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Amazonas

Brasileiros! Precisamos visitar mais a Amazônia!

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É um fato que nós brasileiros ignoramos as nossas florestas. Só nos lembramos que elas existem quando saem notícias de recordes de desmatamentos.

Em termos de turismo então é ainda pior. É muito mais comum as pessoas querendo fazer um mochilão no Chile, Bolívia do que na nossa floresta amazônica. E isso é um grande erro pois a Amazônia é fantástica.

Amazônia

A beleza da floresta submersa | Foto: amoviajarbarato.com

Quando estava em Manaus peguei um pacote da selva. Ele me dava direito a ficar num hotel a beira rio, dormir num acampamento em plena selva, pescar piranha, visitar ribeirinhos, pegar jacaré, essas coisas turísticas mas que nos dão uma mostra da riqueza desse lugar.

Pesca de piranha - Reserva do Juma

Pescando piranha ou no meu caso só tentando | Foto: amoviajarbarato.com

Reserva do Juma

De Manaus pegamos uma hora de estrada até um pequeno porto e de lá mais uma hora de barco até o hotel que ficava na Reserva do Juma.

Quartos coletivos arrumados com direito a restaurante a beira rio e um deck para pegar um sol e nadar com piranhas e jacarés.

Reserva do Juma

Um deck para pegar um sol em plena selva | Foto: amoviajarbarato.com

Nosso guia era o Osmar, um índio da região que serviu o exército e depois virou guia. Falar inglês é requisito básico na Amazônia pois a maioria absoluta dos turistas são de fora. Nos dias que passei lá, tinha somente uma família brasileira do interior de São Paulo. Todos os outros hóspedes eram de fora tinha gente da Nova Zelândia, Israel, Inglaterra, Coréia, Canadá, todos mais interessados no nosso país que nós mesmos.

Reserva do Juma

Aqui tem piranha? Jacaré? Não tem não! Mentira! | Foto: amoviajarbarato.com

Na selva naveguei pelos iguapós, o labirinto de árvores formado pela floresta submersa.

Dormi em um acampamento na selva e confesso que fiquei com medo. A floresta não é silenciosa, a noite barulhos estranhos vindo da água e de manhã os macacos gritando.

Também pesquei piranha ou tentei pelo menos, porque não peguei nada e ainda fomos numa noite pegar jacaré, quer dizer, o Osmar pegou jacaré assustadoramente próximo de onde estávamos nadando no hotel.

Esclarecendo que essa prática de pegar jacarés é comum entre os índios, funciona como uma disputa entre eles e acabou virando uma atração turística mas não interfere em nada na vida dos jacarés pois eles são pegos no seu próprio habitat, o guia nos mostra, dá uma explicação sobre o animal e o devolve para a natureza.

Pelo menos o que visitei era assim e recomendo outros que façam da mesma forma.

E ainda teve caminhada pela mata com direito a comer verme, um churrasco inesperado com os ribeirinhos e um nascer do sol inesquecível.

Reserva do Juma

Uma visitinha ilustre no hotel | Foto: amoviajarbarato.com

Como ir

Para passar alguns dias na selva você pode contratar um pacote nas agências de turismo de Manaus. Pesquisando bem e escolhendo acomodações coletivas não fica muito caro considerando que está tudo incluso, transporte,  hospedagem, passeios e 3 refeições por dia. Como referência paguei 600 reais por 4 noites em 2015.

Você pode ler sobre minha aventura completa na Amazônia no meu blog Amo Viajar Barato e claro não deixe de seguir no Facebook e Instagram.

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Aberta lista de espera para visitação ao Pico da Neblina

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Na fronteira com a Venezuela e a Colômbia, o ponto culminante do Brasil, o Pico da Neblina (2.995m) ou o Yaripo, para os Yanomami, poderá ser visitado em 2019 mas os interessados já podem se inscrever para a visitação numa lista de espera (aqui).
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou o ‘Plano de Visitação Yaripo – Ecoturismo Yanomami’ apresentado pelos indígenas em julho do ano passado. Os Yanomami da região de Maturacá (AM), em parceria com o ICMBio, Funai, Exército, Secretaria de Turismo de São Gabriel da Cachoeira e Instituto Socioambiental (ISA), elaboraram o documento.

Foto: Reprodução Google Mapas.

Os Yanomami chamam o Pico da Neblina de Yaripo | Foto: Lucas Lima/ISA.

O pico é duplamente protegido por pertencer à Terra Indígena Yanomami e ao Parque Nacional do Pico da Neblina. Por isso, o Plano de Visitação tem de ser aprovado também pela Funai, etapa final para que os Yanomami possam começar a levar turistas ao ponto mais alto do Brasil. A gestão da atividade será de responsabilidade da Associação Yanomami do Rio Cauaburis (Ayrca) em conjunto com a Associação das Mulheres Yanomami Kumirayoma (AMYK).
A visitação deverá ser uma alternativa de renda para os Yanomami, sendo o lucro da atividade turística revertido para uso comunitário seguindo as determinações da assembleia geral da Ayrca.
Para ser aberta ao público a visitação terá de ser aprovada pela Funai e o local ainda passará por melhorias na infraestrutura, por isso a previsão de início das visitas somente para 2019.
Para Luciana Uehara, gestora do Parque Nacional do Pico da Neblina, o ecoturismo mediado pelos povos originários, por exemplo, é um instrumento para incrementar a renda das comunidades, e alternativa para afastar as práticas antigas e predatórias, como garimpo, caça e pesca ilegais. “É uma possibilidade de construção de agenda positiva e de superação dos conflitos históricos”, ressalta.

Com informações do ICMBio e do ISA.


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Uma rota e muitos destinos entre o Amazonas e Roraima

Mochileiros.com

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A Rota 174, entre Manaus (AM) e Pacaraima (RR), tem mais de mil quilômetros e leva o visitante a alguns dos principais atrativos turísticos do Norte do Brasil

A BR-174 liga o hemisfério sul ao hemisfério norte e proporciona ao viajante um roteiro que pode durar 10 dias – o mais longo – saindo de Manaus até chegar a Pacaraima, na divisa com a Venezuela e distante 1.100 km do local de partida, onde fica o ponto de largada das expedições ao Monte Roraima. A viagem pela exuberante floresta tropical passa por diversos atrativos naturais, além de proporcionar experiências culturais e gastronômicas de influência indígena e cabocla. A rodovia, única ligação por terra entre Roraima e o restante do Brasil, ainda cruza a Reserva Indígena Waimiri-Atroari.

Da esq. para dir. em sentido horário: Manaus. Boa Vista, Presidente Figueiredo e Monte Roraima | Fotos: Ministério do Turismo.

Começando por Manaus (aproveite e confira aqui o post, ’10 coisas para fazer em Manaus e região’), maior cidade da região, o visitante pode mesclar história e natureza no roteiro com visita ao Centro Histórico onde fica o icônico Teatro Amazonas e o Mercado Municipal com os aromas e sabores da floresta. O tour fluvial pelo rio Negro leva ao encontro das águas com o Solimões, onde forma-se o Amazonas. O passeio inclui o Museu do Seringal, uma comunidade indígena com rituais típicos do Alto Rio Negro e mergulho com os botos cor-de-rosa. Ainda no Amazonas, a rota 174 leva à Presidente Figueiredo, um paraíso natural cheio de trilhas, rios, cachoeiras, cascatas, grutas e pinturas rupestres entre outras atrações da floresta. Os locais mais visitados sãos as cachoeiras Santuário, Iracema Falls, Salto do Ipy e Pedra Furada.

Já em Rorainópolis (RR), na altura do distrito de Nova Colina onde fica o Marco da Linha do Equador, a Rota 174 cruza a Linha do Equador, que divide os hemisférios Sul e Norte. Uma das opções de pernoite nesse trecho de floresta é no Parque Nacional do Viruá, em barraca de camping, já no município de Caracaraí. O Viruá preserva ecossistemas de grande relevância ecológica e beleza cênica. O ecoturismo é praticado em meio a diversificada vida silvestre do sul de Roraima.

Se o seu destino for a capital, Boa Vista, não deixe de conhecer o Centro Cívico com seus palácios e monumentos e a Orla Taumanan, no Rio Branco, e suas praias. De barco chega-se na outra margem e à Serra Grande, destino de natureza e aventura pertinho da capital.

A BR-174 também leva aos principais roteiros turísticos de Roraima para quem chega por Boa Vista. Um dos destinos é Pacaraima, na divisa com Santa Elena de Uairén, já na Venezuela. Na comunidade de Paraitepuy, avista-se o Monte Roraima. É dessa aldeia venezuelana que partem as expedições de uma semana que sobem o monte para conhecer os atrativos entre o Brasil, Venezuela e Guiana. Outra opção é sobrevoar a região de avião ou helicóptero. Ainda em Pacaraima, é possível visitar a Comunidade Indígena do Bananal para conhecer a cultura e os costumes indígenas. O turismo sustentável é uma das atividades que ajudam o desenvolvimento local.

A Serra do Tepequém, ou “Chapéu Grande” para os índios, em Amajari, a 240 km de Boa Vista, é um dos destinos mais visitados de Roraima. O antigo garimpo de diamantes hoje é refúgio de ecoturismo e aventura na Rota 174. O destino de clima ameno conta com restaurantes, pousadas e áreas de camping. Entre outras atividades, os visitantes praticam trekking, ciclismo, rapel e banhos de cachoeiras. Destacam-se o Mirante e a Cachoeira do Paiva, uma das mais bonitas da região. Também faz parte do roteiro, explorar grutas e observar a vida silvestre na imensa área verde, além da paisagem deslumbrante na fronteira do Brasil com a Venezuela.

⚠ No Mochileiros.com você pode encontrar muitas dicas e informações sobre viagens pela região norte do Brasil.

Texto: Geraldo Gurgel/Ascom Ministério do Turismo.


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