Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

nnaomi

11 dias na BA - Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

Posts Recomendados

Período: 01 a 09/12/2013

Cidades: Cairú - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo (MSP)

 

A Costa do Dendê tem natureza privilegiada com praias, baías, costões rochosos, rios, estuários, nascentes, lagoas e cachoeiras emolduradas por vegetação como manguezais, restingas e coqueirais. São 115 km de litoral. Inclui outros municípios, mas nessa viagem foi contemplado apenas Cairu, cujos locais mais famosos são Morro de São Paulo e Boipeba. Cairu deriva do tupi-guarani Aracajuru que significa Casa do Sol. Trata-se do arquipélago fluvial do Rio Una, cujas principais ilhas são Cairu, Tinharé e Boipeba. A sede da cidade de Cairu está localizada na ilha homônima e Morro de São Paulo na Ilha de Tinharé.

 

MSP e Boipeba são duas ilhas vizinhas, tão próximas e tão distintas. É comum ficar hospedado em uma delas e conhecer a outra em um passeio bate e volta. Recomendam não dividir a estadia entre as duas ilhas, pois como são muito diferentes, ao gostar de uma, a probabilidade de antipatizar com a outra é alta. Entretanto, fiquei nas duas ilhas e gostei de ambas, cada qual com suas belezas e características peculiares. MSP tem mais infraestrutura, noites animadas, e recebe fluxo maior de turistas, já Boipeba lembra mais uma pacata vila de pescadores com praias mais tranquilas, ainda que a infraestrutura e o fluxo de turistas estejam crescendo. O que ambas têm em comum, são as belas praias e paisagens.

 

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados na Vila de Velha Boipeba na Ilha de Boipeba e na Vila em MSP.

 

Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Dessa forma, alguns estabelecimentos, bem como alguns dos pontos turísticos, não foram visitados por mim e, portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

 

Índice

 

A cidade

 

Como chegar

 

Quando ir

 

Onde ir em Boipeba

 

Onde ir em Morro de SP

 

Onde ir em Cairu

 

Onde ir em Valença

 

Onde ficar em Boipeba

 

Onde ficar em Morro de SP

 

Onde comer

 

Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)

 

Mapas

 

Sugestão de roteiros

 

Relato de viagem

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Cairu é uma cidade insular, localizada no sul do estado, no destino turístico conhecido como Costa do Dendê. Tem área de 460,980 km² e população de 15.374 habitantes (dados IBGE 2010) e faz limite com as cidades de Nilo Peçanha, Taperoá, Valença e com o Oceano Atlântico. Possui clima tropical e temperatura média de 25°C.

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Cairu está localizada a 300 km da capital Salvador (SSA). Há várias possibilidades de ir a MSP e Boipeba, depende de quanto tempo e dinheiro quer gastar e também se tem medo de aviões pequenos ou de barcos. A seguir, há um diagrama dos meios de transporte disponíveis entre SSA e MSP e Boipeba, que é mais detalhado abaixo, com informações sobre horários e contatos.

• Astram (Associação de Transportes Marítimos), Valença, 3641-6030 / 9985-7228, [email protected]

 

SA.jpg.a4c8a86b160c7a17cd3df08b45ee73d8.jpg

 

Transporte SSA/MSP:

 

via marítima: ir ao Terminal Turístico Marítimo (atrás do Mercado Modelo), de onde saem catamarãs de diversas empresas das 8h30 às 14h. São 2h de viagem por mar aberto, a chance de enjoar é grande, por isso quem costuma passar mal deve tomar remédio contra enjôo ou fazer o transfer terreste + marítimo por Valença. Tirando isso, é uma das formas mais comuns de ir a MSP, pois é mais rápido e prático. Aproveite a paisagem das construções históricas da cidade baixa, do Forte de São Marcelo e do Porto da Barra. Catamarã Biotur saídas de SSA às 9h e 14h, saídas de MSP às 11h30 e 15h, (75) 3641-3327 / 0551 / (71) 3326-7674, [email protected], http://www.biotur.com.br/ Catamarã Farol do Morro saída de SSA às 13h, saída de MSP às 9h, (75) 3652-1036 / 1011 Fax / (71) 3319-4570 / 9136-4572, [email protected], http://www.faroldomorro.com.br/, Catamarã IlhaBela saídas de SSA às 8h30 e 10h30, saídas de MSP às 12h30 e 15h, (71) 3326-7158 / 9195-6744 Jacinto / 9184-3122 Gustavo / 9171-0498 Iara / 9132- 8262 Rafael / 9118- 2393 Fabrício, [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], http://www.ilhabelatm.com.br/ Catamarã Lulalu saída de SSA às 11h30, saída de MSP às 9h30, (75) 9917-1975; Catamarã Gamboa do Morro, (75) 3641-3327 / (71) 3326-7674

 

via terreste + marítima por Valença: é a forma mais demorada de ir a MSP, mas também é a mais barata e a navegação é mais curta e mais tranquila. Existem várias combinações possíveis de trajeto:

o Ir ao Terminal Marítimo de São Joaquim, pegar o ferry boat* (1h de viagem) para o Terminal Bom Despacho, em Itaparica. Pegar ônibus para Valença** (2h de viagem), descer na rodoviária e pegar táxi ao Cais de Valença ou pedir para o motorista do ônibus parar no ponto mais próximo ao cais***

o Ir ao Terminal Turístico Marítimo (atrás do Mercado Modelo), pegar barco para o Terminal Mar Grande, em Itaparica, com partidas a cada meia hora. Ir de van até o Terminal Bom Despacho para pegar ônibus para Valença**. Pode-se também pedir para a van parar no trevo da rodovia, por onde passam os ônibus que saíram do Terminal Bom Despacho. Outra alternativa é ver se tem van direto para Valença. Descer no Cais de Valença***.

o Existe a possibilidade de pegar um ônibus de SSA a Valença, mas parece que tem poucos horários e que não é um meio muito usado. Pegar táxi ao Cais de Valença***. Empresa São Geraldo 0800-704-3496, Águia Branca 0800-725-1211 http://www.aguiabranca.com.br/ e Camurujipe 75-3641-4037 http://www.camurujipe.com.br/

 

via aérea: do aeroporto de SSA, são 25min de voo de uma empresa de Taxi Aéreo até uma das pistas de pouso de MSP. Algumas empresas operavam linhas regulares, mas parece que foram vetadas pela ANAC. A previsão de retorno à operação era agora na alta temporada, porém não sei se irão operar com linhas regulares ou sob fretamento. Há 2 pistas de pouso, uma na Terceira Praia e outra na Quarta Praia, da qual saem 4x4 que podem seguir até a Segunda Praia. É rápido, interessante para quem chega a SSA, via aeroporto, mas é caro e quem tem medo de voar pode não gostar dos aviões pequenos. Estes são os contatos (antigos) das empresas: Addey Taxi Aéreo, (71) 3772-2451 / (75) 3653-6017 / 3652-1385 / 1242 / 1222, [email protected], http://www.addey.tur.br/ SSA-MSP às 8h30, 12h30 e 15h30; MSP-SSA às 9h15, 13h15 e 16h15, pista de pouso na Fazenda Caeira na Terceira Praia. Axé Taxi Aéreo, http://www.axetaxiaereo.com.br/ SSA-MSP diar às 14h50 e sujeitos a lotação às 9h50 e 10h30. A Aerostar http://www.aerostar.com.br/ não opera mais voos para MSP, Boipeba, Barra Grande, Valença e Itaparica

 

via aérea + marítima por Valença: do aeroporto de SSA, saem voos da Passaredo e da Gol com destino ao aeroporto de Valença, porém só havia um horário aos sábados. Ir de táxi até o Cais de Valença***. É vantajoso se houver promoções na passagem aérea e para quem chega a SSA, via aeroporto

 

* O ferry boat tem partidas a cada hora de seg-sáb das 5 às 23h, dom das 6 às 23h, informações Disk Ferry (71) 3254-1020 / 2105-9700 e http://www.travessiasonline.com.br/

** A linha Bom Despacho/Valença é atendida pelas Empresas Viação Cidade Sol com saídas das 6h às 19h de 1 em 1h, (71) 3682-1791, http://www.viacaocidadesol.com.br/ ; Camurujipe com saídas às 7h, 8h30,11h, 12h, 13h30 e 14h30, (75) 3641-4037, http://www.camurujipe.com.br/; Águia Branca parece ter ônibus melhores com AC, mas tem menos horários, 0800-725-1211 http://www.aguiabranca.com.br/

*** Do Cais de Valença partem linhas regulares de barcos e lanchas até MSP. O barco (1h30 hora de viagem) tem partidas a cada meia hora das 6 às 18h com parada em Bom Jardim (às 11h, 12h30, 13h e 15h são diretos) e a lancha (30min de viagem) tem partidas a cada hora das 6 às 18h. Lancha do Amigo (75) 3641-3647 / 9981-2050. Outro ponto de acesso a MSP é o Atracadouro de Bom Jardim, na Ponta de Curral, a 22 km do centro, pegar o barco (30min de viagem) com partidas a cada meia hora das 6h30 às 18h30 ou a lancha (15min de viagem) com partidas das 7 às 18h para MSP. Há ônibus de linha ligando os dois cais. Em ambos há estacionamentos, mas parece que o custo do estacionamento e do barco é menor no Atracadouro de Bom Jardim

 

Transporte SSA/Boipeba:

 

via terreste + marítima por Valença: acredito que seja uma das melhores formas de ir a Boipeba. Segue-se até Valença, como explicado anteriormente (ver Transporte SSA/MSP, via terreste + marítima por Valença). No Cais de Valença, pegar um barco ou lancha até Boipeba**** (1h de viagem pelo rio). Existem outros pontos de acesso como Graciosa e Torrinhas sendo este o ponto de embarque mais próximo de Boipeba

 

via aérea + marítima: do aeroporto de SSA, são 30min de voo de uma empresa de Taxi Aéreo até a pista de pouso. Pelo que entendi a pista fica no limite sul da Ilha de Tinharé (a ilha de MSP). É necessário pegar um barco e atravessar o rio até Boipeba, mas essa travessia é bem curta. É necessário verificar se há empresa de táxi aéreo operando essa linha sob forma regular e/ou de fretamento. Ver alguns contatos em Transporte SSA/MSP, via aérea

 

**** Do Cais de Valença partem linhas regulares de barcos e lanchas até Boipeba. O barco (4h de viagem) tem partidas de seg-sáb às 6h, 11h e 14h e lancha rápida (1h30 de viagem) tem partidas às 10h, 12h, 14h e 16h e de set-fev tambem às 9h, 15h e 17h, com retorno às 6h, 7h, 9h, 12h e 16h e de set-fev tambem às 14h e 17h com a Garça Branca Dattoli, 3653-6167 / 3641-6030, [email protected], [email protected] (Camila/Janaína). Fretamentos com a empresa Enéas Oliveira (75) 3641-5011/3011. Navegação calma pelo rio, passa em frente de Cairu, Canavieiras e Tapuias, o traslado vale como passeio. A empresa Garça Branca Dattoli não trabalha mais com reserva de passagem, é necessário comprar com antecedência se quiser garantir o lugar, o que é indicado, principalmente aos sábados quando o movimento é intenso. Aos domingos, há menos horários, saídas de Valença às 10h, 14h e 16h. Outra possibilidade é fazer a travessia por Torrinhas. No cais de Valença, existe o combinado ônibus + barco: pegar o ônibus Expresso Boipeba (1h30 de viagem) com partidas às 6h, 11h e 14h para Torrinhas, onde o barco aguarda e a tarifa já esta inclusa no valor pago ao ônibus. Quem vai de carro, deve passar pelas cidades Valença, Taperoá e Nilo Peçanha. Depois da cidade de Nilo Peçanha entrar à esquerda na estrada asfaltada para Cairu, onde há um totem de concreto sinalizando a estrada. Após 12 km, entrar à direita em uma estrada de terra e percorrer 7 km para chegar ao povoado Torrinhas, onde pode pegar barco (1h de viagem), com saída às 7h, 12h e 15h e retorno às 6h, 11h e 14h com Olivence 3653-6035 ou fretar lancha (20min de viagem) com Messias 9987-0683. Graciosa também é ponto de embarque para Boipeba, mas não sei há linhas regulares de barco e se há linha de ônibus entre Valença e Graciosa. Parece que há ônibus que sai do Terminal Bom Despacho e passa em Graciosa

 

Transporte MSP/Boipeba:

 

via marítima: pegar um dos barcos de passeio Volta a Ilha, através de agência, partem normalmente às 9h30min de MSP e retornam por volta das 14h de Boipeba. Parece que cobram o valor cheio do passeio no sentido MSP/Boipeba e no sentido inverso tem desconto. Como é um barco de passeio, procure se informar previamente sobre o transporte de bagagem e sobre as paradas do passeio, antes do desembarque no teu destino

 

via terrestre + marítima: através de agência, combinar o traslado que incluirá passagem em 4x4 até o limite sul da ilha. É necessário pegar um barco e atravessar o rio até a ilha de Boipeba, mas essa travessia é bem curta

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

• Para economizar tempo e dinheiro, chegue cedo a SSA para dar tempo de fazer o traslado até MSP ou Boipeba no mesmo dia. Na volta, marque a passagem para o final da tarde ou a noite para conseguir chegar a tempo. Dependendo dos horários é mais tranquilo fazer um pernoite em SSA

• Verifique previamente todos os horários dos transportes, pois eles mudam conforme o período de alta ou baixa temporada e também são diferentes em dias de semana e finais de semana e feriados. O melhor é confirmar as informações via telefone, pois nem todas as empresas respondem e-mails e os dados dos sites podem estar desatualizados

• Além dos transportes de linha, marcados no diagrama, é possível contratar traslados de agências. Um traslado privativo pode incluir táxi + lancha exclusivos até a MSP ou Boipeba. O mais comum é o transfer terrestre + marítimo que transporta um grupo de pessoas usando transporte público de SSA a Itaparica e vans da agência. Fomos com a agência Cassi que usou o esquema descrito a seguir. A van buscou no aeroporto/hotel e levou à agência que fica do outro lado da rua do Terminal Turístico Marítimo (atrás do Mercado Modelo). Lá, foram distribuídas as pulseiras de identificação e as bagagens foram transportadas de carrinho até o terminal. Um condutor da agência acompanhou até o terminal que estava lotado nesse dia, a vantagem foi pular a fila da bilheteria, pois não foi necessário comprar o bilhete, mas foi preciso enfrentar a fila para entrar. Acompanhado do condutor da agência, embarcou-se num barco de linha convencional (não era de transporte exclusivo da agência) que atracou no Terminal de Mar Grande. As bagagens foram devolvidas e do lado de fora do terminal, a van da agência aguardava. Passageiros com destino a MSP foram para o Atracadouro de Bom Jardim, onde pegaram uma lancha rápida da própria agência para MSP. Passageiros com destino a Boipeba foram deixados no Cais de Valença com a passagem da lancha de linha em mãos

• O traslado do hotel na Barra até o Cais de Valença, via agência, demorou cerca de 4h, contando a demora no transporte de barco (de SSA a Mar Grande) por causa da maré baixa e as pequenas transições entre um transporte e outro. Dá para fazer por conta e pode demorar esse mesmo tanto se tiver sorte e conseguir embarcar no próximo transporte logo que chegar, mas se estiver lotado ou horário não for coincidente e ficar esperando entre uma conexão e outra, pode demorar muito mais. Por agência tudo é coordenado e cortam-se as filas das bilheterias

• É mais prático levar pouca bagagem, pois mesmo via agência, cada um é responsável por seus pertences. É trabalhoso subir e descer a bagagem a cada conexão e lembre que nas ilhas não há circulação de carros, cada um deve carregar sua bagagem ou contratar um carregador

• Não compensa alugar carro para ir a MSP e Boipeba, pois não é possível ir até lá de carro, que terá que ficar em um estacionamento. Quem vem de carro próprio, deve ir até Valença. A estrada de Bom Despacho a Nazaré estava boa, pista simples, mas com acostamento e asfalto bom. De Nazaré a Valença tinha vários trechos com muitos buracos, verdadeiras crateras puro terra, onde o asfalto sumiu por completo. A sinalização nas estradas era razoável. Os principais pontos de embarque para MSP são o Cais de Valença e o Atracadouro de Bom Jardim. Para Boipeba, são o Cais de Valença, Torrinhas e Graciosa

• O transfer terreste + marítimo por Valença, que é um dos mais usados, não é tão longo, nem difícil, mas são várias conexões, horários podem não ser coincidentes, pode ter muitas filas e demorar. Por segurança, precisa colocar "folga" em todos os percursos a contar desde SSA para não correr risco de chegar atrasado. Finais de semana e feriados não são bons, há menos horários de ônibus, lanchas e barcos. Ferry boat e barcos para Mar Grande parecem circular com a mesma frequência todos os dias, mas nos finais de semana tem mais movimento, por causa dos próprios locais que vão passar o dia em Itaparica, principalmente no início do mês, quando o pessoal já recebeu, segundo uma moradora de SSA. No meio da semana, deve ter movimento de trabalhadores, mas ainda assim, disseram que é menos cheio

• Disseram que o Terminal Marítimo de São Joaquim é mais cheio do que Terminal Turístico Marítimo (atrás do Mercado Modelo) e que, no último feriado de 15 de novembro, o ferry boat enchia e saía e o pessoal não conseguia embarcar, tamanha era a quantidade de pessoas, nem horário o bilhete tinha. As partidas de ferry boat são a cada hora, mas a vantagem é que chega a Bom Despacho, onde tem o terminal rodoviário e é possível pegar ônibus para vários destinos. Também o tempo de travessia é constante, independe da maré e só varia um pouco de acordo com o ferry boat, pois parece que foram adquiridos alguns novos que são um pouco mais rápidos

• No Terminal Turístico Marítimo (atrás do Mercado Modelo) há partidas mais frequentes, saem barcos a cada meia hora e costuma ser menos cheio que o Terminal Marítimo de São Joaquim, mas chega a Mar Grande, onde terá que pegar táxi ou van para o Terminal de Bom Despacho ou até o trevo da estrada, onde os ônibus passam. Disseram que costuma ter vans direto do Terminal de Mar Grande para Valença. No Terminal de Mar Grande, a travessia depende da maré e fica mais demorado se a maré estiver muito baixa, demora para manobrar princialmente do lado de Itaparica

• Cais/Terminal de Valença é fechado e cobra entrada, dessa forma, o acesso fica restrito a passageiros e funcionários. Como era domingo, estava bem tranquilo, mas disseram que no sábado é bem caótico, porque a movimentação é grande dos próprios moradores que vão às compras em Valença. Para Boipeba é bom comprar passagem com antecedência, pois barcos podem lotar principalmente aos sábados. Aos domingos, há menos horários de barcos e a espera pode ser grande. Para MSP, há partidas mais frequentes. Há algumas linhas para outras vilas como Galeão, sede de Cairu, etc

• De Valença a Boipeba, prefira a lancha rápida, principalmente aos sábados quando os barcos convencionais seguem carregados de compras dos locais, que podem incluir muitos botijões de gás e galões de combustível, como relatado por um casal que estava hospedado na mesma pousada que nós

• O transfer de SSA a Boipeba, pode ser feito com uma escala em MSP. É possível ir de catamarã até MSP e de MSP pegar um barco de passseio ou fretar um barco até Boipeba, mas acho que não compensa. O custo via fretamento é alto, a menos que esteja em grupo, e se decidir pegar o barco do passeio terá que pernoitar em MSP, pois não conseguirá chegar a tempo de pegar o passeio no mesmo dia. Outra alternativa é pegar um 4x4 até o limite sul da ilha e depois um barco até a ilha de Boipeba

• Disseram que havia um catamarã de SSA para MSP que tinha conexão com uma lancha rápida até Boipeba, ou seja, seria possível fazer SSA-MSP-Boipeba no mesmo dia, mas não encontrei maiores informações

• Disseram que havia barco entre as duas ilhas, mas não encontrei, pelo menos não um barco de linha. O que operam regularmente são os passeios, via agência de MSP até Boipeba. Só tem 1 horário por dia que parte às 9h30min de MSP e retorna por volta das 14h de Velha Boipeba. Se quiser pegar esse barco em outros locais, por exemplo, Moreré, é bom verificar antes se é possível, pois acho que o passeio Volta a Ilha para nas piscinas naturais e não na Praia de Moreré

• Ouvi informações sobre trator em MSP, mas não achei nenhum trator de linha, nem mesmo que fizesse o trecho entre a vila de MSP e o povoado de Garapuá, que tem certo número de habitantes. Mesmo se houvesse um trator até o povoado de Garapuá, até o Pontal ainda tem chão, ou melhor, areia. Só achei 4x4 de agência, cobram por pessoa e tem que ter no mínimo 2. Vi charretes e cavalos para passeio, principalmente no início da Quarta Praia, mas não sei se eles levam até o limite sul da ilha e se o valor compensa. Chegando lá, um barco faz a travessia, é um trecho curtinho, acho que ali ainda é rio, bem estreito mesmo, cobram 20,00 a viagem que é dividido pelo numero de pessoas que tiver. Quando fui, subi e desci do barco na areia mesmo, não foi no pier, mas não molha o pé se estiver de tênis, pois o barco encosta bem e coloca uma tábua encaixada na escada do barco para você pisar. Acho que ali já é Boca da Barra, mas é pertinho da Vila de Velha Boipeba, tranquilo para ir a pé

• Como não encontrei nenhum transporte de linha entre as 2 ilhas, acho que o mais barato (e demorado) é pegar barco lento de volta a Valença e de lá pegar outro barco lento para a outra ilha. Se pegar a lancha rápida não vai compensar, por causa do custo da lancha. No Cais de Valença há mais uma alternativa tanto para MSP quanto para Boipeba, via Atracadouro de Bom Jardim e Torrinhas, respectivamente

• Se fizer o traslado MSP/Boipeba com 4x4, escolha o horário da maré baixa, pois segue pela praia até Garapuá. Além de ser mais bonito com o visual das praias, ainda vai bem mais rápido, pois as estradas por dentro da ilha têm areia mais fofa e trechos com água

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

A alta temporada se dá no período de férias escolares, com picos no ano novo, no carnaval e na Ressaca que ocorre imediatamente após o carnaval e chega a ser mais movimentada do que o próprio carnaval. Quem quer tranquilidade e fugir dos preços altos, deve esperar mais um pouco, até a Ressaca passar. MSP sempre tem algum movimento mesmo na baixa temporada, já Boipeba tem fluxo pequeno de turistas fora da alta temporada. Quanto ao clima, geralmente apresenta um índice pluviométrico maior entre abril e junho.

 

O visual das piscinas naturais e de algumas praias poderá ser mais bem apreciado na maré baixa; na alta a água encobre os recifes e os bancos de areia retirando o diferencial/particularidade da praia. No caso particular de MSP e Boipeba, não sei se há necessidade de a maré estar muito baixa, que ocorre na lua cheia ou nova, quando as marés baixas são mais baixas e as marés altas são mais altas. Confira no site da Marinha a Tábuas das Marés e veja O básico das marés - o que se precisa entender para programar seus passeios pelas praias e piscinas naturais

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

• Festa de Iemanjá: em 02 de fevereiro, em MSP e Boipeba

• Carnaval e Ressaca: a Ressaca que ocorre após o carnaval é tão ou mais famosa do que o próprio carnaval, em MSP e Boipeba

• Lavagem do Beco: na Ressaca de carnaval, em Boipeba

• Festa do Divino Espirito Santo: em maio, em Boipeba

• Festas Juninas: do dia 13 de Junho, dia de Santo Antônio até o dia 29, dia de São Pedro, em MSP e Boipeba

• Festival de Primavera: a primeira edição ocorreu em setembro, mas as últimas foram em novembro, em MSP

• Festa de Nossa Senhora da Luz: em 8 de setembro, em MSP

• Carurus de São Cosme e Damião, entre setembro e outubro, em Boipeba

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Vila de Velha Boipeba:

• Praça Santo Antônio (ou Pça. do Quadradão), uma ladeira leva à igreja matriz. Nas imediações, comércio com mercadinhos, farmácias, lojas, restaurantes, pousadas. Concentra a maior infraestrutura da ilha

• Igreja Matriz do Divino Espírito Santo (séc XVII), R. da Igreja. Ao lado da igreja tem um mirante, aproveite a vista panorâmica

• Museu da Ilha, R. do Ribeirinho, Velha Boipeba. Do pescador Otavio (Tavinho), acervo de ossos de peixes, como baleia e bagre, búzios, casco de tartaruga

• Casa da Farinha, onde se fabrica artesanalmente a farinha de mandioca e o beiju

• Roldão, onde se faz o azeite de dendê do mesmo modo como era feito no período colonial

• Morro do Quebra C*. Mirante da Praia de Boca da Barra, o estuário do Rio do Inferno com seu manguezal. Muitos pés de mangaba, o melhor horário é ao pôr do sol

• Morro Alto das Pombas (ou Campo das Pombas). Vista da barra do Rio do Inferno e da Ilha de Tinharé. Não sei se é outro mirante ou se é o Morro do Quebra C*

• Barrancão. Em meio ao campo está o grande buraco formado por chuvas, onde podem ser vistos barros coloridos, uma espécie de argila que era usada para a pintura de casas. A área serve de abrigo para aves

 

Praias:

• Boca da Barra: perto do vilarejo de Velha Boipeba com pousadas e barracas. Local onde o Rio do Inferno desagua, a praia fica com água mais escura, dependendo da maré, devido ao manguezal, belo pôr do sol

• Outeiro: continuação da Boca da Barra depois da curva em direção ao mar aberto. Areia de cascalho, água mais clara, mas também sofre influência das marés, recifes, piscinas naturais na maré baixa, pousadas, barracas

• Pedras: prainha no meio da trilha de Outeiro à Tassimirim. Repleta de pedras, um restaurante e uma pousada, o Ponto Chic

• Tassimirim: acesso por uma trilha de 1,5 km, direto da vila, por dentro do coqueiral ou por trilha de Boca da Barra, pela areia das praias. Praticamente deserta, extensa, recifes, piscinas naturais na maré baixa, águas claras e calmas, coqueiros e nativos pegando polvos, lagostas e lambretas, ponto de desova da tartaruga marinha. De estrutura por ali, só a Barraca Tassimirim

• Cueira: separada da Praia de Tassimirim por um bloco de coral, acesso por uma trilha de 1,5 km, direto da vila, por dentro do coqueiral ou por trilha de Boca da Barra, pela areia das praias. Orla extensa, costões e pedras nos cantos, longa faixa de areia branca sombreada por coqueiros, com mais ondas até rola um surfe, mas é mais indicada para banho, famosa pelas lagostas frescas do pescador Guido, cuja barraca improvisada foi substituída por um restaurante de madeira com varanda e mesas espalhadas pela areia. No final da praia, manguezais e o Rio Oritibe

• Amor: pequena praia entre a Praia de Cueira e a Praia do Moreré

• Moreré: acesso por trilha de 6 km pela areia das praias ou de barco de Boca da Barra ou de trator que parte do campo da Tiririca e percorre uma estrada de 4,5 km de extensão por dentro da ilha. Recifes, piscinas naturais na maré baixa mesmo a beira da praia, águas calmas e cristalinas, banco de areia para caminhada pela praia na maré baixa, coqueiros, vila de pescadores, pequena infraestrutura com pousadas, barracas e restaurantes

• Bainema: acesso por trilha de Moreré. Extensa, deserta, sem estrutura, piscinas naturais na maré baixa, águas calmas, coqueiros (destaque para o coqueiro gêmeo ou de duas galhas, em formato de estilingue), poucas casas de veraneio, pesca de peixes e camarões-pistola com redes de arrasto

• Ponta dos Castelhanos: acesso de barco ou por trilha de Moreré, mas é aconselhável seguir com guia para atravessar o manguezal. Deserta, sem estrutura, recifes, piscinas naturais na maré baixa, bom para mergulho, coqueiros, mata atlântica, Rio Catu, manguezal, ponto de desova de tartarugas marinhas

• São Sebastião (conhecido como Cova da Onça): acesso por trilha de 12 km de Velha Boipeba ou de barco de Boca da Barra ou de Moreré. Última praia no sul de Boipeba, na foz do Rio dos Patos, águas mais turvas, área de manguezal, pesca com gamboas. O povoado tem acesso de Velha Boipeba e de Moreré por trilhas abertas por cortadores de piaçava. Ruínas do antigo Colégio da Companhia de Jesus, Igreja de São Sebastião (séc XX). Tem alguns restaurantes, disseram que o que leva o nome da vila é melhor

 

Passeios/caminhadas:

• Passeios a cavalo

• Passeios de barco para as praias da ilha com os "locais"

• Mergulho, na Ponta dos Castelhanos, onde o barco espanhol "Madre de Dios" está naufragado

• Piscinas Naturais de Moreré: o barco parte da Boca da Barra até as Piscinas Naturais de Moreré a 1 km da costa, onde há um bar flutuante. É possível contratar o passeio na Praia do Moreré também ou fazer o passeio Volta a Ilha que tem uma parada nessas piscinas

• Volta a Ilha de barco ou lancha (dia todo): paradas na Praia de Tassimirim e de Cueira, Piscinas Naturais Moreré, Praia do Bainema, Ponta dos Castelhanos, Coroa Grande (banco de areia que aparece na maré baixa com uma cabana de palhas secas e venda de bebidas), Cova da Onça (para almoço). Retorno pelos canais do Rio dos Patos e Rio Grande, cercados de manguezais e vilas ribeirinhas, com parada na Casa de Farinha, se aberta, e em Canavieiras, no cultivo de ostras

• Passeio de Canoa: sobe o rio do Sapê por canais de manguezais, dentre eles o branco com vegetação rasteira, o vermelho com raízes altas e a Siriba com galhos longos e grossos e estrutura semelhante a de uma árvore. Dica: no fim do dia dá para curtir o por do sol, mas parece que depende da maré

• Snorkeling em Tassimirim: trilha de mergulho livre, guiada por condutores especializados com a Ecoturismo Marinho - Boipeba, Shopping Nova Boipeba, Vila de Velha Boipeba, 9914-4416, [email protected], http://www.promar.org.br/

• Caminhada da Praia de Boca da Barra à Praia do Moreré e à Praia do Bainema: no canto direito da Praia do Outeiro, há uma escada morro acima e o caminho é demarcado. Siga pela trilha até Tassimirim. Depois, contornando as pedras da trilha, sem dificuldade, se chega a Praia de Cueira. Percorra a orla extensa e atravesse o Rio Oritibe na maré baixa, pois estará mais raso. Se a maré não estiver muito baixa, atravesse pelo local onde o rio desemboca no mar, pois, embora essa parte seja mais larga, é a mais fácil de passar por ser menos profunda e não ter pedras e ostras; há pouca correnteza e a água é transparente. Evite passar mais por dentro, pelo rio, por causa das pedras e ostras no fundo do rio que cortam o pé. Por essas razões, recomendam passar na maré baixa e calçado. Depois da travessia, continue a trilha para Moreré, pela Fazenda Boipeba. No canto direito de Moreré, a vila de pescadores e bares mais simples. Atravessando o manguezal, se chega à Praia do Bainema

• Caminhada da Praia do Moreré até a Ponta dos Castelhanos: melhor ir com guia para atravessar o manguezal. Passa pela Praia do Bainema, pelo manguezal até o Rio Catu, cuja travessia é feita numa canoa, para chegar a Ponta dos Castelhanos

• Caminhada de Velha Boipeba à Cova da Onça: em Velha Boipeba parte uma trilha com vegetação de campo, onde há árvores frutíferas, passa pelo Rio do Oritibe, visita o povoado de Monte Alegre, pega a Mata do Serrão onde as trilhas são chamadas de caminhos dos piaçaveiros, pega a Mata Grande até o povoado de Cova da Onça

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

• Em Valença, enquanto espera a lancha/barco, pode-se aproveitar para conhecer o centro histórico nas redondezas. Em frente ao terminal, está a Câmara Municipal e outros casarões antigos. No alto de um dos morros, havia uma bela igreja em meio ao verde

• Se gostar de snorkeling, pode levar máscara e snorkel, pois tem muitas piscinas naturais na maré baixa, mesmo à beira da praia

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

• Aproveite para curtir o visual dos mirantes da ilha: o mirante ao lado da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo e o mirante do Morro do Quebra C*

• A noite em Velha Boipeba resume-se a jantar, dar uma volta pela praça, comer uma tapioca doce na barraca da praça e só. Não vi nenhuma programação de festas e nem muita gente circulando por lá, pelo menos não fora da alta temporada

• Da Praia de Boca da Barra saem os barcos dos passeios e ficam os guias

• Estão discutindo a implantação de voucher único, como é feito em MSP. Teve reunião com a secretaria de turismo. Disseram que o secretário veio de Bonito e tem a ideia de implantar algo como é feito lá. Todos os passeios serão tabelados, feitos obrigatoriamente via agência, entao terá uma taxa recolhida pela prefeitura e a comissão das agências. Parece que o passeio Volta Ilha passará a custar 100,00

• Passeio Volta a Ilha: disseram ser cansativo, demorado e a volta pelo rio, cercado pelo mangue, sem graça e parecido com o trajeto de Valença a Boipeba. Também alegaram que a parada em Canavieiras é dispensável, só vale para quem curte ostras. Recomendaram contratar um passeio apenas à Ponta dos Castelhanos e à Cova da Onça, aproveitando melhor o tempo nesses dois locais. Achei Ponta dos Castelhanos mais bonita. Cova da Onça é famosa pelos restaurantes de lá. É bom encontrar mais pessoas para dividir o passeio e contratar um barco de madeira popopopó, que é maior, mais pesado e mais seguro. Evite as lanchas de alumínio

• Passeio de canoa pelo mangue: disseram ser bem agradável, silencioso, mas pulei, já tinha visto muito mangue. Obviamente o enfoque é diferente, mas achei dispensável

• A caminhada da Praia de Boca da Barra à Praia do Bainema é bem agradável e tranquila na maré baixa. No geral, achei o visual das praias mais bonito na maré baixa, pois o mar recuado deixava à mostra recifes, bancos de areia ondulada e formava piscinas naturais. Sabíamos da recomendação de atravessar o rio com cuidado e calçado por causa das pedras e ostras no fundo do rio que cortam o pé. Na maré baixa, atravessamos com água rasa, pela altura da canela e passamos mais para o lado do mar, que não tinha pedras, nem ostras, dava até para ir descalço. De Moreré para Bainema, a caminhada é tranquila e de fácil orientação, há dois locais alagados que são fáceis de passar na maré baixa, na alta o nível da água sobe um pouco. Na Praia do Bainema, tente encontrar o tal coqueiro gêmeo de duas galhas. Eu fiquei até com dor no pescoço de olhar para cima e não achei, mas disseram que ele continua lá. Voltamos de trator que considero a melhor opção, pois dá para aproveitar o dia em Moreré. Acho que dá para ir e voltar a pé pelas praias, é só calcular o momento de ir e de voltar de acordo com a maré; vá quando a maré estiver esvaziando e volte antes de ficar completamente cheia. A maré alta não impossibilita, mas dificulta a passagem em alguns trechos. É possível seguir a pé pelo caminho que o trator faz, mas não acho que compense. Logo na saída de Moreré enfrenta-se uma subida íngreme, depois tem alguns trechos alagados, tipo brejo e um rio que tinha bastante água e era escura, não dava para ver o fundo. Parece que pelo meio é mais fundo, o trator desviou para a direita e um senhor descalço passava pela esquerda, mas ele conhece a região e sabe por onde passar. Eu ficaria com medo de cair num buraco ou machucar o pé num tronco de árvore ou pedra, por isso fiquei bem feliz de estar no trator. Disseram que o nível da água do rio é ditado pela maré, no horário que passamos estava cheio. Não tem ponte, mas há duas rampas de concreto, uma antes e outra depois do rio, que estão lá talvez esperando pela ponte. Acho que esse é o local que, no mapa, consta como Ponte dos Cavalos. Não sei se um dia a ponte existiu, mas não está mais lá. Teve outros pontos alagados, mas eram mais rasos

• Dormir em Moreré, parece uma alternativa interessante para explorar as redondezas. Dormindo lá ou chegando bem cedo, antes do mínimo da maré baixa, dá para curtir bem o visual da praia que muda completamente na maré baixa e pegar uma canoa para curtir as piscinas naturais antes das lanchas de MSP chegarem lotadas e acabarem com o sossego do lugar. Outra alternativa interessante é ir para Ponta dos Castelhanos, pagando ou um guia para atravessar o mangue ou um barco

• O trator das professoras, como é conhecido, é assim denominado por levar as professoras da Vila de Velha Boipeba para a escola de Moreré. Pelo que sei, ele tem horário fixo, parte de manhã bem cedo da Vila de Velha Boipeba para Moreré e retorna por volta das 16h30. Em outros horários é possível fretar o trator, a 5,00 por pessoa com o mínimo de 10 passageiros, ou seja, se houver menos que isso, é necessário pagar 50,00 a ser rateado pelo número de passageiros (valor no início de dez/2013 com previsão de aumento para 10,00 por passageiro e frete mínimo de 100,00)

• Ponta dos Castelhanos não tem estrutura, mas é lindo, uma das paisagens mais lindas de Boipeba, na minha opinião, principalmente na maré baixa. Caminhe admirando piscinas naturais à beira da praia, os coqueiros, o rio e o mangue com árvores que parecem perdidas na maré baixa. O local é área de desova de tartarugas

• Não achei a Cova da Onça bonita, esperava mais. Porém talvez a faixa de areia estreita na maré alta e a água suja devido às chuvas tenham comprometido a impressão do lugar. Talvez a paisagem seja mais bonita na maré baixa. Talvez as águas sejam sempre escuras por causa do mangue, mas elas estavam barrentas quando eu fui. As fortes chuvas da semana anterior carregaram muita água barrenta, que correu pelas terras da fazenda, para o mar. Vimos basicamente uma vila incrustada em uma região de mangue. Parece que é um local mais para comer, mas os restaurantes são mais caros se comparados com a Vila de Velha Boipeba. Disseram que todos os restaurantes são bons, acabamos almoçando no primeiro restaurante que vimos, pois aceitava cartão. Pedimos polvo que estava muito bom

• Além das famosas piscinas naturais de Moreré, tem outras piscinas ótimas à beira da praia, onde se chega andando. Fiz snorkeling em Tassimirim, na beira da praia, com água rasinha pelo joelho e, apesar de a água estar meio turva, vi vários peixes, além do tradicional sargentinho que se vê em todo lugar. O passeio é bem organizado, inclui snorkel, macarrão (aos que não sabem nadar), fotos digitais (leve um pendrive para gravar) e um folheto plastificado que dá para prender ao pulso, com as fotos e os nomes das espécies que podem ser avistadas no local. Trata-se de uma proposta alternativa à tradicional e muvucada piscina de Moreré

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Vila:

• Vila: lojas, restaurantes e pousadas. Reformada, calçada da praça principal até a Primeira Praia

• Igreja de N. Sra. da Luz (1845), Pça. da Amendoeira (Pça. N. Sra. da Luz): imagens sacras e altares de cedro em estilo barroco dos séc XVII e XVIII

• Praça Aureliano Lima: feira de artesanato a partir das 19h

• Rua Caminho da Praia: bares, restaurantes, lojinhas e alegres barracas de caipifruta e doces à noite

• Fonte da Biquinha

• Fonte Grande (Fonte do Imperador) (1746), do lado do Casarão (sobrado rosa) tem um portal que dá acesso a Rua da Fonte Grande

• Ruínas do Forte de MSP (Fortaleza do Tapirandu) (1630), acesso por trilha de 5min que parte das proximidades do CIT, do lado oposto do Hotel Portaló. Mirante ao longo de seus 678m de muralhas para ver o pôr-do-sol e, com sorte, golfinhos. piscinas naturais na maré baixa, nas praias ao redor

• Farol do Morro (1855), acesso por trilha de 10min a partir da Pça. da Amendoeira (Pça. N. Sra. da Luz). Mirante na base do farol e, do outro lado, uma tirolesa, cujo percurso termina na Primeira Praia

• Tirolesa, Primeira Praia, 8183-9874 / 8297-5626, www.tiroleza.com.br

• Campo da Mangaba, vista de quase todas as praias, acesso pela escadaria que parte da Segunda Praia ou pela escadaria da Mangaba com 188 degraus que parte da Fonte Grande, sendo este mais conhecido e mais movimentado

• Teatro do Morro, Bairro Mangaba, no alto de um morro, no meio de um bosque, acesso por uma subida íngreme e uma longa escadaria de 200 degraus, nas noites de quarta-feira, a partir das 21h, performance de artistas e jam session que reúne nativos e turistas

 

Praias - Obs.: entre "()" estão os nomes originais das praias, de acordo com o mapa distribuído pelo CIT de MSP

• Primeira Praia (Prainha): 300m de areias brancas e soltas, a faixa de areia estreita praticamente some na maré alta, localizada próxima à vila, delimitada pelo morro, onde está o Farol e por rochas. Atracadouro natural, acesso direto a mar aberto, uma parte de corais com 2 pedras grandes chamadas de Pedra do Moleque podem formar ondas boas para surf, boa para mergulho, saídas de banana boat, casas de veraneio, algumas pousadas, restaurantes e barracas de nativos com petiscos típicos. Ponto de chegada da tirolesa

• Segunda Praia (Praia da Poça): 400m de extensão, delimitada pela Ilha da Saudade, faixa larga de areia boa para esportes, tem até quadra de vôlei, mesmo na maré alta, quando a Ilha da Saudade vira quase uma ilha mesmo. Ponto de descida de asa delta e pára-quedas que saltam do Morro da Mangaba, recifes, piscinas naturais na maré baixa, boa para mergulho, concentra o maior movimento da ilha, boa infraestrutura com lojas, pousadas, restaurantes, quiosques com música, luaus e festas até o sol raiar

• Terceira Praia (Praia da Caeira): 900m de extensão, separada da Segunda praia pela Ilha da Saudade, faixa de areia estreita coberta pela água em períodos de maré alta, mas há uma passarela de madeira sobre um muro de contenção feito de pedras que vai até a metade da praia, depois a passarela acaba e a gente tem que pular para a areia da praia. Ali a faixa de areia é mais larga do que no início da praia, mas mesmo assim acredito que a água cubra toda a faixa de areia na maré alta. Praia boa para mergulho, recifes, piscinas naturais na maré baixa, pousadas, barracas, ponto de partida dos passeios de barco oferecidos pelas agências locais, pista de pouso. Nos arredores da Ilha de Caitá, que tem somente um coqueiro, há bancos de corais que reúnem peixes, acesso por caiaque ou a nado na maré baixa

• Quarta Praia (Praia do Mangue Queimado 400m + Praia do Sueiro 1200m + Praia do Porto do Zimbo 1000m + Praia da Ponta do Mangue 1800m): 4400m de extensão, águas transparentes, recifes, piscinas naturais na maré baixa, boa para mergulho, coqueiros, mangue. Fica a 20min da vila e fica mais deserta à medida que se distancia das outras, boa para andar de bicicleta e caminhar na maré baixa. Tem poucas opções de hospedagem, mas contempla até um resort

• Quinta Praia (Praia do Caminho d'Água ou Praia Carapitangui 900m + Praia da Costa da Mata ou Praia do Encanto 1500m): 2400m de extensão, a cerca de 6 km da vila, a praia começa depois do mangue que pode ser atravessado tranquilamente na maré baixa. Tranquila, coqueiros, Mata Atlântica nativa, manguezais, rio, barreira de corais, piscinas naturais na maré baixa, na maré baixa surgem bancos de areia no mar para uma boa caminhada. Tem poucas opções de hospedagem, mas com boa estrutura

• Garapuá: a cerca de 12 km de MSP, 2 km de extensão, areia branca, águas calmas e cristalinas, fundo do mar arenoso, boa para banho e esportes náuticos, coqueiros, Mata Atlântica, manguezais, recifes, piscinas naturais na maré baixa, bancos de areias, vilarejo de pescadores, pequena infraestrutura com algumas barracas e pousadas. Lagoa formada pelo Rio Garapuá, cercada pelo manguezal

• Pratigi ou Pontal, acesso mais fácil por Boipeba do que por MSP, 10 km de extensão, recifes, piscinas naturais na maré baixa, coqueiros. Propriedade particular, sem infraestrutura

• Praia da Pedra do Facho: 200m de extensão, pequena praia ao lado do Forte de MSP que aparece na maré baixa, acesso pelo final das ruínas do Forte de MSP, muitas pedras, piscinas naturais na maré baixa, ponto de mergulho, sem estrutura, ideal para assistir o pôr do sol

• Praia do Porto de Cima: 500m de extensão, a 5 min da vila, acesso por trilha pela praia depois do cais na maré baixa, ou pela R. da Fonte Grande e à direita na R. do Porto de Cima; faixa de areia estreita coberta na maré alta, muitas pedras, recifes, piscinas naturais na maré baixa, boa para mergulho, praia dos nativos, poucos turistas, algumas pousadas e restaurante. Aproveite para conhecer as outras praias até Gamboa

• Praia de Ponta da Pedra: 300m de extensão, após a Praia do Porto de Cima, no lado oeste, entre MSP e o povoado de Gamboa. Faixa de areia estreita que só aparece na maré baixa com rochas à beira mar que formam piscinas naturais na maré baixa, área sossegada, sem estrutura

• Praia do Alambique: 100m de extensão. Faixa de areia estreita que só aparece na maré baixa com rochas à beira mar que formam piscinas naturais na maré baixa, área sossegada, sem estrutura

• Praia da Argila: 400m de extensão. Faixa de areia estreita que só aparece na maré baixa. O destaque aqui é o morro de argila que dizem fazer bem a pele, a argila rosada é esfoliante. É ponto de parada dos passeios que saem de MSP a Gamboa. Próxima ao povoado de Gamboa

• Praia da Gamboa: 1500m de extensão, acesso de barco, viagem de 10min entre o cais de MSP e o cais da Gamboa com saídas regulares. Acesso também pode ser feito pela Trilha da Fonte do Céu ou por caminhada pelas praias a partir do cais. O povoado da Gamboa tem uma vila de pescadores e pequena infraestrutura com comércio, pousadas, restaurantes e barracas de praia. Praia extensa e larga faixa de areia branca, piscinas naturais na maré baixa, águas calmas que se encontram com o canal de Taperoá (acesso à Valença), tornando a água escura, por vezes. Pegue um barco até a Praia da Ponta do Curral, extensa, deserta, areia branca

 

Passeios/caminhadas:

• Mergulho nas ilhas de Caitá e da Saudade, Laje do Forte, Tatiba e Itatimirim. Em Gamboa, no Parcel Ponta de Pedra

• Volta a Ilha de lancha (dia todo). Partida da Terceira Praia de MSP às 9h30min e retorno às 17h. Paradas: Piscinas Naturais de Garapuá, Piscinas Naturais de Moreré, Praia de Cueira, Boca da Barra (almoço), Cairu (visita ao convento de Santo Antônio e criatório de ostras de Canavieira). Alternativa terrestre, segue de Toyota 4 x 4 até a Praia do Pontal, onde é feita a travessia do canal por barco

• Praia Ponta do Curral, Coroa e Gamboa de barco: partida da Terceira Praia de MSP às 10h e retorno ao cais às 16h. Paradas em Ilha do Caitá, Ponta do Curral, banco de areia da Coroa Grande, encosta de argila, Praia da Gamboa (almoço) com pôr do sol na praia a combinar

• Passeio para Garapuá de trator ou charrete ou 4x4. Partida da estrada paralela situada atrás da Segunda Praia, do Receptivo às 9h30min e retorno às 16h. Segue pela estrada, passa pelo povoado do Zimbo até a Praia de Garapuá

• Caminhada da Primeira Praia até a Quarta Praia ou até a Quinta Praia. No início da Quarta Praia, pode ser contratado um passeio de charrete ou a cavalo para o resto do percurso

• Caminhada do cais até a Praia da Gamboa, pelas praias

• Trilha da Fonte do Céu: trilha entre MSP e Gamboa, passando pela cascata Fonte do Céu e bromélias gigantes. Não segue pela orla, segue mais pelo interior da ilha. Recomendaram não seguir por essa trilha, por ser mais isolada. Para ir à Praia da Gamboa, é preferível seguir pelas praias

 

Relatos 2013:

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por gmussiluz
      ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO
      Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco.
      Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição).
      Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado.
      Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. 
      Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga.

      (travessia do Rio de Contas, Itacaré)
      Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! 🤣
      Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia.
      No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão
      Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo.

      Total percorrido: 19,5 Km
       
      2º DIA

      Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem.

      (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias)

      Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada.

      (Lagoa do Cassange)

      Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia.
      Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto.
      O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles:
      -Estão vindo de lá de Barra?
      -Sim, estamos indo pra Itacaré
      -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde.
      -Olha aí, mais um colega de caminhada haha
      -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento.
      -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá.
      -Ótimo, vou seguir!


      A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo.
      Total percorrido: 45 Km

      3º DIA
      Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". 😂

      Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada.
      Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar.
      Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou:
      -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra!
      Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto😂. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim.
      Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá).
      Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi.

      (início da praia de Pratigi)

      Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes.
      Total percorrido: 75 Km

      4º DIA

      (abrigo montado no primeiro e terceiro dia)


      Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas.
      Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada.

      (Barra do Carvalho)


      Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei.
      Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar.
      Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso.

      Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim.

      A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré.

      Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha.


      A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas😅. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré.

      (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré)

      Total percorrido: 100 Km
      OBSERVAÇÕES:
      -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites.
      -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila.
      -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso.
       
      TRACKLOG NO WIKILOC:
      https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Camelbak Chute 750ml
      -Garmin eTrex 30x
    • Por LIVIA ORTIZ
      Vamos viajar pela primeira vez com meu filho de 2anos 7meses. Estavamos acostumado a viajar em casal e aproveitar e conhecer cada cm possível do litoral qdo tiravamos férias, mas com criança sei que é diferente.  As ferias serão de  08 abril a maio, quero viajar até uns 12 dias, queremos lugar calmo e bom para apriveitar com nosso filho. Pensei em ir para Morro de São de Sao Paulo, ficar no Patachocas (pq é pé na areia e parece ter uma estrutura maior p criança). Estava lendo que 12 dias é muito para ficar só no Morro. Alguém poderia me ajudar? Melhor dividir com Itacaré ou praia do forte? Ou alguma outra dica?
    • Por doispassos
      Olá, 
      Compartilho abaixo algumas infos da experiência de viajar a Boipeba de carro saindo de Salvador. Preços de dezembro de 2018.
      Roteiro
      Todos sabem que há quase 20 maneiras de chegar à Boipeba. Carro, avião, lancha, ferry, ônibus... Estávamos de carro e decidimos ir pela estrada o máximo possível, isto é, chegar até o ponto mais próximo da ilha e navegar o mínimo possível.
      Por quê? Opção pessoal. Gostamos de estrada. Fomos de Salvador até o Cais de Torrinhas, onde pegamos uma lancha para Boipeba. Esse roteiro passa por dois outros pontos onde é possível pegar lancha: Valença e o Cais da Graciosa. 
      Nosso roteiro foi o seguinte:
      Salvador via BR 324 até o "viaduto de Santo Amaro" (cerca de 60 km de Salvador);
      Pegamos o viaduto e segue até Santo Amaro pela BA 420.
      Passamos por dentro da cidade, continuando pela BA 420 com destino a Cachoeira.
      Cruzamos Cachoeira por dentro, atravessamos a ponte sobre o rio Paraguaçu, chegamos à São Félix (fica do outro lado do rio).
      Atravessamos São Félix e seguimos em direção a Maragogipe.
      Observação: a partir daqui a estrada estava em obras. Havia trechos de asfalto novo, mas sem faixa ou acostamento, e trechos (muitos) sem capa, o que obriga a reduzir a velocidade para uns 40 km por hora. Sim, isso atrasa bastante a viagem.
      Não precisa entrar em Maragogipe. Você vai apenas passar em frente à entrada da cidade, que estará à sua esquerda. Continue em direção à Nazaré das Farinhas.
      Depois de São Félix, a direção é Sul. Passamos por um povoado chamado Coqueiros a caminho de Maragogipe.
      Obs. Aqui é um bom lugar para comprar panelas de barro (como as feitas em Pernambuco). Atente também para a vista do rio Paraguaçu. O caminho tem subidas e descidas. Nas partes altas, dá para tirar foto mesmo com o carro em movimento. A partir de São Félix perdi o sinal de celular Claro, só o Vivo funcionou. 
      Seguindo, passamos pelo lugarejo de Guaí. À frente, uma bifurcação: seguimos pela esquerda, em direção a São Roque do Paraguaçu. É importante ter os nomes das cidades porque isso facilita na hora de pedir informação para os moradores. Nunca diga o destino final, porque existem vários caminhos. Diga sempre a cidade mais próxima dentro do caminho que você quer fazer. 
      Rumo a São Roque, o caminho vai para o leste. Em seguida, nova bifurcação, rumo ao sul de novo. Se seguíssemos a leste, acabaríamos na Ilha de Itaparica. É nessa estrada, mas no sentido oposto, que os carros que vêm pelo ferry boat passam. Descemos para sul com destino a Nazaré. 
      Atravessamos Nazaré com destino a Aratuípe e em seguida, Valença. Almoçamos aqui.
      Obs. o rio Una, que cruza Valença, tem duas avenidas paralelas a ele, como duas margens. Para quem vem do norte, assim que se chega ao rio, encontram-se restaurantes de comida por quilo. Na ida, almoçamos em um simples, para quebrar o galho apenas, com preço bom. Na volta, entramos no restaurante Mega Chic, também por quilo. Lá a comida custa 46 reais o quilo, mais caro do que o anterior. Para quem puder gastar esse tanto a mais, vale a pena. Muita variedade, comida fresca, bem feita, de lasanha a moqueca de aratu. Recomendo.
      O destino seguinte é Taperoá, passando por Maricoabo. Sempre descendo para Sul, sempre pela BA 001.
      Depois de Maricoabo, passamos pelo Cais da Graciosa e mais à frente chegamos a Nilo Peçanha. Atravessamos a cidade e saímos para Leste. 
      Obs. Nesse ponto, deixamos a BA 001, que nos levaria mais para o Sul, e entramos na BA 884, com destino a Cairu e Torrinhas. A BA 884 está parcialmente asfaltada. De Nilo Peçanha até Torrinhas são 19 km. Os primeiros 12 estão asfaltados e são novos. A estrada é bem sinalizada, mas é bem sinuosa. Os últimos 7 km são de barro, mas barro duro. 
      Finalmente, chegamos a Torrinhas. Deixamos o carro no estacionamento de Eri, que também faz serviço de travessia de lancha. A viagem pelo mangue leva cerca de 20 min até Boipeba. 
       
      Informações, observações e preços
      Pagamos 15 reais por dia para deixar o carro. Contato de Eri: 75 9994-5156. Recomendo combinar com ele antes, via Whatsapp, dia da chegada, preço, quantas pessoas. 
      Pagamos 30 reais por pessoa para atravessar para Boipeba. Na estrada, fomos avisando a Eri do nosso progresso. Ele disse que a lancha sairia na hora em que chegássemos, isto é, não havia um horário limite, como em Valença ou Graciosa, para a última lancha. Isso dito, é bom chegar sempre durante o dia.
      Ao chegar no cais de Boipeba, contratamos um carregador para nossas bagagens. Para 30 minutos de caminhada ele cobrou 50 reais pela viagem. Estávamos hospedados em uma região distante da Velha Boipeba (ou da Vila, como os nativos chamam, que é a parte central de Boipeba). Para quem vai de mochila apenas, é tranquilo ir sozinho. Mas, além de roupas, estávamos carregando equipamento de mergulho, comida e bebida. 
      Cuidado com informações sobre distância dada por pousadas de Moreré. A chegada em Boipeba é pelo cais. No cais já começa a vila. Mas, para quem vai para Moreré, é preciso caminhar uns 20 minutos até o ponto do trator. De lá, pega-se um trator (10 reais por pessoa) ou um quadriciclo (20 reais por pessoa para Moreré; cada quadricilho leva duas pessoas com bagagem leve. Alguns podem carregar bagagem na frente, outros, não tem onde amarrar. Alguns quadriciclos se dispõem a levar 3 ou 4 pessoas, mas isso não é seguro para quem vai na frente). O trator deixa na entrada da vilinha de Moreré. A depender de onde for seu camping ou pousada, coloque mais 10-15 minutos de caminhada. Ouvi um relato de turistas que achavam que os carregadores do cais de Boipeba exageram as distâncias para cobrar mais. Portanto, se você for ficar em Moreré ou em um lugar mais afastado de Boipeba, certifique-se da distância. 
      Não achei sinal de celular em Boipeba, nem Vivo nem Claro. Casas de alguel e pousada têm wifi. É interessante agendar quadriciclo, carregador, passeios sempre de casa. As pessoas com quem tratei sempre foram pontuais, a lancha, o carregador, o quadriciclo. É só marcar o horário e o lugar que eles aparecem. Durante o réveillon, os quadriciclos operam 24 horas. Portanto, dá para, por exemplo, se hospedar em Boipeba, ir para Moreré de trator à noite, agendar com um quadriciclo de madrugada ou de manhã, e voltar. 
      Os quadriciclos e tratores não entram na vila. É proibido. Sua área de atuação é entre Boipeba e Moreré. Eles também podem te levar para mais próximo da Cova da Onça, uma praia mais ao sul. 
      Outra maneira de chegar de Boipeba a Moreré com pouca bagagem e a pé: espere a maré ficar baixa. Siga do cais de Boipeba em direção ao ponto do trator (15-20 min caminhando). Lá, informe-se sobre como chegar na Praia da Cueira (15 min.) Esse caminho é pela areia fofa, mas há uma trilha que sai da estrada e corta um pouco do caminho pela vegetação. Vale a pena, o solo é mais duro e menos quente. Na praia da Cueira, vire à direita (se você está de frente para o mar). Ou: siga no sentido oposto ao da Barraca do Guido (a mais famosa). Guido fica no limite da Cueira com Tassimirim. Você vai seguir para o lado oposto, pela beira do mar. Chegando no lado oposto (15-20 min caminhando), você encontrará um rio. Se a maré estiver baixa, atravesse e entre em uma pequena trilha. Ante uns 5-10 min. e você já estará em Moreré. Daí para a vila de Moreré, pela praia, são uns 25 min de caminhada mais ou menos. Mas é um dos trechos mais lindos que já vi. 
       
      Comida na praia
      Em Boipeba, na praia da Cueira, a barraca do Guido é a mais famosa e a maior. É a barraca que recebe passeios de um dia do Morro de São Paulo. É também uma barraca "chique" (?), da moda. Não comi lá, mas soube por uma amiga que é muito bem feito, de qualidade. Alguns preços que encontrei nessa barraca:
      Cerveja Heineken 600 ml 20 reais;
      Casquinha de siri 25 reais;
      Lagosta entre 120 e 150 reais;
      A barraca que eu mais gostei foi a da Karol. Lá fazem um excelente pastel de camarão que vale por uma refeição. Como tira-gosto, dá para dividir para duas pessoas. Preços da Barraca da Karol:
      Cerveja Heineken 600 ml 15 reais; 
      Cerveja Heineken Longneck 10 reais;
      Pastel 13 a 15 reais (depende do recheio);
      Moquecas de 50 a 90 reais (3 a 4 pessoas comem muito bem);
      PF (moqueca para 1 pessoa com acompanhamentos) 25 reais;
      Outras barracas fazem pastel de camarão também, mas o da Karol é o melhor de todos, em tamanho, recheio e tempero. 
      Uma vez comi um PF de peixe frito (posta de peixe) na barraca do Tadeu (o nome não é esse, Tadeu é o dono). Preços:
      PF de peixe, feijão, arroz, salada e farofa 20 reais;
      Outro detalhe de Tadeu: levamos nosso isopor com cerveja comprada no mercado e sentamos na mesa dele para consumir apenas a comida. Problema nenhum. Ficamos a tarde toda lá.
       
      Mercadinhos
      Água mineral 300 ml 2,50 reais;
      Água mineral 1,5 litros 4 reais;
      Cerveja Heineken natural 5 reais (em Salvador é 4,50);
      3 kg de gelo filtrado no pacote 10 reais;
      1 kg de gelo de água de torneira 2,50;
      Vale a pena fazer pesquisa de preço. Tem mercados que cobram até 30% mais do que outros. 
       
      Comida na vila
      Beijú (ou tapioca, como queira): de 6 a 10 reais;
      Pizza: a partir de 35 reais com 6 fatias;
      Hamburguer em lanchonete e restaurantes arrumados: 30 reais;
      Hamburguer em padaria: 10 reais;
      10 pães: 4 reais;
      Misto quente: 4 reais;
      Acarajé: 6 reais;
      Açaí 300 ml: 15 reais (em Moreré, no carrinho, na praia, achamos por 10 reais no fim da tarde). 
      Obs. Por favor, se for à Boipeba, leve em conta que é um vilarejo de praia que lota 3 vezes no ano e depois fica esvaziado. Não espere profissionalismo de capitais no atendimento, sobretudo nas barraquinhas. As coisas demoram de ser feitas, o processo é confuso. Vi muita gente (gringos e brasileiros) tratar os atendentes com grosseria e autoritarismo por causa de um beijú que demorou de chegar. 
       
      Prós e contras do roteiro
      De Salvador a Torrinhas são apenas 296 km. Porém, por conta dos trechos de estrada esburacados ou incompletos, espere fazer essa viagem em 5-6 horas. 
      A parte boa é evitar a 101 e o tráfego de caminhões, que pode ser chato. Nosso roteiro seguiu por estradas secundárias, ofereceu vistas mas pecou em estrutura. 
      Eu repetiria o roteiro? Sim, repetiria. Mas para fazê-lo é preciso não ter pressa, sair de casa cedo e ter algum espírito de aventura. 
      Na saída de Torrinhas rumo a Salvador, há dois ou três trechos íngremes. Em um deles foi preciso fazer duas tentativas para o carro conseguir subir. Quando e se asfaltarem essa parte, será mais simples. Mas não imagino passar ali depois de uma chuva. 
      Para quem gosta de estrada, vale a pena. O barco de Torrinhas a Boipeba leva 20 minutos. Para quem quer estradas boas (?), sugiro pegar o ferry boat em Salvador e a lancha em Valença.
      Boa viagem.
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Raiza Marques
      Alguém afim de passar o fds em Morro de São Paulo?? 
      Chamar via direct @marquesraiza 
    • Por EBNoronha
      Ilha de Boipeba – Moreré.

       

       

      ▪ Como Chegar?

       

      Olá viajantes, tudo bem? O destino que vamos compartilhar com vocês fica situado na ilha de Boipeba conhecido como vilarejo de Moreré. A ilha margeia a região conhecida na Bahia como costa do dendê e é ponto turístico famoso, na ilha vizinha (Tinharé) é onde fica a conhecida e plural Morro de São Paulo.

      Com infraestrutura mais simples, Moreré se torna uma ótima opção para os viajantes que fogem dos altos preços cobrados em morro de São Paulo, e, no quesito beleza não deixa nada a desejar. Aliás, muitos passeios que partem de Morro de São Paulo como o passeio de volta a ilha, param nas piscinas naturais de Moreré, um verdadeiro paraíso a parte, como também na foz do Rio do Inferno onde fica o vilarejo conhecido como velha Boipeba. Não se assuste com o nome, de inferno lá não tem nada!

      Partindo do aeroporto internacional de Salvador, são 24 quilômetros até o terminal marítimo do Ferry Boat, onde o viajante atravessará de balsa até o terminal de Bom Despacho na Ilha de Itaparica.

      O visual da Baía de todos os santos é lindo e merece pausa para apreciar as belezas da maior Baía do país com seus 1233 Km².


      • Lancha Rápida para Boipeba.

      Para a ilha de Boipeba partem lanchas rápidas de outros três terminais marítimos: Valença, Graciosa e Torrinha. O viajante deve optar pelo destino que melhor lhe convier.

      Partindo do terminal de Bom Despacho até a cidade de Valença são 109 quilômetros de estrada boa e rodando mais 14 quilômetros chega-se ao porto de graciosa. Para ilustrar melhor, o preço da lancha rápida de Valença a Boipeba custa em torno de 42 Reais, já de graciosa R$35 e de Torrinha, onde a viagem de carro é mais longa, custa R$25.

      Nesta viagem optamos por Graciosa, onde o preço do estacionamento para moto foi mais módico e custou R$10 por dia. Recomendo o estacionamento do Nil logo na entrada da vila após a ponte e ao lado do porto.

      Aqui vamos dar uma dica crucial para não estragar sua viagem! Certifique-se do horário da sua chegada ao porto, em Graciosa! A última lancha para Boipeba parte às 17h00min e, não sabíamos disso, chegamos às 17h30min, fazendo com que perdêssemos a última lancha. Por sorte ou azar, um morador da Ilha que estava aguardando a filha que chegaria de viagem nos cobrou o mesmo valor da tarifa e nos deixou em Boipeba com sua lancha.


      Não sei ao certo se seria melhor ter esperado e dormido a noite em um hotel ali perto mesmo. As lanchas rápidas não tem farol à noite, e, pasmem(!), muitos barcos fazem a travessia a noite também sem farol. No percurso de ida quase batemos a lancha duas vezes com outras embarcações totalmente apagadas, o que seria um desastre, sem contar o fato de que o marinheiro poderia não ser experiente e se perder entre os manguezais que conduzem as ilhas.

       

      • Desembarcando na Ilha.

       

      Chegando a velha Boipeba, a vila é um charme só, construções simples com gente acolhedora, movimentada a noite, entretanto, ainda nos restava mais um período de trator ou quadriciclo até Moreré. Como já conhecíamos a velha Boipeba, partimos para o ponto de partida do trator, uma caminhada de 15 minutos onde o viajante toma informações com os moradores até chegar lá. O trator cobra R$10 por pessoa e tem que esperar o mínimo de 6 passageiros, o quadriciclo a tarifa é R$20 por pessoa, partindo quando o viajante quiser.

      Chegando a Moreré fomos à pousada Aldeia de Moreré do Fernando, pousada que adota a construção simples indígena Pataxó nos seus chalés com um toque de conforto com banheiros com água quente. Os chalés são construções de taipa aliando simplicidade e conforto, além do chuveiro quente se pode contar com frigobar, varanda com rede e uma ducha fria na área externa, muito útil quando se retorna da praia.


      Logo na chegada, à noite, podemos ver que o local oferecia sossego e tranquilidade, nada de som veicular dando um toque rústico ao local. Fomos direto para pousada, estávamos cansados da viagem e dos sustos na vinda com a lancha.

      Quando amanheceu, vimos o quanto era celestial aquele lugar, os chalés dentro da propriedade do Fernando, eram totalmente conectados com a natureza. Acordamos ao som de um casal de pica-paus que faziam a primeira refeição matinal. Tudo na propriedade preserva a natureza e nos faz conectar com ela, afinal não tinha outro jeito, o sinal de WI FI é ruim, só fica legal nas proximidades da construção principal, mas diante daquela natureza que nos rodeava realmente isso ficou em segundo plano, na verdade foi até bom para desintoxicar um pouco da vida urbana e dos problemas do dia a dia.

       

      • Onde comer?

       

      Como a pousada não oferecia café da manhã, fizemos uma busca no vilarejo até encontrar um local chamado de “lá tem pão”, lá tem pão caseiro e um delicioso café com ovos mexidos a moda da casa! O pão é artesanal feito no próprio estabelecimento combinado com uma geleia também produzida por eles de manga com gengibre - tudo preparado com um toque muito especial, o café foi uma surpresa bastante positiva!


      Uma das impressões que sentimos é que de fato o local precisa melhorar um pouco para atender as demandas do turista. Não sei se o fato de termos ido no período em que não é alta estação influenciou, mas tivemos dificuldade de encontrar um local que servisse um café da manhã continental, só havia dois ou três lugares que serviam café da manhã, por sorte no “lá tem pão” tinha pão bom!

       

      • O que fazer?

       

      Após o café da manhã fomos explorar a praia (aqui tenho que me empolgar um pouco mais, que lugar edênico!). A praia da vila é simplesmente paradisíaca, quando chegamos no período da manhã o tempo estava fechado, mas lindo para fazer fotos e capturar a beleza do lugar de forma diferente da habitual.


      Ao lado direito, o viajante pode contar com um pequeno mangue repleto de vida marinha preservada. Por esse lado também nos leva para praia de Bainema, outro espetáculo. Ao lado esquerdo contamos com as praias de Cueira, Tassimirim e depois a velha Boipeba. O viajante pode fazer esse percurso caminhando e conhecendo as maravilhas do lugar e chegando a boipeba pegar o trator de volta para Moreré, não fizemos esse passeio, mas nos informaram que devagar dura cerca de duas horas caminhando e apreciando as paisagens.


      Como estávamos à espera de outro casal que chegaria neste dia, resolvemos não fazer nenhum passeio contratado, apenas conhecer o local. Aproveitamos para experimentar o bolinho de polvo e lagosta com Aipim, especiaria da região, delicioso.


      Após o petisco, voltamos a parte próxima do manguezal e ficamos apreciando o local, a natureza é realmente preservada. Um garoto de seus 14 anos nos abordou na praia se oferecendo para ser nosso guia, falou das belezas do local e ainda teceu críticas sobre a construção de um resort na região e que isso acabaria com a preservação do lugar. Cobrou-nos então módicos 60 reais por pessoa para nos guiar para Bainema e praia de ponta de Castelhanos, sabido todo! O passeio que nos levaria de barco no dia seguinte, abrangendo as piscinas naturais de Moreré, Bainema, Ponta de Castelhanos e Cova da onça com retorno por dentro do manguezal custou R$90,00, logo, não compensava o passeio guiado pelo prestativo garoto, mesmo assim agradecemos a gentileza e nos despedimos.


       

      • Lagosta na Manteiga para almoço.

       

      Aproveitamos mais um pouco a praia do vilarejo e fomos andando no sentido da praia de Cueira. Com o adiantar da hora resolvemos almoçar em umas barracas que ficavam antes da citada praia. Lá apreciamos a famosa Lagosta na manteiga com legumes. Em verdade, a lagosta já é muito saborosa, independente do acompanhamento, mas, neste caso, sentimos um gosto forte de abacaxi e que acabou por mascarar o sabor da lagosta. Depois perguntamos o porquê do gosto e o pessoal do restaurante informou que o abacaxi é utilizado para amolecer o crustáceo, o que acabou por retirar um pouco do sabor prevalecendo o gosto do abacaxi. Se tivesse que dar nota na escala de 0 a 10, eles ficariam com um 7.



       

      • Amigos são sempre bem vindos.

       

      Por volta das 14h00min resolvemos retornar para a pousada e encontrar o casal  de amigos que provavelmente já teria chegado. Em Moreré não há sinal de telefone - eis o motivo de não saber se já haviam chegado. Na pousada Fernando nos informaram que o casal não havia chegado, aproveitei para tomar banho e curtir a rede, mas, assim que deitei o pessoal  chegou.

      Assim que todos se acomodaram e conheceram, resolvemos ir à praia a qual no turno da tarde já estava com a maré cheia, ideal para banho. As águas da Baía de todos os santos são em regra mornas, mas neste dia estava especialmente quente. O sol caiu a tarde e as aguas mornas nos fizeram apreciar a praia até o anoitecer.


      Decidimos então que assaríamos um peixe na fogueira aproveitando toda a rusticidade daquele local. Fomos até a casa do pescador da região saber se tinha um bom peixe para comprarmos. Entretanto, o mesmo falou que  não tinha mais, que aquele período estava ruim de peixe, mas, que no dia seguinte ia sair para pescar de manhã e por volta das 07 se ainda quiséssemos poderíamos encontrar um bom peixe na mão dele.


       

      • Onde comer a noite?

       

      Voltamos então para pousada, tomamos banho e depois fomos a parte do vilarejo onde tinham supermercados. Compramos coisas essenciais para café da manhã e para um pequeno lanche, além de algumas cervejas, é claro! Tínhamos decidido preparar um café da manhã coletivo no dia seguinte, todavia, na volta passamos em frente a uma pizzaria e resolvemos entrar.

      Pizza muito boa e bom papo! À exceção da parte do cardápio que dizia que praticamente éramos obrigados a pagar 10% de gorjeta. Ora, o turista fica a vontade de contribuir com a gorjeta quando é bem atendido! No cardápio dizia que os 10% eram destinados à manutenção de banheiro, louças e toalhas novas (what?). Isso faz parte do custo do negócio! Enfim, não seriam aqueles 10% que estragaria minha noite.

      Para aquele dia já bastava, voltamos ao hotel sabendo que o melhor estava por vir.

       

      • Passeios para as Piscinas Naturais de Barco!

       

      Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no “lá tem pão” de novo. Ao voltarmos, um dos meninos que ofereciam passeios nos falou que tinha um marinheiro que poderia realizar o passeio de barco que queríamos. Era o filho do pescador da noite anterior. Acertamos então com ele o valor de R$90,00 por pessoa, marcamos a saída para as 09 horas.

      Atrasamos um pouco para chegar na praia e quando estávamos chegando ele  já estava acertando com outro casal, mas quando nos viu parou a negociação. Não o culpamos, de fato marcamos as 09h e chegamos as 09h30min. O combinado seria que o passeio passaria pelas piscinas naturais de Moreré, iríamos as piscinas naturais de Bainema, depois ponta de castelhanos, faríamos uma pausa para lanche depois almoçaríamos na cova da onça e por fim retornaríamos a Moreré pelo mangue.


      Pessoal, outra dica importante, quando forem contratar este passeio se possível contratem com barcos maiores! Eu sabia disso, pois quando fui a morro de São Paulo vim até as piscinas naturais de Moreré, e acabei esquecendo dessa vez. O percurso desse passeio é em alto mar, quanto maior o barco melhor, menor o risco de virar, em alto mar as ondas são grandes!

      Partimos então em direção as piscinas naturais de Moreré.

      Sabe aquele frio na barriga e o coração batendo mais forte?

      Você já sentiu isso?

      Pessoal literalmente o barco rompe as onda de frente - quem tiver medo do mar não vá, passará por maus bocados! Já tinha esquecido dessa sensação, mas logo as primeiras ondas me fizeram lembrar...

      O casal que nos acompanhava, não sei se por inocência disse: “Bota pra torar” incentivando o marinheiro, quem é da Bahia sabe o que isso significa, e eu apenas rezava!


      Quando chegamos às piscinas naturais de Moreré, estas já estavam cheias de barcos que faziam o mesmo passeio. Aproveitei a oportunidade e conversei com o pessoal para não incentivar o marinheiro, seria melhor fazermos o passeio na paz e tranquilidade.

      Quando desci do barco procurei relaxar e aproveitar o lugar. Lá tem barcos que servem roskas, cervejas e alguns aperitivos em mesas flutuantes. Aproveitei para tomar uma “breja” e curtir. Comemos também ostras vivas servidas nas mesas flutuantes (outra iguaria que não deixem de experimentar). Ficamos cerca de 40 minutos e o marinheiro nos lembrou que ainda tínhamos outras piscinas naturais que na avaliação dele eram melhores que aquela.


      Partimos, não sem antes eu conversar com ele que queríamos o passeio na tranquilidade e a segurança em primeiro lugar.

      Fomos sucessivamente às piscinas naturais de Bainema e Ponta de Castelhanos. O visual é praticamente o mesmo, entretanto, nestas últimas como há uma quantidade de barcos bem menor, dá para aproveitar com mais tranquilidade e fazer o mergulho com snorkel, além de fotografar a vida marinha submersa. Uma desvantagem é que nestas duas últimas piscinas não tem o barco que serve bebidas e aperitivos, então se previnam caso precisem de cerveja ou água levando um cooler.


      Ao sairmos de Ponta de Castelhanos paramos na foz do rio onde tem barracas servindo almoço. O acertado seria o almoço no local chamado cova da onça, então resolvemos ali apenas tomar umas cervejas e petiscar os frutos do mar. O visual é lindo além de ser ideal para banho também.


      Partimos em direção a cova da onça, navegando mais ou menos mais quarenta minutos. Lá pedimos duas moquecas, uma de polvo e a outra de camarão. Duas moquecas foram suficientes para quatro pessoas comerem bem - aqui destaco que a moqueca de polvo estava muito mais saborosa que a de camarão (se soubéssemos pediríamos apenas de polvo, mas o que vale é a experiência!).


      Fizemos então uma pausa mais demorada por cerca de duas horas. Isa, nossa companheira, aproveitou e foi andando conhecer o local e encontrou várias conchas enormes que os garotos vendiam por R$20,00 cada. Mais à frente, na parte do rio, é possível encontrar aos montes com o olhar mais apurado.


       

      • Tour pelo Manguezal.

       

      Descansamos um pouco após o almoço e resolvemos chamar o marinheiro para voltar, fiquei com medo do retorno caso escurecesse. Retornamos e entramos na parte do mangue onde nos levaria de volta até Bainema.

      Pessoal se puderem façam esse passeio! Os manguezais são conhecidos como os berçários da vida marinha. O mangue é repleto de vida emergindo por todos os lados, é possível notar desde espécimes que desovam no mangue para criar seus filhotes até os predadores que lá vão se alimentar. Pudemos ver dois tipos de manguezais, o de raízes vermelhas conhecido com mangue vermelho e o de raízes brancas.


      Uma vantagem de termos feito o passeio no barco menor foi o fato de como a maré não estava totalmente cheia, pudemos ainda sim navegar por dentro do mangue. Caso fosse um barco maior não conseguiríamos.


      Saindo do mangue chegamos a Bainema e  retornamos a Moreré. Chegamos por volta das 16h40min e aproveitamos as águas mornas até o anoitecer novamente.

      Por derradeiro, permanecemos três dias em Moreré, foram alguns dos melhores dias da minha vida e ficará registrado sem dúvida no álbum de recordações. O vilarejo alia a simplicidade com rusticidade o povo é acolhedor e visitantes são sempre bem vindos, a paisagem e o contato com a natureza tornam tudo ainda mais especial.


      Moreré têm opções para todos os bolsos, desde hospedagens com diárias entre R$100 até R$1.000,00, por exemplo. Se paga sempre um pouco a mais comparando com os preços de outros locais turísticos, em se tratando de uma ilha, tudo vem de barco o que acaba por encarecer preço dos produtos e serviços, mas nada que comprometa o turismo. Via de regra as refeições giravam em torno de R$80,00 e o café da manhã em torno de R$30,00, sempre considerando que servem duas pessoas.


      Sentimo-nos seguros em todos os locais do vilarejo apesar de não haver um policial sequer! Percebemos a simplicidade do local e que de fato trata-se de uma vila de pescadores começando a ser conhecida pelos turistas. Notamos que as pessoas querem tocar a vida de maneira simples e preservando a natureza, nada de muito agito!


      Faríamos sem dúvida o passeio pelas piscinas naturais novamente, dessa vez em um barco maior. Vale a pena conhecer todas as piscinas naturais, entretanto, caso queiram permanecer em uma só também é válido, as piscinas são parecidas, mas destacaria a de ponta de castelhanos pela história do lugar, lá naufragou uma caravela espanhola e os tripulantes que não morreram no naufrágio e conseguiram chegar à ilha foram mortos pelos índios da região.



       
      • A despedida

      Nos despedimos de Moreré aproveitando um lindo por do sol e sabendo que ali se escondia mais um paraíso da nossa querida Bahia.

      Gratidão por todos os momentos vividos naquele lugar era a sensação de todos.



       



×
×
  • Criar Novo...