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Chile

Por que conhecer o Atacama (também) à noite?

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Nós somos simplesmente apaixonados pelo Deserto do Atacama. A região abriga salares, cordilheira, geiseres, sítios arqueológicos e tem o céu considerado um dos melhores para observação astronômica no hemisfério sul.
Quando nos deparamos com este vídeo feito por Martin Heck não conseguimos deixar de mostrá-lo para você, que certamente é mais um(a) apaixonado(a) por esse pedacinho incrível do Chile.
Na descrição do vídeo que foi publicado no site Vimeo o autor dele conta que o ambiente não é muito amigável para os equipamentos, mas que fornece “sem dúvida vistas épicas e vastas de uma das maiores paisagens da Terra.” Acrescentando que nenhum ruído é capaz de tirar a atenção do grande show que o céu noturno de lá oferece.
As imagens falam…

Confira nosso post com sugestões de o que fazer em San Pedro Atacama!

Martin Heck é especialista em timelapse e diretor de fotografia. Mais vídeos de outros lugares incríveis feitos por ele podem ser conferidos no site http://timestormfilms.net/ou no canal da Timestormfilms no Vimeo.

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América do Sul

Ilha de Páscoa (roteiro e mais!)

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A ilha de Páscoa é um destino pouco explorada e foi uma viagem incrível que fiz meio que por acaso. Resolvemos ir para Bora Bora e um dos caminhos mais fáceis era via ilha de Páscoa. E porque não parar lá um pouquinho para conhecer a tão famosa ilha dos Moais?

Como ir para Ilha de Páscoa

Saímos do Rio de Janeiro rumo a Santiago, como chegamos bem tarde, resolvemos nos hospedar no próprio aeroporto, no hotel Holiday Inn (preço a partir de R$500 reais). O hotel é ótimo e fica praticamente dentro do aeroporto.

Para a ilha de Pascoa pegamos um voo cedo da LATAM, outra opção é ir via Lima, no Peru. São 5 horas de voo em um avião super novo e super confortável.

 

Onde se hospedar:

Escolhemos o  hotel Explora e foi uma ótima opção.  O hotel funciona no esquema all inclusive (todas as refeições e todos os passeios!).  Não é um hotel econômico, mas vale a pena! Não temos que nos preocupar com nada e temos garantia da qualidade dos serviços e da gastronomia!

 

Nosso dia a dia:

Chegamos no hotel na hora do almoço. Logo seguimos para nosso primeiro passeio. Esse dia #1, fizemos apenas o passeio da tarde!

Todos os dias acordávamos por volta das 7:30 e fomos tomar café. Depois, por volta das 9h fazíamos o primeiro passeio que durava até +- 12:30/13h. Almoço no próprio hotel e saída para o passeio da tarde.

O hotel oferece 3 tipos de passeio: a pé, de carro ou bicicleta.

Quantos dias ficar:

Ficamos 2 dias e meio. Acho o mínimo para conhecer bem a ilha. O ideal é ficar entre 3 e 5 dias.

 

Por quê ir?

Pela história, pela cultura. A ilha é uma aula de história a céu aberto. Uma das experiências mais incríveis que eu tive.

Mais posts sobre essa e outras viagens:
www.nanameleva.com.br


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Argentina

Santiago x Buenos Aires: Pra onde ir?

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Para mim os lugares deste mundo são incomparáveis, cada um tem seu charme, beleza e seu mundo particular, que tanto pode encantar ou desagradar qualquer um. Mesmo assim, uma dúvida comum entre a maioria dos brasileiros, principalmente os que estão viajando pela primeira vez para o exterior é a seguinte: “Pra onde devo ir: Buenos Aires ou Santiago?”

Para te ajudar a escolher o destino certo de acordo com a experiência que procura, resolvi listar os principais pontos positivos de cada uma destas cidades magníficas da América do Sul, para que assim, sua escolha seja a mais assertiva possível.

E primeiramente vamos começar por onde mais interessa: Seu bolso.

1-Passagem aérea e voo.

Ponto: Buenos Aires.

Hoje com uma pesquisa bem feita e com escolha das datas certas, você consegue encontrar voos na mesma faixa de preço para as duas cidades, só que BsAs leva vantagem, pois há mais voos e companhias aéreas partindo de São Paulo, com isso é mais fácil de encontrar promoções. Outra Vantagem é em relação ao tempo de viagem em um voo sem escala, sendo que para chegar a Santigo são 4 h 19 min de viagem, uma hora e vinte minutos a mais que para capital argentina (referência Guarulho).

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2- Qual o destino mais barato?

Ponto: Santiago.

Mesmo o câmbio paralelo argentino favorecendo o turista brasileiro, Buenos Aires é uma cidade com atrações mais caras. De acordo com o site: QuantoCustaViajar, uma viagem para capital chilena fica 25% mais barata. Claro, que isso é uma média, e vai depender dos seus gastos, mas já é uma boa referência.

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3- Qual é mais atraente?

Ponto: Buenos Aires.

Isso é questão de gosto, e muito pessoal. Eu gostei mais de BsAs. Achei a cidade melhor estruturada para o turista, além de ter um estilo mais europeu, com as avenidas largas e a própria arquitetura das casas dão um toque especial a cidade. A cidade a noite também é mais interessante.

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4- Quais hermanos são mais simpáticos?

Ponto: Santigo.

Todo mundo sabe que nós brasileiros temos uma rivalidade sem sentido com os argentinos, e vice e versa, e isso é um pouco perceptível. Só que em Santigo, na minha experiência, encontrei mais pessoas educadas e solicitas com turistas. Sempre simpáticos e sorridentes. Alguns taxistas na argentina são malandros demais com a gente também, o que desanima um pouco.

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5- Onde se come melhor?

Ponto: Empate.

Depende muito do paladar de cada um, eu prefiro os Chorizos à frutos do mar, muito típico do mercadão da capital chilena. Em ambos países você irá encontrar bastante diferença na culinária. Não estranhe comer abacate com tudo no chile…rs. Faz parte da experiência.

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Foto: Como comparar paella com chorizo?

6- Melhor lugar para compras?

Ponto: Buenos Aires.

Eu não viajo para comprar, mas aproveito sempre o que vale a pena. E há pessoas que viajam e só pensam em comprar. Se você é destes vai preferir, Buenos Aires, onde encontrará mais lojas, shoppings e marcas famosas com preço bem em conta.  Na rua Florida há diversas lojas, marcas famosas e muitos artigos de couro. Na capital argentina você também encontra várias lojas de outlet  e cosméticos a ótimos preços.

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Outros diferenciais a se considerar:

  • Santigo: Está próximo a vinícolas, o que permite um tour bem interessante. Esta também a uma hora e meia do principal balneário do país.

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  • Buenos Aires: Próximo a Luján, a Aparecida do Norte da Argentina, onde também há aquele zoológico super procurado para tirar fotos com os animais. Você também se estiver com o cronograma livre, pode fazer bate e volta para Colonia del Sacramento no Uruguai, uma cidade super charmosa.

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Nesta disputa de gostos, penso que vale a pena conhecer logo as duas e tirar suas próprias conclusões. Santigo tem aquele charme de ser rodeada pelas Cordilheiras dos Andes e Buenos Aires com seu tango e suas avenidas largas nos faz sentir bem só de andar nas ruas.

Pode apostar, você irá voltar deslumbrado de qualquer uma delas.

Se interessou??

Para saber mais: Dê uma olhada nos roteiros completos que o Quero Mochilar tem nas duas capitais e ainda em outras cidades dos países:


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América do Sul

Top 10: o que visitar em Santiago do Chile

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O Chile tornou-se o destino da vez nos últimos anos e parece que seguirá nesta posição. Há poucas semanas um dos mais utilizados guias de viagem do mundo, o Lonely Planet e a National Geographic elegeram o país como “O” lugar a ser visitado em 2018!
O que nem todos sabem é que além das maravilhas naturais, por lá há muito turismo urbano; e para todas as idades. Muitos visitantes usam a capital chilena, Santiago, como portão de entrada para o país (o principal aeroporto fica lá), sem saber que a cidade tem muitos lugares interessantes a serem explorados, o que faz valer a pena reservar alguns dias do roteiro por lá.

Abaixo os “Top 10” da capital chilena:

1- Parques

Entardecer no Parque Forestal | Foto: Hoderik Henderson/Imagen de Chile

Santiago é uma cidade cheia de parques. Eles estão em diferentes áreas, geralmente são muito limpos, grandes e concorridos, especialmente nos finais de semana.
Neles é possível conhecer um pouco de perto a vida dos santiaguinos que por eles caminham em família, com seus cachorros e praticam algum esporte.
Os parques mais conhecidos são: Parque Forestal, Bicentenario, Quinta Normal e Parque Bustamante; mas há ainda muitas praças e parques menores os quais você poderá explorar e escolher o seu favorito.

2- Vinhos

Santiago é sede de muitas das melhores vinícolas da América do Sul. Das famosas as menos famosas.
Muitas têm fácil acesso e oferecem tours de degustação com preços econômicos. As mais conhecidas são Concha y Toro, Undurraga, Cousiño Macul e Santa Rita.

País tem algumas das melhores vinícolas do mundo | Foto: Divulgação/Imagen de Chile

3- Museus

Museu de la Memória | Foto: Camila Gonzalez Herrera/Imagen de Chile

Santiago tem mais de 20 diferentes museus, desde os tradicionais museus históricos ou de arte até um Museu da Moda!
Um dos imperdíveis é o Museo Precolombino, de altíssimo nível; outro é o Museo de la Memoria, que aborda as violações aos Direitos Humanos que ocorreram no Chile e no mundo em diferentes épocas da História. Este e muitos outros museus têm entrada gratuita.

4- Mercados

Mercado Central | Foto: Divulgação/Imagen de Chile

Santiago é conhecida por seus variados e pitorescos mercados, onde é possível encontrar muita variedade de frutas, verduras, peixes entre outros. São lugares que não servem somente para compras, mas para observar as riquezas cultural e gastronômica local.
Os mercados mais visitados são o Mercado Central (peixes e mariscos) e La Vega Central (frutas e verduras). Neles você encontrará restaurantes com variados preços e procurando também encontrará lugares muito baratos e com muita qualidade.
Uma boa alternativa é visitar os mercados durante a manhã e almoçar na La Vega – onde estão as opções mais econômicas. A poucos metros dali está o bairro Patronato, onde você poderá encontrar muitas opções de restaurantes coreanos e árabes, um exemplo da multiculturalidade de Santiago.

5- Montanha, o famoso Cajón del Maipo e mais

Paisagem andina | Foto: David Valdes/Imagen de Chile

A Cordilheira dos Andes “cuida” de Santiago muito de perto. Isto significa que há muitos trekkings e expedições para fazer partindo da capital. Muitos cerros (colinas) têm fácil acesso e baixa dificuldade.
Um dos cartões-postais chilenos, o Cajón del Maipo está bem perto de Santiago (aproximadamente 50Km) e da cidade há transporte público e tours para lá. Também é possível conhecer centros termais, belos lagos, aldeias pitorescas e até um glaciar!

Termas del Plomo | Foto: David Valdes/Imagen de Chile

6- Festas e bares

Patio Bellavista: ícone de diversão em Santiago | Foto: Emilia de la Fuente/Imagen de Chile

A vida noturna de Santiago tem muito a oferecer. A cidade tem uma agenda de shows muito variada e ativa durante todo o ano. Não deixe de conhecer os pulsantes bairros de Bellavista, Bellas Artes, Lastarria, la Plaza Ñuñoa e Brasil. Guarde uma noite também para Vitacura! Em todos eles você encontrará desde pequenos bares, mais intimistas até lugares maiores com interessantes propostas. Além deles verá muitos clubes de música eletrônica, outros para dançar Salsa e também os mainstream.

7- Mirantes

Cerro San Cristóbal | Foto: Divulgação/Imagen de Chile

Santiago é uma cidade de mais de 6 milhões de habitantes e existem muitos lugares de onde é possível obter belas vistas. O principal e mais famoso mirante é o Cerro San Cristóbal, que está no bairro Bellavista. Menor, mas também uma boa opção é o Cerro Santa Lucía, no centro.
Ao final do dia a pedida é ir ao observatório do edifício mais alto da América Latina, o Sky Costanera – assim você poderá ter uma bela vista de Santiago durante o dia e à noite!

8 – Ski

Foto: Divulgação/Imagen de Chile

Como já dissemos, a Cordilheira dos Andes está muito próxima, e por isso por ali existem muitos e variados centros de Ski, uma oportunidade para quem ainda não conhece a neve conhecê-la e para todos conferirem paisagens espetaculares.
Os centros mais próximos são o El Colorado, Farellones, La Parva e Valle Nevado. Um pouco mais distantes e menos conhecidos são o Portillo e Lagunillas.
A partir de Santiago partem tours para estes centros onde também é possível contratar aulas de ski, caso você nunca tenha esquiado.

9- Compras

Costanera Center é o maior shopping da cidade. Nele está o Sky Costanera | Foto: Divulgação/Imagen de Chile

Santiago tornou-se capital das compras na América do Sul nos últimos anos. Dólar alto e muita oferta fazem com que os preços sejam bastante atrativos para os visitantes. Na cidade há muitos shoppings centers e grande variedade de lojas de renome mundial. Os mais frequentados por viajantes são o Costanera Center, o Parque Arauco e os outlets de Quilicura.

10- Arquitetura

A igreja de San Francisco (século XVI) é a construção mais antiga da cidade | Foto: Divulgação/Imagen de Chile

Santiago foi fundada no século XVI e ainda tem muitos de seus edifícios históricos preservados. Belíssimos cenários para os olhos e para fotos e vídeo. Por lá você encontrará marcos da arquitetura clássica e moderna, de prédios do governo a palácios familiares, passando por habitações sociais além dos de herança espanhola.

Onde ficar

Agenda de atividades no Santiago Backpackers proporciona ainda maior interação entre os hóspedes | Foto: Divulgação.

Um dos dormitórios do Santiago Backpackers | Foto: Divulgação.

Localizado no bairro Bellas Artes, área central de Santiago, o ‘Santiago Backpackers’ é um hostel ideal para aqueles que procuram fazer novos amigos durante a viagem. Por lá, além dos bons serviço e estrutura, há atividades para integração entre os hóspedes quase todos os dias.
O hostel conta com opções de quartos privativos e dormitórios compartilhados, inclusive um somente para mulheres.
O buffet de café-da-manhã é muito completo e sua localização é privilegiada. Boa parte das atrações são facilmente acessadas a pé (Palacio de la Moneda, Plaza de Armas, Parque Forestal, Bellavista, Mercado Central, La Vega e muitos outros).
Através do site www.santiagobackpackers.com é possível fazer facilmente sua reserva e conferir os bons preços por ele oferecidos.
Confira também a página do hostel no Facebook: www.facebook.com/santiagobackpackers onde é possível ver mais fotos e a agenda de atividades.

Se você busca algo diferente de um hostel, talvez se interesse por um apartamento no ‘Santiago Furnished Apartaments’. O local oferece apartamentos mobiliados para casais, famílias ou grupos. É uma ótima opção para quem gosta de cozinhar em casa e busca mais privacidade.
Fica no bairro Belas Artes, bem pertinho da famosa Plaza de Armas. Para mais informações, fotos e reservar sua estadia acesse o www.santiagofurnished.com

Santiago Furnished Apartaments | Foto: Divulgação.

Santiago Furnished Apartaments | Foto: Divulgação.

Santiago é uma cidade segura e muito amigável com seus visitantes e, como você viu, há muito a que se descobrir por lá. Visite Santiago e faça você mesmo(a) seu “top 10”!

Este é um publieditorial
Texto: Equipe Santiago Backpackers


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América do Sul

Meditando pela Bolívia, Chile e Peru

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Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora.

Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer.

É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc.

Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta)

 

 

As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio!

 

Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante “cidadezinha” de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades.

 

Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender.

 

Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada.

 

No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si.

Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro.

Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente.

Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com.

Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!?

Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!

 


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5 roteiros de vinho para desfrutar no Chile

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O país é o único no mundo que possui mais de 200 mil hectares de vinhedos, cultivados com raízes próprias (sem enxertos americanos), livres de Filoxera e outros vírus transmissíveis. Somente no ano passado, mais de um milhão de turistas nacionais e internacionais participaram de alguma atividade relacionada ao vinho no país. A produção da bebida no Chile atinge a marca de cerca de um milhão de litros por ano e é o quarto país exportador de vinho – com mais de 80% da produção destinada ao mercado internacional.

Aqui estão 5 roteiros de vinho imperdíveis no Chile:

1- Roteiro de vinho de Casablanca

Foto: Divulgação.

O Valle de Casablanca fica a 50 minutos de Santiago, capital do país. Hoje é um dos vales mais concorridos da região, devido a sua diversificada oferta de vinhos.

Casablanca tem uma área de mais de seis mil hectares e se divide em diferentes subvales, onde se localizam as vinícolas que formam esse roteiro, a maioria aberta ao público. Algumas delas são: Veramonte, Emiliana, Catrala, Viña Mar, Matetic, Indómita, Quintay, Casas del Bosque, Recova Wines e Loma Largae Kingston. Também é possível fazer atividades na Estancia El Cuatro, El Jardín de Cepas, no Restaurante Macerado de Viñamar, House Casa del Vino e no Restaurante Tanino.

Existem tours com duração de meio dia e de um dia, quando se pode visitar os vinhedos, adegas e salas de barris, degustando vinhos e queijos, rodeados pela bela paisagem da região. Também é possível desfrutar de almoços harmonizados e visitar o primeiro museu do vinho de Casablanca. Quem quiser se hospedar no local, existe opção de hospedagem nas vinícolas Viña Mar e Vina Matetic, ou a apenas 30 minutos, na cidade porto de Valparaíso.

Mais informação em: www.rutadelvinodecasablanca.cl.

2- Roteiro de vinho do Valle de Colchagua

Viña Santa Cruz | Foto: Divulgação.

Colchagua se localiza a 150 quilômetros ao Sul de Santiago e se especializou na produção de vinhos tintos premium, como o Cabernet Sauvignon, Carménère e Syrah. Suas bebidas se destacam por sua maturidade, concentração e potência.

As vinícolas que oferecem tour em Colchagua são Casa Silva, Koyle, Lapostolle, Los Vascos, Montes, MontGras, Neyen, Santa Cruz, Ventisquero, Viu Manent e Apaltagua. Também é possível passear pelos vinhedos, harmonizando gastronomia – com um almoço chileno, piquenique, ou outras alternativas. Além disso, durante a noite tem alternativa de conhecer o astroturismo na região.

O local oferece experiências como a oportunidade de ser enólogo por um dia, podar e colher uvas e até fazer seu próprio vinho. É possível ainda praticar windsurfe, kitesurf e surf na costa, ou até fazer trekking nas montanhas Montes. Voar em um balão de ar quente também faz parte dessa proposta, que busca integrar outros destinos da região, como Pichilemu e Matanzas, que inclui roteiros de pesca em San Fernando e casas históricas do século XIX.

Mais informações em: www.rutadelvino.cl/.

3- Roteiro de Vinho do Valle de Curicó

Viña Alta Cima | Fotos: Divulgação.

Reconhecido como um dos maiores vales vitivinícolas do Chile, o Valle de Curicó conta atualmente com cerca de 25 mil hectares.

Esse roteiro permite conhecer diversas vinícolas e adegas com diferentes perfis. Os visitantes podem desfrutar da paisagem em imponentes mirantes, visitar cavas subterrâneas de mais de 100 anos ou casarões de famílias tradicionais em tours de várias opções de duração. Nesses passeios também é possível saborear deliciosos pratos de comida típica.

Esse vale conta com 12 adegas, que mesclam elegância de adegas boutiques com casas históricas e parques. Entre as opções de vinícolas incluídas nesse roteiro estão: Miguel Torres, Aresti, Alta Cima, Millamán, Correa Albano, Puertas, Valdivieso, Echeverría, San Pedro, Requingua, Folâtre e Las Pitras.

Para mais informações, acesse: www.rutadelvinocurico.cl

4- Roteiro de Vinho do Valle del Maipo

Valle del Maipo | Foto: Divulgação.

O Valle del Maipo, a região vinícola mais antiga do Chile, fica a 40 minutos de Santiago. Suas adegas boutique de inspiração francesa lhe renderam o título de “Little Bordeaux”.
Esse roteiro oferece tours divertidos que incluem passeios de bicicleta, degustações e uma deliciosa gastronomia. Algumas das vinícolas que se pode visitar são Chocalán, Almaviva, El Principal, Aquitania, Odfjell, La Montaña, Undurraga, Santa Rita, Pérez Cruz, Concha y Toro, Huelquén, Tarapacá, de Martino, Causino Macul e Haras de Pirque.

Mais informação em: www.rutadelvinoislademaipo.cl.

5- Roteiro de Vinho do Valle del Maule

Viña Terra Noble | Foto: Divulgação.

Esse roteiro começa na pré-cordilheira Maulina, onde estão os vinhos brancos como Sauvignon Blanc, seguindo para o Centro, onde são produzidos incríveis vinhos Cabernet, Merlot e Malbec. Finalmente, a região da serra convida os visitantes a degustarem deliciosos Cabernet Sauvignon, Carménère e Carigñan.

Algumas das vinícolas desse roteiro são Corral Victoria, Vía Wines, Aromo, Terra Noble, Casa Donoso e Balduzzi.

Mais informação em http://valledelmaule.cl.


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América do Sul

Deserto do Atacama: É possível fazer sem 4×4 (e de Kombi!)

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Em nossa viagem de Kombi pela América do Sul um dos lugares que tínhamos muitas expectativas para conhecer e que está entre os destinos mais famosos do continente era o deserto do Atacama. Como estamos viajando com nossa Kombi, a Felícia, inicialmente consideramos fazer alguns passeios com agências de viagem pois acreditávamos que não era possível chegar em todos os lugares com o próprio carro, ainda mais com um que não fosse 4×4. Porém quando procuramos os passeios na internet nos deparamos com preços bem altos e então decidimos arriscar fazer tudo por conta própria.


Depois de termos passado pessoalmente por lá, podemos falar que é tranquilo fazer os passeios sem agência. Para aqueles que pensam em dirigir no deserto mas que não pretendem dirigir desde casa até lá, é importante lembrar que não existem locadoras de carro em San Pedro de Atacama, mas, em Calama, cidade e aeroporto mais próximos, existem muitas opções e de lá são aproximadamente 70 km de estrada asfaltada e em boas condições até San Pedro.

Se localizar dentro da cidade e navegar nas estradas, de asfalto e de terra, não foi uma tarefa difícil. Apesar do que muitos operadores de turismo da região podem dizer, as estradas são boas (até mesmo as de terra) e existe sinalização para todos os passeios. E, mais importante, todos as estradas, ruas, trilhas e pontos turísticos estão muito bem identificados nos principais aplicativos de localização. Nós, por exemplo, fizemos todos os passeios no deserto do Atacama (e toda a nossa viagem) navegando apenas pelo celular e não sentimos nenhuma falta de um GPS.

No total foram 6 passeios diferentes que fizemos lá e vamos explicá-los do mais fácil ao mais complicado. Os preços que vamos colocar aqui eram os praticados em julho de 2017.

Valle de la Muerte: Um dos lugares mais fáceis de chegar, fica diretamente na estrada que une San Pedro de Atacama a Calama, cerca de 5 minutos de carro saindo se San Pedro. Essa entrada, que custa 3000 pesos chilenos por pessoa, está sinalizada com uma casinha de madeira na porta e te dá acesso a parte inferior do vale, por onde se pode seguir só até certo ponto de carro e depois continuar por uma trilha a pé que sobe até o mirante de onde se pode ver o pôr do sol. Porém, existe uma segunda entrada mais a frente na estrada (sentido Calama) que dá acesso apenas ao mirante e custa 1000 pesos chilenos. Neste ponto a estrada é de pior qualidade com pedras e carros muito baixos podem sofrer um pouco.

Valle de la Luna: Outro passeio muito fácil de se fazer por conta. Cerca de 1 km saindo de San Pedro em direção a Calama existe uma intersecção com outra estrada onde se deve sair a esquerda. Deste ponto são mais 3.5 km até uma nova bifurcação com saída para o vale a direita (e desde esse ponto já haverá placa) e mais 1.5 km até a entrada (que custa 2000 pesos chilenos por pessoa). Atualmente esta é a única entrada para o vale.

Lagunas escondidas de Baltinache: São na verdade sete lagoas diferentes, muito próximas umas das outras sendo possível nadar e flutuar na primeira e na última. O acesso é feito pela mesma estrada que liga San Pedro a Calama porém a placa que sinaliza a entrada só pode ser vista por quem vem de Calama. Cerca de 13 km após sair da cidade de San Pedro haverá uma estrada de terra (mas sem dificuldade para qualquer tipo de veículo) a esquerda e deste ponto são mais 45 km até uma nova saída a esquerda, de onde já se pode ver a entrada para as lagoas. O preço do ingresso é de 5000 pesos chilenos, mais barato que a entrada para a Laguna Cejar, onde você também pode boiar na água salgada, e inclui um banho gelado (e muito bem vindo) na saída para tirar o sal do corpo. 

Laguna Chaxa: Famosa por seus flamingos esta lagoa é um pouco mais longe de San Pedro mas nem por isso mais difícil de chegar. Desta vez a saída de de San Pedro é pela estrada que vai a Toconao, Socaire e Paso de Sico (fronteira com a Argentina), a Ruta Nacional 23. Saindo de cidade são aproximadamente 38 km até Toconao e poucos km a frente haverá uma saída a direita bem sinalizada para uma estrada de terra e sal (que na verdade se assemelha muito ao asfalto e é muito tranquilo de andar com qualquer carro). Nesta estrada são mais 20 km até a entrada da lagoa, que custa 2500 pesos chilenos por pessoa.

Lagunas Cejar, Ojos del Salar e Tebinquiche: Três lagoa muito próximas e que se localizam na mesma estrada. A estrada para chegar até elas é a mesma para a Laguna Chaxa, então uma boa idéia é fazer esses passeios no mesmo dia deixando estas lagoas para o final pois aqui o pôr do sol é mais bonito. Para chegar, a saída de San Pedro é novamente pela Ruta 23 (Toconao, Socaire e Paso de Sico) e cerca de 18 km a frente haverá uma saída para a direta no mesmo calçamento de terra e sal. A recepção da Laguna Cejar fica a uns 15 minutos de carro e a entrada custa 10000 pesos chilenos por pessoa (nesta laguna se pode nadar também). Continuando na mesma estrada, pouco depois de encontram duas lagoas menores, a Ojos del Salar (sem custo) e mais a frente a Laguna Tebinquiche (2000 pesos chilenos por pessoa) e a melhor da região, na nossa opinião, para assistir o pôr do sol.  

Gêiser El Tatio: Um dos passeios mais emblemáticos do Atacama e um dos que mais amedronta quem pensa em ir por conta própria. O mais importante no caso desse passeio é o horário pois os geisers estão a 90 km de San Pedro e são mais ativos pela manhã durante o nascer do sol então é preciso sair bem cedo. As vans de passeio costumam sair entre 5h00 e 5h30 para estarem lá pouco antes das 7h00. Nós saímos as 5h45 e, como a Kombi foi um pouco mais lenta porque as altitudes são mais elevadas, chegamos mais tarde, por volta de 7h20. Nessa hora os geisers estavam ainda bem ativos e continuaram assim até um pouco mais de 8h30. A estrada é de terra mas sem grandes problemas para qualquer tipo de carro. Vale lembrar que no início do caminho existe um rio pequeno e raso para cruzar, que nenhum carro deve ter dificuldade para atravessar, mas é bom prestar atenção caso tenha chovido (raro, mas não impossível) nos dias anteriores ou esteja na época do verão. Além disso devido a altitude do passeio pode haver acúmulo de neve na pista então levar correntes para as rodas é uma boa ideia. Saindo de San Pedro de Atacama inicialmente pegamos Ruta B-245 (que sai logo atrás do estacionamento principal no meio da cidade) em direção a Guatin e em seguida para o povoado de Machuca passando ao lado dele e seguimos para o parque dos geisers. A entrada custa 10.000 pesos chilenos por pessoa e depois você pode entrar nas águas termais. Na dúvida sempre é possível sair no horário das vans e segui-las. Outra dica importante para este passeio é levar roupas de frio adequadas. 

Esses foram os passeios que fizemos, mas ainda existem mais dois que também são possíveis de serem feitos por conta própria, as Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas e o Salar de Tara. Nós não fizemos por falta de tempo então não podemos informar a real condição das estradas.

Beijos e abraços!

Gabi e Felipe

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América do Sul

5 motivos para visitar a Patagônia

Paisagens fantásticas, lugares inóspitos e natureza na sua forma mais pura, assim é a Patagônia. Nesse post você confere 5 motivos elencados pelo Memórias de Mochila para visitar essa que é uma das mais surreais regiões do planeta.

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Depois de finalizar a nossa passagem de carro dirigindo desde o Brasil até uma das regiões mais inóspitas e deslumbrantes do mundo, resolvemos listar os lugares que mais nos impressionaram! Conheça mais sobre os principais motivos para visitar a Patagônia com o Memórias de Mochila.

EL CHALTÉN – ARGENTINA

 

Com natureza completamente preservada e uma grande diversidade de pontos de obervação de montanhas, glaciares, lagos, fauna e flora típicas da região, a cidade de El Chaltén é considerada a capital nacional do trekking na Argentina!

O lugar respira atividades ao ar livre. Pode-se até ver por suas ruas monumentos com estátuas retratando um típico mochileiro e até uma mochila gigante por exemplo. Tudo é muito charmoso e as pessoas muito educadas.

Ficamos impressionados com a quantidade de pontos a serem visitados, lugares completamente diferentes de tudo o que havíamos visto, desde a estrada chegando na cidade, de onde avista-se o imponente Monte Fitz Roy, até os distantes Glaciar e Lago Huemul, lugar onde a água de um verde intenso contrasta com o branco e azul de uma imensa geleira no horizonte.

 

 EL CALAFATE – ARGENTINA

 

Ficamos encantados com tudo em El Calafate!

A pequena cidade argentina é muito bem estruturada para receber turistas, tem restaurantes, uma ampla gama de hotéis, além de muito charme em suas construções feitas em madeira rústica com decoração tipicamente patagônia, cheias de cores e texturas!

Além disso, o lugar é a principal cidade base para passeios no Parque Nacional Los Glaciares, uma reserva natural lindíssima e exuberante de montanhas, fauna e flora característicos da região sul do país. O parque é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco e abriga o incrível glaciar Perito Moreno, que é com certeza uma das mais fantásticas paisagens do mundo!

O Perito Moreno é o terceiro maior campo de gelo do planeta e vê-lo é com certeza uma experiência inesquecível, dadas as suas proporções e surreal beleza.

 

O PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE – CHILE

 

Parque Nacional Torres Del Paine está localizado a aproximadamente 80 km de Puerto Natales, no extremo sul do Chile.

O parque tem lagos de cor turquesa, montanhas enormes cobertas de neve, vales com vegetação rasteira típica da Patagônia, cascatas, rios, glaciares, geleiras e fauna exuberante, com destaque para o temido puma e os lindos guanacos. Ficamos impressionados com a diversidade de coisas para se ver e fazer!

Para quem gosta de caminhada, há quilômetros e quilômetros de trilhas demarcadas para se percorrer em meio à natureza. Trekkings mais simples e pesados, a depender da disposição do turista.

Há mais muitas opções de atividades, todas realizadas a fim de se contemplar a natureza selvagem e preservada do local.

 

USHUAIA – ARGENTINA

 

Quando chegamos à cidade mais austral do mundo de carro não conseguíamos conter a felicidade! E essa alegria aumentava a cada vez que conhecíamos um novo ponto turístico local, já que um nos parecia mais bonito que o outro ?

Ushuaia é diferente dos demais destinos por onde passamos na Argentina, tem uma atmosfera muito interessante! É uma região portuária, com diversas ladeiras bem íngremes, montanhas andinas com neve eterna ao final do horizonte e o Canal de Beagle, um cartão postal que dá ao local um charme especial.

A cidade oferece muitas possibilidades de passeio, a maioria deles em meio à natureza. Nós gostamos especialmente do Parque Nacional Tierra del Fuego e da lindíssima Laguna Esmeralda.

 

CARRETERA AUSTRAL – CHILE

 

Carretera Austral tem 1.240 quilômetros, se localiza no Sul do Chile e é mundialmente famosa! É vista como um desafio a se superar por muitos turistas que passam pela gelada região, o que não falta são viajantes percorrendo-a.

Trata-se de uma estrada que passa por lugares inóspitos, de natureza exuberante e completamente preservada, apenas com alguns povoados e uma ou outra cidade maior em seu trajeto.

O que torna o caminho tão incrível é, sem dúvida, a beleza da natureza da região, chega a ser indescritível em alguns momentos!

Passamos por pontos em que nosso carro ficava a poucos metros de um enorme penhasco de um lado e uma enorme montanha do outro, cruzamos inúmeras pontes de madeira (torcendo para elas aguentarem o peso do Charlie!) e nos encantamos a cada km percorrido.

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América do Sul

Do Brasil ao Atacama, gastando pouco, de carro 1.0. Sim, é possível.

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A SOBERANIA DE QUEM ROUBA O AR DE DEUS

Uma road trip até o Atacama com declarações de amor à Argentina andina.

É sobre o prazer de fazer história em povoados como Pampa del Infierno, cravado no umbigo do Chaco argentino, num corredor “bioceânico” aberto numa reta de intermináveis 500 quilômetros. Seja para uma foto na placa que anuncia o vilarejo de batismo pouco convencional, ou para o descanso no acostamento, ao lado das incontáveis lápides vermelhas e simplórias armadas em homenagem à lenda local, Gauchito Gil; viajar de carro, além de aventureiro, é uma permissão para fazer as mais importantes coisas bobas da vida: fazer o que queremos, com o dinheiro que temos, na hora que dá vontade. Sobre viajar de carro? Não, mais que isso. Sobre ser soberano, eu diria.

Celso é mais um na centena de cambistas que perambulam do lado de lá do parque que limita a fronteira seca entre Dionísio Cerqueira (SC), no Brasil, e Bernardo de Irigoyen, nas Misiones da Argentina. Assim de cara o malandro pode parecer mais um do bando de picaretas, redistribuindo dinheiro de uma região fantástica para o tráfico de armas e drogas, por meio de câmbio favorável e ilegal. Mas não, ele é apenas um sujeito simples e querido pelos comerciantes locais; de pele brugra e português fronteiriço, vende um peso argentino por 0,19 centavos de real no meio da rua. É um bom sujeito que carrega bolos de dinheiro nas mãos. Um sujeito necessário quando o controle de recursos é fator preponderante para viajantes duros, porém, durões.

A soberania de quem rouba o ar de Deus

Pessoal, saiu o teaser da nossa road trip pelo ATACAMA. A ideia é que disso surja um documentário ou narrativa cheio de imagens bacanas que fizemos durante a viagem e que nem sabemos que temos, não deu pra ver tudo ainda. Espero que gostem, comentem, marquem seus amigos e compartilhem pela bandeira do bom conteúdo na internet. Tem uma simpatia que diz: quem compartilha Mochila Crônica fará uma linda viagem em breve. Agradecimentos especiais aos parceiros da Invictus Tactical & Outdoor, do Moka Clube e da Acryflon Acrílicos.Pra quem ainda não leu a matéria sobre a trip, tá aqui: https://mochilacronica.com/2017/01/30/atacama-de-carro/#chile #argentina #jujuy #sata #atacama #roadtrip #trip #travel #viagem #viajar #adventure

Posted by Mochila Crônica on Monday, February 13, 2017

Confira os conteúdos do Mochila Crônica também no Insta @mochilacronica ou na fan page Mochila Crônica.

Haviam me dito certa vez que a Gendarmería Nacional, a polícia argentina, era uma das mais nojentas e corruptas da América Latina e, quiçá, do mundo. Eu mesmo já tinha provado desse gosto de pólvora amarga numa viagem a Buenos Aires. Mas a caminho do norte do País, numa rota de pessoas mais humildes e provincianas – no melhor e mais puro sentido da palavra – a única ordem que se recebe nas constantes blitze é “adelante, por favor”, sempre munida de sorrisos; despreocupada com inspeções de Seguro Carta Verde, dois triângulos, mortalhas brancas para cobrir possíveis cadáveres e o kit de primeiros socorros com tesoura sem ponta. Itens que fazem algumas leis hermanas coexistirem em bestialidade siamesa com as nossas, escancarando espaço para o pagamento de propina por desavisados.

Argentina andina

Existem diversas nações dentro desse País muitas vezes visto de forma rasa como “a mini Europa da América do Sul”, geralmente pelos tolos que pagam fortunas numa experiência porteña regada a shows de tango, restaurantes finos e jogatina em cassinos de Puerto Madero. Ou então para aquela gente cafona que vê na neve um charme e nas roupas de frio uma oportunidade de ser chique por uma semana de ski em Bariloche. Bem, a Argentina andina é daqueles casos que devem mesmo ser isolados numa quarentena contra esse clássico e fútil nicho de turístico. Não é à toa que a Província de Salta é, para os íntimos, “Salta, la linda”; como toda bela e elegante mulher de respeito, seu âmago pertence a poucos e bons amantes.

À medida que o motor faz mais força para escalar os primeiros metros acima do nível do mar, deixando a planície infinita do Chaco para trás, repentinamente vacas são trocadas por lhamas e gomas de mascar viram folhas de coca. O relevo ganha curvas mais atraentes. Todo homem deveria pilotar por alguma daquelas estradas pitorescas e esburacadas e chacoalhantes pelo menos uma vez. Deveria fazer parte de um ritual de passagem para uma nova fase da vida. Daquelas coisas que os tios fazem com os sobrinhos: “vá lá, tome essa cerveja” ou então, “quando você completar 15 anos, vou te levar à zona”, isso deveria incluir também “dirija por uma estrada argentina, lá por Salta, e assim estarás separado dos meninos, ó, meu grande homem”.

“Obispo” e seus pagãos.

E de repente árvores viram cactos gigantes na Cuesta del Obispo, ou Ruta Nacional 33; e dos rios só sobra a secura das pedras; e pra matar a sede, o mate tem a concorrência dos maravilhosos, aromáticos e alcoólicos vinhos de altitude drenados dos vinhedos de Payogasta, Cachí, Cafayate e todo o lunar Valle Calchaquíe; da Quebrada* de Las Flechas à Quebrada de Las Conchas; fazendo o contorno em “V”, na união da metade poeirenta da RN* 40 com a ardente febre asfáltica da RN 68. Um prato cheio para quem gosta de peregrinar salivando em busca de pratos típicos à base de carne de carneiro e pimentões ou tradicionais empanadas estufadas de um guisado perfumado de cominho, misturado a batatas e ovos, tudo coberto por uma massa carinhosamente sovada em gordura animal.

 

Dali, um pouco mais pra cima, onde os suspiros roubam oxigênio e os humanos culpam a altitude, um titã de aço desliza urrando por trilhos a 4.200 metros. É debaixo das armações do viaduto ferroviário “La Polvorilla”, perto de San Antonio de Los Cobres, que damos um até breve à hospitalidade e simpatia incomparável dos salteños margeando o caminho do Trem das Nuvens. Cheirando muña para amenizar os efeitos da falta de ar, buscamos no desértico, e desaconselhado por guias de viagem, Paso de Sico, o portal de entrada no Atacama. Quase 600 quilômetros sem postos de gasolina e escassas almas vivas, tanto na estrada, quanto no primeiro embate com a gélida cordialidade chilena. Ônus compensados por vistas incríveis.

O viaduto La Polvorilla é o ponto final de passageiros que cavoucam paisagens de tirar o fôlego a 4.200 metros de altitude.

Mal venidos a Chile

A hostilidade fronteiriça parece ser disciplina universal em cursos que formam fiscais de fronteira. Durante a averiguação sanitária, alho e cebolas confiscados, e tom ameaçador quanto um pequeno carregamento de vinho. “Mas, é para o jantar”, tentei convencê-lo da estupidez apreendida em suas mãos. “Compre em San Pedro”, retrucou sem piedade, carregando os vegetais para jogar numa lixeira da oficina aduaneira. Menos mal, o puro néctar da uva ainda estava garantido para a noite. O fiscal da jaqueta verde e mau humor gratuito não podia imaginar que, naquele entardecer, seríamos lobos cordiais às vicunhas, uivando ao testemunhar uma lua minguante e poente às 9 da noite; no resquício avermelhado deixado pelo pôr do sol numa aquarela despejada no horizonte, aproveitando o assovio do vento como canção de ninar.

Um quintal chamado Salar de Águas Calientes.

Clandestinamente, o dia e noite mais baratos aconteceram sob um dos céus mais estrelados do mundo, numa barraca com varanda para o Salar de Águas Calientes e seus flamingos cor de rosa. À luz do fogareiro, o jantar foi servido: o melhor macarrão ao molho branco, sem alhos e cebolas, que um viajante poderia comer. Uns 200 quilômetros antes de finalmente chegar ao hipster e cenográfico povoado de San Pedro de Atacama, é possível visitar as Piedras Rojas e outras infinidades de paisagens guardadas por montanhas e vulcões onipresentes como o Licancabur. Há ainda vilarejos mais modestos como Socaire e o complexo das Lagunas Altiplânicas com a dupla Miñiques e Miscanti.

Está tudo cravado no caminho aberto pelo “desaconselhável” Paso de Sico, antes de chegar à caríssima Saint Peter of Atacama. O observatório astronômico internacional a perder de vista no acostamento à direita; o Trópico de Capricórnio; a entrada para a Laguna Cejar à esquerda e, pra frente dela, duas crateras paralelas originadas pelo impacto de um meteorito deram forma aos “Ojos del Salar”, cheios da água verde que tonifica o olhar natural da paisagem. É bom lembrar que a Cejar, famosa por sua alta concentração de sal, impedindo a imersão completa do corpo, já não é mais tão atraente assim. O banho foi impedido após a descoberta da forte presença de arsênico. Tudo bem, não é o mais importante.

Agora sim, um mergulho no Atacama.

San Pedro de Atacama é apenas um lugar cheio de sorte, um filho mimado do deserto mais seco e mais alto do planeta. Sorte de ser ponto de parada aclamado e caro e exclusivo no meio de uma natureza grátis, ou quase de graça. San Pedro de Atacama não deve ser confundido com o Deserto do Atacama em sua plenitude, mas apenas uma parte microscópica. Com alguns trocados é possível explorar atrações justas como o Valle de la Luna, onde seus paredões de pedra salgada estalam dando a impressão de que virão abaixo; ou apreciar o lindo assassinato solar diário na Piedra del Coyote. Um “púlpito” natural suspenso sobre o Valle de la Muerte que, hoje, também tem acesso impedido – salvo em casos de desobediência e coragem.  Há também atrações um pouco mais quentes, sódicas no preço e molhadas no deserto, como as Termas de Puritama. Águas vulcânicas que formam piscinas margeadas por vegetação bonita, um bom lugar para relaxar.

Testemunhas de um assassinato diário, a “Piedra del Coyote” é o local de um crime cotidiano.

Fora isso e outros destinos como o boliviano e incomparável Salar de Uyuni (que do lado de lá, claro, é mais barato), os Gêiseres del Tatio, a cidade fantasma de Machuca e as ruínas de Pukará de Quitor, o resto pode ser resolvido quando a saudade da Argentina bater – o que não demora. Basta pegar a estrada em direção ao Paso de Jama e descobrir o Salar de Tara de forma gratuita, o que contrasta com os preços cartelizados praticados pelas agências de turismo de San Pedro. No mais, a “capital” do Atacama, tem sua igrejinha histórica com telhado barro e tronco de cacto, um cemitério colorido, uma pequena feira de frutas e verduras; ruas charmosas, casinhas de adobe coladas umas às outras, pratos nada econômicos e humor local digno de quem já não precisa mais ser receptivo e cordial para continuar vivendo de turismo carniceiro. Talvez por esse conjunto de legítimo glamour atacamenho, comer nos pés sujos das velhas atrás do Mercado Artesanal seja mais justo, digno e um pouco mais imersivo na cultura nativa.

Respire aliviado você está de volta à Argentina

Ainda que a altitude seja a mesma, a província de Jujuy, na Argentina, permite alívio ao bolso e alento ao coração com sorrisos fáceis e interações calorosas. Rasgada pela RN 52, as Salinas Grandes formam uma planície de sal de 12 mil hectares e é administrada por povos nativos. Com cerca de vinte reais um guia local e bem informado te leva pra dirigir na infinidade branca – como em um comercial de carro importado – e conhecer poços azuis com bordas de sal cristalizado – isso sem falar nas fotos tradicionais que brincam com a profundidade de campo. Com tanta matéria prima para tempero, fica impossível não provar também as tortilhas assadas e abanadas em brasa por algumas senhoras em casebres de blocos de sal, cobertos por telhas de zinco, uma espécie de iglu latinoamericano.

Salinas Grandes.

O caminho sinuoso da Cuesta del Lipan tem como ponto final o povoado de Purmamarca, com seu morro que revela sete cores distintas avivadas pelos primeiros raios de sol da manhã. O artesanato indígena fica ainda mais forte em feiras como a de Tilcara, com ponchos, gorros e pantufas que exaltam lhamas. Lhamas presentes no formato “filé” em pratos deliciosos feitos à milanesa incomparável, excelente para ser devorado ao som da peñas, a música ao vivo, geralmente em voz e violão. Para a sobremesa uma tira de queijo branco, o quesillo, é facilmente encontrada nos acostamentos e pode (deve), ser saboreada acompanhada de doce de cayote. Um fruto local fibroso de gosto único, fisicamente semelhante à abóbora, adoçado com melaço.

Mais ao norte, sentindo o cheirinho da Bolívia, a Quebrada Humauaca, na vila que leva o mesmo nome, está o Cerro Hornocal. Uma montanha gigante com 14 cores, apelidada de “Paleta del Pintor”. São tonalidades de vermelho, verde e cinza, riscadas por uma divindade de dotes artísticos bastante aguçados, em movimentos que se parecem com frequências de batimentos cardíacos. E realmente, aquilo é de fazer o coração palpitar, tanto pela beleza, quanto pelo esforço aplicado para subir e descer a colina que esconde esse colorido monstro de minério.

Cerro Hornocal e suas 14 “colores”.

Então, é sobre isso. Sobre a infinidade de sabores e humores; sobre o flerte do místico com o sacro. É sobre lendas que transbordam da natureza em ritos à Pachamama como um Deus; sobre mitos políticos europeus que, por meio de padres jesuítas estupraram uma cultura originária; sobre bandeirolas vermelhas que exaltam uma espécie de anti-herói à sarjeta de estradas nacionais, um cangaceiro de Corrientes devoto de Santa Morte, um Gauchito original chamado “Gil”. É sobre saber sentir o verdadeiro significado da palavra “milagre” destronando qualquer tipo de santidade de barro. Porque viajar é, na maioria dos casos, um acontecimento fora do comum e sem explicações naturais. É indomável, ato praticado apenas por aqueles que são soberanos de si mesmos.

Desempenho do carro – Curitiba x Atacama (ida e volta)

Automóvel: Clio 1.0 – 2014/2015

Quilometragem total: 6.553

Litros de combustível: 473

Média de consumo: 13.8 km por litro

Velocidade média: 59.4 km por hora

*Troca de óleo e pneus realizada antes da viagem.

**Apenas um pneu furado durante a jornada.

Documentação

Documento: em nome do proprietário.

Carta verde para mais de 15 dias na Argentina: R$ 80,00, em Bernardo de Irigoyen, fronteira.

Seguro SOAPEX para 5 dias no Chile: R$ 34,00 via internet.

 

Confira mais aventuras do Mochila Crônica no blog www.mochilacronica.com, pelo Insta @mochilacronica ou na fan page Mochila Crônica.


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América do Sul

[Diário de bordo] A primeira vez que vi a neve

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A primeira vez que vi a neve, pucon, chile, azwanderlust, rayane azevedo, crônicas de viagem, diário de bordo, www.azwanderlust.com

Fala mochileiros! Tudo bem com vocês?

Somos a Marcela e a Rayane do blog de viagem Az.Wanderlust, duas fisioterapeutas que acreditam que viajar não é só tirar férias, vai muito além disso… Criamos o Az.Wanderlust para inspirar mais pessoas a explorar o mundo, redescobrir o jeito de viajar e viver experiências inesquecíveis. Contamos causos e contos das experiências mais incríveis que tivemos e também dos contratempos que surgiram ao longo do caminho.

Vamos compartilhar com vocês aqui no Mochila Brasil três crônicas de viagem do nosso Diário de Bordo.

Começaremos com a crônica “A primeira vez que vi a neve“. Deixe nos comentários a primeira vez que você viu a neve, vamos adorar saber!


A primeira vez que vi a neve

“— Desculpe-me, prometo que não farei novamente! — digo sem graça. É a terceira vez que o atropelo.

Que vergonha! Se a neve não fosse tão gelada, tenho certeza que cavaria um buraco aqui mesmo.

É o meu segundo dia na estação  SkiPucón, no Chile. Ontem eu esquiei. Quando desci as ladeiras do Vulcão Villarrica com as pranchas presas nas botas alugadas, percebi que levava jeito para o esporte. Não caí e deslizei pelo gelo acompanhada dos dois bastões parecendo a Elsa de Frozen. O dia foi sensacional!

Chile 1 - AzWanderlust

Ski Pucón | Az.Wanderlust

Hoje de manhã, pedi os equipamentos de snowboard na loja de aluguel.

— Você vai querer fazer a aula? — a simpática atendente perguntou.

— Não, obrigada! — respondi gentilmente. Já tinha andado de skate. Tinha certeza que seria a mesma coisa.

Subi pelo teleférico para a pista de principiantes. Apesar de ter me destacado ontem no esqui, ainda não tive coragem de aventurar-me pelas pistas mais íngremes.

Quando saltei do banquinho com a prancha acoplada na bota, me desequilibrei no momento que ela encostou no chão escorregadiço. Consegui  controlar meu corpo antes de cair. Ufa!

Esperta como sou, fui para a encosta da pista, perto da montanha. É a parte da pista que menos desliza. Depois, virei a ponta dianteira da prancha para a descida e pressionei suavemente o pé de comando. Comecei a descer. Cinco segundos depois, levei o primeiro tombo.

Levantei-me e comecei tudo de novo. Consegui descer a ladeira e ganhei uma velocidade surpreendente! Um Senhor cruzou o meu caminho. Como eu freio isso? Perguntei mentalmente ao mesmo tempo que pressionei o pé de comando mais profundamente.

Ploft!

Atropelei o Senhor de casaco preto.

Pedi desculpas e senti as maças do meu rosto corarem. Tenho certeza que não foi por causa do frio.

Levantei-me e apontei a mão em sua direção na tentativa de ajudá-lo a se levantar. Ele não aceitou e fez sinal para eu ir embora. Segui meu caminho e… caí de novo!

Levantei-me. Olhei envergonhada para os lados e coloquei a prancha perpendicular à encosta. Dei pulinhos até chegar num montinho de neve. Olhei para os lados e senti que estava sendo observada.

Sentei e soltei todas as presilhas da bota. Observei as pessoas e tentei analisar o gesto esportivo. Pronto! Agora estou preparada! Disse mentalmente após dez minutos de observação.

Segui ladeira abaixo.

Ploft!

— Você de novo? — o Senhor de casaco preto perguntou exclamando ao reconhecer meu rosto.

— Perdão! Não foi de propósito! — disse completamente envergonhada! Tenho certeza que as maças do meu rosto coraram.

Ele tirou as presilhas da bota e caminhou na direção contrária à minha. Arrumei meu corpo e tentei me equilibrar novamente na prancha.

Chile 1 - AzWanderlustDesci o restante da pista ora caindo e ora caindo também. Mas… como sou teimosa, peguei o teleférico e subi para outra pista.

Agora será mais fácil, você não vai me derrubar de novo! Disse em voz alta olhando para a montanha de neve.

Deslizei alguns centímetros antes de cair, de novo. Estou pegando o jeito! Suspirei aliviada. Afinal, consegui deslizar mais que da outra vez.

De repente, uma menina de cabelos negros passou na minha frente. Tentei desviar dela e, desesperada, virei a ponta da prancha para o outro lado.

Ploft!

— Não acredito que você me atropelou mais uma vez! — o Senhor de casaco preto disse em voz alta, quase gritando. Seu olhar me fuzilou.

— Desculpe-me, prometo que não farei novamente! — digo sem graça. É a terceira vez que o atropelo.

Tiro a prancha da bota e seguro-a com as duas mãos. Sento na beirada da pista e penso: Preciso aprender a frear este negócio!”

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Rayane na estação Ski Pucón, no Chile [2001] | Az.Wanderlust


O texto original você encontra aqui: azwanderlust.com/blog/a-primeira-vez-que-vi-a-neve/

“Essa foi a primeira vez que vi a neve! Aconteceu em 2001 e naquela época, máquina fotográfica digital era cara e eu não tinha! Tive que escolher, minuciosamente, o que tiraria foto, porque só tinha dois filmes de 36 poses. E quando relevei, elas ficaram assim… a neve mesmo, nem dá para ver!” [Rayane Azevedo]


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