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  1. RELATO TEXTÃO da minha travessia pelos lençóis maranhenses, com o grande "tchan" de ser a ideal para sedentários (que tenham disposição, claro)! (Mais fotos e outras viagens no Insta: @marcos.nak ) Você é do tipo que fica esbaforido ao subir uma duna? Eu sou, quase todo mundo é. Mas, se ao chegar ao topo e ver as lagoas, seu cansaço se transforma em encantamento e vontade de fazer de novo, então você consegue fazer este trekking! Todos os relatos que eu havia encontrado mostravam uma travessia longa de 3 dias de duração, saindo de Atins, mas eu tinha receio de ficar muito cansativo e acabar perdendo o objetivo, que era curtir, e não "sofrer"! Então, dado que eu só tinha 2 dias e estava em Santo Amaro, e depois de conversar com o guia, decidi fazer como ele indicou. Não me arrependo de jeito nenhum! Ficou assim: . 1) Fomos de Santo Amaro até a lagoa de Emendadas de quadriciclo, e lá vimos o sol nascer (14 km). A cena foi linda, e a escolha da lagoa se deu pela duna imensa, de onde se tem a vista mais panorâmica. É sério, debaixo da duna você já fica maravilhado, pela imponência. Lá de cima, não fosse o vento muito forte, poderia passar horas. Depois do belo nascer do sol, começamos a caminhada. 2) Andamos até Betânia, passando pela incrível lagoa do Junco (18 km). Eu sei, falar em andar 18 km na areia, subindo e descendo, sem sombra, parece loucura, mas eu fiz numa boa e não sei explicar por quê. É um misto de encantamento e empolgação que faz a caminhada ser fácil. Além disso, cara, cansou? É só deitar na areia e rolar, que logo vc cai numa lagoa ! A lagoa do Junco só é acessível a pé, e por isso a maior beleza do parque está exclusiva aos poucos corajosos que encaram a caminhada. No caso, eu tive ela e infinitas outras só pra mim! No caminho, encontramos ninhos de gaivotas e rastros de vários animais. Um fato interessante é que a lagoa do Junco é nova. Eu havia lido vários relatos de que a lagoa das cabras era a mais linda de todas, e o guia prometeu me levar até ela. Aí, num momento em que cruzávamos uma areia molhada com plantas, ele disse: "Você está em cima de onde já houve a lagoa das cabras!" QUIK_20180913_181331[1].mp4 3) No horário do almoço, chegamos a Betânia, onde passei a tarde e a noite. Na verdade eu nem conheci o vilarejo de Betânia, pois fiquei hospedado num restaurante isolado entre uma mata e um rio. É o mesmo restaurante onde os turistas do passeio a Betânia almoçam. Chegamos e já almoçamos. O guia disse que eu teria a tarde livre para descansar na rede e curtir o rio, mas eu não quis saber, pedi pra ir pra alguma lagoa (como se eu já não tivesse tomado muito banho de lagoa hehe). Aí (ele tinha um acordo de pegar caiaque gratuitamente no restaurante), atravessamos o rio de caiaque e ele me deixou numa lagoa incrível, onde uns turistas inconvenientes faziam algazarra . Aproveitei pra fazer uma caminhada pelas dunas ao redor, e assim que eles partiram eu tive a lagoa inteira só pra mim, onde fiquei horas curtindo, até o sol começar a descer. Foi delicioso! O guia chegou para me acompanhar no pôr do sol, subimos uma duna e ficamos até escurecer, e passamos um tempão apreciando o céu mais estrelado que já vi na vida! Ele tem um celular foda e é um excelente fotógrafo, e tirou fotos incríveis e me mostrou os planetas e as constelações num aplicativo que vc aponta pro céu e reconhece as estrelas. Depois, voltamos de caiaque pelo rio, num breu quase absoluto, pois a lua também havia se posto. Paramos um pouco de remar pra curtir o silêncio e o céu, e foi sensacional. Ao chegarmos ao restaurante, acredite!, havia uma belga e uma alemã (muçulmana, todo coberta), que também estavam em travessia e passariam a noite lá. Nosso "quarto" era uma palhoça com redes onde os clientes descansam após o almoço. Não tem paredes, o que fez as gringas passarem trezentos tipos de repelentes, mas a dona garantiu que, sabe-se lá por quê, não há pernilongos ali, e de fato nenhum inseto nos incomodou. Foi muito engraçado quando a belga subiu na rede e descobriu que a rede balança. Logo ela e a alemã estavam tomando impulso e se chocando uma na outra! É claro que eu filmei e coloquei no vídeo! QUIK_20180913_203058[1].mp4 QUIK_20180913_203058[1].mp4 4) De manhã, passeamos pela região (8 km) Depois de uma noite mal dormida na rede (não tenho costume e sou fresco pra dormir), acordei às 4h para ver o sol nascer. Mais uma vez atravessamos o rio a caiaque e subimos uma duna para apreciar o espetáculo, que infelizmente mais uma vez foi prejudicado pelas nuvens. Percebi que o dia amanhece meio nublado e as nuvens se dissipam durante a manhã. Outra coisa impressionante é a variação térmica da água, que amanhece gelada e anoitece morninha. Depois de clareado o dia, andamos 8 km pela região curtindo novas lagoas. Voltamos à hora do almoço (caiaque) e dei uma relaxada na rede e curti um pouco o rio. 5) Voltamos a Santo Amaro (9 km) Partimos às 15h30. A volta foi bem tranquila, mas como meu pé começava a reclamar, eu preferi fazer mais paradas e ficar menos tempo em cada lagoa (não se assuste, é só um pequeno cansaço). O guia me levou a uma duna alta já no fim da tarde, para curtirmos o pôr do sol. Depois que escureceu e curtimos um pouco o céu estrelado, caminhamos alguns minutos no breu total e chegou um amigo dele pra nos dar carona até a cidade. QUIK_20180913_180443[1].mp4 QUIK_20180913_180443[1].mp4 Foi uma experiência inesquecível. Cada parte teve uma importância imensa pra mim: o dia, a noite, o cansaço, o descanso, a companhia das meninas e do guia, os momentos a sós (confesso que temi sentir solidão, levei vários ebooks e filmes no celular, e nem encostei nele. Simplesmente eu consegui amar ficar horas sem pensar em nada nem ninguém, só curtindo o momento). . Os lençóis maranhenses são uma beleza única no MUNDO e mesmo assim poucos conhecem. E o que mais impressiona é a abundância de belezas, por isso quando me peguei pensando: "Ah, a lagoa X eu não gostei muito!" eu lembrei: "Isso porque são infinitas lagoas pra eu poder escolher minha favorita. Se fosse só areia e houvesse só essa lagoa X, eu diria que é incrível! Aliás, se fosse só o rio que eu pouco aproveitei já valia o passeio!" . O melhor de fazer a travessia em vez dos passeios coletivos é poder ter o contato exclusivo com a natureza, seja a areia, as lagoas, o céu, o rio, o sol... tudo está lá pra você, e sem pressa de ir embora como nos coletivos porque "temos um monte de lugar pra ir e tirar foto e aquele turista inconveniente do grupo tem que voltar mais cedo pra não perder a van"... Sabe?
  2. FlavioToc

    Os incríveis Lençóis Maranhenses

    Eu tinha muita vontade de conhecer os Lençóis Maranhenses desde muitos anos. Havia visto em um Globo Repórter. Hoje sei, que na época nem havia estradas para chegar lá, muito menos estrutura com pousadas e restaurantes. Então até algum tempo temia por ser um destino de muito perrengue. Não foi, pelo contrário, tudo estava perfeito. Viajamos minha esposa e eu. Voltamos muito cansados porque tem muita atividade em todos os dias, mas extremamente felizes por termos ido e visto este destino único. Em Barreirinhas que é a principal ponto de partida para os passeios, atualmente tem uma boa estrutura de pousadas e para alimentação, com razoável custo-benefício. Outro ponto é Santo Amaro que fica mais perto das dunas. Nós escolhemos começar por Barreirinhas, depois Atins e por fim Santo Amaro. Realizamos esta viagem na primeira semana de julho de 2018. Chegamos a Barreirinhas vindo do Tocantins, porém o Google Maps e o Here conduziram-nos pelo caminho mais curto que foi pela BR 135 que vai por Vargem Grande, Urbano Santos e chegaria a Barreirinhas. Só que em Urbano Santos descobrimos que os últimos 100 Km não tinha asfalto e só passaria se fosse um 4x4. Então tivemos que retornar mais de 300 km e ir em direção a São Luís, passando por Itapecuru Mirim, Rosário seguindo até Barreirinhas. Quem vai de carro de São Luís não terá este problema. – Chegada pousada Toca dos Aventureiros em Barreirinhas a noite. 1º dia Barreirinhas -Sobrevôo nos lençóis, 7:00 da manhã. Empresa Voar. R$ 350,00 é melhor deixar reservado pela internet. http://voarfotografiaaerea.com.br/ Nos buscaram e deixaram na pousada. -9:00h – circuito Lagoa Azul. R$ 80,00 -À tarde circuito Lagoa Bonita R$ 80,00 Pernoite em Barreirinhas Toca dos Aventureiros 2º dia -Deixar o hotel em Barreirinhas -8:00 - Passeio do rio Preguiças. R$ 80,00. Almoço em Caburé Combinar com a pousada em Atins de nos buscar no porto. - Em Atins – No final da tarde 16:00h ver revoada dos guarás e os plânctons luminescentes. R$ 40,00. Não recomendo. Era um barquinho inseguro e navegar lá nos escuro na volta é perigoso. Os guarás passam voando muito alto e quase não se vê a cor. E os plânctons, desistimos porque estavamos muito cansados para esperar e inseguros com o retorno à noite naquele barco. Pernoite em Atins Pousada Flamboyant 3º dia -Manhã: Lagoa Tropical e Lagoa da Água Azul – R$ 80 -Tarde: Lagoa da Capivara e das Sete Mulheres – R$ 70,00 (era a o programa, mas teve o jogo da seleção, aquele que perdemos e fomos desclassificados, então, nem passeio nem jogo). Pernoite em Atins Pousada Flamboyant 4º dia -Deixar o hotel em Atins Pela manhã: -Retornar para Barreirinhas às 5:00h da manhã (Toyota Bandeirantes) -Ir para Santo Amaro. No meu caso fui de carro. Se não tem que procurar um transporte. À tarde: Lagoa das Andorinhas e Gaivotas. R$ 60,00 Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso 5º dia -Manhã: Caminhada pelas Lagoas Emendadas -Tarde: Lagoas América 1 e 2 Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso 6º dia -Dia inteiro: -Lagoa das Gaivotas e Betânia. R$ 80,00 Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso 7º dia – Viagem de retorno Deixar a pousada em Santo Amaro Dicas -Não pense que é tudo igual. Que vendo uma ou duas lagoas basta. São milhares de lagoas de vários tamanhos e cores. Você não vai se cansar de querer ver mais e no fim, é sua escolha pessoal a mais bonita ou com a cor da água mais surreal. -As lagoas estão em seu nível máximo nos meses de junho, julho e agosto. E o tempo é bom. -Os preços acima são por pessoa. -Leve dinheiro em espécie para pagar os passeios e algumas refeições. -Se for ficar menos dias (até uns três), sugiro Santo Amaro que é bem próximo das dunas e lagoas. -Reservamos as pousadas pelo Booking e deixamos os passeios reservados com antecedência via tudo via Whats App. É mais garantido reservar porque podem não ter pessoas para o passeio ou não haver vagas. -Programe seus passeios. Porque se não fizer em um turno não há nada para fazer nas cidades. Bem, em Santo Amaro tem um rio para banho e Atins dá para fazer uma caminhada na beira mar que está cheio de placas para não nadar que é perigoso. -Em Santo Amaro: O asfalto está chegando até a cidade estava faltando apenas 1 km e a ponte para atravessar o rio. Então tem que deixar o carro em um estacionamento pouco antes da cidade e combinar o traslado. Valor R$ 10 por pessoa. Deixei no do sr. Calmito. -Os restaurantes encerram os pedidos as 21:00 horas, então tem que ir jantar cedo. As 22:00 já estão recolhendo tudo. -Almoço no restaurante Sol de Amaro. A pizza deles é tipo hóstia, muito fina, que eu não gosto. -Jantar Pousada Cajueiro -Sorvete da Dona Marineide. Em frente ao restaurante Sol de Amaro. -Em Barreirinhas: Os passeios costumam durar meio dia, logo você pode fazer dois por dia, mas é melhor deixar programado no hotel. -Não deixe de fazer o sobrevoo. É uma experiência fantástica. -Em Atins: Combinar com a pousada de buscar no “porto”, no final do passeio do rio Preguiças. -Para regressar à Barreirinhas seu Arquimedes faz o trajeto de barco (voadeira) entre Atins e Barreirinhas (exceto sábados). Veja com a pousada os dias que ele faz. Eu fiz de Toyota Bandeirantes leva 3 horas com muito solavanco e desconforto, mas vale a experiência. Uma aventura. Adoramos esta viagem que superou muito as nossas expectativas. As pessoas nas pousadas são muito atenciosas e agilizaram para fazer os programas. É só deixar com eles a responsabilidade, que é tudo muito organizado, funciona bem mesmo. Em Santo Amaro os passeios são através de uma cooperativa que é de um funcionamento perfeito. Em Barreirinhas são empresas e tudo funciona maravilhosamente, com valores padronizados. Pretendemos retornar e fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses que é uma caminhada de 3 dias partindo de Atins e chegando em Santo Amaro. Dormindo nos povoados no meio do parque. Este passeio tem de ser feito com um guia.
  3. [Lençóis Maranhenses; Dicas de Translado; Dicas para travessia a pé, Sobrevôo, 2018] Oi Galera, tudo bem? Acabamos de voltar dos Lençóis Maranhenses e eu gostaria de compartilhar com vocês todas as informações que me levaram horas para reunir, mais aquelas que só consegui depois de ir mesmo. Já que esse grupo já me ajudou muito, nada mais justo que retribuir. Foi um passeio incrível, único! Super recomendo! Fizemos tanto a travessia a pé quanto o sobrevoo. Gostamos muito dos dois, mas se tivessemos que escolher um, com certeza seria a caminhada. Lagoa do Junco - nossa favorita. Fica entre a Queimada dos Brito e Betânia Vamos as dicas! A única cidade que você consegue ir caminhando até as dunas é Santo Amaro. Ainda é preciso transporte 4x4 para chegar em algumas partes da cidade, mas uma vez que você chegar na sua hospedagem consegue explorar um pouco do parque por conta própria. Atins é perto do mar. Há kilômetros de vegetação entre a cidade e as dunas do parque. Há algumas dunas perto da praia, mas não são o cenário típico que o turista imagina onde só há dunas e lagoas. Barreirinhas é a cidade portal do parque pois você consegue chegar até ela com seu carro normal de passeio. De lá saem a maioria dos passeios. Mas é bem muvuca. Na minha opinião vale muito a pena ir até Santo Amaro ou Atins para fugir do vuco-vuco. NÃO É PERMITIDO ENTRAR COM VEÍCULO MOTORIZADO NO PARQUE. Ao redor do parque até pode, mas se alguém te oferecer, por exemplo, ir até os oásis de carro, é um passeio ilegal. É por isso que mesmo tendo mais de 10 mil lagoas, você só encontra passeios para as mesmas 5 ou 6. E todas elas ficam ali na beirada do parque. É porque é onde os carros chegam. Muitas pessoas não querem caminhar. Meu marido e eu somos nômades digitais e estamos fazendo uma viagem pela América do Sul. Então não estamos aqui de férias, trabalhamos horário integral durante a semana. Então não tínhamos 3-4 dias para fazer a travessia a pé conforme os roteiros prontos que encontramos na internet. Assim, depois de muita busca encontramos a possibilidade de fazer uma travessia de 2 dias. Pegamos um dia de folga do trabalho para fazer o translado de São Luís + 2 dias de travessia, totalizando 3 dias de viagem. Fiz umas imagens para demonstrar os diferentes tipos de transporte que usamos. Também, percebemos que ir de ônibus não é a maneira mais barata e melhor (de São Luís). Quem tiver interesse em saber mais detalhes, fique a vontade para dar uma olhadinha no nosso blog: https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/ Você sempre tem que fazer a travessia no sentido Atins - Santo Amaro, por causa do vento: Valores (julho 2018): Guia para travessia: 200 reais e diária Guia Lessinho (98) 8880-1982 https://www.instagram.com/lessinhoguiatrekking.lencois/ Translado Van São Luís - Barreirinhas: 60 reais por pessoa Transporte entre Barreirinhas e Atins: 30 reais por pessoa (4x4) Último transporte sai as 11h da manhã. Depois disso só há a possibilidade de fretar um carro ou barco (350 reais - então fiquem ligados!) Transporte entre Atins e foz do Rio Negro (início da travessia a pé) 200 reais o casal (quadriciclo) Transporte Betânia (fim da trilha) e Santo Amaro: 200 reais o casal (quadriciclo) Translado Van Santo Amaro - São Luís: 50 reais por pessoa Nos oásis: pernoite 35 reais por pessoa (dormir em rede); refeição 35 reais por pessoa (tanto almoço quanto jantar) Sobrevoo AVA: 350 reais por pessoa (aviões novos em boas condições) Foi o menor avião que entrei na vida, muito massa! Cabem 4 pessoas contando com o piloto É isso galera, espero que essas informações lhe ajudem a planejar sua viagem. Grande abraço!
  4. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Olá mochileiros! Depois de um bom tempo sem postar nada aqui, eis que retorno para dividir com vocês a viagem sensacional que eu e duas amigas fizemos há uns dias atrás para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que fica no estado do Maranhão e se estende por uma área de 155 mil hectares repleta de dunas de areia branca e fina e milhares de lagoas de águas cristalinas e doce. É um cenário espetacular, como eu nunca havia visto antes! Nossa viagem aconteceu em junho de 2017. Os meses de junho, julho, agosto e setembro são considerados os melhores para a visitação, uma vez que o período de chuvas (responsável pelo enchimento das lagoas) concentra-se de dezembro a maio. Nos anos em que o período chuvoso é farto, a alta temporada costuma prolongar até outubro. Partimos do aeroporto de Guarulhos em um vôo da Latam direto para São Luís, que totalizou 3h e 30min. Conseguimos uma tarifa com preço excelente (média de R$ 420 ida e volta, com as taxas inclusas), o que nos permitiu investir um pouco mais nos passeios. O Parque não fica perto de São Luís. Dependendo de por onde você resolva iniciar a viagem, a distância pode chegar a 270 km. Há duas principais portas-de-entrada, as cidades de Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão, além da Vila de Atins. Barreirinhas é a mais conhecida e a mais bem estruturada para o turismo. Já Atins tem uma cara mais rústica e aventureira (mas podem ficar tranquilos, pois a história de que lá não tem energia elétrica, internet, sinal de telefone é balela!). Por outro lado, a vila realmente não dispõe de caixas eletrônicos e ruas asfaltadas e somente poucos locais aceitam cartão como forma de pagamento (o que também acontece em Santo Amaro). Leve dinheiro para tudo e, se possível, trocado. Santo Amaro é um meio-termo entre as duas. Dia 01 Optamos iniciar nosso roteiro por Santo Amaro. A rota para lá é divida em duas partes. A primeira vai até o vilarejo de Sangue e pode ser feita de ônibus, táxi, carro normal ou van. Já a segunda (de Sangue à Santo Amaro) só com carro 4x4, pois todo o percurso é feito em estrada de areia fofa. Ou seja, não perca tempo e dinheiro alugando carro para visitar os Lençóis, o veículo não é apropriado. Escolhemos ir de van (trajeto completo saiu por 60 reais). O serviço pode ser agendado com 1 ou 2 dias de antecedência e ele te busca no hotel, aeroporto, onde estiver. Saímos às 3hrs da manhã e chegamos em Sto Amaro por volta das 7h. Todo o serviço de transfer foi realizado com o Denílson tur (98) 98808-9190. Ao chegar à Pousada (Bellas Águas) procuramos nos informar sobre a melhor maneira de deixar a cidade e seguir viagem em direção à Barreirinhas. Li em vários sites que o deslocamento entre algumas cidades era um pouco complicado, então o melhor a fazer era buscar maneiras de sair, logo na chegada. Isso foi uma dica valiosa, pois no domingo não tem transfer saindo de Sto Amaro no período da manhã (exceto transporte privativo). Como nosso roteiro estava bem apertado, não podíamos perder tempo. A solução foi reservar um “táxi” privativo para domingo, às 5hrs (valor total = R$ 400). Cabiam cinco pessoas, portanto com mais duas cada uma pagaria R$ 80 reais. Apenas R$ 10 a mais se comparado aos transportes tradicionais e tempo de 1h e meia, apenas. Nosso primeiro passeio foi pras Lagoas América 1 e 2. Saímos às 9hrs e retornamos para o almoço. Almoçamos no Restaurante do Gordo, lugar muito simples, mas com comida boa, barata e porção generosa. Serviu a nós três e ainda sobrou para o jantar. Á tarde, fomos para a Lagoa das Andorinhas (60 reais), com retorno previsto para as 19hrs. Nesse trajeto passamos por várias lagoas, entre elas a Lagoa das Gaivotas (famosíssima). Assistimos o pôr do sol do alto e foi lindo. Era semana de lua cheia e no caminho de volta ela resolveu dar o ar da graça. Na volta, antes de retornar à Pousada, os guias fazem uma paradinha estratégica na Praça central para um sorvete. O sorvete é artesanal e bem gostoso, com opções de frutas da região, como: bacuri, buriti, açaí juçara (não é o do palmito juçara!), cupuaçu, tapioca. Nesse local onde eles param, o sorvete é realmente muito bom, mas é caro e o atendimento é péssimo!! Não tome sorvete lá! Vá na Dona Marinilde (em frente ao restaurante Sol de Santo Amaro), sorvete delicioso, fabricação artesanal e preço excelente (picolés = 1 real, sorvete de massa = 2,50 a bola). Sério, não dá para comparar! Dia 02 Levantamos cedo, tomamos o desjejum e saímos para um passeio de dia todo, o circuito Lagoa das Gaivotas e Betânia (80 reais), com almoço em um restaurante próximo à Lagoa da Betânia, no qual o prato famoso é a galinha-caipira. Na saída do hotel já faça o pedido para o guia, ele quem comunica o restaurante, aí você chega e o prato está semi-pronto. Visitamos lagoas lindíssimas no circuito todo, mas a que mais chamou a atenção foi a Lagoa Sem Nome, descoberta recentemente e, por isso ainda não havia sido batizada. O Júnior (guia) nos levou em lugares paradisíacos, de tirar o fôlego e sempre nos deixava muito à vontade para o banho. Não ficava no nosso encalço sabe, cronometrando o tempo no relógio... Uma maravilha! Paramos para o almoço e no período da tarde, mais lagoas. Ficamos mais de 2 horas na Lagoa Betânia. Lugar de águas mais agitadas, fazia até ondinhas. No fim da tarde, mais um pôr do sol, dessa vez na Lagoa das Gaivotas... Mais sorvete (Dona Marinilde, não se esqueça!), banho e jantar. Queríamos comer algo típico da região e resolvemos conhecer o restaurante Sol de Santo Amaro, que aceita cartão de crédito!!! Lá pedimos uma refeição mais tradicional e dois caldos de ovos (bem comum por lá). Dia 03 Saímos de Santo Amaro às 5:30 da madrugada e chegamos em Barreirinhas às 7:10, há tempo de fazer o sobrevôo nos Lençóis Maranhenses. Inicialmente, pensamos em fazer esse passeio ao entardecer, mas seria difícil encaixar no nosso roteiro. Então, o fizemos no amanhecer mesmo e foi sensacional! Rolou até um arco-íris na volta. Você pode optar pelo Circuito completo ou pelo mais “simples”. O primeiro sobrevoa o Rio Preguiças, os vilarejos de Mandacaru (com o Farol) e Caburé, o delta do rio Preguiças, passando pelo Canto de Atins e por Atins, retornando por cima dos Grandes Lençóis; já a segunda opção sobrevoa os Grandes Lençóis por mais tempo, adentrando mais na região do Parque. Independente do circuito que escolher, serão 30 minutos de muita beleza! Vai por mim, vale muito a pena! Sobrevoamos com a Voar, com o piloto Antônio. Como estávamos em três, ele fez o passeio por 270 reais cada (originalmente custa R$ 300). Às 9:00 ele nos deixou de volta no hotel, onde pegamos a caminhonete para um dos circuitos mais famosos de Barreirinhas, o da Lagoa Azul (50 reais). Ah, esqueci de falar sobre o hotel de Barreirinhas, o Hotel Rio Preguiças. Ele não é nenhuma Brastemp, mas o custo X benefício compensa. Para o Circuito da Lagoa Azul e o da Lagoa Bonita (que fizemos à tarde), tem que atravessar o rio Preguiças de balsa, que é relativamente rápido se não houver uma fila de caminhonetes aguardando. O valor da balsa já está incluso no total pago pelo passeio tá. O demorado mesmo é o trajeto de carro até as lagoas, pouco mais de 1 hora “sacolejando” sem parar. Se você tiver algum probleminha de coluna peça para ir dentro do carro e não na carroceria adaptada, pois no interior do veículo balança menos. Chegamos de carro até o marco do ICMBio, a partir dele seguimos a pé (pouca coisa). Visitamos três lagoas: Lagoa Esmeralda, Lagoa Azul e Lagoa da Paz. Todas muito bonitas! Única crítica ao passeio... O tempo para aproveitar cada uma das lagoas é curto demais Demora-se 1 h para chegar, 1 h para voltar e o início do passeio é às 8:30, com retorno para o almoço. À tarde fomos para o Circuito da Lagoa Bonita. O trajeto de carro também é longo (~50 min) e sacode mais que o anterior. Esse passeio durou pouco mais, pois incluía o pôr-do-sol visto do alto das dunas. E põe alto nisso, na chegada ao parque tem uma subida beeeem íngreme, de uns 30 a 40 metros. Mas não entrem em pânico, há uma corda lateral que auxilia a subida do pessoal. Mas acredite tudo valerá à pena! A paisagem com a qual você se depara assim que termina de subir a ladeira é impressionante!!!! Lá nadamos na Lagoa do Maçarico, na Lagoa Bonita (cuja água é quentinha, quentinha) e na Lagoa do Clone, que recebeu esse nome, pois algumas cenas da novela “O Clone” foram gravadas lá. À noite, jantamos no restaurante A Canoa, que fica na orla da cidade (indicação de um dos guias de lá). Ótimo restaurante, ambiente agradável. Aprovado! Independente do seu paladar, em Barreirinhas você provavelmente não terá dificuldade em encontrar um restaurante que seja do seu gosto (já nas outras localidades, as opções não são muito diversas). Dia 04 Nosso próximo destino? Atins. Por esse motivo reservamos o dia para fazer o passeio de barco pelo rio Preguiças. O passeio é de ida e volta, mas como na ida ele chega bem próximo a Atins, pedimos ao piloteiro para nos deixar por lá. Como agendamos o passeio pelo hotel, eles nos cobraram 20 reais a mais para nos levar até o “porto” de Atins (total = 70 reais). Li em alguns posts que as pessoas conseguiram ir até Atins sem pagar nada a mais por isso. O que elas fizeram foi ir até a orla e contratar o passeio direto com os barqueiros que ficam ancorados lá. O que eu aprendi nessa viagem é: Negocie, mas sempre negocie na fonte! Saímos às 8hrs do hotel e seguimos para o barco. O primeiro ponto de parada foi Vassouras, famoso pelos macacos-prego. Os animais são extremamente acostumados com a presença humana e não se intimidam com nada. Pelo contrário, eles podem até pular na sua cabeça ou puxar sua bolsa (sério, eu presenciei isso). Portanto, não dêem bobeira, não abram pacotes de biscoito na frente deles, eles pegam tudo!!! Se quiserem dar comida a eles, levem apenas frutas (banana, maçã...). Saindo de lá, fomos até Mandacaru, para ver o Farol. A subida é free e o visual é bem legal. Fiquem atentos em Mandacaru! Logo na saída de lá, um guia se aproximou e nos perguntou se iríamos para Atins e o que faríamos lá. Falamos da Revoada dos Guarás e o cara se ofereceu para nos guiar. Recusamos. Aí ele começou a fazer uma pressão psicológica ferrenha! Disse, inclusive, que lá em Atins o preço era mais alto e que com ele teríamos desconto. Resumo da obra: Não fechamos nada com ele. Sempre desconfiem de abordagens muito invasivas! Mais tarde descobrimos que isso tem acontecido com frequência. Pessoas de outras regiões tentam conseguir turistas para passeios que não exigem guias credenciados pelo ICMBio (a Revoada dos Guarás é um desses passeios). Estes caras assediam os turistas, pressionando-os de uma forma abusiva, principalmente os estrangeiros. Isso acaba reduzindo a oferta de turistas para os guias nativos de Atins. Dica: você consegue resolver tudo a respeito dos seus passeios em Atins, em Atins. Próxima parada: Caburé. Paramos lá para o almoço. Mais uma vez, quase caímos no conto das agências de turismo. Eles fecham acordos com certos restaurantes, então te levam para comer nos locais onde vão ganhar algo em troca. Mas descobrimos um restaurante bom, barato e de gente muito boa por lá, o Restaurante do Celso, que fica bem em frente ao mar (não ao rio). Vale muito a pena! O Seu Celso é muito simpático e a comida é uma delícia. O preço é excelente! Custa pelo menos a metade dos outros lugares. Pós-almoço, seguimos para Atins. A pousada de lá foi nos buscar no “porto” assim que chegamos. Pousadinha pequena, bem simples, com Wi-Fi (incrível!!) e mto bem localizada. Assim que chegamos, combinamos os passeios para mais tarde (Revoada dos Guarás e Plânctos Bioluminescentes), para o dia seguinte, a saída de Atins para Barreirinhas e fomos tomar um banho de mar. Atins é a única das três cidades pelas quais passamos que tem litoral. Ás 16hrs, fomos para o local combinado aguardar a revoada dos Guarás. Os guarás são aves lindíssimas de coloração vermelho-sangue (adultos) e cinza-escuro (jovens). Ao cair da noite, eles deslocam-se dos manguezais para seus dormitórios sobrevoando as dunas onde estávamos. É impressionante! E custou 30 reais. Ficamos, então, na expectativa do show bioluminescente dos plânctons. Não era uma boa semana para ver o fenômeno, pois era lua cheia. Mas, mesmo assim, às 19h fomos à praia. Procuramos um local escuro e começamos a andar chutando a água e não demorou muito até vermos as primeiras “faíscas”. À medida que a gente movimentava a água e as ondas quebravam foi possível observar um brilho amarelado na superfície, que se dissipava seguindo os movimentos da água. Pra gente, já estava lindo, até que o Sr. João (dono da Pousada) nos disse que o mais legal era NADAR com os plânctons. Ah, não demorou 1 segundo eu já tinha pulado na água e estava (pela primeira vez na vida) nadando no mar à noite e com plânctons bioluminescentes. No primeiro mergulho eu pirei!!! É surreal! Uma sensação que precisa ser vivida! Só para dar uma noção do que se parece: É como se você enrolasse piscas-piscas nos braços e pernas e fosse nadar no mar à noite. É MARAVILHOSO! Dia 05 No dia seguinte, visitamos as Lagoas da Capivara e das Sete Mulheres no período da manhã (70 reais). No almoço resolvemos provar o famosíssimo prato de camarão grelhado do restaurante do Seu Antônio. Na verdade tem dois restaurantes muito conhecidos por esse prato, o do Seu Antônio e da Dona Luzia. Estávamos em dúvida a respeito de em qual dos dois ir, e resolvemos ir ao do Seu Antônio. O prato de camarão é lindo (são 20 camarões enormes que vem inteiros e abertos), ele vem acompanhado de arroz, farofa, feijão e salada. Mas o atendimento não foi legal, principalmente quando chegou uma família de estrangeiros e toda a atenção foi para eles. Depois fomos conhecer a Lagoa Tropical (uma das mais famosas de Atins) e a Lagoa da Água Azul, sem sombra de dúvidas, a mais linda de todas em Atins. Água limpíssima, morninha, areia branca e tão fina. Perfeita! Como tudo que é bom chega ao fim, retornamos à cidade ao cair do sol. À noite, fomos ao Bar.Co, um barzinho na beira do mar no qual o balcão é realmente um barco. Os proprietários são estrangeiros (franceses eu acho), como muitos em Atins. O resultado disso é que em vários lugares você encontra placas, cartazes, cardápios escritos em três ou quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês). Algo que só vimos em Atins. Nas outras duas cidades (Barreirinhas e Santo Amaro), só português e inglês. Dia 06 Infelizmente, nossos dias nos Lençóis Maranhenses estavam chegando ao fim. Retornamos a Barreirinhas de Toyota 4x4, mas também dá pra fazer o trajeto de barco. Independente do tipo de transporte, o valor é 25 reais. A diferença é o tempo e o conforto (de barco é mais rápido e sacode bem menos). De Toyota a viagem durou 2h. Chegamos a São Luís pouco antes das 9hrs, há tempo de pegar uma van que estava de saída para São Luís. O motorista nos cobrou 50 reais e se comprometeu a nos deixar no hotel (Paulinho tur = (98) 99199-7897 ou (98) 98149-5474). A viagem foi tranquila e, antes de 13 horas estávamos Green Smart Hotel, localizado numa região estratégica de São Luís. Há várias linhas de ônibus nas redondezas, bancos, restaurantes. Além de ser um ponto fácil para pegar Uber. É, em São Luís tem Uber. À tarde fomos a Raposas conhecer a famosa renda de bilro, confeccionada artesanalmente pelas rendeiras. Andamos por uma rua conhecida como ‘Corredor das Rendeiras’ assistindo as rendeiras trabalharem ao vivo. A renda de bilro com a linha grossa é mais popular, bem mais fácil de encontrar e os preços são mais em conta. Já os trabalhos com a renda fina (belíssimos!!!) estão ficando cada vez mais escassos, pois o preço é bem alto, uma vez que o trabalho que dá para confeccioná-las também é bem maior. Disseram-nos para levar dinheiro, pois lá não aceitava cartão. Logo, deixamos o cartão no hotel. Mais um engano, pois várias lojas passavam cartão sim. A Dona Cléia, inclusive, faz um esquema super legal! Nos casos em que as clientes gostam das peças, mas não tem mais dinheiro vivo para acertar as compras na loja, a Dona Cléia (que reside em São Luís) leva todas as peças escolhidas pelas clientes até o local combinado (hotel, pousada) e a máquina de cartão, para que a compra seja finalizada, sem cobrar nada a mais por isso! Depois das compras, retornamos a São Luís de ônibus circular. A impressão que tivemos foi positiva. O ônibus estava impecável, as cadeiras acolchoadas e havia ar condicionado. Considerando o tempo e a distância do trajeto (~30 km), o valor da tarifa foi bom (R$ 3,10). À noite, fomos à famosa Festa Junina de São Luís do Maranhão, dançar ao som do Bumba meu Boi e comer comidas típicas. Eu recomendo a visita ao Maranhão no mês de junho, a Festa de São João, São Pedro e Santo Antônio, celebrada durante todo o mês junino é de uma riqueza cultural tremenda. Os shows do Bumba meu Boi são muito legais, é uma explosão de cores! As apresentações são um espetáculo e a plateia vai à loucura quando os bois aparecem. Sobre a comida, tentamos provar de tudo um pouco, pena que o espaço no estômago não foi suficiente. Provamos sururu, arroz de cuxá, vatapá, mugunzá... Sabores diferentes, mas nada muito espetacular! Senti uma falta de tempero nos pratos maranhenses. Eles não “carregavam a mão” em nenhum tipo de tempero. Até mesmo os pratos com coentro eram suaves, de modo que dava para comer tranquilamente (e olha que eu detesto coentro!). Dia 07 O vôo de volta saiu de SLZ às 5:50 da madrugada. As meninas compraram outro vôo, portanto ficaram mais tempo na cidade. Pedi um Uber até o aeroporto, que acabou saindo barato (40 reais), já que eu o dividi com outro hóspede. Conversa vai, conversa vem, descobri que ele estava no mesmo vôo que eu e seu destino final também era o mesmo que o meu, Piracicaba. No fim das contas consegui uma carona 0800 pra casa...
  5. Fiz a travessia no dia 01/04/2017 à 04/04/2017. Quando estava procurando dicas tive dificuldade em encontrar algo completo então vou deixar uns tópicos para quem tem interesse e está totalmente perdido. O QUE LEVAR (O que levei) PARA TRILHA: 2 garrafas de agua 600ml 2 Garrafas de hidrotonico 600ml 3 pacotes de salamitos 4 Lanches com provolone 1 gel de proteina 1 pct com frutas secas 1 saco de uva passas 3 camisetas dryfit 2 bikinis (parte de cima e de baixo) 3 shorts 1 Capa de chuva 1 Capa de chuva para mochila 1 Chinelo 1 Mochila cargueiro 1 Repelente creme 1 protetor solar 1 protetor labial 1 Hidratante Band-aid esparadrapo Gelol *Eu levei tênis mas não recomendo mesmo, só foi peso na mochila. Não usei em nenhum momento (tem muita travessia dentro da lagoa). Recomento levar papete se tiver, mas passei 90% descalço e 10% chinelo. IMPORTANTE: * Quando decidi que iria fazer a travessia, minha ideia era ir sozinha, até baixei o wikiloc, mas depois de pesquisar muito eu decidi ir com um guia. Na travessia eu percebi que realmente não conseguiria fazer sozinha. O primeiro e o ultimo dia são caminhadas muito longas e muitos lugares é preciso desviar do caminho porque as lagoas estão cheias. Além de que as dunas mudam de lugar O TEMPO TODO. Então eu realmente não recomendo ir sozinho. * Fui em Abril, que é quando começa a temporada de chuvas. Não recomendo porque caiu chuva de raios e fiquei bem assustada e também fica difícil de aproveitar mais as lagoas. O lado positivo é que a areia não estava quente e como andei muito descalço não incomodou meu pé. EM SÃO LUIS: Cheguei em São Luis dia 31/03 a tarde, não teria como ir direto para barreirinhas, então decidi me Hospedar em um hostel no centro histórico, ele chama Solar de Las Piedras, eu amei, recomendo muito. Eles têm lugar para guardar as coisas, sem cobrar extra, deixei algumas coisas lá. Caso você tenha o intuito de fazer a travessia e ainda dar um role em São Luis, faça isso. Para chegar no hostel peguei um circular no aeroporto que vai para o centro, ela para em frente uma praça e você anda uns 10 minutos até chegar no lugar. Quando cheguei no hostel já informei que iria para barreirinhas no outro dia e precisava de transfer, eles mesmo ligam para um pessoal e marcam o horário. Saí as 7h para aproveitar o café da manhã que hostel oferecia. *Eu estava com uma mala cargueiro de 55kg, não recomendo. É muito possível levar uma de no máximo 30kg. Na travessia sentia que ela estava muito pesada, mesmo deixando metade das minhas coisas no Hostel. *O Solar tem site, mas não adianta mandar e-mail que eles não respondem, tem que ligar, ou mandar whatsapp para os números que estão no site. GUIA: Meu orçamento estava baixíssimo, então tive que caçar mesmo pra encontrar um guia que fizesse mais barato. Para economizar ao máximo eu fiz diferente de muitas pessoas que, ao invés de contratar o guia para me encontrar em Barreirinhas, combinei para que ele me encontrasse na madrugada da trilha, ou seja, eu fui sozinha até o canto de Atins. O meu guia foi indicação da Luzia. Eu procurei em muitos lugares e contatei muitos guias, como estava indo sozinha, queria algum que tivesse experiência com mulheres. Todos que falei eram bem caros, estava quase fechando com um que era de uma agência, chama Raimundo estava quase 1000 reais, foi quando liguei para Luzia para reservar minha estadia e ela me informou que este guia normalmente forma grupos de varias pessoas que não se conhecem entre si e se quisesse ir mesmo sozinha era melhor procurar outro. Então pedi alguma indicação e ela me passou o Dico que me cobrou bem barato. (Mas vale ligar pra ele, pq eu fui fora de temporada e os valores ficam bem mais em conta). A TRAVESSIA 1º DIA – Barreirinhas até Canto de Atins Fiz esse caminho sozinha, pois como falei, combinei com o guia de me encontrar só na madrugada. É possível fazer sozinho, mas tem que ter ciência que colocando o pé em atins o celular para de funcionar. Eu tive sorte, pois quando estava procurando um barco em barrerinhas encontrei com um guia de outro grupo que também iria para o Canto e fui junto com eles. Paramos para almoçar e continuamos. 6km ao todo em 2h. VALORES: Transfer de São Luis até Barreirinhas: R$ 50,00 Barco de Barreirinhas até Atins: R$ 40,00 Almoço no centro de Atins: R$ 20,00 Hospedagem em Rede na Luzia: R$ 30,00 Jantar camarão da Luzia: R$ 40,00 2º DIA – Canto de Atins até Baixa Grande O Dico me encontrou umas 03h30 na Luzia e saímos às 4h, estava chovendo e foi aí que percebi que não iria usar o tênis de forma alguma. Não parei em nenhuma lagoa porque não parava de chover, só descansamos duas vezes para comer alguma coisa. Ficamos na primeira casa da vila, do Seu Raimundo e da Rosangela. Foram 26km e chegamos lá as 11h. VALORES: Almoço: R$ 40,00 Janta: R$ 40,00 Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 40,00 3º DIA – Baixa Grande até Queimada dos Britos Saímos às 6h e neste dia não choveu. Fizemos a caminhada mais devagar e paramos para entrar em duas lagoas e outra parada só para comer. Ficamos na ultima casa da vila, da Dona Maria. (Eu a amei, todos deveriam ficar lá). Foram 10km e chegamos lá às 11h. VALORES: Almoço: R$ 35,00 Janta: R$ 35,00 Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 35,00 4º DIA – Queimada dos Britos para Santo Amaro Saímos as 3h30, estava chovendo muito forte e muito escuro. A chuva só passou depois das 06h e então que pudemos parar, como estava com muita dor na perna paramos muitas vezes, entrei em três lagoas e paramos mais três vezes para comer e descansar. Chegando em Santo Amaro meu guia me levou até o local onde sai o transfer para São Luis e fiz a reserva para o que saía as 14h. Tive tempo para ir almoçar e me despedi do Dico. Foram 24km e chegamos lá às 11h40. VALORES: Almoço em Santo Amaro: R$ 20,00 Transfer de Santo Amaro para São Luis: R$ 50,00 DE VOLTA PARA SÃO LUIS: Quando o transfer de Santo Amaro chega à entrada de São Luis ele para e lá ficam alguns carros que dividem os passageiros para o lugar onde estão hospedados. A viagem foi bem longa, saímos de Santo Amaro as 14h20 e chegamos em São Luis as 20h00 e ainda demorou mais uma hora para ele me deixar no Hostel. Porém, não existe outra opção, ou você dorme em Santo Amaro e sai no outro dia de manhã. Eu não me importei com o tempo, só fiquei com fome e não tinha nada fácil. Minha recomendação é comprar algo para beliscar no caminho. Ainda fiquei um dia em São Luis e aproveitei para conhecer o centro histórico e o Mercado das Tulhas. Não há muito que fazer lá, mas tive o melhor almoço da minha vida no Cafofinho da Tia Dica. Esse foi meu roteiro, espero ter ajudado e qualquer duvida que surgir estou aqui J.
  6. Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em algum relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!! Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís... 05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00 Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele. Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças. Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita: O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche. Você verá o pôr do sol. Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa. 06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe). 07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha. Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param. Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão. As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia! Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros. Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá.... Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel. 08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00. Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc.... 09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto. Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel! Vimos o nascer do sol (fantástico). Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito). Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30. Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos. 10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro. Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira. 11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco. O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h. 12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã. Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas. 13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós . Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00. Gastos: Guia Joel: R$ 400,00 (pois foi divido em duas pessoas) Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00 Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00 Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00 Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00 Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00) Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00 Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00 Alimentação em Atins : R$ 60,00 Alimentação em Caburé: R$43,00 Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00 Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00 Água , Cerveja, Picolé : 28,00 Quadriciclo: R$ 100,00 Baixa Grande: R$ 107,00 Queimada dos Britos: 118,00 Betânia: 146,00 Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00 Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00 Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00 Gastos sem passagens aéreas: R$ 1858,00 O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso. O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein! Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso, que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversar, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia. É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário. Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor! Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk Obrigada Maranhão!
  7. Relatos de Viagem – Lençóis Maranhenses e São Luís Olá. Como forma de retribuir as dicas que sempre recebo aqui vou deixar meu relato de viagem aos Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e Santo Amaro) e a São Luís. Os Lençóis Maranhenses são realmente aquilo tudo que você vê nas fotos, desde que você planeje ir na época certa (Logo depois das chuvas - entre junho e o início de setembro). Eu fui em Maio de 2016 e dei muita sorte. Para se ter acesso aos Lençóis você pode acessá-lo por três localidades: -Barreirinhas - Para onde vão a maioria dos Turistas e por isso tem uma maior estrutura e opções de lazer); -Santo Amaro - Localidade muito pouco desenvolvida onde só tem acesso a ela em carros 4x4 para atravessar um Rio que a cerca. O munício não tem estrutura para receber turistas, sem opções de lazer a noite (Só Forró na beira do Rio) e só pega uma operadora de telefonia; e -Atins - Também com pouca estrutura e pouco desenvolvida. Não aconselho essa viagem para pessoas com bebê ou pessoas com problemas de coluna, reumatismo e etc. Você tem que andar muito pelas Dunas de areia fofa num sol escaldante. Antes da viagem eu já havia contratado um transfer de VAN do aeroporto de São Luís para Barreirinhas, mas também existe esses transfers oferecidos diretamente no aeroporto. Cheguei lá o motorista já estava me esperando com uma folha com meu nome e de minha esposa. Embarquei nessa van por volta de 15h30 da tarde e só cheguei a Barreirinhas à noite. São quase 250 km em 4 horas de viagem. A empresa que fechei o transfer foi a G.I CONECT, Fone: +5598 3254 0328 / email [email protected], e custou 60 reais por pessoa somente a ida em maio de 2016. BARREIRINHAS A Pousada que fiquei chama-se Paraíso dos Lençóis e fica muito bem localizada numa das principais ruas de Barreirinhas. A pousada é nova, com boas instalações e com um café da manhã perfeito. Com muita variedade. A proprietária, muito educada e prestativa, explicou tudo sobre o lugar e os passeios. Fachada da Pousada Paraíso dos Lençóis: Café da manhã na Pousada: Na VAN, o motorista nos indicou uma agência de turismo chamada Ilha Turismo, (Tel 98 3349-1985 / email [email protected]), com preços muito bons. Fiz logo um pacote com todos os passeios que eu tinha em mente e por essa razão pude pechinchar ainda mais o valor. Os passeios que fiz foram: 18/05 - (Dois passeios no mesmo dia) Circuito Lagoa Azul às 9h30 e Circuito Lagoa Bonita às 14h00; 19/05 - Quadriciclo às 8h30 (Com passeio ao Farol de Barreirinhas localizado no povoado de Mandacaru por barco incluído neste); e 20/05 - Atins; e 21/05 – Santo Amaro (Fiz esse passeio e aproveitei e levei minhas bagagens na VAN e fiquei logo lá em outra pousada. Esse passeio não tem sempre, pois é mais caro e bem longe. Tem que deixar o nome e ficar na esperança de formar o grupo. Tinham outros passeios também, mas como o meu tempo era curto, fechei esses que eu considerava como imperdíveis. Circuito Lagoa Azul - 2º DIA (R$ 70 a 90 por pessoa) Esse passeio foi o mais movimentado que fizemos, pois é o principal passeio para aqueles que realizam o bate e volta São Luís x Barreirinhas. Pegamos a “Jardineira” na frente da agência de turismo (Veículo 4x4 antigo com adaptação com bancos de madeira para passageiros na carroceria) e andamos por muito tempo dentro das matas, enfrentando rios e muita areia fofa dentro de caminhos improvisados no meio da vegetação. São 12km sacudindo e por no mínimo 1 hora numa velocidade quase que constante para não atolar. Por isso torna-se tenso também para crianças, idosos e pessoas com problemas de coluna. Se você ficar na ponta do banco toma muita “galhada” no braço e se der mole até na cara. O primeiro passo é desembarcar da jardineira e colocá-la sobre uma balsa para atravessar um rio. Depois é só aventura até chegar no ponto de início do passeio. Atravessando o Rio das Preguiças pela balsa: A Lagoa Azul é a principal e mais famosa dos Lençóis, mas você vai ver muitas lagoas no caminho como as Lagoas da Preguiça, da Esmeralda, do Peixe e da Paz. Circuito Lagoa Bonita - 2º DIA (R$ 70 a 90 por pessoa) Fomos à tarde, assim que almoçamos no Centro de Barrerinhas, na volta do passeio do Circuito Lagoa Azul. Tratamos tudo com o guia e a jardineira foi nos pegar no próprio restaurante. O Circuito da Lagoa Bonita é composto pela Lagoa do Maçarico, Lagoa do Descanso, Lagoa do Clone (onde foram gravadas cenas da novela global O Clone) e a Lagoa Bonita. O Circuito da Lagoa Bonita proporciona ao turista uma visão mais ampla dos Lençóis Maranhenses. Do alto das dunas, você irá avistar muitas outras dunas e lagoas, formando imensos oásis. O difícil é subir na duna principal que dá acesso a essas lagoas, principalmente para quem não tem um bom preparo físico. O desafio enfrentado é subir uma duna íngreme com 30 metros de altura. Tem até uma corda para ajudar na subida. Subida íngreme de 30 metros. Lá embaixo ficam as barraquinhas com artesanato e comidas típicas. Ficam também estacionadas as jardineiras que transportam os turistas. Quando você chega lá em cima é difícil não comemorar... mas o esforço é logo recompensado pela linda vista. O pôr-do-sol de cima da maior duna é realmente fascinante no final do passeio. Voltamos exaustos no final da tarde para casa. A noite fomos andando a pé até a orla do Rio Preguiças, o local mais badalado de Barreirinhas à noite, onde ficam os bares e restaurantes... Lanchamos no Subway nesse dia. Passeio de Quadriciclo - 3ºDIA (300 a 350 por quadriciclo) Já fiz muitos passeios de quadriciclos pelo Nordeste, mas esse sem dúvida foi o melhor deles. O circuito é muito legal por ser cheio de desafios, como passar com o quadriciclo no meio de riachos e pequenas lagoas, como também enfrentar dunas bem íngremes. Usamos a tração 4x4 em várias situações. Fora que você anda por horas e por paisagens deslumbrantes. Vi que nessa minha agência você pode mesclar passeios para ganhar tempo. Tipo, pode fazer passeio de lancha pelo Rio Preguiças, descer no último ponto do passeio, e voltar de quadriciclo. Teve um casal que conhecemos que optou por essa modalidade. Esse passeio sai logo por volta de 8h30, tem parada para almoço na Praia de Caburé e volta pela tarde. Fomos avançando pelos pequenos lençóis até a Praia de Caburé, onde almoçamos... Deixamos os quadriciclos nesse restaurante, pegamos uma pequena embarcação para conhecer o pequeno povoado de Mandacaru e o famoso Farol de Preguiças. Voltamos ao restaurante, pegamos os quadriciclos, e fomos para a localidade chamada Vassouras. Lá tem uma estrutura para recepção de turistas com comidas, bebidas e artesanato. (Essa parada faz parte do passeio de lancha pelo Rio Preguiças e do passeio de quadriciclo) Paramos para descansar, beber água de coco e o mais legal: alimentar os macaquinhos. Lá é vendida a 2 reais pequenas porções de bananas cortadas para os turistas alimentarem os mesmos. Passamos por uma lagoa linda com redes na água. Lembramos na hora da Lagoa do Paraíso em Jericoacoara – CE. Que saudade... A noite fomos passear na Orla do Rio Preguiças e comemos um Baião de Dois no Restaurante Barlavento. A comida estava perfeita e bem servida.
  8. Anton

    Lençóis Maranhenses - Julho/2017 - fotos

    Olá pessoal! Depois de adiar por vários anos minha viagem aos Lençóis Maranhenses, neste ano pude, finalmente, conhecer este lugar tão singular e extraordinário! Chegamos em São Luis no dia 13/07 e nos hospedamos no centro histórico, já que nosso maior interesse era conhecer a parte histórica da cidade. No dia seguinte, às 11h, pegamos a van para nos dirigirmos até Santo Amaro. Nossa escolha por Santo Amaro se baseou em 2 aspectos principais: 1) ser mais tranquilo do que Barreirinhas e 2) as lagoas mais bonitas estão em Santo Amaro , já que esta se localiza nos Grandes Lençóis. Uma dica: optem por sair de São Luis na van que parte por volta das 3h ou 4h da manhã. Embora seja mais sacrificado acordar cedo e ficar aguardando pela van, não compensa viajar durante o dia como fizemos: muito calor, van lotada e uma viagem que demora cerca de 3h até Sangue! De Sague pega-se as Toyotas que conduzem até Santo Amaro. A parte legal é que a Toyota cruza pelo meio do rio (pela água mesmo, já que não existe ponte) para chegar até a cidade. Santo Amaro é uma cidadezinha bem rústica (não tem banco ou caixa eletrônico), com poucas opções para se comer fora. Praticamente jantávamos na própria pousada (Pousada Bellas Águas), que tem uma comida bem saborosa. ainda não estávamos certos se iriamos fazer a travessia dos Lençóis, então no nosso primeiro dia fizemos um passeio até a Lagoa das Andorinhas (passeio agenciado pela pousada) e almoço em Betânia. O passeio durou o dia todo. No passeio conversamos com o guia (Charles) e fechamos o passeio de 2 dias para a travessia dos Lençóis. O roteiro foi o seguinte: dormir em Betânia (dorme-se em redes) - seguir até Queimada dos Britos . Passar o restante do dia na Queimada e no dia seguinte voltar até a lagoa das Emendadas, onde a Toyota nos aguardaria para nos conduzir novamente a Santo Amaro. ...... (continua.. aos poucos vou completando o relato).
  9. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  10. Finalmente consegui realizar o sonho de atravessar os Lençóis caminhando, conhecer as lagoas mais incríveis e obviamento menos turisticas e desertasssss desse paraiso. Foram 3 dias , iniciando em Santo Amaro e finalizando no Canto do Atins. Lembrando que a areia das dunas não tem sal e não esquentam. Caminhamos de meias para não lesar o pé. Levamos 4 litros de água para cada, frutas, e sanduiche de ovos para esse primeiro dia. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Guia Cleiton 098999833442 para reservar a travessia com quadriciclo pelo circuito das lagoas de 3 dias R$300,00 por dia para nos guiar 3 dias R$900,00. Para até 3 pessoas esse esmo valor. Seu Zeca e dona Evanira, o rancho dos Liras 098986040016 para reservar hospedagem, almoço e jantar. R$100,00 por dia com café, almoço, jantar, dormida em rede, passeio na lagoa secreta, frutas docinhas do pé, água geladinha, sucos naturais,sorvete de cupuaçu feito por dona Evanira. Valores Para uma pessoa. Leve dinheiro,pois nenhum lugar tem conexão, não existe sinal de internet e celulares graças ao bom deus, não funcionam, somente da Operadora Oi. Um guia nascido na queimada dos Britos foi muito importante para que nossa travessia fosse segura, incrível, e de paisagens inesquecíveis, segura digo, no sentido que vc pode se perder facinho, afinal com a ventania que acontece por lá,qquer pegada e rastro é apagado 2 minutos depois. Cleiton nos acompanhou com seu quadriciclo, levando nossas mochilas, água, comidinhas, frutas, etc. Dando suporte em todo o percurso, nos mostrando sua terra natal da melhor maneira possível. Um verdadeiro contador de causos Fizemos o circuito mais demorado dos Lençóis, fomos em zigue zague, conhecendo as maiores dunas e as maiores lagoas do parque, pegamos algumas com água pelo pescoço, outras somente um espelho d'água azul pela cintura. Num total de 68 km em 3 dias. Na primeira etapa da caminhada, fomos de Santo Amaro até a Queimada dos Britos, ficamos hospedadas na casa do Seu Zeca, única com luz, bebidas gelada e banho morno, não era quente a agua, mas como o sol é muito forte durante o dia, a caixa de água era aquecida e a noite a água estava bem morninha para banho. Esse lugar merece duas noites para vc descansar e continuar seu trekking de mais dois dias. Seu Zeca nos levou para conhecer a lagoa da Vanessa e a lagoa Secreta (diz ele que só ele sabe onde é, bote fé rs ), e percorremos as queimadas de outras duas famílias, atravessamos o rio negro, subimos dunas de 25m e vimos cada por de sol impossível de descrever Na segunda etapa, da queimada até a Baixa da grande, fizemos em 5h pois encontramos as lagoas mais lindas dessa travessia. Umas azuis, outras verdinhas. Quase fomos atacadas por duas gaivotas nervosas, que cuidavam de seus filhotinhos em terra. Dormimos ali na casa de dona Maria da Graça e seu filho Valter, que moram num oásis a beira rio, a energia acaba cedo, não tem bebida gelada, e não tem chuveiro,foi banho de caneca,mas tudo tranquilo, a 'vibe' era essa, a família muito querida fez tudo que podia para nos acolher bem. Ainda aqui subi a duna mais alta da minha vida, para ver um por do sol inesquecível, a duna do Caruto, visual imperdível e um céu de chorar de emoção. Alias o ceú desse lugar ( dos Lençóis) é algo que vc nunca viu antes, se vc é de SP (céu sempre escondido pela poluição) espere anoitecer sentado a beira de uma duna, com os pés na lagoa quentinha, sim, ao final do dia, essas lagoas parecem águas termais, muito relaxante para terminar um dia de caminhada em grande paz e tranquilidade, ahhhh sem falar na porção de estrelas cadentes, uma por minuto , perdi as contas de qtas cairam. Na terceira etapa, da baixa da grande até Bonzinho, ja quase chegando no litoral , foi bem difícil qdo chegamos na parte plana, de areia fofa, mais de 3km andando até alcançar a praia, vento muito forte e o sol já estava apino na nossa cabeça. Protetor solar, água e força nas pernas. Já na praia, subi no quadriciclo até o canto do Atins,pois não aguentava mais, a areia ja tinha sal, o sol ja esta queimando, e as pernas não respondiam mais. Viajar é sempre uma experiencia de vida, essa foi uma viagem de grande aprendizado e superação.Uma das caminhadas mais lindas que fiz no Brasil. Namaste viajantes!
  11. Olá pessoal! Esta é uma postagem para dois dias em Barreirinhas, baseado em minha última viagem para lá. Não que seja suficiente para aproveitar tudo, mas as duas principais atrações podem ser encaixadas em uma programação como essa. Caso você planeje passar mais tempo, é possível encontrar tantos outros pontos e planos para realizar em Barreirinhas. Serei bem breve e direto. Nesta postagem vocês encontrarão: informações sobre dicas de passeios, transporte, hospedagem, alimentação e valores. E aqui abaixo já lhe mostro um vídeo resumo da nossa viagem de férias. Um dos destinos que aparecem no vídeo é o que gerou este relato: Transporte: Eu e minha esposa fomos de carro (é possível também alugar em São Luís). A cidade, que se chama Barreirinhas fica aproximadamente a 260 km de São Luís. É possível ir ir de ônibus, tendo saída todos os dias a partir da Rodoviária de São Luís e de retorno para São Luís também. Você paga em média R$ 32,00 cada trajeto. A viagem pode durar até 4h (tendo paradas regulares em algumas cidades). Eu recomendo. Você gasta pouco e fica despreocupado! Hospedagem: Chegamos pela manhã na cidade de Barreirinhas/MA e nos hospedamos na Pousada Belo Horizonte. Como foi eu e minha esposa ficamos 2 dias e 1 noite e pagamos 1 diária que custou R$ 120,00. De lá (do hotel) já agendamos o primeiro passeio para a tarde do mesmo dia e para a manhã seguinte. Geralmente os hotéis possuem parcerias com as agências que promovem os passeios. Além disso, você pode encontrar hotéis mais sofisticados lá. Depende do que você espera e do quanto pretende gastar. Alimentação na cidade (Barreirinhas) : Encontramos restaurante que servia pela média de R$ 60,00 o prato para 2 pessoas. A noite preferimos uma pizza, que saiu em média R$ 30,00. Tem opção de Subway e demais restaurantes que podem variar bastante. Mas você pode economizar sim ou buscar pratos mais completos! Passeio 1: Na primeira tarde fomos visitar os lençóis maranhenses. O custo médio é de R$ 70,00 por pessoa, podendo variar para mais ou para menos dependendo do período, mas não pague muito além disso. Por volta das 14h a Toyota (Bandeirantes) nos buscou no hotel onde estávamos hospedados (como disse, agendamos direto com o pessoal do hotel que tem convênio com a agência que faz os passeios). Geralmente a agência fecha um grupo de até 12 pessoas, ou pode ser o caso de ir bem menos, como já ocorreu comigo. Depois do começo do trajeto, eles fazem uma pequena parada para você comprar água (que é importante) e então segue viagem, após atravessar na Balsa o Rio Preguiças. Então depois de uns 40 minutos de pura emoção nas trilhas chegamos aos lençóis. E ficamos aproveitando até por volta das 17h30. Há períodos que o pôr-do-sol fica fantástico de lá. Lembre-se de neste percusso levar protetor solar, água, e a menor quantidade de itens pessoais. Trajeto: Essa é uma das possíveis vistas: Passeio 2 com 3 paradas: Na manhã seguinte saímos por volta de 8h20 para o segundo passeio. Embarcamos na lancha até os "Pequenos Lençóis", o trajeto dura em média 40 min a 1hora, mas é fascinante poder navegar no rio preguiças e contemplar a natureza. Além disso o fato de que você sai da água doce, do rio, e passa pelo encontro com a água salgada, do mar. Lembrando que você divide a lancha com outras pessoas que também compraram o serviço com a agência. A quantidade pode variar a depender do tipo de lancha e da procura pelo passeio. Primeira parada: Nesta primeira parada você pode interagir com os macaquinhos, dar banana para eles (eles vendem no local), tirar fotos e tudo mais. Dependendo do período um repelente pode ser importante. E além disso você também pode desfrutar de uma área de dunas, que é chamada de Pequenos Lençóis. Depois disso, seguimos para... Segunda parada que foi no Farol do Mandacaru, este local é uma comunidade de pescadores. De cima do farol você tem uma vista privilegiada da região, mas precisa subir (se não me engano) 160 degraus. Vale a pena! Ah, nesse ponto é muito importante descer calçado, pois dependendo do horário a areia pode estar MUUUUITO QUENTE (quase queimei os pés da última vez). Depois disso fomos para... Terceira parada que foi no local chamado Caburé. Você chega geralmente no horário do almoço e neste local tem alguns restaurantes com a média de R$ 70,00 a porção para 2 pessoas, sem bebida. Enquanto você faz o pedido do almoço, pode aproveitar um pouco a praia que fica a poucos metros do local, pois esta região é onde o Rio Preguiças desemboca no mar. Depois do almoço é praticamente irresistível um descanso nas redes maravilhosas em baixo da coberta de palha que os restaurantes oferecem. O retorno é geralmente por volta das 15h (mas depende bastante do grupo) e leva o mesmo tempo. Todos os três passeios acima foram de lancha, então o período em cada local era em média 40 minutos, somente no último que demorou mais tempo, pois era almoço e descanso. A média deste passeio com as 3 paradas é em torno de R$ 70,00 também. Não pague muito além disso. Ah, nesta terceira parada você pode dar uma volta de quadriciclo pagando em média R$ 50,00 por 30 minutos. DICAS IMPORTANTES: Você precisa observar o período que deseja ir. Uma boa dica é ir a partir de abril/maio até meados de agosto, pois provavelmente todas as lagoas estarão cheias por causa da chuva (recomento uma breve busca no google referente ao ano/período). Se for em um período que não têm chuvas você poderá aproveitar os lençóis, mas as principais e mais lindas lagoas estarão secas. Geralmente no período que as chuvas cessam e quando as lagoas secam, uma ou duas permanecem cheias, porém, o fluxo de turistas nela é imenso. Se você tiver possibilidade, escolha um mês apropriado. GESTANTES: A trilha até os lençóis é bem agitada e balança MUITO, portanto, pode ser arriscado. Se você pretende passar mais tempo pode buscar por outros passeios terrestres (trilhas, quadriciclos, bares, restaurantes, casa de farinha), aquáticos (banhos, lanchas e barcos) e até mesmo aéreo (monomotor e helicóptero) É isso, qualquer dúvida estou à disposição por aqui ou no: [email protected] Abaixo fotos do PONTO que mais sou apaixonado em Barreirinhas (no Tapúio): E OUTRAS FOTOS:
  12. Olá galera do bem!!! Olha só não sou boa em escrever relatos e nem taanta paciência pra isso tenho..rs Mas me amarro em dar uma ajudinha e pitacos quando pedem. Essa viagem em especial achei válido escrever, afinal, iniciei em Imperatriz rumo a Chapada das Mesas em Carolina MA, S. Luis, Alcantara, Travessia dos Lençois Maranhenses em 3 dias rumo a Jericoacoara. Média de 16 dias com uma grana que sobrou do salário e que fiz sobrar não pagando uma conta ou outra rsrs( tudo em média, não sou de ficar anotando tudo...rsrs). No dindin tinha R$ 990 + R$ 350 no cartão de crédito + um dinheiro que entrou durante a viagem. Tive então uns R$ 1600 maaais ou menos. Disso sobrou: R$ 200 no débito, e R$ 150 no crédito e mais uns trocados comigo. Assim sendo, acredito que eu deva ter piscado em alguns detalhes importantes, entonces é só perguntar... Gosto dos ares, ventos e da gente que mora em Fortaleza e como as passagens estavam bem caras, disse que "invadiria" Fortaleza nem que fosse pelo Maranhão...hehehe E assim foi que realizei mais um dos quatro primeiros desejos de criança quando me interessei em conhecer algum lugar – conhecer os Lençois Maranhenses . ( os outros eram Machu Picchu: Ok , África e Grécia) Como bati o pé e disse que iria nem que fosse só... assim foi Aaaah e queria fazer uma viagem super econômica... Pq dinheiro não tinha guardado nenhum... Então acreditei em alguns relatos que diziam que era possível economizar..rsrs e assim fui Como comecei: *Pesquisei nos sites dos mochileiros.com as rotas e dicas *Ativei minha conta no Cauch Sourf *Criei tópico no ‘ Companhia pra vaigem’ aqui do blog. ( onde ganhei um companheiro pra fazer o Maranhão e ainda conheci mais outra pessoa que só fui encontrar já em S. Luis e depois em Jeri  ) *Criei tópico também no grupo do FB *Busquei falar com pessoas que já tinham feito roteiro, ou que moravam próximo aos locais para pegar mais informações e depois selecionar as que valiam para mim *E sempre na criação de seu roteiro fique de olho no mapa e na logística ainda mais quando o tempo é curto e tem muita coisa pra se fazer. Ter um roteiro, isso não quer dizer que serei fiel a ele custe o que custar.. mas é uma segurança a mais, pois é algo que você já tem algum conhecimento nem que seja na teoria sobre os lugares... Se as rotas alternativas que rolam no caminho não darem certo ou se derem só por um momento e você precisar saber pra onde ir, você já terá algumas informações com você... ( eu me sinto melhor fazendo assim, tem pessoas que não... O que te faz bem e te da segurança, tá bom! ) Chapada das Mesas – Sul do Maranhão Peguei voo ( R$ 125,00 - Gol) de Brasilia para Imperatriz- MA, lá quem nos recebeu foi uma família lindaa que eu encontrei graças Couch Surfing... ficamos hospedados na casa deles de domingo para segunda... Nos buscaram no aeroporto e saímos para jantar uma bela moqueca. Na segunda feira o plano era seguir para Carolina-MA que é a porta de entrada das Chapada das Mesas. Além da grande sorte que tivemos de ter ficado na casa de pessoas tão especiais, o Kássio ainda nos levou até o nosso primeiro ponto de visitação, Pedra Caída que já fica na Chapada das Mesas... Muito legal isso, né?! E econômico também...rsrs Vans saem de Imperatriz rumo a Carolina no valor de R$ 35,00. Li em um relato que elas saiam próximo a rodoviária antiga... como não precisei pegar van, essa informação atualizada não rola... Mas tb tem o busão que deve ser por volta de R$ 20,00. Primeiro atrativo – Pedra Caída. Vale MUITO conhecer, imaginem um canyon que dá acesso a um salão, uma queda d'água impactante. O guia disse que por volta das 10h o sol bate exatamente na abertura por onde a água cai. Qualquer descrição é pequena perto do que é aquele lugar... só vendo mesmo. Valor de entrada: R$ 10,00 se tiver carteirinha de estudante ou professor vc paga meia. Essa entrada da direito tb ás piscinas do lugar. Valor de visitação com guia a pedra caída – R$ 15,00 ( nessa não vale meia entrada rsrs) Antes de ir a Pedra Caida resolvemos almoçar, tudo deu R$ 60,00 reais dividido por três.. Comemos uma picanha na chapa com arroz, feijão, salada e cervejinha... Os preços n são láaa baratos né.. mas tá bão!! Depois fomos para beira da pista esperar a van para ir p carolina ou na sorte uma carona de alguém que tivesse saindo do atrativo.. Apareceu primeiro a van.. pagamos R$ 5,00 Descemos na rodoviária da cidade e dai já aparecem motoboys e taxistas pra te levarem p o centro da cidade... Numa boa, da pra ir a pé pro centro.. tipo uns 20min + ou - dependendo do passo e vontade rsrs Mas como não sabíamos... o taxista queria R$ 15,00.. no fim nos levou por R$ 10,00... Aaai começou a florecer meu ser negociador Pousadas: Não fomos com nada marcado. Geralmente o que aparece na internet é mais caro. Por isso prefiro chegar no lugar e averiguar com o próprio pessoal da cidade. Nessa o taxista nos levou a uma que seria barata. Cobrou R$ 20,00 cada um, quarto tripo e ventilador... O lugar tava um foooornooo.. não rolava.. n sou chegada a um ar condicionado, mas assim não davaaa.. Mas a senhora é super gentil, a pousadinha estava cheia e o quarto que tinha sobrado foi esse... No fim das contas paramos na pousadinha Portal da Chapada que é bem simples, o pessoal lá são umas graças, super tranquilos e sorridentes..rs No inicio queriam a tabela das pousadas lá que é em alta temporada de R$ 50,00.. dai conversando.. negociando...rs O preço baixou para R$ 30,00 a diária cada um, quarto triplo com ar condicionado e banheiro interno.. ficaríamos ali duas noites... Tinha festa na cidade, então curtimos um pouco da noite da cidade. Comida não é cara... preço normal... Passeios: Lá em Carolina tem empresas de turismo caso vc queira algo mais seguro. Mas como a grana não estava longa optei em tentar chegar em algum lugar por conta. Tem também carros particulares hilux que levam grupos para passeios... O que pode valer a pena se conseguir negociar, pois os valores podem ir de R$ 350,00 a R$ 700 para te levar ao mesmo atrativo.. Valor dividido entre todos... Então apareceu um cara querendo 450.. depois baixou pra 350.. o que ficaria 70 reais para cada..isso tendo que ir apertada no banco... E lá vai eu arriscar alto. Não topei essa, disse que tentaria ir por conta... Na manhã seguinte pegamos fomos andando para a rodoviária e pegamos uma van R$ 15,00 para Riachão... O lugar não foi nada receptivo com a gente. As pessoas te olham desconfiadas... não curti... Um homem chegou oferecendo para levar ao Poço Azul.. queríamos fazer Poço azul e outro lugar.. o dele era só poço azul, pois para ir ao outro tinha que ser carro com tração. Ele cobrou R$80,00 reais Não acreditei naquilo, pois, somados o valor de ida e volta da van fora a entrada no atrativo daria quase os R$ 70,00 que eu não quis pagar pro cara do aperto da hilux... Quando vi que não teríamos outra alternativa no momento, aceitei pagar o valor que baixou para R$ 70,00, dai pedi uma garrafinha de água de brinde pra cada um..rs pelo menos isso né... Mas olha só, ele só ia nos deixar lá e voltar, pois não poderia deixar a vendinha dele na rodoviária só... Teriamos que ver ainda como voltar. Os motoboys não fariam isso por menos de R$35,00 E eu com dinheiro contado huahuahua... Poço azul vale muito conhecer também. Tem ótimos lugares para banhos... Na volta uma família que estava por lá passeando também nos ofereceu carona... Ou seja gastamos no total 43,00 reais + a entrada que é de R$ 20,00... Uffa!! Tudo deu certo!!! Depois já em Carolina, fomos as margens de um rio que divide ali Tocantins e Maranhão para ver o por do sol. No dia seguinte tínhamos que seguir rumo a São Luis. Conseguimos saber de um busão que teria vaga saindo de Imperatriz. Pois os que passariam por Carolina já estavam cheios. Seguimos para Imperatriz por volta das 13:30h de busão, pagamos uns R$ 20,00. A van é um pouco mais cara R$ 35,00. Chegando lá a gente foi atrás da empresa que teria vagas ainda, mas já eram.. Mas naquele quase mesmo instante duas pessoas tinham desistido da viagem... Sorte para nós!! Uma senhora atrás da gente vendo o ocorrido quase não acreditou reclamando que tinha acabado de ir ali perguntar... Busão de Imperatriz MA/ S.Luis = R$ 90,00 dica: Tem o trem de passageiros da vale, o valor das passagens é bem mais em conta que pegar um busão para S. Luis... Contudo ele tem dias certos pra ir e pra vir... Segue o link com horários, dias e valores... No caso a pessoa estando em Imperatriz ou Carolina, tem que seguir para Açailândia que é onde passa o trem. http://www.vale.com/brasil/PT/business/logistics/railways/trem-passageiros/Paginas/default.aspx Se nã der certo vai no google que vai dar certo huahauhaua Lugares que velem a pena conhecer e não deu tempo: As grutas, passeio que vc pode perguntar lá na Pedra Caída e combinar.. o lugar é de fato lindo e não é caro o passeio.. se não me engano é R$ 40 reais.. algo assim... mas não passa disso. São Romão, Prata e Itapecurizinho ( são lugares que vc conhece num passeio só) Outra coisa que observamos que vale a pena é alugar um carro, na maioria dos atrativos vc chega com carro simples... No aeroporto em Imperatriz vc tem a opção da Localiza. São Luis – Alcantara Amanheceu, chegamos em S. Luis e fomos atrás de informações para ir ao Porto, as linhas de transportes que nos deixaria ali, pois a Dafne estava nos esperando pra conhecer Alcântara, o catamarã sairia ás 8:30.. Como tivemos ainda na rodoviária de Imperatriz um problema com o ar condicionado, foi o tempo suficiente para não a gente não chegar a tempo no porto que fica ao lado do Terminal da Praia Grande... Mas estava tudo certo, como o próximo era só ás 11:30hs, fomos ao Hostel Solar das Pedras(R$35,00) da rua da Palma pois o André resolveu pernoitar nele... Chegando lá encontrei a Suellen outra moça que conheci pelo grupo mochileiros, ela me reconheceu rsrsrs muito bacana essas coisas... Eu e a Dafne falando empolgadas sobre a travessia dos Lençois que queríamos fazer acabamos empolgando outras pessoas ali que nem sabiam que tinha isso...( atravessar parte dos lençóis maranhenses a pé). Comigo e com o André veio o Sérgio. Com a Dafne se juntou mais duas pessoas que começaria a travessia só na segunda feira...A nossa já seria no dia seguinte. Juntou-se a nós mais uma galera boa e fomos as 11:00 para o Porto (fica perto do hostel) rumo a Alcantara.. Aah!! O pessoal do hostel não quis guardar minha mochila Mas tudo bem!! Lá no porto vc paga R$ 1,00 e fica muito bem guardada até por 24hrs... Pisando em Alcantara, vários guias vem atrás com tudo.. rola uma disputa chatinha as vezes de se ver... Mas acabamos aceitando um lá, cobrou R$ 20,00 pro grupo.. ficou então baratíssimo para cada um, estávamos em mais de 5 pessoas. É interessante conhecer lá, saber um pouco da história... lá é pequeno, tem muita ruina.. parece estar esquecido...uma pena.. Barco custa R$ 20,00 pra ir e o mesmo valor pra voltar... no final lanchamos por lá, tem coisa gostosa como bolos, salgados ou peixes e não é caro... Voltamos por volta das 16:30. Valeu muito pegar o pôr do sol do barco. Eu ia dormir na casa de uma amiga de um amigo meu... Mas estava tendo manifestação, dai tava difícil pegar ônibus e o taxi estava me cobrando pra me levar ao bairro quase o valor da diária do hostel... Tentei negociar da mulher abaixar o preço pq só iria ficar ali até as 3:30h da madrugada. (Já estava tudo certo, uma van iria pegar a gente e nos levar até Sangue e de lá pegaríamos uma jardineira para chegar a Santo Amaro). Mas a mulher me indicou um albergue na rua ao lado – eu e uma outra que não queria pagar mais 35 reais fomos lá, mas já não existe... subimos as ruas atrás de hotéis mais baratos.. Ao passar em frente a um senti um cheiro de insenso ( até ai tudo bem). Mas não me senti bem. Deixei a menina á pra ver o preço e fui em outro ao lado que mesmo o cara sendo legal o preço ficou duas vezes o do hostel..hehehhe Voltei ao do cheiro de insenso, e fui ajudar na negociação. Uma senhora de rosto fechado atendia a outra moça, mesmo não curtindo os ares fui lá ajudar a abaixar o preço... Eu toda lá descontraída ( tentando trabalhar meu psicológico, imaginando ser coisa da minha cabeça estar sentindo estranho o lugar).. a mulher se mantinha sem carisma, mas abaixou o preço fazendo por R$ 20,00 (era para eu estar saltitante, né?! Era...) Me aparece no corredor um senhor negro sem camisa, de cabelos brancos andando meio ‘sei lá’ estranho em nossa direção ( cara, assim que vi ele me senti naqueles filmes de suspense..huahuaha), ele não tinha brilho de vida. Me entende? Os olhos dele não tinha brilho...era como dizem por ai ‘ cabuloso’... Dai a senhora grita uma outra pessoa que sai de um quarto ( olha, esse também era estranho, nem um pingo simpático, e também sem brilho. E não. Nem porpurina ajudaria..rsrrss ), ela pede que ele não desfaça um quarto, pois, eu e a outra moça ficaríamos ali. Ele concorda fazendo sinal com a cabeça e sai. Ela nos leva pra conhecer o quarto onde dentro dele havia um outro cômodo a parte que estava com a porta aberta. Noossa!!! Tinha garrafada no chão e velas acesas. Ela meio desconcertada fechou essa porta dizendo que era pra caso a luz acabar... medaaa... olhei para as camas e pensei: se eu deitar ai amanhã não vou consegui me levantar para fazer a travessia... fiz um sinal pra menina- como quem diz “vamos sair vooadaaas daqui”.. agradeci e disse que ia buscar a mochila e até hoje não voltei..hahahha Paguei sorrindo os R$ 30,00 no hostel.. ( a mulher me deu desconto de 5 reais huauahua) Hostel Solar das Pedras em São Luis: http://www.ajsolardaspedras.com.br/ Telefone do Denilson que te busca com a van para levar até Sangue: 8808 9190 ( eu fui com ele) Mas também tem esses outros: Thomas: 8729 3454 ou com final 50 (hehehe a pessoa me passou meio confusa esse numero) Tem ainda uma Tata:3253 3335 Deve ter outros tantos, acredito se um não tiver mais vaga te passe o contato dos outros A travessia combinei com o Biziquinho. Um guia super do bem mesmo. Aqui está o facebook dele e ai tem os numeros dele tb: https://www.facebook.com/biziquinho.lencois?fref=ts O valor: Ele havia cobrado R$ 450,00. Dai dividido por três ficava R$ 150,00. No final já em Santo Amaro nos juntamos a um grupo de franceses, uma canadense e outro brasileiro. Somamos 10 pessoas e saiu R$ 30,00 reais por pessoa em cada dia. Esse valor pode sim sair ainda menor. Importante demais acertar tudo antes de ir, ponto a ponto e possibilidades. Travessia dos Lençóis Maranhenses – Santo Amaro a Canto dos Atins Vou tentar resumir isso aqui pq é muita coisinha e acaba ficando loooongo demais... dai algo que eu tenha pulado é só perguntar... Já estava me comunicando com o Biziquinho um guia suuuper gente fina. Ele quem me passou o numero do moço da van também. O pessoal da jardineira já nos deixou em frente a casa do Biziquinho. Fomos super bem recebidos. Estavamos com fome, já era quase 10hrs e nada de café até ali. O Bizico nos levou a um lugar que olhando vc jura que não tem nada ali.. E que deliciosa surpresa, eles faziam alguns lanches na maior rapidez, ótimos sucos.. O nome não me lembro mais o Biziquinho sabe huahuaha. Como resolvemos nos juntar a um grupo de franceses e a mais uma canadense e brasileiro, resolvemos iniciar a travessia no dia seguinte... O guia então nos levou para conhecer os arredores da Santo Amaro, tomamos banho no rio.. foi bão... Fechamos também de pegar uma jardineira (R$ 10,00 por pessoa) para nos deixar mais adiantados na travessia. Você pode começar desde Santo Amaro, mas chegaríamos já a noite e durante a travessia só rola lanchinhos leves, o sol é forte, a água é só a que levamos, então não rola de ficar andando de barriga vazia... Eu e os dois parceiros estávamos de mochilão pq a nossa viagem iria continuar. Quer dizer só a minha e a do Sérgio. Após a travessia André retornaria a S. Luis para voltar pra casa. Lá vai a gente na coraaagem com essas mochilas pesando entre 8kg e pra lá de 14kg (a minha tinha 12kg). Ôooo LÔCO.. não façam isso. Fazer uma travessia na areia é MUITO diferente numa trilha de terra, pedra... areia fofa, fofa molhada, algumas vezes mais durinha exigem muitooo dos pés, e de todo resto o esforço é triplamente maior. Dica: Lá de São Luis procure despachar sua mochila já pra Barreirinhas que é o próxima parada depois que acabar a travessia. Para melhor saber pergunte ao guia que vc pretende fazer a travessia. Mas lá em Santo Amaro você pode ver com as jardineiras que passam por Canto dos Atins ( final da travessia) E lá você reencontra tuas bagagens. O preço? Não sei... Mas já iniciada a travessia, em nossa primeira pernoite na casa do guia os dois que estavam comigo depois do primeiro dia com as mochilas decidiram despacha-las com uma das alternativas achadas já no meio dos Lençois. Um rapaz as levou de moto até Canto dos Atins, cobrou R$ 40,00 reais de cada. Agora saindo de Santo Amaro não sei quanto fica. Quem sabe mais barato por lá você ter mais alternativas e algum poder de negociação por não estar no meio do deserto e exausto Durante a travessia comum é dormir em redários. O preço médio cobrado fica entre R$ 20 e R$ 25,00 dependendo do lugar. E a refeição também segue nesses valores. Em cada dia fizemos só uma refeição principal. O café da manhã é garantido...simples e beeem vindo Dicas: Umas parecem bem óbvias. Mas de tão lógicas corremos o risco de cometer 'ops' não leve seu mochilão huauahua Leve mochilinha de ataque só com protetor, ou bloqueador; Seus itens de higiene pessoal Lanchinhos, barra de cereal, biscoitinhos, goiabada ( a noite isso é um banquete tb). Kit primeiros socorros Garrafinhas de água ( eu levei duas) No ultimo dia comprei mais uma numa vendinha... Durante toda a travessia usamos a mesma roupa, não vale ficar trocando, afinal cv ta em meio a uma travessia na areia, com vento fortinho por vezes.. Mas leve uma peça a mais de roupa pra emergências..rs nunca se sabe... Cometi um ops... fiz o começo da travessia de short e fiquei com aquela marca linda que custa a sair... só depois fiquei só com o biquíni e outras vezes arrumei a canga de forma a tampar toda a perna. Uma francesa variou entre uma calça de tecido fino e biquíni tb. Hidratante Protetor labial Boné ou chapéu firmes na cabeça pra vc não sir feito doido correndo nas dunas para pega-lo de volta hehehhe A faça de chinelos. Durante a travessia vc fica variando entre ficar descalço e o chinelo. Atravessamos algumas lagoas no percurso, chinelos facilitam essas travessias... Nos três dias de travessia tomamos banho nas lagoas que estavam ótimas pra nadar. Só no último dia que a única chance era super cedo, antes do sol nascer, dai resolvi não entrar rsrsrs Era incrível o sentimento de estar ali em meio aquele deserto, e perceber que o mundo está acontecendo em volta e você rodeado de areia, aves... belezas naturais... distante de tudo. Quando era hora do sol se por nós já estávamos nos alojamentos, dai caminhávamos até as dunas pra lá de cima ver o espetáculo. E era lindo!!! Em nosso último dia acordamos as 3:30 para começar a caminhas ás 4h da madruga. Gente!!!! Foi um dos momentos mais fortes pra mim. Você olhar pro céu completamente estrelado. Depois de um tempo todos apagaram as lanternas, pois a lua mesmo se encarregou de nos iluminar. Vontade não faltou de sentar ali e ficar só apreciando, sentindo aquele ventinho, curtindo o silêncio... me emociono só de lembrar O último dia é o mais cansativo, e o menos belo se posso assim dizer. Caminhamos um pouco entre as dunas rumo ao litoral. Pegamos CHUVA, uma chuva que doía..rs Mas que valeu a pena.. afinal pegamos sol, chuva, areia, lama, céu estrelado, lua ... experiências diversas..hehehhe Pernas duidas, pés acabados, vontade de sentar e ficar ali quieta... Mas não rolava, tínhamos que terminar.. descansamos por minutinhos numa cabana de pescados desabitada, e seguimos.. sabe aquela sensação que tá chegando, você consegue ver o seu objetivo mas nunca chega? Pois é, nesse dia foi o que muito aconteceu..rs Mas CHEGAMOS! Como foi bom! Chegamos em Canto dos Atins. Lá é um restaurante, e de lá vc também pega a jardineira para Barreirinhas. Tem a opção de carro particular que cobra R$ 50,00 e isso se tiver 10 ou 13 pessoas certas de ir Conseguimos ir na jardineira mesmo que é bem mais em conta R$20,00. Obs: nessas vilas eles trabalham com sistema de vagas... uma determinada pessoa do ponto de onde vc vai pegar a van, liga p o motorista, e ele já conta com você deixando sua vaga separada. Quando a van passou o cara tinha 5 vagas. Os franceses estavam num grupo de 6 pessoas e nós já em 3. Foi a gente! De Barreirinhas o André voltou para S. Luis. Eu e o Sérgio seguiríamos rumo ao Parque das Sete cidades ou direto mesmo para Jericoacoara. Funciona assim: De Barreirinhas para Paulinio Neves, sai van só em dois horários, por volta das 8:30 da manhã e outro tanto de vans por volta de 14:00hrs. Chegamos depois das 15hrs, ou seja, já era, só no outro dia. Mas valeu muito, Barreirinhas tem uma boa estrutura, praça e restaurantes bons e preços acessiveis.. Gostei! Melhor, gostamos. Arrumamos uma pousada que a mulher queria R$ 35,00 de cada.. Dai consegui por R$ 30,00 e sem chances pra choradeira de abaixar mais o preço rsrsrs Rumo a Jericoacoara Meu banco é regional de Brasilia, um sacooo pra retirar dinheiro... Não encontrava aqueles caixas 24hrs com todos os bancos. Dai resolvi ir num posto de gasolina e pedir pra passar meu cartão no débito e eles me darem o dinheiro... os donos do posto aceitou cobrando um valor de R$ 20,00.. do jeito que eu estava precisando nem pedi pra abaixar a taxa hahahahha No outro dia seguimos Para Paulino Neves de jardineira pagando R$ 12 reais. Lá em Paulino Neves tem uns carros que cobram R$ 80,00 pra deixar vc em Parnaiba. Mas a próxima jardineira é R$ 8,00 pra Tutóia e de Tutóia para Parnaiba é uns R$ 15,00 reais n mto mais que isso... Momento de decisão: Descer para o Parque das Sete Cidades ou ir direto para Jeri?? É nesse momento em Tutóia que você pode seguir para Delta do Parnaiba ( colado em Tutóia) Ou seguir para Parnaiba e de lá decidir o que fará da vida..rs Eu tinha que decidir ir ao Parque da Sete Cidades conforme planejei ou seguir pra Jeri. Não quis conhecer o Delta do Parnaiba. Depois de tantas dunas e belezas típicas da região, eu já me sentia saciada. Dai fomos rumo a Parnaiba, e lá encontrei caixas 24hrs. Quase chorei de emoção..rsrrs e depois de certa raivinha..pois eles estavam inuteeeis... aff!!! Por conta disso, d adificuldade em retirar dinheiro, resolvi não arriscar indo para o Parque das Sete Cidades  E fiz o sacrifício de seguir direto para Jeri huahuahuha Então vou para Jeri mesmo... Os valores para Camocim ou para Piripiri não passam de R$ 18,00. Um senhor se aproximou falando que morava em Camocim e que nos levaria por R$ 20,00 cada, pois ele já estava indo pra lá mesmo... arriscamos e deu tudo certo! Senhor gente fina, tranquilo no volante. Assim que chegamos em Camocim o próximo bus pra Jeri sairia ás 23hrs e a chegaríamos lá por volta de 1h da madrugada, e como eu não tinha lugar pra ficar ainda e a estadia do Sérgio só começaria mesmo no dia seguinte, resolvemos dormir em Camocim que por sinal é uma gracinha também. Ficamos num hotel de frente pra rodoviária. O mais simples. O valor na tabela era de R$ 30 reais por pessoa e não passava cartão (outro dilema meu na viagem rsrrs). Disse que o Sérgio poderia ficar ali que eu iria procurar outro lugar pra mim... Dai a mulher que não queria baixar o preço fez R$ 20,00 cada huhuuhuhuhuhu pensa como fiquei feliz!! Hahahhaha Compramos a passagem para Jeri pra sair ás 11h da manhã. O valor foi de R$ 20,00, sendo R$ 10,00 era pro busão e restante pra mais uma jardineira que estaria esperando os passageiros da Frectar. Obs: a jardineira é opcional.. Se não quiser a jardineira da Frectar você paga só o valor do busão e lá em Jijoca você pode pegar jardineiras independentes. Jericoacoara Jeri estava com aquele movimento de férias. Mas segundo o Sérgio, era ainda menor que no mês de janeiro. Pooo.. menos de duas horas em Jeri, percebi que 7 dias ali seriam poucos... Assim que você desce da jardineira já vem váaarias pessoas oferecendo estadias e tals. Dai tinha uma pousada simples e um senhor com uma proposta indecente.. calma, calma.. nada disso que pensas..hahaha a proposta era me cobrar R$ 100 a diária seem chaances.. haha eu mesmo dividindo por dois dias ( o tempo que ele teria vago o quarto) com uma senhora que conheci na jardineira ficaria caro para mim. Então resolvi ir atras do que eu sabia que poderia sair mais barato: camping. No último caso aceitaria até redário - de novo - . Fui no hostel suuuuper bacana Jeri Hostel, mas a diária não saíria por menos de R$40,00 por conta da temporada e isso multiplicado por 7 dias era grana demais pra mim. [/url]http://www.jeribrasil.com.br/[/url], lá ainda tem o Tirol tb. Fui então ao Camping Natureza que fica quaaase ao lado do Hostel. Se eu levei barraca? Não. hehehe Cheguei no camping assim hahaha e me cobraram R$ 12,00 a diária hahahhaa fiquei assim e assim Me arrumaram uma barraca e ainda um colchão inflável..uhuhuhu lá tem banheiros e cozinha ainda e a galera e o Natureza ( nome do dono do lugar) são bem especiais. Então ficou assim, metade de mim era camping e metade era hostel rsrsrs a galera que conheci e ficamos em grupo depois estava no hostel. O Rames que cuida tb do hostel é muito bacana mesmo, super astral bom... Não deizei de fazer o passeio para o Paraiso. Comi camarão, comi muita tapioca, bebi minhas caipirinhas... Economizava um pouco aqui e depois me dava o prazer em um prato melhor ou bebidas... Fui ao forró, a padaria que abre só de 2h da madruga até ás 6h comer pão de chocolate e outros ( belisquei..rs), conheci uma galera muito especial, ótimas companhias - isso durante tooooda a viagem. Foi tudo INCRIVEEEEL e sem gastar muuita grana. Ver o pôr do sol bem ao centro da pedra, tendo essa visão ai, só ocorre pelo mês de julho Volta de Fortaleza/Bsb - R$ 200 + taxas. Boooons ventos a nós!!!
  13. Eduardo_Martins

    Rotas das Emoções e travessia Lençois Maranhenses

    Prezados, demorou um pouco, porém segue o relato com fotos da rota das emoções que realizamos em Maio/15 1º dia – Fortaleza a Jericoacoara Transfer pela Fretcar: R$ 105,50 Hostel Jeri Arte R$ 245,00 (duas noites, quarto casal e suíte) Nós pegamos o último ônibus para Jeri, às 18h30, então, chegamos de madrugada por lá. Até tentamos curtir a noite, mas já era bem tarde e estava tudo no fim. 2º dia – Jericoacoara Toyota de linha (pau de arara) para passeio: R$ 15,00 o trecho por pessoa. É o jeito mais barato para se locomover em Jeri, pois elas fazem o trajeto das lagoas e custam 10% do preço do buggy. Fomos para a Lagoa do Paraíso, o principal ponto turístico de Jeri que, no entanto, pertence a Jijoca. No fim de tarde, fomos à Duna do Pôr-do-sol, que fica à esquerda da praia de Jeri. Quando fui pela primeira vez a Jeri, alguns anos atrás, a duna era bem maior e, infelizmente, ela tende a sumir nos próximos anos por conta do vento. 3º dia – Jericoacoara / lagoa de Tatajuba / Camocim à Parnaíba Buggy para Camocim: R$ 210,00 Travessia da balsa de Camocim: R$ 5,00 por pessoa Ônibus para Parnaíba: R$ 30,00 Táxi: R$ 15,00 Pousada das Barcas: R$ 120,00 a diária/casal No dia anterior, conseguimos negociar o buggy com o Jonas (88 9927-4613/8876-1256) para fazer o passeio de Tatajuba e depois nos deixar na balsa para Camocim. Saiu mais caro que ir a Jijoca e pegar um ônibus, porém, pudemos aproveitar o dia na lagoa de Tatajuba e depois emendar para Camocim. Chegamos a Camocim por volta das 13h. Logo que você desce da balsa tem alguns carros para te levar à rodoviária, que cobram R$ 15,00 por pessoa. Achamos caro e fomos na caminhada mesmo (uns 40 minutos). Cansa um pouco por causa do sol e do peso da mochila, mas é sussa. O ônibus para Parnaíba só sai uma vez por dia, às 16h, pela empresa Guanabara. Esse ônibus é bem procurado; demos sorte e pegamos os últimos lugares Chegando a Parnaíba, descemos na rodoviária e já nos informamos de como ir para Tutóia de ônibus, porém, não me recordo dos horários e nome da empresa, nem dos valores que nos informaram. Só tinha um ônibus por dia. Chegando ao hotel, fomos jantar no restaurante na frente da pousada, na margem do rio Parnaíba. A comida era boa e o preço, acessível. Durante o jantar, conhecemos o guia Riba (86 94677259/88870898), que faz passeios pelo Delta. Negociamos com ele para fazer o passeio e já nos deixar em Tutóia (no mapa, Tutóia fica perto dos locais do passeio do Delta). O preço pelo passeio no Delta e o bonde pra Tutóia foi de R$ 420,00 – bem mais do que imaginávamos, mas, se fizéssemos o passeio básico do Delta, que é em torno de R$ 200,00, teríamos que ficar mais um dia em Parnaíba para pegar o ônibus até Tutóia só no próximo dia, e o gasto total ficaria em uns R$ 380,00 + comes e bebes. Futuramente, foi uma ótima escolha, pois ganhamos mais um dia em Atins 4º dia – Parnaíba a Tutóia / Tutóia a Paulino Neves / Paulino Neves a Caburé / Caburé a Atins Mototaxi: R$ 5,00 Passeio/transfer do Delta do Parnaíba até Tutóia: R$ 420,00 Transfer para Paulino Neves, de Toyota de linha: R$ 10,00 Transfer para Caburé, de 4x4: R$ 150,00 Canoa para Atins: R$ 10,00 Pousada do Irmão: R$ 130,00 diária/casal Logo de manhã cedo, às 7h, fomos ao porto de Parnaíba. O ônibus estava demorando e, como tínhamos combinado com o guia, pegamos mototaxi até o porto e começamos o passeio do Delta. Ótimo passeio: a cor do rio, fauna e flora vão mudando conforme você vai chegando perto do delta. É muito bonito. O passeio valeu a pena e depois a carona até Tutóia foi perfeita, porque demos sorte: logo que chegamos ao porto de Tutóia, tinha uma Toyota de linha saindo pra Paulino Neves. Chegamos a Paulino Neves umas 15h e já não tinha transfer. Por fim, nossa única opção para não ter que pernoitar na cidade era ir de 4x4 ou quadriciclo. Optamos pelo 4x4 e chegamos a Caburé, na beira do rio Preguiça, umas 17h. O timing foi perfeito, porque atravessamos o rio no pôr do sol. Para fazer a travessia Caburé-Atins, há lanchas que fazem o trajeto por R$ 60, com duração de 15 minutos, ou você pode pegar uma canoa com um motorzinho, que custa R$ 10 e dura uma hora – é mais demorado, porém, dá para curtir o rio Preguiça. Chegamos a Atins umas 18h e não havíamos reservado nada. Ficamos rodando e tentando negociar nos lugares. A Pousada da Tia Rita é a mais famosa por lá e a mais barata, porém, estava lotada quando fomos. Mesmo assim, ela foi super atenciosa e indicou a Pousada do Irmão, que foi onde acabamos ficando – pelo preço e pela comodidade, além de ser um dos únicos estabelecimentos que aceita cartão. Comemoramos a chegada em Atins com algumas cervejas no Rancharia Bar e encerramos o dia. 5° dia – Atins Passeio para lagoas: R$ 30,00 por pessoa A Pousada do Irmão faz passeios também e, quando estávamos tomando café da manhã, um grupo estava fechando um passeio que inclui Cachoeira do Bonzinho, Lagoa Guajiru e Lagoa 7 Mulheres, com parada no Restaurante do Antônio – na verdade, você pode optar entre ele e o famoso da Dona Luzia. A Cachoeira do Bonzinho é sensacional; uma cachoeira nos lençóis e de frente para o mar já diz tudo. A lagoa Guajiru também é muito bonita, e foi onde tivemos o primeiro contato com as lagoas dos lençóis. Depois, fomos ao restaurante do Antônio comer o famoso camarão no urucum. Nunca comi nada com esse sabor e tempero, é delicioso, e o Antônio é super amigável. Camarão do Antônio é parada obrigatória. Depois, fomos ver pôr do sol na Lagoa 7 mulheres e retornamos à pousada. Ainda cedo, tomamos uma Heineken (R$ 6,00) gelada no italiano que fica em frente à pousada da Tia Rita, tomamos banho e fomos jantar no restaurante Céu Aberto, que fica a distância de uma caminhada de 10/15 minutos. Nesse jantar, descobrimos que um prato para dois é o suficiente – no geral, os lugares cobram R$ 25,00 o prato de frutos do mar e todos são bem servidos para duas pessoas. 6º dia – Atins Fomos aproveitar o dia na praia, que surpreendeu. Quando a maré enche, formam-se várias lagoas, é simplesmente incrível. Além disso, o mar se funde com o rio Preguiça e forma uma praia de outro mundo. Logo que chegamos à praia achávamos que não havia infraestrutura no local, mas há alguns “quiosques”. Ficamos na Cabana, de um casal local super bacana que oferece preços bons com direito a redes, cerveja e petiscos. 7º dia – Começo da travessia - Atins à Canto de Atins Rede e café da manhã: R$ 25 por pessoa Guia Chico: R$ 200,00 Combinamos com o nosso guia, Chico, de sair às 16h para o Canto de Atins no Antônio, já que tínhamos o dia todo para aproveitar. Antes mesmo de tomar café, arrumamos as mochilas e conversamos com o Irmão para mandá-las ao restaurante do Antônio com algum carro de passeio que fosse para lá. Aproveitamos nossa última manhã na praia e fizemos um passeio até o banco de areia que se forma na maré baixa. Na verdade, é um banco de conchinhas, portanto, vá de chinelo que descalço machuca o pé. Finalmente, no fim de tarde, começou a nossa aventura. Nessa primeira parte o trajeto é tranquilo, são apenas seis quilômetros. Chegamos ao Antônio de noite e, sem pensar, já pedimos o camarão novamente. Depois, pernoitamos nas redes que tem do lado restaurante – foi a primeira noite dormindo em rede. 8º dia – Atins a Baixada Grande Acordamos de madrugada, umas 3h, tomamos um café da manhã bem simples que estava incluso no nosso pernoite no Antônio e bora andar 28 quilômetros. Esse primeiro trecho da travessia dos lençóis é um pouco puxado. O ideal é levar pouco peso (tem a opção de enviar as malas até Santo Amaro via Toyota de linha) e caminhar o máximo possível quando o sol ainda está baixo, porém, parando e aproveitando as lagoas. A paisagem e as lagoas são muito bonitas. As 16h e depois de várias horas de caminhada, avistamos um oásis que era Baixa Grande. Ufa! Baixa Grande é um paraíso, uma família que mora em um oásis no meio dos lençóis. Nosso guia já tinha avisado que íamos chegar para almoçar, então, foi chegar, fazer um prato gigante (arroz, feijão, macarrão, farinha e galinhada) e, depois, tirar uma pestana na rede. Depois da comida e devido descanso pudemos curtir um pouco da Baixa e de seus habitantes: ficamos jogando sinuca, tomando cervejinhas e a tiquira (famosa cachaça local, de mandioca “braba”). No final, dormimos na rede novamente. 9º dia – Baixada Grande a Queimada dos Britos Rede, almoço e café da manhã: R$ 50,00 por pessoa Nesse dia, não precisamos nos preocupar em madrugar, já que o trajeto era curto, de apenas 9 quilômetros – comparando com o dia anterior é bem mais sussa. Enfim, saímos já era mais de meio dia, dispostos e usufruindo muito mais. Esse trajeto fica no coração dos Lençóis. É onde você vai encontrar uma beleza ímpar, com lagoas e dunas indescritíveis. A água é por ora azul, turquesa, transparente, verde esmeralda... Fizemos esse trajeto em seis horas, pois tentamos curtir ao máximo. No pôr do sol, chegamos ao segundo oásis, a Queimada dos Britos. A Queimada já é um “vilarejo”, pois lá moram três famílias. Foi onde conhecemos o seu Brito, um dos fundadores do vilarejo. Ele nos contou muito sobre como saiu da seca do Ceará com sua família 30 anos atrás e foi parar na Queimada. Esse final da tarde foi de muito bate-papo com seu Brito, carteado e várias cervejas geladas. Sim, no seu Brito tem gerador e breja trincando (R$ 6 a garrafa de 600ml). Final da noite foi aquele super prato e rede novamente. 10º – Queimada dos Britos a Betânia / Betânia a Santo Amaro Acordamos às 3h da manhã, tomamos café da manhã e partimos para a pernada. Esse trecho tem cerca de 22 quilômetros, porém, não é tão bonito quanto o anterior. A areia das dunas é bem fina e clara e, com o nascer do sol, as dunas brancas parecem feitas de neve. Como já era o quarto dia de caminhada, o corpo estava adaptado: levamos mochilas mais leves e estabelecemos alguns parâmetros (quando o ritmo da caminhada começava a cair, a gente parava, dava um mergulho, comia alguma coisa e voltava para pernada). Com isso, fizemos esse trecho em mais ou menos 8 horas. Chegamos à lagoa da Betânia ao meio dia. Fizemos uma parada para o almoço, tomamos algumas cervejas e tiquiras com o nosso guia, e partimos pra Santo Amaro. Chegando lá, optamos pela pousada Rancho das Dunas, por ser a única que aceitava cartão e estarmos sem dinheiro vivo, mas é possível encontrar pousadas mais em conta. Exaustos da caminhada e com a grana curta, acabamos não fazendo nenhum passeio em Santo Amaro, mas pudemos desfrutar do rio Alegre, que está localizado do lado da pousada. 11º dia – Santo Amaro a São Luís Transfer de Toyota de linha até Sangue: R$ 10,00 Transfer de van: R$ 20,00 Pousada Portas da Amazônia: R$ 118,00/diária Saímos por volta do meio dia para São Luís, pegamos a Toyota de linha até Sangue e depois uma van até São Luís. Esse trajeto demora umas 3 horas e não tem nada de interessante. A van nos deixou na pousada no centro de São Luís. Essa, com certeza, é a pousada em que os turistas mais se hospedam – pelo menos todos os que cruzamos na viagem e que estavam indo pra São Luís também. Acho que deve ser pelo fato de ela parecer super rústica e ficar no centro da cidade, mas não vale o preço: está super descuidada e o atendimento também é ruim. Mas, de qualquer forma, valeu por dois motivos: para conhecermos o centro da cidade (que, por sinal também está “abandonado”) e a pizzaria anexa à pousada (melhor que muita pizza de São Paulo). 12º - São Luis Esse foi, finalmente, o nosso dia de compras. Além de lembrancinhas, fomos ao mercado do peixe e compramos camarão e pescada amarela (frescos e baratinho), tucupi, camarão salgado, pimentas, adereços e isopor para o camarão e o peixe (congelamos, vedamos o isopor e despachamos como bagagem; após mais de 10 horas de viagem, chegou congelado em casa). De tarde, atravessamos a ponte, a lagoa Jansen e fomos conhecer a praia da Beira-Mar. Caminhamos até o restaurante cabana do sol por mais ou menos seis quilômetros. Nesse trajeto inteiro a praia é feia, suja e poluída. Não recomendo nem um mergulho. A tarde foi de almoço, pestana e volta para a terra da garoa Obs: Total da viagem com algumas regalias R$1200,00 por cabeça, porém sem contar restaurantes e drinks Dicas para a travessia: 1. Carregar pouco peso na mochila. Cada grama vai pesar uns 30 quilos no primeiro trajeto de 28 quilômetros 2. Levar Clorin. A água de lá é limpa, porém, pode dar um piriri e você não quer passar por isso no meio das dunas 3. Usar um bom calçado, um Timberland ou algo do gênero. Eu fui de papete e meia, e foi bom porque a meia impede a areia na papete. Nos últimos dias, fui de havaianas (deu bolha) 4. Use protetor, muito protetor. 5. Para comer, leve apenas bolacha e umas frutas 6. Use roupas leves e boné 7. Bermuda de pressão é um bom negócio também, porque pode molhar e não entra areia = sem assaduras 8. Leve esparadrapo para bolhas, caso você encare chinelo de dedo
  14. E ai galera! Mais uma viagem irada! O Brasil realmente é lindíssimo! Pelo que pesquisei aqui nos mochileiros, tem muita informação legal da Chapada das Mesas e dos Lençóis Maranhenses. Mesmo assim, resolvi fazer o relato, pois pode ajudar alguém. Rsrsrs Nossa viagem foi do dia 13 a 29 de junho de 2015. Vou anexar uma planilha de gastos detalhada, pra galera já ter uma idéia. Os preços foram negociados e chorados com todos os estabelecimentos/guias. Logo, eles são um parâmetro... Pode ser que os locais tenham parado de dar descontos. hehehehe Dia 1: Ida RJ x Imperatriz 13/06 Voo R$ 108,95 (com taxas) – GOL. Estávamos na dúvida sobre alugar um carro ou ir de ônibus, como a locação saia por R$ 58,00/dia com km livre, alugamos um. Veja com sua seguradora de veículo/residência o convênio com a locadora... Pode encontrar preços maravilhosos que te poupam pesquisas. Hehehe Chegamos no voo noturno e cogitamos pegar o carro e partir, mas achamos prudente ficar em Imperatriz. Ficamos em La Bella Hotel – Rua Leoncio Pires Dourado, 900 por R$ 40,00/pessoa com café da manhã. Este hotel é funcional. Hotel funcional = limpeza aceitável, ar condicionado e café da manhã aceitável hehehehe Dia 2 - 14/06 – Imperatriz x Carolina A estrada é boa e chegamos à Carolina sem problema. Como demoramos a sair da cidade, chegamos meio tarde e não fizemos nenhum passeio, ainda mais que fui brincar de rally e judiei do carro na trilha pro riachão. Hahaha lá é praticamente impossível ir de carro de passeio, tanto pelo percurso (areal forte) quanto pelas diversas bifurcações. Neste primeiro dia, sugiro ir ao Dodo (que é de acesso fácil) e aproveitar o dia de chegada lá. Ficamos na pousada Morro do Chapéu em Carolina. Pousadinha funcional e um ótimo pão de queijo no café da manhã. Café bem simplesinho. O preço foi maravilhoso. R$ 40,00/pessoa. Conhecemos o guia Nivaldo, que recomendo para tudo!! O cara é sensacional e, quando não podia fazer os passeios com a gente, rodava a cidade atrás de pessoas que pudessem nos levar aos atrativos. Fora que nos ajudou junto com o pastor a correr atrás de mecânicos para arrumar o carro. hehehehe Nivaldo – (99) 98244-7937 ou (99) 99145-3840. Dia 3 – 15/06 – Complexo Pedra Caída O Complexo é gigante e caro. Felizmente, como somos estudantes, pagamos metade para visitar as grutas e cachoeiras!  Só não paga metade nos esportes de aventura (tirolesa – R$ 80,00/pessoa) e teleférico (R$50,00/pessoa). Vale a ida sim, apesar do preço. Rsrsrs Pra voltar, pegamos carona com o ônibus que leva os funcionários pra Carolina. Hehehe Dia 4 – 16/06 – Cachoeira do Prata e São Romão Fechamos com a agência Torre da Lua por R$ 180,00/pessoa no dinheiro. O passeio é irado (atrás da cachoeira então... show!) e só de 4x4 e sabendo o percurso, porque tem várias bifurcações e é muito fácil se perder se não conhecer. A entrada custou R$ 10,00/pessoa para o Rio da Prata e R$ 20,00/pessoa para a São Romão. Almoço foi na cachoeira São Romão, reservando com a agência com antecedência. Saboroso e com fartura. Na volta, passamos no portal da chapada, pois ainda tínhamos tempo e vimos o por do sol. Para chegar lá sem guia, é fácil no sentido contrário a Carolina, pois é visível da estrada, depois é só pegar a primeira à esquerda (o carro fica parado perto da estrada mesmo, depois basta subir uma trilha leve de areia). Fiz outra anotação na estrada sentido Carolina, mas perdi o KM certo para se pegar essa entrada para o portal. Jantamos no lanche central e pegamos o carro. O jantar foi muito bom! R$ 15,00/pessoa. Dia 5 – 17/06 – Poço Azul, Cachoeira Santa Bárbara e Poço Encantado Este passeio fica sentido Balsas, longe de Carolina. A agência cobra R$ 180,00/pessoa, mas é possível ir de carro sem problema, com exceção do trecho Poço Azul ao Poço Encantado que é necessário ir de carro alto (areal). Para chegar lá, basta seguir a estrada sentido Balsas e virar à esquerda depois que vir uma Caixa D’água gigante da estrada mesmo (é sinalizado no sentido Balsas x Carolina, só atenção para não perder a entrada). A entrada foi R$ 15,00/pessoa (com desconto estudante) e vale muito a pena! Almoçamos (R$ 20,00/pessoa) lá mesmo e jantamos por lá (comida da galera que trabalhava lá R$ 10,00/pessoa)... O carro enguiçou e voltamos rebocados. Hahaha Dia 6 e 7 – 18/06 – Imperatriz x São Luis x Santo Amaro – Passeio Lagoas Murici, Andorinhas e Gaivota + Betânia Como estávamos sem carro, ficamos limitado no deslocamento e aguardando o táxi da locadora chegar... Aproveitamos pra descansar. Hehehe Poderíamos ter ido à cachoeira irmãs gêmeas, mas deixamos para lá. rsrs O vôo Imperatiz x São Luis – 18/06 – R$ 128,25 (com taxas) – GOL Chegamos à noite, no voo das 23h30 e esperamos a van passar às 3h no aeroporto para nos levar a Sangue. A van que nos pegou foi a do Thomaz (98) 98836-4099 que cobrou R$ 40,00/pessoa e de lá uma jardineira nos levou até Santo Amaro por R$ 20,00/pessoa. Este percurso pula pra caramba e é bem desconfortável. Rsrs Assim que chegamos a casa da Dona Marineide, 2 casais estavam com passeio contratado e embarcamos nessa com eles pra conhecer as lagoas o dia todo por R$ 50,00/pessoa. Passamos pelas lagoas Murici, Andorinhas e Gaivota + Betânia. Valeu muito a pena, ao comparar com Barreirinhas. Rsrs Pousada São José (Dona Marineide - dona da pousada) 98 3369 1074 e cel. 98844 7651 a OI funciona bem TIM e VIVO, não. Almoçamos no Vilarejo de Betânia por R$ 35,00/pessoa e jantamos pizza na Pizzaria do Gordo por R$ 21,00/pessoa. Dia 8 – 20/06 - Santo Amaro - Lagoas da Cabra, Vassouras e Vitória Fechamos com o Guia Tourinho (98) 99913-3103 pra conhecer as Lagoas da Cabra, Vassouras e Vitória. São iradas e valem também o passeio. R$ 85,00/pessoa. Passeio de meio dia. Almoçamos e jantamos na pousada Agua doce por R$ 31,00/pessoa – comida boa. Dia 9 – 21/06 - Santo Amaro x Queimada dos Britos Iniciamos a travessia até Atins. O Tourinho passou a condução pro seu sobrinho pra poder pegar uma outra galera que pagasse mais. Apesar de não ver problema, ele foi pouco profissional porque atrasou bastante do horário previsto... Pra começar a trilha um pouco mais adiantada, ele cobrou R$ 20,00/pessoa pra levar de quadriciclo até o início das dunas. O guia Tico é um garoto tranquilo e nos levou normalmente pelos lugares. A Dona Maria, na Queimada dos Britos era a mãe dele. Muito receptiva e atenciosa. Passamos por locais lindíssimos! O melhor roteiro dos Lençóis está entre Santo Amaro e a Queimada dos Britos. Valeu muito a pena. Como ficamos morgados de andar por cima e baixo de duna, cortamos uma perna do tour para ir de quadriciclo até Atins. Ganhamos um dia com isso, fora que a caminhada pela praia não tem nenhuma graça (somos cariocas, aqui já tem praias mais bonitas que aquela parte do Maranhão) hehehehe. Diária do guia: R$ 75,00/pessoa. Aluguel quadriciclo – R$ 100,00/pessoa. Hospedagem e refeição na Dona Maria R$ 75,00/pessoa. Dormimos na rede da Dona Maria neste dia. Dia 10 – 22/06 – Queimada dos Britos x Atins Em Atins, fomos à Pousada do Irmão. Lá é bem aconchegante e bonito. A cidade é praticamente uma rua pequena e agradável. A diária que conseguimos foi R$ 60,00/pessoa com ar condicionado. Almoçamos lá por R$ 35,00/pessoa. Chegamos a Atins e só deu tempo de ver a revoada dos guarás (R$ 32,00/pessoa). Em tese, eles passam pelo ponto que a princípio observaríamos... Mas, passaram alguns poucos lá... Desperdício de dinheiro. Rsrsrs Jantamos e almoçamos na pousada do irmão que tem uma cozinha que faz pratos bem saborosos. O valor foi de R$ 35,00/pessoa. Dia 11 - 23/06 – Atins – Lagoa do Atins Para conhecer um pouco da região, fizemos o passeio pelas Lagoas do Atins que são legais, mas nada se comparava mais a Santo Amaro. Rsrsrs Estas lagoas ficam a 3km dos restaurantes mais famosos de Atins da D. Luzia e Sr. Antonio (irmão e concorrente dela rsrs). Também são bonitas, mas... começamos pelo melhor... O resto já não tinha mais graça. Rsrsrsrs Depois do passeio de meio dia, almoçamos os famosos camarões, que realmente são bem suculentos. Jantamos no irmão pobre (antiga pousada do irmão). Hehehehe R$ 15,00/pessoa. Depois que fizemos tudo que tinha pra fazer em Atins, resolvemos partir no dia seguinte. Achei os passeios em atins bem básicos ao comparar com Santo Amaro. O Irmão dá a estrutura toda, mas nada se compara a Santo Amaro. Dia 12 – 24/06 - Passeio Mandacarú, Vassouras e transfer até Caburé Resolvemos partir de Atins rumo ao Delta do Parnaíba (no lado do Maranhão somente) e fizemos o passeio que faltava da região: Mandacarú, Vassouras e caburé. Em Mandacaru você vai ao Mirante da Marinha, uma espécie de farol (só isso) e em Vassouras foi a parte mais divertida deste passeio, pois tem vários macacos engraçados e famintos. Hehehe Além disso, há várias mini lagoas (mini lençóis) também que se pode passar tempo. Já, Caburé é a praia que decidimos não ficar. Este passeio saiu por R$ 80,00/pessoa. Se não fosse realizar o transfer, confesso que dispensaria conhecer esses lugares. rsrs O barqueiro que nos levou falou que podíamos chegar a Paulino Neves de quadriciclo (30min) e foi o que fizemos. Alugamos um quadriciclo pra pilotar até lá e o outro cara foi na frente... Vou te falar que foi bem divertido!! Os caras corriam pra caramba e tinham alguns obstáculos... hehehehe Não tenho contato do barqueiro. Ele é primo da esposa do Irmão, então eles arrumam lá o contato dele se for necessário. Jantamos já em Tutóia – MA, região que tem saída para os passeios do Delta pelo Maranhão. Dia 13 – 25/06 – Tutóia – Passeio pelo Delta Ficamos hospedados na pousada Embarcação, na praia, que é uma pousada funcional. Fechamos por R$ 40,00/pessoa com ar condicionado. Fizemos o passeio pela pousada Baluarte pelo Delta por R$ 75,00/pessoa. O passeio foi interessante e o por do sol foi espetacular. A revoada dos Guarás realmente foi também impressionante e valeu a pena! Na volta, jantar no espeto do Johny (muito bom por sinal!) e depois dormir pra pegar o retorno pra Barreirinhas. Dia 14 – 26/06 – Tutóia x Barreirinhas Como nosso voo de retorno era de São Luis, fomos conhecer a “famosa” Barreirinhas, principal cidade para os Lençóis Maranhenses. Pegamos uma van que vai direto pra lá, saindo de perto do porto (vários transportes são encontrados ali). A dona da pousada nos levou ao local de saída.  Ficamos hospedados na pousada Vitória do Lopes, indicação do motorista por R$ 40,00/pessoa. A pousada fica bem localizada (perto da rua do Rio) e é arrumadinha, além de ser funcional. Lá os passeios são de parte do dia (manhã ou tarde) e possuem valores separados. Fechamos o passeio das lagoas Azul, da Paz e da Preguiça na Alternativa Turismo por R$ 60,00/pessoa. A parte alta do passeio foi o carro “anfíbio” que entrava em área alagada! Bem emocionante!! Quanto às lagoas, nada mais se comparava a Santo Amaro... rsrsrs Na rua do Rio tem vários restaurantes e opções, não muito baratas, mas aceitáveis. Comemos no gaúcho (razoável) no almoço e jantamos no Feijão de Corda (muito bom). Dia 15 – 27/06 – Barreirinhas x São Luis Voltamos de táxi pela cooperativa (atrás da rua do Rio) que faz o transfer Barreirinhas x São Luis por R$ 60,00/pessoa. Apesar de caro, acho que foi uma boa opção, pois já está incluído buscar e levar à pousada/hotel, o que economiza o deslocamento com bagagem até rodoviárias e depois outros transportes. Ficamos hospedados no Hotel Nobile Inn São Luís por R$ 65,00/pessoa a diária. O preço era promocional de fim de semana. Neste dia fomos ao são joão do Ipem, que é uma festa junina tradicional da região com danças locais. Legalzinho. Rsrsrs Dia 16 – 28/06 – São Luis Resolvemos conhecer o centro histórico de São Luis, pois o planejado inicialmente seria ir pra Alcântara, mas lá é bem peculiar... O barco só sai com maré cheia. Entenda-se maré cheia quando tem água!! Vimos um barco lá literalmente na areia. A maré baixa seca o cais. Então, tentamos ir aos museus (fechados no domingo, apesar de aparecer no guia de turismo que abriria...) e rodamos por alguns artesanatos por lá. Já desacelerando da viagem... Dia 17 – 29/06 – São Luis x Rio de Janeiro Voltamos no voo da TAM por 10 mil milhas que estavam expirando, R$ 24,64 (taxa de embarque). O preço do voo estava uns R$ 120,00, infelizmente as milhas estavam quase expirando... rsrs Infelizmente o relato inicial com mais detalhes foi perdido... Droga né? Rsrs Abraços e até a próxima! Custo viagem_MA.xlsx
  15. Bom, esse relato foi escrito pelo meu marido, que se empolgou em relatar essa viagem que fizemos em julho de 2013 enquanto eu escrevia outro relato (da nossa viagem mais recente). Não teve jeito de convencê-lo a fazer um perfil de usuário para publicá-lo, então estou publicando, do jeito que ele escreveu e com as fotos que ele escolheu. Apesar de algumas informações poderem estar um pouco defasadas, queríamos motivar as pessoas que pensam em conhecer os Lençóis Maranhenses, a irem mesmo! É um cenário paradisíaco, um lugar único e mágico, e com um astral maravilhoso. A única coisa a observar é o período ideal, em especial julho e agosto. Antes disso, há o período das chuvas, que é imprescindível para a formação das lagoas. E no início do ano, antes da época das chuvas, as lagoas já estão praticamente secas, então se caminha bastaaaaante nas dunas até chegar em uma ou outra mísera lagoinha. As únicas pessoas que vimos falando que não gostaram dos Lençóis, foram em janeiro ou fevereiro. Feita a introdução, segue o relato. MA – Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e Atins) e São Luís Relato da nossa viagem de 10 dias ao Maranhão em julho de 2013. Em primeiro lugar, um lugar lindo demais, nunca vi nada parecido. Se você tem vontade de conhecer esse paraíso, a palavra é uma só: Vá! O roteiro: Optamos por ir direto aos lençóis, depois conhecer a capital para descansar (sim, férias também inclui descanso), então pegamos o vôo Porto Alegre- São Luís cedinho, descemos no aeroporto às 13 e pegamos um táxi até a rodoviária, que é pertinho (R$20). Compramos com antecedência, pela internet (viação cisne branco) a passagem de bus para Barreirinhas (R$28) 14 às 18:30. Dia 1: Chegando em Barreirinhas, o ônibus larga em uma praça central bem perto da pousada. Check-in na pousada Vitória do Lopes, reservada pelo booking, ótima relação custo-benefício. Já marcamos os passeios pela pousada mesmo (não há como ir por conta, só os 4x4 chegam lá). Pertinho do centro, caminhamos para um reconhecimento. O centro na beira do rio é uma graça, com um deck onde estão os restaurantes, artesanato, etc. Como nos lençóis não há estrutura nenhuma, fomos ao mercado comprar bastante água e lanche para levar. Depois, cervejinha, jantar e cama. Dia 2: Passeio da Lagoa Azul (R$50). Os passeios das lagoas podem ser feitos pela manhã ou tarde. Optamos pela tarde, pois não queríamos acordar cedão nem fazer a volta das caminhadas (lá se caminha muito nas dunas) no sol do meio-dia. Além disso, você pega o pôr-do-sol nas dunas, que é lindo. Almoçamos no centro e partimos (eles pegam na pousada mesmo), uns 45min de trajeto quicando feito bola de paddle em cima daquela caçamba, e chegamos. Sobe uma duna e tem a primeira visão de tirar o fôlego: é lindo DEMAIS. Aquele deserto de dunas, e entre elas as lagoas, azuis, verdes, cristalinas...nossa. Muito banho e caminhadas até a hora do pôr-do sol. O primeiro dia foi maravilhoso, à noite, centro, jantar, cervejinha (os restaurantes são todos parecidos, alguns um pouco mais caros, outros bem baratos, mas todos os dias comemos bem gastando pouco, entre 20 e 30 reais a refeição para o casal). Dia 3: Passeio da Lagoa Bonita (R$60): Pela manhã, fomos ao centro, visitamos lojinha de artesanato, molhamos os pés na praia do rio preguiças (ao lado do cais tem uma prainha de rio) e almoçamos no Restaurante do Gaúcho. Pontualmente lá estava a 4x4 na pousada para no levar, à tarde, na lagoa Bonita. Trajeto um pouco mais longo, 55min de muito sacolejo. Quando chegamos, o guia mostrou o caminho: era preciso subir uma duna enorme e bem inclinada, tanto que existe uma corda para auxiliar na subida. Subimos e...é indescritível. A beleza é ainda maior que a do dia anterior. Fantástico MESMO, dunas e lagoas, cristalinas. A partir daí, é passear pelas lagoas, tomar banho, até a hora do pôr-do-sol, de beleza ímpar. À noite, jantamos na pizzaria do centrinho, chopinho e cama. Dia 4: Passeio de quadriciclo (R$280 para o casal): isso foi muito legal, esse passeio dura o dia todo. Começa de manhã e só retorna à noite. É na região chamada de pequenos lençóis, onde é permitido rodar nas dunas. O quadriciclo é supersimples de dirigir, e as paisagens são lindas. Passamos por fazendas, rios, muitas dunas e lagoas, paradas para banho, até chegar ao mar. Parada para almoço, depois começamos a volta, paramos nos povoados do caminho para conhecer, belos pontos para fotos, enfim, é um passeio imperdível, nós amamos. À noite estávamos mortos, comemos tapiocas no centro e depois, cama. Dia 5: Passeio de voadeira (R$60) e ida para Atins: esse é o dia de se despedir de Barreirinhas e ir para o povoado de Atins, praticamente dentro do Parque Nacional. Estudamos várias formas de ir até lá, e achamos melhor unir o passeio de voadeira (lancha turística local, um passeio pelo rio preguiças que vai passando pelos povoados de Mandacaru e Vassouras, até chegar a praia de Caburé para almoço e passar o resto do dia) com o deslocamento. O passeio é bem turístico, conhece-se os povoados ribeirinhos, o farol de Mandacaru, se alimenta os macacos em Vassouras, e chega em Caburé. Pagamos 50 mangos para o guia nos largar em Atins enquanto o pessoal do passeio continuava em Caburé, fica a uns 10 min de navegação. Nos deixou em uma beira de estrada de terra e disse: é por ali. Hehe, assim começa o desapego total à civilização. Caminhamos uns minutos por uma trilha, até chegar à “rua principal” de Atins, já avistamos a pousada da tia Rita, que conhecemos aqui pelo mochileiros. Tínhamos telefonado pra ela de Barreirinhas, e ela já nos esperava, fizemos um check-in, a pousada é bem domiciliar, sem água quente (acho que nenhuma tem isso em Atins) e partimos para um reconhecimento. Sol a pino, meio da tarde, fomos à praia que fica bem pertinho da pousada. Linda praia, deserta, encontro de rio com o mar, curtimos o resto do dia ali mesmo, lugar mágico. À noite jantamos na tia Rita, ela tem um forno a lenha, e um dos guias (e os filhos dela também são guias) fez um rodízio de pizzas saboroso, pagamos 15 ou 20 reais por pessoa para comer à vontade. Nos fundos da pousada tem redes para um descanso enquanto o reggae toca e o cheirinho de pizza vem até as narinas. Perfeito. Dia 6: Passeio para os lençóis de Atins. É até diferente acordar nesse lugar tão longínquo de tudo, o marido da tia Rita faz tapiocas quentinhas no café da manhã. Pegamos um guia que cobrou R$ 30 por pessoa para levar e passar o dia nos lençóis, parando para almoço no famoso camarões do Antônio. Ele levou a gente e mais três pessoas de outra pousada, o primeiro pedaço é de barco, uma meia hora de navegação, depois caminhada. Belas paisagens. Tudo vai mudando, desde a paisagem de beira de praia, passa por algo parecido com uma caatinga, até chegar ao deserto de areia. Quando avistamos as primeiras lagoas, o impacto foi o mesmo: é lindíssimo, porém, sem as hordas de turistas de Barreirinhas. As lagoas eram SÓ NOSSAS. Que coisa espetacular, aquele cenário, aquela beleza, e tudo aquilo só pra nós. Muito banho, abriu o apetite, fomos ao Antônio. Gente, mas o que é aquele camarão? Enoooormes e com um tempero maravilhoso, recomendo muito. Passamos o dia lá, à tardinha caminhamos pelo vilarejo, não tem muita coisa, uma escola, um postinho de saúde que tem médico "quase toda quarta-feira" (nosso Brasil) ruas de areia... na frente da tia Rita tem um restaurante, comemos um PF (baratinho e bem satisfatório) e fomos à cama. Dia 7: Neste dia fomos à praia pela manhã, curtimos aquela linda praia, e o almoço foi no barzinho/restaurante na frente da pousada da Rita (PF gostoso e barato de novo). Na tarde fomos dar uma caminhada no lugar que eles chamam de Igarapé, um riacho extenso que vai atravessando o mato até desaguar no rio. A caminhada no mato é legal, gostamos desses programas de índio, dá pra simplesmente parar e ficar dentro da água, riacho rasinho, sentindo a correnteza suave, curtindo a natureza, o barulho do mato, os bichos, enfim, sentir o tempo passar de uma maneira muito diferente do que na cidade grande. Depois do pôr-do-sol atrás das árvores, voltamos para a pousada para um banho e mais um rodízio de pizzas no forno a lenha da tia Rita. Era nossa última noite em Atins, aí começaram algumas curiosidades sobre como ir embora desse lugar... Dia 8: Íamos para São Luís. Durante o café-da-manhã, conversamos com um casal de uruguaios preocupados porque o seu transporte não apareceu. Lá é assim: quando você chega, já marque o transporte de volta para Barreirinhas, seja de 4x4 ou de voadeira. Nós marcamos de 4x4, mas ficamos com receio, pois esse casal também havia marcado (um horário anterior ao nosso) e os caras não apareceram. A tia Rita disse que eles acharam pouca gente, como era domingo, não valia a pena ir atééééé Barreirinhas com pouca gente...BEI ! como assim? O casal tinha passagem de avião comprada, estavam a ponto de perder o vôo...E agora? Bom, mas eles conseguiram algum transporte depois, na nossa hora o transporte estava lá. Que horror pessoal, é gente saindo pelo ladrão, motorista muito locão subindo dunas pelas beiradas, olha, o retorno foi com emoção, mais de uma hora de trancos. Conseguimos pegar nosso ônibus de volta para São Luís, já tínhamos comprado passagem antes de ir a Atins. O transfer nos deixou na porta do hotel de São Luís e custou R$40 por cabeça. Check-in feito no hotel Brisamar umas 20h. Bem localizado em Ponta da Areia, bairro nobre, orla, banho quente, piscina, de volta à civilização, ok? Ok, precisávamos sair pra jantar. Pergunto pra que lado podemos procurar um restaurante e o staff indica, porém, não recomenda aos hóspedes sair à pé à noite pois é perigoso. Putz, ficamos decepcionados, estávamos em uma zona turística e com medo de andar uma quadra até a avenida que tinha vários restaurantes. Bom, tínhamos que jantar, pegamos pouco dinheiro e fomos, quase correndo. Vimos que misturados aos prédios luxuosos e hotéis existe bastante pobreza, casebres, sujeira, enfim, felizmente não vimos nada de violência, mas os atendentes do hotel nos assustaram. Jantamos em um restaurante próximo e cama. Dia 9: Centro histórico. Fomos pela manhã, é uma pena constatar o mal que gerações da família Sarney estão fazendo com essa cidade que tem um valor histórico tão especial. Muitos casarões degradados, mas alguns ainda bem cuidados, com todos os azulejos históricos bem preservados. O Palácio dos Leões é lindo, e o museu histórico do Maranhão é muito bom, a melhor visita do centro histórico. A guia foi espetacular, descendo o pau e contando histórias políticas locais horrendas. O conjunto arquitetônico, embora em processo de degradação, é muito legal, vale a visita. Almoçamos ali mesmo, no restaurante do Senac, muito famoso e que serve comida típica. É um buffet um pouco mais caro, nossa refeição mais cara na viagem. Mas pelo menos é delicioso. De tarde ficamos pelo hotel curtindo a piscina. À noite, saímos para jantar nos restaurantes da quadra ao lado de novo, não animamos a ir muito longe. #medo. Dia 10: Queríamos conhecer as praias, sabemos que são todas poluídas, mas fomos caminhar pela orla, curtindo mais um pouquinho da cidade. Almoçamos um caranguejo típico, que aliás não curti, os locais devem ter mais destreza com aquele martelo pra quebrar o bicho todo, eu fiz muita força e não comi quase nada ...como bom gaúcho, prefiro uma costela , mas valeu a experiência. Passamos pela também famosa lagoa da Jansen. Mal-cuidada, esgotos a céu aberto, local sujo e mal-cheiroso. Que pena... Voltamos para curtir a piscina do hotel, dormir cedo e retornar a Porto Alegre no outro dia. Esperamos ter ajudado com o relato, qualquer dúvida é só perguntar!
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