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  1. Ilha de Boipeba – Moreré. ▪ Como Chegar? Olá viajantes, tudo bem? O destino que vamos compartilhar com vocês fica situado na ilha de Boipeba conhecido como vilarejo de Moreré. A ilha margeia a região conhecida na Bahia como costa do dendê e é ponto turístico famoso, na ilha vizinha (Tinharé) é onde fica a conhecida e plural Morro de São Paulo. Com infraestrutura mais simples, Moreré se torna uma ótima opção para os viajantes que fogem dos altos preços cobrados em morro de São Paulo, e, no quesito beleza não deixa nada a desejar. Aliás, muitos passeios que partem de Morro de São Paulo como o passeio de volta a ilha, param nas piscinas naturais de Moreré, um verdadeiro paraíso a parte, como também na foz do Rio do Inferno onde fica o vilarejo conhecido como velha Boipeba. Não se assuste com o nome, de inferno lá não tem nada! Partindo do aeroporto internacional de Salvador, são 24 quilômetros até o terminal marítimo do Ferry Boat, onde o viajante atravessará de balsa até o terminal de Bom Despacho na Ilha de Itaparica. O visual da Baía de todos os santos é lindo e merece pausa para apreciar as belezas da maior Baía do país com seus 1233 Km². • Lancha Rápida para Boipeba. Para a ilha de Boipeba partem lanchas rápidas de outros três terminais marítimos: Valença, Graciosa e Torrinha. O viajante deve optar pelo destino que melhor lhe convier. Partindo do terminal de Bom Despacho até a cidade de Valença são 109 quilômetros de estrada boa e rodando mais 14 quilômetros chega-se ao porto de graciosa. Para ilustrar melhor, o preço da lancha rápida de Valença a Boipeba custa em torno de 42 Reais, já de graciosa R$35 e de Torrinha, onde a viagem de carro é mais longa, custa R$25. Nesta viagem optamos por Graciosa, onde o preço do estacionamento para moto foi mais módico e custou R$10 por dia. Recomendo o estacionamento do Nil logo na entrada da vila após a ponte e ao lado do porto. Aqui vamos dar uma dica crucial para não estragar sua viagem! Certifique-se do horário da sua chegada ao porto, em Graciosa! A última lancha para Boipeba parte às 17h00min e, não sabíamos disso, chegamos às 17h30min, fazendo com que perdêssemos a última lancha. Por sorte ou azar, um morador da Ilha que estava aguardando a filha que chegaria de viagem nos cobrou o mesmo valor da tarifa e nos deixou em Boipeba com sua lancha. Não sei ao certo se seria melhor ter esperado e dormido a noite em um hotel ali perto mesmo. As lanchas rápidas não tem farol à noite, e, pasmem(!), muitos barcos fazem a travessia a noite também sem farol. No percurso de ida quase batemos a lancha duas vezes com outras embarcações totalmente apagadas, o que seria um desastre, sem contar o fato de que o marinheiro poderia não ser experiente e se perder entre os manguezais que conduzem as ilhas. • Desembarcando na Ilha. Chegando a velha Boipeba, a vila é um charme só, construções simples com gente acolhedora, movimentada a noite, entretanto, ainda nos restava mais um período de trator ou quadriciclo até Moreré. Como já conhecíamos a velha Boipeba, partimos para o ponto de partida do trator, uma caminhada de 15 minutos onde o viajante toma informações com os moradores até chegar lá. O trator cobra R$10 por pessoa e tem que esperar o mínimo de 6 passageiros, o quadriciclo a tarifa é R$20 por pessoa, partindo quando o viajante quiser. Chegando a Moreré fomos à pousada Aldeia de Moreré do Fernando, pousada que adota a construção simples indígena Pataxó nos seus chalés com um toque de conforto com banheiros com água quente. Os chalés são construções de taipa aliando simplicidade e conforto, além do chuveiro quente se pode contar com frigobar, varanda com rede e uma ducha fria na área externa, muito útil quando se retorna da praia. Logo na chegada, à noite, podemos ver que o local oferecia sossego e tranquilidade, nada de som veicular dando um toque rústico ao local. Fomos direto para pousada, estávamos cansados da viagem e dos sustos na vinda com a lancha. Quando amanheceu, vimos o quanto era celestial aquele lugar, os chalés dentro da propriedade do Fernando, eram totalmente conectados com a natureza. Acordamos ao som de um casal de pica-paus que faziam a primeira refeição matinal. Tudo na propriedade preserva a natureza e nos faz conectar com ela, afinal não tinha outro jeito, o sinal de WI FI é ruim, só fica legal nas proximidades da construção principal, mas diante daquela natureza que nos rodeava realmente isso ficou em segundo plano, na verdade foi até bom para desintoxicar um pouco da vida urbana e dos problemas do dia a dia. • Onde comer? Como a pousada não oferecia café da manhã, fizemos uma busca no vilarejo até encontrar um local chamado de “lá tem pão”, lá tem pão caseiro e um delicioso café com ovos mexidos a moda da casa! O pão é artesanal feito no próprio estabelecimento combinado com uma geleia também produzida por eles de manga com gengibre - tudo preparado com um toque muito especial, o café foi uma surpresa bastante positiva! Uma das impressões que sentimos é que de fato o local precisa melhorar um pouco para atender as demandas do turista. Não sei se o fato de termos ido no período em que não é alta estação influenciou, mas tivemos dificuldade de encontrar um local que servisse um café da manhã continental, só havia dois ou três lugares que serviam café da manhã, por sorte no “lá tem pão” tinha pão bom! • O que fazer? Após o café da manhã fomos explorar a praia (aqui tenho que me empolgar um pouco mais, que lugar edênico!). A praia da vila é simplesmente paradisíaca, quando chegamos no período da manhã o tempo estava fechado, mas lindo para fazer fotos e capturar a beleza do lugar de forma diferente da habitual. Ao lado direito, o viajante pode contar com um pequeno mangue repleto de vida marinha preservada. Por esse lado também nos leva para praia de Bainema, outro espetáculo. Ao lado esquerdo contamos com as praias de Cueira, Tassimirim e depois a velha Boipeba. O viajante pode fazer esse percurso caminhando e conhecendo as maravilhas do lugar e chegando a boipeba pegar o trator de volta para Moreré, não fizemos esse passeio, mas nos informaram que devagar dura cerca de duas horas caminhando e apreciando as paisagens. Como estávamos à espera de outro casal que chegaria neste dia, resolvemos não fazer nenhum passeio contratado, apenas conhecer o local. Aproveitamos para experimentar o bolinho de polvo e lagosta com Aipim, especiaria da região, delicioso. Após o petisco, voltamos a parte próxima do manguezal e ficamos apreciando o local, a natureza é realmente preservada. Um garoto de seus 14 anos nos abordou na praia se oferecendo para ser nosso guia, falou das belezas do local e ainda teceu críticas sobre a construção de um resort na região e que isso acabaria com a preservação do lugar. Cobrou-nos então módicos 60 reais por pessoa para nos guiar para Bainema e praia de ponta de Castelhanos, sabido todo! O passeio que nos levaria de barco no dia seguinte, abrangendo as piscinas naturais de Moreré, Bainema, Ponta de Castelhanos e Cova da onça com retorno por dentro do manguezal custou R$90,00, logo, não compensava o passeio guiado pelo prestativo garoto, mesmo assim agradecemos a gentileza e nos despedimos. • Lagosta na Manteiga para almoço. Aproveitamos mais um pouco a praia do vilarejo e fomos andando no sentido da praia de Cueira. Com o adiantar da hora resolvemos almoçar em umas barracas que ficavam antes da citada praia. Lá apreciamos a famosa Lagosta na manteiga com legumes. Em verdade, a lagosta já é muito saborosa, independente do acompanhamento, mas, neste caso, sentimos um gosto forte de abacaxi e que acabou por mascarar o sabor da lagosta. Depois perguntamos o porquê do gosto e o pessoal do restaurante informou que o abacaxi é utilizado para amolecer o crustáceo, o que acabou por retirar um pouco do sabor prevalecendo o gosto do abacaxi. Se tivesse que dar nota na escala de 0 a 10, eles ficariam com um 7. • Amigos são sempre bem vindos. Por volta das 14h00min resolvemos retornar para a pousada e encontrar o casal de amigos que provavelmente já teria chegado. Em Moreré não há sinal de telefone - eis o motivo de não saber se já haviam chegado. Na pousada Fernando nos informaram que o casal não havia chegado, aproveitei para tomar banho e curtir a rede, mas, assim que deitei o pessoal chegou. Assim que todos se acomodaram e conheceram, resolvemos ir à praia a qual no turno da tarde já estava com a maré cheia, ideal para banho. As águas da Baía de todos os santos são em regra mornas, mas neste dia estava especialmente quente. O sol caiu a tarde e as aguas mornas nos fizeram apreciar a praia até o anoitecer. Decidimos então que assaríamos um peixe na fogueira aproveitando toda a rusticidade daquele local. Fomos até a casa do pescador da região saber se tinha um bom peixe para comprarmos. Entretanto, o mesmo falou que não tinha mais, que aquele período estava ruim de peixe, mas, que no dia seguinte ia sair para pescar de manhã e por volta das 07 se ainda quiséssemos poderíamos encontrar um bom peixe na mão dele. • Onde comer a noite? Voltamos então para pousada, tomamos banho e depois fomos a parte do vilarejo onde tinham supermercados. Compramos coisas essenciais para café da manhã e para um pequeno lanche, além de algumas cervejas, é claro! Tínhamos decidido preparar um café da manhã coletivo no dia seguinte, todavia, na volta passamos em frente a uma pizzaria e resolvemos entrar. Pizza muito boa e bom papo! À exceção da parte do cardápio que dizia que praticamente éramos obrigados a pagar 10% de gorjeta. Ora, o turista fica a vontade de contribuir com a gorjeta quando é bem atendido! No cardápio dizia que os 10% eram destinados à manutenção de banheiro, louças e toalhas novas (what?). Isso faz parte do custo do negócio! Enfim, não seriam aqueles 10% que estragaria minha noite. Para aquele dia já bastava, voltamos ao hotel sabendo que o melhor estava por vir. • Passeios para as Piscinas Naturais de Barco! Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no “lá tem pão” de novo. Ao voltarmos, um dos meninos que ofereciam passeios nos falou que tinha um marinheiro que poderia realizar o passeio de barco que queríamos. Era o filho do pescador da noite anterior. Acertamos então com ele o valor de R$90,00 por pessoa, marcamos a saída para as 09 horas. Atrasamos um pouco para chegar na praia e quando estávamos chegando ele já estava acertando com outro casal, mas quando nos viu parou a negociação. Não o culpamos, de fato marcamos as 09h e chegamos as 09h30min. O combinado seria que o passeio passaria pelas piscinas naturais de Moreré, iríamos as piscinas naturais de Bainema, depois ponta de castelhanos, faríamos uma pausa para lanche depois almoçaríamos na cova da onça e por fim retornaríamos a Moreré pelo mangue. Pessoal, outra dica importante, quando forem contratar este passeio se possível contratem com barcos maiores! Eu sabia disso, pois quando fui a morro de São Paulo vim até as piscinas naturais de Moreré, e acabei esquecendo dessa vez. O percurso desse passeio é em alto mar, quanto maior o barco melhor, menor o risco de virar, em alto mar as ondas são grandes! Partimos então em direção as piscinas naturais de Moreré. Sabe aquele frio na barriga e o coração batendo mais forte? Você já sentiu isso? Pessoal literalmente o barco rompe as onda de frente - quem tiver medo do mar não vá, passará por maus bocados! Já tinha esquecido dessa sensação, mas logo as primeiras ondas me fizeram lembrar... O casal que nos acompanhava, não sei se por inocência disse: “Bota pra torar” incentivando o marinheiro, quem é da Bahia sabe o que isso significa, e eu apenas rezava! Quando chegamos às piscinas naturais de Moreré, estas já estavam cheias de barcos que faziam o mesmo passeio. Aproveitei a oportunidade e conversei com o pessoal para não incentivar o marinheiro, seria melhor fazermos o passeio na paz e tranquilidade. Quando desci do barco procurei relaxar e aproveitar o lugar. Lá tem barcos que servem roskas, cervejas e alguns aperitivos em mesas flutuantes. Aproveitei para tomar uma “breja” e curtir. Comemos também ostras vivas servidas nas mesas flutuantes (outra iguaria que não deixem de experimentar). Ficamos cerca de 40 minutos e o marinheiro nos lembrou que ainda tínhamos outras piscinas naturais que na avaliação dele eram melhores que aquela. Partimos, não sem antes eu conversar com ele que queríamos o passeio na tranquilidade e a segurança em primeiro lugar. Fomos sucessivamente às piscinas naturais de Bainema e Ponta de Castelhanos. O visual é praticamente o mesmo, entretanto, nestas últimas como há uma quantidade de barcos bem menor, dá para aproveitar com mais tranquilidade e fazer o mergulho com snorkel, além de fotografar a vida marinha submersa. Uma desvantagem é que nestas duas últimas piscinas não tem o barco que serve bebidas e aperitivos, então se previnam caso precisem de cerveja ou água levando um cooler. Ao sairmos de Ponta de Castelhanos paramos na foz do rio onde tem barracas servindo almoço. O acertado seria o almoço no local chamado cova da onça, então resolvemos ali apenas tomar umas cervejas e petiscar os frutos do mar. O visual é lindo além de ser ideal para banho também. Partimos em direção a cova da onça, navegando mais ou menos mais quarenta minutos. Lá pedimos duas moquecas, uma de polvo e a outra de camarão. Duas moquecas foram suficientes para quatro pessoas comerem bem - aqui destaco que a moqueca de polvo estava muito mais saborosa que a de camarão (se soubéssemos pediríamos apenas de polvo, mas o que vale é a experiência!). Fizemos então uma pausa mais demorada por cerca de duas horas. Isa, nossa companheira, aproveitou e foi andando conhecer o local e encontrou várias conchas enormes que os garotos vendiam por R$20,00 cada. Mais à frente, na parte do rio, é possível encontrar aos montes com o olhar mais apurado. • Tour pelo Manguezal. Descansamos um pouco após o almoço e resolvemos chamar o marinheiro para voltar, fiquei com medo do retorno caso escurecesse. Retornamos e entramos na parte do mangue onde nos levaria de volta até Bainema. Pessoal se puderem façam esse passeio! Os manguezais são conhecidos como os berçários da vida marinha. O mangue é repleto de vida emergindo por todos os lados, é possível notar desde espécimes que desovam no mangue para criar seus filhotes até os predadores que lá vão se alimentar. Pudemos ver dois tipos de manguezais, o de raízes vermelhas conhecido com mangue vermelho e o de raízes brancas. Uma vantagem de termos feito o passeio no barco menor foi o fato de como a maré não estava totalmente cheia, pudemos ainda sim navegar por dentro do mangue. Caso fosse um barco maior não conseguiríamos. Saindo do mangue chegamos a Bainema e retornamos a Moreré. Chegamos por volta das 16h40min e aproveitamos as águas mornas até o anoitecer novamente. Por derradeiro, permanecemos três dias em Moreré, foram alguns dos melhores dias da minha vida e ficará registrado sem dúvida no álbum de recordações. O vilarejo alia a simplicidade com rusticidade o povo é acolhedor e visitantes são sempre bem vindos, a paisagem e o contato com a natureza tornam tudo ainda mais especial. Moreré têm opções para todos os bolsos, desde hospedagens com diárias entre R$100 até R$1.000,00, por exemplo. Se paga sempre um pouco a mais comparando com os preços de outros locais turísticos, em se tratando de uma ilha, tudo vem de barco o que acaba por encarecer preço dos produtos e serviços, mas nada que comprometa o turismo. Via de regra as refeições giravam em torno de R$80,00 e o café da manhã em torno de R$30,00, sempre considerando que servem duas pessoas. Sentimo-nos seguros em todos os locais do vilarejo apesar de não haver um policial sequer! Percebemos a simplicidade do local e que de fato trata-se de uma vila de pescadores começando a ser conhecida pelos turistas. Notamos que as pessoas querem tocar a vida de maneira simples e preservando a natureza, nada de muito agito! Faríamos sem dúvida o passeio pelas piscinas naturais novamente, dessa vez em um barco maior. Vale a pena conhecer todas as piscinas naturais, entretanto, caso queiram permanecer em uma só também é válido, as piscinas são parecidas, mas destacaria a de ponta de castelhanos pela história do lugar, lá naufragou uma caravela espanhola e os tripulantes que não morreram no naufrágio e conseguiram chegar à ilha foram mortos pelos índios da região. • A despedida Nos despedimos de Moreré aproveitando um lindo por do sol e sabendo que ali se escondia mais um paraíso da nossa querida Bahia. Gratidão por todos os momentos vividos naquele lugar era a sensação de todos.
  2. ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco. Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição). Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado. Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso. 1º DIA Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga. (travessia do Rio de Contas, Itacaré) Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! 🤣 Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia. No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo. Total percorrido: 19,5 Km 2º DIA Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem. (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias) Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada. (Lagoa do Cassange) Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia. Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto. O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles: -Estão vindo de lá de Barra? -Sim, estamos indo pra Itacaré -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde. -Olha aí, mais um colega de caminhada haha -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento. -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá. -Ótimo, vou seguir! … A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo. Total percorrido: 45 Km 3º DIA Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". 😂 Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada. Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar. Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou: -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra! Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto😂. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim. Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá). Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi. (início da praia de Pratigi) Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes. Total percorrido: 75 Km 4º DIA (abrigo montado no primeiro e terceiro dia) Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas. Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada. (Barra do Carvalho) Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei. Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar. Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso. Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim. A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré. Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha. A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas😅. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré. (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré) Total percorrido: 100 Km OBSERVAÇÕES: -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites. -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila. -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso. TRACKLOG NO WIKILOC: https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Camelbak Chute 750ml -Garmin eTrex 30x
  3. Olá, Compartilho abaixo algumas infos da experiência de viajar a Boipeba de carro saindo de Salvador. Preços de dezembro de 2018. Roteiro Todos sabem que há quase 20 maneiras de chegar à Boipeba. Carro, avião, lancha, ferry, ônibus... Estávamos de carro e decidimos ir pela estrada o máximo possível, isto é, chegar até o ponto mais próximo da ilha e navegar o mínimo possível. Por quê? Opção pessoal. Gostamos de estrada. Fomos de Salvador até o Cais de Torrinhas, onde pegamos uma lancha para Boipeba. Esse roteiro passa por dois outros pontos onde é possível pegar lancha: Valença e o Cais da Graciosa. Nosso roteiro foi o seguinte: Salvador via BR 324 até o "viaduto de Santo Amaro" (cerca de 60 km de Salvador); Pegamos o viaduto e segue até Santo Amaro pela BA 420. Passamos por dentro da cidade, continuando pela BA 420 com destino a Cachoeira. Cruzamos Cachoeira por dentro, atravessamos a ponte sobre o rio Paraguaçu, chegamos à São Félix (fica do outro lado do rio). Atravessamos São Félix e seguimos em direção a Maragogipe. Observação: a partir daqui a estrada estava em obras. Havia trechos de asfalto novo, mas sem faixa ou acostamento, e trechos (muitos) sem capa, o que obriga a reduzir a velocidade para uns 40 km por hora. Sim, isso atrasa bastante a viagem. Não precisa entrar em Maragogipe. Você vai apenas passar em frente à entrada da cidade, que estará à sua esquerda. Continue em direção à Nazaré das Farinhas. Depois de São Félix, a direção é Sul. Passamos por um povoado chamado Coqueiros a caminho de Maragogipe. Obs. Aqui é um bom lugar para comprar panelas de barro (como as feitas em Pernambuco). Atente também para a vista do rio Paraguaçu. O caminho tem subidas e descidas. Nas partes altas, dá para tirar foto mesmo com o carro em movimento. A partir de São Félix perdi o sinal de celular Claro, só o Vivo funcionou. Seguindo, passamos pelo lugarejo de Guaí. À frente, uma bifurcação: seguimos pela esquerda, em direção a São Roque do Paraguaçu. É importante ter os nomes das cidades porque isso facilita na hora de pedir informação para os moradores. Nunca diga o destino final, porque existem vários caminhos. Diga sempre a cidade mais próxima dentro do caminho que você quer fazer. Rumo a São Roque, o caminho vai para o leste. Em seguida, nova bifurcação, rumo ao sul de novo. Se seguíssemos a leste, acabaríamos na Ilha de Itaparica. É nessa estrada, mas no sentido oposto, que os carros que vêm pelo ferry boat passam. Descemos para sul com destino a Nazaré. Atravessamos Nazaré com destino a Aratuípe e em seguida, Valença. Almoçamos aqui. Obs. o rio Una, que cruza Valença, tem duas avenidas paralelas a ele, como duas margens. Para quem vem do norte, assim que se chega ao rio, encontram-se restaurantes de comida por quilo. Na ida, almoçamos em um simples, para quebrar o galho apenas, com preço bom. Na volta, entramos no restaurante Mega Chic, também por quilo. Lá a comida custa 46 reais o quilo, mais caro do que o anterior. Para quem puder gastar esse tanto a mais, vale a pena. Muita variedade, comida fresca, bem feita, de lasanha a moqueca de aratu. Recomendo. O destino seguinte é Taperoá, passando por Maricoabo. Sempre descendo para Sul, sempre pela BA 001. Depois de Maricoabo, passamos pelo Cais da Graciosa e mais à frente chegamos a Nilo Peçanha. Atravessamos a cidade e saímos para Leste. Obs. Nesse ponto, deixamos a BA 001, que nos levaria mais para o Sul, e entramos na BA 884, com destino a Cairu e Torrinhas. A BA 884 está parcialmente asfaltada. De Nilo Peçanha até Torrinhas são 19 km. Os primeiros 12 estão asfaltados e são novos. A estrada é bem sinalizada, mas é bem sinuosa. Os últimos 7 km são de barro, mas barro duro. Finalmente, chegamos a Torrinhas. Deixamos o carro no estacionamento de Eri, que também faz serviço de travessia de lancha. A viagem pelo mangue leva cerca de 20 min até Boipeba. Informações, observações e preços Pagamos 15 reais por dia para deixar o carro. Contato de Eri: 75 9994-5156. Recomendo combinar com ele antes, via Whatsapp, dia da chegada, preço, quantas pessoas. Pagamos 30 reais por pessoa para atravessar para Boipeba. Na estrada, fomos avisando a Eri do nosso progresso. Ele disse que a lancha sairia na hora em que chegássemos, isto é, não havia um horário limite, como em Valença ou Graciosa, para a última lancha. Isso dito, é bom chegar sempre durante o dia. Ao chegar no cais de Boipeba, contratamos um carregador para nossas bagagens. Para 30 minutos de caminhada ele cobrou 50 reais pela viagem. Estávamos hospedados em uma região distante da Velha Boipeba (ou da Vila, como os nativos chamam, que é a parte central de Boipeba). Para quem vai de mochila apenas, é tranquilo ir sozinho. Mas, além de roupas, estávamos carregando equipamento de mergulho, comida e bebida. Cuidado com informações sobre distância dada por pousadas de Moreré. A chegada em Boipeba é pelo cais. No cais já começa a vila. Mas, para quem vai para Moreré, é preciso caminhar uns 20 minutos até o ponto do trator. De lá, pega-se um trator (10 reais por pessoa) ou um quadriciclo (20 reais por pessoa para Moreré; cada quadricilho leva duas pessoas com bagagem leve. Alguns podem carregar bagagem na frente, outros, não tem onde amarrar. Alguns quadriciclos se dispõem a levar 3 ou 4 pessoas, mas isso não é seguro para quem vai na frente). O trator deixa na entrada da vilinha de Moreré. A depender de onde for seu camping ou pousada, coloque mais 10-15 minutos de caminhada. Ouvi um relato de turistas que achavam que os carregadores do cais de Boipeba exageram as distâncias para cobrar mais. Portanto, se você for ficar em Moreré ou em um lugar mais afastado de Boipeba, certifique-se da distância. Não achei sinal de celular em Boipeba, nem Vivo nem Claro. Casas de alguel e pousada têm wifi. É interessante agendar quadriciclo, carregador, passeios sempre de casa. As pessoas com quem tratei sempre foram pontuais, a lancha, o carregador, o quadriciclo. É só marcar o horário e o lugar que eles aparecem. Durante o réveillon, os quadriciclos operam 24 horas. Portanto, dá para, por exemplo, se hospedar em Boipeba, ir para Moreré de trator à noite, agendar com um quadriciclo de madrugada ou de manhã, e voltar. Os quadriciclos e tratores não entram na vila. É proibido. Sua área de atuação é entre Boipeba e Moreré. Eles também podem te levar para mais próximo da Cova da Onça, uma praia mais ao sul. Outra maneira de chegar de Boipeba a Moreré com pouca bagagem e a pé: espere a maré ficar baixa. Siga do cais de Boipeba em direção ao ponto do trator (15-20 min caminhando). Lá, informe-se sobre como chegar na Praia da Cueira (15 min.) Esse caminho é pela areia fofa, mas há uma trilha que sai da estrada e corta um pouco do caminho pela vegetação. Vale a pena, o solo é mais duro e menos quente. Na praia da Cueira, vire à direita (se você está de frente para o mar). Ou: siga no sentido oposto ao da Barraca do Guido (a mais famosa). Guido fica no limite da Cueira com Tassimirim. Você vai seguir para o lado oposto, pela beira do mar. Chegando no lado oposto (15-20 min caminhando), você encontrará um rio. Se a maré estiver baixa, atravesse e entre em uma pequena trilha. Ante uns 5-10 min. e você já estará em Moreré. Daí para a vila de Moreré, pela praia, são uns 25 min de caminhada mais ou menos. Mas é um dos trechos mais lindos que já vi. Comida na praia Em Boipeba, na praia da Cueira, a barraca do Guido é a mais famosa e a maior. É a barraca que recebe passeios de um dia do Morro de São Paulo. É também uma barraca "chique" (?), da moda. Não comi lá, mas soube por uma amiga que é muito bem feito, de qualidade. Alguns preços que encontrei nessa barraca: Cerveja Heineken 600 ml 20 reais; Casquinha de siri 25 reais; Lagosta entre 120 e 150 reais; A barraca que eu mais gostei foi a da Karol. Lá fazem um excelente pastel de camarão que vale por uma refeição. Como tira-gosto, dá para dividir para duas pessoas. Preços da Barraca da Karol: Cerveja Heineken 600 ml 15 reais; Cerveja Heineken Longneck 10 reais; Pastel 13 a 15 reais (depende do recheio); Moquecas de 50 a 90 reais (3 a 4 pessoas comem muito bem); PF (moqueca para 1 pessoa com acompanhamentos) 25 reais; Outras barracas fazem pastel de camarão também, mas o da Karol é o melhor de todos, em tamanho, recheio e tempero. Uma vez comi um PF de peixe frito (posta de peixe) na barraca do Tadeu (o nome não é esse, Tadeu é o dono). Preços: PF de peixe, feijão, arroz, salada e farofa 20 reais; Outro detalhe de Tadeu: levamos nosso isopor com cerveja comprada no mercado e sentamos na mesa dele para consumir apenas a comida. Problema nenhum. Ficamos a tarde toda lá. Mercadinhos Água mineral 300 ml 2,50 reais; Água mineral 1,5 litros 4 reais; Cerveja Heineken natural 5 reais (em Salvador é 4,50); 3 kg de gelo filtrado no pacote 10 reais; 1 kg de gelo de água de torneira 2,50; Vale a pena fazer pesquisa de preço. Tem mercados que cobram até 30% mais do que outros. Comida na vila Beijú (ou tapioca, como queira): de 6 a 10 reais; Pizza: a partir de 35 reais com 6 fatias; Hamburguer em lanchonete e restaurantes arrumados: 30 reais; Hamburguer em padaria: 10 reais; 10 pães: 4 reais; Misto quente: 4 reais; Acarajé: 6 reais; Açaí 300 ml: 15 reais (em Moreré, no carrinho, na praia, achamos por 10 reais no fim da tarde). Obs. Por favor, se for à Boipeba, leve em conta que é um vilarejo de praia que lota 3 vezes no ano e depois fica esvaziado. Não espere profissionalismo de capitais no atendimento, sobretudo nas barraquinhas. As coisas demoram de ser feitas, o processo é confuso. Vi muita gente (gringos e brasileiros) tratar os atendentes com grosseria e autoritarismo por causa de um beijú que demorou de chegar. Prós e contras do roteiro De Salvador a Torrinhas são apenas 296 km. Porém, por conta dos trechos de estrada esburacados ou incompletos, espere fazer essa viagem em 5-6 horas. A parte boa é evitar a 101 e o tráfego de caminhões, que pode ser chato. Nosso roteiro seguiu por estradas secundárias, ofereceu vistas mas pecou em estrutura. Eu repetiria o roteiro? Sim, repetiria. Mas para fazê-lo é preciso não ter pressa, sair de casa cedo e ter algum espírito de aventura. Na saída de Torrinhas rumo a Salvador, há dois ou três trechos íngremes. Em um deles foi preciso fazer duas tentativas para o carro conseguir subir. Quando e se asfaltarem essa parte, será mais simples. Mas não imagino passar ali depois de uma chuva. Para quem gosta de estrada, vale a pena. O barco de Torrinhas a Boipeba leva 20 minutos. Para quem quer estradas boas (?), sugiro pegar o ferry boat em Salvador e a lancha em Valença. Boa viagem.
  4. Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva leve ou moderada só peguei na 4.a feira (13/09) quando estava voltando do supermercado e na 5.a feira (14/09) quando ainda estava no quarto e esperei que ela passasse. As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 30 C ao longo do dia e caindo até 22 C à noite. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Havia nas localidades mais conhecidas também muitas pessoas de fora da região e estrangeiros, principalmente argentinos. As paisagens das praias agradaram-me muito, principalmente as próprias praias, o mar, a vista a partir de pontos altos, a vegetação e as cachoeiras. . A caminhada no geral foi tranquila. Mesmo as que me disseram que seriam inviáveis sem guia, como a da Prainha em Itacaré ou a de Castelhanos em Boipeba, consegui fazer sozinho sem problemas e não achei complicadas, mas me informei antes. Durante muito tempo estive só nas praias, que em boa parte estavam desertas. Às vezes cruzava com algum pescador ou habitantes locais. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias. Mas me recomendaram não ir por alguns trechos em Ilhéus e Itaparica. Em Itabuna pareceu-me que poderia haver algum problema quando retornava do supermercado perto da rodoviária e eu imediatamente procurei um local seguro. Em Mar Grande, quando iria para uma Pousada que ficava numa ladeira que haviam me dito poder ter algum problema, um aparente vigia de atividades da ladeira perguntou-me o que eu desejava (“qual é que é?”) e eu decidi mudar de pousada. Peguei vários cocos nas praias 🥥, bebi sua água e comi a massa de alguns poucos 👍. Os cruzamentos de rios foram tranquilos. Somente para cruzar para a Praia do Garcez e para Cacha Pregos houve a possibilidade de dificuldades, mas que acabaram não se concretizando. O único ponto que não consegui cruzar foi de Barra Grande para a Barra do Sirinhaém. Tive que pegar barcos e ônibus para Boipeba. Vários estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito ou débito (principalmente supermercados, padarias, pousadas e empresas de transporte). Em alguns casos havia acréscimo quando o pagamento era feito com cartão de crédito. Havia localidades em que não existiam caixas eletrônicos nem bancos. Gastei na viagem R$ 1.383,20, sendo R$ 158,63 com alimentação, R$ 700,00 com hospedagem, R$ 154,99 com transporte durante a viagem, R$ 155,33 com a passagem de ônibus de ida para Vitória da Conquista, R$ 7,58 com pedágio da ida, R$ 169,00 com a passagem aérea de volta para São Paulo e R$ 37,67 com as taxas de embarque correspondentes de ida e volta e durante a viagem. Sem contar o custo da passagem entre São Paulo e Vitória da Conquista e entre Salvador e São Paulo e das taxas de embarque correspondentes, o gasto foi de R$ 1.015,12 (média de R$ 39,04 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Rodoviária do Tietê) a Vitória da Conquista em 07/09/2018 pela Viação Águia Branca (https://www.aguiabranca.com.br). O ônibus saía às 17:00 e chegava às 17:10 horas. Atrasou cerca de 20 minutos na saída e mais de meia hora na chegada. Paguei R$ 169,30 (R$ 155,33 pela passagem, R$ 7,58 de pedágio e R$ 6,39 pela taxa de embarque) parcelada em 6x usando cartão de crédito. A volta foi de Salvador a SP (Aeroporto de Guarulhos) em 03/10/2018 pela Avianca (https://www.avianca.com.br). O voo saía às 11:40 e chegava às 14:15. Paguei R$ 198,78 (R$ 169,00 pela passagem e R$ 29,78 pela taxa de embarque) parcelada em 6x usando cartão de crédito. Na 6.a feira 7/9 fui a pé até a rodoviária. O ônibus saiu cerca de 17:20 com atraso de cerca de 20 minutos. Parou em Resende perto de 20:30, onde subiram um pai e uma filha pequena que se sentaram juntos na poltrona ao lado da em que eu estava, enquanto eu jantava sanduíches fora do ônibus. Troquei de lugar para deixá-los viajar juntos. Eu havia levado 5 brioches comprados na Vovó Zuzu (http://www.vovozuzu.com.br) por R$ 1,59 cada, um usado para sanduíches 🥪, 2 cebolas, um pacote de bolachas água e sal comprado no Atacadão (https://www.atacadao.com.br) por R$ 0,98 e uma garrafa de água de 1,5 litros. O ônibus parou depois em Paraíba do Sul perto de 23:30. No sábado 8/9, após dormir um pouco de madrugada no ônibus, paramos em Governador Valadares cerca de 8:30. Lá tomei café com os sanduíches que havia levado. O motorista da madrugada correu mais do que o regulamentado, o que avançou o ônibus, mas que não me agradou. Meu novo companheiro de poltrona falou sobre muitas situações da sua vida. Ele trabalhava em limpeza no Shopping Center Interlagos e morava em Parelheiros. Ofereceu-me sanduíches e refrigerante que recusei educadamente. Cheguei pouco antes de 18 horas na rodoviária. Ao perguntar sobre a segurança do local, um atendente disse-me que era tranquilo e dois trabalhadores de viações disseram-me que era perigoso. Achei tranquilo. Fiquei hospedado na Pousada da Lua, bem perto da rodoviária, do outro lado da estrada, num quarto com ventilador, sem TV, com banheiro coletivo, wifi e um pequeno café da manhã. Paguei R$ 30,00 por dia em dinheiro. Lá conheci um artesão de Anápolis que viajava pelo Brasil, estava em dificuldades e iria voltar para Anápolis. Fui atendido pela Fabiana, responsável pela pousada junto com o marido. Comprei na feirinha próxima R$ 2,00 em 2 mangas, R$ 2,00 em 1 kg de tomates, R$ 1,00 em 1 pepino, R$ 1,00 em 2 chuchus e R$ 1,20 em 4 pães na padaria. Jantei sanduíches. A pousada também funcionava como motel e no quarto ao lado do meu um casal passou a noite namorando 😀. No domingo 9/9 após tomar um copo de café puro e 2 pães com margarina servido pela atendente Amanda, mais meia manga e bolachas água e sal, fui visitar a cidade. Comecei indo a pé para o centro, onde pude visitar monumentos, casarões, praças, teatros, igrejas, centro cultural e museus por fora 👍. No caminho passei por um jardim que estava sendo construído (acho que será o Parque Ambiental), que achei belo. Depois fui ao Cristo de Mário Cravo, de que muito gostei . Achei a vista a partir dele muito boa e o monumento em si também muito interessante. Era enorme, com Jesus crucificado. O caminho disseram poder ser um pouco perigoso, mas fui a pé e nada aconteceu. Quando estava lá em cima chegou um grupo de turistas num carro e logo após chegou uma viatura da polícia, semelhante ao que é a Rota em São Paulo. Ofereci meus documentos para que averiguassem, mas disseram que não era necessário. Conversamos por algum tempo sobre segurança na cidade, locais a visitar na Bahia, a Chapada Diamantina, onde eles já haviam estado e apoio às comunidades locais. Um deles interessou-se por um portal de voluntariado. Outro explicou-me que a feição sofrida do Cristo, suas mãos e pés grandes representavam o sofrimento do povo nordestino. Depois fui passear no Parque Peri Peri, completamente deserto e meio abandonado, mas ainda assim com natureza preservada, e fui à reserva Florestal do Poço Escuro, andei por algumas de suas trilhas e apreciei a natureza 👍. Saindo daí fui ao Centro de Cultura, que estava fechado, mas tinha painéis interessantes por fora. No caminho passei por um painel na rua sobre Natureza e Religião, com o desenho de Francisco de Assis, que achei muito interessante 👍. Por fim fui ao Parque da Lagoa Bateias, em que pude caminhar ao redor e visitar o museu por fora (era de vidro e foi possível ver seu interior). A vista do parque a partir de pontos altos no entorno também muito me agradou 👍. Achei o Rio Verruga na Reserva do Poço Escuro e a Lagoa das Bateias com pouca água. Jantei sanduíches. O rapaz de Anápolis falou que tinha trombose e varizes e tinha morado no Amazonas. Ainda fui apreciar vista da cidade iluminada a partir da estrada antes de dormir. Na 2.a feira 10/09 não tomei café na pousada de manhã, pois era folga da Amanda e o café sairia um pouco mais tarde. Comi um pedaço de pão, bolachas e água e saí para visitar os pontos que ainda faltavam. No caminho vi enormes filas nos bancos, 2 horas antes do horário de abertura. Pareciam ser pessoas muito simples, talvez algumas vindas de outros municípios e da zona rural. Como a população sofre 😞. Visitei a Igreja Matriz, de que gostei pela simplicidade, ambiente claro, imagens e pinturas felizes 👍. Visitei também o Museu Pedagógico, o Museu Régis Pacheco, de que gostei muito, com suas pinturas e arte 👍, e o Museu Regional, com suas esculturas e quadros. Na volta tomei café com pão e manga. Depois fui à rodoviária, comprei a passagem para Itabuna por R$ 51,50 com cartão de crédito (R$ 50,00 da passagem mais R$ 1,50 da taxa de embarque) pela Viação Novo Horizonte. Conversei com o artesão de Anápolis e descobri que seu nome era João e ele era parente do abade Matias do Mosteiro de São Bento. Almocei sanduíches na rodoviária. O ônibus, que estava previsto para 12 horas, saiu às 13:30 e chegou em Itabuna às 18 horas. Gostei das paisagens naturais vistas durante a viagem, principalmente na área de serra . Havia muitos pastos e gado. Conheci um policial no ônibus e conversamos sobre meus planos de viagem. Ao chegar em Itabuna perguntei sobre segurança e preço e me indicaram pousadas perto da rodoviária. Fiquei na Pousada Grapiúna (https://www.facebook.com/PousadaGrapiuna) por R$ 25,00 a diária, em dinheiro. Era um quarto bem simples para feirantes, com ventilador, sem janelas, com banheiro fora, mas como estava vago naquele período, concordaram em que eu ficasse. Comprei R$ 2,96 (tomate, chuchu, cebola, banana) com cartão de crédito no Supermercado Itão (https://www.itao.com.br) e R$ 6,70 (2 broas e 1 bolo) na padaria em dinheiro. Achei um ponto na ida ao supermercado um pouco perigoso naquele horário (perto de 19 horas). Não sei se eu estava predisposto após vários falarem da criminalidade em Itabuna, mas me pareceu que 2 jovens começaram a me seguir, tanto que eu rapidamente mudei de caminho, atravessei a avenida e fui para um local que me pareceu mais seguro 😟. Jantei sanduíches, bananas, broas e bolo em uma sala ampla de TV com mesas que a pousada tinha. Depois fui para a janela da sala, que era bem ampla, e fiquei olhando um pouco o movimento. À noite houve um pouco de barulho devido ao local da cidade e houve alguns poucos pernilongos. Na 3.a feira 11/09 fui visitar Itabuna. Após comer sanduíches, banana e bolo no café da manhã assistindo TV, saí para visitar a cidade. Inicialmente passei por um templo da Igreja Universal, depois fui ao Centro de Cultura, ao Rio Cachoeira, que disseram ser poluído, mas de que muito gostei 👍. Dei uma volta nas pistas para caminhada que existiam na região central em sua volta. No Centro de Cultura o atendente falou-me das várias facções criminosas que existiam em Itabuna e da violência que havia aumentado recentemente. Visitei também a Câmara, Prefeitura, pontes, Monumento da Saga Grapiúna, que achei muito interessante por congregar os vários atores étnicos daquela terra 👍, Memorial de Zumbi, Estádio, Vila Olímpica, estes dois últimos parecendo estarem abandonados e sem manutenção e o Clube dos Funcionários. Depois caminhei até a rodovia por um trecho com vegetação. Voltei para o centro e fui visitar a Catedral de São José, o Museu Casa Verde, que estava fechado, a Livraria Espírita e a CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). O músico Adílson falou-me que havia morado em São Paulo e vendeu incenso na rua por 20 dias, após ter machucado a mão. Ganhava R$ 500,00 por dia. Em 20 dias ganhou mais do que com música em 1 ano. Saía da Rua Augusta, virava na Oscar Freire, ia até a Vila Mariana, descia a Lins de Vasconcelos e ia até o Ipiranga, Voltou à música por gostar dela. Ivone, da Livraria Espírita, contou-me que fez cirurgia na Beneficência Portuguesa em São Paulo. Quando recebeu alta falou ao médico que não queria, pois era inverno e pegaria frio ao sair do hospital. Falou-me também do caminho de Ilhéus a Salvador e de sua praia favorita, Algodões. Interessante como os cachorros sabiam atravessar a rua, assim como em Vitória da Conquista 😀. Bandos de garças passaram voando próximo à pousada, enquanto eu apreciava o entardecer. Pude continuar num quarto de feirante, pois ainda havia vaga. Achei a cidade um pouco sem cuidados, provavelmente devido à crise, com muitos equipamentos abandonados e sem condições de uso, principalmente esportivos. Jantei sanduíches, banana e bolo assistindo TV. Na 4.a feira 12/9 comecei minha caminhada. Fui para Ilhéus a pé. Saí cerca de 8:45 da pousada de Itabuna e cheguei cerca de 15:30 na Rodoviária de Ilhéus. Foram cerca de 30 km com paradas de cerca de 1 hora ao todo. No caminho eu vi uma cobra preta e amarela 🐍 a cerca de meio metro de distância. Num dado momento um rapaz pareceu jogar o carro no acostamento onde eu estava . Não sei se estava desviando de algo, brincando (não parecia, pela fisionomia séria) ou foi um ato de agressão a um andarilho. Passei por um enorme empreendimento residencial (Cidadelle), visitei a Universidade Estadual Santa Cruz, de que gostei 👍, com sua área verde, campo de futebol, piscina, animais na unidade de veterinária, pássaro preto, amarelo e vermelho na mata e toda a estrutura de ensino. Depois passei pelo templo do Vale do Amanhecer 👍. Subi para conhecer. Havia vários ambientes, com imagens de Jesus, Tia Neiva, Cacique Seta Branca e outros. Um orixá explicou-me como funcionavam os serviços deles e demais aspectos dali. Passei depois pelo SESI e IFBA. Na estrada achei as paisagens rurais belas, com mata, rio e criação de animais. Em alguns pontos as copas das árvores dos lados opostos quase se encontravam no meio da pista, como Ivone havia falado em Itabuna. O acostamento era estreito em vários pontos. Conheci um homem que estava indo de São Paulo a Recife de bicicleta. Andamos um tempo lado a lado. Ele parecia um pouco alterado e acabamos nos separando. Perto da chegada, um artesão de Salvador residente ali há alguns anos orientou-me sobre Ilhéus e onde achar locais para pernoitar. Estava sentindo dores nas costas, provavelmente devido à posição da mochila, que reajustei. Passei pela rodoviária e lá o taxista Joaquim e outros indicaram-me a Pousada Beira-Rio como sendo a mais barata. Verifiquei o preço com a dona, Dair, e segui para o centro para procurar outras opções, pois queria ficar mais perto do ponto de saída no dia seguinte e precisava sacar dinheiro. Lá os hotéis baratos estavam fechados. Aproveitei para dar um passeio e comer um prato de acarajé (bolinho de feijão, vatapá, caruru (quiabo) e salada de tomate, cebola e vinage) 👍 por R$ 3,50 em dinheiro na Fatinha (https://www.facebook.com/pages/Acaraj%C3%A9-Da-Fatinha/105023446329720), em frente à Catedral. Eu não como carne, então não quis camarões. Saquei dinheiro e voltei para a Pousada Beira-Rio, onde fiquei num quarto privativo com banheiro, TV, chuveiro frio e ventilador por R$ 35,00 em dinheiro. A pousada ficava às margens do Rio Cachoeira, cuja vista era interessante. Comi banana e bolo de sobremesa antes de dormir. Na 5.a feira 13/9 parti em direção a Itacaré, com o objetivo de pernoitar provavelmente em Serra Grande. Antes disso esperei a chuva passar. Enquanto esperava fui comprar 8 pães por R$ 2,00 na padaria. Esqueci a chave da porta lá e tive que voltar para pegá-la . A dona guardou para mim. Com tudo isso atrasei-me razoavelmente. Após o café da manhã e a chuva passar, fui visitar a catedral, que já conhecia, e depois comecei a caminhar pela praia. Fui até depois do Marciano, onde saí para rua de terra e depois asfalto, para não passar pela praia na Comunidade do Cominho, que várias pessoas disseram-me para evitar por razões de segurança e onde tinha estado anos atrás e achado um pouco perigosa. Cruzei a passarela e já do outro lado segui em frente. Achei a praia muito bela. Peguei um coco em área pública 👍, tomei um pouco de chuva fina, cruzei 2 pequenos rios com água abaixo da coxa, parei para nadar e deixei a mochila com família parcialmente de São Paulo no Mamoan. Como não iria chegar a Serra Grande, parei em Luzimares, onde 3 meninas levaram-me à Pousada Ravenala. Sebastião atendeu-me e depois de mostrar seu quarto mais simples por R$ 100,00, disse que tinha um local de trabalho que já havia sido casa de seu empregado. Eu sugeri ficar lá, ele relutou, falou com sua mulher e aceitaram por R$ 50,00 em dinheiro. Enquanto fui fazer compras para o jantar e o café da manhã, por R$ 7,70 com cartão de crédito na Venda do Gilvan (12 pães, 3 tomates, chuchu, cebola roxa, manga), ele colocou cama na casinha de 3 cômodos, incluindo banheiro, limpou o chão, tirou seu material de trabalho e a geladeira. Voltei das compras pela estrada no escuro. Tomei razoável chuva 🌧️. Jantei sanduíches, manga e pães doces. Sebastião ofereceu-me pizza, que haviam trazido de um evento, mas eu já tinha jantado e ele então disse que ofereceria no café da manhã. As dores nas costas continuavam e agora também havia algumas bolhas nos pés. Na 6.a feira 14/9 comecei o dia indo tomar um banho de mar às 7 h 👍. O portão estava fechado, então eu pulei o muro lateral para não sujar a parede nem provocar qualquer dano ao portão. Quando voltei tomei um excelente café da manhã oferecido por Sebastião e família, com pizza, pão, queijo, manteiga, pão doce, café e leite . Sebastião acompanhou-me à mesa. Ele me contou que era de Brasília e havia se aposentado no ramo de hotelaria. Depois, enquanto esperava a chuva passar, conversei bastante com Pedro, seu neto. Vi Sebastião alimentar os micos. Falou-me também de gata, filhotes e cachorros. Após o tempo firmar parti para Serra Grande. No caminho vi 2 peixes 🐟 na areia e quase os joguei de volta ao mar. Só não o fiz porque vi pescadores e quando lhes perguntei se eram sua pesca eles confirmaram. Achei as praias muito belas até o pé da serra. Lá havia um hostel (R$ 40,00) em que conheci Pica-pau e Rap. Este último me falou de uma apresentação de capoeira à noite no Barracão de Angola. Subi a Serra e no caminho parei em dois mirantes, de onde achei a vista espetacular . A foto abaixo é do primeiro deles. Para o segundo houve uma pequena trilha. Ao chegar ao povoado, procurei o hostel ao lado da farmácia da Shirley, sobre o qual Sebastião havia comentado. Fiquei hospedado lá por R$ 25,00 em dinheiro. Pétala, a dona, abriu uma exceção, pois não estava funcionando, mas concordou em me hospedar. Enquanto me apresentava o local, um morcego 🦇 apareceu voando dentro do hostel. Fiquei num quarto privativo com banheiro e ventilador. Depois de acomodado, fui à represa e ao Poço do Robalo. Lá o vigia falou-me do caminho para a Praia do Pompilho, Itacarezinho e Itacaré. Comprei R$ 5,10 na Fazendinha (8 tomates, 1 penca de bananas, chuchu, 2 cebolas) e R$ 3,96 na padaria (12 pães), ambos com cartão de crédito. Após jantar sanduíches, fui assistir à roda de capoeira no Barracão. Houve show do Rap, que havia me falado da roda de capoeira e foi aniversário de uma aluna chamada Sabiá, que ofertou um bolo. Gostei muito da roda de capoeira 👍. Lá conheci uma paulista de São José do Rio Preto, que estava de férias. À noite houve bastante sons no telhado, que acho que eram morcegos. Houve pernilongos, mas eu não liguei o ventilador porque fiquei com frio. As dores nas costas diminuíram. No sábado 15/9 fui para Itacaré. Saí após às 9 horas, pois precisava de maré baixa para cruzar a Barra do Tijuípe. Fui pela Trilha do Cemitério, de onde achei a mata, a praia e a vista muito belas . Atravessei a Barra do Tijuípe com água abaixo do joelho. Fui em frente até o Itacarezinho. Achei as praias muito boas e bonitas . Perguntei a uma moça e a um nativo sobre trilhas a seguir, ela me deu uma explicação sobre as próximas trilhas e ele me deu uma explicação detalhada incluindo outras praias que eu conheceria no futuro. Peguei então as trilhas para as praias da Gamboa, Hawaizinho e Engenhoca, cuja foto está a seguir. Não consegui encontrar nenhum coco em condições de ser pego durante o dia inteiro. A natação ficou prejudicada porque havia muitos surfistas e o salva-vidas sugeriu que eu não fosse onde eles estavam para evitar acidentes. Na volta da Engenhoca, tomei um banho na cachoeira abaixo. No fim da trilha peguei a pista e fui por ela até Itacaré. Em um ponto do caminho dois rapazes começaram a olhar para trás e diminuíram o passo. Eu me assustei e pensei que pudesse haver problemas. Mas logo à frente eles entraram numa vila rural e acho que foi alarme falso. O final do caminho andei já no escuro, mas como havia uma ciclovia na rodovia, isto facilitou tudo. Ao perguntar em um supermercado sobre a localização da pousada a que pretendia ir, alertaram-me para não ficar hospedado na “Passagem”, pois era ponto de tráfico e poderia haver guerra entre rivais. Então decidi ir para a 2.a opção da lista, que o pessoal do supermercado disse ser num local bem mais seguro. Peguei gratuitamente um mapa turístico numa agência de viagens. Passei por um hostel de um chileno, que cobrava R$ 25 a diária sem café da manhã e R$ 40 com café, mas fui ficar no Babel Hostel (https://www.facebook.com/hostelbabel) por R$ 20 a diária sem café da manhã em quarto coletivo com banheiro fora. O dono era Gastón, um argentino que estava morando no Brasil e me recebeu muito bem 👍. Comprei com cartão de crédito R$ 12,48 (espaguete, abobrinha, pepino, beterraba, batata, cebola, mamão, chuchu, biscoito de maisena e goiabada) no Center Supermercado (https://www.facebook.com/pages/category/Grocery-Store/Center-Supermercados-164954680739167/) para as refeições. Cozinhei espaguete 🍝 e o jantei com legumes e frutas. Antes de dormir ainda conversei com Gastón, casal de argentinos e carioca, dono da pousada ao lado. No domingo 16/9 fui explorar os arredores de Itacaré. Comi legumes, frutas, bolachas e goiabada no café da manhã e fui a pé até a Praia de Jeribocaçu. Depois de andar cerca de 1 hora na rodovia, peguei a estrada de terra e depois a trilha para a praia. Achei bela a paisagem na trilha, com a mata e vistas para o mar. Em determinado momento ela cruzou um campo de futebol. Encontrei um velho com um jegue na estrada de terra que vinha falando e cantando. Disse que estava vendendo o jegue por R$ 3.000,00 😀. Ele vendia algum tipo de líquido de cacau. Um pouco adiante cheguei à praia, que era ladeada por um rio. Conheci mãe e filha gaúchas que por lá passeavam. Surfista deu-me indicações sobre as outras praias do entorno e trilhas para elas. Achei belas as praias de Jeribocaçu, Arruda e Palmas. Vi peixes nadando nos recifes 🐠 de coral. Peguei 2 cocos na Praia das Palmas 👍. Na volta dela, peguei um caminho alternativo e descobri um lago, mas como parecia ser propriedade particular, resolvi não nadar. Conversei com salva-vidas sobre o mar e o caminho para cachoeira, tomei 2 banhos de mar e um banho de rio no final. Depois de aproveitar bastante o dia nas 3 praias, comecei a voltar para ir à Cachoeira da Usina. Vários disseram que o caminho pela trilha era difícil de encontrar, então voltei até a rodovia e fui por ela. Logo no início perguntei a algumas pessoas que estavam em vans e os dois primeiros responderam ironicamente e deram informações erradas (disseram que ficava a 20 km ou algo parecido), mas indicaram o último motorista como referência. Ao perguntar-lhe, deu as indicações corretas e disse que ficava a 3 km. No caminho, um homem cruzou comigo olhando para minha cintura, como quem procura algo, e me perguntou se eu vinha em paz 😟. Respondi que sim, ele me falou para ir com Deus (como se repetisse um chavão) e depois completou que isso era a maior mentira e Deus não existia. Achei linda a vista da cachoeira e o banho e hidromassagem deliciosos . A represa próxima também achei bela. Quando estava voltando e tinha acabado de chegar na ciclovia, que começava justamente depois da entrada para Jeribocaçu, uma van parou e me ofereceu carona. Era o mesmo homem que havia sido irônico quando lhe perguntei sobre a cachoeira. Eu não o reconheci de início e aceitei a carona. Seu nome ou apelido era Gel. Desta vez, talvez depois de perceber que eu não era mal-intencionado nem estava alterado, não foi mais irônico e me falou para tomar cuidado ao andar em rodovias. Disse que aconteciam muitos acidentes e havia pessoas que poderiam me atropelar por pura maldade (lembrei do incidente entre Itabuna e Ilhéus). Ele me falou que minha camisa comprida assustava (não dava para ver meu calção) e sugeriu que eu colocasse uma bermuda, pois do jeito que estava as pessoas das comunidades poderiam ficar com medo e hostis. Talvez tenha sido por isso que foi irônico no primeiro encontro. Deixou-me no centro, bem perto da pousada. Ainda tive tempo de dar um passeio na rua principal, que descobri ser atrás da pousada, com muitas lojas, locais para comer e exibições. Lá estava o homem do jegue, que a princípio também não reconheci, mas que aparentemente se dirigiu a mim. Depois pensando, reconheci que era ele e voltei lá para cumprimentá-lo, mas ele já havia ido. Conversei razoável tempo com Gastón sobre o sistema (social) e expliquei como era minha vida. Jantei espaguete com legumes e frutas, e goiabada de sobremesa. Na 2.a feira 17/9 novamente comi legumes, frutas, bolachas e goiabada no café da manhã e depois fui às praias perto do hostel (Rezende, Tiririca, Costa e Ribeira) e de lá peguei trilha para Prainha. Várias pessoas disseram que eu poderia me perder e que poderia ser perigoso dependendo do local onde fosse parar. No início da trilha encontrei um surfista voltando, que me disse que conseguiria ir sem me perder e me falou para cruzar a ponte. Segui o rio, conforme um hóspede do hostel havia me dito anteriormente, encontrei algumas pessoas nadando numa espécie de remanso do rio e confirmei com o seu guia que deveria cruzar a ponte. Cruzei-a logo à frente, segui a trilha e cheguei a uma cerca de arame farpado, sem indicação. Se bem me lembro, o hóspede do hostel havia dito para eu ir à esquerda, que foi o que fiz, após explorar um pouco as possibilidades. Segui a trilha e andando mais meia hora cheguei à Prainha. Achei bonita a mata na trilha 👍. Achei a Prainha muito bonita e boa para nadar . Estava sendo filmado um seriado sobre surf da Disney a ser exibido mundialmente. Fui até a sua extremidade, onde descobri que existia acesso para uma outra praia, que ficava dentro de um condomínio. O vigia Tiago autorizou-me ir até a praia por dentro do condomínio e me ensinou o caminho. Era a Praia de São José, que também achei muito bonita e boa para nadar . Antes de nadar lá, falei com o rapaz que cuidava do aluguel de pranchas e atuava também como salva-vidas. Depois que voltei do mar, ele me disse que quando o garçom me viu no meio das ondas, no fundo, veio correndo falar com ele e perguntar o que eu estava fazendo lá, mas ele o tranquilizou dizendo que eu já havia falado com ele e parecia conhecer mar e saber nadar o suficiente. Na volta errei o caminho e fiquei andando por trilhas secundárias cerca de 30 minutos, até decidir voltar a um ponto conhecido e refazer a trilha prestando muita atenção e tomando outra direção em uma bifurcação em que tinha ficado em dúvida. Depois encontrei um casal de Goianésia, com quem conversei parte do caminho e que junto comigo viu micos 🐒 perto da trilha. Separei-me deles para entrar em 2 pequenas cachoeiras. Depois de voltar conversei novamente com o salva-vidas da Praia da Ribeira que havia dado muitas informações e ele me falou de uma trilha pelas pedras para a Praia do Siriaco. Fui até lá apreciar o visual. Como a maré estava subindo, precisei tomar cuidado em um ou dois cruzamentos de fendas nas pedras. Após voltar de lá, fui às praias da Concha, onde fui ao farol e tomei mais um banho de mar, e da Coroa, onde ficava o Centro Histórico, com suas casas e igreja antigas, que pude visitar. Por fim, a partir do Mirante do Xaréu, fui ver o Pôr do Sol, que achei muito bonito mesmo com nuvens 👍. Depois disso voltei para o hostel. Jantei espaguete com legumes e frutas. Num passeio à noite reencontrei o velho do jegue a que não havia respondido no dia anterior e fui falar com ele, explicando que não o havia reconhecido. Ele entendeu e não ficou chateado, o que me deixou muito feliz 😊. Chegaram novos hóspedes, incluindo um artista carioca, que aparentemente havia sido roubado e tinha vendido um trabalho feito com folha de bananeira para conseguir dinheiro para passar a noite. Na 3.a feira 18/9 minha ideia era ir até Maraú. Após tomar café, despedi-me de algumas pessoas do quarto e do hostel e parti. Primeiramente passei pelo Bradesco para sacar dinheiro. Paulo atravessou-me de barco até a Praia do Pontal por R$ 5,00 em dinheiro. Inicialmente andei na direção contrária para conhecer o finzinho da praia e por volta de 9:30 comecei a caminhada. Achei as vistas da paisagem muito belas . As praias estavam majoritariamente desertas. Encontrei pessoas em Piracanga pela manhã e depois somente à tarde após as 14 horas. Peguei 2 cocos na praia e tomei um banho de mar 👍. Atravessei 2 rios, um dos quais com água acima da cintura (tirei camisa, boné e chinelo, e coloquei a mochila na cabeça). Meu objetivo era ficar na cidade de Maraú, mas eu havia visto erradamente no mapa e a cidade era distante da praia. Então ao chegar em Algodões comecei a procurar por local para pernoitar. Sugeriram-me o Hostel Algodões, mas estava fechado. Então sugeriram-me o Bar do Raul, na Praia de Saquaíra, para onde rumei. Abaixo uma foto da praia anterior à de Saquaíra. Ao chegar em Saquaíra, logo avistei o bar, na beira da praia. O Raul e Benê, seu empregado, ao perceberem que eu queria algo barato, ofereceram-me por R$ 20,00 em dinheiro ficar no quarto em que dormiam os empregados, que naquele dia estaria vago 👍. Após examinar o quarto e receber as explicações de Benê, aceitei. Era um quarto simples, na beira da praia, com cama de madeira, colchão fino e desgastado, sem ventilador e com lâmpada que se ligava e desligava no soquete. O chuveiro era ao ar livre na praia. O banheiro era o do bar e ficava fechado durante a noite. Mesmo assim, foi uma das melhores noites, sem mosquitos, com a vista do céu noturno estrelado e da praia noturna. Após acomodar-me fui tomar um banho de mar e percebi que o fundo do mar tinha corais. Depois de tomar banho fiquei conversando com Benê, Clóvis e outro amigo deles sobre a vida naquela região. Raul deu-me chá como cortesia 👍. Após isso, Benê deu-me orientações sobre a localidade e onde fazer compras, fui comprar biscoito de coco, cenoura, pepino, tomate, pimentão e manga no Mercado Souza por R$ 6,96 com cartão de crédito. Jantei isso acrescido de chuchu que havia sobrado. Após apreciar o céu 🌙 e a praia à noite, ao voltar para o quarto, um siri entrou 🦀. Eu fui procurá-lo e o coloquei para fora. Voltei a apreciar a praia e quando fui entrar o siri entrou novamente e ficou embaixo da cama. Resolvi deixá-lo lá e ir dormir 😀. Na 4.a feira 19/9 fui para Barra Grande. Assisti o nascer do sol 🌅 da minha cama, que ficava de frente para a janela e esta de frente para o mar. Após levantar fui tomar um banho de mar antes do café da manhã, que foi igual ao jantar da noite anterior. Apreciei as pinturas na sala de refeição do bar. Depois agradeci e me despedi do Raul e iniciei a caminhada. Achei as praias lindas , com muitas pessoas, diferente do dia anterior. Várias delas tinham recifes de coral. Peguei um coco durante a caminhada. Passei por um farol perto da Ponta do Mutá e cheguei em Barra Grande. Lá fiquei hospedado no Hostel Ganga Zumba (http://www.gangazumbahostel.com.br/) por R$ 45,00 com cartão de crédito, em que fui atendido por Alexandre. A dona, Maria, que estava amamentando, prontificou-se a me dar informações turísticas posteriormente sobre a região. Fiquei em quarto coletivo, com banheiro externo, chuveiro com água quente, ar condicionado e café da manhã. Disseram-me que Taipu de Fora seria o melhor local para ver peixes e animais marinhos quando a maré estivesse baixa, o que seria perto de 17 a 18 horas. Resolvi ir fazer compras então para depois voltar a Taipu, por onde havia passado no caminho. Comprei 3 pães por R$ 1,00 com cartão de crédito na Padaria Bom Sabor e os comi antes de ir. Comprei também R$ 4,00 com dinheiro em chuchu, cebola, berinjela, beterraba, batata e laranja no Verdurão para o jantar. Depois fui acelerado para Taipu, pois na vinda tinha demorado quase 2 horas e já eram mais de 15:30. Mas consegui chegar pouco depois das 17 horas, ainda com luz. Procurei informar-me sobre onde seria o ponto para ver os peixes e animais e uma família que estava nadando com equipamentos de natação indicou-me um ponto em que haviam visto. Tentei e não consegui. Aí perguntei a outros que estavam lá perto e me indicaram o ponto mais exato em que a família estava. Então consegui ver alguns peixes. Apareceram alguns rapazes aparentemente nativos (talvez pegando peixes ou apenas os vendo) e me indicaram um ponto mais adequado ainda. Aí pude ver vários peixes 🐠, coloridos, alguns amarelos com listas pretas. Começou a escurecer e eu resolvi voltar, mas fiquei razoavelmente satisfeito com o que tinha visto. Cozinhei as batatas e jantei o que havia comprado no Verdurão. À noite fui dar uma volta na pracinha e assisti à parte da aula de caratê na escola. Antes de dormir, conversei com o carioca Gustavo que estava no mesmo quarto e fazia o trajeto inverso, porém não a pé. Ele vinha de Morro de São Paulo. Durante a noite o ar condicionado incomodou-me (eu não gosto de ar condicionado). Foi a única vez em que vesti a blusa de moletom para frio que havia levado . A vista do mar em frente à Barra Grande está na foto a seguir. Na 5.a feira 20/9 fui para Boipeba. Após acordar tomei o café da manhã oferecido pelo hostel. Achei-o muito bom , com café, leite, chocolate em pó, sucos de cajá e graviola, pães de 2 tipos, mussarela, tomate, batata doce, mamão, melancia e bolo de chocolate, em forma de buffet. Depois despedi-me de Gustavo e fui a pé até a Ilha de Campinho. Achei o trecho de praia bonito 👍. Precisei atravessar uma espécie de rio ou braço de mar pequeno nadando 🏊‍♂️. Caminhei pela praia e depois para ir até o local em que havia pessoas da Ilha de Campinho precisei novamente atravessar um pequeno trecho nadando, num ponto que um argentino de Buenos Aires me indicou. Ele estava lá com a família (acho que de férias). Lá conversei um pouco com os homens que estavam num bar, sobre ir a Taipu de Dentro, mas me disseram que era longe e que não era possível ir pela praia. Então resolvi voltar. Encontrei Alexandre de folga na praia, que me disse para falar com Maria que tinha combinado com ele de sair atrasado meia hora do hostel. Havia conversado com várias pessoas desde o dia anterior sobre como fazer a travessia de Barra Grande para o outro lado em direção a Pratigi. Havia muitas informações desencontradas, até que conversei com NenNei (acho que o nome era este) que vivia na área a tempos fazendo travessias e cuja família tinha morado nas áreas por onde eu queria passar. Ele explicou-me tudo e me ofertou a travessia por R$ 60,00 até um ponto a partir do qual eu poderia andar e seguir o trajeto que pretendia. Mas eu acabei optando por não ir devido ao preço e à incerteza de conseguir travessias nos pontos em que precisaria. Cheguei ao hostel, falei com Maria se precisava pagar diária extra, ao que prontamente ela respondeu que não, despedi-me e fui pegar a lancha de linha das 13 h para Camamu pela Camamu Adventure (http://www.camamuadventure.com.br/) por R$ 20,00 com cartão de crédito. Achei belas as paisagens da viagem de barco , que durou mais de meia hora. Em Camamu havia várias construções históricas, mas que só deu tempo de ver de longe. Pouco depois das 14 h peguei um ônibus para Graciosa pela Viação Cidade Sol (https://www.viacaocidadesol.com.br/) por R$ 12,60 com cartão de crédito. A viagem teve belas paisagens de mata e cidadezinhas 👍, durando cerca de 2 horas. Em Graciosa peguei a lancha para Boipeba às 16:30 (acho que era a última) por R$ 35,00 em dinheiro. Haviam dito em Barra Grande que custaria R$ 15,00. Achei espetaculares as paisagens desta travessia , com trechos de mangue nas laterais e perto do pôr do sol. Em Boipeba fiquei no Hostel Abaquar (https://www.abaquarhostel.com) por R$ 25,00 a diária com cartão de débito. O hostel era da brasileira Fernanda e do belga Peter e tinha várias pessoas fazendo trabalho voluntário em troca de hospedagem. Fiquei em quarto coletivo, com banheiro dentro, sem café da manhã. Havia área verde com redário, sala de TV, bar e cozinha. Quando lá cheguei havia alguns policiais que eles chamaram pelo fato do vizinho ter ofendido uma hóspede ou colaboradora. Fiz compras para o jantar, R$ 1,30 de cebola, R$ 3,75 de chuchu, pimentão e beterraba, R$ 4,70 de biscoito e espaguete, R$ 1,85 de batata e R$ 3,50 de goiabada, tudo em dinheiro (não havia bancos nem caixa eletrônicos em Boipeba). Cozinhei o espaguete e misturei com os outros ingredientes para o jantar, conversei com algumas pessoas que faziam trabalho em troca de hospedagem e assisti ao fim do jogo da Libertadores ⚽ que estava sendo transmitido, após o uruguaio Fernando configurar a TV para mim. Alguns hóspedes disseram-me para deixar a porta do quarto fechado para que o gato não entrasse e deitasse na cama. Abaixo a Praia de Boca da Barra. Na 6.a feira 21/9 fui explorar Boipeba. Após café da manhã com parte do que havia comprado, fui andando pelas praias, passando por Boca da Barra, Tassimirim, Cueira, Moreré e Bainema. Achei as vistas muito belas . Para chegar até Moreré precisei atravessar um pequeno rio. Como a maré estava alta, passei pelo trecho que tinha pedras, pois disseram que mais perto da praia havia ostras que poderiam cortar os pés. No fim da Praia de Bainema, encontrei Caetano, pescador e morador de Castellanos, que estava indo para lá. Perguntei se poderia ir com ele, pois haviam dito que a trilha era muito difícil. Ele concordou e fomos. Ele foi dando informações sobre a trilha e num determinado momento abriu um coco maça 🥥, que eu nem sabia que existia. Ofereceu abrir um para mim também e eu aceitei. Achei uma delícia . Tinha a consistência de maça com sabor de coco. A partir de um determinado ponto, a trilha seguia pelo meio do mangue. E mais à frente, começava a ter água do mar. Caetano pegou 2 caranguejos-siri 🦀 na trilha. Quando chegamos ao local onde estava o barco dele, a água já estava na altura da coxa. Daí para frente fomos de barco e saímos em um rio, que atravessamos junto com Marcelo, que se uniu a nós na outra margem, mas ainda longe do ponto final de destino na praia. Após chegar lá conheci sua família e amigos. Ele me explicou o caminho de volta e disse que seria mais fácil, pois a maré já estaria baixa. Ofereci-me para ajudá-lo a fazer uma página na internet para divulgar possíveis serviços de guia e outros e ele disse que me enviaria mensagem por celular com seu contato. Eram perto de 14 horas e fui caminhar até a Ponta de Castellanos. Achei as paisagens espetaculares, entre as melhores da viagem . Tanto do mar, quanto da praia, rio e vegetação. Fui andando rápido, pois não queria pegar escuridão na volta. Após deliciar-me com as paisagens magníficas, chegar até a ponta e tentar ver o povoado de Cova da Onça, voltei acelerado. Quando cheguei ao ponto em que havia desembarcado e perguntei onde era o início da trilha para sair no ponto mais curto de travessia do rio, Marcelo e João do Barco, seu tio, disseram-me que me atravessariam, pois tinham que atravessar mesmo e poderia ser perigoso eu atravessar nadando aquele rio extenso (realmente era bem mais extenso do que eu tinha imaginado quando perguntei a Caetano se poderia ir com ele). Acho que eles tinham ficado esperando por mim. Antes de atravessar reencontrei Alexandre, atendente do hostel de Barra Grande, que estava tomando algo em um bar restaurante da praia. Ele perguntou se tinha corrido tudo certo ao falar com Maria (a dona) sobre o atraso, disse que sim, desejei-lhe boa folga e fui. Eles me atravessaram e me deixaram já dentro do mangue, pouco depois de onde eu havia embarcado com Caetano 👍. Agradeci muito, pois realmente atravessar aquele rio nadando teria sido duro . A água estava mais baixa e quando cheguei ao ponto em que havia subido no barco de Caetano, já estava quase seco. Segui pelo mangue sem me perder e cheguei de volta à Praia de Bainema. Entre a ida e a volta vi alguns caranguejos e pássaros 🐦 no mangue. Vi também tartarugas mortas nas praias e piscinas naturais em vários pontos. Voltei e passei pelo rio que levava a Moreré ainda com claridade. Com maré baixa pude atravessar pela praia mesmo. Entretanto acabei pegando o fim da trilha à noite, o que foi um pouco problemático num ponto que passava por dentro de mata, pois era difícil enxergar, visto que as árvores tapavam a luz da Lua e das estrelas. Mas foi um trecho curto. Jantei espaguete com legumes, biscoito e goiabada. Mariana, uma das funcionárias voluntárias do hostel, falou-me que no dia seguinte ela e 2 amigas iriam até Castellanos e perguntou se eu não queria ir junto. Expliquei que tinha ido naquele dia e disse que um pescador e morador que me atravessou para lá desejava atuar como guia também e tinha ficado de me enviar seu contato. Ela se interessou e fiquei de repassar para ela assim que recebesse, mas Caetano não me enviou seu contato. À noite houve uma festa gratuita com música no bar do hostel, que era comandado por Melissa, argentina de Puerto Madryn e por uma mineira. Lá reencontrei um surfista que havia me dado orientações quando estava em Bainema e se ofereceu para guiar Mariana e suas amigas até Castellanos, mas Mariana acabou optando por outra alternativa. No sábado 22/9 fui andando até Cova da Onça. Após café da manhã, semelhante ao do dia anterior, parti e fui procurar o início do que chamavam de Caminho do Trator. Era a estrada por onde passava o trator de coleta de lixo. Após andar por algumas ruas da cidade, encontrei-a e a segui por cerca de 2 horas até Cova da Onça. Ela tinha belas paisagens, era de areia ou terra e estava em sua maioria deserta. Passei por uma comunidade quilombola onde confirmei o caminho. Num dos pontos mais altos achei a vista do mar e da costa muito bela. Ao chegar ao povoado, surpreendi-me com seu tamanho, muito maior do que havia imaginado. Tinha praias com mangue e barcos. Após andar na pequena orla, perguntei a alguns moradores se era possível ir em frente e ver a paisagem ou chegar até o rio que a separava do caminho que levava a Pratigi e Barra Grande, por onde eu queria ter passado mas não consegui. Explicaram-me que havia uma trilha pela orla em que depois eu subiria e iria parar nos campos, onde se poderia ver amplamente a paisagem. Segui a trilha conforme indicaram e cheguei num ponto bem alto, em que pude ver a vegetação, a mata, a costa, as praias, os rios, o povoado do outro lado do rio e toda a natureza ao redor. Achei a vista espetacular. Foi, juntamente com o Mirante de Morro de São Paulo, a vista de que eu mais gostei na viagem. Mas se tivesse que escolher uma só, escolheria esta. Após descer, perguntei se poderia pegar um coco das árvores da orla. Amantino e seu amigo pegaram dois cocos com bastante água e massa para mim e um para ele. Enquanto comíamos os cocos ficamos conversando. Ele me falou que havia morado e trabalhado em São Paulo e que agora estava aposentado. Apareceu uma menina de uns 8 anos, chamada Júlia, e perguntou porque a minha camisa estava suja daquele jeito e se eu morava no mato. Eu ri, respondi que não morava no mato e a camisa estava suja de tanto abrir cocos manualmente nas praias. Ofereci coco para ela e ela não aceitou (acho que ficou com medo ou com vergonha), mas depois que eu estava acabando, pediu ao dono do bar em frente aos coqueiros (talvez algum parente seu) para pegar um coco para ela, mas ele disse que não iria pegar cocos naquele momento. Antes de voltar, resolvi perguntar se havia uma trilha para a Praia de Castellanos, como alguns haviam dito no dia anterior. Disseram-me que sim, bastava seguir o caminho do trator (era outro ramo). Segui a trilha e em cerca de 1 hora cheguei lá. Achei muito bonita a paisagem da trilha no meio da mata, com pássaros. Foi fácil, com pouca probabilidade de erro, ao contrário do que me haviam dito 1 dia antes. Novamente apreciei a bela vista daquela localidade. Tomei 2 banhos de mar pequenos, andei até a Ponta dos Castellanos novamente, fui até a curva de onde se avistava o local onde havia desembarcado 1 dia antes e depois voltei. Peguei 1 hora de escuridão, passando por um trecho de mata em que havia vários morcegos. Ofereceram-me carona por 2 vezes, eu agradeci e recusei, pois achei que não era necessário. Jantei espaguete com legumes, com biscoito e goiabada de sobremesa. Na 6.a feira ou no sábado eu fui visitar a loja de artesanato de uma argentina que havia se mudado para lá e um restaurante típico baiano, com quadros, que ficavam na ladeira que ligava a praça central ao porto. Gostei de ambos, que me atenderam muito bem. No domingo 23/9 aproveitei para descansar. Após acordar fui pesquisar como cruzar o canal para ir a Morro de São Paulo. Atravessei e voltei nadando e me convenci de que precisava de um barco, pois a partir de certo ponto a água me cobriu. Depois comprei R$ 1,60 em pães (cebola, coco, milho e arroz) e R$ 2,00 em pepino e chuchu para o café da manhã e o jantar, ambos com dinheiro. Após o café da manhã, fui visitar os pontos de interesse que eram próximos ao centro. Fui à Casa de Farinha, Mirante do Quebra Cu, Igreja (que estava fechada) e Mirante Céu de Boipeba (dentro de uma pousada ou hotel, que os donos permitiram acessar). Achei as construções antigas interessantes e a vista dos 2 mirantes muito boas, mas preferi a do Mirante da Cova da Onça. Do Céu de Boipeba eu fui pela trilha até a Praia de Cueira, onde passei o resto do dia, contemplando e descansando. Já havia gostado daquela praia anteriormente e continuei gostando, agora com o dia todo para desfrutar. No fim da tarde vi o pôr do sol, que teve cores avermelhadas e alaranjadas. Tomei 2 banhos de mar ao longo do dia. À noite chegou ao hostel o carioca André, que tinha ido prestar um concurso público e decidido ficar mais um dia para conhecer a área. Ele morava e trabalhava com turismo em Ilhéus, sendo dono de um hostel e organizando excursões de Ilhéus a Morro de São Paulo. Levei-o para um passeio à noite, para apresentar o pouco do centro que eu conhecia e aproveitamos para tentar ir conhecer a igreja. Mas estava havendo missa e eu não entrei. Porém pude apreciar a vista do mar e da orla a partir da sua lateral. Era noite de Lua cheia e eu achei o céu muito belo. Ainda deu tempo de ver um pouco de Cruzeiro x Santos pelo campeonato brasileiro. O uruguaio Fernando, que torcia para o Peñarol, falou-me que não tinha boas lembranças do Santos nem do Palmeiras, que tinha sido o jogo da 5.a feira anterior. Na segunda-feira 24/9 fui para Morro de São Paulo. Comprei R$ 1,20 com dinheiro em pães (2 de cebola e 1 de arroz) para o café da manhã. Despedi-me de André, que foi dar um passeio nas praias. Fui visitar a Igreja do Divino Espírito Santo, que desta vez estava aberta. Aproveitei para apreciar a vista a partir do mirante durante o dia, que me pareceu muito boa. Quando entrei no terreno atrás da igreja em que ficava o cemitério, um homem que estava cavando um túmulo disse que estava preparando a minha cama . A seguir visitei o Museu dos Ossos, que tinha fragmentos de ossos de baleias e outros animais marinhos. Depois voltei ao hostel, peguei a mochila e fui procurar a travessia para a Praia do Pontal, mostrada abaixo. Paguei R$ 10,00 em dinheiro por ela. Inicialmente fui no sentido oposto para conhecer um pouco a área e depois rumei para Morro de São Paulo. Caminhei pela praia passando dentro de trechos de mangue, o que achei sensacional. Peguei um coco, que deu enorme trabalho para desbastar até a casca dura, pois não havia nada cortante por perto. Um rapaz passou 2 vezes de moto enquanto eu tentava desbastá-lo e me perguntou se eu havia visto um chapéu. Respondi que não, mas que se encontrasse deixaria na barraca que ele indicou. Na saída de uma das trilhas de mangue havia uma árvore com vários ninhos de pássaros. Logo em seguida cheguei à Praia de Guarapuá, que achei magnífica. O mar tinha vários tons de verde e azul, conforme foto abaixo. E o banho foi delicioso. No fim da praia, indicaram-me para pegar uma trilha permitida por dentro de uma fazenda, cuja paisagem de mata muito me agradou. Um caçador que encontrei no meio do caminho deu-me informações preciosas sobre a trilha. Ele estava colocando ratoeiras. Já perto do fim da trilha, um rapaz que estava pegando cocos e caranguejos guaiamuns, abriu o coco para mim. A água estava já um pouco passada, mas mesmo assim tomei e aproveitei. Tinha muita massa, já seca, o que me permitiu comer em várias ocasiões. Logo a seguir cheguei na praia (5.a Praia), voltei um pouco até o mangue, para conhecer toda a extensão, e depois fui pela praia, apesar da maré já bem alta, rumo a Morro de São Paulo. Em Morro de São Paulo fiquei no Hostel La Casita (https://www.facebook.com/lacasitademorro) por R$ 25,00 a diária pagos com cartão de crédito. Os donos eram argentinos e havia vários hóspedes argentinos e chilenos. O hostel tinha muita comida comunitária (arroz, feijão, queijo ralado, farinha de milho, temperos etc), o que enriqueceu minhas refeições e achei uma ótima ideia, pois para quem vai ficar pouco tempo é inviável comprar a quantidade normalmente vendida destes itens. Na primeira noite uma mineira funcionária voluntária, do mesmo tipo que troca hospedagem e refeições por trabalho, fez um bolo de cenoura de que gostei. Fiz compras no Supermercado Estrela da Manhã (espaguete, goiabada, pepino e chuchu) por R$ 8,50 com cartão de crédito e em outro supermercado (cebola e laranja) por R$ 2,70 em dinheiro. Na 3.a feira 25/9 fui explorar Morro de São Paulo. Inicialmente comprei pães no Mercado Nativo (3 pães franceses, 3 pães de milho e 2 pães de arroz) por R$ 2,00 com cartão de crédito. Depois do café da manhã segui o caminho para a Praia de Gamboa. A trilha ia por morros e descia para a praia. Achei muito boa a vista do alto dos morros. Com a maré baixa, caminhar pela praia foi tranquilo. Já em Gamboa, o barqueiro Ângelo aceitou cruzar-me para o outro lado quando fosse seguir viagem e disse que o faria de graça. Eu pedi um preço, mas ele falou que poderia dar quanto quisesse, talvez só R$ 5,00 para pagar o óleo. Continuei até acabar a praia e depois segui pelo manguezal. Lá encontrei um pescador ou caçador de caranguejos que disse que a trilha poderia levar-me ao Galeão, mas que seriam 2 horas de trilha e que esta estava muito suja, com grandes chances de eu não conseguir. Resolvi então não ir e só caminhei mais um pouco até onde achei o caminho razoável. Não foi tão espetacular quanto a trilha entre Boipeba e Guarapuá, mas não deixou de ter certo interesse. Na volta, depois de chegar à praia, tomei um gostoso banho de mar. Perguntei a várias pessoas se dava para voltar pela praia com a maré como estava e quase todos disseram que não. Eu não tinha levado dinheiro para pegar o barco e a trilha sem ser pela praia passava pela comunidade Buraco do Cachorro, que disseram não ser segura porque tinha alguns redutos de crime. Como um nativo me disse que era possível ir pela praia, porém seria sofrido, resolvi ir pela praia assim mesmo. Até que não foi tão difícil, pois toda a primeira parte foi possível fazer por uma faixa estreita de areia, aguardando as ondas baixarem em alguns trechos, ou por cima de pedras. Depois surgiram trilhas laterais nos morros, o que facilitou tudo. Mais à frente encontrei algumas pessoas nas pedras e brincando no mar e elas me indicaram como pegar a trilha principal para chegar de volta a Morro de São Paulo. Aproveitando que voltei cedo, fui conhecer a Fonte da Biquinha, a fortaleza, as praças, a igreja e o farol. Depois fui aos mirantes, de ambos os lados do farol. Achei a vista espetacular, entre as melhores da viagem. Esperei para ver o pôr do sol do mirante principal, que estava lotado. À noite reencontrei Mariana, que agora estava como hóspede, preparando-se para ir fazer trabalho voluntário trocado por hospedagem e refeições na Praia de Pipa. Jantei espaguete com legumes, acrescido de um pouco dos itens comunitários (proteína texturizada de soja, arroz, feijão, farinha de milho e temperos). Depois fui dar um passeio na orla e apreciar a vista noturna. Havia uma passarela de madeira bem movimentada, que permitia andar perto da costa. Na 4.a feira 26/9 fui ver os peixes e descansar. Tomei café com pães, legumes e goiabada e fui ver os peixes nos recifes de coral da 2.a Praia. Antes de chegar na água pude ver as piscinas naturais que se formavam com a maré baixa, conforme foto a seguir. Havia vários tipos de peixes, ouriços e coral. Fiquei lá bastante tempo apreciando os cardumes. Conversei com um aposentado nordestino que morava em Sorocaba e estava fazendo o mesmo. Depois fui conhecer o Teatro do Morro, o Campo de Mangaba e o mirante perto da antena. Desci de lá e fui para a 3.a praia para ver mais peixes. Havia também bastante peixes e caranguejos, mas vi menos do que na 2.a Praia. Fui até a ponta do recife apreciar a vista do mar e depois fui para a 4.a Praia, onde fiquei contemplando a paisagem. Lá também havia peixes, mas eu já estava satisfeito e não tentei muito. Boiei 2 vezes no mar, pois era muito raso, mas gostei. Já perto do fim da tarde voltei ao Mirante da Tirolesa (ao lado do farol) para ver as pessoas descerem. Depois fui ao mirante principal do outro lado para ver o pôr do sol novamente. Achei as vistas espetaculares de novo. Comprei pães (3 franceses, 2 de milho e 1 de arroz) para o dia seguinte no Mercado Nativo por R$ 1,50 com cartão de crédito. Jantei espaguete, arroz, feijão, farinha de milho, legumes e temperos. Depois que eu já tinha começado a fazer o jantar, perguntaram-me se eu queria participar da noite de pizza que haveria, mas aí já era tarde. E acabou havendo uma festa, junto com a pizza. Eu já estava no quarto, mas ouvi as canções argentinas (pelo menos eu acho que eram). Na 5.a feira 27/9 fui rumo à Praia do Garcez. Após o café da manhã com sanduíches, laranja e goiabada e de passar pela passarela com vista para as piscinas naturais nos recifes de coral com maré baixa, fui para o porto para pegar o barco de linha para o atracadouro, que era do outro lado do canal. Antes passei pelo guichê de cobrança para pagar a taxa ambiental, mas a atendente isentou-me, dizendo que a cobrança não existia quando a entrada era por Boipeba. No barco encontrei a argentina que tinha ficado no mesmo quarto que eu no hostel. Ela estava indo para Barra Grande. Peguei o barco da Quick Pousada e Transporte Marítimo por R$ 10,00 em dinheiro. Como ele era lento foi possível apreciar a bela paisagem com calma, incluindo os paredões de argila no caminho para Gamboa, exibidos na foto abaixo. Depois de chegarmos, despedi-me da argentina e comecei a caminhada rumo à Praia do Garcez. Fui perguntando a pescadores e habitantes locais se conseguiria cruzar o rio que havia lá e me disseram que com maré baixa conseguiria, mas pelos meus cálculos não chegaria no auge da maré baixa. Ao longo do caminho vi siris, periquitos, árvore com ninhos, casas de joão-de-barro e bastante sujeira também, mesmo em praias desertas. Havia também várias belas praias e trechos de vegetação, como esta área de mata da foto antes de chegar em Guaibim. Quando cheguei na Boca da Barra vi um rapaz aparentemente trabalhando ou esperando algo. Ele me disse que até há cerca de 15 minutos eu conseguiria atravessar, mas que agora a maré tinha subido e ele não sabia. Falou para eu fazer um teste. Fui pelo trecho que ele indicou e percebi que a água iria me cobrir. Desisti . Ele falou que havia muitos pescando e que quando um passasse ele pediria para me atravessar. Após alguns minutos, falou que seu primo vinha vindo de barco e que me atravessaria. Ele fez sinal para o primo que me permitiu embarcar e me atravessou. Ofereceu-me carona até o povoado de Ilha D’Ajuda, eu agradeci, mas preferi ir caminhando. Antes fui dar um passeio nos bancos de areia do outro lado da boca e tomar um banho de mar. Achei bela a área da barra do rio. Depois segui para o povoado. Havia muitas bifurcações na estrada, que era deserta. Acabei pegando um ramo errado e fui parar numa fábrica. Lá havia um rapaz trabalhando que me orientou sobre o caminho correto. No povoado fiquei na Pousada do Juraci por R$ 25,00 em dinheiro. Fiquei surpreso quando ele me falou que alugava quartos por R$ 150,00 por mês. Comprei R$ 5,40 (9 pães (francês, milho e leite), tomate, cebola e pepino) com cartão de crédito num mercado. Depois do jantar fui dar um passeio para conhecer um pouco do povoado e ainda pude admirar um pouco do céu noturno. Na 6.a feira 28/9 fui para Cacha Pregos, primeiro povoado da Ilha de Itaparica do meu roteiro. Um galo acordou-me cantando ao amanhecer . Tomei café da manhã, comprei pães (2 franceses e 1 de milho) no mesmo mercado por R$ 1,00 em dinheiro e rumei para Cacha Pregos. Peguei 3 cocos na praia, 1 com massa e 2 só com água, mas bem doces. Encontrei muitos siris na areia. Quando já estava perto de cruzar o Rio Jaguaripe encontrei um pescador que me perguntou se eu estava louco quando falei que pretendia ir a Cacha Pregos. Aí disse que tentaria um barco para me atravessar e ele respondeu que só mesmo se fosse assim. Quando cheguei no rio vi que a travessia era muito mais larga do que eu imaginava e que a margem em que eu estava era deserta. Tentei gritar para os barcos do outro lado, mas era tão longe que seria virtualmente impossível me ouvirem ou verem. Fui margeando o rio até ver uma espécie de iate ancorado. Fui em direção a ele para ver se conseguiria uma travessia. Conforme fui chegando mais perto vi outros barcos menores atracados numa espécie de trapiche. Apareceram alguns homens e comecei a atravessar um solo enlameado. Quando cheguei perguntei se eles iriam atravessar ou conheciam alguém que fosse. Eles disseram que iriam, porém no fim da tarde. Eram trabalhadores de uma fazenda de lazer, estavam consertando um barco e voltariam para Cacha Pregos após o trabalho no fim do dia. Então subi no trapiche, fui até a ponta numa espécie de abrigo e almocei os pães enquanto eles comiam suas marmitas. Combinamos de eu retornar no fim da tarde, deixei minha mochila no abrigo e voltei para a ponta da barra para ir à praia. Tomei banhos de mar e 1 banho numa pequena lagoa, além de ficar contemplando a paisagem. Na volta a maré havia subido e eu não tinha percebido o tamanho do impacto para o qual eles tinham tentado me alertar. Tive que atravessar a nado 2 razoáveis extensões de água onde antes era só areia enlameada. Após esperá-los, atravessei com vários outros trabalhadores da fazenda para Cacha Pregos. Durante a travessia eles me indicaram uma pousada barata. Passei antes numa de um espanhol que alugava via AirBnB, mas após falar com Zel da barraca, fui para a que eles e ela haviam indicado, que era a pousada 4 Estações (https://www.facebook.com/pages/category/Hotel/Pousada-4-Esta%C3%A7%C3%B5es-1650017345250201/) e lá fiquei por R$ 40,00 pagos com cartão de crédito. Após acomodar-me fui tomar um banho de mar e ver o pôr do sol a partir da praia em frente a ela, mostrado na foto abaixo. Depois fui comprar pepino, chuchu, cebola, pimentão, beterraba e laranja no supermercado por R$ 3,60 em dinheiro, 9 pães e 8 broas de milho na padaria por R$ 6,65 com cartão de crédito. Jantei sanduíches e depois fui dar uma volta na praia à noite, podendo desfrutar do céu estrelado. No sábado 29/9 saí rumo à cidade de Itaparica, mas sabendo que não chegaria lá em um dia. Logo de manhã fui tomar um banho de mar. Depois dei um passeio na praia até um pouco depois do ponto em que havia desembarcado, após o qual acabava a praia, para poder apreciar com calma aquele trecho. Passei na padaria para dizer que havia pego 1 pão a menos. Acreditaram e ainda me deram 1 pão a mais de cortesia. Depois do café parti. As praias estavam com bastante gente, pois era sábado, o que acho que tornou a caminhada mais segura, pois vários me disseram que a Ilha de Itaparica poderia apresentar trechos perigosos. Gostei bastante das paisagens, com o mar verde e já pude ver Salvador, lá longe, do outro lado da Baía de Todos os Santos. Tomei 2 banhos de mar ao longo do caminho, boiando na água calma. Uma foto de uma das praias, a Barra do Cavaco, pode ser vista abaixo Num determinado trecho fiquei preso pela maré numa passagem suspensa e tive que voltar e contornar pela rua. Resolvi parar em Mar Grande. Quando cheguei perguntei num restaurante sobre pousadas baratas e o garçom indicou-me algumas. Um rapaz que lá estava pediu para me acompanhar, pois queria receber alguma comissão da pousada. Porém estava meio alterado provavelmente por abstinência e acabou querendo influir na minha escolha para ganhar a comissão e depois pedindo para eu comprar um artesanato seu, pois ele queria fumar um baseado. Aí eu pedi para ele parar de me acompanhar. Ofereci pão, mas ele não quis. Iria ficar na Pousada Pôr do Sol, como ele havia indicado, tendo inclusive já fechado acordo de valor e condições com o atendente e informado que o rapaz havia me indicado, para o caso deles pagarem comissão. Porém eles não tinham o quarto pronto e me falaram para voltar depois das 19 horas. Pessoas locais haviam dito para mim que subindo um pouco acima da pousada e fazendo a curva era uma área perigosa, provavelmente de tráfico. O próprio atendente da pousada disse que aquela área era um pouco perigosa para turistas, mas que pela minha aparência achava que não haveria problemas. Resolvi arriscar. Fui então fazer compras para o jantar e o café da manhã. Ao descer a ladeira vi dois rapazes parados que pareciam estar vigiando e fiquei um pouco preocupado com a situação. Comi um acarajé no prato por R$ 3,00 em dinheiro, comprei R$ 2,00 em pães (7 pães, 4 franceses, 2 de milho e 2 de leite) na padaria em dinheiro (deram-me 1 pão de cortesia), R$ 0,92 em tomates, pepino e cebola no Mercado Fonseca com cartão de crédito e R$ 0,47 em bananas prata no BomPreço Bahia Supermercados com cartão de crédito. Quando voltei, já estava escuro, e ao começar a subir a ladeira, um homem sentado atrás de um caminhão, perguntou-me “Qualé que é?”. Assustei-me e respondi que só iria até a pousada. Ele me disse que poderia ir. Falei que iria depois então. Ele me disse para me aproximar. Não fiz isso. Perguntou se eu estava com medo alterando a voz e respondi que não, apenas voltaria depois. Outro rapaz mais acima falou “Tá de boa, pode vir”, mas eu optei por não ficar lá. Fui então para a Pousada Cigana (https://www.facebook.com/pousadaciganailha/), onde fiquei por R$ 50,00 em dinheiro, sem café da manhã. No dia seguinte descobri que existia um hostel na beira da praia por R$ 40,00 com café da manhã, que só não havia encontrado porque o rapaz que me acompanhou estava tão direcionado para a comissão que acabei não o vendo. Ao sair à noite para ver o povoado e a orla, vi 2 cavaleiros correndo pela lateral da orla. Quando chegaram perto do centro e o piso virou cimento na ciclovia, o cavalo de um deles caiu e ele foi junto. Mas nem um dos dois pareceu ter ferimentos mais sérios, embora o cavalo tenha demorado para se levantar. No domingo 30/9 fui para a cidade de Itaparica. Acordei e fui tomar um banho de mar. O portão estava aparentemente trancado e eu não conseguia abrir. Mas um hóspede mais acostumado conseguiu abrir facilmente e pude sair. Fui até a igreja antes para poder visitá-la, mas perguntei ao moço que a estava arrumando para a missa se poderia visitá-la com calção de banho e camiseta regata (de alças) e ele disse que não. Então fui para o mar e depois voltei. Ainda consegui visitar um pouco antes da missa, mas já com bastante gente. Comprei R$ 2,00 em pães (4 franceses, 2 de milho e 2 de leite) na padaria em dinheiro (novamente deram-me 1 pão de cortesia) e R$ 1,13 em tomate, pepino e cebola no Mercado Fonseca com cartão de crédito. Tomei café com o que tinha comprado e mais bananas do dia anterior. Depois saí com destino à cidade de Itaparica. Disseram-me que haveria trechos desertos, com matagal na beira da praia que poderiam ser perigosos, mas como era domingo as praias estavam com bastante gente e não tive nenhum problema de segurança, nem nos trechos mais desertos. Realmente passei por trechos com matagal ao lado e trechos desertos ao lado de morros, com muitas pedras e recifes na praia. Achei as paisagens belas. Passei por Bom Despacho, local de onde saíam os barcos para Salvador. Em frente ao local de embarque havia um quebra-mar, que tinha uma pequenina praia de areia embaixo e permitia uma bela vista. A foto a partir do local está abaixo. Perguntei no porto sobre horários, formas de pagamento, preços e segurança para ir a pé do ponto de chegada ao Pelourinho em Salvador. Ao chegar em Itaparica, enquanto procurava local para me hospedar, aproveitei para conhecer e apreciar as construções históricas do centro. Fiquei no Veranda Hostel (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g659906-d15207946-Reviews-Veranda_Hostel-Itaparica_Ilha_de_Itaparica_State_of_Bahia.html), cujo proprietário, François, era da Namíbia. A vista a partir de sua varanda agradou-me muito. Inicialmente combinamos R$ 45,00 a diária no cartão de crédito, sem café da manhã. Comprei R$ 3,00 (batata e chuchu) em uma mercearia e R$ 1,60 (tomate e cebola) em outra, pagando ambas com dinheiro. Ainda deu para ir à praia e lá fiquei por algum tempo, contemplando a paisagem. Estava lotada. Tomei 2 deliciosos banhos de mar, com consentimento dos salva-vidas para ir ao fundo. No fim da tarde ainda vi o lindo pôr do sol a partir da orla que ficava de frente para o hostel. Saindo de lá assisti ao resto do jogo entre Internacional e Vitória num bar. Os torcedores estavam revoltados com o pênalti que o árbitro havia marcado no fim. Depois fui à padaria comprar R$ 2,00 em pães (3 franceses, 1 de milho e 1 de leite) com cartão de crédito. Cozinhei batatas e juntei com o resto para o jantar. Na 2.a feira 1/10 aproveitei para conhecer melhor Itaparica. Tomei um banho de mar logo pela manhã. Comprei R$ 2,00 em pães (franceses, milho e leite) em outra padaria mais próxima, tomei café da manhã com sanduíches e banana, e fui fazer compras para os dias restantes no supermercado por R$ 8,64 com cartão de crédito (espaguete, berinjela, tomate, cebola, pepino, goiabada e pães (franceses, milho e leite)). Depois passei pela secretaria de turismo e me deram várias informações de pontos a visitar, pontos em que era seguro ir e em que não era e como voltar para Bom Despacho pela estrada caminhando. Uma moça perguntou-me se eu não tinha medo de caminhar sozinho pela praia. Então fui visitar os pontos de interesse na cidade, várias construções históricas, igreja, prefeitura, casas antigas, praças, Capela de Santo Antônio, exposição de fotos antigas da região na biblioteca e a marina. Dei também um passeio completo na orla central. Nativos disseram-me para não ir às praias depois da marina, nem à Biquinha, pois não era seguro devido à possibilidade de assaltos ou violência, mesmo vestindo somente calção de banho e camiseta regata. Após um leve almoço de pão com chuchu e pão com goiabada, fui à praia de Ponta de Areia, por onde havia passado no caminho de vinda e de que tinha gostado. As praias estavam bem mais vazias, mas não houve nenhum problema de segurança. Lá conversei com cariocas que estavam de férias sobre o Rio, Niterói e a situação eleitoral naquela semana que antecedia o 1.o turno das eleições. Tomei alguns banhos de mar e contemplei a paisagem. Num dos banhos, virou o caiaque de um rapaz que estava a meu lado com o guia. A água não o cobria, mas pelo susto e o choque com a água, acho que ele ficou assustado e com isso eu fiquei preocupado, mas tudo ficou bem. Perto do fim da tarde voltei para a praia central do forte onde tomei mais banho de mar. Em algumas situações ao longo do dia foi possível ver peixes pulando na água. Por fim fui contemplar o pôr do sol na orla novamente. Achei-o muito belo nos 2 dias. Segue uma foto dele. Jantei espaguete com legumes e pão com goiabada de sobremesa. Fiquei na varanda contemplando a paisagem noturna da Baía de Todos os Santos e as luzes dos povoados distantes do outro lado. Na 3.a feira 2/10 novamente tomei um banho de mar logo após acordar e depois o café da manhã com sanduíches, pão e goiabada. Resolvi ficar na praia pela manhã, pois o dono do hostel permitiu-me sair até as 14 horas. Conversei bastante com o salva-vidas, que era o mesmo do domingo. Falamos das diferenças da vida na Bahia e em São Paulo, que ele nunca tinha visitado, mas via pela TV, principalmente como as pessoas gastavam tempo para chegar em seus locais de trabalho. Dizia que não tinha vontade de morar lá. Depois de contemplar, descansar e tomar 2 banhos de mar voltei para o hostel para um leve almoço e ir embora para Salvador. Na hora de pagar com cartão, François disse-me que a máquina não estava disponível e não seria possível. Propôs então que eu pagasse R$ 50,00 pelos 2 dias, ou seja, R$ 25,00 a diária. Perguntei se isso não iria lhe dar prejuízo e ele disse que não, pois como eu tinha ficado sozinho e era fim de mês e ele precisava fechar a contabilidade com um valor não tão alto, não havia problema. Perguntei várias vezes, ele confirmou que não havia problema para ele e então paguei os R$ 50,00 em dinheiro. Tinha pego o sabonete que ele me deu como cortesia e não tinha usado, pois ainda tinha o meu. Devolvi para diminuir o custo dele com minha hospedagem. Antes de começar meu caminho, pedi a um taxista a confirmação de qual era o caminho mais indicado e ele me indicou o caminho que todos haviam dito ser o mais perigoso, passando pela Biquinha. Quando o questionei sobre a segurança, ele respondeu ironicamente rindo que pelo caminho que eu iria havia mais bandidos. Ignorei as sugestões dele. Fui caminhando pela Avenida Beira-Mar. Não tive nenhum problema de segurança, embora houvesse alguns trechos desertos. Achei belas as vistas da orla a partir dos pontos elevados. Peguei o barco das 16 horas em Bom Despacho. Paguei R$ 5,00 com cartão de crédito para a Internacional Travessias (https://internacionaltravessias.com.br). Cheguei em Salvador perto das 17 horas. Achei magnífica a vista da Baía de Todos os Santos, de Itaparica e de Salvador a partir do barco durante a travessia. A foto abaixo mostra a vista de Salvador quando estávamos chegando. A foto abaixo mostra o pôr do sol pouco antes de desembarcarmos. Fui andando até o Pelourinho sem problema nenhum. Fui por Santo Antônio, onde havia visto os hostels com preços melhores. Fiquei hospedado no Hostel Pelo do Carmo (https://www.facebook.com/Hostel-Pel%C3%B4-do-Carmo-1836152616404294) por R$ 15,00 em dinheiro, sem café da manhã. O hostel tinha 7 meses desde a inauguração e ficava num casarão antigo. Optei por este hostel, além do preço, pela vista espetacular da Igreja do Carmo, a partir da janela do quarto e pela vista da Baía de Todos os Santos a partir da sala de TV. Lá conheci um libanês, que morava em Brasília, um catarinense e um campineiro, com quem conversei bastante. Fui visitar o Forte de Santo Antônio e a Igreja de Santo Antônio e comprar chuchu, cenoura, cebola, pepino e pães no Bar e Mercearia do Carmo por R$ 7,13 com cartão de crédito. Depois fui passear um pouco pelo Pelourinho e assistir alguns espetáculos artísticos. Assisti vários conjuntos musicais, especialmente Tambores e Cores (https://www.facebook.com/fernando.barretodealmeida.1/videos/vb.100005659626174/924642111067768). Após ver um pouco do jogo da Libertadores fui dormir. Na 4.a feira 3/10 tomei café da manhã com sanduíches e goiabada, apreciei pela última vez as vistas da Igreja e da Baía, despedi-me do campineiro que iria à praia e saí para o aeroporto. No caminho comprei R$ 1,00 em pães para o almoço numa mercearia ao lado da do dia anterior, mas em que o pão era mais barato. Mais à frente, já perto da estação de metrô, visitei a Igreja de Santana, que achei muito bela e bem restaurada. Ainda pude ver o fórum, em frente à estação e embarquei. Paguei R$ 3,70 pelo bilhete unitário. Achei muito bom o metrô de Salvador e bem mais vazio do que o de São Paulo, talvez porque a extensão fosse bem menor. Como ele era quase todo por via aérea, foi possível apreciar a vista de várias partes da cidade. No aeroporto havia um ônibus gratuito da estação de metrô até o embarque. O voo foi bom, mas a vista da Baía de Todos os Santos não foi tão espetacular quanto eu já havia visto outras vezes. Em Guarulhos peguei o ônibus gratuito que me levou do Terminal 2 até a recém inaugurada estação de metrô do aeroporto. Paguei R$ 3,69 pelo bilhete de metrô (carreguei múltiplos) para ir até o Brás, com conexão gratuita para Linha Vermelha no Tatuapé.
  5. Maíra Corrêa

    Ilha de Boipeba

    Pessoal, Vou pra Morro e Boipeba na segunda quinzena de fevereiro. Ficarei 4 dias em cada lugar. Em Boipeba gostaria de ficar parte do tempo em Boipeba Velha e parte em Moreré. Depois de tudo que li aqui no Mochileiros, tenho em mente conhecer Tassimirim, as piscinas naturais de Moréré, Bainema e Costa dos Catelhanos. Pra isso, acho que um dia em Boipeba Velha e três em Moreré daria. O único problema é a correria, porque chegaria em Boipeba em um dia e no outro teria que conhecer Tassimirim e já ir pra Moreré. Vocês acham que Bainema é possível conhecer junto com outra praia? Gostaria de fazer flutuação nas quatro praias, se possível. =D Aí não sei se daria tempo fazer flutuação em duas praias no mesmo dia. Uma outra dúvida que tenho é como ir de Morro para Boipeba. De tudo que li, só tenho duas opções: ou voltar pra Valença e pegar uma lancha para Boipeba, ou fazer o passeio de volta à ilha a partir de Morro e pedir pra me deixarem em Boipeba. Não existe nenhuma outra opção? Em Boipeba estou olhando dois lugares pra ficar: Pousada da Aldeia (Boipeba Velha) e Pousada O Rancho Alegre (Moreré). Vocês já ficaram em alguma dessas? Recomendam? Abraços!
  6. Olá Pessoal, tudo bem? Fui para a Ilha de Boipeba, agora no reveillon. Eu e meu namorado começamos a nossa jornada no aeroporto de guarulhos no dia 29/12. CHEGANDO EM SALVADOR - COMO CHEGAR A ILHA Chegamos em Salvador ainda no dia 29/12 as 06h da manhã, de lá pegamos um Uber até o Terminal Marítimo de São Joaquim (R$40,00) ** lá o uber não esta regularizado, então vale a pena ficar de olha se tem algum CET ou PM)** Chegando no terminal e de se assustar, é lotado e o povo vai te atropelando, então relaxa e não deixa a muvuca te irritar. O Ferry sai lotado e demora mais de 1 hora de viagem ( até todo mundo entrar e etc e sai por R$4,80 de seg a sex) sábado e feriados R$7,50. O Ferry faz a travessia ate a cidade de Bom Despacho, de lá você toma um ônibus até a cidade de Valença. O horário dos ônibus é sincronizado com o Ferry, então na hora que você desembarcar do Ferry, não enrola muito e compra a passagem (R$23,00/pessoa) Tem uns caras que fecham o carro até Valença também, que sai um pouco mais caro que o ônibus, porém mais rápido (já que não faz parada). Sai em media uns R$30,00 por cabeça, fechando em 4 pessoas o carro. Chegando em Valença, existem 2 possibilidades 1º Ir até o porto e pegar uma lancha direto para Boipeba (R$60,00/70,00) pessoa 2º Pegar um ônibus até a cidade de Graciosa (R$3,50) e de graciosa pegar uma lancha de R$25,00/pessoa até Boipeba. Nos pegamos o ônibus e fomos até graciosa, pois a nossa grana era curta e vou te falar, compensa bastante. O ônibus é mega rápido e não demora nem 15 minutos pra chegar no porto de graciosa, lá já ter uma galera pra te levar. CHEGANDO EM BOIPEBA Depois da maratona de quase 5/6 horas de viagem, nos chegamos a Ilha de Boipeba No centrinho, onde o barco te deixa, você tem opções de mercadinhos, lanchonetes e etc, HAAAAAAA bom avisar, em Boipeba não existe caixa eletrônico e quase todos os comércios não aceitam cartão, então LEVEM DINHEIRO. Alguns estabelecimentos, até fazem um rolo ( você passa 200 no cartão e ele de dá 150). Mas nossa caminhada não terminada ali, já que o nosso camping era na Praia de Moreré (linda, maravilhosa, de tirar o folego). Ali no porto, tem uns meninos que oferecem carregar a sua bagagem nos carrinhos de rolimã por uns R$10 conto. Nos como somos roots, fomos andando. PARA CHEGAR EM MORERÉ Bom para chegar a praia, você precisa pegar um Trator, caminhamos até o ponto do trator (20 minutinhos) e de lá partimos R$10,00/pessoa. O Trator só sai com o minimo de 10 pessoas, então nos tivemos que esperar um tempo. Chegando em moreré, as opções ficam cada vez menores, existem apenas 2 mercadinhos ( que por milagre aceitavam cartão, mas os únicos lugares da praia inteira que aceitavam) Os preços são mais caros que no centrinho de Boipeba, então aconselhamos levar o máximo de coisas de casa ou comprar em Salvador e levar. CAMPING DO CEPACOL Nos ficamos no camping do cepacol, que fica na ponta esquerda da praia bem de frente pro mar. O camping é muito grande os dois campi ng do lado eram da mesma família. O Dono do camping é gente finíssima, assim como todo o pessoal que trabalha lá. Banheiro limpinho, lugar pra colocar a barraca com grana, uma cozinha com fogão a lenha e com alguns utensílios para cozinhas ( uma boa fazer uns rangos no camping, por que comer fora é caro, os pratos saem quase R$40/pessoa) No camping existem uns opções de café da manha MARAVILHOSAS, um pão de hambúrguer com um ovo (R$4,00) sucão daora de acerola (melhor da ilha) 4 dolatas tbm. Nenhuma opção de comida sai mais de R$10 reais. Além do mais, o camping é o mais movimentado ( se você quer uma boa bagunça. o cepacol é o lugar) Forro todos os dias, sambinha raiz. uma delicia mesmo. O valor do camping é R$20 reais a diária e se for casal ele faz por R$35 a diária. O QUE FAZER? Em geral todas as praias são muito lindas, dá pra ir andando até o centro de Boipeba e vendo as praias uma nice, a maioria tem poucos quiosques, então levem um lanchinho. Você pode pagar uma lancha e conhecer o Morro de São Paulo, saindo de moreré (R$100/pessoa) ou ir ate Castelhanos R$60,00 pessoa. Vocês tem que comer o bolinho de apim de lagosta do camping verde (em moreré), ELE É SENSASIONAL. Serio cara, parece um enroladinho de salsicha bem barrudo, e cheio de lagosta, sai 6 mangos e com uma cervejinha fica sensa. No centrinho de morerê, tem a barraca do Seu Cristóvão, que faz uma caipirinha otina R$10,00 Mas o que vale é procurar por um PAULINHO, sai pergutando que alguém te fala onde encontrar o dito. O Paulinho pesca uma lagosta por R$40/kilo pra você meu chapa. Mas você precisa encomendar 1 dia antes. De resto o lugar é magico e qualquer coisa feita lá, vai ser incrível.
  7. BOIPEBA Aproveitando uma estada na Bahia, fizemos as mochilas e fomos conhecer as ilhas de Boipeba e Tinharé, ao Sul de Salvador. Foi na baixa temporada então pudemos gozar da tranquilidade desses lugares, bem como preços mais acessíveis. Traçamos um roteiro de Sul para o Norte, a partir de Valença, um dos locais de onde saem as barcas e lanchas para as ilhas. Há outras opções que estão bem explicadas neste post da VANEZA COM Z. Como já estávamos na Bahia com carro alugado, deixamos o carro em um dos estacionamentos perto do cais, que têm preço padronizado de R$ 25 a diária. Não conseguimos comprar os bilhetes para a lancha rápida pela internet na ISLAND TOUR por problemas de conexão mas conseguimos comprar e embarcar no próximo horário. O bilhete custa R$ 44. Não aceitam cartão. Ainda deu tempo de ir no caixa do Itau, o único por essas bandas. Os horários podem ser consultados no mesmo site e há menos partidas para Boipeba do que para Morro de São Paulo. Escolhemos Valença pois nosso retorno de Morro também seria por lá. Os outros atracadouros priorizam um ou outro local então o retorno seria mais complicado. A viagem dura cerca de uma hora pela lancha rápida e é feita por rio até a foz do Rio do Inferno, onde fica Boipeba. Então é tranquilo, sem enjôos. Não é muito confortável mas é por pouco tempo. O incoveniente foi um trecho com chuva, os pingos chegam a doer e as mochilas ficam expostas, podem molhar. Mas a chegada já mostra um pouco do que Boipeba tem para mostrar. O marinheiro parou a lancha na praia antes do atracadouro, quase em frente à Pousada Pérola do Atlântico, que havíamos reservado já dentro da lancha. Não podia ser melhor. A Pousada é muito charmosa, pé na areia literalmente, e o pessoal muito atencioso. O café da manhã caseiro é espetacular. A Penha que administra a pousada tem sempre umas dicas. Diária standard R$ 140. Muito bem localizada, com bares e restaurantes próximos, com direito a um belo pôr do sol. Os preços dos bares são mais baratos do que Santos ou Guarujá, caipirinha a R$ 8 e cerveja 600ml a R$ 10. Fomos no Toca do Lobo, Restaurante da Família e Ponto da Barra, este último o mais aconchegante. Fomos também comer uma tapioca na Praça, onde há várias barracas com diversas opções. O dia seguinte foi reservado para a maratona das praias, saímos antes das 9h para aproveitar a maré baixa, começando pela Praia da Barra, onde estávamos. Há um mapa com o roteiro abaixo, com quase 6 km, com o ponto zero invertido. Não dá para fazer esse roteiro com maré alta. No fim dela há uma acesso para a Pousada das Mangabeiras, uma das mais caras da ilha. O início do acesso é através de escadas e depois uma trilha que vai desembocar na Praia de Tassimirim. Depois dela, vem a Praia de Cueira, onde tem o famoso Restaurante do Guido e suas lagostas. Leva-se uma hora para chegar lá. Não estava nos nossos planos parar ali, dizem que está muito caro e também era muito cedo. No fim dessa praia existe um rio que torna-se difícil atravessar com a maré um pouco mais cheia. Dizem que também tem muitas casca de ostras, portanto recomenda-se atravessar calçado. Nós atravessamos pela praia pois a maré estava baixa. Depois entra-se em uma propriedade particular por uma porteira e segue-se a trilha até a próxima praia. Todo esse roteiro com paisagens deslumbrantes. Continuamos em Moreré e paramos no Restaurante Paraíso do Sr. Gentil, que está por lá há 16 anos. Não há telefone portanto não aceita cartão. Já contávamos duas horas de caminhada. Hora para uma água de côco e um banho de mar nas águas cristalinas e mornas numa paisagem fantástica. Não é o Paraíso mas deve estar próximo. O Sr. Gentil disse que de tanto falarem para ele que ali era o Paraíso, ele deu o nome ao restaurante. Comemos uma lagosta grelhada R$120 e uma moqueca de polvo com banana R$ 90, ambos deliciosos, para duas pessoas cada. Dá para chegar por lancha, vale a pena. Como vínhamos com recomendação da pousada, pudemos pagar a conta depois num mercadinho da vila, numa espécie de escambo. Com a maré cheia, não dava para fazer o caminho de volta, principalmente depois das cervejas. E o relógio já marcava 3 da tarde! Caminhamos então por uns 20 minutos até a vila de onde sai um trator para o centro, R$ 10 por pessoa. A estrada é muito ruim, realmente só para trator. O ponto final fica a uns 20 minutos de caminhada até a pousada. Daí é sentar num barzinho e de novo apreciar o pôr do sol, que ninguém é de ferro. No próximo post falarei de Morro de São Paulo.
  8. Galera, segue o link da planilha com o nosso planejamento antes da viagem !!!! Tem roteiro, informações sobre as trilhas, hospedagens que ficamos e tb uns lugares que anotei, telefone de alguns guias... Enfim, vá navegando pelas guias da planilha!!!! Lugares Visitados: Itacaré Mirante do Xaréu (pôr do sol) Trilha 4 praias: Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarézinho Jeribucaçu Prainha Boipeba Moreré Praia de Bainema (Moreré) Chapada Diamantina Cachoeira do Mosquito Rio Mucugezinho + Poço do Diabo Morro do Pai inácio Cachoeira do Sossego Ribeirão de cima e do Meio Pratinha + Gruta Azul Gruta Lapa Doce Cachoeira da Fumaça Cachoeira do Buracão Mirante do Campo Redondo Cachoeira da Fumacinha (por baixo) Poço Azul + Poço Encantado Hospedagem: Itacaré - Pousada Itaoca Gostei bastante. Os quartos são grandes com banheiro. Tem uma varandinha com uma rede p cada quarto. A moça da pousada arruma todos os dias. O café da manhã é ótimo também, bastante variedade. Tinha até ovo e salsicha com molho de cachorro quente (tipo americano!!!!) Além dos bolos! Recomendadíssimo, principalmente pelo preço que é R$30/diaria. Só não sei se é o mesmo preço no verão... Boipeba - Pousada da Vila A princípio era R$40 mas choramos muito e conseguimos por R$30/diaria. O quarto é bem pequeno e apertado. As camas são MUITO próximas umas das outras além de quase encostar na parece, sobrando um espaço mínimo pra andar. Mas tirando isso eu gostei. Dei uma olhada num quarto duplo que estava aberto e parece ser maior. Acho que era a disposição do nosso quarto que era pra 3. O café da manhã é bom mas sem muita variedade. Tem frutas, bolos e pão. A moça dá um pratinho com 1 queijo pra cada pessoa. Não sei se isso também ocorre no verão, em alta temporada, rs. Lençois - Pousada Violeiros Achei bastante cara (R$50 mas o dono fez por R$45) pro tamanho do quarto que é MUITO pequeno pra 4 pessoas. Muito pequeno MESMO. Quase não dá pra andar e nossas mochilas ficaram atrás da porta e outras entre uma cama e outra. Além de ter uma beliche no quarto. Porém o café da manhã acaba compensando pois é bastante farto. Vem muita coisa!!!! E quero deixar uma OBS aqui pois um dos dias eu e mari pegamos pão e uns bolinhos pra levar pra trilha e a moça falou que lanche pra trilha era 10 reais !!!! Não pagamos, lógico, mas achei ridículo, já que já estavamos pagando pelo café!!! Vale do Capão - Camping Seu Dai Essa é mais uma opção pra quem quer acampar (tem uma área bem grande de camping) pois os quartinhos são simples e bem sujinhos!!!! Felizmente não eram tão pequenos assim pois tem 2 andares com 1 cama de casal em cima e 2 camas de solteiro embaixo, mas o aspecto é meio sujo! O local é bem grande e não tem café da manhã! Ibicoara - Casa na Roça Acho que foi a melhor pousada que ficamos, na minha opinião!!!! Apesar do preço (R$60 mas fez por R$50), valeu muito a pena, pois foi tudo ótimo. O quarto tem 5 camas e é bem grande com banheiro privativo. O dono, Caio, é SUPER RECEPTIVO e muito atencioso!!!! Quando dissemos que íamos fazer a fumacinha ele fez questão de acordar 5h (disse que era a sua obrigação!) para preparar nosso café da manhã (só pro nosso grupo) e 5h30 estava tudo pronto, Ele serviu o café na cozinha da casa dele, inclusive. Nada a reclamar !!!! Adorei! Na pousada dele também tem opção de almoço ou janta. Ele tem um cardápio, porém acabamos comendo no centro mesmo. Mucugê - Pousada Casa da Roça Boa pousada. O quarto era relativamente grande, tinha uma cama de casal e 2 beliches. Com banheiro privativo. O café da manhã também estava gostoso ! O ovo podia pedir separado, mas não cobravam nada a parte. Tenho que destacar o iogurte caseiro que tomei la!!!!!! Acho que tinha açucar mascavo ou canela, não sei. Mas estava UMA DELÍCIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Muito bom mesmo! Gasto TOTAL (para 1) = R$2415 Passagem aérea Rio de Janeiro - Salvador = R$302 Aluguel do carro = R$700 (Alugado pela Movida para 9 diárias) = R$110 pra cada (Dividimos por 7 diarias pra 5) Combustível + Pedágios = R$140x2 (gasolina) + R$7,20 (pedagios) /5 = R$58 Lavagem = R$20 /5 = R$5 Hospedagem = R$452,50 Alimentação = R$715 Transportes = R$325 Passeios (entradas + guias) = R$258 1º dia (24/07) : Chegando em Salvador Cheguei em Salvador e já encontrei um cantinho pra me preparar pra dormir até o dia seguinte cedinho, com as mãos na mochila !!!!!! Eis que Larissa me manda uma mensagem (ela chegou mais cedo) e fala que consegue uma vaguinha pra mim na casa de um amigo dela !!!!!! Aproveito e logo vou pra saída do aeroporto procurar algum casal ou um grupo que queira dividir taxi pra barra !!!! Acho um casal que também está indo pra Barra e o taxi sai 95 até esse trecho. Li na internet que o taxi tabelado é por volta de 80 reais!!!! Dependendo do lugar que você for, sai mais em conta pegar o tabelado!! Pegamos com taxímetro e saiu um pouco mais caro!!!! Dormimos pra acordar no dia seguinte cedinho !!!!!!!!!!!!!! Gastos do dia: 2º dia (25/07) : Chegando em Itacaré A casa do amigo da Lari era relativamente perto do terminal de barcos para pegar o ferry pra ilha de itaparica! Então chegamos lá umas 6h20 com a expectativa de pegar o ferry das 6h30 de acordo com os horários da tabela que está no site, porém chegamos e a moça disse que sábados e domingos o primeiro horário era as 7h (não tem essa informação no site ou se tem eu não achei). Esperamos até as 7h e pegamos a barca. A idéia era pegar o onibus das 8h com destino à Itacaré, contudo pegando a barca das 7h já ficaria um pouco apertado. Quando entramos alguém falou que aquela era a barca demorada, que levava mais ou menos 1h pra chegar do outro lado. Então já perdemos as esperanças... Quando chegamos lá logo vimos que os ônibus partem exatamente do mesmo lugar que acontece o desembarque da barca. E o onibus das 8h estava lá, contudo tinha uma fila gigantesca pra comprar as passagens! Perguntei ao motorista se dava tempo de pegar esse onibus e ele disse que sim. Tinhamos então duas opções: Pegar o onibus das 8h (empresa cidade sol) que parava em várias cidades até chegar em Itacaré ou pegar o onibus das 9h (empresa aguia branca) que era um expresso, não parava tanto. Como o das 8h era mais cedo achamos que essas paradas não superariam o das 9h. Conclusão: Compramos pras 8h porém o onibus só foi sair lá pras 8h45 e parou em tudo quanto é canto. Era melhor ter pego o das 9h sem dúvida! Outra questão é que as pessoas no onibus não param de falar um segundo. Não parece que é um onibus de viagem (talvez eles nem tratem como) e sim onibus comum ! Foi horrível pra dormir! Assim que chegamos em Itacaré tinham uns garotos na porta do onibus falando sobre pousadas, transporte (tipo taxi), carregadores, etc.... Eu tinha algumas opções na planilha, mas fomos lá falar com ele! O menino tinha várias pousadas na camisa e perguntamos o preço de algumas e ele nos sugeriu a Pousada Itaoca que era R$30/diaria, contudo passaríamos por outras no caminho e poderíamos perguntar o preço! Ele disse que eles dão comissão à ele quando levam gente para as pousadas. Falamos que poderíamos ir por conta própria mas ele insistiu em nos levar prometendo que não precisaríamos pagar nada por isso. Até ofereceu um serviço de carregadores (pagando 5 reais cada uma) mas não quisemos. Nenhuma das pousadas do caminho (que é bem curto por sinal) nos interessou principalmente por causa do preço (a única que talvez ficaríamos era o hostel Che Lagarto que eu também cheguei a pesquisar, mas estava lotado!). Chegamos então na Pousada Itaoca, que fica na Pituba, rua principal das praias! Achamos a localização excelente! Fomos ver o quarto pra 3 e adoramos! Ficamos ali mesmo! Como já eram umas 16h, estávamos famintas, então fomos logo tratar de arrumar um lugar pra comer ! Esse mesmo menino tinha falado de um pf de 7 reais e perguntamos onde era. Ele nos indicou e fomos até lá pra saber se ainda tinha comida e tal... E tinha e existia!!!!!! Ficamos ali mesmo! Na verdade 7 reais eram apenas 3 opções de pratos e acabamos pedindo uma opção um pouquinho mais cara (14,99) porém veio MUITA comida!!!! Pedimos a carne e eles colocam os acompanhamentos na mesa. Eu pedi catado de siri e a Lari dividiu uma moqueca de peixe com a Luciana, afilhada dela. O dono do lugar que estava nos servindo e ele foi muito gentil pois veio bastante comida e além disso ele ainda acrescentou um pouco de bobó de camarão (AMO e este estava maravilhoso), vatapá e caruru para experimentarmos!!!!!! Sobrou um pouco de comida, confesso! Mas estava tudo delicioso! Valeu muito a pena! Após nosso almoço o sol estava começaaaaando a baixar e resolvemos aproveitar o dia pra ir até o mirante ponta do xaréu pra assistir o pôr do sol! É só seguir em direção à praia das Conchas para avistar o mirante. Tem placas no caminho Reservamos um lugarzinho e ficamos por ali aproveitando aquele pôr do sol incrível! Já amamos Itacaré só pelo primeiro dia! Hahahaha Pôr do sol Mirante Ponta do Xaréu : Até pensamos em entrar na água depois mas já estava começando um friozinho e tb nem tinhamos tomado banho ainda....Fomos p quarto descansar um pouco pra sair mais a noite!!!! Levantamos por volta das 20h (imaginamos que as coisas acabariam cedo pq cidade pequena é assim, rs) e nos arrumamos p comer algo. Achamos um lugar que vendia crepe e wrap em frente ao Favela (que é o barzinho mais popular lá!!!! Tem música ao vivo geralmente e toca reggae e as vezes rap!). Pedi um wrap (salada com peito de peru!) que estava MARAVILHOSO e um suco de abacaxi que era da poupa, mas estava muuito bom também. Acho que nunca tomei um suco de abacaxi tão bom! hahahahah Em geral os sucos vem com aquela camada de espuma em cima, pelo menos aqui no rio alguns lugares são assim, então apesar de eu gostar dos sucos não tomo aquela espuma! Mas esse estava maravilhoso e sem espuma nenhuma, porém não estava ralo, pelo contrário, bastante concentrado! Amei! Nesse dia tinha só um reggae (amo) tocando no disco então não ficamos muito tempo e fomos durmir p dia seguinte!! Restaurante do almoço (não anotei o nome, mas pela foto é fácil de achar) : Restaurante que comemos o wrap: Gastos do dia: 3º dia (26/07) : Itacaré (4 praias) Antes de sair da pousada conhecemos a Vanessa, uma baiana que mora em Salvador e tirou uns diasinhos pra conhecer Itacaré!!! Ela disse que estava indo fazer a trilha das cachoeiras e estava sozinha. Falamos que estávamos indo fazer a trilha das 4 praias com a cachoeira de Tijuípe no final !!! Ela então animou de ir com a gente já que não tinha feito esse roteiro ainda!!!! Era o último dia dela! Pegamos um onibus e falamos que íamos fazer as 4 praias e o motorista sugeriu que começassemos pela Engenhoca (que é a primeira) ao invés de começar por Itacarézinho (a última) por que a condução para voltar desde itacarezinho seria mais fácil !!! Seguimos a sugestão!!!! No caminho, ainda no ônibus, conhecemos o Edson e a Mariana!!!! Eles também acompanharam a gente na trilha!!! Como choveu no dia anterior, a trilha estava SUPER enlamaçada... horrível !!! Pensando nisso que resolvemos ir de tênis/botinha antes de sair e estávamos certas!!!! Vanessa e o casal foram de chinelo e tiveram um pouco de dificuldade pra andar na trilha e também sujaram o pé todo! Eis que surge a primeira praia, Engenhoca!!!! Que linda! E o encontro do rio com o mar dá todo um charme especial à praia, que sozinha não sei se seria tão bonita assim... Chegando na praia da Engenhoca - Encontro do Rio com o Mar : Ficamos um tempo e logo seguimos em direção à Havaizinho! No primeiro momento não soubemos identificar onde seria a trilha, mas estava passando uma pessoa e perguntamos. Voltando a trilha da Engenhoca, precisa achar uma tirlha alternativa à esquerda. Chegamos então em Havaizinho, mas não tinha nada de muito diferente da outra praia e não tinha encontro com o rio também, então seguimos direto para Camboinha!!!! Antes de chegar na praia chega-se à um gramado, que foi onde tiramos a foto das sombras, rsrsrs Depois tem uma trilha bem indicada, porém a princípio parece que ela não dá em nada, somente em pedras do outro lado... Mas andando mais um pouco chega-se à praia !!!! Pra descer das pedras e chegar na areia tem uma corda, mas nada de muito complicado. Camboinha: Como já estava começaaando a ficar tarde, acho que eram umas 14h ou 15h, resolvemos seguir direto pra Itacarezinho. Chegando em Itacarézinho........... UAU ! Que praia fantástica!!!! Muito lindaaaa !!!!! Segundo a Larissa, uma das praias mais bonitas que ela já viu!!!! Eu não sou dessa opinião, mas ela é realmente muito linda! Muitos coqueiros e parece infinita Realmente é um passeio que vale muito a pena e concordo com o motorista do ônibus! Não pelo fato de ser melhor pegar a condução em Itacarezinho, mas caso tivéssemos deixado Itacarezinho primeiro, capaz de nem termos conseguido chegar à Engenhoca ainda com sol por que provavlemente iríamos ficar muiiiito mais tempo em Itacarezinho!!!!! É linda demais! Bom, ficamos ali... Fizemos várias sessões de foto, descansamos.. Até que a Vanessa começou a falar que não podíamos demorar muito por que ainda tinhamos que ir na cachoeira do Tijuípe!!!!! PORÉM todos estavam super animados com a idéia de ficar giboiando ali naquela praia maravilhosa e ninguém quis abrir mão de ficar mais tempo na praia para conhecer a cachu!!! E também há essa altura já devia ser umas 17h... Até andar até a cachu, com certeza chegaríamos lá já sem sol ! Aí também não valeria a pena! E a própria vanessa já conhecia a Chapada Diamantina, que é onde tem as melhores cachus do Brasil!!! Não ia fazer muita diferença ir nessa do Tijuípe! rsrsrs Bom, saímos da praia e fomos até o local pra pegar o ônibus mas fomos informado que o ônibus tinha ACABADO de passar!!!!!!!!! PQPPPP ! Sendo que parece que demorava 30min p passar outro....Estavamos em 6 pessoas (Eu, Larissa, Luciana, Vanessa, Edson e Mariana) e eis que surge uma alma muito boa perguntando se queríamos carona!!!! Não me lembro qual era o carro da senhora, mas nos apertamos MUITO!!!!! Ela nos deu carona até a rodoviária de Itacaré!!! Agradecemos MUUUUITO! Que sorte!!!!! Então, fomos procurar algum lugar pra almoçar e infelizmente esse restaurante em especial eu não anotei o nome, mas a comida não estava muito boa! Ms também já 18h não dava pra exigir muito, rs Combinamos de nos encontrar mais a noite pra curtir um som!!! Antes de irmos pra pousada parei numa barraquinha que vendia cacau natural e comprei 1 barrinha pra levar pra minha mãe!!! Fomos depois p pousada, tomamos banho, demos uma cochilada e partimos pro bar Favela!!!!!!!! Encontramos o pessoal mas estávamos com uma fomezinha. Paramos no Só Deuses novamente e eu pedi um crepe dessa vez, que estava muito gostoso também e outro suco de abacaxi que amei! hehehe Ficamos no Favela um pouco e depois migramos pro Jungle tour que estava mais animado! E a nossa mesa também era de fato a mais animada! Os mais animados do Jungle bar! Gastos do dia: 4º dia (27/07) : Itacaré (Jeribucaçu) Pegamos o onibus sentido Itacarézinho e paramos num local (que nos informaram no ônibus) que seria o início da trilha!!!! Bem em frente à uma casa ! Atravessamos a estrada e nos informamos com o morador da casa que chegou com uma peixeira gigante na cintura! Ele confirmou a entrada e disse que mais à frente tinha um cão feroz, porém preso. Começamos a trilha passando ao lado de um portão Azul (que ele também disse).. Andamos andamos andamos e não tinha NINGUÉM conosco. Um lugar super descampado e que parecia uma roça ao invés de uma trilha para uma praia paradisíaca. Continuamos andando e o medo aumentando..rsss Até que chegamos no tal cão !!! Acho que era um pitbull que assim que aparecemos começou a latir muito e andar pra perto da gente. Ficamos em dúvida se ele estava realmente preso e ficamos desesperadas. Resolvemos passar BEM DEVAGAR e fingir que não estávamos prestando atenção nele !!!! Até que olhei de relance e ele estava sim preso numa árvore próxima num corrente !!! Seguimos mais um pouco até que chegamos num local próximo à uma casa (parecia abandonada) e não tinha nenhum sinal de que a trilha continuaria. As meninas já loucas pra voltar... Resolvi procurar ao redor pra ver algum vestígio de trilha e encontramos um caminho! Seguimos!!!!!!! Passamos por uma ponte e seguimos.... Até que chegamos na entrada de um vilarejo com algumas casas. Na hora que chegamos havia um garotinho brincando e perguntamos a ele se a entrada para a praia era por ali. Ele disse que erramos o caminho e que teríamos que voltar até o ponto do portão azul (oi?????????? O portão azul é aquele, no início da trilha! Não íamos voltar pra lá!). Então ele disse que tinha uma passagem passando por dentro do vilarejo, mas não se mostrou afim de deixar a gente passar! Até que apareceu uma moça na porta da casa que pareceu ser a sua mãe. Falamos com ela e explicamos o que aconteceu ! Ela então deixou a gente passar e mostrou o caminho ! Quando começamos a seguir aparece o garoto do nosso lado de bike falando que ia ser nosso guia ! Bom, deixamos ele ir com a gente !!!! Até que depois de muito andar chegamos próximo à um campo de futebol onde uma picape apareceu com um cara (gato) dentro e perguntou se queríamos carona até a praia (na verdade próximo à praia). Aceitamos a carona e demos um dinheiro (R$2) para o menino. A carona nos deixou em um estacionamento !!!! Dali o cara falou que também iria descer pra praia pra resolver alguma coisa e falou que poderia nos acompanhar !!!! Ufa !!! Ele era o dono de uma agência de turismo local ! E falou que se quiséssemos poderia nos trazer de volta, desde que encontrássemos ele naquele ponto do estacionamento. Ele não pressionou, apenas ofereceu! Ficamos conversando e pensando durante o trajeto que não acabava nunca e era uma descida gigantesca com um lamaçal enorme !!!!!! Diante disso resolvemos que iríamos fechar a volta com ele que cobrou R$20 pra cada, até que choramos e conseguimos R$17 pra cada. Marcamos um horário (17h no estacionamento se não me engano). Eu amo trilhar, então por mim voltaria até a pé e enfrentaria aquela trilha louca novamente, mas as meninas não quiseram ! kkkkkkk A trilha total durou mais ou menos 2h, desde o portão azul ! rs Assim que chegamos na praia pensei que valeu a pena o esforço !!! Ela é muito bonita! Tem umas casas do outro lado do rio que imagino que as pessoas devam chegar de barco! Jeribucaçu: Ficamos por ali de bobeira e comemos um peixe frito que estava uma delíiiiicia !!!!! Não saiu caro! Se não me engano foi R$50 e comemos nós 3. Acho que se pedíssemos 2 peixes com os mesmos acompanhamentos seria mais jogo. Achei que poderia ter vindo mais peixe!!! Mas deu pra satisfazer a fome! Na hora de voltar íamos seguir a mesma trilha de ida, porém o vendedor da barraca dos peixes falou que era melhor irmos por um outro caminho (me pareceu o caminho que os guias fazem por que vi algumas pessoas chegando na praia por ali). Ele disse que também iria embora por ali e que poderíamos ir com ele. Fomos com ele então!!!!!! Larissa foi mais na frente e eu fiquei com ele e com a Lu atrás. Ele contou várias histórias inclusive que tinha ganhado R$1mi na loteria e que conseguiu abrir um "restaurante" na praia (ele se referia à barraquinha dele ali em Jeribucaçu, rsrsrs), que conseguiu ajudar a família inteira. Comprou um sítio não sei onde, casa pra mãe dele e que nas horas vagas era cantor!!!!!! Eu, sinceramente, achei essa história pouco convincente, visto que ele ralava MUITO pra ir e voltar todos os dias com um carrinho de mão levando os pratos limpos e depois sujos para a barraca-restaurante na praia, mas não falei nada! Até que encontramos o nosso guia-gato e contamos a história pra ele. Ele riu muito e disse que era tudo mentira. Bem, suspeitei desde o princípio, mas seria ótimo se fosse verdade. Ele nos deixou bem na frente da nossa pousada. Tomamos banho, trocamos de roupa e saimos pra comer alguma coisa, mas não batemos perna por que estávamos cansadas da caminhada longa de hoje!!!!!!!! Gastos do dia: 5º dia (28/07) : Itacaré (Prainha) Nosso último dia em Itacaré, fomos para uma outra praia incrível : Prainha!!! Li em vários lugares de que era uma das mais bonitas também!!! Tomamos café e saimos em direção à trilha, quando de repente paramos numa loja de bikini MARA e acabamos dando um stop! rsrs Comprei 3 bikinis (1 fio dental e 2 sutiens basicos) por 60 reais!!!! Adorei A trilha começa na praia da Ribeira e é bem tranquila. No caminho tem algumas barraquinhas com água de coco e outras com suco!!! Paramos nas duas, rsrsrs Fica a dica: o suco de cupuaçu que tomamos na volta da trilha estava MARAVILHOSO! Muito bom mesmo! Natural e uma delícia! Quando chegamos na praia tirei uma foto da minha botinha, estava terrível! kkkkkkkkk Muita lama por causa da chuva de noite: A praia é linda mesmo!! Vale muito a pena fazer uma visita e sorte nossa que estava praticamente vazia.. Ficamos só por ali apreciando! Adoramos!!! Apesar de a areia não ser clarinha e não dar uma ótima impressão no início, é só andar um pouco que rapidamente ela fica linda !! No caminho: Prainha: E é claro aproveitamos pra fazer as maravilhosas fotos com o famoso coqueiro de Itacaré!!! Qualquer pose e você fica linda no coqueiro !!! Na volta da trilha estávamos famintas e paramos num restaurante vegetariano ali na pracinha mesmo. Não anotei o nome do restaurante, mas acho que é o único vegetariano ali no centro (onde tem as lojinhas)! Pedimos todas um prato de moqueca vegetariana (moqueca de legumes+farofa de abacaxi+pirão sem ser de peixe+salada+arroz integral).... QUE MOQUECA INCRÍVEL ! Sério, ela conseguiu superar todas as moquecas de peixe que comi na vida!!!! Estava muuuuito boa mesmo! Outra ótima dica: almoçar nesse restaurante! Vai amar e ficar super satisfeito! É uma delícia a comida! Pedi um mate da casa que não é nosso mate delícia de água suja do Rio, mas estava bom, hehehe E o melhor: Tudo isso por 23 reais!!!!!!!!!!!!!! Moqueca vegetariana MARAVILHOSA: Gastos do dia: 6º dia (28/07) : Itacaré > Boipeba Tomamos café e fomos direto para a rodoviaria de Itacaré. Pegamos o onibus pra Valença e quando chegamos na rodoviária de Valença já era 13h.. Resolvemos almoçar logo num pf que tinha lá. Uma das opções (além de carne, frango, etc) era Arraia!!!! E fato que resolvi provar pra saber como era e não me arrependi! É até gostosa, mas não tem um sabor forte... Mas vale a prova! Prato de Arraia: Chegando lá o cara disse que a última lancha rápida tinha saido as 14h (chegamos algo em torno de 14h10 hahaha) e a próxima e última era as 16h!!!! Ficamos então até as 16h bebendo uma cerveja (merecida) e esperando o horário! Por um lado foi até bom por que podemos pegar o começo do pôr do sol na lancha!!! Visual incrível! Pôr do sol chegando em Boipeba: Chegamos já anoitecendo então foi ruim pra rodar procurando pousada. A cidade estava relativamente vazia, então praticamente todas as pousadas que fomos tinha vaga. Escolhemos ficar na Pousada da Vila, bem em frente à pracinha!!!! Tinha até ar condicionado !! A moça estava fazendo por 40 reais a diária, mas nós queriamos pagar até no máximo 35. Até achamos uma opção de uma de 30 mas não tinha café da manhã... Então pechinchamos bastante e ela baixou pra 35. Até que a gente falou "Nós vamos pagar tudo agora" assim que puxávamos o dinheiro da bolsa, numa tentativa dela baixar pra 30. Nessa hora a mulher arregalou os olhos e vimos a felicidade estampada na cara dela!!! E na mesma hora ela falou "Ah claro! Posso fazer por 30 então!" Hahahaha Conseguimos!!!! Á noite ficam umas barraquinhas vendendo basicamente tapioca, pastel, acarajé e drinks! Todas as opções muito boas e os preços variavam de 5 a 7 reais! Vale a pena !!! Os pasteis e tapiocas estavam deliciosos e muito bem recheados! Gastos do dia: 7º dia (28/07) : Moreré Tomamos café e nos informamos sobre como ir pra Moreré e decidimos que iríamos a pé, afinal de contas não era tão longe assim !!!!! Foi uma caminhada deliciosa, com uma vista sempre incrível ao lado: a praia! Praia de Moreré - maré baixa: Na ida a maré estava super baixa, não dava pra mergulhar... Bem a não ser que fosse atéeeeee lá embaixo, mas não fomos. Acho que muito lá pra baixo deve ser perigoso por que é mais fundo, tem correnteza e tal. Bom, eu acho ! Chegando na última praia antes da praia de Bainema, paramos num barzinho pra beber e comer!!! Afinal, era tudo o que tinha ali: aquele bar e mais nada. Parecia que estávamos numa cidade fantasma na verdade! kkkk E isso em julho! rs Quando chegamos a maré já tinha subido um pouco, mas o dia estava nublado e ventava, além do fato daquela praia não ser muito propícia pra banho. Não pelo fato de ser suja (não era!), mas por que tinham muitos barcos ao redor além daquelas folhas e algas. Uma praia não muito convidativa à nadar, porém todas as anteriores que passamos dava tranquilamente pra estender uma canga e ficar de bobeira. Na realidade queríamos um mix de praia boa que desse pra mergulhar com algum bar pra beber e petiscar! Obviamente não encontramos isso e preferíamos ficar no bar por que era aniversário da Larissa, então serviu pra começar a comemoração!!! E a parte mais engraçada de todas: era aniversário da Larrisa e tudo o que ela falava repetidamente era "Meu deus! Estamos numa praia que não tem nenhuma estrutura, não tem um bar decente, não dá pra mergulhar. E logo no dia do meu aniversário!!! Parece praia fantasma!" Acho que esse dia ficou marcado pra ela nunca mais comemorar aniversário numa praia deserta!!! hahahaha Ela adora animação, então vcs podem imaginar como foi passar um dia inteiro num lugar que nada acontecia! Bom, ficamos no bar bebendo, conseguimos atrair os olhares do garçom pra nós que ganhamos uma caipirinha grátis (tudo isso por que com 100% de certeza que estaríamos no forró mais tarde pra dançar com ele kkkkkkkkkkkkkkk), fizemos até selfie com ele! Hahahaha Na volta resolvemos que voltaríamos a pé novamente, mesmo com o trator "a disposição". Afinal de contas somos roots! kkkk Então nos informamos do caminho (não dava mais pra voltar pela orla por que a maré já estava totalmente cheia e avisaram que era perigoso) e lá fomos nós no meio da lama e, pra tristeza total da Larissa chegou uma parte em que tinha uma poça (era quase um rio na verdade hahaha) que tivemos que atravessar pra continuar nossa caminhada. Acho que ela chegou a me xingar algumas vezes por causa disso ! Se não bastasse tudo isso, ainda era aniversário dela! Passando pela "lama" - arg Felicidade da Larissa após passar pelo rio nojento! kkkkkkkk Porém, pensando pelo lado positivo, conhecemos um argentino ou chileno, sei lá, que morava lá. Ele era gato, então as meninas já resolveram dar umas conversadas pra lá e pra cá! kkkkkkkk Mas o menino era tão 'as-coisas-acontecem-no-tempo-certo' que acho que ele não entendeu que o encontro tinha que ser naquele dia mesmo senão iríamos embora! kkkkk No final do dia fomos ver o pôr do sol na praia principal e encontramos esse argentino novamente. Ele estava brincando com umas crianças, filhas de uma moça que tb estava lá. Aí ficamos na dúvida se estavam juntos ou não. Mas achamos que ele estava mais animado com as crianças do que com a mulher, hahahaha Enfim, fica a dúvida! Ah, não posso me esquecer: No caminho da volta nós explicamos para o argentino que era aniversário da Larissa, etc e então ele nos levou num lugar MARA de doces. Compramos 3 fatias de torta que seria o nosso "bolo". kkkk Era algo como uma confeitaria. A dona era francesa então fazia as tortas e bolos no estilo francês. A noite tem várias barraquinhas mas também tem uma pizzaria bem em frente. E como hoje era dia de comemoração, achamos que valeria a pena investir nosso dinheiro em algo melhor!!!! Fomos jantar lá e o dono, pasmem, era carioca!!! Ele saiu do Rio e decidiu viver à vida numa cidade mais calma ! UAU! A pizza estava muito gostosa, vale a pena! No final colocamos a velinha e cantamos parabéns!!!!!!!!! Tenho certeza de que Larissa nunca irá se esquecer do incrível dia de aniversário dela na viagem! hahaha Gastos do dia: 8º dia (29/07) : Moreré (Praia de Bainema) Antes de ir passamos na farmácia pra comprar um repelente por que parecia que eu estava com catapora de tanta picada. Como comecei a tomar o complexo já na viagem, ele só começou a fazer efeito quando chegamos na chapada. E quando cheguei lá, já não tinha mais jeito, minha perna estava TODA mordida! E sou super alérgica! DICA: Quem for viajar pra lugares de cachoeira e for alérgica, comece a tomar complexo B umas 2 semanas antes da viagem (e continue até o final). Dessa forma vc realmente não vai voltar parecendo que está com catapora! rs Bom, dessa vez fui vetade e resolvemos que iríamos de trator até moreré. Chegando em moreré (no ponto da última praia), fizemos uma trilha rápida, atravessando umas árvores e chegando do outro lado: praia de bainema!!!! Essa praia era MUITO parecida com a de Itacarezinho. Aqueles coqueiros gigantes, extensão grande de areia, muito bonita mesmo!!!!! A diferença é que a de Itacaré é mais badalada... Quando chegamos não tinha absolutamente NINGUÉM na praia. Estendemos nossas cangas e passaram algumas pessoas. Algo como 1 pessoa a cada 30min...hahahha Moreré - Praia de Bainema: Passamos a tarde toda ali relaxando e como já estávamos famintas, resolvemos voltar. Não sei precisar o local (acho que um pouco depois de chegar na praia de moreré), mas paramos num restaurante/boteco que tinha ali e estava escrito "vendemos bolinhos de carne, queijo e polvo"...Algo assim..kkkk Então resolvi tomar uma água de coco e comemos os bolinhos! Estavam gostosos, apesar de gordurosos! Pegamos o trator de volta com uns turistas e o mais engraçado é que aquela "poça" de ontem virou um rio gigante. Tinha chovido no dia anterior à noite e uma boa parte da estradinha de volta estava cheia de água. Demos sorte de termos voltado de trator!!! Nessa hora fiquei feliz de ter sido vetada! hahahaha Posso imaginar a bronca que as meninas iriam me dar se tivessemos voltado a pé! Voltamos pra pousada, tomamos banho e fomos para a "night"!!! kkkk Bebemos as caipirinhas gostosas de lá, comemos as besteiras da noite e nos preparamos para ir embora no dia seguinte!!!!!!!!!! Gastos do dia: 9º dia (30/07) : Boipeba > Salvador Lari e Lu voltavam pra salvador nesse dia pois o vôo da Lu era amanhã cedinho. Elas dormiriam na casa do amigo delas e eu iria no dia seguinte e todos se encontrariam para seguir viagem para Chapada. Logo, passaria 1 noite a mais em Boipeba! Porém o dia amanheceu chovendo forte e não parecia que ia melhorar. Dado às condições e também o fato de ter que pagar mais 1 diária para ficar o dia todo na pousada, abortei meus planos e resolvi voltar pra Salvador com Lari e Lu. E foi uma idéia certeira: após acertar o horário de volta e chegar em salvador, nós lembramos que nossos amigos de Itacaré estavam em Salvador, então nos encontramos com eles pra passear pelo pelourinho e beber! Foi muito divertido! Depois da bebedeira os meninos nos levarão pra casa. Descansamos um pouco, tomamos banho, nos arrumamos pra sair novamente à noite !!! Voltamos pra casa por que amanhã teríamos que acordar cedo pra encontrar as meninas e o Júlio, nosso motorista paulista (que acabou virando um amigo!!! Já até marcamos novas viagens )!!!!! Mas passamos na farmácia antes por que eu estava começaaaaando a ficar com febre e minha garganta estava doendo! Comprei logo um ibuprofeno para não ter azar de piorar durante a viagem ! E para a minha sorte no dia seguinte acordei melhor e só melhorei depois. Ufa ! Gastos do dia: 10º dia (31/07) : Salvador > Chapada Diamantina Acordamos cedo e avisamos ao Júlio onde nós estávamos. Ele veio do aeroporto direto buscar a gente. Seguimos então para o porto para esperar pela Mari e Tais !!! Mari, coitada, chegou muito mal depois de ter vomitado na viagem. Elas estavam em morro de sao paulo e pegaram a barca rápida. Segundo elas, a barca corria tanto que deu muito enjoo. Decidimos almoçar logo em salvador pois já eram umas 14h. Então voltamos pro pelourinho, que ainda rendeu umas fotos com o dia claro! Na volta para o carro passamos por um batuque tipo olodum e foi ótimo!!! Ainda pudemos dançar um pouco e curtir o som, que por sinal é MUITOOOOOOO BOM!!!! Por fim pegamos estrada e RUMO A CHAPADAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E pra nossa felicidade, pegamos um pôr do sol MARAVILHOSOO, indicando que essa viagem iria começar/continuar do jeito que a gente queria!!!! Gastos do dia: 11º dia (01/08) : Lençois (Cachoeira do Mosquito + Poço do Diabo + Morro do Pai Inácio) Antes de começar a falar das nossas andanças na Chapada, devo dizer que nós tínhamos um GPS da Garmin e que Julio anotou as coordenadas de todas as cachoeiras (ou quase todas) então foi bem fácil nos achar por lá! Nós tínhamos o local exato das cachus! Deixo aqui também o mapa utilizado por nós durante toda a viagem (não lembro onde conseguimos, mas tínhamos ele em mãos, mas com certeza por lá acha-se): Pra quem quiser o mapa em alta resolução, aqui está o link do site oficial da chapada: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/parque-nacional/mapa-do-parque/ Pra quem quer se achar no mapa da bahia, peguei esse aqui na net que facilita a visualização dos lugares. OBS: estávamos em itacaré, depois fomos para Boipeba, depois valença, depois Salvador. De salvador fomos para Lençois, depois para Capão, Ibicoara e Mucugê. Bom, começamos o nosso dia maravilhoso indo para a Cachoeira do Mosquito e, apesar de ser uma cachu bem pertinho de lençois, com uma trilha hiper fácil, muita gente não dá valor, mas ela é maravilhosa!!!!! Acho que essa palavra (e várias outras) será usada com bastante frequência e meu relato ficará muito clichê Mas mesmo assim ainda digo que é maravilhosa e que adorei por termos incluído-a no nosso roteiro !!! Acho que demos sorte pois o volume de água de praticamente todas as cachus que fomos estava bem grande e não foi diferente com a do mosquito. Antes de chegar de fato nela, tem um mirante (e ela parece ser bem menor do que é, vista de longe) e também umas quedas d'agua no caminho com uma vista bem bonita. Vale umas fotos por ali, o visual é show! Mirante Cachoeira do Mosquito: Quedas d'água antes da Cachoeira do Mosquito: A água é geladíssima, óbvio, mas quando vc consegue chegar pertinho da cachu, não tem mais jeito, já está todo molhado mesmo só com os respingos! Se não quiser não precisa nem entrar debaixo da queda! kkkk Cachoeira do Mosquito e água cor de coca-cola A parte que não gostei nessa cachu é o fato de não ter um poço bom pra nadar (AMO nadar), mas admirá-la e ficar relaxando embaixo de uma parte qualquer da queda é energizante! :'> Outro fato muito legal é o entorno da cachoeira. Tem uns paredões gigantes, falésias, que formam uma paisagem lindíssima. Repito: vale muito a pena incluí-la no seu roteiro, principalmente por ser tão pertinho e conseguir fazer um bate-volta relativamente rápido pra quem está com pressa ou com o roteiro apertado! De lá pegamos o carro e seguimos para o Poço do Diabo. A trilha também é bem fácil e a cachoeira também é linda! O melhor é que tem um poço incrível !!! Pra banho é uma delícia !!!!!!! O ruim é que nesse finzinho de tarde, começa a bater um ventinho então fez um frio de leve, mas claro que não poderíamos deixar de entrar naquela água deliciosa (e muito fria também)!!!! Nadar ali foi incrível ! :'> :'> :'> Poço do Diabo visto de cima: Poço do Diabo: De lá fomos para o local cartão-postal da Chapada: Morro do Pai inácio ! E o melhor: pôr do sol no morro do pai inácio! GENTE, esse é um MUST-GO definitivamente ! Quem vai à chapada TEM QUE IR no morro do pai inácio e assistir ao pôr do sol ! É completamente maravilhoso, lindo, incrível !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Energia de outro mundo! Tem que ir! Aliás quanto mais pores do sol nós assistirmos na vida, mais nossa alma ficará serena!!! Todos são lindos, mas aquele foi espetacular! Uma boa é fazer essa pose top da Mari: Pedra de coração ♥ Hot dog legs Depois de um dia lindo, que nos indicou que a viagem ia ser ótima, fomos comer o tão famoso Godó com purê de banana verde! Apesar de ser um prato típico da região, não encontramos em todos os lugares não. Mas em lençol mais de um restaurante possui, só perguntar!!!! E tenho que dizer que gostamos tanto que pedimos outro depois! Muito muito gostoso!!! Vale a pena provar! É tudo misturado mesmo. Não tem uma cara muito boa (parece papinha de criança kkkk) mas o cheiro estava fantástico! Godó de calabresa com carne de sol e purê de banana verde + Arroz: E no dia era aniversário do Julio, então fizemos insistimos (ele ficou P da vida ) em pagar a conta toda! Ele decidiu que não iamos pagar de jeito nenhum a parte dele, e aí falamos que tudo bem, mas fizemos a conta entre nós e estrategicamente deixamos ele ser o último a pagar. E aí... Tcharaaaaan, não tinha mais nada a ser pago ! Ele falou demais! kkkkkkkkk Podem falar: as cariocas são demais!!!!! OBS: Quando estávamos voltando pra pousada passamos numa lojinha tipo tem-tudo e aproveitei pra comprar um ziploc pra guardar os lanchinhos para os demais passeios (pegamos do café da manhã kkkkk). Ficava tudo em saquinhos na bolsa, e aí acabava amassando (banana ou sanduiche, por exemplo). Por isso uma dica é : levem um ziploc de casa :'> Gastos do dia: 12º dia (02/08) : Lençois (Cachoeira do Sossego + Ribeirão do Meio) Hoje seria o dia de fazer a cachoeira do Sossego, que lemos em vários relatos ser um pouco puxada e forte recomendação para contratação de um guia. Portanto, fomos no dia anterior à noite reservar nas informações turísticas da cidade (é só perguntar, todo mundo sabe) para contratar um guia. Barganhamos e conseguimos um preço de 35 reais por pessoa . Eu tenho que ressaltar que não sou muito chegada a fazer trilhas com guias, principalmente por que aqui no rio muitos cobram caro por uma trilha de 20min, o que pra mim é um absurdo, mas ok. Entendo que precisam do dinheiro, muitos vivem disso, etc. Eu sempre fiz trilhas porém desde sempre tenho dificuldades na respiração (tá, eu sei que deveria fazer mais exercícios físicos diários! kkkkk), então acabo ficando pra trás as vezes. Não muito pra trás, mas um pouco... E na minha opinião, um guia tem que levar e se preocupar com o grupo todo e não somente com as pessos que estao junto com ele e, nosso guia não foi assim. Logo de início já fiquei com raiva por que ele simplesmente continuava andando e andando e não estava nem aí pra quem estava atrás. Salvo essa parte inicial, a trilha praticamente toda é feita caminhando sobre pedras, o que eu particularmente gosto mais e sou melhor. Tenho que dizer que é uma trilha puxada, principalmente pra quem não está acostumado. E, se você tem o joelho ferrado ou coisa assim, recomendo que não faça ou então seja bem cauteloso. Eu nunca tive problemas de joelho, mas ficar descendo e subindo pedra toda hora força bastante. Quando chegou a parte das pedras, eu acabei trocando de posição com o pessoal que estava na frente no início, ficando dessa vez ao lado do guia. Porém algumas meninas tiveram dificuldades nessa parte e, mesmo assim, o guia continuou fazendo a trilha como se não houvessem pessoas atrás dele. Ou seja, não foi paranóia minha, rsrs Infelizmente, eu não anotei o nome do guia de tão puta que eu estava! kkkkkk Mas devia ter uns 50 anos, cabelo grisalho... Durante a trilha encontramos com uma amiga que havíamos feito amizade aqui mesmo no mochileiros, Talita, e ela arranjou um grupo e estavam fazendo a trilha toda sem guia. Aí que eu fiquei com mais raiva ainda de ter pago aquele guia! hahahha Mas apesar dos pesares eu recomendo fazer com guia, é bem chatinha e não é sinalizada... Ou sabe ou não sabe o caminho, até por que a trilha toda é beirando o rio e em cima das pedras, não tem um caminho demarcado, rs Durante o caminho encontramos uma pedra gigante rosa (não dá pra ver muito bem na foto que é rosa) e amamos! Pedra rosa durante a trilha O caminho todo tem uns paredões lindos que vale a pena tirar foto!!! Bom, independente de guia, amei nosso dia, ainda mais depois de chegarmos à cachu, que é linda! Não tanto quanto às de ontem, mas mesmo assim muito bonita! Porém não acho que seja indispensável, tem outras que valem mais a pena. Mas nosso roteiro estava com uma certa folga, então acho que encaixamos bem. Cachoeira do Sossego: Lari na água geladíssima: O legal é que dá pra subir nas pedras pra pular na água!!!! É claro que eu não perdi a chance!!!!! Depois desse banho delicioso de cachoeira, seguimos para Ribeirão do meio ainda com o guia. E aquele lugar é muuuito reconfortante!!! Vale a pena passar por lá e assistir o sol se pôr atrás das pedras. É um clica ótimo! E pra completar, ainda tem um escorrega na pedra muito top!!!! E é nessa hora que bate aquele arrependimento por que eu simplesmente cheguei lá, me encostei numa pedra, comi meu sanduiche...Aí de barriga cheia, bateu uma brisa e dormi! hahahahaha Até me chamaram pra eu escorregar, mas estava tão bom o soninho, que fiquei por ali mesmo! Mas foi bom mesmo assim aproveitar o momento sem se preocupar com o resto! Ah, lá também tem um poço enorme pra banho, o pessoal adorou! Tais tomando um banho de cachoeira e de sol: Ribeirão do Meio: Voltamos da trilha famintos e entramos no primeiro PF que vimos! Era simples, mas a comida estava boa! De sobremesa optamos por um crepe de nutella , que é sempre bem vindo!!!! Não anotei o nome do lugar Fomos para o hostel e resolvemos voltar pra beber umas cervejas...Acabamos ficando de gordice e comemos uma salada ainda pra fechar o dia! kkkk Gastos do dia: 13º dia (03/08) : Lençois > Capão (Pratinha + Gruta Azul + Gruta Lapa Doce) Tomamos café, pagamos a pousada de lençois e fomos rumo ao nosso próximo destino: cidade do Capão! No caminho, como no roteiro, passamos pela famosa Pratinha e sua gruta!!!! Chegamos direto no mirante do lago da Pratinha e QUE VERDE maravilhoso!!!!!!!!! Gente, que água é aquela! Maravilhosa!!!! Linda linda linda! Tiramos as fotinhas clássicas e seguimos para fazer o passeio da flutuação. Confesso que eu não estava nem um pouco animada pra esse passeio por que lá dentro é tudo escuro então...... pois é. Mas as meninas queriam fazer e o carinha de lá também botou pilha e não quis ser a chata e fomos lá! Bléee.... Mega sem graça. Tudo escuro, não dá pra ver nada. Acho que é só mesmo pela sensação de ficar numa caverna kkk E as fotos então ficaram uma porcaria... O legal é que no final a gente pôde ficar nadando e tirando foto ali na beirinha do lago. Como é do ladinho da área de preservação, tem vários peixinhos e o cenário embaixo d'água é mais lindo ainda!!!! Depois da flutuação nós descemos e fomos para a beira do lago nadar ! Que delícia !! Almoçamos no barzinho que fica em frente ao lago mesmo com uma comidinha nordestina maravilhosa!!! nhmmm Seguimos para a Gruta Azul. Se bem me lembro o período em que a luz incide dentro da gruta é entre 14h e 14h30, algo assim.... Quando chegamos a luz ainda estava incidindo e tiramos algumas fotos, mas achei meio sem graça...kkk [/img]http://i131.photobucket.com/albums/p284/cleoxinha/Bahia%20Julho%202015/Dia%2013/foto%2013_11.jpg[/img] Depois fomos para a Gruta Lapa Doce. E eu também fiz um pouco de doce pra entrar. Queria mesmo ficar no carro pq saberia que não tinha nada demais lá dentro..kkkkkk E eu já tinha visto outras grutas antes. Ainda mais ter que pagar 20 reais pra ver uma gruta ! rsrsrs Mas não quis ser a chata de novo e fui lá com o povo ! Gente, é uma gruta! Nada mais !!!! Quem curte, é muito válido o passeio por que essa gruta é GIGANTE!!!!! Tem muitas estalactites e estalagmites (de baixo pra cima), algumas até se tocando. É bem legal ! Mas eu, particularmente não acho tão atraente! Mas valeu!! Dali seguimos para o Capão e logo que chegamos vimos uma pizza à lenha e deu aquela fome!!! Era tipo 1 fatia por 5 reais, algo assim... E as fatias iam sendo colocadas no balcão. Era só vc pegar a que queria e comer, simples assim!!! Muito legal ! Mas na verdade resolvemos ir até uma pizzaria que já tinhamos lido sobre que é uma pizzaria vegana/vegetariana (não sei) que só tem 1 sabor de pizza!!! Não anotei o nome do lugar mas se perguntar à qualquer pessoa, saberão te responder! É só falar pizzaria que só tem 1 sabor! hahahah E gente, a pizza é uma delícia!!!!! Aprovadíssima!!!!!! Vale a pena provar! E dividindo pra todos não sai caro pra ninguém! Nós nem chegamos a procurar muito lugar pra dormir por que já tinhamos a indicação do Seu Dai, fomos direto !! Gastos do dia: 14º dia (04/08) : Capão > Ibicoara (Cachoeira da Fumaça) Fizemos o check out no camping do Seu Dai, e fomos tomar café ! Compramos um pão pra comer lá em cima pois como iríamos direto pro Riachinho assistir o pôr do sol (isso se tivesse dado tudo certo!!!) kkkk Enfim, chegando lá temos que assinar o nome na recepção pois aquela área já faz parte do parque nacional da Chapada Diamantina, então teoricamente tem-se um controle maior. O responsável, Alexandre, perguntou se tínhamos guia e falamos que não. Ele nos aconselhou fazer com guia e aquele papo de sempre, mas subimos assim mesmo! O tempo estava péssimo, muita umidade, várias nuvens baixas, tudo branco.... Ou seja, provavelmente não iríamos enxergar nada! kkk Quando chegamos lá em cima o sol começou a aparecer bem de leve....e aproveitamos pra tirar as fotos. Foi engraçado por que assim que cheguei fiquei olhando ao redor e me perguntando "ué, cadê a cachoeira?"...E aí a gente vê várias pessoas se debruçando e entende tudo!!! Tem que dar uma esticadinha pra poder enxergá-la mesmo... rsrsrs Mas tem uma parte mais lateral que andamos depois que dá pra ver melhor!!! Ela é bem bonita... Pena que é só um filete de água e pelas fotos na net acho que o volume nem estava tão ruim assim kkkk ! Deve ser demais pega-la em tempos de cheia, deve ficar muito linda!!! Acho que não chega a sumir no ar...rsrsrs Então resolvemos voltar pra almoçar e depois partir pro Riachinho pra conseguir ainda pegar o por do sol na cachoeira (apesar de termos ouvido que naquela época do ano o por do sol não se punha na cachoeira, mas apostamos assim mesmo). Mari, Tais e Lari foram na frente (apressadas) e eu e Julio fomos mais atrás com calma!! Elas estavam ha uns 10 minutos de distância de nós... Chegamos, passamos na recepção e elas não estavam... Seguimos então para o barzinho e elas também não estavam ! Bom, resolvemos sentar e pedir o famoso pastel de palmito de jaca (que lemos na internet!!!) pra experimentar. Achamos estranho pois elas estavam na nossa frente, mas poderiam ter parado por algum motivo (apesar de que passariamos por elas...), ou foram ao banheiro.... Comemos o pastel e era gostoso, porém ão tinha gosto de palmito e nem de jaca..hahaha não sei explicar, só provando mesmo! hahaha Esperamos, esperamos, esperamos e nada... Resolvemos voltar na recepção pra perguntar se elas tinham ao menos anotado os nomes lá ou se alguém as tinha visto. Nada.. Começamos a ficar preocupados e avisamos ao cara da recepção, Alexandre. Ele começou a falar que elas provalmente se perderam e o pior seria se elas tivessem ido pra trilha que dá pra um morro lá (não lembro o nome). E o tempo não estava muito bom, ou seja, não seria uma boa idéia. Mas acredito que se elas vissem que estavam subindo mais e mais iriam perceber de alguma forma e voltar... Esse cara, Alexandre, começou a falar que elas só se perderam por que não estavam com o guia (de fato sim) e que por isso era aconselhável o guia. Ele disse que nesses casos o correto é ligar para a equipe de resgate para avisar do imprevisto, PORÉM ele não faria isso pois nós não tinhamos ido com nenhum guia !!!!! Só sei que fiquei puta, cheguei a discutir de leve com ele...Afinal de contas a escolha é nossa de ir com ou sem guia e, se o parque tem essa equipe à "disponibilidade" dos frequentadores e que serve exatamente para imprevistos como esse, por que não utilizar? São pessoas, independente de qualquer coisa !!!! Eles só "salvam" as pessoas se estiverem acompanhadas de guia? Que tipo de seletividade é essa? Será que ganhm por fora por essa decisão? Achei ridículo esse pensamento e fiquei extremamente revoltada e indignada. Por isso mesmo fiz questão de pegar o nome do cara. Ele aconselhar o serviço do guia é uma coisa, agora se recusar a ajudar pelo fato de não termos contratado guia é muito diferente, principalmente quando existe uma equipe de resgate (como em todo parque nacional). Isso só faz manchar a imagem das pessoas realmente competentes. Quanto a trilha confesso que tem algumas horas em que tem uma demarcação para o lado... porém, se vc seguir em frente chega na cachoeira! Não acho que PRECISE de guia por causa disso, a trilha é bem tranquila mesmo. Foi um erro delas... Sem contar que poderiam ter perguntado pra alguém, sei lá. E também.., se perdeu, volta! Bom, passou quase 1h e elas enfim chegaram !!!! E pelo que parece estavam indo em direção ao tal morro que o cara falou ! rs Abortamos a missão de assistir o pôr do sol no Riachinho e decidimos seguir direto pra Ibicoara. Foram muitas aventuras pra um dia só! kkkkkkkkkkk Gastos do dia: 15º dia (04/08) : Ibicoara (Cachoeira do Buracão) O dia do Buracão foi definitivamente um dos melhores dias da viagem, por que essa cachoeira é realmente incrível !!!!! Nós fechamos com o Guia Ian que fez por 115 a cachoeira do buracão e a da fumacinha no dia seguinte. Eu não lembro EXATAMENTE o valor que ele cobrou por cada uma, mas se não me engano foi 35 reais pelo buracão e 80 pela fumacinha. Choramos um desconto também, rsrs Um casal de amigos nossos já havia ido 1 ou 2 anos antes e falaram do valor que o guia deles cobraram, que tinha sido 80 reais pelo grupo todo para o buracão e 100 reais pelo grupo para a Fumacinha. Eu até entrei em contato com o mesmo guia e ele disse que a associação Bicho do Mato (na qual fazem parte) havia feito reuniões mais recentes e nelas foram acordados vários reajustes orçamentários, logo esse valor já era muito abaixo do que cobravam atualmente. Infelizmente ele estava "certo" pois eu entrei em contato com outros vários guias indicados e todos cobravam uma faixa parecida de valor. Ficamos então com o Ian que foi indicação do Caio, dono da pousada e nos ofereceu um valor legal se comparado com os demais. O início da trilha é um caminho paralelo ao Rio Espalhado, um visual bem legal pra tirar fotos! Tem várias opções de poços pra entrar após a cachoeira principal. Logo após uma caminhada curta (20min-30min) chega-se à Cachoeira do Recanto Verde, muito bonita também. Júlio até ganhou um repost no instagram de alguma página oficial da chapada diamantina com uma foto dessa cachoeira. Ficou todo animado! rs E então começa os preparativos para iniciarmos a trilha pela água direto ao poço do Buracão!! O guia separa nossos coletes, cada um com um tamanho adequado e estamos então prontos para nadar nos imensos paredões em forma de cânion!!! Tem a opção de ir caminhando pelas pedras, mas perde todo o encanto do passeio. Mari e Tais não sabiam nadar, então ele disponibilizou 2 bóias para elas e foi puxando-as até perto da queda. Elas amaram! Levamos nossas GoPro, mas confesso que as fotos não ficaram excelentes... Precisa de um bom estabilizador de imagens por que muitas saem tremidas ou com gotas d'água (até pensei em comprar aquele limpa vidros que indicam pra isso...). Infelizmente tem seus pontos positivos e negativos, rs. Não deixamos nenhuma câmera para o guia tirar fotos, então as que temos são as nossas da gopro mesmo. Mas mesmo assim, conseguimos alguns registros muito bons!!!!! Porém aqueles entre os cânions não ficaram tão legais pois estamos nadando a nos mexendo a todo instante, rsrs E aí eis que surge a incrível e impactante cachoeira do Buracão!!!!!!!!!!!!! E logo você entende o motivo do nome, pois é mesmo um grande buraco ao redor dos canions. Uma visão magnífica!!! Muito linda! A emoção de nadar entre os cânions somada com a beleza da cachoeira torna esse o melhor passeio da Chapada Diamantina, na minha opinião!!! Foi demais!!! O guia então nos dá a opção de entrarmos atrás da queda e é obvio que não perderíamos essa oportunidade!!! É uma sensação deliciosaaaa. Eu pulei depois de trás da queda para o poço, porém não recomendo colocar a cabeça ou se debruçar pra sentir a queda pois quando fomos o volume estava muito grande, senti uma dor enorme quando a água bateu, pensei que fosse perder a cabeça Nos despedimos desse espetáculo da natureza e retornamos à trilha, mas agora com destino à algumas quedas alternativas pra passar o resto do dia!!! Primeiro, porém paramos num mirante para tirar fotos lindas novamente da Cachoeira do Buracão!!! E então as quedas: E para fechar esse passeio incrível, paramos no Mirante do Campo Redondo pra tirar lindas fotos junto ao por do sol! Que dia maravilhoso!!!!! Gastos do dia: 16º dia (05/08) : Ibicoara > Mucugê (Cachoeira da Fumacinha) Esse dia eu diria que foi o segundo melhor da Chapada!!!! A fumacinha é incrível, muito imponente, diferente e completamente diferente das demais cachoeiras!! E pelo sacrifício que fazemos pra chegar até ela (4h de trilha ida+4h volta), podemos dizer que ela é muito preciosa! Acordamos MUITO cedo (5h) e ás 6h30 estávamos tomando café da manhã feito pelo Caio, dono da pousada, que foi super atencioso ao acordar bem cedo também pra preparar a mesa somente para o nosso grupo! A trilha da Fumacinha é bem parecida com a do Sossego, pois o percurso é praticamente todo plano, sem muitas subidas, contudooo tem uma quantidade ABSURDA de pedras grandes durante o caminho. Então, quem tem o joelho ferrado ou tornozelo, requer um cuidado extra. Eu nunca tive dores no joelho fazendo trilha ou qualquer outro tipo de exercício, mas na volta da fumacinha eu senti dor!!! Então se pra mim, que não tenho problemas, fiquei com dor, imagina pra quem realmente tem algum tipo de lesão!!! Leve gelol, tornozeleira, joelheira, o que vc tiver pra amenizar o impacto descendo e subindo nas pedras! Vc com certeza vai precisar! Eu particularmente prefiro trilhas com escaladas ou com pedras, no estilo da Fumacinha, então pra mim é melhor do que ficar subindo exaustivamente, me cansa bem menos. Porém de um modo geral o nível é pesado, sem dúvidas. A gente não chega a ficar ofegante, mas o cansaço bate depois de muito tempo subindo e descendo, rs Em diversos pontos da trilha temos que passar agachado entre uma rocha e outra beirando poços gigantes de água. Isso mesmo, um escorregãozinho e você cai na água, rsrs Pra quem não tem prática ou tem medo, não recomendo muito essa trilha. São verdadeiros precipícios que temos que passar. Um desses pontos é o Poço da Pedra Lascada, bem famoso pois passamos espremidos entre as rochas ao lado do grande poço de água geladíssima, rs Não tirei foto, mas peguei essa na internet pra terem uma idéia: Outro ponto crítico é a Cachoeira do Encontro: No final da trilha, depois de longas 4h de caminhada eis que vimos láaaa longe, entre 2 paredões de cânions, a nossa linda Fumacinha!!!! E aí a ansiedade pra chegar é maior ainda!!! Porém lá perto tem outro ponto super crítico, foi onde achei mais "perigoso/tenso", por que o espacinho é bem estreito MESMO!!!!! E temos que andar literalmente agachados se não não conseguimos chegar!!!!! Mas passado o perrengue, lá está ela!!! Incrível! Vale cada suor !!! E foi um parto pra subir nessa pedra!!! Pq afinal nós PRECISÁVAMOS ter uma foto em cima da clássica pedra da Fumacinha!!!! kkkkkkkk Eis que eu fico olhando pra cachoeira e ela fica me olhando... Está batendo um frio do cacete, mas eu penso "Cheguei até aqui, depois de 4h de trilha, e não vou mergulhar? MAS É CLAROOOOOO QUE SIMMMMMM!!!!" Tiro a roupa, morta de frio, mas entro assim mesmo!!! Pq não podia deixar de perder a oportunidade de mergulhar nessa água incrível, com toda essa energia!! E se valeu a pena? Nossa, valeu MUITO a pena! O guia me perguntou se eu queria ir até atrás da cachoeira e é claro que topei também!!!!! E lá fomos, entrei atrás da cachoeira e o volume de água é muito grande, eu já não enxergava nada.... Até que chega a hora que precisa subir na pedra pra então ficar realmente atrás. Nessa hora eu estava com a cabeça abaixada, quase sem respirar pq tinha muita água caindo... E eu desisti, me joguei pra trás... Eu estava realmente ficando sem ar, fiquei morrendo de medo nessa hora e imaginei a sensação de como deve ser morrer afogado! Mas enfim, foi só uma sensação e nada aconteceu ! Ele perguntou se eu queria voltar e tentar de novo, mas não quis!!! Acho que ele percebeu meu desespero e falou pra mim "fica boiando e olhando esses paredões incríveis"... e foi o que eu fiz! Eu me senti pequena diante dessa cachoeira me engolindo, mas preferi não arriscar e olha que não sou medrosa, não tenho problema de respiração, nada... Mas realmente não consegui Quem sabe na próxima eu crio coragem e tento de novo! rs E o guia então me fala após sairmos da água "Eu estava morrendo de frio, sem querer entrar na água... E fiquei até feliz por que relembrei a sensação muito boa que é entrar nessa água !!! A maioria dos grupos não entra, então nem tiro a roupa! rsrs" E aí ganhei o dia!!!! Fazer alguém feliz é sempre a melhor parte e nós fizemos ambos felizes! Pra voltar foi outro parto e acho que ainda pior por que a trilha não é mais rápida, é o mesmo tempo, só que vc já está cansado e querendo comer, etc! kkkkkk Mas enfim, valeu cada minuto, faria de novo com certeza! Pra finalizar a noite, só uma lasanha pra dar sustância mesmo! kkkkkkkkkk Gastos do dia: 17º dia (06/08) : Mucugê (Poço Azul e Encantado) Acordamos já tristes por que seria nosso último dia na chapada, tomamos aquele café maravilhoso da pousada e partimos para os poços!!! As únicas pessoas que queriam de fato conhecer era o Julio e a Mari e eu confesso que me arrependi de não ter ido. Na hora juntamos o fator dinheiro (20 reais do encantado + 15 do azul é carinho pra conhecer) mais fator "já conhecemos a tal gruta azul na pratinha e não tinha nada demais"... A gente meio que já "conhecia" os poços pelas fotos então optamos por não ir. Enfim, decidímos que não iríamos. Porém depois que voltei pro Rio fiquei pensando "Eu me dispus a fazer a viagem, estou lá com a oportunidade de conhecer uma atração e vou deixar de ir por causa de 20 reais? Por mais que eu não goste mesmo, mas é sempre bom conhecer primeiro pra depois falar com propriedade "não gostei". Fiquei com esse pensamento depois, então acho que se vc tiver a oportunidade, vá!!!! MAS se for optar por trocar esse passeio por outro, aí sim eu acho que não vale a pena, mas é uma opinião minha! Primeiro fomos no poço azul e ficamos num restaurante esperando Julio e Mari voltar !!!! A mari não me mandou até hoje as fotos desse dia ! Mas sei que eles adoraram !! E aí bateu um arrependimento na hora que eles voltaram super animados contando como foi ! hahahah Chegando no Poço Encantado, estacionamos o carro antes do Rio Paraguaçu e veio um barquinho (tipo uma jangada) com remo buscar os dois pra atravessar o rio. O visual do rio é lindo e dá pra mergulhar também!!! Super recomendo! Julio tirou altas fotos posando de galã ::otemo::::lol4:: Chegando lá precisaram descer uma escadaria grandona (óbvio que vc morre na volta, kkkkkkkk). E então chega-se ao poço. Eles disseram que é lindo demais !!!!! Julio nos deixou na cidade de Andaraí que foi onde almoçamos (dificil achar um restaurante bom por lá..kkk) e então pegamos o onibus direto pra salvador !!! Nossa viagem então chegou ao fim e ainda conseguimos adiantar nossos voos pois chegamos com antecedencia!!! E consegui pegar o mesmo voo da Mari e da Tais !!!!! Julio ficou mais 1 dia pois o voo dele era só no dia seguinte!!!! Gastos do dia: Considerações Finais :arrow: Alugar carro :?: Sim ou com certeza??? Por favor, faça essa viagem de carro !!!! Se passou pela sua cabeça fazê-la (pelo menos a parte da chapada) sem carro, esqueça! Você vai aproveitar MUITO mais, além de que vai sair infinitamente mais barato! Tudo com agências na chapada sai caro, acredite. Tenho uma amiga que se hospedou em Lençois e foi pro Buracão de agência fazendo bate-volta. Ela pagou 300 reais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ::putz:: Bom, se vc é rico e está disposto, ok, mas se não é seu caso, alugue um carro, troque ideia com as pessoas e feche um grupo de 5! É tão fácil fechar grupo por aqui pelo mochileiros! Com certeza vc tb conseguirá !!!!! Principalmente se tiver datas fechadas já! Faça isso ! :arrow: Hospedagem Não precisa reservar nada com antecedência !!! Não precisa mesmo! Conseguimos várias opções muito boas na hora mesmo ! É difícil alguém se hospedar durante 10 dias na mesma cidade, então a rotatividade é alta, logo vc consegue se hospedar facilmente sem reservas!!!! Aposte nisso pois se você mudar o roteiro na hora (como fizemos) não terá problemas!
  9. Período: 01 a 09/12/2013 Cidades: Cairú - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo (MSP) A Costa do Dendê tem natureza privilegiada com praias, baías, costões rochosos, rios, estuários, nascentes, lagoas e cachoeiras emolduradas por vegetação como manguezais, restingas e coqueirais. São 115 km de litoral. Inclui outros municípios, mas nessa viagem foi contemplado apenas Cairu, cujos locais mais famosos são Morro de São Paulo e Boipeba. Cairu deriva do tupi-guarani Aracajuru que significa Casa do Sol. Trata-se do arquipélago fluvial do Rio Una, cujas principais ilhas são Cairu, Tinharé e Boipeba. A sede da cidade de Cairu está localizada na ilha homônima e Morro de São Paulo na Ilha de Tinharé. MSP e Boipeba são duas ilhas vizinhas, tão próximas e tão distintas. É comum ficar hospedado em uma delas e conhecer a outra em um passeio bate e volta. Recomendam não dividir a estadia entre as duas ilhas, pois como são muito diferentes, ao gostar de uma, a probabilidade de antipatizar com a outra é alta. Entretanto, fiquei nas duas ilhas e gostei de ambas, cada qual com suas belezas e características peculiares. MSP tem mais infraestrutura, noites animadas, e recebe fluxo maior de turistas, já Boipeba lembra mais uma pacata vila de pescadores com praias mais tranquilas, ainda que a infraestrutura e o fluxo de turistas estejam crescendo. O que ambas têm em comum, são as belas praias e paisagens. Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados na Vila de Velha Boipeba na Ilha de Boipeba e na Vila em MSP. Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Dessa forma, alguns estabelecimentos, bem como alguns dos pontos turísticos, não foram visitados por mim e, portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Índice A cidade Como chegar Quando ir Onde ir em Boipeba Onde ir em Morro de SP Onde ir em Cairu Onde ir em Valença Onde ficar em Boipeba Onde ficar em Morro de SP Onde comer Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas) Mapas Sugestão de roteiros Relato de viagem Relatos 2013: 21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
  10. gdesiderio

    Boipeba

    Amigos, Estou chegando em Salvador dia 26/12 e tenho que me locomover a Boipeba. Gostaria de saber se: 1 - Existe alguma opção direto Salvador - Boipeba ? (via Barco), ou 2 - em não optando pelo aviao Salvador - Morro, a única opcao seria onibus ateh Torrinhas e depois lancha ou barco? 3 - esta viagem leva cerca de 5 horas confere (Salvador - Boipeba)? Bom valeu pela ajuda! Abracos!
  11. Olá pessoal! Comecei a programar minha viagem efetivamente em outubro, mas comprei e reservei tudo em novembro. Consegui pegar duas passagens por milhas pela Gol, então fiz uma economia nesse ponto, gastando apenas $100,00 de taxas de embarque. Cheguei no dia 09/01/2016 e retornaria de Salvador no dia 16/01/2016, conto no final. PS: Infelizmente nunca lembro de tirar muitas fotos, então não terá muitas imagens no meu relato... A Chegada Com muitas pesquisas aqui no mochileiros vi que teria que escolher bem os horários de chegada e saída do aeroporto e provavelmente pernoitar em Salvador em um dos trajetos para não perder a lancha rápida. Com isso consegui achar uma passagem com ida as 6:15 da manha e chegada as 6:55 em Salvador (devido a diferença no fuso horário), o que me daria uma certa folga. Minha viajem começou então com minha saída de BH pelo aeroporto de Confins. Meu voo tinha previsão de saída para as 6:15, mas teve um atraso de 30min pois o piloto teve que ser substituído. Chegando em SSA as 7:30, fui recebida pelo motorista da Baiano Turismo. Resolvi fechar um transfer particular pq cheguei em um sábado, e os Táxis especiais cobravam $127 até o Terminal Marítimo, e não queria arriscar o taxímetro na bandeira 2 dos táxis normais. E foi a minha melhor decisão (o trânsito de Salvador é infernal, engarrafamento nos dois trajetos que fiz, isso em dois sábados), paguei $100,00 pelo serviço e gastei cerca de 30 minutos na corrida, o que compensou o atraso do voo. Super indico o pessoal da Baiano Turismo, atendimento e serviço de primeira. Cheguei com o Terminal bem cheio, creio que fiquei cerca de 30min na fila para comprar as passagens ($5,60 no fim de semana), conseguindo pegar o Ferry das 9:00. Achei super tranquila a viajem (levando em consideração que aqui eu já tinha tomado meu belo Dramin, rsrs). Assim chegando em Bom Despacho, eram cerca de 10:20, fui primeiro no guichê da Águia Branca, não sei se é o normal, mas a empresa tinha pouquíssimos horários e o próximo seria apenas 12:30. Resolvemos pegar o da Cidade Sol mesmo, que sairia as 11:00 ($21,26). O ônibus não tinha ar e fez algumas paradas, mas achei melhor do que gastar 200 reais com táxi, pois não achei vans por lá. A viajem foi tranquila e as paradas rápidas. Chegamos em Valença era por volta de 13:20. O pessoal da empresa avisa o ponto mais próximo do Cais, então foi tranquilo. Como chegamos as 13:20 e nossa lancha era as 14:40 tentei trocar para um horário anterior, mas já não havia nenhuma vaga para o resto do dia. Lembrando que reservei a lancha rápida uma semana antes de viajar, com a empresa Dátoli. Então, POR FAVOR, reservem a lancha rápida se forem em alta temporada. Vi muitas pessoas dando de cara na porta e tendo que pegar um coisa que chamam de ônibus, que leva a Cidade de Torrinhas, e é a alternativa para pegar outras lanchas. Os ônibus são esqueletos de ferrugem, não corram esse risco. Depois disso fomos almoçar na cidade, não vou lembrar o nome do lugar, mas era bem ruim a comida, então nem vale indicar. Nesse tempo caiu um temporal e ficamos receosos da lancha não sair. A chuva passou, e na entrada para o Cais tivemos que pagar uma taxa de 1,50 por pessoa. Esperamos um tempo, e depois do processo de embarque das malas e passageiros nossa lancha saiu as 14:45. Achei a viagem de lancha tranquila, pensei que seria pior. Estava chuviscando e as vezes a lancha batia muito, principalmente quando outras embarcações passavam e davam ondulações na água. A paisagem é muito bonita, mangue dos dois lados, achei bem legal. Por fim chegamos em Velha Boipeba as 16:00. Continua...
  12. Para quem gosta de curtir um final de semana, férias, feriadão super tranquilo com a família em uma ilha paradisíaca localizada no baixo sul da Bahia irá se surpreender com os encantos naturais em que essa ilha nos proporciona. A idéia dessa viagem surgiu através do meu pai que é nativo e sempre convidou a família pra passar as férias e enfim concordei também a partir de 2008 em conhecer os encantos da ilha. A ilha de Boipeba é inserida no Arquipélago de Tinharé e é cercada de um lado pelo oceano e de outro pelo estuário do Rio do Inferno. Contemplada por uma floresta densa da Mata Atlântica, restinga, dunas, extensos manguezais e praias paradisíacas com coqueirais e recifes de grande valor ecológico e paisagístico. Quem for de Salvador enfrenta uns 300 km, a viagem é demorada. Sempre quando eu viajo vou pelo Ferryboat. Você pega uma estrada pela BA001 até a cidade de valença baixo sul da Bahia. E por Valença tem mais um trecho pela frente. A caminho você vai encontrar placas indicando Morro de São Paulo, Boipeba. Você segue o caminho onde tem escrito Boipeba, ainda vai passar por uma estrada de Barro até Torrinhas, onde você vai pegar um barco ou lancha se preferir. O bom de viajar pelo rio é ir descobrindo aqueles lugares que estão fora dos roteiros oficiais de turismo. Por exemplo, bares, restaurantes, flutuando no rio, frequentados pelos nativos. A dica aqui é comer ostra crua, cultivada aqui mesmo no rio. A maior atração de Boipeba está mesmo no mar. As piscinas naturais são de um azul tão forte e limpo que você tem a sensação de estar mergulhando num aquário. As piscinas ficam a mais de um quilômetro da praia.
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