Pelourinho, visite o Conveno de São Francisco, faça um tour guiado com os guias que ficam em frente à igreja e conheça o paganismo presente nos arabescos, quase escondidos de tão profanos. Os azulejos são lindos também! Eu fiz o tour com um senhorzinho de uns 80 anos, que é historiador. Ele é maravilhoso! O Pelourinho é uma cidade praticamente, de tanta coisa que tem pra fazer por lá. No São João, fica cheio de palcos abertos e shows gratuitos. Aliás, é preciso dizer que, comparado a outras cidades do país, me parece (posso estar errada) que a prefeitura investe muito em cultura, no sentido de viabilizar muitos espaços abertos em que rolam shows 0800 com músicos fodas todo fim de semana. E é no Pelourinho que se encontram grande parte desses espaços, como, por exemplo, o Largo Quincas Berro D'Água e Largo Thereza Batista. Comece tomando um cravinho no Cravinho hehehe e depois vá fazer uma procissão pelos largos. Tem um negócio que eu acho muito foda de fazer que é caminhar na orla no fim da tarde/pôr-do-sol sentido Morro do Cristo (Praia da Barra) -> Porto da Barra. Só ver e sentir! Atrás do Forte da Barra, que fica bem na pontinha da orla da Praia da Barra, rola uma galeera sentada pra ver o pôr-do-sol e geralmente tem uns músicos tocando por ali. A Praia do Porto da Barra é a praia de Caetano. Ela é uma muvuca, bem movimentada e com várias caixinhas de som (ou seriam JBLs gigantes?), mas tem as águas mais lindas e é uma piscininha. Fique no fim da tarde e veja o pôr-do-sol dali e você vai entender porque um dos músicos mais fodas desse Brésil é apaixonado por ela. Tem uns passeios de canoa havaiana que não fiz, mas fiquei babando. Procure @_aika.vaa no Instagram. Sai uns passeios de caiaque em grupo. Cinema bom e circuito alternativo você encontra nas salas do Sala de Arte (Cine Glauber Rocha e MAM) @saladearte_oficial. De teatro, procure o que estiver rolando no Sesc Pelourinho, Teatro Castro Alves e Concha Acústica. Eu queria indicar aqui o ig da @giroplanejamentocultural. No Sesc Pelourinho, eu fui em uma das melhores peças de teatro da minha vida. Procurem a companhia Coletivo Casa 4 e acompanhem os próximos espetáculos deles. Prepare-se para chorar! Procure JAM NO MAM no Instagram. Esse rolê é foda demais! 1x por mês uma galera da banda de jazz Geleia Solar faz uma jam no MAM, o Museu de Arte Moderna, que fica na beira do mar, do lado do Solar do Unhão. Você vai curtir uma música foda, com uma vista foda e um pôr-do-sol foda, como você pode ver na foto abaixo: Falando ainda em Jazz, tem o Jazz na Avenida (@jazznaavenida) onde tocam muitas bandas maravilhosas, rolam umas jams incríveis e vai muita gente gostosa! Para quem gosta de forró, existe uma banda baiana chamada Forró da Gota, que tá no meu top 3 de bandas favoritas de forró. É uma preciosidade o trabalho autoral dessa gente e os shows são maravilhosos, despertam aquela vontade de dançar agarradinho a noite inteira. Fui 2 ou 3x no show deles em 1 mês e meio A Casa da Felicidade, no Rio Vermelho, tem umas festas bem legais, de vários estilos musicais, e toda semana tem uma festa de forró. O pessoal da Gota toca lá. Não fui, mas foi fortemente recomendado a festa de quarta-feira no A Boca (@abocacentrodeartes). RESTAURANTES: Eu não sou a melhor pessoa para indicar restaurantes de comida típica baiana, mas conheci alguns lugares de gastronomia variada muuito bons. De comida típica, eu quero indicar o Bolinho de Estudante, que é um bolinho doce frito feito de tapioca e que muita gente que vai pra lá não conhece. É mais fácil encontrar em barracas de acarajé. Eu sou viciada nesse bolinho. Tem o pão delícia também, vendido em tudo que é padaria e mercado. É um pão doce com queijo, surreal! Gostei muito do Restaurante Lafayette na Marina de Salvador, comi um risoto de limão siciliano que meu deus! Tudo que eu comi nesse restaurante foi uma experiência gustativa sem precedentes, do salgado ao doce. Tem o Barravento também, sensacional, na orla da Praia da Barra. Santo Antônio Além do Carmo tem a noite mais preciosa de SSA. São barzinhos maravilhosos, restaurantes mais ainda, vistas incríveis, cafés, galerias e muitos lugares intimistas. Fica ao lado do Pelourinho, dá para subir a ladeira a pé. O Velho Espanha é um buteco bem conhecido por lá, mais pelos nativos. Não fica numa zona turística, mas a comida e o preço valem muito a experiência! Vale também ir no Bar da Mônica, no Solar do Unhão, curtir uma musiquinha, um sol e a melhor região para o pôr-do-sol em Salvador. Esse é um rolê bem alternativo e LGBTQIA+ :). LUGARES PARA TRABALHO REMOTO: Salvador peca muito nisso. Aluguei um apartamento no Porto da Barra, então procurava lugares em bairros próximos daquela localidade. Os cafés não têm Wi-Fi ou, quando têm, não têm tomada! Tem um café-papelaria no Porto da Barra, com um café e bolinhos maravilhosos e barateza chamado Amarelo Café. Esse foi o único que encontrei com wi-fi e tomada em todas as mesas. Em Santo Antônio é mais fácil achar alguns lugares com wi-fi, pois existem muitos restaurantes intimistas por lá. Apesar de não ter cafés com wi-fi, Salvador tem uns coworkings muito fodas. Procure no BeerOrCoffee. ARREDORES: Vá em Ilha de Itaparica - não é muito turístico, então você vai se deparar com um rolê calmo e um lugar paradisíaco. Pegue uma balsa no Porto de Salvador, chegando na ilha pegue uma van e hospede-se no centro histórico do distrito de Itaparica. Passe o dia na Praia da Ponta de Areia e curta no pôr-do-sol o mar se confundindo com a areia e o céu. No início de janeiro acontece a Festa de Independência de Itaparica, uma festa popular emocionante em que o povo faz uma procissão nas ruas com tochas de fogo, entoando músicas para celebrar o momento em que Itaparica venceu os portugueses. Nessa última viagem tive a oportunidade de curtir a Bahia no mês de São João. Fui até Imbassaí, uma praia de mar aberto em que uma pequena faixa de areia divide a costa entre o rio e o mar. É bonito de conhecer. No mês de São João, quem mora em Salvador tem costume de ir para o interior curtir as festas, que, dizem, são muito melhores do que na capital. Tem festa por tudo que é canto, mas há umas quatro ou cinco cidades que concentram festas maiores. Eu fui em uma delas, Mata de São João, e foi muito bacana, embora a infra chamada "lugar pra sentar 30+" tenha deixado a desejar kkkk. Mas foi muito legal, havia dois palcos e uma série de shows de graça com grandes nomes do forró e era muito bem decorado. Realizei o sonho de ir numa festa junina raiz! Se você for para a Bahia na época de São João (fortemente recomendado), procure a programação em @saojoaonabahia e @saojaocentrohistorico Decoração de São João no Pelourinho PLUS: É beeeem longe de Salvador, mas vá em Porto Seguro/Trancoso/Arraial d'Ajuda, pois vale muito! Lembro que o mergulho nos arrecifes de Porto Seguro foi demais! Já fiz passeio por outras piscinas naturais e não lembro de ter visto tanta diversidade marinha como lá. O porém é que é um destino muito cheio de turistas. Vá no seu tempo, vá na paz, rs. INSTAS: No insta @rodaculturaloficial você fica sabendo diariamente TODA A PROGRAMAÇÃO cultural de Salvador. Sério, eles são muito perfeitos, procura lá! O @oquefazeremsalvador também entrega muita programação boa. @eventosculturaissalvador @coisasparafazeremsalvador @enjoysalvador @goethe.bahia @coletivoseryoga @avidaemsalvador @asmelhorescoisasdesalvador @agendaalternativasalvador 4. SÃO LUÍS (agosto) A minha viagem foi um pouco recortada. Eu comecei no Rio, fui subindo, fiz uma parada por conta do trabalho em SP e peguei um vôo para o Maranhão e aí fui descendo, até chegar em Fortaleza, onde peguei um vôo para Belém, pois estava bem mais em conta do que o destino São Luís - Belém. Por primeiro, importante dizer que São Luiz faz parte da Amazônia. Logo de cara, você percebe a diferença no clima. É beem abafado e úmido. Logo que cheguei tive dificuldade de respirar e quase desisti do destino hehehe. Descendo o Maranhão, o clima já vai ficando mais parecido com outras regiões do Nordeste. Os Lençóis, por exemplo, são muito mais tranquilos que São Luís. Dois dias em São Luís são suficientes. Acho que em 1 dia você pode fazer muita coisa. E, para mim, esse foi o destino que exigiu o menor tempo. São Luís é uma cidade pequena e vale conhecer o Centro Histórico. Fui muito alertada sobre os assaltos, então peço que tenham cuidado redobrado, mesmo isso sendo algo que acontece em muitos cantos do Brasil. As praias são de mar aberto e não surpreendem. Eu reservaria o tempo para curtir outros cantos da cidade. PREÇO: São Luís é uma cidade barata, no geral. GASTRONOMIA: De comidas, eu sugiro experimentar arroz de cuxá, comer TUDO que tenha Bacuri, uma fruta maravilhosa com sabor mix de cupuaçu e cacau. Nos cardápios geralmente há a oferta do suco das frutas ou a vitamina delas (fruta+leite). Não deixe de tomar o Guaraná Jesus. Lá se come pata de caranguejo. Não indico nenhum restaurante em específico. Fui em alguns muito referenciados, mas não achei tão interessantes para o preço que paguei. CULTURA: No centro histórico você pode fazer tudo a pé e eu recomendo ir no mercado central no Largo do Comércio e provar as delícias de lá. Vá no Museu da Gastronomia Maranhense (é muuuuuito legal!). Ao lado desse museu, na mesma quadra você encontra o Museu do Reggae (também vale muito!). Ambos são gratuitos. O Reggae é o ritmo do Maranhão e esse museu conta muitas histórias sobre como esse ritmo surgiu e se desenvolveu de uma forma muito particular no Maranhão, se tornando o principal ritmo do estado. Lá o reggae é dançado em pares e, por isso, leva o nome de agarradinho. Alguns chamam o Maranhão de Jamaica brasileira. Procure um buteco no centro histórico e vá conhecer o Agarradinho e o Carimbó. Largo do Comércio INSTAS: @soulreggae @tebasbarecafe 5. LENÇÓIS MARANHENSES/ROTA DAS EMOÇÕES/BARREIRINHAS (agosto) Os lençóis maranhenses são uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida. Tá aqui aqui disputando com minha experiência no Deserto do Sahara. É emocionante, você não contém as lágrimas quando dá de cara com aquela magnitude da natureza. Eu poderia voltar mil e mil vezes, ficar sentada o dia inteiro observando aquilo tudo, e não cansaria. Lençóis é um destino bem conhecido e minha dica para você é colocar ele em primeiro lugar na sua lista de destinos do Brasil. Muitas pessoas me perguntam se eu tive de caminhar muito pelas dunas, preocupadas se os passeios são exaustivos. Os passeios não são nada exaustivos, ao contrário, são relaxantes! É claro que há passeios para todos os gostos, com travessias a pé ou de carro. Vá de julho a setembro, época de lagoas cheias entre as dunas. O clima é ameno e a água é refrescante demais! Apesar dessa dica que todo mundo dá, os guias me disseram que as lagoas passam quase o ano todo cheias, então talvez você possa fazer em outra época. Para visitar os Lençóis, você pode ficar em Barreirinhas ou Atins. Eu optei por Barreirinhas porque era uma cidade com mais infraestrutura. PASSEIOS: Eu fiz apenas um passeio na cidade, que foi o dia todo, prometeu tudo e entregou mais ainda! O passeio é de 4x4. Pela manhã fui em algumas lagoas dos Lençóis, almocei num restaurante em comunidade que mora dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e depois voltei às lagoas, agora com uma vista panorâmica dos Lençóis. Foi foda demais ver dezenas de lagoas se misturando com a areia e o infinito, até onde a visão não dá mais conta. Nesse passeio que fiz, foi tudo muito tranquilo, o esforço é baixo, quem se cansa fácil pode ir tranquilamente. Para quem tem alguma dificuldade de locomoção mais severa, acredito que tem passeios para lagoas com mais acessibilidade. Além disso, há um passeio de 4x4 por cima das dunas e atravessando lagoas, que sai de Barreirinhas e vai até Atins. Quero voltar para fazer esse passeio. TRABALHO REMOTO: Trabalhei normalmente de Barreirinhas, mas fiquei poucos dias, então não posso dar um parecer de que a internet é sempre estável. O problema da cidade é a dificuldade de deslocamento para outros destinos. Então, se você não está de carro e dá uma ruim na sua internet, seja o que for, talvez você tenha dificuldade de se deslocar. Se for trabalhando, faça como eu, pegue um final de semana e se teste por lá. ROTA DAS EMOÇÕES: Em São Luís eu descobri a tal Rota das Emoções, que nada mais é do que atravessar os Lençóis Maranhenses até Jericoacoara, no Ceará. Para quem não sabe, os Lençóis são gigantes e atravessam várias cidades. Em Jeri, você também se depara com dunas. Então, é uma ideia você começar em Fortaleza e subir até São Luís ou vice-versa. Você pode fazer essa rota, mas vá com tempo. Eu não passei nos principais pontos dela, apenas fiz uma baldeação para chegar em Jericoacoara, então não posso falar sobre as atrações da rota como um todo, pois não turistei. TRANSPORTE: Eu conheci a Rota das Emoções quando me deparei com a dificuldade no trajeto São Luís até Jericoacoara. A coisa se dá no nível do difícil, você não sai dos Lençóis a hora que quiser. As opções orbitam naquelas empresas que fazem o roteiro da Rota das Emoções e você fica meio à mercê dessas poucas opções. Se você não alugar um carro, esta será sua experiência: de São Luís para Barreirinhas você pode ir por transfer ou ônibus de linha. Eu fui de transfer e foi de boa, tinha todo dia, várias empresas e vários horários no dia. De Barreirinhas para Jericoacoara foi uma loucura. Eu não sou muito afeita ao Blablacar, prezo pela minha segurança, então prefiro ir de ônibus ou transfer. A dificuldade de sair da cidade era tanta que até Blablacar eu procurei, mas não encontrei disponibilidade. De Barreirinhas para Jeri, você pode pegar um ônibus de linha ou ir de transfer. O ônibus de linha (Guanabara) só rola duas vezes por semana e em uns horários muito merda. Você chega de madrugada em Jijoca de Jericoacoara. E em Jijoca, você precisa ir para Jericoacoara. E, meu amigo, num é um táxi que vai te levar hehehe. As vagas também esgotam na velocidade da luz, pois é você e tudo que é turista de Barreirinhas querendo ir embora kkkkk. Então, só sobra o transfer, que é uma pequena fortuna se compartilhado (só tem pela RotaCombo) e um rim se privativo (tem algumas empresas e pessoas que fazem). Ou você vai direto, ou opta por fazer baldeação de ônibus ou de transfers. Ou seja, você pode parar em Parnaíba e de lá pegar um bus/transfer para Jeri. Barreirinhas para Jeri é uma viagem longa e cansativa. Eu gastei muito nesse translado, mas, para ficar mais confortável, fui de Barreirinhas até Parnaíba (que faz parte da Rota das Emoções, procure!), fiquei um dia lá e depois fui pra Jeri. Em Jeri, é outro perrengue. Jeri é o sinônimo do perrengue chique, mas isso eu vou contar no próximo tópico hahaha. PREÇOS: É um destino turístico e os preços também são turísticos hehehe. Não foi o destino mais caro que eu fiquei, mas o preço que eu paguei na hospedagem foi igual a de outros lugares e ela me entregou muito menos. Você consegue refeições a bons preços, é fácil de encontrar. O pior são os deslocamentos. Os passeios têm um preço ok. Sério, não economize dinheiro nos passeios. 6. JERICOACOARA (setembro) Jericoacoara é um rolê muito legal, não iria de novo, mas valeu muito conhecer, pois ele é um destino bem diferentão. Antes de chegar na vila de Jeri, ainda em Jijoca de Jericoacoara, existe a Lagoa do Paraíso, que tá no meu Top 3 (ou 5! hehehehe) das coisas mais lindas que conheci nessa viagem. PREÇOS: Jeri não é barata, é totalmente turística. Mesmo assim, nem se compara com Paraty. Você consegue encontrar alguns restaurantes com preços legais (pra quem não tá turistando e sim trabalhando hehe), mas bons e em conta são poucos, realmente. Eu fiquei num Airbnb com preço ok, nem caro, nem barato. TRANSPORTE: Você vai chegar em Jijoca de Jericoacoara. De Jijoca você vai pegar um transfer para Jericoacoara. Esse transfer só pode ser realizado de buggy ou 4x4 (jardineira), pois você vai ter que atravessar as dunas pra chegar na vila e não é qualquer carro que dá conta disso. Chegando em Jijoca, há várias empresas que fazem esse trajeto até a vila. Eu fiz tudo pela mesma empresa de transfer, desde Parnaíba (RotaCombo). Para sair de Jeri, você pode pegar um ônibus de linha (Guanabara) ou ir pela RotaCombo ou outro transfer na modalidade privativa. Esse translado de Jijoca para a vila já é uma anunciação do perrengue que te espera. Mas pra quem é aventureiro, é muito muito muchooo legal. A jardineira é uma Hilux com a caçamba adaptada com bancos. Você vai passar com aquela Hilux pulando e chacoalhando pelas dunas, é demais! Já na Vila, você vai se deparar com TODAS as ruas feitas de areia. Vamos combinar uma coisa com a tia? Sem salto e sapatênis, tá? E prepare-se para lavar o pé tantas vezes e passar tanto Monange que até a Xuxa vai ficar com inveja kkkkkkkk. À noite, Jeri é muito segura (é uma microvila!). Eu fui em altas festas e voltei sozinha caminhando de madrugada e é de boas. Acima, foto da travessia de Jijoca para a vila de Jeri. A vila é muito lindinha, muito! Dentro dela, você não precisa de transporte pra nada (nem sei se tem!). Essa vila é muito piquitita, você faz tudo caminhando. NOITE: Isso precisa de um tópico à parte, pois em Jeri eu não fiquei sozinha uma noite! Sempre tinha galera pra sair. Tem uma coisa em Jeri, típica dos lugares pequenos, que é unir as pessoas. Muita gente vai pra lá trabalhar remoto. Também tem muuito gringo, que chega em Jeri pra viver o kitesurf. Na noite, além de vários barzinhos, você conta com as festas de eletrônica Café Jeri (que é um sunset) e Nox, além de uma de brasilidades que fica na Praia da Malhada. Quando acaba o Café Jeri, o pessoal vai para as caipirinhas (que é um monte de carrinho de drinks na beira da praia) e depois para o luau da Praia da Malhada. PASSEIOS: O único passeio pago que fiz em Jeri foi em Jijoca, na Lagoa do Paraíso, e entregou muito! Todo mundo que foi na Pedra Furada me reclamou que é muito perrengue. Você caminha afu e pega um sol de rachar. Eu indico ir na Praia da Malhada no fim da tarde para ver o pessoal andando de kitesurfing, é muito legal, dá vontade de voar sobre o mar junto com os kitesurfistas. Vale a pena olhar o pôr-do-sol nas dunas. Recomendo também fazer o passeio de triciclo, daquele que o guia tira muitas fotos arrasadoras. Esse foi o passeio que eu mais me arrependi de não ter feito nos seis meses viajando. Era em conta, meu amigo fez e as fotos ficaram incríveis! TRABALHO REMOTO: Tem muita gente trabalhando remoto em Jeri. Eu trabalhei de lá, foi uma semana intensa pré-férias e foi, assim, maravilhosa! Porque depois de dar o logoff, a cidade me oferecia relaxamento, sabe. Agora, é um lugar quente, beem quente. Você precisa de ar condicionado de manhã e de tarde. Eu não tive problemas com wi-fi, mas eu tinha alugado uma casa pra mim. 7. FORTALEZA (setembro) Em Fortaleza, entrei em férias, então pude fazer mais coisas e em menos tempo. O Ceará me tem. Muito porque o povo me acolheu bem demais. O Ceará foi aquele destino que eu não queria ir embora. Eu fui embora triste hahaha. A peça de teatro Confecções Piadas Frei Beto Praia de Meirelles - como é a praia Praia da Jurema Restaurante Pizzaria Sushi foda 8. BELÉM (setembro) 9. NATAL (setembro) 10. PIPA (setembro) 11. RECIFE (outubro) 12. MARAGOGI (outubro) 13. MACEIÓ (outubro) Se você for para algum desses destinos e minhas dicas forem úteis, me adiciona no instagram @carolcarolcarolyna e me conta da tua experiência, vou adorar trocar um pouquinho mais!
  2. Olá viajantes, vou relatar aqui sobre a primeira férias que tirei na pandemia, no ano de 2020, e com o mínimo de planejamento e muito tempo disponível, fiz a Rota das Emoções, saindo de Natal no Rio Grande do Norte onde moro e indo até os Lençóis Maranhenses pelo litoral e voltando pelo interior. Paisagens variadas dos litorais do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, além do Parque Nacional de Sete Cidades no Piauí, a Serra da Ibiapaba e Guaramiranga no Ceará. Em 2019 comprei uma passagem para ir na Europa, visitar a família e conhecer alguns novos lugares, mas como não temos certeza de nada na vida em 2020 fomos pegos pela pandemia e ficamos isolados socialmente, para quem ama viajar e a estrada foi terrível, ainda mais com a quantidade de mortes e gente querida partindo, eu tinha férias planejadas para junho de 2020, mas a empresa cortou e acabei tirando em agosto que era o limite, pois ia completar dois anos no emprego, pior, tirei 30 dias para ficar em casa, pois o Brasil não era bem recebido em lugar nenhum e as atrações estavam fechadas. Continuei na minha rotina de praia, indo para o litoral e conhecendo lugares tão perto que ainda não conhecia e visitando lugares que geralmente são lotados que estavam vazio como a Praia de Ponta Negra em Natal/RN na foto abaixo. Foi assim a primeira semana das férias, em casa e nas praias próximas, mas a grande surpresa foi conhecer a Lagoa de Alcaçuz em Nísia Floresta/RN, tão pertinho de casa e ainda não conhecia no registro abaixo. Aproveite minha cidade como um turista, indo para os locais em dias de semana, até que li uma notícia que me deixou empolgado, a reabertura dos Lençóis Maranhenses e Jericoacoara, Jeri tinha ido 3 anos antes, mas o Lençóis já havia passado 13 anos e vale muito conhecer e reconhecer. Naquela quarta-feira, dia 19/08/2020 decidi, amanhã vou fazer a rota das emoções, essa era a única informação que eu tinha, o resto foi se ajustando, fiz a revisão do carro, final da tarde ver o por do sol em Ponta Negra mais uma vez, arrumar a bagagem e no dia seguinte partir. Dia 01 - 20/08/2020 Natal/RN -> Praia do Cumbuco - Caucaia/CE Mais de 4 meses depois voltando a pegar a estrada, o rumo era Jericoacoara, não sabia onde ia dormir, mas como sai um pouco tarde sabia que não era possível chegar em Jeri, ia dormir em algum lugar pelo caminho. O bom de não ter hotel ou pousada reservado é essa liberdade, estava com tempo livre, saindo de Natal pela BR 304, cheguei em Mossoró, almocei com uns amigos que tinha meses que não via e acabei saindo tarde, já era quase 15 horas, meu objetivo agora era passar de Fortaleza e procurar alguma praia para ficar, tinha uma que até então não conhecia, a famosa Praia do Cumbuco, era lá o destino. Cheguei em Fortaleza no fim da tarde, trânsito pesado, atravessei a Barra do Ceará já era noite, ia dificultar um pouco para procurar um local para dormir, passei em algumas ou o preço estava muito elevado, ou quando era mais em conta não estavam com uma condição muito boa, até que encontrei a Pousada Brasita, perto da praia, com piscina, um bom café da manhã. Deixei o carro descansando e fui caminhando procurar um lugar para comer e tomar uma cervejinha, e conheci o La Sala no centrinho do Cumbuco, muitas opções interessantes lá. Voltei para a Pousada e descansar, nesse primeiro dia rodei 570 km. Dia 2 - 21/08/2020 Praia do Cumbuco - Caucaia/CE ->Praia da Lagoinha - Paraipaba/CE O primeiro dia passou e foi praticamente estrada, depois desse deslocamento maior, ia iniciar um trecho mais contemplativo, ir parando, estava sem pressa, acordei e após o café fui conhecer a Praia do Cumbuco, sai caminhando pela beira da praia em direção a parte das barracas mas estava bem vazio por causa da pandemia e também era bem cedo, a maioria dos turista fica em Fortaleza e fazem bate e volta, mas na época eu preferia mil vezes as praias assim. Do Cumbuco segui para uma Lagoa das Cristalinas mas não era nada interessante e não arrisquei chegar em Cauípe, o acesso não parecia legal e o GoogleMaps só recomendava ir pela rodovia, voltando para Cumbuco, fui voltando e resolvi ir até Pecém que fica no município de São Gonçalo do Amarante, no caminho parei na Lagoa do Banana e parti em direção ao Pecém, já era hora do almoço. Olhei o porto e peguei a dica do Restaurante Bola Mania, foi uma ótima sugestão, comida boa e preço justo. A próxima praia do roteiro é linda, Taiba também pertence ao município de São Gonçalo do Amarante, aproveitei muito o banho de mar e depois tirei o sal numa das bicas que desce pela encosta, ficaria mais tempo ali com toda a certeza. O próximo destino era Paracuru, o maps indicava que para seguir teria que voltar para a rodovia CE 085, porém arrisquei ir mais pelo litoral e no trevo segui em direção ao povoado de Siupé. Peguei um bom trecho de estrada de terra e uma estrada asfaltada que preferia que fosse de terra pois era mais furada que tábua de pirulito. Um grande trecho de dunas chamado de Lençóis Paracuruenses e o destino era a Praia da Pedra Rachada, ao lado de um ponto da Petrobras e o seu porto, do local uma bela vista das dunas e a Praia das Almas. Já passava das 16 horas e ia procurar o lugar para dormir essa noite, da praia segui ao Centro de Paracuru, e de lá decidi ir dormir na Praia da Lagoinha no município vizinho de Paraipaba. Na foto abaixo a Praia da Pedra Rachada e a vista da Praia das Almas. Encontrei uma pousada na beira mar, já cheguei a noite, jantei um sanduíche e fui dormir, dia de sol e praia dá um cansaço bom para dormir bem. No segundo dia da viagem rodei 140km. Dia 03 - 22/08/2020 Praia da Lagoinha - Paraipaba/CE -> Itarema/CE Acordei cedo, antes do café da manhã está pronto, fui caminhar e conhecer a Praia da Lagoinha, aquelas dunas e coqueiral remeteu a lembrança de antigas revistas de viagem que mostrava aquele cenário que lembrava a Praia de Genipabu perto de Natal, uma faixa de praia bonita e ampla, banho de mar e caminhada era rotina, a fome bateu, tomei café, arrumei as coisas e parti da pousada quando começava a chegar alguns transfers de Fortaleza com turistas. Fui até a Lagoa de Almécegas , mas não fiquei lá e segui viagem, voltei para a Rodovia e o próximo município é Trairi, passei para o lado das praias a primeira que fui é Guajiru que só passei e voltei para Praia de Flexeiras, com uma longa faixa de areia e boas barracas e um excelente banho de mar, estava bem lotado para um sábado. Seguindo viagem cheguei em Mundaú, praia perfeita, do alto da duna o encontro do Rio Mundaú com o mar, já era final da manhã e fui seguir viagem sem antes registrar esse visual. Rumei novamente para a Rodovia CE 085, e estava indo para a Praia da Baleia, mas comecei a perceber o carro com um barulho estranho e o ar condicionado parou de funcionar, desliguei o som e desconfiei que era a correia do alternador, no trevo mudei a rota e ao invés de ir para a praia rumei para Itapipoca, estava indignado, tinha poucos dias que havia realizado uma revisão para pegar estrada, dirigi 25 km com o resto da correia, com tudo desligado, até que cheguei na cidade e encontrei uma oficina aberta, desliguei o carro e ele não pegou mais, o senhor que me atendeu pediu para eu ir comprar uma correia nova e corri pois faltava poucos minutos para a loja fechar, se não ia passar o final de semana lá, deu tudo certo, mas bagunçou um pouco o planejamento (Que já não existia, mas a prioridade era o litoral), mas já estava na cidade, aproveitei e fiz um city tour e conhecer a cidade. Descartei a Praia da Baleia do roteiro e decidi que Icaraí de Amontada, que fica no município de Amontada era o próximo destino, já tinha visto algumas imagens do local e que estava bem badalada nos últimos tempos, cheguei ainda com tempo de aproveitar os últimos raios de sol, um banho de mar com aquele visual. Um dia ainda volto com tempo para ficar em Icaraí, rodei um bocado e não consegui uma pousada que coubesse no orçamento e desisti de dormir lá. Mas fiquei até anoitecer na praia. Peguei estrada novamente, estava cansado pelo contratempo, não contava com essas 3 horas que passei em Itapipoca, segui na estrada e cheguei na cidade de Itarema, resolvi dormir lá, noite animada de sábado na rua. Ao todo foram 290km. Dia 04 - 23 de agosto Itarema/CE -> Jericoaocoara - Jijoca de Jericoacoara/CE Mais um dia na estrada, tomei café e fui conhecer a cidade e o litoral de Itarema, atravessei um grande Lagamar e cheguei na Ilha do Guajiru, o lugar é perfeito para a pratica do Kitesurf. Fui seguindo pelo litoral, pequenas comunidades que vivem da pesca até voltar a rodovia e chegar em Acaraú, almocei na cidade que já conhecia e como ainda estava cedo resolvi conhecer mais três municípios na região, as cidades de Cruz, Bela Cruz e Marco. Na imagem abaixo a Igreja Matriz de Bela Cruz. Voltei ao roteiro principal e rumei em direção a Jijoca de Jericoacoara, inicialmente procurar um local para estacionar meu carro e um transporte até a Vila. Prefiro sempre deixar meu carro na cidade do que contratar um guia, o carro fica protegido e para transitar em Jeri o carro não é necessário e muito menos permitido, além de pagar mais caro pelo guia e pelo estacionamento, na época paguei 10 reais a diária do estacionamento e 25 reais pelo transporte. Soube depois que alguns turistas pagaram bem mais caro por esse trecho, mas peguei uma jardineira que levava trabalhadores da cidade até a vila. Cheguei em Jeri, me acomodei na Pousada Villa Caju, já tinha me hospedado em outra oportunidade no local e voltei, o atendimento é excelente, confortável, café da manhã delicioso, preço razoável e justo com o que oferece. Fui caminhar e assistir o por do sol na famosa duna. É sempre um espetáculo com o sol sumindo no horizonte. Jeri mesmo vazia e voltando a aquecer depois de meses fechados tinha um cheiro de esperança no ar. Voltei para o hotel, a noite estava tranquila, principalmente por ser um domingo a noite e também por vários restaurantes e bares ainda não tinham voltado a funcionar. Jantei, reservei os passeios, como turista solitário fui buscar parceiros para o passeio de buggy para o lado Oeste, esse lado recomendo ir no buggy, e para o lado leste fui num grupo maior numa jardineira. Nesse dia rodei 135km no meu carro e uns 20km na jardineira. Dia 05 - 24 de agosto Jericoacoara/CE Quinto dia, umas 09:30 o bugueiro chegou na pousada e fomos pegar o pessoal que dividi o buggy, era um casal muito simpático do Rio Grande do Sul, e partimos rumo ao oeste, praias desertas, dunas, travessia da balsa para Guriú, do outro lado do rio é o município de Camocim/CE e logo após o Mangue Seco que é um ponto mais para o pessoal tirar foto para o instagram, vamos para uma parada massa que é descer de tobogã e tirolesa no meio das dunas. O passeio foi com emoção, explorando dunas e lagoas e chegamos na lagoa de Tatajuba, primeiro dia que bebi durante o dia pois não estava dirigindo, aproveitei bem o dia de sol, banho, cerveja e peixe. O dia foi muito massa, dia para relaxar e aproveitar o destino sem preocupação, Jeri tem esse lado muito bom, andar pelas ruas de areia a noite sem preocupação, essas lagoas que são verdadeiros oásis. Jantei cedo e dormi, o dia foi realmente muito bom, e os locais estavam bem vazios. Dia 06 - 25 de agosto Jericoacoara/CE Mais um dia em Jeri, e o destino era a lado leste, muito mais bonito, mas sempre acho esse lado mais interessante fazer num carro maior, mais gente para interagir e fazer amizades, conheci um casal de Manaus e uma moça de Uberlândia em sua primeira viagem solo, foi bem legal a interação com elas. Nesse roteiro o foco é o município de Cruz, a primeira parada é na árvore da preguiça, depois na Praia do Preá e seguimos para um destino que eu ainda não conhecia que é o Buraco Azul Caiçara, a cor da água chama muita atenção mas não é cristalina, não dá para ver o fundo, então tem que ter cuidado, principalmente quem não sabe nadar. Abaixo o Buraco Azul. A próxima parada é a Lagoa do Paraíso, e o lugar merece mesmo o nome, anos antes eu tinha ido para um clube que é mais badalado, porém dessa vez ainda não estava funcionando, fui para outro e o pessoal reclamou, mas sou bem sincero em dizer, esse outro que é mais simples e é muito melhor, principalmente no preço. Sem contar que estava com pouca gente e deu para aproveitar bastante, quem vai com mais tempo, tente sempre ir nesses locais em dias da semana. Passamos um bom tempo na lagoa, boa parte do pessoal almoçou lá, mas sempre quando estou assim tenho a tática do café da manhã reforçado e um bom jantar, o almoço é cerveja e alguns petiscos. Na volta para Jeri teve uma parada na Lagoa do Amâncio que fica no meio das dunas do Parque Nacional de Jericoacoara A noite foi legal com as novas amizades que foram feitas, mas ainda sem baladas em Jeri, ficará para a próxima. Dia 07 - 26 de agosto Jericoacoara/CE -> Barra Grande/PI Último dia em Jeri, lugar que amo demais, mas era hora de partir, foram 3 noites, cheguei no domingo a tarde e sai na quarta-feira ao meio dia. O objetivo do dia era chegar no Piauí, arrumei a bagagem, tinha deixado a mala no carro em Jijoca e fui para Jeri só com uma mochila, o dia amanheceu, café da manhã reforçado e fui caminhar até a Pedra Furado, mas indo pela beira da praia, a Praia Principal de Jeri é bem vazia, o pessoal vai para os passeios e ficam mais ali no fim da tarde, tomei mais um banho de mar e comecei a trilha, ao total é uns 4,5 quilômetros, mas com muita subida em duna, recomendo levar água, mas o visual é lindo.e a Voltei para a pousada, aproveitei a piscina e no final da manhã fui seguir a rota, peguei a jardineira e fui ao estacionamento pegar meu carro. Sai de Jijoca de Jericoacoara, passei pelo distrito de Parazinho que pertence ao município de Granja, a sede do município de Granja, atravessando o Rio Coreaú por essa bela ponte abaixo. De Granja fui para Camocim, cidade que na outra oportunidade que vim na região tinha dado mais atenção, mas mesmo assim fui até o centro e ver a cidade novamente, seguindo viagem veio a cidade de Barroquinha, fiquei na dúvida se ia até a praia de Bitupitá que é a última do Ceará no lado oeste, mas resolvi seguir viagem e deixar para a próxima, logo em seguida vem Chaval, uma cidade com uma geografia única com aqueles monólitos e manguezais entre os Rio Timonha e Rio Ubatuba que serve como divisa natural entre o Ceará e o Piauí. Atravessando a divisa cheguei ao Piauí, o estado com o menor litoral no Brasil, mas com belezas únicas, rumei primeiro para a Praia de Barra Grande no município de Cajueiro da Praia, o lugar é muito massa, pousadas de muito bom gosto, mas com um preço muito elevado, consegui um quarto numa pousada boa e bem estruturada por 80 reais, mas aquele quarto parecia um cativeiro e o banheiro que eu tinha direito era o da piscina, não sou muito exigente, basta uma boa cama, mas nem isso tinha. Coloquei na cabeça que era só uma noite, ia dormir e seguir viagem, fui para a Praia curtir o fim de tarde, voltei para sair e jantar, pois não havia almoçado, com a economia do almoço resolvi jantar num lugar badalado, e não me arrependi, pensem numa comida boa, como um blogueiro de gastronomia vou dizer que foi uma experiência. Recomendo o Mô, a comida é excelente. Uma lagosta perfeita. Nesse dia foram 180 quilômetros percorridos. Dia 08 - 27 de agosto Barra Grande/PI -> Parnaíba/PI Uma semana na estrada, acordei todo quebrado, mas vamos em frente, fui caminhar pela praia e aproveitar aquele pedaço do paraíso, o lugar é lindo e recomendo muito, Barra Grande merece uma parada e é um paraíso para os praticantes de kitesurf. Final da manhã, fui seguir pelo litoral em direção a Cajueiro da Praia, sem antes parar na Praia do Sardim, que acho uma das mais lindas do Piauí. Cheguei em Cajueiro da Praia, que é a sede do município e continuei a rota pelo litoral indo nas praias do município vizinho de Luís Correia. A primeira parada é a árvore penteada, de lá fui até a Praia de Macapá, e depois segui por outras praias do município como Praia do Coqueiro, Peito de Moça e Atalaia. Após os banhos de mar fui conhecer a Lagoa do Portinho, quando estive em 2017 na região a Lagoa estava seca, mas me surpreendi com a Lagoa e o visual das dunas. Após o banho fui para Parnaíba e fiquei na Pousada Villa Cajuína, tudo muito novo e de bom gosto, um pouco afastado do centro, mas compensa pelas qualidades e preço justo. Sai para jantar, estava tão cansado que após a segunda cerveja bateu um sono, junta o enfado de praia com noite mal dormida e duas cervejas que o sono veio gostoso. Ao todo nesse dia rodei 110km e nessa noite descansei bem. Dia 09 - 28 de agosto Parnaíba/PI ->Tutóia/MA Aproveitei a manhã dessa sexta para lavar umas peças de roupa, organizar as coisas e como a pousada era muito confortável, descansei bem, não tinha passeio para o Delta, anos atrás já tinha feito o passeio do lado do Piauí saindo do Porto dos Tatus, então resolvi fazer pelo lado maranhense, partindo de Tutóia. Fechei a conta e fui para a praia de Pedra do Sal que da outra vez não conheci, é a única Praia do município de Parnaíba, o Piauí só possui quatro municípios litorâneos. Pedra do Sal não é muito interessante, mas já estava por ali, na volta fui em Ilha Grande, no Porto do Tatus e passei novamente no Centro Histórico de Parnaíba. De Parnaíba parti em direção ao Maranhão, atravessei o Rio Parnaíba e entrei no estado vizinho, é um trecho cansativo que merece atenção, ao todo rodei 165 km e cheguei em Tutóia no fim da tarde, procurei uma pousada e encontrei a Pousada São Vicente, paguei um ótimo preço num quarto simples com ventilador, 40 reais. Fui caminhar na praia e depois jantei na Churrascaria Tutóia, muito boa a comida e o atendimento. Dia 10 - 29 de agosto Tutóia/MA -> Barreirinhas/MA O dia amanheceu ensolarado, fui caminhar e na volta fui procurar os passeios, deixei o carro lá no estacionamento do pessoal do passeio e fui de moto até o porto, juntou o grupo, mas demorou mais de 40 minutos para uma senhora anotar o pedido do almoço dos passeios, o problema com esse almoço estava só no começo, optei por um prato de camarão para uma pessoa por 40 reais. O passeio começou, mas já ansioso para no final do dia ver a revoada dos Guarás, passamos próximo a ruína do navio Aline Ramos que coloquei na foto anterior, é um dos vários navios encalhados no Delta. Chegamos num pontal que era a primeira parada para banho num banco de areia formado na maré baixa. Após atravessar meandros entre um rico manguezal, ao chegar em outro braço do delta do Parnaíba uma enorme ilha diferente das demais surge, é a Ilha do Caju e suas imensas dunas. O passeio seguia tudo nos conformes e a próxima parada era para o almoço na Ilha do Coroatá, ai começaram os problemas, o almoço, o local não tinha a menor estrutura para receber pessoas, o meu prato foi um dos primeiros a ficar pronto, como já estava percebendo a demora, pedi licença ao pessoal que estava comigo no barco que ia começar a comer, terminei e não chegou o prato de ninguém, meia hora depois paguei minha conta e fui para a praia, quando vi que já estava perto das 16 horas fui procurar o pessoal que estava comigo no passeio e o guia e piloto do barco, até aquele momento ainda tinha turista sem almoçar e os trabalhadores, nenhum deles tinham recebido o almoço que em qualquer lugar eles recebem. Como não era a primeira vez, os guias resolveram não fazer a revoada dos guarás, decepcionado com isso, mas entendo a legitimidade dos guias, trabalhar por horas naquele sol sem se alimentar é um desrespeito do restaurante e de quem organiza o passeio. A revoada ficará para a próxima. Cheguei em Tutóia no fim da tarde, peguei meu carro e segui viagem para Barreirinhas. Viajem curta de 75km. Acima foto da Ilha do Coroatá. Já com pousada, fui no centro de Barreirinhas, já fechei os passeios para os próximos dias. Dia 11 - 30 de agosto Barreirinhas/MA Minha segunda vez nos Lençóis Maranhenses, estive em 2007 e voltar 13 anos depois foi muito interessante, Barreirinhas cresceu muito, comércio movimentado e boas opções de bares e restaurantes. Como era domingo, optei ir para a parte de Atins que não estive da outra vez, o passeio é de 4x4 e a primeira parada é no povoado de Atins, na foz do Rio Preguiças, de lá seguimos para o Canto do Atins, um povoado bem isolado e já decidimos o almoço do dia, dessa vez já vou adiantar que deu tudo certo. Partimos para ver o encontro das Dunas dos Lençóis com o mar, surpreende ver os grãos de areia vindo do oceano para formar esse cenário único. Esse roteiro inclui alguns banhos de lagoa. Fiz amizade boa com uma paulista que também era viajante solo, e nas dunas tinha uma dupla, na verdade um quarteto, que era um argentino, um venezuelano e duas cachorras, a Amarga e Felicidade, os malucos estavam fazendo a travessia a pé dos Lençóis, deu uma vontade de ir junto. Foi um dia perfeito. Dia 12 - 31 de agosto Segundou bom, é segundou de férias, para esse dia fiz dois roteiros pelos Lençóis. Na parte da manhã fiz o roteiro da Lagoa Azul que já tinha realizado na outra vinda, mas o objetivo maior era a Lagoa Bonita. Presenciar o por do sol nos Lençóis. Um visual único, recomendo para todos os brasileiros conhecerem esse paraíso que é os Lençóis Maranhenses. As imagens falam mais do que palavras, mas as fotos não demonstram a grandeza que é ver pessoalmente. Dia 13 - 01 de setembro Décimo terceiro dia na estrada e já estava começando a voltar para casa, em poucos dias voltaria a trabalhar, pra variar sem planejamento da volta, ia tentar ir para Santo Amaro, mas o tempo ficou curto e não tinha grupos formados para os passeios, Santo Amaro também ficou para a próxima. Sai de Barreirinhas, passei por Paulino Neves e vi os Pequenos Lençóis da estrada mesmo e cheguei em Tutóia novamente, de lá entrei novamente no Piauí e falei com uma amiga minha que mora lá e mudei os planos, voltei novamente para Barra Grande com ela, e dessa vez estando acompanhado peguei uma pousada melhor, fiquei na Pousada Titas, que é onde funciona o Restaurante Mô que estive na ida, foi uma tarde de contemplação e a noite jantei novamente no local. Ao todo dirigi por 270 quilômetros. Dia 14 - 02 de setembro Outro amanhecer em Barra Grande, agora numa cama decente, aproveitei de manhã a praia e reencontrei a paulista que conheci nos Lençóis que ia até Jeri com as minhas dicas, ela ia pegar o voo de volta pra casa em Teresina. Fiz o check-out na pousada, deixei minha conhecida na cidade dela e segui viagem, voltando para Natal pelo sertão, sai do litoral, passando novamente por Parnaíba, Buriti dos Lopes e segui até a cidade de Cocal, de Cocal o próximo destino é Piracuruca, onde pensei em chegar na BR 222 atravessando o Parque Nacional de Sete Cidades, mas o Parque ainda estava fechado, então voltei para Piracuruca. passei por Brasileira e cheguei em Piripiri onde do nada lembrei da cantora Gretchen. De Piripiri fui para Pedro II, subi a serra, a cidade é linda e com um clima agradável, de Pedro II fui novamente para o Ceará, próxima parada é Ubajara. Onde passei a noite. Dia puxado, rodei 500km Dia 15 - 03 de setembro Acordei em Ubajara, um friozinho bom de 18 graus, fiz uma caminhada pela cidade e logo depois fui rever o Parque Nacional de Ubajara, onde do alto da Serra do Ibiapaba tem uma linda vista da região. Sempre um prazer ir em Ubajara. Voltei para o hotel e resolvi ir para a parte sul da Ibiapaba, na outra oportunidade tinha conhecido Viçosa do Ceará, dessa vez rumei para Ibiapina, São Benedito, Guaraciaba do Norte e Ipu, nessa última, desce a Serra e chega na cidade que é bem interessante e tem um ponto muito interessante que é a Bica de Ipu, uma queda d'água de 135 metros, ainda aproveitei uma fonte que vinha da serra e tomei um banho para refrescar do calor que fazia. Resolvi não almoçar, e segui viagem, de Ipu passei por Varjota e cheguei em Santa Quitéria, que é o maior município em extensão do Ceará, indo em frente cheguei em Canindé, cidade famosa pelas romarias e um importante polo do Sertão cearense, o objetivo era dormir na serra, e fui em direção ao Maciço de Baturité e ia dormir em Guaramiranga. Antes de ir para a Pousada fui rápido até o Pico Alto assistir mais um por do sol dessa viagem. Guaramiranga é um destino bem turístico, vários fortalezenses aproveitam o clima serrano, tem bons restaurantes e opções de hospedagem. Ao todo viajei 330km. Dia 16 - 04 de setembro. Guaramiranga/CE -> Natal/RN E acabou, último dia da viagem, aproveitei bastante ainda para passear em Guaramiranga, fui na Cachoeira do Perigo e passei no Mosteiro dos Jesuítas no alto da serra em Baturité, de lá foi só estrada, uma parada para almoçar em Mossoró e cheguei em Natal. Os últimos 570 quilômetros dessa jornada massa. Valeu cada trecho, cada perrengue, cada momento. O Nordeste é incrível.
  3. Cheguei no aeroporto JJD as 03:30 da manha de domingo para segunda e o aeroporto fica deserto minutos apos o desembarque deste unico voo da madrugada. Fui ao banheiro trocar de roupa pois o calor está sempre presente e tambem por que notei que nao havia chance de eu ir para meu destino que nao era a vila de jericoacoara... Ja estive em Jeri 3x e em Parnaiba somente 1x e apostei no Piaui novamente... Fiquei sentado aguardando amanhecer e um rapaz que trabalha no aeroporto (acho que na lanchonete) me ofereceu uma "carona" ao custo de 30,00 para 13,5km ate Jijoca, coisa que os taxistas queriam de 80,00 a 100,00 !!! No posto 24h de Jijoca (o unico da cidade rsrs) aguardei amanhecer e com sorte havia uma canja, alem de paes, bolos etc etc porem de comida eram duas opcoes. As 7h quando abriu o posto de atendimento da Fretcar eu que era o primeiro ja tinha que enfrentar uma fila pois fica desnecessario explicar rs quando foi minha vez a resposta era de que o onibus de Jijoca para Camocim partiria as 11:45 ! La fui eu na av seguir de van ate camocim por 17,00 2h de viagem. Chegando em Camocim descobri que o onibus que vai para Parnaiba sairia as 15h e ainda eram 09:30..... 11:40 partiu um microonibus ao custo de 26,00 com tempo de viagem 2:30. Em Parnaiba fiquei em hostel que tem um ano de funcionamento e estrutura bem simples ao custo de 38,00 reais a diaria pelo booking (conversei com outras pessoas hospedadas la e estavam pagando 25,00 sem o tal cafe (que era pao frances margarina e cafe c leite) Para se locomover utilizei de microonibus que os locais chamam de van ao custo de R$ 2,40 que me deixava perto da ponte (ponto banco bradesco) que dava acesso a Praia Pedra do Sal e Porto dos Tatus de onde parte o passeio de barco pelo Delta do Parnaiba com lencois piauienses por 70,00 podendo ser pago com cartao de credito na agencia que fica abaixo da ponte ainda do lado da cidade creio que seja possivel pelo fone +5586994648589 Humberto. Conheci varios locais etc porem o melhor para almoco e jantar era o Flavao (fica de esquina na av principal que os locais chamam de pistao) com 12,00 incluso a bebida voce come muito bem! Na volta eu utilizei o transporte da Yvone Tur +558633231541 (nao sei se tem telefone celular, tenho somente este fixo) sai de Parnaiba passa por varios municipios parando em jijoca para almoço (faça sua refeiçao aqui pois no aeroporto JJD so ha uma lanchonete rs) e seguindo para Fortaleza passando pela entrada do aeroporto de Jeri (caminhei menos de 350 metros) o trajeto Parnaiba ate o acesso aeroporto Jeri custou 40,00 ! Os onibus desta empresa sao confortaveis porem pontualidade não é o forte deles! Cheguei na garagem da empresa que fica atras da rodoviaria faltando 5 minuto para as 6:00 por que me foi dito que haveria onibus das 06:00 e das 07:00 entretanto saiu somente o das 07:00 com quae 50min de atraso kkkkk A estadia na Praia Pedra do Sal é muito caro se comparado a Parnaiba (pedem 100,00 a diaria com cafe da manha -- cafe com pao e vento) recomendo ir pela manha e voltar no onibus das 19h pois ficar la nao compensa. (depende pois eu fiquei uma noite para dormir escutando as ondas) Creio que valha a pena passar uma ou duas noites em Ilha Grande (de onde sai passeios ao Delta) pois é possivel percorrer as dunas que tem acesso muito facil mesmo que va no bate e volta de onibus R$ 3,00 a partir de 01/02/2020 (antes era 2,50) Pra mim o maximo do passeio é os lencois piauienses e certamente ficaria hospedado em Ilha Grande cujos locais se oferecem para nos guiar pelas dunas (serviço pago porem creio que 20 a 40 reais no maximo - combinar ANTES) Este foi um breve resumo de 01 semana e minha 2a vez nos cofins do Piaui :.)))
  4. De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente. Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km. Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados. Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime. Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar. Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa. Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela. Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari. Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime. A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também. Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar). Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado. Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem. Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos. Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém. Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá). Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco. Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes. De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia. Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado. Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande. De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!). Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área. No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado. Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia. O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente. Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!
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