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Pessoal,

 

Vou pra Morro e Boipeba na segunda quinzena de fevereiro. Ficarei 4 dias em cada lugar.

 

Em Boipeba gostaria de ficar parte do tempo em Boipeba Velha e parte em Moreré. Depois de tudo que li aqui no Mochileiros, tenho em mente conhecer Tassimirim, as piscinas naturais de Moréré, Bainema e Costa dos Catelhanos. Pra isso, acho que um dia em Boipeba Velha e três em Moreré daria. O único problema é a correria, porque chegaria em Boipeba em um dia e no outro teria que conhecer Tassimirim e já ir pra Moreré. Vocês acham que Bainema é possível conhecer junto com outra praia? Gostaria de fazer flutuação nas quatro praias, se possível. =D Aí não sei se daria tempo fazer flutuação em duas praias no mesmo dia.

 

Uma outra dúvida que tenho é como ir de Morro para Boipeba. De tudo que li, só tenho duas opções: ou voltar pra Valença e pegar uma lancha para Boipeba, ou fazer o passeio de volta à ilha a partir de Morro e pedir pra me deixarem em Boipeba. Não existe nenhuma outra opção?

 

Em Boipeba estou olhando dois lugares pra ficar: Pousada da Aldeia (Boipeba Velha) e Pousada O Rancho Alegre (Moreré). Vocês já ficaram em alguma dessas? Recomendam?

 

Abraços!

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Você pode conhecer todas as praias em Boipeba ficando em ambos os lugares, as caminhadas são curtas. Eu escolheria um dos dois e ficaria todos os dias. Eu fiquei em Boipeba Velha, no Hostel Abaquar . Ótimas acomodacões, bom café da manhã e staff super agradável, são os próprios donos que cuidam. Possuem quartos privados e compartilhados

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Eu tb não acho que valha a pena ficar nos dois lugares, pq dá tranquilamente para conhecer ficando em um só. Fiquei em Velha Boipeba e fui em Moreré a pé e voltei de trator, super tranquilo. Acho melhor escolher o que faz mais seu estilo e conhecer o resto a pé ou em passeios.

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Maira,

 

Algumas considerações.

 

Tassimirim e Cueira são uma praia ao lado da outra, fazendo caminho entre Velha Boipeba e Moreré pela praia.

 

Bainema fica ao lado de Moreré.

 

Não sei se conseguirá fazer flutuação em todas elas, dependerá da Maré, principalmente em Bainema.

 

Quanto a Ponta dos Castelhanos o acesso por terra é um pouco mais difícil, e a maioria das pessoas preferem ir de barco no que eles chamam de volta a ilha, parando em cova da onça para almoçar.

 

Quanto a Pousada da Aldeia, eu recomendo bastante. Seus donos são uma simpatia, a pousada é muito arrumadinha e eles fazem de tudo pra você ficar a vontade. Espero ter ajudado.

 

Paulo

 

Pessoal,

 

Vou pra Morro e Boipeba na segunda quinzena de fevereiro. Ficarei 4 dias em cada lugar.

 

Em Boipeba gostaria de ficar parte do tempo em Boipeba Velha e parte em Moreré. Depois de tudo que li aqui no Mochileiros, tenho em mente conhecer Tassimirim, as piscinas naturais de Moréré, Bainema e Costa dos Catelhanos. Pra isso, acho que um dia em Boipeba Velha e três em Moreré daria. O único problema é a correria, porque chegaria em Boipeba em um dia e no outro teria que conhecer Tassimirim e já ir pra Moreré. Vocês acham que Bainema é possível conhecer junto com outra praia? Gostaria de fazer flutuação nas quatro praias, se possível. =D Aí não sei se daria tempo fazer flutuação em duas praias no mesmo dia.

 

Uma outra dúvida que tenho é como ir de Morro para Boipeba. De tudo que li, só tenho duas opções: ou voltar pra Valença e pegar uma lancha para Boipeba, ou fazer o passeio de volta à ilha a partir de Morro e pedir pra me deixarem em Boipeba. Não existe nenhuma outra opção?

 

Em Boipeba estou olhando dois lugares pra ficar: Pousada da Aldeia (Boipeba Velha) e Pousada O Rancho Alegre (Moreré). Vocês já ficaram em alguma dessas? Recomendam?

 

Abraços!

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eu fiquei apenas em Velha Boipeba, na Pousada Aldeia q eu amei.

não fiquei em Moreré,mas deve ser legal p/ aproveitar melhor o local.

o problema é q vc perde tempo na troca de hospedagem.

 

vc consegue fazer todos esses passeios a partir de Velha Boipeba ou de Moreré.

Velha boipeba tem + opções de hospedagem e d alimentação.

 

eu fui caminhando pelas praias de Velha Boipeba até Bainema. Mas acho q nao vai dar p/ vc fazer isso por conta da bagagem. Dependendo da maré, vai ser ruim atravessar o rio, na Praia de Cueira.

 

Entre Velha Boipeba e Moreré, vc pode ir d barco ou d trator q é + barato, mas tem q ser no horário de saida das professoras ou tem q esperar lotar ou tem q pagar um valor mínimo.

 

Moreré e Bainema são as praias mais próximas q vc poderia fazer flutuação no mesmo dia, mas tem q ver o horário da maré. só não me lembro se Bainema tem piscinas naturais à beira da praia... TAssimirim tem piscinas na beira da praia. Ponta dos Castelhanos tb. Acho q Moreré tb tem, mas o pessoal costuma pegar barco p/ fazer snorkeling. Eu não fiz snorkeling em Moreré, embora seja a mais famosa.

 

entre as 2 ilhas, vc tem a opção d ir d 4x4 até o sul da ilha d MSP e depois atravessar de barco até Boipeba.

 

indo no passeio de barco Volta a Ilha, veja qual o limite de transporte de bagagem e se informe sobre as paradas dos passeios, acho q dependia do horario da maré. Se vc for por esse passeio, acho q compensa vc ir direto p/ Moreré e ficar por lá. Aí vc conhece Bainema, Castelhanos (a pé com guia ou d barco).

Voltando p/ Velha Boipeba, vc conhece Tassimirim.

 

boa viagem!

 

Relatos 2014:

21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

 

Relatos 2013:

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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Pessoal,

 

Bom dia,

 

Alguem saberia informar como está atualmente a situação e o horário dos barcos e lanchas partindo de Graciosa pra Boipeba?

 

Abraços,

 

Paulo

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Maio e Junho são os meses que mais chovem na região. Olha o Praiomêtro para vc ter uma noção dos milímetros. Procure por Salvador-Morro de SP.

 

http://www.viajenaviagem.com/2012/10/praiometro-nordeste-caribe

 

Deve ser até mais complicado de chegar, principalmente com a lancha rápida caso vc pegue um dia de muita chuva. Quando fui em Janeiro cheguei com chuva e só pude sair no horário previsto pq tinha parado de chover. Acho que final de julho-agosto seja melhor que junho, caso tenha disponibilidade.

 

Por outro lado acho que vai muito de sorte. Em 2013 fui para Maragogi em julho, período mais chuvoso por lá, e peguei bastante sol, apenas 2 dias de chuva e super compensou. Se vc só tem esse mês para ir então vá, Boipeba é um paraíso.

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Acho que vou esperar.

Na verdade seria um feriado que eu teria 3 dias,no geral só tenho dois dias para ir,saindo de SSA sexta,dormindo em Valença e indo pra Boipeba sabado cedo voltando no domingo a tarde. Em junho iria na quinta e voltaria no domingo.

Pelo praiômetro a coisa só começa a melhorar em agosto. Lembro que 2013 eu fui pra Arembepe no São João e peguei sol. Tô tão indecisa e muiiiiito ansiosa.

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    • Por TMRocha
      Com as merecidas férias, fiz uma viagem do estilo Sol e Praia para Porto Seguro junto da Luciana, entre os dias 09 e 16 de Janeiro de 2016.

      Confira agora como foi o nosso passeio.
       
      Caso queira acompanhar o relato diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/porto-seguro-ba-09-16012016-parte-01.html
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      Lista de Partes:
      [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03]
      [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06] - [PARTE 07]
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        Caso não queira conferir como foi o meu relato e deseje apenas saber o que é bom para se fazer em Porto Seguro, confira as dicas do botão abaixo:

      Sem mais delongas, vamos começar...

      DIA 01 - Sábado [09 de Janeiro de 2016]
      Depois de ter uma noite bem dormida e já com as malas arrumadas [tinha deixado ela pronta na quinta-feira ainda], mais ou menos às 9:00h fui até a casa da Luciana para filar a comida da sogra. Minha ideia era partir de lá já alimentado e junto com ela.

      Minha bagunça.

      Bagunça da minha mãe, na cama ao lado [e a cama nem é dela!]
      Depois de esperar um pouco peguei o bus que ia pro Alvorada.


      Por lá fiquei esperando a Lu se arrumar, ela estava doida porque deixou tudo pra última hora, então arrumou uma correria danada! Após almoçar chegou a hora de partir rumo ao metrô.



      Já no metrô, fomos até a Estação Lagoinha para dali entramos na rodoviária de Belo Horizonte e pegamos o ônibus da Unir que vai pro Aeroporto, que aliás, sai muito mais barato do que pegar um táxi ou o MOVE Conexão Aeroporto que o pessoal gosta de usar.

      E agora sim, finalmente estávamos realmente a caminho do aeroporto de Confins!

      Depois de pouco mais de uma hora [ou duas, não sei ao certo] chegamos em Confins.
      Obs.: Parece estranho minha mochila ficar pra frente, mas acho melhor ficar feinho do que ter os pertences furtados de bobeira no centro de BH.

      Já no local certo bastava apenas esperar o horário do nosso voo, que saiu no horário certo e sem maiores problemas.


      Dada a hora, então bora pra Porto Seguro...



      Já acima das nuvens pudemos ter o nosso lanchinho e seguimos uma viagem tranquila até o aeroporto de Porto Seguro.




      No pacote que fiz com a Master Turismo estava incluído a viagem de ida e volta para Porto Seguro e o translado até o nosso hotel. Então ali já nos encontramos com um dos guias da Coconut Tours, que ficou encarregado de nos levar até lá.

      Como não estávamos muito longe do aeroporto, chegamos bem rápido ao Hotel Márlim, que seria a nossa estadia por toda essa semana.



      Nosso quarto dessa vez era bem simples, mas tinha o que precisávamos: um frigobar vazio pra guardar as águas! A cama era confortável [apesar de no primeiro dia terem colocado dois colchões como improviso - depois disso deixaram um colchão de casal], o ar-condicionado era muito bom e os hóspedes também são agraciados com uma piscina que fica no centro do hotel.

      Outra coisa que gostei bastante daqui era a localização, no centro, próximo de bons restaurantes com o preço bem em conta e também da Passarela do Álcool [também conhecida como Passarela do Descobrimento], ótimo local pra quem curte muita cerveja e também compras de tudo o que você pensar, seja de artesanatos, roupas, acessórios e muito mais!

      Aqui tive um imprevisto que não estava contando [claro, quando a gente conta não é imprevisto!!!], dei a bobeira de deixar pra transferir o dinheiro que tinha guardado da poupança para a conta de débito somente aqui porque estava com preguiça de fazer isso em Belo Horizonte e em Porto Seguro simplesmente não existe nenhum Santander [nunca imaginei isso, já que viajei até para Pato Branco, no Paraná, 300 km depois de Judas ter perdido as botas e lá também tinha Santander] e como fiquei muito preocupado em não poder fazer nada por ter pouco dinheiro do débito fechei o pacote todo no Crédito com a Coconut Tours.
       
      Notas: De certa forma acho que falhei um pouco aqui, primeiro por ter dado essa bobeira de não ter feito o que devia em minha própria cidade, e depois por ter fechado muitos passeios focando somente nas praias, já que achava que outros passeios interessantes, como o de chalana, eram feitos somente na praia.
       
      Acho que uma boa dica para quem quer usar agências de turismo pra ter mais comodidade é não fechar tudo na hora como eu fiz. Se estiver no centro dê uma passada em outras agências e feche pacotes diferentes [como por exemplo, passeio de chalana, mergulho de cilindro, passeio de quadriciclo], pra que o roteiro não fique muito repetitivo ou engessado. O que nos salvou foi que os guias da Coconut são todos excelentes e apesar de estarmos mais nas praias deu pra fazer outras coisas muito interessantes.
       
      Nosso Roteiro [que sofreu algumas mudanças no decorrer da semana], acabou ficando assim:
      NOSSO ROTEIRO
      Sábado, 09 de Janeiro de 2016
      - Translado de ida da região metropolitana de Belo Horizonte para Porto Seguro;
      Domingo, 10 de Janeiro de 2016
      [Parte da Manhã] City Tour no Centro de Porto Seguro;
      [Parte da Tarde] Barraca Barramares, na Beirada da Praia;
      Segunda, 11 de Janeiro de 2016
      [Parte da Manhã] Praia de Pitinga, em Arraial d'Ajuda;
      [Parte da Tarde] Centro de Arraial d'Ajuda;
      Terça, 12 de Janeiro de 2016
      [Manhã e Tarde] Praia dos Espelhos;
      Quarta, 13 de Janeiro de 2016
      [Manhã e Tarde] Trancoso;
      Quinta, 14 de Janeiro de 2016
      [Parte da Manhã] Praia de Santo André;
      [Horário do Almoço] Oficina do Sabor e Berimbau Park;
      [Parte da Tarde] Coroa Vermelha [Aldeia dos Índios Pataxós];
      Sexta, 15 de Janeiro de 2016
      [Parte da Manhã] Recife de Fora;
      Sábado, 16 de Janeiro de 2016
      - Translado de Volta de Porto Seguro para a região metropolitana de Belo Horizonte.
       
      Continuando com o relato...

      De noite resolvemos comer uma boa pizza no Mama's para comemorar a nossa chegada na cidade.



      O que achei mais legal aqui é que eles usam esses mini-forninhos pra deixar a pizza aquecida, além disso a massa é muito fina e a pizza é realmente deliciosa e pra ajudar o preço é muito baixo. Vale a pena comer aqui!

      Após comer resolvemos andar um pouco [na verdade um bocado] pelo centro da cidade, o que mais tinham eram opções de vestuário e restaurantes para todos os gostos, além de dezenas e mais dezenas de lojas de souvenirs.

      Quem é colecionador como eu pode ficar tranquilo que certamente tem alguma coisa bem legal que se adequará ao seu gosto. Fiquei tão entretido comprando que até esqueci de tirar mais fotos, mas não tem problema porque em quase todos os dias demos uma passada no centro da cidade pra passear ou para comer alguma coisa.
       
      Os enfeites de natal decorando a cidade ficaram tão legais que acho que a prefeitura quis deixar eles aqui por mais algum tempo ainda.


      Terminado tudo o que queríamos fazer fomos dormir, no próximo dia começaríamos com os nossos passeios por Porto Seguro.

      DIA 02 - Domingo [10 de Janeiro de 2016]
      Já acordados, a primeira coisa que fiz foi tirar algumas fotos do hotel.



      Não esquecendo, claro, de tomar nosso café da manhã.


      Nosso primeiro passeio seria para o centro histórico de Porto Seguro, e a Coconut enviou uma van para nos buscar e levar até lá.


      Uma das coisas que reparei é que os baianos realmente amam sua terra, são dedicados e mesmo nas coisas mais simples fazem todo o possível para agradar os turistas. A primeira coisa que o guia Jackson nos mostrou foi de onde era tirado o cacau da fruta.



      Sempre achei que era usado a polpa para fazer o chocolate, mas na verdade é usada essa semente, que é torrada e nela são realizados outros processos até chegar no chocolate que conhecemos atualmente. Perto dali também tinha um vendedor vendendo sementes que ajudam no tratamento de várias coisas.

      Acabei não prestando muita atenção, pois nossas atenções se voltaram mais para o índio vendedor de brincos, que estava ali perto.


      A Luciana gosta muito dessas coisas que usam penas e não resistiu, já fez a sua comprinha! E após algumas explicações, começamos com nosso passeio pelo centro histórico de Porto Seguro.





      Achei muito legal a história daqui, que é basicamente o começo da história do Brasil: As casinhas eram feitas coladas umas as outras, sempre dando um espaço no meio para a rua, que dividia os vilarejos em dois, e ao fundo era construída uma igreja. Além disso, entre todas as casinhas havia uma porta.
       
      Isso ajudou os primeiros portugueses a se prevenir dos ataques constantes dos índios que não queriam eles nessa região. Falando em índios, os das costas brasileiras eram amigáveis com os portugueses e aceitavam permutas de objetos europeus em troca de comida e outras coisas que eles possuíam. Já os das matas fechadas eram hostis e atacavam os portugueses sempre que tinham oportunidade.

      Outro detalhe interessante era que esses vitrais utilizados nas torres das igrejas vinham diretamente de Portugal, e como os vidros quebravam sempre durante o percurso colocavam esse vidro do jeito mostrado acima. Isso era bom porque o sol forte ajudava o vidro a brilhar e isso facilitava a vida dos marinheiros, pois conseguiam ver onde estava o vilarejo mesmo estando distantes da costa.





      Após as explicações do guia andamos mais pelo local, tiramos muitas fotos e compramos mais algumas coisinhas pelas lojinhas. Também tiramos fotos dos mirantes bonitos que estavam nessa área.





      Após voltar esperamos um tempinho, até que chegou o ônibus que nos levaria para a Barraca Barramares, na beirada da praia.


      No caminho até avistamos a Transilvânia!
      Chegamos na Barraca Barramares, que já de cara mostrou uma entrada bem elegante!




      Fomos direcionados a ficar na parte onde havia areia e muitas mesas, o estabelecimento estava lotado e quase não haviam lugares disponíveis, mas após olhar os preços absurdamente caros, pedimos licença para um casal que estava realizando o Tour com a gente, saímos dali e voltamos na entrada da Barramares novamente para procurar outro local, mas caímos na realidade ao perguntar para os transeuntes, essa barraca estava bem isolada do comércio local da cidade. 

      [Aliás, esse é um dos pontos negativos que percebi em Porto Seguro, aqui prevalece um sistema de monopólio das barracas, o que encarece consideravelmente os preços das coisas ao comer nas praias, e nem tem como fugir disso já que a maioria dessas barracas ficam em lugares mais isolados, o que faz com que você nem tenha opção de escolha, e se houver mais de uma barraca próxima da outra os comerciantes não deixam que você compre livremente por elas, somente na barraca que você está com suas coisas]

      Então tivemos que voltar e pedi a refeição mais simples do menu, que ainda assim saiu caro, já que nem carne tinha no prato.



      Como a comida não nos sustentou, resolvi fazer uma gracinha e comprei um açaí na barraquinha ao lado, que também pertencia a Barramares.


      Mas aqui aconteceu o impensável, sim ... uma lagarta preta, do tamanho de uma mão, daquelas de coqueiro, subiu na perna da Luciana ... que tem o maior pavor de lagartas, até mesmo daquelas pequenininhas ... O resultado foi catastrófico!

      Obs.: Não coloquei a foto da Lagarta original para não traumatizar ainda mais a Lu!!!
      Ela deu o maior grito, pulou assustada, quase pediu socorro, ficou toda tremendo, não conseguiu comer mais o açaí e chorou demais, fiquei até desconsertado na hora porque não sabia o que fazer. Ela se acalmou somente quase uns 20 minutos depois desse ocorrido.

      O pessoal que estava frequentando essa barraca estavam muito animados, curtindo muito, brincando e até dançando Kuduro!

      Passado o susto e com a Lu um pouco mais calma andamos um pouco pela praia.




      E até consegui tirar uma foto dela mais animada.

      Se você gosta de diversão com agito, por aqui é possível praticar o Banana Board e se jogar de vez no mar, como eu estava fora de forma no nado e a Lu não sabe nadar e não gosta desse tipo de atividade preferi não arriscar.



      Até tentamos escrever o nome do meu Blog, Tudo Rocha, pra ver se ficava legal escrito na areia da praia de Porto Seguro.

      Dessa vez ainda não tinha ficado boa, também tentamos em outras praias e deixamos com um efeito bem mais legal!
      Perto dali também existe um pequeno rio, onde as pessoas aproveitam pra andar de caiaque ou apenas brincar na água.



      Às 15:00h tínhamos que voltar para o ponto combinado, então, como estava perto do horário resolvemos voltar. [Pode até parecer que na maioria dos passeios ficamos pouco tempo na praia, mas o calor e a intensidade do sol por aqui é fortíssimo e é melhor ficar um tempo menor na praia e assim evitar queimaduras - eu na verdade, durante toda a semana tive que ter muita atenção, pois meus ombros e a nuca chegaram a queimar um pouco]

      Ao sair não deixamos de tirar fotos bem legais em lugares estratégicos feitos especialmente para os turistas.





      [Obs.: Nós estamos com olho de peixe-morto porque a intensidade da luz aqui é muito forte, eu por exemplo demorei quase 3 dias para conseguir abrir meus olhos completamente.]

      Algo que achei bem legal foi algumas frases de baiano citadas pelo nosso guia da Coconut:

      - Braço cruzado é ritual baiano de chamar chuva!
      - Vamos-nus todos, mas todos vestidos!

      Outra coisa que nos informaram foi para não fazer tatuagens de rena, dessas que oferecem na praia, pois não sabemos nada da higiene utilizada nesse tipo de produto. Chegando o ônibus fomos em direção ao nosso hotel novamente e deu até pra ver de relance a praia de Toa Toa, que também é muito boa!


      Depois de chegar no Hotel descansamos bastante e de noite fomos comer algo mais apetitoso no Theta's, já que não demos muita sorte na hora do almoço. O garçom foi muito educado e prestativo e até nos ajudou a tirar uma boa foto.



      Depois de jantar e certamente ter andado mais um pouco pela Passarela do Álcool pra levar mais alguma coisinha, voltamos pro hotel e descansamos mais um pouco. No outro dia teríamos mais passeios divertidos para se fazer. Continue acompanhando, pois tem muito mais a ser contado!
    • Por TMRocha
      Porto Seguro é um lugar tão incrível que nos encanta com suas belezas, sejam nas falésias coloridas a perder de vista, nos recifes de corais, na vegetação de mata atlântica, nas belezas de suas paisagens ou na incrível variedade de animais marinhos.

      Sabendo disso, estou montando essa série de dicas que poderão ajudá-lo a fazer um passeio ainda mais especial por essas bandas.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/porto-seguro-ba-dicas-de-roteiro.html
      LOCALIZAÇÃO

      Porto Seguro está localizada no Sul do Estado da Bahia e juntamente com seus municípios limítrofes: Santa Cruz Cabrália e Prado, compartilha a primazia de ser o local da chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. Possui uma população estimada em mais de 141 mil habitantes e está tombado quase que em toda sua totalidade como patrimônio histórico, não sendo permitida a construção de prédios altos com mais de dois andares. É cortado pelo Rio Buranhém.
      Como Chegar:
      :: Avião ::
      - Porto Seguro possui aeroporto próprio e isso facilita muito a vida de quem vem de cidades mais distantes. As principais companhias aéreas do país [TAM, GOL e Trip/Azul] passam pelo aeroporto da cidade. Outra vantagem está na sua localização, bem próximo do Centro e a apenas 5 km de distância de Arraial d'Ajuda.
      :: Ônibus :: As principais empresas de ônibus que levam a Porto Seguro são a Viação São Geraldo e Gontijo com partidas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia e Brasília. E a Viação Águia Branca, com partidas de Vitória e Salvador.
      :: Carro ::
      Tanto para quem vem do sul como quem vem do norte, é preciso pegar a BR-101 até Eunápolis, depois da BR-376. São cerca de 730 km da capital baiana até Porto Seguro, que fica ao Sul da Bahia.
      Mais informações sobre Porto Seguro:
      Existem sites muito bons que trazem muitas informações úteis acerca de Porto Seguro, estarei listando eles abaixo caso queira fazer uma consulta que pode ajudá-lo. E em seguida estarei trazendo minhas próprias dicas, que serão bem diretas e práticas.
      Clicar: [FÉRIAS BRASIL]
      Clicar: [MELHORES DESTINOS]
      MINHAS DICAS
      Chegando no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte: Se você mora próximo da região metropolitana de Belo Horizonte, uma boa dica para se economizar algum dinheiro na ida [ou na volta] é pegar o ônibus que vai até o aeroporto e sai de dentro da Rodoviária de Belo Horizonte. Fica mais barato que um táxi e os preços são bem em conta.
      Aeroporto de Porto Seguro: A localização desse aeroporto é excelente, já no Centro, o que facilita bastante sua vida em termos de deslocamentos, principalmente se estiver se hospedando no Centro da Cidade, onde existem muitas opções de restaurantes, de coisas para se comprar e acesso fácil a Passarela do Álcool.
      Porto Seguro:
      Centro Histórico de Porto Seguro:

      Um passeio que você não pode deixar de fazer é esse do Centro Histórico do Centro de Porto Seguro. Aqui é possível conhecer o início da história do Brasil e ainda comprar muitas coisas interessantes, como artesanatos, roupas, bijuterias em geral e muito mais, e se quiser também poderá experimentar algumas comidas da culinária baiana, como o famoso acarajé. [Notas: O ideal é ir para cá no primeiro dia do passeio, e em seguida aproveitar uma das praias próximas, como a de Toa Toa, Barramares ou alguma outra das proximidades]
      Toa Toa

      Essa praia possui uma grande estrutura e é a barraca mais próxima do centro de Porto Seguro. Muitos sombreiros, mesas e cadeiras garantem conforto para os visitantes, que contam ainda com um bom restaurante e música ao vivo, o que garante agito e diversão para toda a família.
      Barramares

      É a última das barracas que ficam próximas do centro de Porto Seguro. É famosa por seu luau, que acontece sempre às quartas-feiras. Fica muito cheia durante os verões e também possui uma excelente estrutura, com muitas mesas e cadeiras para atender os visitantes, além de contar com um bom restaurante. Por aqui também é possível praticar o Banana Boat ou navegar de caiaque pelo rio.

      Axé Moi

      Certamente uma das mais famosas barracas de praia, a Axé Moi tem uma programação intensa no verão e funciona mesmo fora da alta estação, possuindo uma estrutura enorme, com cerca de 20.000m². Por aqui ocorrem diversas apresentações de companhia de dança, DJ's e escolas de axé que contagiam até quem não costuma dançar.
      Passarela do Álcool:

      A Passarela do Álcool é o ponto mais popular da cidade à noite, conta com dezenas de opções de coisas para se fazer, comer ou comprar. Você encontrará muitos bares, restaurantes e lanchonetes ao longo da avenida e ainda centenas de barracas que vendem artesanatos, vestuários e todo tipo de coisa que você imaginar em relação às compras. Perto daqui também ficam boas agências de turismo, que podem levá-lo a passeios especiais, como o do Recife de Fora, o Mergulho de Cilindro e o Passeio de Chalana pelo rio com preços bem em conta.
      Ilha dos Aquários:

      Está situada entre Porto Seguro e Arraial d'Ajuda. Possui uma fantástica área verde, composta por vegetação nativa, exótica [manguezal e restinga]. Palmeiras, coqueiros e bromélias, valorizados por uma iluminação cênica.
      Atualmente é considerada como um centro de lazer e de entretenimento, com um maior contato com a natureza, boa música, acesso à gastronomia local e integração de uma gama de atividades ecológicas: museu do mar, teatro, grandes aquários e muito mais ... ideal para se ter uma nova experiência.


      Para ter acesso a ela basta ir até o Píer no Centro da Cidade, que é bem fácil de localizar e está quase colado na Passarela do Álcool.
      Parque Marinho do Recife de Fora:



      Saindo do Píer, é realizado um passeio de escuna, que dura em torno de 40 minutos, até chegar ao Parque Marinho Recife de Fora, o terceiro maior centro de biodiversidade marinha do Brasil. Aqui os visitantes são apresentados a um guia que irá lhes explicar sobre a biodiversidade desse recife.
      Afim de preservar as raras espécies encontradas nessa região, a área livre do passeio fica delimitada, além disso esse passeio deve ser realizado na maré baixa. Após conhecer alguns dos animais os visitantes ficam livres para andar, nadar e tirar fotos com os peixes, que podem ser adquiridas por R$ 15,00 nos valores de 2016. [O efeito visual é incrível, mas não colocarei aqui pra não estragar a surpresa, caso queira ver como fica, vá até a Parte 6 do Relato de Porto Seguro]

      Capinha para proteger a Câmera: É alugada por R$ 10,00 [nos valores de 2016] pelos ambulantes que ficam em frente ao píer e protege a câmera da água do mar, muito útil e por mais que as fotos pareçam embaçadas na hora, saem perfeitamente.

      Sapatos para andar nos Corais: É um item obrigatório e indispensável, já que não se pode andar no recife descalço. O aluguel custa R$ 10,00 [nos valores de 2016] e também deve ser devolvido assim que se volta do passeio.
      Máscara de Snorkel: O aluguel custa RR 15,00. Entretanto são totalmente dispensáveis e a falta dela não afetará em nada o seu passeio.
      Mergulho de Cilindro
      Muitas agências do Centro de Porto Seguro oferecem esse passeio, vá até lá, analise e veja se compensa para você! Com certeza será um passeio especial que marcará a sua vida. Se não é profissional pode ficar tranquilo que essas agências também oferecem o mergulho de batismo.
      EXPLORANDO OS ARREDORES
      Use Porto Seguro como sua base e no decorrer dos dias conheça seus arredores, os distritos de Porto Seguro e também outros municípios próximos.
      Arraial d'Ajuda:

      Arraial d'Ajuda é um distrito de Porto Seguro e possui praias mais lindas e com menos movimento dos que a do Centro da Cidade, sendo ideal para quem quer renovar as energias com um bom descanso. Aqui existem diversas plataformas coralíneas, que funcionam como recifes que deixam as águas mais calmas e funcionam como piscinas naturais. As barracas são rústicas e gostosas e ainda se pode aproveitar o rio Pitinga para nadar e se divertir em família.

      Rio Pitinga, à direita e o mar, à esquerda

      Biodiversidade: caranguejo anda sobre uma das inúmeras plataformas coralíneas da praia de Arraial d'Ajuda
      Se você gosta de um bom desafio e aventuras radicais, ainda tem a opção de curtir um delicioso banana boat ou então ser ainda mais radical e praticar o parapente, que costuma partir de cima das lindas falésias da região.

      Centro de Arraial d'Ajuda


      Conte com dezenas de lojas, restaurantes, sorveterias, bares que vendem de tudo, desde artesanatos até vestuários e outras coisas mais elaboradas. Passear pelo Centro de Arraial é muito bom e com certeza valerá a visita.

      Se você é uma pessoa devota ou deseja participar dos costumes dessa região, não deixe de comprar uma fitinha, amarrá-la nos fundos da igreja, fazer o seu desejo e torcer para que o mesmo seja realizado.
      Arraial d'Ajuda Eco Parque

      O Eco Parque foi inaugurado em Janeiro de 1997 e hoje conta com atrações que agradam a todas as idades. Situado em meio a uma reserva atlântica, oferece brinquedos para a garotada e serviço de praia para os pais. Além das atividades aquáticas como toboágua, piscinas de onda e rio lento, também conta com programas mais radicais, como tirolesa, rapel, escalada e arvorismo. Na alta temporada ainda acontecem shows com baladas de axé em alguns finais de semana.

      O caminho para chegar até esse parque partindo do centro é um pouco complicado, por isso, se preferir você pode entrar em contato direto com a agência de turismo que tiver fechado o seu pacote ou então fechá-lo com as agências do Centro, lembrando que deve atentar para dois fatos:
      - Verificar se o translado de ida e volta está incluso no seu pacote;
      - Atentar-se para os tamanhos das crianças, já que o que conta é o tamanho e não a idade dela [clique no Saiba Mais acima e se informe melhor].
      Notas: As praias de Arraial d'Ajuda e de Trancoso, de certa forma são muito parecidas, então evite escolher as duas num mesmo roteiro, prefira variar e "sair um pouco da praia" realizando outras atividades interessantes, que estão descrita nessas dicas de roteiro.
      Trancoso:


      Também está afastada do Centro de Porto Seguro e é quase tão distante quanto a Praia dos Espelhos. As barracas possuem uma estrutura excelente e ainda é possível realizar esportes como Caiaque, Wind Surf, Standup Padlle e Kite Surf.

      Uma curiosidade daqui são os manguezais, que abrigam uma vasta quantidade de caranguejos.


      Quadrado de Trancoso:

      O Quadrado de Trancoso é emoldurado por amendoeiras e casinhas coloridas que funcionam como bares, restaurantes e lojas, além de contar com diversos vendedores de artesanatos, brincos e utensílios indígenas e ambulantes que vendem picolé, sorvete e chup-chups. É no entardecer que esse local ganha vida com o movimento do comércio, o vai-e-vem dos nativos e turistas.
      Notas: As praias de Arraial d'Ajuda e de Trancoso, de certa forma são muito parecidas, então evite escolher as duas num mesmo roteiro, prefira variar e "sair um pouco da praia" realizando outras atividades interessantes, que estão descrita nessas dicas de roteiro.
      Praia dos Espelhos:


      Essas manchas escuras na areia são o quartzo, material usado na fabricação dos espelhos, daí o nome dessa praia.
      Se deseja ficar em um lugar calmo, gostoso, sossegado, com piscinas naturais no mar e bem afastado da civilização, esse lugar é a Praia dos Espelhos. Para se chegar aqui, se tiver partido do centro de Porto Seguro, é necessário passar por quase duas horas de estrada, onde verá diversas mudanças de paisagem e entrará em uma estrada de terra por uma parte do percurso.
      As barracas são bem estruturadas, muito limpas e seguras, mas você deve atentar-se ao fato de só aceitarem dinheiro nessa praia e do sinal de internet e celular quase não pegarem. Aqui ainda acontece a desova das tartarugas, se der sorte poderá conseguir ver a cabeça de algumas delas nadando nos recifes que ficam próximos da costa.
      No outro lado, denominado de Praia dos Amores, ainda é possível cavalgar ate a Praia dos Espelhos e voltar para onde estava antes.


      Aldeia Indígena das Proximidades:


      Na volta para seu Hotel, não deixe de dar uma parada rápida na aldeia dos índios para fazer uma comprinha e tirar fotos muito legais com os papagaios dos indiozinhos:
      Santa Cruz Cabrália:
      Praia de Santo André

      Não chega a ser distante do Centro de Porto Seguro, mas é necessário pegar uma balsa e atravessar o rio para chegar nessa praia, que é bem extensa e possui colchões de piscina naturais que a tornam ideal para um bom mergulho na água do mar. Os preços praticados por aqui são muito caros, por isso procure um lugar mais em conta para almoçar. Indico o Berimbau Park, que cobra a quilo e ainda existe a opção de passear pelo mangue para avistar os caranguejos da região.



      E você ainda pode aproveitar para degustar cocadas e licores no Projeto Oficina do Sabor, que fica perto dali.



      E comprando aqui você ainda estará ajudando a comunidade, já que esse projeto cuida de crianças carentes das redondezas, dando-lhes a oportunidade de aprender a fazer doces e artesanatos.
      Aldeia dos Índios Pataxós, Coroa Vermelha



      A Aldeia dos Índios Pataxós de Coroa vermelha possui lojas que quase não acabam mais e vendem de tudo, souvenires, artesanatos, talheres, utensílios indígenas em geral para o lar, ímãs, quadros, ornamentos indígenas, camisas de “fui ali” escrito Porto Seguro, camisetas de times, calças, outros vestuários, ornamentos, bolsas, coisas que você imagina, não imaginou e muito mais, é tanta coisa que é até difícil saber tudo que vendem por aqui. 
      Também contam com o Museu do Índio, onde as maiores tribos da região se juntaram e deixaram várias coisas da cultura indígena à mostra, até mesmo as armadilhas usadas por eles antigamente para caçar estão expostas no museu. Esse ainda foi o lugar das celebrações da primeira e segunda missas do Brasil, delimitadas por onde estão essas cruzes. [Notas: A cruz original está em Portugal e o local exato está a pouco mais de 200 metros dali]
      Detalhe mais do que importante:

      Esses são os totens que nos protegem das urucubacas.
      - De acordo com a cultura dos pataxós, quando você entra na aldeia por dentro dos Totens está fazendo com que eles armazenem todo tipo de urucubaca, isto é, as energias negativas, por isso, ao voltar nunca passe por dentro deles de novo, senão você receberá a urucubaca de todos que passaram por ali antes de você.
      Passeio de Chalana

      Esse vídeo resume bem o que é feito por lá e apesar de ter sido feito pela CVC, também é possível adquiri-lo com outras agências do Centro de Porto Seguro, para isso, basta procurar e ver qual é a agência mais em conta, não esquecendo sempre de confirmar se terá o translado de ida e volta para o seu hotel.


      E não para por aí...
      ... Existem inúmeros outros lugares e coisas para se fazer que também podem ser descobertos, como a Reserva de Jaqueira, observação das baleias jubarte [entre julho e outubro], conhecer as praias de Mundaí, Itacimirim, Curuípe, Rio dos Mangues, Ponta Grande, Mutá, Arakakaí e o que você for aprendendo e conhecendo por lá, em sua estadia.
      Agências de Turismo Recomendadas:
      Uma excelente opção para se realizar os passeios por Porto Seguro, com conforto e segurança é utilizar agências de turismo boas e conhecidas, como a CVC ou a Coconut Tours. Observe a distância que está do seu hotel, caso esteja hospedado no Centro, passeios como os para Arraial d'Ajuda, Eco Parque, Trancoso, Praia dos Espelhos e Santa Cruz Cabrália ficam muito em conta, já que esses lugares estão um pouco longe e essas empresas fornecem todo o suporte necessário, desde a partida até a volta para o hotel.
      Já outros passeios, como o da Ilha dos Aquário ou o de Escuna [passeio de barco até o Recife de Fora] podem ser realizados diretamente pelas agências do Centro da Cidade, isso fará com que seus gastos fiquem muito mais em conta!

      ATENÇÃO 01: Sempre passe o protetor solar e tome muito cuidado com o sol, aqui na Bahia o calor é bem intenso e a luminosidade é muito forte. Se fizer passeios como ir no Eco Clube ou para o Alto-Mar tome ainda mais cuidado e aumente o fator do seu protetor solar. Cuidado é essencial, afinal, sofrer queimaduras de sol podem estragar seu passeio.
      ATENÇÃO 02 [MUITO IMPORTANTE]: Em Porto Seguro não há simplesmente nenhum Santander, apenas alguns terminais 24 horas que podem ser achados depois de se andar bastante tempo. Caso seja cliente desse banco tome cuidado e se programe antes para não passar nenhum aperto por aqui.

      Curiosidade: O acarajé é sempre servido quente. Se alguma baiana perguntar se você quer quente ou frio, ela na verdade estará perguntando se quer com muita pimenta ou sem pimenta.
      Depois de tantas dicas, pra fechar Porto Seguro de vez só faltou mostrar esse mapinha bem interessante, que mostra a localização de algumas das atrações dessa região:

      Fontes Pesquisadas:
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Seguro
      http://www.feriasbrasil.com.br/ba/portoseguro/comochegar.cfm
      http://www.ilhadosaquarios.com.br/
      E pra fechar, aí está o convite:

    • Por HermesRicardo
      Sempre tive o sonho de subir na moto e sair por aí sem destino. Conhecendo novos lugares, paisagens, sensações e pessoas. Vou completar 40 anos bem vividos no próximo mês e decidi que precisava me preparar de maneira extraordinária a minha entrada nos “enta”. No meu trabalho, um amigo falou que iria de São Paulo ao Chuí (RS) acompanhado por sua esposa. Ele iria em uma Citycom 300i. Neste momento veio à tona o meu antigo sonho. Não tive dúvida, agendei uns dias de férias do meu trabalho e comecei a pensar no roteiro. Em paralelo, fui equipando com alguns acessórios básicos a minha XRE300 2015, que estava na época, com 18 mil km rodados. Alforje lateral, almofadas de agua no banco, pastilhas de freio e pneus novos, troca de óleo e verifiquei a tensão da corrente...até pensei em trocar a corrente mas resolvi economizar neste item. Para me acompanhar nesta jornada, convidei o meu filho Jonatan, que tem 23 anos e mora em Cambuí, sul de Minas Gerais. Ele topou na hora e isso me deu ainda mais motivação!
      Faltando uma semana para iniciar a minha sonhada aventura, começou a greve de caminhoneiros em todo o Brasil e não tinha gasolina nos postos.  Nem se pagasse uma fortuna por ela! Simplesmente eu estava com tudo pronto, mas com o tanque seco. Anunciaram o fim da greve em uma segunda (28/05) e meus planos de partida era para a próxima quinta (31/05). A greve acabou (graças a Deus), mas até que a vida voltasse ao normal era outra história. Começaram a fazer filas quilométricas nos postos para conseguir um pouco de combustível. Respirei fundo e esperei as coisas se acalmarem. Até que na quarta-feira (30/05) consegui encher o tanque da moto e as filas aqui do Rio de Janeiro já diminuíam. Me enchi de ânimo, coragem e espirito de aventura para o início da minha sabática preparação para o novo ciclo de vida.
      Para não deixar este diário muito grande e cansativo, relatei sem muitos detalhes o dia a dia deste roteiro. Espero que gostem e que inspire outros “seres inquietos” a buscar uma grande aventura. Divirtam-se!
      1° Dia, 31/05/2018 – Rio de Janeiro – Saí de casa por volta das 11:30h, passei no posto para calibrar os pneus e segui para Cambuí, sul de Minas Gerais onde eu iria visitar os meus pais e também encontrar com o meu filho, que bravamente enfrentou este desafio comigo. Ainda na via Dutra, percebi que tinha feito um ótimo investimento nas almofadas de agua, o banco estava superconfortável. Não tive problemas para abastecer neste trajeto apesar de ver que ainda faltava combustível em alguns postos. Aí foram 450Km até a casa dos meus pais. Curti a noite com eles, jantamos e vi na televisão que ainda havia muita confusão nos postos no Norte de Minas. Mesmo sabendo que lá fazia parte do meu trajeto, resolvi não desistir da missão. Fui dormir cheio de energia para ver o que tinha pela frente!
      2° Dia, 01/06/2018 – Cambuí, MG – Acordei cedo, calibrei os pneus da moto (29 traseiro, 22 dianteiro), encontrei com o Jonatan, equipamos a moto com toda a bagagem e saímos por volta das 11h. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias com destino a Belo Horizonte (BH). No caminho comecei a ver que a situação da falta de combustível ainda afetava bastante Minas Gerais. Próximo a 3 Corações, vi que precisava abastecer. No posto à beira da estrada tinha uma fila enorme e ainda havia previsão do combustível acabar sem atender a todos que ali estavam. Resolvi seguir em frente com o combustível que eu tinha no tanque... até que alguns quilômetros adiante vi um posto com apenas 5 carros na minha frente...que alegria! Enchi o tanque e a frentista (muito simpática) se surpreendeu ao saber que estávamos seguindo para a CHAPADA DIAMANTINA, de moto, durante a crise de falta de combustível. Ela sem nenhuma resistência encheu uma garrafa pet (2 litros) com gasolina para qualquer emergência. Vibramos por ter vencido o primeiro desafio e ainda havíamos conseguido gasolina extra para caso ficássemos sem combustível no meio da estrada. Seguimos em frente, sempre procurando abastecer nos postos que não tinha muita fila, geralmente os que não tinham bandeira ou que estavam distantes das cidades. Passamos por BH e seguimos para Sete Lagoas. À frente, um pôr do sol que deixava o horizonte avermelhado. Por volta das 19h, chegamos a SETE LAGOAS e nos hospedamos em um hotel onde fomos recepcionados por um Mineiro muito engraçado. Demos umas boas risadas com ele. Depois do banho, demos uma volta na cidade para jantar e descobrir o que tinha por lá. Comemos um sanduiche de pernil com bacon em uma feira próximo à uma das Lagoas da cidade. Estava sensacional! Depois fomos dormir sob ameaça da greve dos caminhoneiros ser retomada. Não deixamos que isso nos abalasse. Será? (rs)
      3° DIA, 02/06/2018 – Sete Lagoas, MG – Saímos por volta das 08h, com destino ao Norte de Minas Gerais. A paisagem mudou muito do que estávamos acostumados e a distância entre as cidades eram enormes. Aqui a preocupação em ficar sem combustível era eminente e nos deixou bastante apreensivos ao perceber que a moto havia entrado na reserva e não tinha nenhum sinal de cidade, posto ou pessoas. Apenas um intenso trafego de caminhões gigantescos. Até que, enfim, encontramos um posto e tinha gasolina. Aleluia! Abastecemos e seguimos! Chegando em Montes Claros percebemos o tamanho do nosso desafio! Sem gasolina na cidade! Apenas um posto com centenas de pessoas com galões, dezenas de motos e muitos carros! Como queríamos chegar em Janaúba e estava com meio tanque, resolvemos enfrentar aquela fila que além de desorganizada, sempre surgia algumas calorosas discussões. Fiquei bastante nervoso porque já estávamos a 2 horas na fila e tínhamos andando poucos metros. Não teve jeito, para sair de lá, precisei comprar no mercado negro daquele posto IPIRANGA, 2 galões de 5 litros para seguir em frente. Não sou favorável a este comportamento, mas não encontrei outra saída naquele momento. Só assim conseguimos chegar em Janaúba no início da noite. Logo que chegamos já vi que teríamos que ter paciência para abastecer novamente. Decidimos não nos preocupar naquela noite e fomos procurar um hotel. Fomos dormir cedo para acordar mais cedo ainda e ir para as intermináveis filas dos postos da cidade.
      4° Dia, 03/06/2018 – Janaúba, MG – Acordamos às 05:30h fizemos o check-out no hotel e fomos para o posto! O que era aquilo?! Não acreditei ao ver aquela fila de moto. Aproximadamente 300 motos já estavam lá pra esperar o posto abrir às 8 horas. Por sorte, um outro motociclista nos levou a um outro posto que abriria às 10h. Viram o nosso esforço e com o apoio de outras pessoas que estavam na fila, conseguimos abastecer e seguir viagem. Partimos com destino à Bahia, que alegria! Quando finalmente passamos da divisa de MG com a BA o sufoco do combustível acabou. Tinha gasolina sem fila em todos os postos. Seguimos viagem vendo a paisagem mudar para o que eu imaginava como sertão da Bahia. Uma geografia muito bonita, mas no fundo eu imaginava o quanto deveria ser difícil viver em um local tão seco. Passamos por enormes parques geradores de energia eólica, vimos uma mistura de caatinga com serrado e muita estrada pela frente. Até que enfim fomos chegando no parque da chapada diamantina embaixo de uma chuva fina e gelada. Já era noite quando avistamos uma montanha iluminada e em seguida uma placa dizia “MUCUGÊ a 1KM”. Fomos para a pousada felizes da vida pelo feito que havíamos tido até ali. Estávamos muito cansados, mas saímos para comemorar com pizza e vinho!
      5° Dia, 04/06/2018 – Mucugê, BA – A recepcionista da pousada e a dona da pizzaria haviam nos falado que não poderíamos deixar de ir na cachoeira do Buracão. Esta cachoeira estava a uns 80km voltando pela estrada que havíamos chegado. Acordamos cedo e partimos em baixo de chuva para ver a tal cachoeira. Ao chegar no centro de guias turísticos do local fomos informados que a cachoeira estava interditada devido à chuva que já estava castigando a região a 5 dias. Ficamos decepcionados e voltamos para Mucugê com a sensação de ter rodado 160km em vão. Decidimos naquele momento que iríamos para Lençóis a procura do sol e das belas cachoeiras. Seguimos para Lençóis, mas antes passamos no MUSEU DO GARIMPO para aprender um pouco sobre a cultura local. Valeu a pena porque fomos muito bem recebidos com uma aula sobre a fase do garimpo na região. Dalí continuamos a viagem até que vimos uma estrada de terra com destino a IGATU. Resolvemos ir conhecer. Caramba... uma estradinha de terra com muitas ladeiras e com um visual “inacreditável”. Fomos chegando na cidade onde tudo era de pedras, ruas, muros, casas, bares, bancos. Parecia que estávamos voltando no tempo. Perguntei a um guia local um lugar bacana para almoçar. Ele nos indicou um restaurante de comida caseira. A comida estava ótima. Depois do almoço e de uma cerveja gelada, deixamos a moto e caminhamos até uma cachoeira apreciando as casas e as paisagens. Claro, tirando muitas fotos. Chegamos na cachoeira e o sol deu o ar de sua graça. SHOW!!! Tiramos a roupa e deixamos secando, já que tínhamos tomado muita chuva na parte da manhã. Depois do banho de cachoeira e da roupa seca, pegamos a moto e seguimos para Lençóis por mais uns 100km. Quando chegamos, já estava escuro e pegamos a primeira pousada que paramos pra perguntar o preço da diária. Em seguida foi o padrão, banho e sair para jantar! Fomos surpreendidos pela bela cidadezinha com ruas de pedras. Jantamos em um restaurante chamado “Quilombolas”. Tudo perfeito! Depois das caipirinhas de umbu, fomos descansar.
      6° Dia, 05/06/2018 – Lençois, BA – Depois do café da manhã, procuramos um guia que nos levou pra conhecer algumas cachoeiras da região. Cachoeira da Primavera e a Cachoeirinha são demais e foi ótimo pra massagear as costas nas quedas d’agua. Na parte da tarde, pegamos a moto e fomos até a cachoeira do Poço do diabo. Ficamos lá apreciando por um tempo aquela imensidão de agua e pedras. Já eram 16h quando saímos da cachoeira com destino ao morro do Pai Inácio. Chegamos na encosta do morro, deixamos a moto, pagamos 6 reais por pessoa e começamos a subir as escadas e pedras até o topo. Paisagem dos cânions de tirar o fôlego. Mas o ponto alto foi o pôr do sol acompanhado de um arco íris quase que pintado à mão! Emocionante!! Ficamos ali, eu e meu filho, vendo o sol ir embora, deixando um vermelho cor de fogo em cima das montanhas. Descemos porque já estava ficando frio e estávamos de camiseta e bermuda a uns 30km da Pousada. Foi mais um dia extraordinário.
      7° Dia, 06/06/2018 – Lençóis, BA – Hora de sair da Chapada, mas com vontade de voltar em outro momento. Percebi que a corrente da moto já estava desgastada (aquela mesma que ignorei na revisão) e decidi que precisava de um mecânico. Seguimos para Itaberaba e paramos na oficina do Tony. Ele trocou a corrente e o kit de relação + a troca de óleo e filtro. A moto ficou novinha. Dalí continuamos firmes na estrada com destino a Itabuna, no sul da Bahia. Chegamos muito cansados à Itabuna. Aqui eu não imaginava que a cidade era tão grande. Demorou um pouco para encontrar um Hotel, mas conseguimos.
      8° Dia, 07/06/2018 – Itabuna, BA – Próximo destino Arraial d’Ajuda. Seguimos pela BR101, até que vi no mapa uma opção por estrada de terra até Cabrália e resolvemos encarar. Que doideira, entramos na plantação de eucalipto que não acabava nunnnca....andamos muito nesta estrada de terra. Já eram 12h quando chegamos em Cabrália. Ver o mar foi umas das sensações mais plenas que tivemos neste roteiro. Paramos na praia de Coroa Vermelha, pé na areia, peixe frito, cerveja gelada e praia de agua quente. Tudo que queríamos! Depois de algumas horas, partimos para Arraial através da balsa de Porto Seguro. Lá, curtimos um pouco da noite fora de temporada antes de ir pra pousada descansar para o dia seguinte. Foi bem legal.
      9° Dia, 08/06/2018 – Arraial d’ajuda, BA – O objetivo do dia era ir à TRANCOSO e chegamos lá por volta das 10:30h. Fomos para praça do Quadrado onde é impossível não querer morar em uma daquelas casinhas que circundam a praça quadrada, que na verdade é um retângulo. Tiramos algumas fotos e como ainda era cedo, decidimos naquele momento que iriamos dormir em CARAIVA, passando pela PRAIA DO ESPELHO. Partimos por uma estrada de terra que estava toda esburacada e em alguns pontos, com muita lama, devido à chuva que estava castigando a região. Tive quase certeza que iríamos beijar o chão em algum momento. Mas inacreditavelmente: não beijamos! Chegamos à praia do Espelho sem nenhum arranhão. Que praia espetacular! Tomamos um banho de mar enquanto observávamos tartarugas que nadavam livremente perto de nós. Já era próximo das 15h quando partimos para CARAIVA, rodando mais 25Km por estrada de terra, lama e areia! Chegamos em segurança também. Deixamos a XRE300 em um estacionamento na beira do rio e atravessamos em um barco rustico até a outra margem onde estava a bela vila de Caraiva. Lugar roots, com ruas de areia, transporte através de carroças. Estas também transportavam alguns mantimentos para as casas e pousadas mais afastadas da margem do Rio. Logo que conseguimos uma pousada, deixamos as coisas no quarto e fomos ver o pôr do sol no encontro do rio com o mar. Foi alucinante!! A noite ficou por conta do forró, que é marca registrada do local. O pessoal dançava muito bem! Depois de algumas cervejas fomos dormir para iniciar o retorno para casa, que seria no dia seguinte.
      10° Dia, 09/06/2018 – Caraiva, BA – A missão agora era retornar para casa e eu particularmente já estava bem cansado de tanta aventura. Saímos de lá por volta das 10:30h e de cara, tinham 48Km de estrada de terra, embaixo de uma forte chuva, antes de chegar na BR101. Foi tensa aquela estrada. Passamos um ponto de alagamento em um local inóspito com água batendo no meio da moto. Que adrenalina! Depois de 2 horas para sair desta estrada, chegamos na rodovia e seguimos com destino ao Rio de Janeiro. Neste dia tomamos chuva o dia inteiro. Já eram umas 17h quando chegamos na cidade de São Mateus, norte do Espirito Santo (ES), onde nos hospedamos. Um banho quente e descanso era tudo que estava precisando naquele momento. Meu filho também já demonstrava muito cansaço.
      11° Dia, 10/06/2018 – São Mateus, ES – Nesta noite não consegui dormir quase nada por conta de alguma coisa que havia comido no dia anterior... Tive uma noite de rei ;-). Mas como ainda tinha muita estrada pela frente, tomamos o café da manhã e partimos. Este trajeto, para mim, foi um dos mais cansativos devido ao “mal-estar” que me acompanhou o dia todo. Próximo à região de Serra (ES) tive que parar para tirar um cochilo na sombra de uma arvore. Meu filho cuidadosamente e com muita paciência fez a guarda enquanto eu me recuperava! Me recuperei um pouco e seguimos viagem, passando por Guarapari e avançamos com destino ao Rio de Janeiro. Chegamos por volta das 16h em Campos dos Goytacazes. Como eu estava muito debilitado, resolvemos procurar um hotel. Acredito que fizemos uma boa escolha em não arriscar seguir viagem naquele estado que me encontrava.
      12° Dia, 11/06/2018 – Campos dos Goytacazes, RJ – Depois do merecido descanso, acordei muito bem e o Jonatan também estava bem animado em saber que estávamos muito próximo de casa. Pegamos a estrada e viemos cantando por um longo trecho. Ainda não havíamos concluído a jornada, mas a sensação de gratidão já estava contagiante naquele momento. Logo que avistei a ponte Rio-Niterói, os meus olhos marejaram de alegria. No pedágio da linha amarela os motoristas deveriam estar me achando um doido. Segunda feira de manhã e eu cantando e desta vez, era muito alto, pra todos ouvirem! Cheguei em casa no mesmo horário que eu havia partido, 11:30h da manhã. Meu filho abriu o portão, coloquei a moto para dentro, desci da moto, olhei pro céu e agradeci muito a Deus pela oportunidade de ter vivenciado junto com o meu filho tantas aventuras, perrengues, risadas e emoções.
      No total foram 4.350KM, passando por 4 estados em 12 dias de viagem. Foram tantas estradas, tantas pessoas que conhecemos, tantos quebra-molas que pulamos, estrada de terra, chuva, frio, calor, risadas, conversas, cansaço, sustos e surpresas, que fizeram desta viagem algo marcante para mim e para o meu filho. A sensação de gratidão por ter conseguido atingir o objetivo, por estar vivo e por ter uma casa para retornar, são elementos básicos e essenciais para estes dois seres humanos que estavam perdidos em meio a tantas preocupações, atividades e compromissos. Desejo que estejamos sempre motivados em realizar sonhos, mas principalmente que tenhamos sabedoria para desfrutar as coisas simples! Obrigado ao Jonatan pela excelente companhia e parabeniza-lo pela coragem deste desafio. Te amo filho!
      Hermes, Minas/Rio de Janeiro



    • Por Marco Sobral
      Importante: Esse trekking apesar de parecer fácil (só andar pela praia) exige uma alta compreensão sobre marés e condições climáticas (todos os dias olhávamos o tábua de marés de noite e de manhã), pois qualquer mudança de tempo pode acarretar na abordagem do trekking.
      É recomendável fazê-lo na lua nova*
       
      Iolanda me chamou para realizar esse trekking por volta de Setembro/2017 com previsão de realizarmos em Março/2018, como eu já estava no mochilão pelo Brasil eu não dei certeza, mas me programava para realizá-lo, pois depois de pesquisar sobre o trekking me encantei com a história.
      Em fevereiro consegui a passagem para Itamaraju para o dia 09/03 e estávamos marcando para iniciar o trekking no dia 12/03. Embarquei no dia 09/03 para Itamaraju para encontrar a Iolanda na casa da avó dela. Após 27hrs de viagem cheguei em Itamaraju na madrugada do dia 11/03.
      Ficamos o dia 11/03 inteiro atrás de mercado e lugares para comprar o que faltava, mas esquecemos que era domingo e cidade do interior não funciona igual Sampa rsrs
      1° Dia - Itamaraju a Barra do Cahy
      Percorridos: 11km.
      Tempo estimado: 4hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
       
      (Ônibus Itamaraju x Prado: R$14
      Táxi Prado x Cumuruxatiba: R$15)
      Acordamos por volta das 6hrs da matina e fomos tomar café, nos despedimos de todos e corremos para rodoviária, chegando na rodoviária vimos o ônibus para Cumuruxatiba saindo e o próximo seria só às 14h30. Optamos pela opção de ir até Prado e de Prado tentar um táxi ou pegar o ônibus às 12hrs para Cumuruxatiba.
      Chegando em Prado nos deparamos com os primeiros oportunistas que encontraríamos no caminho dessas cidades que estão virando turísticas, o senhor queria cobrar R$200 (exatamente duzentos reais) para deixar a gente no trevo de Cumuruxatiba e assim tentarmos carona, nem fodendo que íamos pagar tudo isso em um táxi sendo que o ônibus não era nem R$15.
      Aproveitamos o intervalo para irmos no mercado para comprar o restante das coisas que comeríamos nos próximos dias. Voltando do mercado um senhor ofereceu para levar a gente por R$15 até Cumuruxatiba e nos deixaria onde quiséssemos, por esse preço não dá para recusar né...logo aceitamos!
      Chegamos em Cumuruxatiba por volta das 10h30 e junto conosco chegou uma puta de uma chuva! Como estava chovendo muito resolvemos parar em um restaurante para “encher a pança” antes de começar a caminhada.
      Encontramos PF há R$15 no Restaurante da EMA que fica atrás da igreja de Cumuruxatiba.
      Após comermos iniciamos o trajeto até Barra do Cahy era por volta das 12hrs.
      No começo da caminhada estava uma maravilha, tinha parado de chover, o sol estava entre nuvens, estava um vento agradável, a vista da praia era muito foda. Mas como nem tudo são flores o céu começou a fechar e logo começou a chover muito. Começou a ficar ruim para andar na areia com chuva e maré alta corremos para andar perto das vegetações.
      E foi desta forma que achamos o camping da Glória, onde decidimos entrar e ficar para esperar a chuva passar
      Pagamos R$ 30 pp, o camping é bem estruturado e tem uma “puta de uma vista”.

       
       
      2° dia - Barra do Cahy x Corumbau
      Percorrido: 16km
      Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
      Acordamos por volta das 5h para ver o Sol Nascer, mas o tempo não colaborou para um belo nascer do sol.
      Fizemos nosso café e enquanto comíamos olhavamos o site Tábua de Maré para saber o horário exato da maré morta, assim não teríamos surpresas ao chegar no Rio Cahy. Nesse dia a maré morta seria por volta das 9h portanto saímos do camping por volta das 9h já que estamos há uns 30min do Rio.
      Passamos pela tão famosa “placa do desembarque e pela Cruz do Marco do Descobrimento” (que cada um diz que foi em um lugar). Chegamos no Rio e ele estava realmente muito baixo e como diz os locais “a água berava o jueio”.
      A vista é espetacular, mas a maré estava subindo e isso dificultou a nossa passagem por um dos “cotovelos de falésias” onde atravessamos com a água “berando o jueio”, mas depois desse “cotovelo” já avistávamos a ponta de Corumbau que dizem que chega a 200m a dentro do mar (eu não tinha uma fita para medir, mas ia longe…).
      Após algumas horas de caminhada (até que tranquila já que o clima ajudou bastante), chegamos em Corumbau e fomos direto olhar o Rio para ter uma noção da maré no pico mais alto e ver se dava para atravessar na maré morta.
      Chegando perto do rio já fomos surpreendidos por um índio muito louco de cachaça que queria de todo jeito levar a gente para o outro lado, mas decidimos pernoitar em Corumbau e sair no dia seguinte.
      Encontramos o camping Ilha do Sossêgo do Seu Zé que nos cobrou R$10 pp.
      O camping não era tão estruturado, tinha banheiro e se quisesse usar a cozinha poderia usar a da casa do Seu Zé.
      Por volta das 18hrs a maré estaria quase morta então resolvemos ir no Rio Corumbau para ver a possibilidade de atravessar no dia seguinte. Mesmo a maré não estando morta dava para atravessar com a água na cintura, ou seja, na maré morta a gente passa com a água “berando o jueio”.



       
      3° dia - Corumbau x Caraíva
      Percorrido: 12km
      Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
      Acordamos por volta das 5hrs, mas novamente o tempo nublado não quis colaborar para vermos um belo nascer do sol.
      Enquanto preparavamos nosso café da manhã Seu Zé veio “trocar um dedinho de prosa” com a gente e tomar um cafezinho de mochileiro.
      Contou diversas histórias de quando era mais jovem e fazia esses caminhos a pé pois não tinha outra opção. Contou sobre como a vila e a aldeia vem crescendo nos últimos tempos e
      melhorando o acesso às cidades vizinhas. Contou mais um monte de histórias, típico de senhor do interior que já vivenciou muita coisa e  sempre tem bons "causos" pra contar.
      Depois de boa conversa com Seu Zé saímos para mais uma caminhada e já beirava as 9hrs onde passávamos tranquilamente pelo rio “berando o jueio”.
      Agora sim estávamos trilhando na Bahia o sol batia os 35° logo pela manhã e andar na areia fofa de Corumbau para Caraíva não estava sendo nada fácil. Pouco tempo andando na areia corremos para a estrada que liga Caraíva a Aldeia de Corumbau (onde passa muitos bugs), o chão ficou melhor para caminhar mas o sol e a ausência de vento continuava o mesmo. Cada sombra que encontrávamos tínhamos que parar para um descanso e em uma delas encontramos uma entrada de carro que dava para uma estupenda vista do mar esverdeado. Entramos e logo avistamos diversos coqueiros e o mar mais bonito visto até agora (Praia do Negro).
      Conversamos com dois senhores que estavam parados lá pegando coco e aproveitamos para pegar coco também pelo menos a água de coco para matar um pouco desse calor bahiano.
      Dali em diante seguimos pela areia até começarmos a avistar as aldeias de Caraíva e o calor nada de diminuir.
      Entramos no primeiro camping que vimos e negociamos um valor para ficarmos 2 noites já que estávamos com tempo e não tínhamos pressa de chegar em lugar algum.
      No camping do xando cobram R$15 pp e não é tão estruturado, os banheiros são compartilhado com a aldeia toda e a cozinha se quiser usar pode usar de uma das casas.
      Após fecharmos os dias no camping fomos conhecer a vila e realmente Caraíva é muito aconchegante, diversas casas coloridas e um povoado bem hospitaleiro, andamos bastante na vila e fomos para a barra para analisar o Rio e o nível da maré no seu pico máximo, aproveitando que estávamos lá ficamos para curtir o restante do dia.
      De noite fomos até a vila para conhecer o comércio e tudo é muito limpo e organizado, mas os preços são absurdos! Tudo é superfaturado (mesmo para um local de difícil acesso). Aproveitamos o horário para ver a maré morta para estudarmos uma forma de passar.
      Voltamos para a vila e curtir um pouco mais da noite e os poucos lugares abertos (talvez porque era uma quarta pós temporada).


       
      4° dia - Caraíva
      Percorrido: 0km
      Tempo estimado: dia de descanso
       
      Novamente acordamos as 5hrs e a neblina não ajudou no nascer do sol, mas também não dava para ficar muito tempo na barraca afinal estamos na Bahia.
      Após o café da manhã fomos na barra ver o nível na maré morta e se realmente dava para passar.
      Depois ficamos o dia todo curtindo a praia, a vila e o rio.
      A noite fomos em um MPB que estava rolando em um dos bares e a maioria dos comércios estavam abertos (creio que porque era quinta) diferente do dia anterior que estavam todos fechados.

       
      5° dia - Caraíva x Curuipe (um pouco mais pra frente)
      Percorrido: 12km
      Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
       
      Novamente acordamos as 5hrs para ver o sol nascer e o tempo nublado não ajudou, mas aproveitamos para tomar café e arrumar as coisas para sairmos.
      Após 10min de caminhada chegamos no Rio Caraíva no momento exato da maré morta e conseguimos passar com a água “berando o jueio”.
      Andamos aproximadamente 3km e chegamos na praia do Satu (homenagem ao antigo morador da praia) e, na minha opinião, o local é muito mais bonito que Caraíva e tem opção de camping agora.
      Seguindo pela praia de Satu passamos pela primeira lagoa que sabíamos que encontraríamos pelo caminho, mesmo estando vazia preferimos seguir pois sabíamos que havia outra logo a frente e que era ainda mais bonita. chegamos na segunda e paramos para admirar a paisagem e tomar um “banhão” naquela bela Lagoa esverdeada e de água morna.
      Para nossa surpresa pouco tempo depois da segunda lagoa encontramos uma terceira é essa terceira é bem agitada, mesmo na maré morta a água estava com um nível elevado e a correnteza forte pra caramba.
      Seguimos para a falésia onde subiríamos para chegar no espelho (e para bom um observador a trilha da falésia é vista de Caraíva). Subimos por uma escada que ajudou bastante, mesmo em construção, e logo avistamos a placa indicando a praia do espelho para esquerda, mas também tinha uma trilha para a direita que, aparentemente, iria para a ponta da falésia, claro que pegamos para a direita!
      E que bom que pegamos para a direita passamos por diversos mirantes com vistas de tirar o fôlego e conseguíamos avistar até Corumbau.
      Seguimos a trilha e encontramos as placas do espelho novamente, ou seja, devemos ter andado 1km a mais do que a trilha indicava.
      Descendo a falésia avistamos um mar surpreendente e a movimentação de turistas, deduzimos que estávamos bem perto da praia do espelho.
      Chegando na praia do espelho tava lotado de turistas, não tinha nem lugar para sentar mais portanto seguimos e Curuipe também não foi diferente. Lembramos que era sexta-feira e que a parte “tranquila” de praia tinha acabado.
      Andamos um pouco mais e decidimos parar para dormir do jeito que a gente gosta (no bivaque).

       
      6° dia - Curuipe x Trancoso
      Percorrido: 18km
      Tempo estimado: 4hrs
       
      Novamente acordamos as 5hrs e hoje sim valeu ter acordado cedo, que nascer do sol foda! Na nossa cara, saindo de dentro do mar.
      Tomamos café e saímos por volta das 7h30 para chegar no Rio dos Frades na maré morta.
      Após 1h de caminhada chegamos no Rio dos Frades e ele realmente é como falaram, largo e com muita correnteza. Mas como estávamos sempre atentos na tábua de maré sabíamos que estaria chegando a hora da maré morta e daria para passar, dessa vez a água chegou na cintura e foi um pouco mais trabalhoso a correnteza, mas passamos! Estamos firmes seguindo o plano de não pagar canoa proposto no início da trilha.
      Como estava bem cedo tinha muito pescador de polvo e de siri.
      Seguimos firmemente por todas as praias aproveitando o tapetão de areia firme formado pela maré morta e o sol entre nuvens também estava ajudando, tudo propício para andar mais de 15km.
      Após passar várias praias sem ninguém, começamos avistar muito, mas muito guarda sol e logo tivemos certeza que estávamos chegando em Trancoso pelas abordagens. Foram umas 5 abordagens de turistas perguntando onde estávamos, quantos km, se dormíamos (?) e essas coisas (até pediram para tirar foto com nossas cargueiras).
      Enfim, Trancoso e a muvuca de turistas e muita gente e sem paz nem Sossêgo. Fomos então para o famoso quadrado de trancoso, entramos na placa da associação, passamos por uma ponte de madeira que corta o mangue e já começamos avistar muitos carros principalmente subindo a estrada para o quadrado.
      Andamos pelo quadrado e lembra bastante Caraíva (só que 3x maior e mais cheio de gente), paramos no mercado pra comprar uma breja e brindar a caminhada.
      Enquanto conversávamos sobre como Trancoso estava cheio e como a cidade estava grande (tem de tudo por aqui mas para alta sociedade) uma senhora abordou a gente e perguntou se não queríamos ficar no camping dela que era R$15 pp e ficava bem próximo da praia.
      Aceitamos e fomos para a Casa Harmonia. O lugar está começando agora, mas a recepção foi bem boa e decidimos pernoitar nele mesmo.

      (Como estava tudo muito cheio, praticamente não tiramos fotos)
      7° dia - Trancoso x Porto Seguro
      Percorrido: 21km
      Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
       
      Como estávamos em um camping tranquilo, não tinha vista pro mar e era praticamente o último dia de trekking resolvemos aproveitar mais para dormir. Acordamos por volta das 7hrs, tomamos aquele café da manhã que acaba com tudo o que tem pra ficar mais leve e seguimos.
      A praia dos nativos é bem bonita e ainda não tinha muitos turistas, pois era bem cedo. O tempo, novamente, ajudou para mais esse dia de caminhada. Sol entre nuvens, areia firme, maré baixa e pé na areia!
      Pouco tempo de caminhada passamos pelo rio da barra que estava com a água “berando o jueio” e assim finalizamos nosso acordo de não pagar canoa para atravessar nenhum rio!
      A vista de Trancoso para Arraial é igual todas que estávamos vendo até hoje, mar azul, mar verde, falésia, areia grossa, areia fina e céu azul tudo muito foda como foram esses 7 dias.
      Após algumas horas de caminhada começamos ver a movimentação dos turistas andando pela praia e assim foi até chegar na Praia do Mucugê (uma das praias de Arraial d'ajuda). Entramos em uma ruazinha para conhecer a vila e me apaixonei por ela. De todos os lugares que passamos Arraial d'ajuda foi o que eu mais gostei. Casinhas coloridas, bares e restaurantes temáticos, ruas de pedras, nativos bem receptivos, preços não era tão abusivos...era praticamente uma cidade grande com cara de interior na praia (ótima denominação).
      Andamos bastante por arraial d'ajuda e seguimos pela praia até a balsa para passar para Porto Seguro e finalizarmos nosso trekking.
      A praia dos pescadores e Araçaipe nem se comparam com as praias que passamos tanto pela cor do mar como pela vista e a movimentação dos turistas.
      Chegamos na balsa e para atravessar para Porto Seguro não paga, mas para voltar para Arraial d'ajuda tem uma taxa de R$5.
      Descemos da balsa e fomos andando pela passarela do descobrimento para dar uma olhada na orla de Porto Seguro (e uma analisada nos preços das coisas) fomos até a ponta onde começa a praia e voltamos para finalizar nosso trekking com chave de ouro.
      Paramos em um bar para beber uma breja e comer porque ninguém é de ferro!


      Foram 7 dias de trekking, mais de 100km andados e 90km gravados, valeu cada esforço! Dava para ter feito em menos dias, mas não tínhamos pressa de nada e fomos aproveitando cada minuto desse pedacinho do Brasil de tirar o fôlego.
      O litoral Bahiano não deixa de ser uma bela atração para todos os gostos e nunca desanima.
      Quem sabe um dia a gente não segue subindo até onde der 😁
      Link do trekking no wikiloc: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trekking-do-descobrimento-23334805
      Para mais fotos e dúvidas (@sobralsemfreio):
      https://www.instagram.com/sobralsemfreio/
    • Por Hélio Jr1502432675
      Este post não é um relato de viagem, trata-se um roteiro de trekking fruto das minhas experiências no interior do vale. Como nem todos tem tempo e/ou dinheiro pra passar vários dias no interior do Pati, segue a sugestão de um roteiro "completo" - com todos os principais atrativos - que pode ser feito em 3 noites - um feriadão qualquer!
      Este trekking pode ser feito com a presença de um guia local ou de forma autônoma. Não há OBRIGATORIEDADE de contratar guia, tampouco não é obrigatório ficar nos pontos de apoio.
      QUEM PODE FAZER? Qualquer pessoa com um mínimo de condicionamento físico. Embora não seja uma trilha altamente exigente, é necessária alguma condição física para percorrer distâncias razoáveis (+10km) por trilhas em dias consecutivos.
      QUANDO FAZER? Qualquer época do ano, na Chapada não é comum chover por vários dias seguidos sem parar. Pesquise a previsão do tempo antes. Se puder, faça este trekking após um período de chuvas na região, assim contemplará o Cachoeirão a todo vapor.
      ONDE INICIAR? Como a ideia é encurtar as distâncias para aproveitar o máximo, a sugestão é começar nas entradas mais próximas ao Vale do Pati, que são: Trilha dos Aleixos e Beco do Guiné. Ambas entradas estão nas proximidades do povoado de Guiné, pertencente ao município de Mucugê. O caminho pela Trilha dos Aleixos é 1km mais curto que o do Beco do Guiné (distância do início até o Mirante do Pati). Se a opção do primeiro dia for o Cachoeirão, a trilha dos Aleixos é cerca de 2.5km mais curta.
      Para reduzir as distâncias de carro, sugiro da seguinte maneira: quem vem de Lençois ou Palmeiras, comece pelo Beco do Guiné; quem sai de Ibicoara, Andaraí ou Mucugê, comece pela Trilha dos Aleixos.
      1º DIA: GUINÉ X IGREJINHA: 8km
      Dia de entrada no Vale, seja pela Trilha dos Aleixos ou pelo Beco do Guiné. Quem sobe pelos Aleixos tem a opção de banho no Rio3h Preto após 4km de caminhada. Quem vem pelo Beco também passa pelo Rio Preto, mas em um local diferente. Adiante terá o Mirante do Pati, com visual clásssico do Vale. Descida pela Rampa do Pati e chegada à Igrejinha (casa de João Calixto).
      Tempo de movimento: cerca de 3h, descontando as paradas.
      Pernoite: Igrejinha como apoio (pensão ou camping) ou seguir a trilha em direção ao Rio Pati (Cachoeira dos Funis) até um descampado próximo ao rio.
      2º DIA: IGREJINHA X PREFEITURA: 11km (Funis e Castelo/Morro Branco)
      Saída da Igrejinha para o Rio Pati, pelo Cemitério. Na chegada ao leito do rio, a trilha segue pelas margens e, em alguns trechos, pelo leito. Neste ponto o Rio Pati possui diversas quedas, formando alguns poços interessantes para banho. A queda principal, que também forma um bom poço para banho, é conhecida como Cachoeira dos Funis, está a cerca de 40 minutos da Igrejinha (1.8km).
      Depois de aproveitar o rio, seguir descendo até encontrar a trilha de saída para casa de Sr. Wilson, onde finaliza a caminhada pelo leito. Após a casa de Sr. Wilson tomar um atalho à esquerda, para interceptar a trilha do Castelo. Caso esteja com cargueira, pode optar por escondê-la em algum canto, antes de iniciar a subida, ou deixá-la na casa de Sr. Wilson ou de Agnaldo. A subida é bem acentuada e pode ser escorregadia, caso tenha chovido recentemente, possui cerca de 2km.
      Entre Funis e topo do Castelo são aproximadamente 2h de caminhada. Castelo x Prefeitura também são cerca de 2h.
      Tempo de movimento: cerca de 5h, descontando as paradas.
      Pernoite: sugiro na Prefeitura (Casa de Jailson), para adiantar o dia seguinte. Porém são muitas as opções no caminho: Agnaldo, Dona Leia, Dona Raquel, João e André. Para camping natural sugiro uma área do outro lado do Rio Pati, próximo a Prefeitura.
      3º PREFEITURA X SR EDUARDO (CASA DO CACHOEIRÃO): 15km (Cachoeira do Calixto e Poço da Árvore)
      Saída da Prefeitura para a Mata do Calixto, atravessando o Rio Pati. São aproximadamente 4.5km (2h) até a Cachoeira do Calixto. Fazer o trajeto sem as cargueiras, deixando guardada na Prefeitura. Se a pernoite anterior for na casa de Agnaldo, pode seguir pela trilha da margem esquerda do Rio Pati (não passa na Prefeitura), deixando as mochilas escondidas no acesso à mata do Calixto.
      No retorno da Cachoeira do Calixto, passagem pela Prefeitura. Cerca de 1km após a Prefeitura está o Poço da Árvore, que é um opcional no trajeto.
      Tempo de movimento: cerca de 6h30, descontando as paradas.
      Pernoite: sugiro na casa de Sr. Eduardo, onde o filho Domingos toma conta. Para camping natural, sugiro uma área após a Casa de Seu Eduardo, próxima ao ao Rio Cachoeirão.
      4º SR EDUARDO X GUINÉ: 20km (Cachoeirão por baixo e por cima)
      Saída da casa de Sr. Eduardo sentido os poços do Cachoeirão, trilha com duração aproximada de 1h. Se estiver com cargueira, deixe ela no entroncamento com a trilha da fenda do Cachoeirão. O acesso aos poços é bem irregular e será mais difícil transportando uma cargueira. Sol no poço até o início da tarde, porém sugiro a saída do local até, no máximo, 12:00. No retorno do poço, subir pela trilha da fenda, que, apesar do nome, não possui tanta dificuldade técnica.
      São 2 a 3 horas de subida até o topo do Cachoeirão, onde será possível contemplar a vista da 4ª cachoeira mais alta do Brasil e nadar em um pocinho em meio a mata. Deixando o Cachoeirão, a trilha segue pelos gerais até iniciar a descida da Serra do Esbarrancado. São 10km até o final dos Aleixos e 12km até o fim do Beco do Guiné. Sugiro sair do topo até às 15h, para não trlhar no escuro.
      Tempo de movimento: aproximadamente 7h, descontando as paradas.
      Último dia de trekking, caso queira optar por mais uma pernoite, a opção é o topo do Cachoeirão ou em algum ponto viável do gerais.
      CONSIDERAÇÕES:
      Desta forma, o trekking proposto tem aproximadamente 55km. Sugiro fazer neste sentido pois, na maior parte do tempo, a caminhada terá o relevo favorável.
      Dos atrativos conhecidos do Vale do Pati, o único não contemplado neste roteiro é o cânion do Guariba, que fica próximo a Casa de Joia, na saída para Andaraí.Alguns locais possuem mercadinho (Igrejinha e Prefeitura), onde é possível comprar alguns produtos básicos. Preços bem superiores ao de mercado, cabe frisar.
      Se possível, utilize calçados impermeáveis, de preferência botas. Leve o mínimo de peso possível nas cargueiras.
       
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