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Fabiola Ribeiro

Trekking Lençois Maranhenses - Canto de Atins a Santo Amaro

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Fiz a travessia no dia 01/04/2017 à 04/04/2017. Quando estava procurando dicas tive dificuldade em encontrar algo completo então vou deixar uns tópicos para quem tem interesse e está totalmente perdido.

O QUE LEVAR (O que levei) PARA TRILHA:

2 garrafas de agua 600ml
2 Garrafas de hidrotonico 600ml
3 pacotes de salamitos
4 Lanches com provolone
1 gel de proteina
1 pct com frutas secas 
1 saco de uva passas

3 camisetas dryfit
2 bikinis (parte de cima e de baixo)
3 shorts
1 Capa de chuva
1 Capa de chuva para mochila
1 Chinelo
1 Mochila cargueiro

1 Repelente creme
1 protetor solar 
1 protetor labial
1 Hidratante 
Band-aid 
esparadrapo
Gelol 

*Eu levei tênis mas não recomendo mesmo, só foi peso na mochila. Não usei em nenhum momento (tem muita travessia dentro da lagoa). Recomento levar papete se tiver, mas passei 90% descalço e 10% chinelo.

IMPORTANTE:

* Quando decidi que iria fazer a travessia, minha ideia era ir sozinha, até baixei o wikiloc, mas depois de pesquisar muito eu decidi ir com um guia. Na travessia eu percebi que realmente não conseguiria fazer sozinha. O primeiro e o ultimo dia são caminhadas muito longas e muitos lugares é preciso desviar do caminho porque as lagoas estão cheias. Além de que as dunas mudam de lugar O TEMPO TODO. Então eu realmente não recomendo ir sozinho. 

* Fui em Abril, que é quando começa a temporada de chuvas. Não recomendo porque caiu chuva de raios e fiquei bem assustada e também fica difícil de aproveitar mais as lagoas. O lado positivo é que a areia não estava quente e como andei muito descalço não incomodou meu pé.


EM SÃO LUIS:

Cheguei em São Luis dia 31/03 a tarde, não teria como ir direto para barreirinhas, então decidi me Hospedar em um hostel no centro histórico, ele chama Solar de Las Piedras, eu amei, recomendo muito. Eles têm lugar para guardar as coisas, sem cobrar extra, deixei algumas coisas lá. Caso você tenha o intuito de fazer a travessia e ainda dar um role em São Luis, faça isso.

Para chegar no hostel peguei um circular no aeroporto que vai para o centro, ela para em frente uma praça e você anda uns 10 minutos até chegar no lugar.

Quando cheguei no hostel já informei que iria para barreirinhas no outro dia e precisava de transfer, eles mesmo ligam para um pessoal e marcam o horário. Saí as 7h para aproveitar o café da manhã que hostel oferecia.

*Eu estava com uma mala cargueiro de 55kg, não recomendo. É muito possível levar uma de no máximo 30kg. Na travessia sentia que ela estava muito pesada, mesmo deixando metade das minhas coisas no Hostel.

*O Solar tem site, mas não adianta mandar e-mail que eles não respondem, tem que ligar, ou mandar whatsapp para os números que estão no site.

 

GUIA:

Meu orçamento estava baixíssimo, então tive que caçar mesmo pra encontrar um guia que fizesse mais barato. Para economizar ao máximo eu fiz diferente de muitas pessoas que, ao invés de contratar o guia para me encontrar em Barreirinhas, combinei para que ele me encontrasse na madrugada da trilha, ou seja, eu fui sozinha até o canto de Atins. 

O meu guia foi indicação da Luzia. Eu procurei em muitos lugares e contatei muitos guias, como estava indo sozinha, queria algum que tivesse experiência com mulheres. Todos que falei eram bem caros, estava quase fechando com um que era de uma agência, chama Raimundo estava quase 1000 reais, foi quando liguei para Luzia para reservar minha estadia e ela me informou que este guia normalmente forma grupos de varias pessoas que não se conhecem entre si e se quisesse ir mesmo sozinha era melhor procurar outro. Então pedi alguma indicação e ela me passou o Dico que me cobrou bem barato. (Mas vale ligar pra ele, pq eu fui fora de temporada e os valores ficam bem mais em conta).

 

A TRAVESSIA

  • 1º DIA – Barreirinhas até Canto de Atins

Fiz esse caminho sozinha, pois como falei, combinei com o guia de me encontrar só na madrugada. É possível fazer sozinho, mas tem que ter ciência que colocando o pé em atins o celular para de funcionar.
Eu tive sorte, pois quando estava procurando um barco em barrerinhas encontrei com um guia de outro grupo que também iria para o Canto e fui junto com eles. Paramos para almoçar e continuamos.
6km ao todo em 2h.

VALORES:

Transfer de São Luis até Barreirinhas: R$ 50,00
Barco de Barreirinhas até Atins: R$ 40,00
Almoço no centro de Atins: R$ 20,00
Hospedagem em Rede na Luzia: R$ 30,00
Jantar camarão da Luzia: R$ 40,00

 

  • 2º DIA – Canto de Atins até Baixa Grande

O Dico me encontrou umas 03h30 na Luzia e saímos às 4h, estava chovendo e foi aí que percebi que não iria usar o tênis de forma alguma. Não parei em nenhuma lagoa porque não parava de chover, só descansamos duas vezes para comer alguma coisa. Ficamos na primeira casa da vila, do Seu Raimundo e da Rosangela.

Foram 26km e chegamos lá as 11h.

VALORES:

Almoço: R$ 40,00
Janta: R$ 40,00
Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 40,00

 

  • 3º DIA – Baixa Grande até Queimada dos Britos

Saímos às 6h e neste dia não choveu. Fizemos a caminhada mais devagar e paramos para entrar em duas lagoas e outra parada só para comer.
Ficamos na ultima casa da vila, da Dona Maria. (Eu a amei, todos deveriam ficar lá).

Foram 10km e chegamos lá às 11h.

VALORES:

Almoço: R$ 35,00
Janta: R$ 35,00
Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 35,00

 

  • 4º DIA – Queimada dos Britos para Santo Amaro

Saímos as 3h30, estava chovendo muito forte e muito escuro. A chuva só passou depois das 06h e então que pudemos parar, como estava com muita dor na perna paramos muitas vezes, entrei em três lagoas e paramos mais três vezes para comer e descansar. Chegando em Santo Amaro meu guia me levou até o local onde sai o transfer para São Luis e fiz a reserva para o que saía as 14h. Tive tempo para ir almoçar e me despedi do Dico.

Foram 24km e chegamos lá às 11h40.

VALORES:

Almoço em Santo Amaro: R$ 20,00
Transfer de Santo Amaro para São Luis: R$ 50,00

 

 

DE VOLTA PARA SÃO LUIS:

Quando o transfer de Santo Amaro chega à entrada de São Luis ele para e lá ficam alguns carros que dividem os passageiros para o lugar onde estão hospedados. A viagem foi bem longa, saímos de Santo Amaro as 14h20 e chegamos em São Luis as 20h00 e ainda demorou mais uma hora para ele me deixar no Hostel.

Porém, não existe outra opção, ou você dorme em Santo Amaro e sai no outro dia de manhã. Eu não me importei com o tempo, só fiquei com fome e não tinha nada fácil. Minha recomendação é comprar algo para beliscar no caminho.

Ainda fiquei um dia em São Luis e aproveitei para conhecer o centro histórico e o Mercado das Tulhas. Não há muito que fazer lá, mas tive o melhor almoço da minha vida no Cafofinho da Tia Dica.

Esse foi meu roteiro, espero ter ajudado e qualquer duvida que surgir estou aqui J.

 

 

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    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís-Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro são mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá. Geralmente, este último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu andei molhado ou úmido de propósito). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de 6 até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada pra frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas pra higiene pessoal (sabonete, escova, pasta, repelente). É recomendável levar aquelas baterias portáteis, power bank, mas dá pra usar a eletricidade em algumas hospedagens. Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois, final de tarde, caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto com palha, com luz, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, no entanto, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão), sem iluminação, mas coberto com palha e "paredes". O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo, porque não tem muito que fazer a noite.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia novamente perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
    • Por tqueel
      São Luis
       
      Alimentação- R$17,00 Uber - R$23,00 do aeroporto até o centro histórico. Lembrancinhas- R$52,00 Hospedagem no Hostel Reviver - R$109,00
      Passagem- R$ 329 volta ida 652 = 981
       
      Chegada as 12 horas - aproveitar o dia em São Luis, pois decidimos aproveitar no dia da chegada, do que do retorno.
      - Centro Histórico, é bonito, mas está bem abandonado, juro que procuramos locais pra tirar foto lá, rsrs muitos casarões também invadidos, mas gostamos do Centro.
      - Placa de São Luis "ilha do amor", pegamos um uber do palácio dos leões até lá, deu R$10,00, fica no espigão;
      - Fomos também na avenida litorânea, onde tem o monumento dos pescadores, do espigão até lá deu R$18,00 (tinha aumentado o valor do uber); E da avenida litorânea até o centro histórico deu R$18,00 de Uber;
      - Noite, ñ saímos, quase nem dormimos também, pois é época de carnaval.
      - Almoço = Dom Francisco, comida boa e barata, self service com comida típica, nos outros que entramos eram a la carte, gastei com coca R$17,00.
       
      Barrerinhas - trekking Transfer saída as 03 horas do centro histórico, destino a Barreirinhas, duração 4 horas, então previsão de chegada 08:40 da manhã.
      Quem fez nosso transfer foi Caio, super recomendamos R$60,00 por pessoa e te pega no hotel que estiver 09888816769
       
      Passeios compramos antecipado (Santo Amaro/mini trekking Atins/Lagoa Azul) + transfer (são luis/barreirinhas/atins/santo amaro) - R$475,00
      Hospedagem - R$ 40,00 para cada (fizemos umas jogadas com a booking, foram duas noites) uma no Hostel da Júlia e outra na Casa Dona Vilma.
       
      Chegando em Barreirinhas saímos direto para o passeio de Trekking, deixamos as coisas no hostel da Júlia e embarcamos no porto. No primeiro dia, pegamos a voadeira e fizemos um primeiro passeio, passando por vassouras (tem macaquinhos, cuidar que eles roubam as coisas), farol de Mandacaru (fila kkkk tem revezamento para subir), após isso o almoço é opcional em Caburé (gastamos R$106,00 - prato carne de sol, coca um 1l e uma água) apenas pagamos, pois começariamos a travessia (5km), mas me encantei mesmo pela travessia, fotos, experiência, relatos, com isso fiz um jeitinho, mesmo com pouco tempo de encaixar um mini trekking, pesquisei alguns trajetos e notei que tinha ao inverso um povoado mais próximo, meu objetivo era ver o sol se pôr, nascer e dormir nos redarios, essas experiências que eu acho o mais sensacional!
      Nosso agente dos passeios foi paciente e mesmo com os problemas que tivemos ele conseguiu resolucionar, Digo Neto (98-988149835), sempre me ajudando e passando novas cotações, durantea nossa estadia na cidade ligando perguntando o feedback e avisando mudanças, ñ tenho do que me queixar, achei super legal essa atenção que ele nos deu. No trekking foi o Geovani (98-987917796), também muito atencioso, acho que se eu fosse vcs falava para pedir esse guia, sabe quando a pessoa ama o que faz?!!! Ele é muito bom também para "driblar" multidões na lagoa azul, então conseguimos muitas fotos sem um monte de pessoas atrás.
      Dormimos em redarios, olha tinha tudo para ser tranquilo, se ñ fosse a super chuva, balançou bastante a rede, mas foi pontual, nunca ocorre isso, no valor que pagamos do trekking estava incluso o redario e o jantar *jantar maravilhoso!
      No segundo dia seguimos o trekking (15km) para um restaurante próximo a lagoa azul (caminhando), o almoço fico em R$118,00 com peixe ao molho de camarão e 4 cocas lata (esse era obrigatório), após o almoço conseguimos ir a tão esperada lagoa azul (é um circuito de lagoas na verdade) de carona, acho que o guia ficou com dó de nós (hahahaha), finalizando e retornando, o caminho estava muito alagado e o carro que iria nos buscar teve problemas na água (faz parte nos lençóis, vamos com a mente relaxada, hahahaha), fizemos outro caminho para ñ correr o mesmo risco, passamos de balsa também, bastante fila!)
      Então chegamos no hostel da Julia as 20 hrs, tristes pois estava quase finalizando a aventura de carnaval, pelo menos a parte mais especial da viagem para mim.
      Jantamos pizza, saiu um total de R$26,00 uma pizza com 8 pedaços e um guaraná 1l.
      No terceiro dia Santo Amaro, que estava programado para ser antes, mas tivemos que mudar devido problemas climáticos. Esse passeio dura o dia todo e o almoço não está incluso. Tomamos café no hostel e o transfer nos buscou 07:50. O trajeto demorou chegamos 10:30 para escolher o almoço (ñ incluso), mas pagamos 20,00 self service (Está no cardápio como PF, mas acho super compensa, pq o restante é livre e carne vc escolhe 2 tipos), esqueci o mome do restaurante...
      O passeio achei curto, mas tem beeem mais lagoas do que em Atins e Lagoa Azul, achei o mais lindo em questão de quantidade de lagoas, mas o trekking é bem melhor para aproveitar, pois no de Santo Amaro voltamos as 13:30 para almoçar no restaurante que reservamos a comida e já retornamos.
      Nessa noite passamos no Hostel casa dona Vilma, tão simpática (bem mais que no hostel da Julia, porém preferia a localização do da Julia, mais perto de tudo, mas até água faltou), quando passamos só para deixar a bolsa, já até nos ofereceu café, sabe fazer vc se sentir em casa, ela tem um restaurante também e preços maravilhosos, fizemos questão de jantar lá, peguei uma jantinha e um sucos (10,00 - vou colocar foto do cardápio) e já retornamos dormir. O café da manhã é maravilhoso, adorei tudo, com certeza eu me hospedaria novamente.
       
      Transfer de retorno no dia 05/03, as 08 horas da manhã, chegando em São Luis as 13 horas (tivemos paradas para organizar, tinha bastante gente, viemos de ônibus) nosso retorno ficou para as 16 horas, almoçamos no aeroporto, mudaram meu vôo, devido a Garulhos estar com problemas, cheguei mais cedo do que o previsto em casa!!
      E resumidamente você deve ir para essa aventura, de mente e coração aberto, pois ñ é fácil, depende muito de questões climáticas e não é para qualquer um!!!
      Ps. Ñ pega operadora TIM, no hostel da Julia a internet era péssima! Casa dona vilma o wifii era maravilhoso...
      Levem dinheiro, alguns lugares pegam cartão, até Caburé, mas muitos ainda ñ.
      Façam trekking, melhor forma de aproveitar os lençóis maranhenses. 










    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por Jackie Erat
      [Lençóis Maranhenses; Dicas de Translado; Dicas para travessia a pé, Sobrevôo, 2018]     Oi Galera, tudo bem?   Acabamos de voltar dos Lençóis Maranhenses e eu gostaria de compartilhar com vocês todas as informações que me levaram horas para reunir, mais aquelas que só consegui depois de ir mesmo. Já que esse grupo já me ajudou muito, nada mais justo que retribuir.   Foi um passeio incrível, único! Super recomendo!   Fizemos tanto a travessia a pé quanto o sobrevoo. Gostamos muito dos dois, mas se tivessemos que escolher um, com certeza seria a caminhada.   Lagoa do Junco - nossa favorita. Fica entre a Queimada dos Brito e Betânia     Vamos as dicas!   A única cidade que você consegue ir caminhando até as dunas é Santo Amaro. Ainda é preciso transporte 4x4 para chegar em algumas partes da cidade, mas uma vez que você chegar na sua hospedagem consegue explorar um pouco do parque por conta própria.   Atins é perto do mar. Há kilômetros de vegetação entre a cidade e as dunas do parque. Há algumas dunas perto da praia, mas não são o cenário típico que o turista imagina onde só há dunas e lagoas.   Barreirinhas é a cidade portal do parque pois você consegue chegar até ela com seu carro normal de passeio. De lá saem a maioria dos passeios. Mas é bem muvuca. Na minha opinião vale muito a pena ir até Santo Amaro ou Atins para fugir do vuco-vuco.   NÃO É PERMITIDO ENTRAR COM VEÍCULO MOTORIZADO NO PARQUE. Ao redor do parque até pode, mas se alguém te oferecer, por exemplo, ir até os oásis de carro, é um passeio ilegal. É por isso que mesmo tendo mais de 10 mil lagoas, você só encontra passeios para as mesmas 5 ou 6. E todas elas ficam ali na beirada do parque. É porque é onde os carros chegam. Muitas pessoas não querem caminhar.   Meu marido e eu somos nômades digitais e estamos fazendo uma viagem pela América do Sul. Então não estamos aqui de férias, trabalhamos horário integral durante a semana. Então não tínhamos 3-4 dias para fazer a travessia a pé conforme os roteiros prontos que encontramos na internet. Assim, depois de muita busca encontramos a possibilidade de fazer uma travessia de 2 dias. Pegamos um dia de folga do trabalho para fazer o translado de São Luís + 2 dias de travessia, totalizando 3 dias de viagem.   Fiz umas imagens para demonstrar os diferentes tipos de transporte que usamos. Também, percebemos que ir de ônibus não é a maneira mais barata e melhor (de São Luís).   Quem tiver interesse em saber mais detalhes, fique a vontade para dar uma olhadinha no nosso blog: https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/   Você sempre tem que fazer a travessia no sentido Atins - Santo Amaro, por causa do vento:   Valores (julho 2018):   Guia para travessia: 200 reais e diária Guia Lessinho (98) 8880-1982 https://www.instagram.com/lessinhoguiatrekking.lencois/   Translado Van São Luís - Barreirinhas: 60 reais por pessoa   Transporte entre Barreirinhas e Atins: 30 reais por pessoa (4x4) Último transporte sai as 11h da manhã. Depois disso só há a possibilidade de fretar um carro ou barco (350 reais - então fiquem ligados!)   Transporte entre Atins e foz do Rio Negro (início da travessia a pé) 200 reais o casal (quadriciclo)   Transporte Betânia (fim da trilha) e Santo Amaro: 200 reais o casal (quadriciclo)   Translado Van Santo Amaro - São Luís: 50 reais por pessoa   Nos oásis: pernoite 35 reais por pessoa (dormir em rede); refeição 35 reais por pessoa (tanto almoço quanto jantar)   Sobrevoo AVA: 350 reais por pessoa (aviões novos em boas condições) Foi o menor avião que entrei na vida, muito massa! Cabem 4 pessoas contando com o piloto     É isso galera, espero que essas informações lhe ajudem a planejar sua viagem.   Grande abraço!  





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