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Maior cachoeira de Goiás é aberta para visitação

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A Cachoeira do Label, em São João da Aliança, tem 187 metros de altura e já é considerada a maior queda d’água do estado

Os amantes do turismo de natureza e aventura acabam de ganhar mais um atrativo para explorar a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. A Cachoeira do Label, em São João da Aliança, foi aberta para visitação turística no final de janeiro e já entrou para o roteiro de quem visita a região formada por cinco municípios goianos. A queda d`água despenca de uma altura de 187 metros no rio Extrema, na Serra do Paranã. O novo atrativo é formado pela cachoeira e um complexo de piscinas naturais.
O local já era frequentado pelos moradores da região desde a década de 1990, mas somente este ano ganhou a infraestrutura necessária para receber os turistas. O visitante conta com área para camping, restaurante e trilha sinalizada de 1,8 km. O nível de dificuldade do acesso até a cachoeira é considerado moderado.

Cachoeira do Label | Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de São João da Aliança.

A partir de São João da Aliança chega-se ao local por uma estrada de terra de 25 km que leva à represa do Paranã e é acessada por todo tipo de veículo. O roteiro mais usado pelos turistas de Brasília (150 km) e Goiânia (350 km), onde estão os aeroportos mais próximos da Chapada dos Veadeiros, até São João da Aliança é feito pela BR-020, ainda no Distrito Federal, e pela GO-118, também conhecida como a BR-010. O esforço para se chegar à cachoeira, assim como aos demais atrativos da Chapada dos Veadeiros, é compensado pela beleza natural quase inexplorada e a grandiosidade da cascata de 187 metros de altura. São 19 metros a mais do que o Saldo do Itiquira, em Formosa, até então considerado a maior queda d`água de Goiás.

Vista do Vale do Paranã | Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de São João da Aliança.

Marcello Nissen, um dos sócios do empreendimento turístico, promete pôr o município de São João da Aliança entre os mais visitados da Chapada dos Veadeiros. A cidade ostenta o título de “Portal da Chapada”, mas ainda é pouco explorada. O município, atualmente, é mais utilizado como ponto de apoio para quem passa em direção aos demais destinos da região.

A Fazenda Bellatrix, onde a cachoeira está localizada, foi adquirida em 2016 e transformada em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) para a prática do turismo sustentável. Além do uso controlado do atrativo natural, é possível a prática de atividades radicais e de aventura como o rapel. O local, originalmente, foi ocupado pelo “Povo do Label”, uma área quilombola que serviu de refúgio para escravos fugitivos do garimpo de ouro na região e era conhecida como “formação do Forte” pelas paredes intransponíveis da Serra do Paranã.

Mais informações podem ser conferidas aqui.

Quem já foi?

O viajante Anderson Paz, publicou um relato de viagem no Mochileiros.com quando de sua visita à São João da Aliança. Dentre as belas cachoeiras que conheceu, está a do Label. Fotos, dicas e as impressões dele podem ser conferidas aqui.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo.

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5 lugares baratos para viajar em SP

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Procurando lugares baratos para viajar em SP?  Nessa lista selecionamos destinos clássicos conhecidos pelos bons mochileiros de plantão e também alguns passeios ainda pouco conhecidos.  Se você está com o bolso curto mas quer se aventurar nos finais de semana, estas são alternativas perfeitas para explorar o melhor do Estado de São Paulo e arredores.

Você sabia que o Brasil ainda possui belos destinos pouco explorados? Confira a nossa série sobre destinos imperdíveis e pouco conhecidos.

Essa lista reúne lugares baratos para viajar em SP, destinos perfeitos para quem mora na grande São Paulo.

01 – Praia do Sono – Paraty

lugares baratos para viajar em SP

Praia do Sono – Foto: André Azevedo / Secretaria de Turismo Paraty

Localizada em uma área de proteção ambiental (APA de Cairuçu) e praticamente intocada pela civilização, a Praia do Sono segue resistindo como uma pacata vila de pescadores.  O principal meio de hospedagem do local é o camping. São 17 áreas oferecidas pelas 17 famílias remanescentes da luta contra a especulação imobiliária na região.

” Tem pequenas mercearias também que vendem itens básicos por preços caros. Quanto ao lazer, pode seguir de trilha pra praias próximas como Antigos, Antiguinhos e Ponta Negra. Se tiver no gás, dá pra conhecer a belíssima cachoeira do saco bravo. No Sono tem também um poço de água, o poço do Jacaré.” – Dica do Colaborador Raphael Moraes

Ônibus São Paulo x Paraty: + – R$ 80
Diária de camping: R$ 25 a R$ 30
Refeição: R$ 20 a R$ 25

02 – PETAR

Cachoeira das Andorinhas – Foto: Danilo / PETAR [email protected]

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR)  fica  a 320 km da cidade de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga no sul do estado de São Paulo, próximo a fronteira com o Paraná. O Parque  possui quatro “núcleos” abertos a visitação turística. Os núcleo Santana, Ouro Grosso e Casa de Pedra ficam em Iporanga e o núcleo Caboclos em Apiaí .

Dicas da viajante Jenny Frd enviadas no grupo do Mochileiros.com no Facebook

 “Ficamos na pousada Núcleo Terra em Iporanga SP. Pousada simples, mas muito aconchegante e o dono, Júlio, montou um roteiro com guia por três dias. Conhecemos 2 núcleos de cavernas (Santana e Ouro Grosso), caverna do Diabo, fizemos a trilha das ostras e fomos até a cachoeira de meu Deus e por fim terminamos no boia Cross. Para quem quer sair da rotina e ir atrás de aventura, ótima pedida.”

Preço do ônibus São Paulo X Apiaí = +- R$ 95

Mais informações sobre o PETAR:

  • Relatos de viagem sobre o PETAR no fórum do Mochileiros.com: aqui, aqui e aqui.
  • Mais informações, fotos e dicas de viajantes no grupo do Facebook: aqui

 

03 – Prainha Branca

Foto: Rogério Planciunas de Melo / Youtube

“Total final de semana: R$ 250,00 – se tiver a barraca e levar a comida pra fazer no camping sai bem mais em conta.  Obs: Meu amigo levou a barraca e fez a comida no camping e gastou R$ 150,00” – Dica da Cristine Granato

  • Ônibus São Paulo X Bertioga = R$ 39
  • Camping com aluguel de barraca – R$ 50,00
  • Alimentação – R$ 30,00 por dia.

Mais informações sobre a Prainha Branca aqui e aqui.

04 – Paranapiacaba

Trilha da Raiz da Serra, em Paranapiacaba – Foto: William Miranda Andrade

O vilarejo de Paranapiacaba em Santo André foi erguido no final do século XIX para servir como centro de controle operacional e residência para os funcionários da Ferrovia São Paulo Railway . Por seus trilhos, todo o café produzido no interior do estado era então escoado para exportação através do Porto de Santos. Além de ser um ponto chave do escoamento do principal produto de exportação do país na época, Paranapiacaba também foi palco de outro momento importante na história da cultura nacional,  ali ocorreu o primeiro jogo de futebol do Brasil, promovido por Charles Miller, que era funcionário da São Paulo Railway.

Hoje o vilarejo vive do turismo e alguns de seus prédios de arquitetura inglesa foram transformados em museus .  A vila também é o ponto de partida para um conjunto de trilhas e travessias que se estendem por uma das mais belas áreas de Mata Atlântica do Estado de São Paulo, a Serra do Mar.

“Você gastará apenas o valor da passagem de trem que sai da Estação da Luz ou Brás até a estação Paranapiacaba.  Quem vai pra lá geralmente fica no Simplão de Tudo,  um camping, pousada e Rock Bar localizado dentro da serra do mar, há 8 km da vila. A diária sai por R$ 20 em dias da semana e R$ 30 em fins de semana”. – Dica do viaUaren Cassio

Veja também:

05 – Praia de Santiago

Praia de Santiago – Foto: Leandro Macedo Gonçalves / Flickr

Acampamento na praia 30,00 por noite. Carro econômico saindo do interior de sp (+- 150,00 por pessoa) – Dica do viajante Tiago Lima

 


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Conhecendo a Pedra do Telégrafo

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Salve, mochileiros!

Hoje vou compartilhar minha experiência na Pedra do Telégrafo. Localizada no Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa pedra é famosa pela ilusão de ótica que proporciona nas fotografias simulando um grande abismo. Fui com o grupo Anjos Radicais, e, mais uma vez, minha alma voltou com a certeza de que a natureza e as boas conexões que fazemos na vida, são o que realmente importa.

Saímos de Petrópolis bem cedo e chegamos em Barra de Guaratiba por volta das 09:00. Ao iniciar a trilha, comecei a observar algumas das dificuldades que tenho tido a algum tempo na questão da falta de ar e do cansaço.  Sou fumante e em contrapartida, amante da natureza. O grande dilema da minha vida gira em torno de largar vícios antigos x ter mais qualidade de vida para experienciar vivências novas.  E, minhas limitações físicas e mentais, se tornam bem aparentes quando preciso me esforçar um pouco mais.

Em trilhas, enquanto caminho e admiro toda a beleza á minha volta, geralmente costumo pensar em como andam minhas escolhas, o que tenho feito de diferente e o que preciso melhorar. Nem sempre as respostas são aquelas que eu gostaria de ouvir. Faz pouco tempo, que realmente tenho me esforçado para cortar hábitos destrutivos. E toda mudança, provoca um certo tipo de dor! O despertar vem acompanhado de muitas responsabilidades!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Ao final da trilha, quando, completamos o objetivo que era chegar até a pedra para tirar uma foto com o ângulo famoso e privilegiado que tanto temos visto nas redes, nos deparamos com uma fila imensa que chegava a dar voltas.  Primeiro problema do dia para a maioria do grupo, e o segundo problema para mim que já estava com a pressão baixa devido a minha falta de preparo físico e ao sol. Admito que meu primeiro pensamento foi de decepção, por ter chegado até lá, ter me esforçado e  ter que esperar horas por uma foto. É incrível o quanto distorcemos a realidade das coisas quando agimos pelo estado da euforia, da raiva ou da frustração. Na hora, eu não pensei que só de estar lá, de estar apreciando aquela vista linda, de ter conseguido chegar até o final mesmo passando mal, já era motivo suficiente para o meu primeiro pensamento ser de gratidão e não de decepção.  Só fui me dar conta disso na hora em que nos reunimos,e uma parte do grupo propôs descer e curtir a praia e a outra parta preferiu ficar e esperar para conseguir a foto. Entrei em mais um dilema:  Ir ou ficar? Esperar para tirar uma foto em um lugar famoso, ou apenas ser grata por estar ali e descer para me refrescar no mar e renovar minhas energias? Ir ou ficar? Esperar por horas no sol quente com a pressão baixa só para provar que estive na Pedra do Telégrafo e postar uma foto nas redes sociais, ou respeitar minhas limitações e me dar a chance de conhecer o local por outros ângulos ?

Resolvi descer com uma parte do grupo, e minhas reflexões continuaram! Primeiro pensei se eu fui conhecer a trilha e a pedra pelo lugar e pela experiência de vida, ou se fui apenas por uma foto. Notei que, tanto a vista da pedra do Telégrafo quanto das pedras em volta dela, era a mesma. E que a única diferença era realmente o ângulo de visão.  A beleza é uma só!  Não julgo a parte do grupo que ficou mais de 4 horas na fila esperando pela foto porque elas ficaram realmente incríveis! Cada um sabe o que é melhor para si e até aonde está disposto a ir por uma motivação interna. Eu também teria ficado se a fila estivesse menor, se o sol não estivesse tão forte, se minha pressão não estivesse baixa, enfim… se causas e condições estivessem melhores. Mas, por outro lado,toda essa impermanência, me trouxe a oportunidade de refletir o meu real motivo de estar naquele lugar! Vivemos na ”Sociedade do Espetáculo” onde cada curtida nas fotos postadas, equivale a sua posição em um mundo completamente virtual. E com isso, a maioria se esquece do que é real.  Não é uma crítica as redes ou as fotos, eu também utilizo dos meios para me expressar e compartilhar momentos, a reflexão é justamente com que INTENÇÃO ou MOTIVAÇÃO nós postamos ou compartilhamos algo que vivemos? Se realmente estávamos vivenciando a experiência e registramos o momento para guardar com carinho, ou se apenas estávamos no local para tirar uma foto e esperar por algumas curtidas. Muitas pessoas  que se encontravam na fila para registrar a  famosa foto, reclamavam do sol, da falta de sombra, da falta de água, do cansaço e da demora. Outras, esperavam com um sorriso no rosto e olhando tudo á volta. Se eu tivesse  esperado também, imaginei que tipo de pessoa eu seria naquela fila!

Pedra do Telégrafo

Foto: Arquivo pessoal.

Pedra do Telégrafo

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Grupo na Pedra | Foto: Arquivo pessoal.

Quando parte da turma que permaneceu na pedra nos encontrou na praia no final do dia, estavam satisfeitos por terem esperado e feito suas fotos.  Eles nos contaram a experiência por outro ângulo de visão. E nós, a outra parte que tinha descido a trilha mais cedo, também tínhamos algumas histórias. Foi uma troca rica de olhares e diferenças. O que mais me encanta em momentos como esses,é a subjetividade com que cada um enxerga um mesmo lugar com percepções completamente diferentes.  É isso que enriquece o caminho e o caminhar. Cada um, a sua maneira, encontra exatamente o que precisa. Sei que tanto para eles quanto para nós, não foi apenas uma fotografia, foi tudo que envolveu a chegada até ela, foram as risadas na trilha, a água compartilhada, as dificuldades encontradas e os limites superados. Foram as lições aprendidas pelo caminho. Foi a vida se apresentando em toda a sua magnitude e simplicidade. E só enxerga quem consegue abrir mão de suas certezas e estar disposto a olhar por outros ângulos!  Agradeço aos companheiros dessa aventura e a equipe Anjos Radicais. Foi lindo.  Que possamos sempre ter em mente o real motivo de estarmos realizando determinada ação. Que não seja apenas por estar, mas que seja para permanecer. Tantos nas fotografias quanto em nossas almas! Até a próxima estrada!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.


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Diamantina é muito mais que um roteiro histórico

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Que a bela cidade histórica mineira de Diamantina é um ótimo destino para relaxar todo mundo já sabe, mas você sabia que além de uma bela arquitetura, ruas de pedras e igrejas deslumbrantes, próximo a cidade há belas cachoeiras e paisagens de tirar fôlego?

Pois então, vamos lá que vou apresentar estes lugares para vocês…

Parque Estadual do Biribibi

Colado na cidade, uma fugidinha de Diamantina para o Biribiri é uma das melhores combinações para o seu roteiro.

Neste parque além de duas cachoeiras de fácil acesso e ótimas para banho, há uma antiga vila têxtil abandonada, que deu lugar a ótimos restaurantes onde você pode provar a deliciosa comida mineira.

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Foto: Cachoeira Sentinela – sem tilha e super rasa.

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Foto: Cachoeira dos Cristais – Melhor poço para banho e trilha curtinha.

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Foto: Vila do Biribiri – lugar ideal para relaxar.

Quer saber mais? —> Roteiro Completo para conhecer o Biribiri.

Conselheiro Mata

A pequena Conselheiro Mata, distrito de Diamantina, merece bem mais que um bate e volta, portanto programe pelo menos dois dias inteiros para este paraíso.

Com seus quase 1.000 habitantes, este ótimo destino para ecoturismo escondido no norte do estado ainda não despontou para o turismo, mas nem por isso duvide de seu potencial.

São mais de 22 cachoeiras catalogadas, além de outras atrações e histórias de discos voadores.

Tem cachoeira para todos os estilos, no meio da mata, com trekking, de fácil acesso, pequenas, grandes… gosto pra tudo, mas na minha opinião as melhores delas são:

Cachoeira das Fadas

Para chegar até a cachoeira, de entrada gratuita, você tem que fazer uma trilha de aproximadamente 2 km (ida e volta), e descer um  pequeno morro, mas o visual vale a pena.

Cachoeira do Telésfoto.

Pra mim este lugar não é só o mais belo da cidade, mas um dos mais do estado.

A cachoeira do Telésforo nem é tão grande ou impressionante, mas o que dá o charme a ela é seu contexto. Rodeada de areia branquinha e uma serra enorme, o conjunto de tonalidades fortes cria uma paisagem incrível. A cachu do Telésforo ainda é ótima para banho e passeios, em família ou com a galera, ou seja, qualquer tipo de viagem.

Foto: Um enorme banco de areia branquinha e uma serra enorme ao fundo.

Foto: Até escorregador natural há aqui… rs.

Quer saber mais? —> Roteiro Completo para conhecer Conselheiro Mata.

É pessoal, as vezes focamos só no essencial de um lugar turístico, mas há sempre muito mais se pesquisarmos. Portanto nunca deixe de explorar e saber mais, pois Diamantina é muito mais que Xica da Silva.

Quem quer saber mais da cidade de Diamantina?

Há um roteiro completo no Quero Mochilar: Roteiro Diamantina.


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Brasil

Guapimirim se destaca por belezas naturais e geografia única na Serra Verde Imperial (RJ)

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Foto: GuapimirimTur / Divulgação

Quem ama viajar anda em busca de alternativas para contornar a atual crise financeira. A solução pode estar em destinos ainda pouco explorados e com preços mais em conta. É o caso de Guapimirim (ou Guapi, como costuma ser carinhosamente chamada por moradores e visitantes). Localizada na região Serra Verde Imperial, a pouco mais de 70 km o Rio de Janeiro, a pequena cidade oferece atrações para todos os gostos: trilhas, caminhadas, cachoeiras, montanhas, alambique, cavalgada, produção de cerveja artesanal, circuitos históricos, passeio de barco e até observação de botos. Pouca gente sabe, mas o jovem município está cravado entre o ponto mais alto da Serra dos Órgãos e a Baía de Guanabara, fazendo fronteira com cidades como Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Teresópolis.

Dedo de Deus

Dedo de Deus

Dedo de Deus – Foto: GuapimirimTur

O símbolo do montanhismo brasileiro é o principal cartão-postal de Guapimirim. Assim como outras montanhas já consagradas, como Escalavrado, Cabeça de Peixe, Agulha do Diabo, Garrafão e Pedra do Sino. A melhor vista para o Dedo de Deus fica no Mirante do Soberbo, também localizado na cidade. Basta seguir pela Rodovia Santos Dumont (BR-116), onde é possível contemplar toda a beleza da Serra de Guapimirim.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Sede Guapimirim - Parque Nacional Serra dos Órgãos - Parnaso

Sede Guapimirim – Parque Nacional Serra dos Órgãos – Parnaso – Foto: GuapimirimTur


A sede do Parnaso em Guapi oferece aos visitantes os históricos Museu Von Martius e a Capela de Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1713. Aproveite para dar um mergulho no Poço Verde e nas várias outras piscinas naturais formadas pelo Rio Soberbo. O Parque também conta com estacionamento, área de camping e piquenique. Valor do ingresso por pessoa na alta temporada: R$ 30 para estrangeiros, R$ 17 para brasileiros e R$ 3 para moradores (somente de segunda a sexta-feira).

Pantanal Fluminense + Observação de Golfinhos

Observação de Golfinhos

Observação de Golfinhos – Foto: GuapimirimTur


Os poucos mais de 30 botos-cinza que lutam para sobreviver na Baía de Guanabara vivem atualmente na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, onde ainda encontram um ecossistema preservado. É possível conhecer também o chamado Pantanal Fluminense, área de rios que compõe o único manguezal preservado de todo o entorno da Baía. SAIBA MAIS

Produção artesanal de Cachaça e Cerveja em Guapimirim

Produção artesanal de Cachaça em Guapimirim

Produção artesanal de Cachaça – Foto: GuapimirimTur


Durante quase 20 anos a produção caseira da Cachaça São Joaquim era apenas um hobby do simpático casal Vera e Isaque. Desde o ano passado o local pode ser visitado por turistas e moradores durante o Caminho da Pinga, com direito à degustação de cachaça e caldo de cana! Outra riqueza da cidade são as cervejas artesanais locais. Algumas delas também podem ser experimentadas durante uma vivência oferecida por um outro casal de produtores.

Trilhas e Cachoeiras em Guapimirim

Foto: GuapimirimTur / Divulgação

Foto: GuapimirimTur / Divulgação


Guapimirim é conhecida por suas águas cristalinas. Bairros como Barreira, Caneca Fina, Garrafão e Limoeiro resguardam lindas cachoeiras. Não deixe de conhecer os poços Verde, Sem Fundo, do Escorrega e da Concórdia. Há também várias trilhas, como a do Ouro, Pedra do Elefante, Corujas e a das Cascatas.

 

Cavalgada na Serra do Órgãos

Cavalgada na Serra do Órgãos

Cavalgada na Serra do Órgãos – Foto: GuapimirimTur


Clima bucólico e uma vista privilegiada da Serra dos Órgãos. Este é um passeio perfeito para quem quer passar um dia com amigos ou com a família em meio à natureza. O percurso conta com ruas de chão, florestas e morros. Além disso, há uma parte em que o cavalo nada com você sobre ele em um trecho do Rio Soberbo. Os participantes recebem instruções básicas de equitação e são supervisionados por monitores durante todo o passeio.


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Minas Gerais

MG ganha nova trilha em Parque Nacional

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No próximo sábado (18), o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais promove a caminhada inaugural da trilha ‘Arco do André’. São cerca de 8Km de extensão (e 7 horas de duração) nos quais o caminhante poderá maravilhar-se com mirantes naturais únicos e cavernas monumentais.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Arco do André é uma trilha com propósito mais aventureiro, onde os visitantes poderão ter contato mais próximo e direto com o rio Peruaçu, com o carste e com as matas primárias no interior da unidade. As subidas e descidas íngremes e em terrenos acidentados exigem algum esforço e um maior nível de condicionamento físico por parte do visitante – diferentemente dos outros atrativos do Parque. Além disso, a trilha tem como maior característica a baixa intervenção e rusticidade, o que tem potencial para atrair um público diferenciado – além de possibilitar a estadia de pelo menos um dia a mais do turista na região.

Foto: Fernando Tatagiba/ICMBio.

Arco do André | Foto: Lia Rezende/Divulgação ICMBio.

A trilha foi estruturada de forma conjunta por brigadistas, voluntários e condutores ambientais. Segundo o chefe da unidade Rafael Pereira Pinto, ela foi pensada e implantada no âmbito do acordo de cooperação com o Instituto Ekos Brasil. “Ela gerará mais emprego e renda para as comunidades do entorno do Parque. Acreditamos que essa trilha tem potencial para estar entre as mais incríveis do Brasil”, ressalta Rafael.

Gruta dos Cascudos | Foto: Rafael Pereira Pinto/Divulgação ICMBio.

O parque

Mirante do Mundo Inteiro | Foto: Lia Rezende/Divulgação ICMBio.

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi criado em 1999 com o objetivo de proteger o o patrimônio geológico e arqueológico, amostras representativas de cerrado, floresta estacional e demais formas de vegetação natural existentes, ecótonos e encraves entre estas formações, a fauna, as paisagens, os recursos hídricos, e os demais atributos bióticos e abióticos da região norte do estado de Minas Gerais.
A unidade se destaca também pelas riquezas espeleológicas (com mais de 180 cavernas catalogadas; suas formações e cavidades atingem até 100m de altura) e arqueológicas (com inúmeros sítios com pinturas rupestres datadas de até 9 mil anos atrás).
O parque compreende as cidades de Januária, São João das Missões e Itacarambi. Tem acessos fáceis e estradas pavimentadas que levam até sua sede na BR 135, km 155, Comunidade do Fabião I, Januária – MG.
A sede do parque está a 45Km da cidade de Januária, onde chegam ônibus de Belo Horizonte ou Montes Claros (onde fica o aeroporto mais próximo), por exemplo.

Outros atrativos

Gruta do Janelão | Foto: Edward Elias/Divulgação ICMBio.

Além da nova trilha, o parque nacional conta com diversas atrações naturais como a Gruta do Janelão, onde está a maior estalactite do mundo, a ‘Perna da Bailarina’; a bela e ornamentada Lapa Bonita; a Lapa do Boquete, onde foram encontrados alguns sepultamentos e é possível verificar a presença de um silo pré histórico; a Lapa dos Desenhos, onde há um caminho margeando o rio Peruaçu, com exuberante mata e onde é possível observar toda a riqueza das pinturas do parque; a Lapa do Rezar que reúne toda grandiosidade do cânion do rio, abrigando também um sítio com pinturas rupestres bem conservadas e os Caminhos da Lapa do Caboclo e Carlúcio, com pinturas exclusivas do Vale do Peruaçu, mirantes e trilhas pela mata.
Os níveis de dificuldade dos percursos vão de leve a pesado e o tempo estimado para visitação varia entre 1h30 (Lapa do Boquete, ida e volta) a 7h (Arco do André, ida e volta).
A unidade pode ser visitada durante todo o ano. De novembro a abril é época de chuvas, período no qual o verde predomina na paisagem; já de maio a outubro, é seca e a paisagem pode ficar bastante acinzentada.
O clima é bastante quente independente da estação.
Para acessar os roteiros do parque é necessário veículo motorizado, próprio ou alugado. Clique aqui para ter acesso à lista de condutores credenciados.
O parque funciona de segunda a domingo, das 8h às 18h, sendo que a entrada nos atrativos é permitida até às 15h.
Para visitar este parque nacional é preciso fazer um agendamento junto à gestão da unidade, através do e-mail [email protected] enviando este formulário (aqui) preenchido.

Para mais informações, fotos e detalhes sobre o Parque Nacional Cavernas de Peruaçu e seus atrativos clique aqui.
Mais informações sobre a nova trilha, aqui.

Com informações do ICMBio.


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Dicas de ouro para visitar Fernando de Noronha

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Não é novidade que Fernando de Noronha não é um destino barato, mas o que talvez seja novidade para muita gente é a frequência com que se tem visto fotos de amigos, parentes e colegas de trabalho visitando a ilha. Todo mundo conhece alguém que já foi. Parece até perseguição ou coisas do destino, basta entrar nas redes sociais ou ligar a TV que está lá a famosa imagem do Morro dos Dois Irmãos e a sensação de que só falta você lá. Mas será que todos os seus amigos ficaram ricos de repente?  Não, eles certamente se planejaram bem.

Morro Dois Irmãos, um dos cartões-postais de Fernando de Noronha | Foto: Bruno Lima/MTur.

Não é a toa que Nando Cordel canta que “Noronha é a ilha da paz”, não dá pra aproveitar na pressa, nem chegar em um dos seus incríveis mirantes apenas para tirar uma foto sem parar para contemplar (a paisagem, e não apenas a foto por anos a fio). Mas como existe uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA) diária que o visitante paga, muita gente acredita que economizará ficando o mínimo de tempo possível.
Juntando com o fato de que “só tem praia”, há ainda quem pense que após alguns dias vai se sentir entediado sem mais nada pra fazer, ledo engano. Pra começar, a “economia” na TPA não é muito esperta, é que o visitante compra o Ingresso do Parque Nacional Marinho (PARNAMAR) que é válido por 10 dias e custa quase R$ 100,00 (e o dobro para estrangeiros),  cujo valor não varia se você usufruirá do livre acesso a área durante 2 ou 10 dias. E ainda tem o peso do valor da passagem aérea. Então é aconselhável colocar na balança quanto custam sua hospedagem + TPA + custos variáveis (alimentação, festas e passeios) com quanto você investirá em passagem e Ingresso do Parque, para encontrar o equilíbrio ideal dentro do seu orçamento e perfil.
Aconselhamos no mínimo 5 dias inteiros na ilha para conhecer e desfrutar tudo, lembre-se que praticamente só há voos à tarde e dependendo do horário dos seus, pode ser que não dê tempo de fazer muita coisa no primeiro e no último dia.
Lembre-se também de respeitar o seu perfil de viajante, não precisa nem deve fazer tudo que todos fazem, Noronha é um dos melhores pontos de mergulho de cilindro do mundo, mas isso pode não ser sua praia. Tem rapel, tem trilhas inclusive gratuitas (e as regras de agendamento* dessas trilhas as tornam impossíveis para quem fica menos de 4 dias na ilha, mais uma razão para ficar mais tempo), tem o passeio de barco simples e aquele adicional que você paga pra ser puxado por uma pranchinha usando snorkel (opcional), tem travessias aquáticas com uma rica vida marinha, tem forró a noite, tem cerveja cara na balada, tem cerveja mais barata nos mercados e tem quem não vai gastar com isso porque não bebe, então existem mil possibilidades e se você for bem assessorado pelo staff da sua pousada ou hostel, saberá usar bem seu dinheiro e seu tempo.

Praia do Sueste | Foto: Bruno Lima/MTur.

A ilha tem a segunda menor BR do país com apenas 7km, mas nem por isso dá pra fazer tudo a pé, são muitas ladeiras, curvas e algumas estradas sem asfalto (que em dias de chuva viram caminhos de lama), estou lhe passando esta informação não para assustar, mas para ajudar a se planejar pois há quem acredite que alugar uma bicicleta seja a melhor alternativa, mas pode ser cansativo e perigoso, moto requer um guia experiente, carro requer um investimento alto (buggys estão a partir de R$ 250,00 a diária sem contar com a gasolina), ainda tem o ônibus que custa R$ 5,00 e te deixa em pontos-chave ao longo da via principal e você complementa seu trajeto a pé, além da boa e velha carona que é bem comum e segura na ilha.

Vista da Vila dos Remédios | Foto: Bruno Lima/MTur

Praia do Boldro | Foto: Bruno Lima/MTur.

A gastronomia do  Nordeste é sempre incrível e Noronha possui bons restaurantes e chefs renomados, não dá pra reclamar do preço quando em seu dia-a-dia na cidade em que você mora tem o hábito de comer fora em restaurantes caros, é igual! Quanto o turista já vem de outros destinos nordestinos e já provou de tudo é até compreensível priorizar a economia e comer apenas nos “pratos feitos” (R$ 30,00) e quentinhas (R$ 25,00) que há pela ilha, mas se sua viagem no Nordeste se resume à ilha, não pode deixar de desfrutar dos peixes, temperos e sobremesas pernambucanas imperdíveis. É como não comer massa na Itália, Paella na Espanha ou Tacacá no Pará. Entre uma boa refeição e outra recomendamos se hospedar próximo a supermercados, o bairro com a maior concentração deles é a Vila do Trinta onde também há uma praça com comida de rua à noite (com tapioca a R$ 10,00 e muito mais), outra dica de ouro é escolher uma hospedagem que ofereça café-da-manhã, você pode não acreditar mas  é bem comum esse serviço não ser oferecido devido aos custos da ilha (logísticos e de mão-de-obra). Para passar um dia inteiro na praia sempre leve um salgado, doce, fruta e água de 1,5L pois em algumas delas não há venda de nada, ou há poucas e caras opções, mas não precisa trazer nada disso de fora como alguns exagerados recomendam (a não ser que você venha ficar um mês!), pois os supermercados vendem e não é o dobro do preço do resto do Brasil (as frutas sim).

Sempre que eu viajo me hospedo em hostel que tem cozinha comunitária e boas áreas sociais, pois é na convivência e interação com outros viajantes que faço não só novos amigos como obtenho as melhores dicas de viagem, vejo com os que chegaram antes o que vale e o que não vale a pena fazer, dividimos de pizza a aluguel de carro, e essa troca de experiência não tem preço além de sair mais barato do que me sentir só em um quarto do hotel. Noronha agora tem hostels e a Casa Swell é o único que oferece café-da-manhã  e cozinha equipada sempre à disposição, e por ser maior que os demais há mais chances de conhecer pessoas legais. Também escolho hostel pelo tamanho, e sobretudo no exterior opto pelos quartos com maior número de camas já que são os mais baratos.

O que torna as passagens aéreas para Noronha mais caras é a boa e velha relação oferta e procura, uma vez que o aeroporto funciona em horário restrito por razões ambientais, e pelas mesmas razões existe limite de visitação (como por exemplo a proibição – e recente permissão com ressalvas – à chegada de pessoas via cruzeiros). Isto significa que há regras no Brasil regidas não pelo dinheiro, mas pela preservação à natureza, e isso é raro e necessário. Temos que respeitar, e temos que entender que a magia do destino é exatamente o milagre de ainda estar preservado! Sem dúvida a ilha vale cada centavo investido!

*Pelas regras atuais (agosto-2018) do ICMBio você agenda sua trilha pessoalmente e apenas com o ingresso do PARNAMAR em mãos, mas a vaga disponível para trilha vai ser para quatro dias depois, por isso aconselho ir logo no dia da chegada (exceto aos domingos quando não há agendamento).


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Brasil

Acampando no Pico da Caledônia

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O Pico da Caledônia tem no total 2.257 metros de altitude. Então vocês já podem imaginar o visual incrível que ela nos permite ter de toda a cidade.
Nos dias mais limpos, é possível ver até mesmo a Baía de Guanabara, como também o Parque Estadual dos Três Picos e a Serra dos Orgãos.

Mas já começo pontuando aqui que é incrível poder pegar um céu limpo e sem nuvens lá de cima, mas caso você não tenha tanta sorte, subir lá em cima e ficar por cima das nuvens, também é de se tirar o fôlego.

Partida:

Começamos o nosso trajeto partindo do centro do bairro Cascatinha, tendo como nosso ponto de encontro a padaria. Começamos nossa caminhada às 9:45 da noite em um grupo de sete pessoas.

Todo o percurso é realizado em chão de paralelepípedo, e a maior parte do trajeto é cercado por casas e sítios.  Lembrando que boa parte das subidas são bem ingrimes.  Por ter fácil acesso a subida ao pico é bastante movimentada se comparada a outras montanhas mais reservadas da cidade.

Após algumas horas de caminhadas decidimos começar a juntar lenha para a fogueira. Mesmo sendo o mês de Julho um dos melhores meses para fazer essa caminhada, é também o mês mais frio, então é importante se aquecer bem.

Por isso cada um dos rapazes fez o restante da caminhada carregando bastante lenha, e eu claro, dando aquele apoio moral haha.
Há bastante lenha por todo o caminho, porém com um pouco de receio, acabamos pegando lenha antes até demais, mas é aquilo ” melhor prevenir do que remediar.”

Chegada:

Chegamos ao ponto do nosso acampamento às 1:15 da manhã, não levamos as quatro horas inteiras que é a medida de tempo da subida geralmente.
Lá montamos nossas barracas e a fogueira.

E claro que não poderíamos deixar de levar o mashmallow para esquentar não é mesmo?!

Por incrível que pareça, não estava aquele frio assustador, o que demos sorte. Deu para aguentar bem, mas claro com a proteção básica. No meu caso: um moletom com um casaco para proteger do vento, luvas e touca, e claro, as meias, que sempre indico levar mais que apenas o par que está usando, para a troca assim que chegar.

Por volta das três horas da manhã apagamos a fogueira e fomos dormir, para poder pegar mais tarde o nascer do sol. Alguns minutos após ter caído no sono, acordei com o barulho de chuva. No momento bateu aquele receio de estar o tempo super fechado e não poder ver o nascer do sol. Voltei a dormir torcendo para que isso não acontecesse.

Acordei às 5:30 da manhã e não parecia nem que havia chovido a algumas horas atrás. Saí gritando todo mundo, para não perdermos esse momento que foi realmente magnifico.

Já vi muito nascer do sol, mas assistir lá de cima é de se tirar o fôlego.

Para me manter aquecida durante a noite, levei um isolante térmico, e um coberto de pelo leve e prático de dobrar. Não senti frio algum na barraca, e foi ótimo de dormir.

A portaria de acesso ao cume do Pico da Caledônia abre às 7 horas, por esse motivo alguns minutos antes já começamos a desmontar o acampamento, e partir para a segunda parte do trajeto.

Não lembro ao certo, mas são cerca de 15 a 20 minutos do ponto do acampamento até os portões. Lembrando que para poder entrar é necessário documento com RG.

Após mais alguns minutos de subida, nos deparamos finalmente com os 632 degraus necessários subir para chegar ao cume.

Chegar lá em cima, e dar de cara como uma vista incrível foi demais, uma experiência sensacional.


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Bahia

Nossa experiencia na Ilha dos Frades – Bahia

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Entre nossas pesquisas do que conhecer na Bahia, surgiu a Ilha dos Frades, que logo chamou nossa atenção, uma das ilhas da Baía de Todos os Santos, rodeada por Mata Atlântica, o pequeno paraíso, que possui oito quilômetros de extensão, ocupa um território que lembra o formato de uma estrela de 15 pontas, e em cada uma delas uma praia.

Como chegar?

Por se tratar de uma ilha a resposta é fácil: de barco.
  • Madre de Deus – Pegar um ônibus (R$ 9,00) na rodoviária de Salvador até Madre de Deus (horários saindo de Salvador) e de lá pegar um barco (R$ 5,00) até a Ilha dos Frades em  Loreto ou em Ponta de Paranama. Para chegar em Ponta de Nossa senhora, só barcos fretados (R$ 150).
  • Centro Náutico – há várias agências que ofertam o passeio que custa de 45 a 150 reais.

Fretando um barco, você tem a liberdade e comodidade de parar onde quiser, já os barcos que fazem transporte regular dos moradores, só vão até Paramana. Os barcos que saem do centro náutico levam até a Praia da Viração, atracando na Ponta de Nossa Senhora, local mais estruturado para o turista, sendo uma das rotas obrigatórias do passeio.

Nossa experiencia

Não sabíamos bem o que nos aguardava, nossa ideia (bem ingenua) era dar a volta em torno da ilha e acampar lá.

Terminal de Madre de Deus
Terminal de Madre de Deus

O dia amanheceu bem chuvoso mas mesmo assim não desistimos, chegando em Madre de Deus pegamos o barco por volta do meio dia. Os barcos não parecem ser muito seguros, porem, a viagem foi tranquila, passamos por muitos navios petroleiros e maquinas, devido a região ser um Polo Petroquímico.

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Chegando na Ilha, nos deparamos com uma das mais belas paisagens, a Igreja de Nossa Senhora de Loreto, em meio à vasta mata verde, mar calmo e águas transparentes. 30 minutos depois, chegamos em Paramana, o local mais habitado da ilha, mas vimos poucas pessoas, parecia até uma ilha deserta.

Igreja de Nossa Senhora de Loreto
Igreja de Nossa Senhora de Loreto
Paramana - Ilha dos Frades
Paramana – Ilha dos Frades

A previsão era caminhar 8 km (de Paranama até a Ponta de Nossa Senhora) após caminhar alguns (muitos) metros chegamos a praia da Costa, ocupada por moradores locais, existe uma pequena Igreja de frente ao mar, que estava fechada no momento. Com o dia chuvoso e o céu escurecendo, resolvemos não seguir nossa caminhada e procurar um lugar pra acampar alí mesmo.

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Foi ai que encontramos uma família, que nos alertaram sobre não poder acampar lá, pois a ilha é “particular“, em contrapartida, eles nos convidaram para almoçar e serviram uma deliciosa moqueca baiana.

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Nossa imensa Gratidão a Cris e sua família.

Após o almoço, o filho deles nos levou para conhecer a ilha, passamos pela Praia do Pontal até a Praia do Tobar, durante a caminhada ele nos contou sobre historias da ilha e sua vivencia lá, o que já valeu ter chegado lá. Ao final da tarde, como estavam voltando para Salvador, deixamos nossos planos de lado e pegamos uma carona com eles.

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A Mágica dos Anjos

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   Olá, mochileiros!  Hoje vou dividir um pouco da experiência que vivi subindo a trilha do Castelinho em Petrópolis. Petrópolis é um munícipio localizado no interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, também conhecido como Cidade Imperial. O Castelinho é uma trilha muito frequentada por moradores e turistas, devido ao fácil acesso e uma caminhada leve, levando aproximadamente 1 h para ser concluída. Com vista para toda Baía de Guanabara, Serra da Estrela e parte da Serra dos Órgãos, o local também é utilizado para a prática do rapel. Eu e um grupo de amigos, subimos ao entardecer e apreciamos o nascer da lua. Apesar do cansaço, dos mosquitos, do peso das mochilas e de toda limitação pessoal que cada um carrega, momentos como esses, se tornam místicos e diferenciados pelo simples fato de serem vividos em plena comunhão com as pessoas e com a natureza.

    Quando eu era criança, sempre ouvia histórias de que a floresta era um lugar mágico e repleto de seres mágicos, um lugar, muita das vezes misterioso e perigoso, levando muitos a se perderem e nunca mais voltarem. Hoje, continuo acreditando em tudo isso, apenas com um olhar diferente. Acho que não existe nada mais mágico do que a natureza, e poder encontrar indivíduos que dividam essa paixão com você, é fantástico!  Minhas maiores e melhores experiências sobre coletividade, empatia, cuidado, responsabilidade, limite e respeito, sempre tiveram a natureza como plano central. A primeira coisa que me chama muita atenção quando estou em alguma trilha é a quantidade de ”bom dia”, ”boa tarde” e ” boa noite” que digo para os que estão chegando ou saindo dela. Eu posso nunca ter visto e nem ter a chance de conhecer aquelas pessoas, mas todos que estão naquele ambiente, estão em busca de algo muito parecido, algo que provavelmente não encontraram no trabalho, em casa, nas boates ou em qualquer outro lugar. E esse algo está muito mais ligado ao espírito do que ao corpo! Já encontrei crianças, idosos, adultos, jovens, pessoas com mais peso ou menos peso, pessoas procurando a natureza para curar alguma dor ou simplesmente buscando se conectar com algo maior do que elas mesmas. Enfim, as motivações são várias, mas a conexão é sempre a mesma.

    Em trilhas e acampamentos, a noção do ”Eu” e do ”Meu” não existem. No lugar disso, entra a noção de ”Nós” e ”Nosso”. E acho que por isso, quero estar sempre perto de situações assim, porque são essas situações que me colocam á prova e me fazem revisar tudo que fui, que sou e que pretendo ser! são elas que me fazem sair da minha zona de conforto física, mental e emocional. São elas que me fazem enxergar além do ‘’eu’’ e do ‘’meu’’ para o ‘’nós’’ e o ‘’nosso’’. E isso pode ser muito fácil na teoria, mas é na prática que nos deparamos com a complexidade que é tentarmos sermos melhores para nós e para os outros. Talvez seja um exercício para uma vida inteira, ou algumas vidas! Nunca estaremos completos ou com a bagagem cheia demais. Sempre existe uma lição na próxima curva. E uma grande lição que ficou marcada nesta trilha do Castelinho, foi o quanto o inesperado pode fazer tudo mudar em questões de segundos em nossas vidas. Subimos a trilha no sábado para voltar no domingo na parte da tarde. Eu, como tinha uma viagem marcada, precisei descer a trilha pela manhã. Já estava caminhando para a saída quando fomos surpreendidos com um pedido de uma corda para ajudar uma pessoa a sair de um buraco de 20 metros no qual tinha caído. Eu e Tom voltamos para o acampamento para avisar os outros. No grupo que eu estava, três dos meus amigos, além de instrutores de rapel, eram do grupo de Resgate Petrópolis. Além de terem a corda, tinham todo o equipamento para descerem em segurança e tentarem fazer o salvamento. Foi uma situação bastante inusitada. Além da preocupação da família, nós, que estávamos apenas acampando por lá, também sentimos, mesmo que de forma diferente, a angústia da espera. Mesmo não conhecendo o Eduardo antes ( o senhor que caiu), todos que ali se encontravam, vibravam uma mesma frequência. E isso me faz pensar em duas coisas: A primeira é o que citei no começo do texto sobre a floresta ter seus perigos. E realmente têm! Percebi o quanto um simples passeio ou um simples encontro com os amigos em meio a natureza, podem ter seus imprevistos, e do quanto é importante estar preparado mesmo que minimamente para caso aconteça. Por sorte, os meninos sabiam o que fazer e tudo correu bem. A segunda coisa (também citada no começo), é sobre essa mágica, essa sacralidade que rodeia ambientes naturais, e do quanto isso influencia nas atitudes das pessoas. Parece que voltamos aos instintos primitivos e não medimos esforços para colocar os nossos como prioridade. Como não medimos esforços para proteger a barraca das intempéries, racionar a comida e a água para durar e suprir a todos, não medimos esforços para ver o outro tão bem ou melhor que nós mesmos, nunca pior. E parece que nos dias de hoje, atitudes assim não são mais instintivas, elas simplesmente são escolhidas por aqueles que ainda conseguem ver o próximo como a si mesmos. Sobre o próprio resgate: estávamos em um momento de lazer entre amigos, e mesmo os meninos sendo treinados para situações como essa, a maioria tinha idade para serem netos do seu Eduardo. Não que a idade seja um medidor de caráter, mas é sempre uma grande responsabilidade assumir a vida do outro! É sempre uma grande responsabilidade confiar e acreditar no outro, principalmente (como nesse caso) quando o outro é um desconhecido. E esse acontecido, me ensinou muito sobre agir mais por instinto e menos por convenção. Poderíamos ter chamado os bombeiros ou não termos nos envolvido. Isso aliviaria a nossa responsabilidade e aumentaria o sofrimento da família e do próprio Eduardo. Então, foi simplesmente uma questão de escolha. E esse tipo de escolha, em situações perigosas e difíceis, dizem muito sobre nós e como nos portamos diante da própria vida! Diz muito sobre o tipo de caminho que decidimos trilhar nesta eterna jornada, sobre o tipo de conexão que fazemos com o mundo e com todos os seres vivos. Diz sobre o tipo de mágica que resolvemos acreditar mesmo não sendo mais crianças. Enfim, esse tipo de escolha, me faz lembrar do quanto somos seres de luz, e do quanto podemos SER luz para todos. Não precisamos esperar uma situação extrema para nos darmos conta do quanto a vida é frágil e do quanto os pequenos momentos são importantes. Foi realmente uma grande lição que aprendi sobre esse incrível dom que todos possuímos: O dom de sermos anjos na vida do próximo, de salvarmos o próximo de muitas formas. Só me restam agradecimentos á vida por me proporcionar experiências como essa. Agradeço aos amigos, que sempre fecham em todas as aventuras sem medo do desconhecido, e agradeço, de maneira muito especial, aos amigos Matheus, Tom e Jefferson que fizeram o resgate do Eduardo, que se encontra bem e apenas ralou o corpo. Agradeço a essa equipe maravilhosa, que ‘’coincidentemente’’ se chama Anjos Radicas. Agradeço, por em tão pouco tempo, me ensinarem tanto. Por terem me proporcionado assistir a mágica da vida e das boas ações afetarem tantas outras vidas! Obrigada a todos, e até a próxima estrada!

 

Agradecimentos e muita gratidão!

Equipe  Anjos  Radicais e amigos.

 

 

    

 

 


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