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  1. Fiz a travessia no dia 01/04/2017 à 04/04/2017. Quando estava procurando dicas tive dificuldade em encontrar algo completo então vou deixar uns tópicos para quem tem interesse e está totalmente perdido. O QUE LEVAR (O que levei) PARA TRILHA: 2 garrafas de agua 600ml 2 Garrafas de hidrotonico 600ml 3 pacotes de salamitos 4 Lanches com provolone 1 gel de proteina 1 pct com frutas secas 1 saco de uva passas 3 camisetas dryfit 2 bikinis (parte de cima e de baixo) 3 shorts 1 Capa de chuva 1 Capa de chuva para mochila 1 Chinelo 1 Mochila cargueiro 1 Repelente creme 1 protetor solar 1 protetor labial 1 Hidratante Band-aid esparadrapo Gelol *Eu levei tênis mas não recomendo mesmo, só foi peso na mochila. Não usei em nenhum momento (tem muita travessia dentro da lagoa). Recomento levar papete se tiver, mas passei 90% descalço e 10% chinelo. IMPORTANTE: * Quando decidi que iria fazer a travessia, minha ideia era ir sozinha, até baixei o wikiloc, mas depois de pesquisar muito eu decidi ir com um guia. Na travessia eu percebi que realmente não conseguiria fazer sozinha. O primeiro e o ultimo dia são caminhadas muito longas e muitos lugares é preciso desviar do caminho porque as lagoas estão cheias. Além de que as dunas mudam de lugar O TEMPO TODO. Então eu realmente não recomendo ir sozinho. * Fui em Abril, que é quando começa a temporada de chuvas. Não recomendo porque caiu chuva de raios e fiquei bem assustada e também fica difícil de aproveitar mais as lagoas. O lado positivo é que a areia não estava quente e como andei muito descalço não incomodou meu pé. EM SÃO LUIS: Cheguei em São Luis dia 31/03 a tarde, não teria como ir direto para barreirinhas, então decidi me Hospedar em um hostel no centro histórico, ele chama Solar de Las Piedras, eu amei, recomendo muito. Eles têm lugar para guardar as coisas, sem cobrar extra, deixei algumas coisas lá. Caso você tenha o intuito de fazer a travessia e ainda dar um role em São Luis, faça isso. Para chegar no hostel peguei um circular no aeroporto que vai para o centro, ela para em frente uma praça e você anda uns 10 minutos até chegar no lugar. Quando cheguei no hostel já informei que iria para barreirinhas no outro dia e precisava de transfer, eles mesmo ligam para um pessoal e marcam o horário. Saí as 7h para aproveitar o café da manhã que hostel oferecia. *Eu estava com uma mala cargueiro de 55kg, não recomendo. É muito possível levar uma de no máximo 30kg. Na travessia sentia que ela estava muito pesada, mesmo deixando metade das minhas coisas no Hostel. *O Solar tem site, mas não adianta mandar e-mail que eles não respondem, tem que ligar, ou mandar whatsapp para os números que estão no site. GUIA: Meu orçamento estava baixíssimo, então tive que caçar mesmo pra encontrar um guia que fizesse mais barato. Para economizar ao máximo eu fiz diferente de muitas pessoas que, ao invés de contratar o guia para me encontrar em Barreirinhas, combinei para que ele me encontrasse na madrugada da trilha, ou seja, eu fui sozinha até o canto de Atins. O meu guia foi indicação da Luzia. Eu procurei em muitos lugares e contatei muitos guias, como estava indo sozinha, queria algum que tivesse experiência com mulheres. Todos que falei eram bem caros, estava quase fechando com um que era de uma agência, chama Raimundo estava quase 1000 reais, foi quando liguei para Luzia para reservar minha estadia e ela me informou que este guia normalmente forma grupos de varias pessoas que não se conhecem entre si e se quisesse ir mesmo sozinha era melhor procurar outro. Então pedi alguma indicação e ela me passou o Dico que me cobrou bem barato. (Mas vale ligar pra ele, pq eu fui fora de temporada e os valores ficam bem mais em conta). A TRAVESSIA 1º DIA – Barreirinhas até Canto de Atins Fiz esse caminho sozinha, pois como falei, combinei com o guia de me encontrar só na madrugada. É possível fazer sozinho, mas tem que ter ciência que colocando o pé em atins o celular para de funcionar. Eu tive sorte, pois quando estava procurando um barco em barrerinhas encontrei com um guia de outro grupo que também iria para o Canto e fui junto com eles. Paramos para almoçar e continuamos. 6km ao todo em 2h. VALORES: Transfer de São Luis até Barreirinhas: R$ 50,00 Barco de Barreirinhas até Atins: R$ 40,00 Almoço no centro de Atins: R$ 20,00 Hospedagem em Rede na Luzia: R$ 30,00 Jantar camarão da Luzia: R$ 40,00 2º DIA – Canto de Atins até Baixa Grande O Dico me encontrou umas 03h30 na Luzia e saímos às 4h, estava chovendo e foi aí que percebi que não iria usar o tênis de forma alguma. Não parei em nenhuma lagoa porque não parava de chover, só descansamos duas vezes para comer alguma coisa. Ficamos na primeira casa da vila, do Seu Raimundo e da Rosangela. Foram 26km e chegamos lá as 11h. VALORES: Almoço: R$ 40,00 Janta: R$ 40,00 Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 40,00 3º DIA – Baixa Grande até Queimada dos Britos Saímos às 6h e neste dia não choveu. Fizemos a caminhada mais devagar e paramos para entrar em duas lagoas e outra parada só para comer. Ficamos na ultima casa da vila, da Dona Maria. (Eu a amei, todos deveriam ficar lá). Foram 10km e chegamos lá às 11h. VALORES: Almoço: R$ 35,00 Janta: R$ 35,00 Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 35,00 4º DIA – Queimada dos Britos para Santo Amaro Saímos as 3h30, estava chovendo muito forte e muito escuro. A chuva só passou depois das 06h e então que pudemos parar, como estava com muita dor na perna paramos muitas vezes, entrei em três lagoas e paramos mais três vezes para comer e descansar. Chegando em Santo Amaro meu guia me levou até o local onde sai o transfer para São Luis e fiz a reserva para o que saía as 14h. Tive tempo para ir almoçar e me despedi do Dico. Foram 24km e chegamos lá às 11h40. VALORES: Almoço em Santo Amaro: R$ 20,00 Transfer de Santo Amaro para São Luis: R$ 50,00 DE VOLTA PARA SÃO LUIS: Quando o transfer de Santo Amaro chega à entrada de São Luis ele para e lá ficam alguns carros que dividem os passageiros para o lugar onde estão hospedados. A viagem foi bem longa, saímos de Santo Amaro as 14h20 e chegamos em São Luis as 20h00 e ainda demorou mais uma hora para ele me deixar no Hostel. Porém, não existe outra opção, ou você dorme em Santo Amaro e sai no outro dia de manhã. Eu não me importei com o tempo, só fiquei com fome e não tinha nada fácil. Minha recomendação é comprar algo para beliscar no caminho. Ainda fiquei um dia em São Luis e aproveitei para conhecer o centro histórico e o Mercado das Tulhas. Não há muito que fazer lá, mas tive o melhor almoço da minha vida no Cafofinho da Tia Dica. Esse foi meu roteiro, espero ter ajudado e qualquer duvida que surgir estou aqui J.
  2. MauroBrandão

    Atins

    Este tópico esta sendo montado com informações dos usuários [t1]Este tópico e referente a Perguntas e Respostas de Atins[/t1] [t3]Barreirinhas[/t3] clique aqui [t3]Sto Amaro[/t3] clique aqui [t3]Roteiros e Meios de Transportes entre cidades[/t3] clique aqui [t3]Hotéis e Albergues de lençóis[/t3] clique aqui [t3]Hotéis e Albergues São Luís[/t3] clique aqui Site de turismo do Maranhão tem relação de Hotéis e informações da cidade. http://www.turismo.ma.gov.br/pt/
  3. Relatos de Viagem – Lençóis Maranhenses e São Luís Olá. Como forma de retribuir as dicas que sempre recebo aqui vou deixar meu relato de viagem aos Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e Santo Amaro) e a São Luís. Os Lençóis Maranhenses são realmente aquilo tudo que você vê nas fotos, desde que você planeje ir na época certa (Logo depois das chuvas - entre junho e o início de setembro). Eu fui em Maio de 2016 e dei muita sorte. Para se ter acesso aos Lençóis você pode acessá-lo por três localidades: -Barreirinhas - Para onde vão a maioria dos Turistas e por isso tem uma maior estrutura e opções de lazer); -Santo Amaro - Localidade muito pouco desenvolvida onde só tem acesso a ela em carros 4x4 para atravessar um Rio que a cerca. O munício não tem estrutura para receber turistas, sem opções de lazer a noite (Só Forró na beira do Rio) e só pega uma operadora de telefonia; e -Atins - Também com pouca estrutura e pouco desenvolvida. Não aconselho essa viagem para pessoas com bebê ou pessoas com problemas de coluna, reumatismo e etc. Você tem que andar muito pelas Dunas de areia fofa num sol escaldante. Antes da viagem eu já havia contratado um transfer de VAN do aeroporto de São Luís para Barreirinhas, mas também existe esses transfers oferecidos diretamente no aeroporto. Cheguei lá o motorista já estava me esperando com uma folha com meu nome e de minha esposa. Embarquei nessa van por volta de 15h30 da tarde e só cheguei a Barreirinhas à noite. São quase 250 km em 4 horas de viagem. A empresa que fechei o transfer foi a G.I CONECT, Fone: +5598 3254 0328 / email [email protected], e custou 60 reais por pessoa somente a ida em maio de 2016. BARREIRINHAS A Pousada que fiquei chama-se Paraíso dos Lençóis e fica muito bem localizada numa das principais ruas de Barreirinhas. A pousada é nova, com boas instalações e com um café da manhã perfeito. Com muita variedade. A proprietária, muito educada e prestativa, explicou tudo sobre o lugar e os passeios. Fachada da Pousada Paraíso dos Lençóis: Café da manhã na Pousada: Na VAN, o motorista nos indicou uma agência de turismo chamada Ilha Turismo, (Tel 98 3349-1985 / email [email protected]), com preços muito bons. Fiz logo um pacote com todos os passeios que eu tinha em mente e por essa razão pude pechinchar ainda mais o valor. Os passeios que fiz foram: 18/05 - (Dois passeios no mesmo dia) Circuito Lagoa Azul às 9h30 e Circuito Lagoa Bonita às 14h00; 19/05 - Quadriciclo às 8h30 (Com passeio ao Farol de Barreirinhas localizado no povoado de Mandacaru por barco incluído neste); e 20/05 - Atins; e 21/05 – Santo Amaro (Fiz esse passeio e aproveitei e levei minhas bagagens na VAN e fiquei logo lá em outra pousada. Esse passeio não tem sempre, pois é mais caro e bem longe. Tem que deixar o nome e ficar na esperança de formar o grupo. Tinham outros passeios também, mas como o meu tempo era curto, fechei esses que eu considerava como imperdíveis. Circuito Lagoa Azul - 2º DIA (R$ 70 a 90 por pessoa) Esse passeio foi o mais movimentado que fizemos, pois é o principal passeio para aqueles que realizam o bate e volta São Luís x Barreirinhas. Pegamos a “Jardineira” na frente da agência de turismo (Veículo 4x4 antigo com adaptação com bancos de madeira para passageiros na carroceria) e andamos por muito tempo dentro das matas, enfrentando rios e muita areia fofa dentro de caminhos improvisados no meio da vegetação. São 12km sacudindo e por no mínimo 1 hora numa velocidade quase que constante para não atolar. Por isso torna-se tenso também para crianças, idosos e pessoas com problemas de coluna. Se você ficar na ponta do banco toma muita “galhada” no braço e se der mole até na cara. O primeiro passo é desembarcar da jardineira e colocá-la sobre uma balsa para atravessar um rio. Depois é só aventura até chegar no ponto de início do passeio. Atravessando o Rio das Preguiças pela balsa: A Lagoa Azul é a principal e mais famosa dos Lençóis, mas você vai ver muitas lagoas no caminho como as Lagoas da Preguiça, da Esmeralda, do Peixe e da Paz. Circuito Lagoa Bonita - 2º DIA (R$ 70 a 90 por pessoa) Fomos à tarde, assim que almoçamos no Centro de Barrerinhas, na volta do passeio do Circuito Lagoa Azul. Tratamos tudo com o guia e a jardineira foi nos pegar no próprio restaurante. O Circuito da Lagoa Bonita é composto pela Lagoa do Maçarico, Lagoa do Descanso, Lagoa do Clone (onde foram gravadas cenas da novela global O Clone) e a Lagoa Bonita. O Circuito da Lagoa Bonita proporciona ao turista uma visão mais ampla dos Lençóis Maranhenses. Do alto das dunas, você irá avistar muitas outras dunas e lagoas, formando imensos oásis. O difícil é subir na duna principal que dá acesso a essas lagoas, principalmente para quem não tem um bom preparo físico. O desafio enfrentado é subir uma duna íngreme com 30 metros de altura. Tem até uma corda para ajudar na subida. Subida íngreme de 30 metros. Lá embaixo ficam as barraquinhas com artesanato e comidas típicas. Ficam também estacionadas as jardineiras que transportam os turistas. Quando você chega lá em cima é difícil não comemorar... mas o esforço é logo recompensado pela linda vista. O pôr-do-sol de cima da maior duna é realmente fascinante no final do passeio. Voltamos exaustos no final da tarde para casa. A noite fomos andando a pé até a orla do Rio Preguiças, o local mais badalado de Barreirinhas à noite, onde ficam os bares e restaurantes... Lanchamos no Subway nesse dia. Passeio de Quadriciclo - 3ºDIA (300 a 350 por quadriciclo) Já fiz muitos passeios de quadriciclos pelo Nordeste, mas esse sem dúvida foi o melhor deles. O circuito é muito legal por ser cheio de desafios, como passar com o quadriciclo no meio de riachos e pequenas lagoas, como também enfrentar dunas bem íngremes. Usamos a tração 4x4 em várias situações. Fora que você anda por horas e por paisagens deslumbrantes. Vi que nessa minha agência você pode mesclar passeios para ganhar tempo. Tipo, pode fazer passeio de lancha pelo Rio Preguiças, descer no último ponto do passeio, e voltar de quadriciclo. Teve um casal que conhecemos que optou por essa modalidade. Esse passeio sai logo por volta de 8h30, tem parada para almoço na Praia de Caburé e volta pela tarde. Fomos avançando pelos pequenos lençóis até a Praia de Caburé, onde almoçamos... Deixamos os quadriciclos nesse restaurante, pegamos uma pequena embarcação para conhecer o pequeno povoado de Mandacaru e o famoso Farol de Preguiças. Voltamos ao restaurante, pegamos os quadriciclos, e fomos para a localidade chamada Vassouras. Lá tem uma estrutura para recepção de turistas com comidas, bebidas e artesanato. (Essa parada faz parte do passeio de lancha pelo Rio Preguiças e do passeio de quadriciclo) Paramos para descansar, beber água de coco e o mais legal: alimentar os macaquinhos. Lá é vendida a 2 reais pequenas porções de bananas cortadas para os turistas alimentarem os mesmos. Passamos por uma lagoa linda com redes na água. Lembramos na hora da Lagoa do Paraíso em Jericoacoara – CE. Que saudade... A noite fomos passear na Orla do Rio Preguiças e comemos um Baião de Dois no Restaurante Barlavento. A comida estava perfeita e bem servida.
  4. Bom, esse relato foi escrito pelo meu marido, que se empolgou em relatar essa viagem que fizemos em julho de 2013 enquanto eu escrevia outro relato (da nossa viagem mais recente). Não teve jeito de convencê-lo a fazer um perfil de usuário para publicá-lo, então estou publicando, do jeito que ele escreveu e com as fotos que ele escolheu. Apesar de algumas informações poderem estar um pouco defasadas, queríamos motivar as pessoas que pensam em conhecer os Lençóis Maranhenses, a irem mesmo! É um cenário paradisíaco, um lugar único e mágico, e com um astral maravilhoso. A única coisa a observar é o período ideal, em especial julho e agosto. Antes disso, há o período das chuvas, que é imprescindível para a formação das lagoas. E no início do ano, antes da época das chuvas, as lagoas já estão praticamente secas, então se caminha bastaaaaante nas dunas até chegar em uma ou outra mísera lagoinha. As únicas pessoas que vimos falando que não gostaram dos Lençóis, foram em janeiro ou fevereiro. Feita a introdução, segue o relato. MA – Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e Atins) e São Luís Relato da nossa viagem de 10 dias ao Maranhão em julho de 2013. Em primeiro lugar, um lugar lindo demais, nunca vi nada parecido. Se você tem vontade de conhecer esse paraíso, a palavra é uma só: Vá! O roteiro: Optamos por ir direto aos lençóis, depois conhecer a capital para descansar (sim, férias também inclui descanso), então pegamos o vôo Porto Alegre- São Luís cedinho, descemos no aeroporto às 13 e pegamos um táxi até a rodoviária, que é pertinho (R$20). Compramos com antecedência, pela internet (viação cisne branco) a passagem de bus para Barreirinhas (R$28) 14 às 18:30. Dia 1: Chegando em Barreirinhas, o ônibus larga em uma praça central bem perto da pousada. Check-in na pousada Vitória do Lopes, reservada pelo booking, ótima relação custo-benefício. Já marcamos os passeios pela pousada mesmo (não há como ir por conta, só os 4x4 chegam lá). Pertinho do centro, caminhamos para um reconhecimento. O centro na beira do rio é uma graça, com um deck onde estão os restaurantes, artesanato, etc. Como nos lençóis não há estrutura nenhuma, fomos ao mercado comprar bastante água e lanche para levar. Depois, cervejinha, jantar e cama. Dia 2: Passeio da Lagoa Azul (R$50). Os passeios das lagoas podem ser feitos pela manhã ou tarde. Optamos pela tarde, pois não queríamos acordar cedão nem fazer a volta das caminhadas (lá se caminha muito nas dunas) no sol do meio-dia. Além disso, você pega o pôr-do-sol nas dunas, que é lindo. Almoçamos no centro e partimos (eles pegam na pousada mesmo), uns 45min de trajeto quicando feito bola de paddle em cima daquela caçamba, e chegamos. Sobe uma duna e tem a primeira visão de tirar o fôlego: é lindo DEMAIS. Aquele deserto de dunas, e entre elas as lagoas, azuis, verdes, cristalinas...nossa. Muito banho e caminhadas até a hora do pôr-do sol. O primeiro dia foi maravilhoso, à noite, centro, jantar, cervejinha (os restaurantes são todos parecidos, alguns um pouco mais caros, outros bem baratos, mas todos os dias comemos bem gastando pouco, entre 20 e 30 reais a refeição para o casal). Dia 3: Passeio da Lagoa Bonita (R$60): Pela manhã, fomos ao centro, visitamos lojinha de artesanato, molhamos os pés na praia do rio preguiças (ao lado do cais tem uma prainha de rio) e almoçamos no Restaurante do Gaúcho. Pontualmente lá estava a 4x4 na pousada para no levar, à tarde, na lagoa Bonita. Trajeto um pouco mais longo, 55min de muito sacolejo. Quando chegamos, o guia mostrou o caminho: era preciso subir uma duna enorme e bem inclinada, tanto que existe uma corda para auxiliar na subida. Subimos e...é indescritível. A beleza é ainda maior que a do dia anterior. Fantástico MESMO, dunas e lagoas, cristalinas. A partir daí, é passear pelas lagoas, tomar banho, até a hora do pôr-do-sol, de beleza ímpar. À noite, jantamos na pizzaria do centrinho, chopinho e cama. Dia 4: Passeio de quadriciclo (R$280 para o casal): isso foi muito legal, esse passeio dura o dia todo. Começa de manhã e só retorna à noite. É na região chamada de pequenos lençóis, onde é permitido rodar nas dunas. O quadriciclo é supersimples de dirigir, e as paisagens são lindas. Passamos por fazendas, rios, muitas dunas e lagoas, paradas para banho, até chegar ao mar. Parada para almoço, depois começamos a volta, paramos nos povoados do caminho para conhecer, belos pontos para fotos, enfim, é um passeio imperdível, nós amamos. À noite estávamos mortos, comemos tapiocas no centro e depois, cama. Dia 5: Passeio de voadeira (R$60) e ida para Atins: esse é o dia de se despedir de Barreirinhas e ir para o povoado de Atins, praticamente dentro do Parque Nacional. Estudamos várias formas de ir até lá, e achamos melhor unir o passeio de voadeira (lancha turística local, um passeio pelo rio preguiças que vai passando pelos povoados de Mandacaru e Vassouras, até chegar a praia de Caburé para almoço e passar o resto do dia) com o deslocamento. O passeio é bem turístico, conhece-se os povoados ribeirinhos, o farol de Mandacaru, se alimenta os macacos em Vassouras, e chega em Caburé. Pagamos 50 mangos para o guia nos largar em Atins enquanto o pessoal do passeio continuava em Caburé, fica a uns 10 min de navegação. Nos deixou em uma beira de estrada de terra e disse: é por ali. Hehe, assim começa o desapego total à civilização. Caminhamos uns minutos por uma trilha, até chegar à “rua principal” de Atins, já avistamos a pousada da tia Rita, que conhecemos aqui pelo mochileiros. Tínhamos telefonado pra ela de Barreirinhas, e ela já nos esperava, fizemos um check-in, a pousada é bem domiciliar, sem água quente (acho que nenhuma tem isso em Atins) e partimos para um reconhecimento. Sol a pino, meio da tarde, fomos à praia que fica bem pertinho da pousada. Linda praia, deserta, encontro de rio com o mar, curtimos o resto do dia ali mesmo, lugar mágico. À noite jantamos na tia Rita, ela tem um forno a lenha, e um dos guias (e os filhos dela também são guias) fez um rodízio de pizzas saboroso, pagamos 15 ou 20 reais por pessoa para comer à vontade. Nos fundos da pousada tem redes para um descanso enquanto o reggae toca e o cheirinho de pizza vem até as narinas. Perfeito. Dia 6: Passeio para os lençóis de Atins. É até diferente acordar nesse lugar tão longínquo de tudo, o marido da tia Rita faz tapiocas quentinhas no café da manhã. Pegamos um guia que cobrou R$ 30 por pessoa para levar e passar o dia nos lençóis, parando para almoço no famoso camarões do Antônio. Ele levou a gente e mais três pessoas de outra pousada, o primeiro pedaço é de barco, uma meia hora de navegação, depois caminhada. Belas paisagens. Tudo vai mudando, desde a paisagem de beira de praia, passa por algo parecido com uma caatinga, até chegar ao deserto de areia. Quando avistamos as primeiras lagoas, o impacto foi o mesmo: é lindíssimo, porém, sem as hordas de turistas de Barreirinhas. As lagoas eram SÓ NOSSAS. Que coisa espetacular, aquele cenário, aquela beleza, e tudo aquilo só pra nós. Muito banho, abriu o apetite, fomos ao Antônio. Gente, mas o que é aquele camarão? Enoooormes e com um tempero maravilhoso, recomendo muito. Passamos o dia lá, à tardinha caminhamos pelo vilarejo, não tem muita coisa, uma escola, um postinho de saúde que tem médico "quase toda quarta-feira" (nosso Brasil) ruas de areia... na frente da tia Rita tem um restaurante, comemos um PF (baratinho e bem satisfatório) e fomos à cama. Dia 7: Neste dia fomos à praia pela manhã, curtimos aquela linda praia, e o almoço foi no barzinho/restaurante na frente da pousada da Rita (PF gostoso e barato de novo). Na tarde fomos dar uma caminhada no lugar que eles chamam de Igarapé, um riacho extenso que vai atravessando o mato até desaguar no rio. A caminhada no mato é legal, gostamos desses programas de índio, dá pra simplesmente parar e ficar dentro da água, riacho rasinho, sentindo a correnteza suave, curtindo a natureza, o barulho do mato, os bichos, enfim, sentir o tempo passar de uma maneira muito diferente do que na cidade grande. Depois do pôr-do-sol atrás das árvores, voltamos para a pousada para um banho e mais um rodízio de pizzas no forno a lenha da tia Rita. Era nossa última noite em Atins, aí começaram algumas curiosidades sobre como ir embora desse lugar... Dia 8: Íamos para São Luís. Durante o café-da-manhã, conversamos com um casal de uruguaios preocupados porque o seu transporte não apareceu. Lá é assim: quando você chega, já marque o transporte de volta para Barreirinhas, seja de 4x4 ou de voadeira. Nós marcamos de 4x4, mas ficamos com receio, pois esse casal também havia marcado (um horário anterior ao nosso) e os caras não apareceram. A tia Rita disse que eles acharam pouca gente, como era domingo, não valia a pena ir atééééé Barreirinhas com pouca gente...BEI ! como assim? O casal tinha passagem de avião comprada, estavam a ponto de perder o vôo...E agora? Bom, mas eles conseguiram algum transporte depois, na nossa hora o transporte estava lá. Que horror pessoal, é gente saindo pelo ladrão, motorista muito locão subindo dunas pelas beiradas, olha, o retorno foi com emoção, mais de uma hora de trancos. Conseguimos pegar nosso ônibus de volta para São Luís, já tínhamos comprado passagem antes de ir a Atins. O transfer nos deixou na porta do hotel de São Luís e custou R$40 por cabeça. Check-in feito no hotel Brisamar umas 20h. Bem localizado em Ponta da Areia, bairro nobre, orla, banho quente, piscina, de volta à civilização, ok? Ok, precisávamos sair pra jantar. Pergunto pra que lado podemos procurar um restaurante e o staff indica, porém, não recomenda aos hóspedes sair à pé à noite pois é perigoso. Putz, ficamos decepcionados, estávamos em uma zona turística e com medo de andar uma quadra até a avenida que tinha vários restaurantes. Bom, tínhamos que jantar, pegamos pouco dinheiro e fomos, quase correndo. Vimos que misturados aos prédios luxuosos e hotéis existe bastante pobreza, casebres, sujeira, enfim, felizmente não vimos nada de violência, mas os atendentes do hotel nos assustaram. Jantamos em um restaurante próximo e cama. Dia 9: Centro histórico. Fomos pela manhã, é uma pena constatar o mal que gerações da família Sarney estão fazendo com essa cidade que tem um valor histórico tão especial. Muitos casarões degradados, mas alguns ainda bem cuidados, com todos os azulejos históricos bem preservados. O Palácio dos Leões é lindo, e o museu histórico do Maranhão é muito bom, a melhor visita do centro histórico. A guia foi espetacular, descendo o pau e contando histórias políticas locais horrendas. O conjunto arquitetônico, embora em processo de degradação, é muito legal, vale a visita. Almoçamos ali mesmo, no restaurante do Senac, muito famoso e que serve comida típica. É um buffet um pouco mais caro, nossa refeição mais cara na viagem. Mas pelo menos é delicioso. De tarde ficamos pelo hotel curtindo a piscina. À noite, saímos para jantar nos restaurantes da quadra ao lado de novo, não animamos a ir muito longe. #medo. Dia 10: Queríamos conhecer as praias, sabemos que são todas poluídas, mas fomos caminhar pela orla, curtindo mais um pouquinho da cidade. Almoçamos um caranguejo típico, que aliás não curti, os locais devem ter mais destreza com aquele martelo pra quebrar o bicho todo, eu fiz muita força e não comi quase nada ...como bom gaúcho, prefiro uma costela , mas valeu a experiência. Passamos pela também famosa lagoa da Jansen. Mal-cuidada, esgotos a céu aberto, local sujo e mal-cheiroso. Que pena... Voltamos para curtir a piscina do hotel, dormir cedo e retornar a Porto Alegre no outro dia. Esperamos ter ajudado com o relato, qualquer dúvida é só perguntar!
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