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Argentina

28 motivos para viajar pelo norte da Argentina e o porquê não conseguimos chegar ao Atacama

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Salinas Grandes - Argentina

Depois de algum tempo planejando e muita ansiedade, em maio desde ano teve início a Expedição Atacama do Promoção Relâmpago Passagens, site para o qual eu escrevo e falo sobre promoção de passagens aéreas e, também, quase que diariamente publico listas com passagens aéreas baratas para os mais diversos destinos do Brasil e do mundo.

Nossa expedição Atacama, teve início em Foz do Iguaçu/PR, terra das Cataratas, de onde seguiríamos de carro até San Pedro do Atacama, no Chile, hipoteticamente nosso destino final e sonho de consumo.

A ideia era conhecer pelo caminho que nós levaria ao Deserto do Atacama, diversos pontos de interesse no norte da Argentina, lugares que poucas pessoas conhecem por serem pouco difundidos, como a Quebrada das Flechas e das Conchas, Purmamarca, Salinas Grandes e o Cerro Hornocal.

E essa parte nós conseguimos! Vimos todos estes lugares e, abaixo, selecionamos fotos que por si só são os motivos pelos quais você também deveria fazer esta viagem de carro pelo norte da Argentina, é incrível! Não, não… é SURREAL!

O que nos frustou bastante foi que quase lá, a cerca de 200 km do nosso destino final, o Deserto do Atacama (depois de termos rodado 1.700 km e super ansiosos), foi em nossa última parada em posto de combustível que descobrimos que… o Paso de Jama que nós levaria até San Pedro de Atacama cruzando a fronteira da Argentina com o Chile, estava CERRADO, FECHADO, no puede pasar mi amigo. O motivo: 3 metros de neve na pista! Impedindo que qualquer veículo trafegasse por ali.

Sem outra alternativa, nós até aguardamos alguns dias sem nos afastarmos muito da fronteira para ver se o Paso de Jama abriria, mas não foi isso que aconteceu, então fizemos nossa viagem de volta para casa.

Mas não pense voltamos tristes não, na bagagem trazíamos a felicidade de termos conhecido lugares extraordinários que o norte da Argentina nos reservou e que vocês conferem, abaixo.

28 motivos (fotos) para te inspirar a viajar de carro pelo norte da Argentina

Foi saindo de Salta em direção a Cafayate, na Argentina, uma cidade pequena, muito bonita e que produz vinho, que nós vimos as primeiras paisagens cinematográficas da nossa viagem. Estávamos passando pela Quebrada das Conhas que é um vale formado pelo rio das Conchas, com cerros e montanhas, são tantas cores! Paisagens que tocam a alma.

Quebrada das Conchas na região de Cafayate – Argentina

Que lugar! Quase não havia transito na estrada, neste dia cruzamos apenas com um carro e uma moto, podíamos tranquilamente parar para tirar fotos e subir em alguns mirantes. Foi um dia inesquecível!

Depois de ficarmos abismados com a Quebrada dos Conchas, foi por essa magnifica estrada que chegamos na cidade de Cafayate, onde dormimos e no dia seguinte saiamos para conhecer a Quebrada das Flechas (fotos, abaixo), que também fica colada em Cafayate.

Cafayate é uma cidade charmosa e aconchegante, você pode se hospedar nela e conhecer ambas as quebradas.

Quebrada das Flechas, pertinho de Cafayate – Argentina

Outra estrada que cruzamos apenas com um ou dois veículos. Impossível dizer qual a quebrada mais bonita, recomendamos que você tenha um dia inteiro para percorrer cada uma delas.

Depois disso seguimos para Purmamarca, Cerro Hornocal e Salinas Grandes, que também renderam belas fotografias e lembranças ainda mais belas.

Purmamarca – Argentina

Apesar de não termos muitas fotos de Purmamarca, nós a amamos! Uma cidade bem pequenininha, com boas opções de hospedagem, bons lugares para comer e cores lindas! Só faltou um posto de combustível, rs.

Depois de Purmamarca que fica a 2.324 metros de altitude, nós subimos ainda mais! Fomos visitar o Cerro Hornocal, também conhecido como o “cerro de los 14 colores”, a 4.350 metros de altitude.

O cerro é a principal atração do povoado de Humahuaca que fica perto de Pumamarca, onde estávamos hospedados, deu pra fazer um bate e volta sem qualquer pressa.

Cerro Hornocal, Humahuaca – Argentina

É, eu estava feliz, mas a altitude meus amigos, é de tirar o fôlego! A dica é caminhar bem devagarinho, levar água e lanche, pois aí não existe nada, a não ser uma pequena casa de um vigia.

Abaixo, separamos mais algumas fotos do nosso caminho até Salinas Grandes e é claro, de Salinas Grandes.

O caminho até Salinas Grandes, o deserto de sal na Argentina

A estrada que sai de Purmamarca e vai até Salinas Grandes é sinuosa, nos leva a grandes altitudes e é muito linda. Bem lá no alto, encontramos duas senhoras vendendo balas feitas da folha de coca. Comprei algumas para minha parceira que não se deu muito bem com a altitude, já eu senti os efeitos da altitude de leve o que não atrapalhou em nada. As balas ajudaram!

Salinas Grandes - Argentina

 

Logo depois disso, descobrimos que não conseguiríamos cruzar a fronteira da Argentina com o Chile para conhecermos nosso destino final, o Deserto do Atacama. O.K. Voltaremos em uma próxima oportunidade.

Espero que tenha gostado do post e que as fotos aqui apresentadas sirvam de inspiração para que você também conheça estes lugares incríveis no norte da Argentina.

Para mais viagens como esta e dicas de passagens aéreas promocionais nacionais e internacionais, acesse nosso site, Facebook e Instagram.
Texto e fotos: Jonathan Anderle.
Ofereceu este post: Promoção Relâmpago Passagens.

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Argentina

Santiago x Buenos Aires: Pra onde ir?

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Para mim os lugares deste mundo são incomparáveis, cada um tem seu charme, beleza e seu mundo particular, que tanto pode encantar ou desagradar qualquer um. Mesmo assim, uma dúvida comum entre a maioria dos brasileiros, principalmente os que estão viajando pela primeira vez para o exterior é a seguinte: “Pra onde devo ir: Buenos Aires ou Santiago?”

Para te ajudar a escolher o destino certo de acordo com a experiência que procura, resolvi listar os principais pontos positivos de cada uma destas cidades magníficas da América do Sul, para que assim, sua escolha seja a mais assertiva possível.

E primeiramente vamos começar por onde mais interessa: Seu bolso.

1-Passagem aérea e voo.

Ponto: Buenos Aires.

Hoje com uma pesquisa bem feita e com escolha das datas certas, você consegue encontrar voos na mesma faixa de preço para as duas cidades, só que BsAs leva vantagem, pois há mais voos e companhias aéreas partindo de São Paulo, com isso é mais fácil de encontrar promoções. Outra Vantagem é em relação ao tempo de viagem em um voo sem escala, sendo que para chegar a Santigo são 4 h 19 min de viagem, uma hora e vinte minutos a mais que para capital argentina (referência Guarulho).

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2- Qual o destino mais barato?

Ponto: Santiago.

Mesmo o câmbio paralelo argentino favorecendo o turista brasileiro, Buenos Aires é uma cidade com atrações mais caras. De acordo com o site: QuantoCustaViajar, uma viagem para capital chilena fica 25% mais barata. Claro, que isso é uma média, e vai depender dos seus gastos, mas já é uma boa referência.

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3- Qual é mais atraente?

Ponto: Buenos Aires.

Isso é questão de gosto, e muito pessoal. Eu gostei mais de BsAs. Achei a cidade melhor estruturada para o turista, além de ter um estilo mais europeu, com as avenidas largas e a própria arquitetura das casas dão um toque especial a cidade. A cidade a noite também é mais interessante.

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4- Quais hermanos são mais simpáticos?

Ponto: Santigo.

Todo mundo sabe que nós brasileiros temos uma rivalidade sem sentido com os argentinos, e vice e versa, e isso é um pouco perceptível. Só que em Santigo, na minha experiência, encontrei mais pessoas educadas e solicitas com turistas. Sempre simpáticos e sorridentes. Alguns taxistas na argentina são malandros demais com a gente também, o que desanima um pouco.

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5- Onde se come melhor?

Ponto: Empate.

Depende muito do paladar de cada um, eu prefiro os Chorizos à frutos do mar, muito típico do mercadão da capital chilena. Em ambos países você irá encontrar bastante diferença na culinária. Não estranhe comer abacate com tudo no chile…rs. Faz parte da experiência.

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Foto: Como comparar paella com chorizo?

6- Melhor lugar para compras?

Ponto: Buenos Aires.

Eu não viajo para comprar, mas aproveito sempre o que vale a pena. E há pessoas que viajam e só pensam em comprar. Se você é destes vai preferir, Buenos Aires, onde encontrará mais lojas, shoppings e marcas famosas com preço bem em conta.  Na rua Florida há diversas lojas, marcas famosas e muitos artigos de couro. Na capital argentina você também encontra várias lojas de outlet  e cosméticos a ótimos preços.

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Outros diferenciais a se considerar:

  • Santigo: Está próximo a vinícolas, o que permite um tour bem interessante. Esta também a uma hora e meia do principal balneário do país.

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  • Buenos Aires: Próximo a Luján, a Aparecida do Norte da Argentina, onde também há aquele zoológico super procurado para tirar fotos com os animais. Você também se estiver com o cronograma livre, pode fazer bate e volta para Colonia del Sacramento no Uruguai, uma cidade super charmosa.

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Nesta disputa de gostos, penso que vale a pena conhecer logo as duas e tirar suas próprias conclusões. Santigo tem aquele charme de ser rodeada pelas Cordilheiras dos Andes e Buenos Aires com seu tango e suas avenidas largas nos faz sentir bem só de andar nas ruas.

Pode apostar, você irá voltar deslumbrado de qualquer uma delas.

Se interessou??

Para saber mais: Dê uma olhada nos roteiros completos que o Quero Mochilar tem nas duas capitais e ainda em outras cidades dos países:


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Argentina

Córdoba (Argentina) sob a visão de uma brasileira

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Olá Desbravadores!

Uma das maravilhas da vida, na minha humilde opinião, é conhecer alguns destinos pelos olhos de seus moradores. Quando essa moradora é uma brasileira, a história fica 100 vezes melhor! Assim surgiu o convite para que a Thais Mettitier nos contasse sobre Córdoba, na Argentina, vamos conferir?

Córdoba por Thais Mettitier

Há um ano, quando meu esposo me contou da oportunidade de viver na Argentina, fiquei eufórica. Confesso que, para mim, Argentina era resumida em Buenos Aires, e nunca tinha me encantado a ideia de conhecê-la.

Pois bem, a oportunidade se consolidou e o destino era Córdoba-AR, mas… pera aí! Que lugar é esse? E Buenos Aires? Foi aí que descobri que não é só de Buenos Aires que vive a Argentina.

cordoba_agFoto: Creative Commons

Lhes apresento, Córdoba: uma cidade encantadora com 1,39 milhão de habitantes, arrisco dizer pacata, pois nos remete às cidades de interior, mas que tem seu esplendor de cidade grande. Localizada na região central do país, e para nossa surpresa, a segunda maior cidade da Argentina.

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Foto: Creative Commons / Universidade Nacional de Córdoba

É considerada uma cidade universitária, sendo a Universidade Nacional de Córdoba a mais antiga do país e uma das mais importantes da América Latina, o que atrai a atenção de muitos estudantes.

Córdoba foi colonizada pelos espanhóis e por isso agrega muitos monumentos históricos, edifícios, museus, igrejas e diversos outros pontos turísticos, como parques, praças e La Cañada: um rio que vem da serra, passa por grande parte da cidade e, no centro, se une ao Rio Suquía. Uma curiosidade, é que este fluxo foi canalizado em 1930 e provocou inundações desastrosas. Hoje, La Cañada é um grande ponto de referência para os cordobeses, tem toda uma estrutura para conter as inundações e é incrível ver o quanto o rio sobe. Com certeza ele é um charme à parte da cidade.

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Foto: Creative Commons / La Cañada

Outro queridinho de Córdoba é o prédio histórico Manzana Jesuítica, localizado no centro da cidade e declarado Patrimônio Mundial da Humanidade, local onde os jesuítas iniciaram diversos estudos sobre o corpo e a mente, dando origem à Universidade Nacional de Córdoba.

Falando sobre os jesuítas, eles têm grande importância na cultura e formação histórica da cidade. Prova disso é o Camino de las Estancias Jesuíticas, uma rota turística que passa por seis cidades vizinhas à Córdoba Capital, mostrando a cultura, tradição e costumes desse povo.

Manzana Jesuita, Córdoba, Argentina

Foto: Creative Commons / Manzana Jesuita

Como se não bastasse toda a riqueza cultural, Córdoba possui belíssimas igrejas, como a Catedral da Praça San Martin, ponte de saída do ônibus turístico que percorre todos os principais pontos da cidade. Outra igreja que adoro visitar e perder horas admirando é a Igreja dos Capuchinhos, onde é possível contemplar uma analogia da existência humana e sua relação com Deus, um símbolo do amor divino, uma mistura de arquitetura gótica e romântica no bairro Nueva Córdoba. Esta igreja fica ao lado do complexo cultural Buen Pastor, onde encontramos uma variedade de atividades artística. Nas noites em Buen Pastor, acontece a apresentação de um charmoso balé de águas em seu grandioso chafariz.

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Foto: Creative Commons / Buen Pastor

Cansou do passeio? Tudo bem! Vá até um parque ou praça e compartilhe um tradicional mate (chimarrão) com os argentinos. Se quiser mais animação vá a um dos tantos Boliches (baladas) que a cidade possui, mas não esqueça de provar o famoso Fernet, bebida alcoólica feita de raízes amargas. Mas se uma balada é demais pra você e mesmo assim quer animação, em Córdoba você encontrará pubs, rooftops (bares com sacadinha), bares que se transformam em baladas no decorrer da noite e muitos outros estilos.

Se a fome bateu, e os manís (amendoins que acompanham as bebidas alcoólicas) não foram suficiente, experimente uma Papa con Huevos (batata frita com ovo mexido) ou um lanche bem tradicional, como o Lomito, que é um tipo de sanduíche com uma fina fatia de carne. O melhor e mais indicado é o do Betos Lomitos!

sanhonorato

Foto Vivi francia / San Honorato

Agora, se você quer uma experiência completa, recomendo o restaurante San Honorato, um lugar aconchegante, com um cardápio que vai além das carnes: que tal uma massa? Experimente o Sorrentino: uma massa similar à de ravioli e com recheios distintos, como carne de carneiro. Depois de pedir seu prato, desça até a Cava. Lá você pode conversar com um senhorzinho para lá de simpático que é dono do estabelecimento, degustar algumas taças de vinho e petiscos tradicionais da região, como o Jamon Crudo, e se deliciar nesse ambiente hospitaleiro.

Eu e minha familia na Cava do Restaurante San Honorato

Foto: Thais e sua família na Cava do Restaurante San Honorato

E aí… tá pronto para viver um pouco mais da Argentina?

Se quiser saber mais sobre onde se hospedar em Buenos Aires, leia a matéria sobre hospedagem na America Latina.

Au Revoir, Ciao, Hasta Luego, See you later, Até logo!

Michellândia

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Foto Capa: Creative Commons


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América do Sul

Trekking e escalada no gelo – conheça o Glaciar Viedma

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Trekking e escalada no gelo – Glaciar Viedma

O Glaciar Viedma fica próximo à meca dos escaladores e trilheiros da Argentina, El Chalten, e é o maior glaciar da Argentina.

Nós amamos escalar, então a vontade de experimentar uma modalidade de escalada tão peculiar como a escalada no gelo nos atraiu muito. Estava decidido, escalaríamos no gelo na Patagônia!

Fazer o trekking em uma geleira também estava nos planos, e durante muito tempo debatemos se seria melhor e/ou mais bonito fazer o trekking no Perito Moreno ou no Viedma.

Uma das dúvidas que surgiu era com relação à estética do glaciar: o Glaciar Perito Moreno é bem branquinho, ou seja, não há partículas das rochas ao redor sendo depositadas nele. Já o Glaciar Viedma possui um acúmulo muito grande de partículas, o que dá esta aparência mais escura. Coisa boba mesmo!rsrs

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Já leu nosso post sobre o Glaciar Perito Moreno? Leia AQUI!

Como queríamos fazer o ice-climbing (escalada no gelo) chegamos à conclusão que este seria um passeio “3 em 1” perfeito: navegação pelo Lago Viedma, trekking (afinal teríamos que caminhar até chegar nos paredões de escalada) e a escalada no gelo propriamente dita – FECHADO!

Não é um passeio barato – na verdade, muito pelo contrário! Mas estava no topo de nossa lista e decidimos fazê-lo.

Entramos em contato com a empresa Patagonia Aventura por e-mail para agendar nosso passeio. Em El Chaltén, fomos direto até a agência fazer o pagamento (já que eles não aceitam cartão de crédito).

A próxima parada seria uma loja de aluguel de equipamentos, precisávamos de botas de sola rígida, próprias para escalada no gelo. Isso não é um equipamento obrigatório, mas queríamos fazer a coisa do jeito certo (afinal o investimento era grande).

No dia seguinte, encontramos com o restante do grupo na frente da agência e seguimos de ônibus até o píer no Lago Viedma, local de saída do catamarã.

A travessia do lago é espetacular, a paisagem em volta parece uma pintura.

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A caminhada começa direto na rocha mesmo, onde um dia foi gelo (o glaciar está em retrocesso, ou seja, perde mais massa do que acumula). Eu já comecei sofrendo, a bota rígida quase me matou – sem exageros! Caminhamos em um terreno muito irregular e a bota não tinha maleabilidade nenhuma! A cada passo aumentada a pressão no meu pé e eu era a última do grupo! Na companhia de um dos guias, que pacientemente me acompanhava.

Antes de iniciarmos a caminhada no gelo propriamente dita, os guias nos ajudam a colocar os crampons de pontas frontais, que são grampos de ferro acoplados à nossa bota, que permite caminharmos e escalarmos no gelo.

Os grupos são então separados – os que irão fazer o trekking e nós, que vamos procurar paredes de gelo para escalar! O grupo de escaladores é bem menor, eramos em 12 escaladores e 5 guias. Me senti muito segura o tempo todo e todos os guias era muito simpáticos e ao que parecia, muito experientes.

A caminhada no gelo é uma aventura encantadora! Vi tons de azul (e branco) que jamais imaginei (e lembra minha preocupação com a deposição de sedimentos? Eles deixaram o gelo ainda mais lindo!).

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Chegamos na primeira parede para iniciar o treinamento, que é iniciado da base da parede. É uma parede bem fácil, onde aprendemos como nos posicionarmos, como utilizar a piqueta de escalada, como fixar os pés na parede (através de chutes com força suficiente para fixar os crampons na parece).

Depois deste primeiro contato (que foi até fácil), subimos de fase e fomos para uma parede um pouco mais difícil. Desta vez não iniciamos da base da parede, mas do topo dela e descemos de “baldinho” (ser descido por alguém desde um ponto de segurança instalado mais acima) até a base da via para então subirmos escalando. A parede era mais longo (12m aproximadamente) na metade da via já senti o cansaço! É preciso de muita força! Mas foi incrível, já tinha um certo entendimento da técnica (pelo menos o suficiente para me divertir!

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A terceira parede era negativa! Ou seja, tarefa impossível para mim! Não entendi nem como fazia para ficar na parede, a força necessária é impressionante. O Antonio mandou muito bem nesta (e em todas as outras vias), nem parecia estar fazendo força!

Almoçamos (lanche de trilha), descansamos e fomos para a última parede do dia, onde o guia montou 2 paradas (sendo uma delas muito difícil), não havia tempo para todos do grupo escalarem novamente. O Antonio quis ir na via mais difícil, claro!

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Ao retornar parecia uma criança! Com muita alegria descrevendo o que tinha visto lá em baixo. Disse que viu tons de azul jamais imaginados, ele estava no meio de dois paredões de gelo de um azul difícil de descrever (ainda bem que contra minha vontade ele levou a câmera e pode compartilhar com todos nós).

Ele insistiu para que eu escalasse pela última vez, mesmo cansada decidi ir – e posso dizer que não me arrependi!! Foi a parede mais linda de todas e a vista daqueles blocos de gelo com tons jamais vistos! Impossível de descrever, apenas sentir e agradecer!

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Os guias nos serviram licor com gelo da geleira para comemorar nosso dia de aventuras.

Como é bom fazer algo pela primeira vez na vida, experimentar algo que você nunca imaginou viver, sentir o novo!

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Já visitou a nossa galeria de fotos da escalada no Glaciar Viedma? Clique aqui.

   Informações

– Tem idade para escalar no gelo? Não tem não! No nosso grupo havia uma família inteira: pai e mãe (por volta de seus 55 – 60 anos) e seus 3 filhos (20 e poucos anos)! Claro que os pais não escalaram todos as vias, mas sentiram o gostinho da experiência e vibraram junto com os filhos!

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– Empresa que faz o passeio de trekking e escalada no gelo (a única com licença para esta atividade): Patagonia Aventura

– Tipos de passeio disponíveis:

1) Viedma Light – apenas a navegação para ver o Glaciar Viedma

2) Viedma Ice Trek – trekking no gelo ARS 4200 (+- R$838: transfer + catamarã + trekking no gelo + escalada no gelo + equipamentos)

3) Viedma Pro – trekking no gelo e escalada no gelo

   Dicas

Se puder alugar a bota de solado rígido, alugue! Mas se você não está acostumado (assim como eu) leve sua bota de trekking e somente troque de bota na hora que for andar no gelo (com os crampons) e escalar.

Locação das botas de solado rígida: Patagonia Hikes (Lago del Desierto 250, 9300 El Chalten)

Custo: ARS 130 (+- R$25)

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Argentina

Brasil ou Argentina? Quem leva a melhor quando o assunto são as Cataratas do Iguaçu

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Post do Blog: Quero Mochilar.

Muita gente pergunta: Qual o melhor Parque para se conhecer as Cataratas do Iguaçu – Brasil ou Argentina? Qual vale mais a pena? Onde você optaria por ir?…

Minha resposta é sempre a mesma: “Eu faria de tudo para ir nos dois Parques”.

Penso, que os dois se completam, são diferentes e merecem ser conhecidos, por isso, se você quer optar por um, vou listar aqui 6 motivos que te ajudará tirar sua própria conclusão.

Começando pelo que interessa a todos.

1- Qual a visita mais barata e fácil?

Vamos aos valores para entrar no Parque…

Entrar no parque pelo Brasil, é em torno de R$ 10,00 mais barato que o da Argentina e ainda há o meio de locomoção, o que pode encarecer consideravelmente sua escolha.

São 33 km até o parque argentino, partindo de Foz do Iguaçu, o que pode ficar em torno de R$ 25,00 a R$ 30,00 de gasolina.

Você ainda pode optar por ir de ônibus ou até agência, que seria a opção barata e cara respectivamente.

Com isso, conhecer o lado Argentino acaba saindo um pouco mais caro, e sendo um pouquinho mais complicado.

Portanto: Ponto para o BRASIL.

22- Quero mochilar foz

2- Onde é melhor para fazer o Macuco?

Para quem não sabe, Macuco é o passeio mais tradicional e imperdível de quem visita qualquer um dos parques. São aqueles barcos, cheio de turistas que vão bem próximos as cataratas, e realmente é um passeio imperdível.

Na Argentina, este passeio custa em torno de 30% do valor que é do lado Brasileiro (R$ 180,00), ou seja, lá nos Hermanos sai por R$ 55,00.

Pensou se você estiver em um grupo com 4 pessoas (um carro), com esta diferença já pagou a diferença do custo a mais para ir até a Argentina e ainda sobrou muito dinheiro, não é?

Portanto: Ponto para: ARGENTINA.

13- Quero Mochilar Cataratas

Foto: Passeio Náutico – Macuco.

3- Trilhas dos Parques.

Essa questão é relativa, e vai depender do seu gosto, se curte trilhas longas e contatos com a natureza ou prefere algo mais light, assim digamos.

Ambos os parques tem trilhas bem sinalizadas e estruturadas, facilitando o percurso, só que no lado Argentino, para fazer o circuito superior, inferior e a Garganta do Diabo, você andará em torno de 6 km, 3 x mais que o lado brasileiro, onde as trilhas são mais curtas e mais fáceis, ideal para quem já quer mais tranquilidade.

O lado argentino também em alguns pontos tem um pouco mais de dificuldade, e há lugares escorregadios, então há trechos que pessoas com alguma limitação terão mais dificuldade para fazer.

Portanto, no meu caso e gosto: Ponto para ARGENTINA.

29- Quero Mochilar

Foto: Passarela para Garganta do Diabo – Lado Argentino.

21- Quero Mochilar Foz

Foto: Passarelas lado Brasileiro

4- Duração da visita

Ambos os parques tem várias atrações que te possibilitaria ficar vários dias neles, mas o parque de Foz do Iguaçu, se for fazer só as Cataratas e o macuco mesmo, em meio período (manhã ou  tarde), você faz tudo. Já o Lado Argentino, se for percorrer todas as trilhas e macuco, você levará mais tempo, e reservar um dia todo para este parque é mais pertinente.

Portanto em relação a otimização do tempo: Ponto para o BRASIL.

18 Quero Mochilar Foz

5- Garganta do Diabo

O ponto ápice das Cataratas em ambos os lados é conhecer a Garganta do Diabo, um lugar onde se encontram várias quedas d´água, produzindo um volume e som assustador e encantador ao mesmo tempo.

Do lado brasileiro, sua visão para a Garganta é por baixo, e você verá ela de frente, um pouco mais distante e você toma um banho, e mal consegue admirar de tanto vapor de água e muito menos tirar uma foto legal (em épocas de grande vazão). Já do lado Argentino, a trilha vai por cima, e você vê a Garganta do Diabo de muito perto, o que além de belas fotos, te deixa ainda mais admirado com a força da natureza. Penso que esta é a principal diferença entre os dois parques, e a que mais me chamou a atenção.

Portanto: Ponto para ARGENTINA.

23- Quero Mochilar Foz

Foto: Ponto de Onde podemos observar a Garganta do Diabo – Lado Brasil.

32- Quero Mochilar

Foto: Ponto de onde podemos observar a Garganta do Diabo – Lado Argentina.

36- Quero Mochilar Cataratas

Foto: A Garganta do Diabo – Lado Argentina.

6- Beleza

Ambos os lados são lindos, mas o lado Argentino as trilhas são mais no meio da mata e a visão para as cataratas bem mais bonita, pelo menos na minha opinião.

Várias são as paisagens que você irá ver, devido as diferentes formas e ângulos aqui possibilitadas.

Pra mim, o lado argentino em paisagem ganha.

Portanto: Ponto para a ARGENTINA.

23- Quero Mochilar Cataratas

Foto: Uma das visões do parque visto do lado argentino.

17- Quero Mochilar Foz

Foto: Uma das visões do parque visto do lado brasileiro.

                              PLACAR FINAL: 4 X 2 PARA NOSSOS HERMANOS.

Serio que eu brasileiro admiti isso? (rs)

Mas espere ai…

Lembrando, que esta é a minha opinião, meu gosto e não uma regra, pois as percepções variam de pessoa para pessoa.

Como disse, o melhor de tudo é conhecer as duas, pois se completam e independente se escolher uma, não se preocupe, sua experiência será inesquecível, pois esta maravilha é linda vista de qualquer ângulo e lugar.

O mais importante: Sabem por que eles ganharam neste placar?

Somente por que lá da Argentina eles estão olhando para o nosso maravilhoso Brasil (rs).

Quer saber detalhes destes dois parque? Olhe estes roteiros completos no Quero Mochilar.


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América do Sul

5 motivos para visitar a Patagônia

Paisagens fantásticas, lugares inóspitos e natureza na sua forma mais pura, assim é a Patagônia. Nesse post você confere 5 motivos elencados pelo Memórias de Mochila para visitar essa que é uma das mais surreais regiões do planeta.

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Depois de finalizar a nossa passagem de carro dirigindo desde o Brasil até uma das regiões mais inóspitas e deslumbrantes do mundo, resolvemos listar os lugares que mais nos impressionaram! Conheça mais sobre os principais motivos para visitar a Patagônia com o Memórias de Mochila.

EL CHALTÉN – ARGENTINA

 

Com natureza completamente preservada e uma grande diversidade de pontos de obervação de montanhas, glaciares, lagos, fauna e flora típicas da região, a cidade de El Chaltén é considerada a capital nacional do trekking na Argentina!

O lugar respira atividades ao ar livre. Pode-se até ver por suas ruas monumentos com estátuas retratando um típico mochileiro e até uma mochila gigante por exemplo. Tudo é muito charmoso e as pessoas muito educadas.

Ficamos impressionados com a quantidade de pontos a serem visitados, lugares completamente diferentes de tudo o que havíamos visto, desde a estrada chegando na cidade, de onde avista-se o imponente Monte Fitz Roy, até os distantes Glaciar e Lago Huemul, lugar onde a água de um verde intenso contrasta com o branco e azul de uma imensa geleira no horizonte.

 

 EL CALAFATE – ARGENTINA

 

Ficamos encantados com tudo em El Calafate!

A pequena cidade argentina é muito bem estruturada para receber turistas, tem restaurantes, uma ampla gama de hotéis, além de muito charme em suas construções feitas em madeira rústica com decoração tipicamente patagônia, cheias de cores e texturas!

Além disso, o lugar é a principal cidade base para passeios no Parque Nacional Los Glaciares, uma reserva natural lindíssima e exuberante de montanhas, fauna e flora característicos da região sul do país. O parque é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco e abriga o incrível glaciar Perito Moreno, que é com certeza uma das mais fantásticas paisagens do mundo!

O Perito Moreno é o terceiro maior campo de gelo do planeta e vê-lo é com certeza uma experiência inesquecível, dadas as suas proporções e surreal beleza.

 

O PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE – CHILE

 

Parque Nacional Torres Del Paine está localizado a aproximadamente 80 km de Puerto Natales, no extremo sul do Chile.

O parque tem lagos de cor turquesa, montanhas enormes cobertas de neve, vales com vegetação rasteira típica da Patagônia, cascatas, rios, glaciares, geleiras e fauna exuberante, com destaque para o temido puma e os lindos guanacos. Ficamos impressionados com a diversidade de coisas para se ver e fazer!

Para quem gosta de caminhada, há quilômetros e quilômetros de trilhas demarcadas para se percorrer em meio à natureza. Trekkings mais simples e pesados, a depender da disposição do turista.

Há mais muitas opções de atividades, todas realizadas a fim de se contemplar a natureza selvagem e preservada do local.

 

USHUAIA – ARGENTINA

 

Quando chegamos à cidade mais austral do mundo de carro não conseguíamos conter a felicidade! E essa alegria aumentava a cada vez que conhecíamos um novo ponto turístico local, já que um nos parecia mais bonito que o outro ?

Ushuaia é diferente dos demais destinos por onde passamos na Argentina, tem uma atmosfera muito interessante! É uma região portuária, com diversas ladeiras bem íngremes, montanhas andinas com neve eterna ao final do horizonte e o Canal de Beagle, um cartão postal que dá ao local um charme especial.

A cidade oferece muitas possibilidades de passeio, a maioria deles em meio à natureza. Nós gostamos especialmente do Parque Nacional Tierra del Fuego e da lindíssima Laguna Esmeralda.

 

CARRETERA AUSTRAL – CHILE

 

Carretera Austral tem 1.240 quilômetros, se localiza no Sul do Chile e é mundialmente famosa! É vista como um desafio a se superar por muitos turistas que passam pela gelada região, o que não falta são viajantes percorrendo-a.

Trata-se de uma estrada que passa por lugares inóspitos, de natureza exuberante e completamente preservada, apenas com alguns povoados e uma ou outra cidade maior em seu trajeto.

O que torna o caminho tão incrível é, sem dúvida, a beleza da natureza da região, chega a ser indescritível em alguns momentos!

Passamos por pontos em que nosso carro ficava a poucos metros de um enorme penhasco de um lado e uma enorme montanha do outro, cruzamos inúmeras pontes de madeira (torcendo para elas aguentarem o peso do Charlie!) e nos encantamos a cada km percorrido.

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América do Sul

A Argentina muito além de Buenos Aires e do “fim do mundo”, dê um pulo em Salta.

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Salta, “La linda” e muito gostosa

Irresistível, província do norte argentino esconde beleza ímpar em estradas terríveis e relevo mutante

A última janela de um boteco na esquina da Calle Córdoba com a Caseros é testemunha ocular da devoção. Do lado de dentro no máximo nove mesas; um senhorzinho boliviano com traços de ar rarefeito no rosto largo serve empanadas e cerveja Salta. Trouxe-me um copão fosco e gelado com o adesivo que exprime o orgulho dos povos originários nos quadrados coloridos de sua bandeira. Definitivamente, eu estava de volta aos Andes, com a minha garota escancarando suas pérolas pra fora de uma bocona curvada e feliz pelo primeiro contato junto à carne de uma cultura distinta de tudo que já havia vivido. Meu olhar carregava cansaço e uma gritante satisfação por tê-la arrastado até ali. Independente de uma vida eterna ao meu lado, aquilo a marcaria pelo resto de seus dias. E essa é minha definição para “legado”.

“La Tacita” bar

“La Tacita” é o nome do bar. A noite é de Natal. 24 de dezembro de 2016. Tão histórico pra mim, quanto para a família de Jesus num estábulo, quanto para os reis magos salpicados de areia durante a perseguição desértica à estrela cadente de Belém. Tão histórico quanto a vitória do The Strongest no clássico futebolístico de La Paz, frente ao Bolívar; a televisão anunciava o fim da partida no país vizinho. A ceia armada ali, à última janela de um botequinho simples, de frente para a avermelhada Basílica de San Francisco e o vai e vem de seus devotos. Os sinos badalavam por toda a capital da Província de Salta, tinha missa na Catedral também, em frente à praça principal, onde o comércio baixava as portas rumo à tradição familiar anual. Um toque de recolher sacro aos que tinham para onde ir. Nós – por sorte – não tínhamos.

Devota Salta indígena. Devota aos santos de uma imposição europeia, hoje um pouco mais livre para cultivar de volta as raízes de sua Pacha generosa Mama. Devota à mítica lenda local: o Gauchito Gil, em sua calça folgada, lenço vermelho e chapéu. Salta, livre, Salta. Graças ao aclamado – e por que não? – santificado General Güemes, o grande líder do exército gaúcho; com seus ponchos vermelhos e laços bailantes sobre cabeças destemidas, cavalgando nos campos das províncias nortenhas em nome de seu território. Revolução lembrada hoje nas cores da bandeira honrada que traz o sangue dos bravos em seu belo tom bordô.

As entranhas de Salta

Um hotel em Payogasta

Dali basta dar partida no carro e ir guiando pela Ruta 33, da Quebrada del Escoipe a Cuesta del Obispo, margeando rios secos e paredões de pedra; testemunhando a mutação da flora onde galhos folhados dão espaço a cactos verde-queimado, de muitos espinhos, coroados com poucas flores rosadas que desabrocham para surpreender. Cactos, ou “cardones”. Gigantes com 2, 3 metros enraizados na aridez de um parque nacional e especial, abrindo um corredor sem fim até a terra do pimentão e da páprica: o acanhado vilarejo de Payogasta. A Ruta 40 cumpre o papel de principal avenida do povoado, com seus raríssimos dois quilômetros de asfalto margeados por casinhas simples, comedores, tendas e pequenos produtores de “pimentón” exibindo seus frutos secos sobre lonas estendidas ao sol escaldante.

Parque Nacional de los Cardones

Quase no beijo do pavimento com a poeira está o que talvez seja o único hotel do lugar, o Sala de Payogasta – ocupando os dois lados da rodovia. À direita de quem segue para o sul está o maior casarão da cidade, remanescente dos tempos de batalhas provinciais. Adepto ao suspensório que escorrega sobre a pança pra segurar as calças, Don Julio, o herdeiro caolho de um ex combatente, é quem hoje tem a missão de atrair escassos turistas para uma linda estrutura. Quartos de teto alto, cobertura de adobe sustentada por vigas em troncos de cacto e palha; portas com dupla abertura; janelões com vista para um vasto campo verde e lilás com cheiro de lavanda, vigiado por um grande planalto bege semelhante a uma mesa gigantesca onde os deuses palitam os dentes após o banquete. Por falar em comida, a janta atravessa a “rua”, vinda de uma janelinha com luz amarelada lá de dentro. Paula e eu somos os únicos e especiais hóspedes. Os grilos regem uma sinfonia particular e romântica.

Leandro, o recepcionista e também garçom, é o argentino de pele “bugra” e fala tímida que desarrolha a primeira garrafa do vinho produzido nos vinhedos que ficam atrás da cozinha do próprio hotel. Cítrico, alcoólico e com gosto de Payogasta. O anfitrião se retira. Ele volta em poucos minutos carregado de pães caseiros, salsas picantes, feijões brancos gordos e o chimichurri meticulosamente triturado e inspecionado por Faustina, uma cozinheira de jeito e riso simples, e mãos refinadas. No prato principal, lascas de cabrito estufam tiras intercaladas de berinjela e queijo de cabra, poderia chamar aquilo de lasanha salteña, mas devo admitir que, entretido num sabor singular, pouco me importei em anotar o nome da iguaria.

Sala de Payogasta, um grande hotel.

Às 23 horas Leandro e Faustina partem pela Ruta 40 até que a escuridão consuma seus corpos numa bicicleta. O jovem pedala e ela vai sentada de lado na garupa. Ele apenas encosta a porta de entrada do hotel e nos deixa ali, sem chaves ou trancas; com um cachorro no pátio quadrado ornamentado por uma pequena praça central que abriga uma lareira ao ar livre; nas colunas de sustentação se abraçam parreiras de pequenas uvas verdes. Nós, as barrigas cheias, um frasco de chimichurri, o céu estrelado e a interminável sinfonia dos grilos. O que soaria soturno e dramático e assombroso para alguns, foi nossa noite naquele casario hoteleiro em Payogasta. As portas rangem, as molas de um imenso colchão vibram. Amanhã o café da manhã regional com marmeladas de cayote (uma espécie de abóbora andina), estará à mesa, encarando aquele campo de lavanda aos pés da montanha.

Sala de Payogasta: un grande hotel.

Onde mesmo que nós estamos, querida?#argentina #payogasta #vallescalchaquies #trip #travel #viagem #viajar #viajando #backpacking #backpackers #mochilao #mochileiros #wanderlust #hotels #shouthamerica #latinamerica #latinoamerica #salta #ruta40 #vinho #vino #enoturismo

Posted by Mochila Crônica on Tuesday, December 27, 2016

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O melhor risoto do mundo não leva arroz

Resumir Cachi a uma tigela de barro fumegando risoto de quinoa não seria relaxo ou demérito a este povoado que está a cerca de 10 quilômetros ao sul de Payogasta, seguindo pela Ruta 40, que rasga a Argentina de norte ao extremo sul. É que Cachi é uma intimação à gula prazerosa de caminhar por suas ruas pacatas com as mãos nos bolsos, vasculhando velhos armazéns de azeite artesanal, cervejas maltadas com cereais característicos da terra, laticínios caprinos, as melhores empanadas da Argentina, tamales (um tipo de pamonha) de carne seca e claro, o melhor risoto do mundo. Tudo regado a vinho mais barato que água e à cerveja local.

Paula e eu cambaleávamos grogues e felizes, passeando pela praça central após uns tragos e uns beliscos nos botecos ao redor da igreja. Insaciáveis e incontroláveis, estávamos à procura de algo um pouco mais fervoroso; algo que continuasse cozinhando mesmo depois de mastigado, dentro de nossos estômagos jamais combalidos, extremamente metabólicos e, àquela altura, inundados de suco gástrico. Algo que continuasse vivo mesmo depois de uma providencial passada no banheiro. Aquelas mulheres do simplório “Comedor Pueblo Hermoso” conseguiram.

Em Cachi, faça este favor a sua alma

María, uma senhora de voz mansa quase inaudível recepcionou-nos com seu olhar terno, cabelos de petróleo amarrados; uma caneta e um caderninho de pedidos nas mãos. Perguntamos pelo prato mais vivo, o prato que poderia ser o prefeito da cidade e, quiçá, presidente do país.

– Coma o risoto de quinoa – soprou um senhor que jantava com toda família bagunceira em três ou quatro mesas coladas umas as outras.

Era aquilo. A sugestão de um legítimo patriarca local, um manjar local, num modesto restaurante local de singelas toalhas de mesa. Em alguns minutos María voltaria sorridente com a tigela do aguardado melhor risoto do mundo. Ela então ancora ao meu lado e testemunha emudecida, até que eu desse a primeira colherada e posteriormente os sucessivos gemidos de prazer gastronômico. Aquilo era tão único e espetacular que, mesmo se chamando “risoto”, descartava arroz e envergonhava italianos. Risoto de quinoa, o risoto andino. Um creme branco esverdeado salpicado de cereais vindo à tona, gotículas de salsa vermelha na superfície. Uma mistura borbulhante de queijo, leite, cebola, alho e pimentões verdes; fatias de pães chapeados numa só face vinham mergulhados à borda.

Chupa, Itália

Invadi a pequena cozinha e cumprimentei três das melhores cozinheiras que já conheci. Modestas, nenhuma aguardava o êxtase de um estrangeiro no que deveria ser só mais um dia por ali. Mas eu precisava tocar aquelas mãos benditas e me curvar como quem pede um pouco daquela graça. Precisava colocá-las num altar. E o fiz propositalmente na presença de seu patrão debruçado numa antiga caixa registradora, eu era o entusiasta puxando a saraivada de aplausos de uma plateia ensandecida dentro de mim. Aquele cara meio tristonho e desmotivado precisava saber do valor que sua cozinha escondia de afamadas Estrelas Michelin. Havia galáxias inteiras dentro daquelas panelas velhas e amassadas, encrustadas de comida e verdade.

O obelisco que você conhece é uma cópia

157 poeirentos, esburacados e abandonados quilômetros pela Ruta 40 ligam Cachi a Cafayate – cidade onde as bodegas e vinhedos se proliferam impulsionando a economia local. Mas antes disso, são oito horas subindo e descendo pela estrada que transforma viajantes em brita dentro de liquidificador. Compõem a paisagem: manadas de bodes e seus pastores que cruzam o caminho; postos de gasolina com bombas secas e abandonadas, assim como as lanchonetes sem ao menos moscas, capelas sem sangue de Cristo nos cálices e vilarejos completamente evadidos. A autoestrada pinta o cenário pós-apocalíptico de um ataque marciano fictício, tornando assim difícil para um casal não se imaginar como a última esperança da raça humana na Terra.

A última esperança da Terra

Esculpidas pela ação do vento e das águas que ali fluíam há milhares de anos, as rochas peculiarmente posicionadas e enfileiradas na diagonal ganharam semelhança a pontas de flechas. Motivo suficiente para batizar o vale como “Quebrada de Las Flechas”. E aí a criatividade para nomes e apelidos aos brindes que a natureza promove à beira da estrada se mostra indomável. Quando Cafayate definitivamente aparece com uma taça de vinho na mão, a cidade faz do encontro da RN 40 com a 68 uma mistura de suco de uva com poeira. É claro, depois de uns mergulhos em barris de carvalho, é hora então de retornar a Salta Capital pela RN 68. A via asfaltada que se enfia na “Quebrada de Las Conchas”. Abruptamente as cores frias da RN 40 ganham tons quentes, com paredões rochosos sanguinolentos e formações que cultuam animais, Deus e o Diabo.

Ainda que quase 1500 quilômetros distante da Avenida 9 de julho, em Buenos Aires, é possível parar para um belo almoço na companhia do nada, com vista especial para “El Obelisco”. Basta guardar algumas empanadas da noite anterior, invadir uma banca de artesanatos abandonada e se esbaldar entre goles do gargalo de garrafas de vinho quente, chimichurri e o visual para um monumento original entalhado pela própria natureza. E dali pra frente aparecem grandes plataformas de pedra no horizonte, os “Castelos”; o Cerro das Três Cruzes, que insinua um calvário andino prestando condolências à morte na cruz, oferecendo uma das melhores paisagens para apreciar enquanto se morre de êxtase sem lanças romanas nas costelas. Um pouco mais pra frente pode-se sentir também o bafo do Capeta, numa fenda rochosa pichada e mal conservada: a Garganta do Diabo, que de interessante mesmo só o nome.

Mirador “Tres Cruces”, RN 68

O último posto de gasolina da Argentina

Pouco antes dos primeiros raios de sol em La Silleta, comunidade rural de Salta Capital, é preciso desviar de uma infinidade de sapos e rãs espalhados pelas passarelas de pedra que levam à cozinha e recepção do albergue. Liga o carro. Passa a porteira e vá. Vá em busca do último posto de gasolina da Argentina. Completa, verifica o óleo, a calibragem dos pneus e vá. Às alturas, subindo por estradas péssimas e completamente abandonadas, com pouquíssimos e de funcionamento duvidoso, postes de S.O.S. Vá roubar o ar de Deus num dos pitstops de Ícaro em sua fracassada peregrinação rumo ao sol. Você provavelmente irá encontrar um santo com dentes de cobre no sorriso.

“Bienvenido a San Antônio de Los Cobres”, diz o outdoor da Coca-Cola numa publicidade da década de 70, com o desenho rechonchudo de uma “chola”charmosa (a tradicional mulher dos Andes; de longos saiotes, chapeuzinho e tranças no cabelo). No morro também, pedras brancas formam a saudação casada ao nome do lugar. Estabelecimentos de portas fechadas, vento soprando poeira. Silêncio. Onde iria conseguir uma Coca-Cola naquela situação? Nada que não pudesse ser rompido com uma passada no pequeno mercado de artesanal para comprar um saquinho de erva. Muña. Um odor fresco e forte que expande as vias aéreas e, segundo as tradições locais, ameniza o mal estar causado pela altitude; ou como dizem os nativos: “la puna”.

La Polvorilla

Perto dali, a caminho do Atacama pelo desértico Paso de Sico, um trem que promete levar passageiros às nuvens urra por trilhos a 4.200 metros de altitude. Ele serpenteia montanhas de cor morta que contrastam com o azul celeste. Seu ponto final não contempla nenhuma estação fantasma cravada no fim de um mundo árido, apenas uma ponte ferroviária com estrutura de ferro. Um viaduto resistente que serve de mirante aos que desembarcam para fotografar e contemplar a vista. Depois disso e de mais um pouco de pó, lhamas, trilhos e casebres de barro abandonados, a Argentina mostra o seu pedaço de Atacama pela RN 51; não se cansando de mudar de relevo, abrindo as portas de uma nova fronteira com o desejo de “volte sempre” soprado pela ventania bem nos dutos dos ouvidos de quem a desbrava.

Confira mais aventuras do Mochila Crônica no blog www.mochilacronica.com, pelo Insta @mochilacronica ou na fan page Mochila Crônica.

 


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América do Sul

10 atrações gratuitas em Buenos Aires

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Eu ouvi DE GRAÇA? Já quero!

“Como viajar gastando pouco?”. “Dicas para economizar na viagem”. “Quanto custa viajar para tal lugar?”. A crise bateu na porta da geral e todo mundo tá dando um jeito de economizar em tudo. Mas deixar de viajar é que não dá, né?

Um jeitinho de gastar pouco na viagem é escolher passeios e atrações grátis e Buenos Aires tem de monte. O suficiente para preencher uns dias de viagem.

Uma das cidades mais lindas e charmosas da América do Sul. Entre restaurantes incríveis e shows de tango, há inúmeras atrações pela capital portenha para fazer sem pagar nada.

Buenos Aires mês a mês para você programar sua viagem

Aline Rodrigues / Blog Uma Sul Americana

♥ 1 – Free Walks Buenos Aires

Com direito a guia, esse passeio anda por pontos super importantes de Buenos Aires: Plaza Estado del Vaticano, Teatro Colón, Plaza Lavalle, Av. 9 de Julio, Plaza San Martin, Retiro, Torre Monumental, Av. Alvear, Plaza Francia, Iglesia del Pilar e termina no Cementerio de la Recoleta. Têm horários de manhã e a tarde. Veja mais no site da empresa Free Walks Buenos Aires.

ícone mapa Tudo sobre o cartão SUBE – transporte público de Buenos Aires 

♥ 2 – Reserva Ecológica Costanera Sur

Um espaço para respirar ar puro e ter um contato gostoso com a natureza a beira do Rio da Prata. No local tem trilhas e uma linda diversidade vegetal. Todas as sextas feiras de manhã são realizadas visitas guiadas gratuitas. A Reserva Ecológica é aberta ao público das 8h às 17h.

♥ 3 – Casa Rosada

Aos finais de semana e feriados é possível conhecer por dentro a Casa Rosada, um dos cartões postais de Buenos Aires. O tour guiado e gratuito ocorre entre 10h e 18h e tem duração de uma hora. Veja mais aqui. Depois da visita, caminhe na Plaza de Mayo.

Casa Rosada - Buenos Aires

Aline Rodrigues / Blog Uma Sul Americana

♥ 4 – Jardim Botânico

São três jardins com arquiteturas diferentes: jardim romano, jardim oriental e jardim francês. De terça a domingo, o Jardim Botânico pode ser visitado com entrada franca. Fica no bairro Palermo, um dos mais bonitos e importantes de Buenos Aires.

♥ 5 – Rosedal (Parque Tres de Febrero)

Com direito a pedalinho, o espaço é ótimo para caminhar, andar de bike ou apenas desfrutar de um tempinho livre. Super fotogênico, o Rosedal é parte do Parque Tres de Febrero. Centenas de rosas criando um cenário incrível junto ao lago. Também em Palermo, tem entrada gratuita de terça a domingo.

ícone mapa Buenos Aires mês a mês  Atrações e clima

♥ 6 – Feira de San Telmo

São mais de 200 barracas montadas aos domingos de manhã. Cada um oferecendo um tipo de antiguidade ou artesanato diferente. Centenas de turistas e locais vão à feira curtir uma caminhada em meio a muvuca, com direito a muita música e apresentações ao longo dela.

♥ 7 – Caminito e La Boca

Um dos pontos mais visitados de Buenos Aires, no Bairro La Boca é possível assistir casais dançando tango no Caminito. Além das casinhas coloridas, há exposições de artes a céu aberto e produtos artesanais. Caminhe a pé numa tarde qualquer e se delicie.

Buenos Aires - Tango no Caminito

Aline Rodrigues / Blog Uma Sul Americana

♥ 8 – Floralis Genérica

Às 8h da manhã esteja na Plaza Naciones Unidas para assistir a flor de metal abrir suas pétalas. Depois, caminhe pela praça.

♥ 9 – Livraria El Ateneo

A livraria é muito linda! A segunda mais linda do mundo, para ser mais exata. Ela foi instalada em um antigo teatro da cidade, mantendo o formato original. Passe um tempinho caminhando entre os livros e aproveite o espaço incrível.

ícone mapa  Veja como ir ao Uruguai em uma hora de barco a partir de Buenos Aires

♥ 10 – Puerto Madero

O bairro de Puerto Madero possui até um cassino flutuante. É o bairro mais luxuoso de Buenos Aires. Tire umas horinhas e percorra a pé o bairro, passando por prédio comerciais e museus.

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América do Sul

10 lugares para conhecer no NOA – Norte e Noroeste argentino

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Cachí - Salta, Noroeste da Argentina

Entre montanhas coloridas, ruínas pré-colombianas e cactos gigantes, o norte e noroeste da Argentina promete ser uma das melhores viagens da sua vida.

Terra de múltiplas cores, o NOA apresenta paisagens desoladas e incríveis cenários naturais.  Além da boa música a Peña e uma deliciosa gastronomia regional típica dos andes.

São dezenas de atrações e atividades para serem vistas nas províncias do norte e do noroeste argentino, mas selecionei 10 lugares que merecem destaque.

Preparado para se apaixonar?

♥ 1 – Quebrada de Las Conchas

Também conhecida como Quebrada de Cafayate, no caminho de Salta para Cafayate. É um vale extremante lindo, por onde passa o Rio de Las Conchas. A paisagem oferece montanhas de várias cores e formações rochosas super interessantes, como o Anfiteatro ou a Garganta do Diablo. Veja como conhecer.

Passeios em Salta – Cafayate e Quebrada de las Conchas

Foto: Aline Rodrigues / Uma Sul Americana Blog

ícone mapa TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A REGIÃO NORTE E NOROESTE DA ARGENTINA

♥ 2 – Tren a las Nubes

Um trem a 4.200 acima do nível do mar. Não precisa falar muito mais para querer viajar nele, né?

O embarque no Tren a Las Nubes – que quer dizer trem às nuvens – acontece em San Antônio de Los Cobres, indo até o famoso Viaducto Polvorilla e tem duração de cerca de uma hora. Saiba mais no site oficial.

Foto:  Nicolás Mendoza/Flickr-Creative Commons

Salta e Jujuy: como chegar, em quais cidades de hospedar, quantos dias ficar, quando ir… Veja tudo o que precisa saber aqui.

♥ 3 – Parque Nacional Los Cardones

Quase 65 mil hectares numa zona de serra seca que varia entre 2.700 e 5 mil metros de altitude. O parque possui pegadas de dinossauros e pinturas rupestres. Espalhados pelo parque, estão centenas de cardones – cactos gigantes, que podem atingir mais de 3 metros. O parque está a caminho de Cachí, na Província de Salta. Saiba mais.

Passeio Salta - Cachi e Parque Nacional Los Cardones

Foto: Aline Rodrigues / Uma Sul Americana Blog

♥ 4 – Salinas Grandes

Quando se fala em deserto de sal o primeiro lugar que vem à mente é o Salar de Uyuni, mas ao sul do mais famoso há as Salinas Grandes de Jujuy.

Com cerca de meio metro de espessura, o deserto de sal da Argentina possui 12 mil hectares e pode ser facilmente visitado partindo de Salta, Jujuy, Tilcara ou Purmamarca. Está à caminho da fronteira com o Chile.

Foto: Gonzalo Rivero / Wikimedia Commons

♥ 5 – Pucará de Tilcara

Ruínas pré-colombianas, cactos gigantes e montanhas. Esse é o cenário do sítio arqueológico Pucará de Tilcara, que fica na curiosa vila de Tilcara, na província de Jujuy. A fortaleza foi conquistada pelos incas no século 15 e ficou no esquecimento até o século 20, quando foi redescoberta e se tornou um dos mais importantes pontos turísticos do norte da Argentina. Veja mais aqui.

Pucará de Tilcara, um sítio arqueológico pouco conhecido no norte argentino

Foto: Aline Rodrigues / Uma Sul Americana Blog

♥ 6 – Tolar Grande

Quase na fronteira com o deserto do Atacama, Tolar Grande possui uma das maiores belezas da região NOA. A maior atração é certamente o Ojo del Mar. Tolar Grande é um munícipio de Salta, há 200 km de San Antônio de Los Cobres e está bem fora das rotas dos turistas brasileiros. Se toda a região norte e noroeste argentino já é esquecida, imagina Tolar Grande.

Foto: Ben Stubbs/ Flickr Creative Commons

♥ 7 – Salta

La Linda, como é chamada carinhosamente pelos argentinos, Salta é a cidade mais importante do NOA. Capital da província de mesmo nome, Salta possui um clima incrível e muitas belezas, além de ser base para vários rolês pela região. A cidade possui muitas igrejas, peñas e culinária excelente, que vai completar sua visita.

Uma das atrações que mais gostei foi o Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM), que expõe as múmias de 500 anos – crianças incas encontradas congeladas nos andes.

Mas Salta é muito além disso! Tem o Cerro San Bernardo, o mercado municipal, as praças e uma noite super agradável. Veja mais aqui.

O que fazer em Salta

Foto: Aline Rodrigues / Uma Sul Americana Blog

♥ 8 – Ruínas de Quilmes

Localizadas em Tucumán, as Ruínas de Quilmes são umas das mais importantes da Argentina. Os Quilmes foi um dos povos que mais resistiu a colonização espanhola, construindo uma cidade fortaleza. Infelizmente a história deles é pouco conhecida e seu nome lembra muito mais a famosa cerveja argentina que a essa maravilha arqueológica.

Foto: Cayuqueo / Wikimedia Commons

♥ 9 – Quebrada de Humahuaca

Declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, a Quebrada de Humahuaca fica na província de Jujuy e abrange lindos povoados da região, como Tilcara, Purmamarca e Humahuaca. Dentre as lindas paisagens do vale, estão as montanhas coloridas. O Cerro de Los Siete Colores, de Purmamarca é um dos principais cartões postais da região.

Mas as belezas não ficam apenas por conta das cores, não! Os povoados de casa de adobe e ruas estreitas oferecem uma experiência inesquecível, com festas animadas, sabores deliciosos, artesanatos andinos e uma cultura excepcional.

Purmamarca, como chegar por conta

Foto: Aline Rodrigues / Uma Sul Americana Blog

ícone mapa POR QUE CONHECER A REGIÃO NORTE E NOROESTE DA ARGENTINA?

♥ 10 – Parque Nacional Talampaya

A cerca de 7 horas de Córdoba está Rioja, uma cidadezinha que abre as portas para o região NOA. Com o clima menos árido, a cidade é a base para quem vai conhecer o Parque Nacional Talampaya, que protege sítios arqueológicos e paleontológicos. O cânion de Talampaya possui 150 metros de altura e é a atração principal do parque, mas não é a única coisa, não. Os petroglifos encontrados lá são uma curiosidade à parte.

File:Parque Nacional Talampaya 4.JPG

Foto: Carolina Montes/ Wikimedia Commons

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Argentina

Buquebus – Travessia Buenos Aires/Punta Del Este

Redação - Onde Cê Vai Loko

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buquebus-03

Se está a procura de como fazer a travessia entre Buenos Aires/Punta Del Este, esteja de carro ou não, confere aqui essa dica sobre o Buquebus 😉

No centro de Puerto Madero, encontra-se o terminal de Dársena Norte, o mesmo conta com 17.390 m2. Os turistas desfrutam a arquitetura (belíssima)do lugar, os buques saem e chegam transportando passageiros e veículos. O terminal recebe as linhas que chegam de Colônia, Montevidéu e Piriápolis.

buquebus-03

Foto/Reprodução: Site Vida de Garupa

 

O terminal de embarque é bem bonito e todo moderninho. Ele conta com lockers onde pode armazenar sua bagagem. No nosso caso foi muito bom, pois estávamos com duas mochilas grandes e iriamos esperar muito para embarcar (tudo isso para economizar com a diária de um hostel, optamos por passar a noite viajando), deixamos as duas mochilas umas 7 horas guardadas e pagamos uns 10 dólares (as duas).

Enquanto aguarda o seu embarque pode fazer um lanche no próprio terminal, ou ir até os diversos restaurantes no Puerto Madero.

Nós fomos a uma lojinha de conveniência muito boa e barata gastar nossos último pesos argentinos e passar o tempo.

Foto/Reprodução: Site Brasileiros Por Buenos Aires

 

Terminal Buquebus (Foto Divulgação Buquebus)

Optamos por fazer a travessia de buque (navio) + bus (ônibus). Embarcamos em Buenos Aires no buque e descemos no puerto de Sacramento (cerca de 1 h 15 min de viagem) lá já havia um ônibus nos esperando para levar até a rodoviária de Montevidéu, mais umas 2 h e 15 min de viagem.

Chegando em Montevidéu aguardamos mais umas 3 h para embarcar para Punta Del Este (mas esse ultimo ônibus não fazia parte do pacote da Buquebus, foi adquirido a parte).

Era madrugada, mas tudo tranquilo, lá é muito seguro, as pessoas inclusive dormem esperando ônibus.

Decidimos utilizar o buque devido ao preço (mais econômico que de avião) e outro motivo foi por viver novas experiências. Para duas pessoas que morrem de medo de barco, isso foi uma superação.

Gastamos mais ou menos R$ 140,00 de passagem (buque+bus) até Montevidéu e lá pegamos um ônibus da COT até o terminal de Punta Del Este, pagamos 272 pesos uruguaios ( R$ 29, cotação em setembro/16).

Foto Divulgação COT

Guardem o nome da empresa COT!

Se for para Punta Del Este sem carro, opte por esse meio de transporte. Eles são pontuais, educados, é muito fácil de embarcar, te levam a destinos lindíssimos, e o transporte é muito barato (http://www.cot.com.uy/).

Se pretende fazer essa travessia de buque precisa primeiro comprar sua passagem pelo site para garantir o horário. Pode arriscar a comprar direto no terminal, mas não é garantia que o horário que precisa estará disponível.

Reserve aqui: Buquebus 

Claro que a empresa tem muitas opções de travessias mais rápidas, porém, mais caras. No nosso caso, como estávamos de férias e optamos por mochilão, não nos importamos em demorar um pouco mais e economizar.

E se você estiver de carro, também é possível embarcar com o veículo.

Aqui algumas fotos do terminal e da rodoviária de Montevidéu.

Espero que tenham gostado do relato. Beijos e boa viagem =)

Se quiserem ler mais clique aqui.

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Os 10 + vistos do Mês

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