Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Bate-Volta Radical em Paranapiacaba

Postado
  • Membros

PARANAPIACABA: VOLTA NA SERRA RADICAL

 

Próxima da paulicéia e cercada de mata atlântica por tds os lados, Paranapiacaba revelou faz tempo sua vocação p/ aventura. E opções é q não faltam. Fora os passeios tradicionalmente conhecidos, há aqueles menos (ou nada) divulgados, s/ mencionar aqueles q a criatividade inventar. E foi assim q, aproveitando uma brecha de sol numa semana totalmente comprometida, encaramos uma variante + radical da conhecida "Volta na Serra". Descemos os 800m do planalto pela "Picada dos Tupinambás" até o Mogi, p/ depois subir td novamente pela pouco conhecida "Trilha do Padre". Um circuitão cuja beleza de atrativos, traduzidos em visus espetaculares e incontáveis poços p/ banho, são proporcionais à demanda de fôlego e disposição p/ perrengue. Num dia só.

 

As chuvas da ultima semana haviam cristalizado minha decisão de permanecer em casa no fds. No entanto, a súbita brecha de bom tempo no sábado alentou possibilidade de tornar produtivo o domingo. Por conta disto tudo foi em cima da hora. Algumas idéias na cabeça, liga aqui e ali e pronto. Assim, eu, Ângelo, Tânia e Eliana tomamos o trem das 7hrs, onde nos deparamos c/ o folclórico Seu Caneco, q c/ sua prosa em alto tom não nos deixou dormir no vagão. Não bastasse no trem, encontramos novamente o tiozinho, distribuindo folhetinhos no ponto de bus em RG da Serra. Por sorte, desta vez ele não embarcou junto c/ seu discurso ecológico previamente decorado.

 

Chegamos, enfim, em Paranapiacaba as 9hrs. O sol brilhava c/ forca total num céu despido de nuvens, iluminando a ilustre vila inglesa de forma impar, ainda mais p/ q/ estávamos acostumados a vê-la c/ seu tradicional "fog londrino". Após uma rápida passada na vila p/ registrar estes momentos raros, zarpamos de vez em direção ao inicio da "Raiz da Serra", onde nos detivemos + uma vez p/ apreciar o visu do Mirante. Lá, o Vale do Mogi se debruçava sinuosamente serra abaixo num visu espetacular. A paisagem era enquadrada principalmente de verde, mas terminava c/ as alvas e fumegantes fabricas de Cubatão, ao fundo, limitadas pelo mar e céu azul, logo acima.

 

Começamos a trilha as 9:20, c/ o altímetro do Ângelo marcando 805m. O calor inicial foi substituído pelo frescor da mata fechada na qual adentramos, ornada principalmente de maria-sem-vergonhas e lírios d´água. O clima inicial da pernada era de descontração, mesmo qdo chapinhávamos na água q escorria por boa parte da trilha. As bicas e nascentes fartas de água reforçavam a idéia q as chuvas recentes haviam sido generosas à serra. Havia + gente na trilha, mas logo o bafafá da muvuca de grupos e excursões q tb aproveitavam aquele dia privilegiado foi substituído pelos sons da mata, enqto nos afastávamos mais e mais da vila.

 

No descampado da 2ª torre de alta tensão tivemos um visu da verdejante serra oposta, cortada por duas linhas férreas pelas quais passava constantemente uma ruidosa composição. E assim nos enfiamos novamente na mata, p/ começar a descer em largos ziguezagues, ora íngremes ou não, alternando chão batido, pedras e algumas valas erodidas. Logo adiante emergimos brevemente da mata, cercados de samambaias, apenas p/ sentir a forca do sol tostar nossa cachola e constatar q qto + descíamos + quente ficava. Aqui tb reparamos q a picada literalmente acompanha o largo aceiro das linhas de alta tensão serra abaixo, ora de um lado ora de outro, em meio à densa floresta.

 

Novamente no frescor da mata, a Eliana começa a sentir a descida, mas a tranqüilizamos c/ o tradicional "falta pouco!". Mas depois, porem, fui obrigado a "chicoteá-la" p/ q seguisse adiante, s/ lamentações. P/ romper o silêncio, o Ângelo contava "piadas" q fariam corar de vergonha o Didi Mocó, e a Tânia achava graça apenas por educação. As 10:45 atravessamos o 1º riachinho, p/ em seguida andar num brejal perfumado pelo aroma dos enormes lírios q ornam a trilha. O 2º riachinho é atravessado saltando pedras ou enfiando o pé na água. Tds optaram pela segunda opção, à exceção do Ângelo, q acabou resvalando e se molhando + q a gente. Na seqüência bordejamos uma íngreme encosta por trilha estreita, acompanhando o tal 2º rio, q desce furioso numa sucessão de poços e cachus à nossa esquerda.

 

No caminho, mais uns 2 pequenos riachos são transpostos s/ dificuldade, ate a picada se afastar do rio e descer suavemente. Um último rio é atravessado e a umidade toma conta da trilha enqto os rugidos de um rio maior vão se tornando + audíveis. E não deu outra, as 11:30 chegamos ao Rio Mogi num bucólico e prazeroso local chamado "Prainha", p/ alegria geral. O altímetro marcava exatos 100m. Incrível como o sol de quase meio-dia incidindo c/ td seu esplendor tornava maravilhosamente deslumbrantes aqueles mesmos poços q noutras ocasiões passaram, s/ despercebidos; apresentando tonalidades q variavam do turquesa ao esmeralda, esses piscinões e pequenas cachus foram motivo de pit-stop maior, seja p/ nos refrescarmos, p/ ficar a mercê da massagem de suas corredeiras ou apenas p/ permanecer estendidos sobre as pedras, descansando e tomando sol.

 

Após lanchar num banco de areia, partimos quase 12:30. Agora tínhamos q seguir pelo rio, fosse pela suas margens secas e forradas de pequenas pedras, mas principalmente chapinhando pelo Mogi mesmo, c/ água ate as canelas. O sol bate rijo e o calor esta terrível, e varias paradas são necessárias p/ beber água e molhar o rosto. O rio circula em meio a uma larga avenida de pedras semi-descobertas e não oferece maiores dificuldades, mas eu e o Ângelo respeitamos a lentidão das meninas, pouco habituadas a este tipo de programa; auxiliadas por um cajado improvisado, ambas tateiam duas vezes o terreno antes de pisar c/ segurança nalguma pedra!

 

E assim vamos descendo o rio aos poucos, contornando eventuais poções e cachus pelos corredores pedregosos q se apresentam repletos de poças, onde girinos nadam alegremente. As 13hrs passamos pelo 1º poção, onde descansamos brevemente na enorme pedra q serve de "trampolim". Contornando a mesma pela esquerda por uma discreta picada, logo caímos no rio novamente. 15min depois passamos pelo 2ª poção, onde o Ângelo dá um tchibum e as meninas fazem outro breve descanso.

 

Não demora p/ rio se bifurcar, as 13:30, onde tomamos a ramificação da direita, mesmo sabendo q mais adiante os cursos d´água se reúnem outra vez. Contudo, antes disso percebe-se a discreta picada saindo pela margem direita. É aqui q deixamos o rio, as 13:40, p/ caminhar em terra firme. Ou quase, já q boa parte da trilha é o mais puro brejo em meio as altas moitas de lírios d´água, mas mesmo assim o avanço é bem + rápido. Passamos por bananeiras e uma bem-vinda bica - um córrego q desce a serra - onde abastecemos tds as garrafas, já q esta será nossa ultima água pelas próximas 3hrs.

 

A picada acompanha o rio em meio ao frescor da sombra da encosta a direita, ate q finalmente desembocamos numa picada maior, as 14hrs. É aqui onde começa o árduo retorno, a 50m acima do nível do mar. Tomando à direita, subimos lentamente c/ forte inclinação por uma trilha q apresenta um mato relativamente alto, principalmente jardins com marias-sem-vergonhas. O avanço é lento, porem regular. A vegetação oculta a trilha, o q demanda cautela nos trechos escorregadios ou íngremes, onde nos firmamos no arvoredo a disposição. Mas logo caímos numa vala maior, forrada de coquinho, onde o caminhar torna-se + fácil, embora ainda se ganhe altura rapidamente através de largos e intermináveis ziguezagues. Eventuais janelas na mata permitem algum visual, onde a brisa sopra e refresca nossos rostos suados.

 

As 14:50 a picada nivela numa crista, com mato caindo de ambos lados, e logo chegamos na clareira das torres de alta tensão. A vegetação novamente toma conta da trilha, principalmente de urtigas, q foram as maiores vilãs da subida. Bem q tentamos descansar nas torres, a 335m apesar da mata alta e do sol inclemente na cabeça, o consolo era o visual q daqui se tinha, simplesmente espetacular! Mas ao invés de descansar no sol, optamos por fazê-lo no frescor da sombra da vala, um pouco mais acima, após sair à esquerda do aceiro principal. De fato, o mato havia crescido a pto de ocultar a trilha. Se não conhecêssemos aqui de outros carnavais não encontraríamos a continuidade do caminho.

 

Pois bem, após breve descanso e muitos goles d´água, continuamos a subida pela "trilha", isto é, pela vala. Menos mal q aqui não havia mto mato crescido, mas havia muitas arvores e mato tombado, principalmente matacões de urtigas, palmeiras, samambaias espinhentas e emaranhados de teias!!! Em função disto, o Ângelo tomou a dianteira p/ abrir caminho c/ seu facão, mas ainda assim a Tânia ganhou arranhões de urtigas e eu forrei a mão c/ espinhos. Isso s/ falar na declividade acentuada.

 

A passo de "tartaruga manca" alcançamos os 340m de uma crista, onde brechas nos brindavam c/ algum visu. A partir daqui a subida arrefece e torna-se agradável, ate alcançar um selado q pode gerar confusão em função da mata alta. Buscando bem, a trilha continua lá acompanhando a crista. Mas td q é bom dura pouco, pq outra vez nos vemos subindo forte, aos ziguezagues. Alem da declividade e do mato caído, cipós tendem a nos segurar, atrasando + o avanço. Ai nossa preocupação passou a ser chegar ate o final c/ luz natural, ate pq nenhum de nos havia trazido lanterna. Q mancada! Por conta disso resolvo carregar a mochila da Eliana, cujo rosto corado do arfar constante não escondiam sua falta de condicionamento. A Tânia, por sua vez, levou na boa; ou conseguiu disfarçar muito bem.

 

As 16:40 caímos noutra crista bem + roçada e c/ chão folhado, na faixa dos 520m. Aqui aparenta nivelar, mas é por pouco tempo, novamente passamos a subir forte, serpenteando serra acima, p/ penúria da pobre Eliana, q provavelmente devia estar repensando seriamente em aceitar novo convite deste naipe. As 17:20 damos noutra crista, nos 630m, onde sentamos no chão a fim de um breve pit-stop. Mas não por mto tempo, pq perigava a Eliana não levantar mais. Tínhamos q aproveitar o corpo quente e avançar o máximo q pudéssemos. Estávamos tds exaustos e ralados, uns mais q outros, mas havia q continuar. Eu e o Ângelo buscávamos animar as meninas, mas parece q nem as piadas infames dele já surtiam efeito.

 

Felizmente aqui a subida arrefece, e assim ganhamos os 750m do alto da serra as 17:45. A partir daqui a pernada acompanha a crista, sinuosamente, s/ maiores dificuldades. Passamos até por uma curiosa arvore c/ raiz exposta, q mereceu vários cliques. O tempo agora estava nublado, e nosso receio era q viesse chuva, o q felizmente não ocorreu. Pois bem, da crista, a picada se espreme em suaves sobe/desce pela encosta, atravessa uma rústica ponte p/ somente depois deixar a borda da serra e rumar p/ interior do planalto, enqto nuvens alvas se chocavam nos paredões ao redor.

 

Enfim, após andar um tanto em meio a algum mato alto, caímos numa picada bem + batida e, finalmente, na pontezinha sobre o córrego q sinaliza o fim da trilha, as 18:20. Fim de trilha, mas não de trip. Ainda tínhamos um bom trecho ate o asfalto. Como nosso lanche já havia terminado faz tempo e não víamos a hora de degustar comida de verdade, esse foi nosso estimulo p/ continuar caminhando.

 

Após um breve descanso p/ troca de meias, tomamos à esquerda na estrada de terra q se segue, na qual andamos um bom tempo. Logo caímos nos fundos de uns galpões, q seguindo em frente nos levam a uma propriedade particular aparentemente abandonada. Lá, um cara nos chamou a atenção c/ uma espingarda na mão! Era o segurança, q nos avisou q mais adiante havia uns cachorros. Explicamos q apenas passeávamos e queríamos somente sair, e ele nos acompanhou gentilmente ate o portão de saída. Pisamos no asfalto as 19:20. Cruzamos p/ outro lado e tomamos o bus 10min depois, rumo RG da Serra, onde paramos merecidamente na padoca a fim de fazer uma boquinha e bebemorar a árdua empreitada.

 

Na seqüência, tomamos o trem de volta p/ Est. Da Luz as 20:30, trajeto q fizemos embalados no mundo dos sonhos, onde nos despedimos e cada um seguiu rumo o aconchego de seu lar. O semblante de tds não escondia o cansaço, mas a satisfação do dever cumprido já valia a pena. Pra Eliana então, a sensação de vitoria era redobrada, pois mesmo se arrastando foi ate o final, decidida, embora caminharia feito o Robocop pelo resto da semana. Mas é por estas pequenas, porem significativas superações, q aventuras deste quilate valem a pena. Aventuras q Paranapiacaba tem de sobra. Por isso ela será sempre a opção nº 1 pra qq fds de bom tempo. Pq alem de ser a nossa tradicional porta de entrada da nossa grandiosa Serra do Mar, sempre terá opções ate onde o fôlego alcança.

 

 

Algumas pics da bodega

http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1214

Featured Replies

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.