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Rio de Janeiro: 10 coisas pra fazer em Santa Teresa

Claudia Severo

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O bairro de Santa Teresa, na capital fluminense guarda seus ares de interior. É daquele tipo de lugar cuja sensação é a de que todos se conhecem embora não raro você cruze com brasileiros de todos os Estados e principalmente, viajantes de várias partes do mundo por ali só de passagem.

É sem dúvida um dos lugares do Rio para nenhum mochileiro botar defeito. Há muito chamado de boêmio, podemos dizer que é um “boêmio light”, haja vista que à 2h da madrugada quase a totalidade de seus bares já estão fechados. Se eles servirem de “esquenta” o viajante nada mais tem que, diz a lenda, pelo menos 25 saídas (algumas já experimentadas por nós) para diversos pontos da cidade, entre eles o aí sim, boêmio bairro da Lapa. De Santa Teresa para Lapa são cerca de 20 minutos a pé, caminhando na descida (Santa, como também é chamada pelos moradores, está numa colina).

Galera animada no Largo dos Guimarães em frente ao Bar Portella – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

 

Destacamos aqui 10 programas mochileiros para fazer em Santa Teresa:

Tomar uma cerveja (sempre geladíssima) sentado na calçada em frente ao Bar do Mineiro.

Bar do Mineiro: parada obrigatória em Santa Teresa – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Queridinho dos turistas, o bar é parada obrigatória dos mochileiros que visitam o bairro. Há anos indicado no Lonely Planet e aparecendo em diversas reportagens nacionais, o Mineiro está sempre lotado, sobretudo nas tardes de verão. É um dos lugares pra fazer coisas boas como jogar conversa fora, conhecer gente nova, paquerar e “beberiscar”. O Bar do Mineiro fica na Rua Pascoal Carlos Magno, 99. Fechado às segundas-feiras.

Dar uma pausa na Rua Áurea entre os bares do Gomez e da Fatinha

Seguramente o trecho é um dos mais animados do bairro e não raro os visitantes curtem um e outro bar quase que ao mesmo tempo. Sim, muitos pegam suas cervejas ou chopp (Gomez) e “vagueiam” pela rua hora pra interagir com mais pessoas, encontrar os amigos espalhados ou ouvir a música ao vivo que rola no bar da Fatinha todas às quartas e sextas a partir das 21h.

Animado até em noite de chuva – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

O Bar do Gomez, oficialmente Armazém São Thiago existe desde 1919 e além do prédio, conserva objetos e decoração da época; mantendo os ares de um velho botequim carioca dos anos 20.

O local, onde funcionava uma mercearia cujo dono era um português foi adquirido pelo espanhol Jesus Pose Garcia (1887-1971), nascido na cidade de San Cristóbal de Corneira, próxima a Santiago de Compostela, Espanha. Daí o nome do armazém.

Em 1955, José Gomez Cantorna, o seu Gomez, deixa a Espanha e vem trabalhar com ao seu tio-avô proprietário do ainda então, secos e molhados. Em 1967 torna-se sócio do local e é na década de 70 com a expansão das redes de supermercados e consequente decadência das mercearias que o negócio começa a se diversificar e ser conhecido como bar. O nome de um dos imperdíveis bares de Santa vem do carisma de seu Gomez e é até hoje, ponto de referência do e no bairro. Ah e o negócio segue na família, sendo administrado pelo neto do fundador, Ricardo Pose Garcia.

A atmosfera, o chopp, a variedade de pessoas e o carisma dos funcionários fazem do Bar do Gomez um lugar especial, bom pra “sentir” um pouco o bairro. Experimente saber um pouco mais de Santa com o Canetinha, um dos simpáticos garçons do bar (logo você o identificará por suas várias canetas no bolso da camisa e o seu fálico abridor de garrafas – é os cariocas são mesmo irreverentes).

Aproveitar as vistas

Vista do mirante de acesso gratuito é o principal cartão-postal do Rio de Janeiro – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

A cidade toda é cheia de pontos privilegiados com vistas estonteantes e Santa Teresa é um dos melhores.

Além da beleza cênica do próprio bairro, de suas ladeiras tortuosas, com seus casarões seculares e muito verde, dali é possível ver várias comunidades (o que é curioso pra muitos), entre elas a dos Prazeres (com vista a partir da altura do nº 3056 da rua Almirante Alexandrino) onde há um belo casarão construído no início do século XX que hoje abriga um centro de exposições e atividades educativas e comunitárias mantido pela prefeitura.

O casarão de onde também se tem bela vista, pertenceu a familiares do Duque de Caxias e já foi cenário de filmes como Macunaíma e Caçador de Fantasmas.

Seguindo ainda pela Rua Almirante Alexandrino (sentido Corcovado) há o mirante do Corpo de Bombeiros onde é possível ver parte da enseada de Botafogo.

Já na Rua Aprazível, que por si só já dá boas vistas, há o absolutamente mal cuidado, Mirante do Rato Molhado de onde é possível ver a Ponte Rio-Niterói (também vista de outras áreas de Santa Teresa), o Museu de Arte Moderna e o aeroporto Santos Dumont.

Ir ao Mirante Dona Marta e ao Corcovado

Vista do mirante Dona Marta, uma das mais belas do Rio de Janeiro – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Ainda seguindo a rua Almirante Alexandrino, é possível visitar um dos mirantes que proporciona uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro, o Mirante Dona Marta. Dele é possível ver toda a enseada de Botafogo (com direito ao Pão de Açúcar de fundo claro), a Baía de Guanabara, o Cristo, partes da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Ponte Rio-Niterói, partes de Copacabana e de alguns bairros das zonas Norte e Sul.

Partindo do Largo dos Guimarães, um dos 3 largos mais conhecidos de Santa Teresa (os outros dois são o das Neves e do Curvelo) são cerca de 6,5Km até o Mirante. Se você não quer fazer todo o percurso a pé, pegue um ônibus em frente ao  Castelo Valentin (um dos mais bonitos prédios do bairro, datando de 1879) para percorrer 5Km destes 6,5km. Peça para descer no ponto final, onde fica uma das entradas do Parque Nacional da Tijuca. Deste ponto (para onde o ônibus não segue) vale a caminhada de 1,5Km até o mirante, pois as vistas também são muito bonitas.
A cerca de 2,8Km do Mirante Dona Marta (totalizando desde o Largo dos Guimarães, pouco mais de 9Km) está o Corcovado, morro onde está o Cristo Redentor (monumento ícone de Brasil, conhecido internacionalmente, uma das 7 ‘novas’ maravilhas do mundo). A área conhecida como Estação Paineiras, dá acesso ao monumento, tanto para quem vem do trenzinho (a partir do bairro Cosme Velho, na Rua Cosme Velho, 513) quanto via asfalto (de carro/bike/moto/ou a pé).

A pé ou de trem, o ingresso ao monumento é pago. Mais informações no http://parnatijuca.blogspot.com.br/ e no http://www.parquedatijuca.com.br/

O passeio de trem (ida e volta), já inclui a entrada ao monumento. Mais informações (incluindo preços) no http://www.tremdocorcovado.rio/

Dica: Se você está com a grana curta pode até deixar a subida ao Corcovado (onde está a estátua) pra uma próxima visita e ir ao Mirante Dona Marta, que é gratuito e oferece vistas igualmente belas e uma visão privilegiada do próprio monumento. Ali também há o heliporto, de onde partem e chegam os helicópteros que fazem sobrevoos de 6 a 60 minutos (dependendo da “rota” desejada).

Conhecer trechos do Parque Nacional da Tijuca

Estrada das Paineiras – Parque Nacional da Tijuca – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

O Parque Nacional da Tijuca, é dividido em 4 setores:  A- Floresta da Tijuca; B- Serra da Carioca; C- Pedra Bonita/Pedra da Gávea e o D- Covanca/Pretos Forros. A região acessada facilmente via Santa Teresa é a da Serra da Carioca onde além do Mirante Dona Marta e do Corcovado estão o Hotel Paineiras (prédio inaugurado em 1884 que já abrigou figuras ilustres e a seleção brasileira nos anos 50 e 60, hoje desativado), a Mesa do Imperador (lugar utilizado pela nobreza para almoços campestres e que recebia visitas constantes de D. Pedro II quando de seus passeios à floresta), a Vista Chinesa (mirante cujo destaque fica para a Lagoa Rodrigo de Freitas e zona sul da capital fluminense) e o Parque Lage (onde está a Escola de Artes Visuais do Estado).

Pouquíssimo mais adiante do Cristo sentido o Bairro Alto da Boa Vista está a Estrada das Paineiras, trecho com cerca de 4,5Km de asfalto onde há bonitas vistas e algumas bicas d’água, onde alguns cariocas e visitantes se refrescam nos comuns dias quentes da cidade. A estrada é aberta das 6h às 21h, de segunda a sábado. Nos domingos e feriados é fechada aos veículos e se transforma em área de lazer para moradores e visitantes, quando é comum ver gente se exercitando, andando de skate, crianças com patins e famílias passeando de bicicleta.

Visitar o Largo das Neves numa noite de fim de semana

Talvez o ponto mais “ares de Rio antigo” seja o Largo das Neves. Uma praça rodeada de casarões de mais de 160 anos (três deles transformados em bares) e em frente à igreja de Nossa Senhora das Neves (1860) é a “casa” dos moradores nas noites quentes dos finais de semana. É nela onde a vizinhança (incluindo muitas crianças) se reúne para botar a conversa em dia, tomar uma cerveja geladinha ou comer uma pizza servida no pratinho de papelão, montada e assada na hora ali mesmo na praça (imperdível e, por incrível que pareça, dá de 10 em muita pizzaria da região).

Visitar o Parque das Ruínas/Museu Chácara do Céu/Largo do Curvelo

Bondinho parado na estação do Largo do Curvelo – Foto: Silnei L Andrade

Mais um local privilegiado para quem gosta de fotografia em Santa Teresa. Do Parque das Ruínas se tem belas vistas, incluindo o centro da cidade, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Aberto de terça a domingo das 10h às 18h, com entrada franca. Fica na Rua Murtinho Nobre, 169. Mais informações pelo telefone 21 2252-1039.

Além de belos jardins, de atividades culturais e da vista, ali está um casarão restaurado que pertenceu à maior mecenas das artes da cidade, a cuiabana Laurinda Santos Lobo (1878-1946). O casarão do início do século passado já recebia saraus promovidos pela proprietária na época. Hoje a casa ganhou ares modernos com a adaptação de estruturas de vidro e ferro, um dos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire.

Já o Museu Chácara do Céu, praticamente emendado com o Parque das Ruínas também possui belos jardins (abertos diariamente das 9h às 17h) e vistas, além de um museu (aberto diariamente das 12h às 17h, exceto às terças-feiras) que abriga importantes obras de arte, sobretudo de artistas que estiveram no Brasil principalmente na primeira metade do século XIX (são quase 500 só do francês Debret, que fundou no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes).

A casa do museu (bem como a casa do Museu do Açude, em outra área do Parque Nacional da Tijuca) foi uma das muitas residências do empresário, mecenas e colecionador de arte Raimundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968) que entre outros feitos foi um dos fundadores do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

O Museu Chácara do Céu fica na Rua Murtinho Nobre, 93. Mais informações no http://www.museuscastromaya.com.br/home.htm

Ambos os museus estão pertinho do Largo do Curvelo, um dos bucólicos pontos de Santa Teresa. Ali está uma pequena ‘estação’ do bondinho que voltou a funcionar (parcialmente – somente até o Largo dos Guimarães e até às 16h).

O tradicional “bonde de Santa Teresa” funcionou de 1872 até agosto de 2011, quando um grave acidente ocorreu. O bonde é talvez o maior símbolo do bairro, patrimônio tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e certamente um dos importantes atrativos turísticos da cidade do Rio de Janeiro.

Quando em funcionamento pleno o bonde ligava o centro da cidade, no Largo da Carioca (Rua Lélio Gama, ao lado do prédio da Petrobras) ao bairro de Santa Teresa, passando sobre os Arcos da Lapa, Largo das Neves, Largo dos Guimarães, Largo do Curvelo, Largo do França etc o que por si só já era um grande passeio. Hoje, como mencionado, vai somente até o Largo dos Guimarães.

No caminho por onde passava o bonde, belezas naturais e construídas pelo homem – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Visitar um dos ateliês instalados no bairro

As riquezas arquitetônicas e culturais de Santa Teresa sempre atraíram artistas para o bairro. São músicos, escultores, pintores e escritores que vivem e ou trabalham ali e uma visita a um dos ateliês é boa pedida para quem está passeando pelo local.

Além de adquirir um trabalho original nos próprios ateliês, Santa conta também com pelo menos duas lojas de artesanato. Não deixe de visitar à La Vereda, na rua Almirante Alexandrino pra levar algum bonito e autêntico objeto para casa ou pra presentear alguém.

Visitar o cartão postal, Escadaria Selarón

Um dos cartões postais mais visitados do Rio dá acesso ao bairro de Santa Teresa – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Mais pra Lapa que pra Santa Teresa a escada liga os dois bairros e está a 5 minutos de caminhada dos Arcos da Lapa.

A escadaria do Convento de Santa Teresa ficou conhecida como Escadaria Selarón devido ao trabalho do ceramista e pintor autodidata chileno, Jorge Selarón (1947-2013), que após visitar mais de 50 países decidiu viver no Brasil (mais precisamente no Rio, na Rua Manoel Carneiro, em Santa – onde está a escadaria, ao lado da Sala Cecília Meireles), e em 1994 decorou seus 215 degraus com os mais diversos azulejos de todos os tipos, tamanhos e partes do mundo.

Além do cartão postal e da “nova vida” à escadaria a Selarón sempre foi um “mosaico mutante”. Os azulejos eram trocados esporadicamente pelo artista até quando o mesmo faleceu, em 10 de janeiro de 2013. As peças eram recebidas pelo artista de seus fãs ao redor do mundo. É curioso ver a variedade de origens dos materiais empregados na obra.

Até o dia do falecimento do artista, os viajantes mais atentos poderiam cruzar com ele por ali mesmo, cuidando da obra ou saindo com sua inseparável bicicleta e suas roupas vermelhas, cor bastante presente também em suas obras.

Curtir o Carnaval

Componente do Super Mario Bloco, que mescla músicas do conhecido jogo às marchinhas de Carnaval – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Parece covardia citar um bairro do Rio de Janeiro para curtir o Carnaval. Nesta época a cidade inteira é tomada por blocos carnavalescos pequenos ou gigantes, mas em Santa Teresa a folia é bastante peculiar.

Blocos com uma “pegada” moderninha como o Super Mário Bloco (em alusão ao personagem Mário Bros. – você vai ficar pelo menos um mês com a musiquinha do game em ritmo de marchinha na cabeça) ou o tradicional Carmelitas fazem a festa de milhares de moradores e visitantes pelas ruas do bairro.

E por ali, a folia segue até o fim e prova disso é que existe até um bloco chamado Me enterra na Quarta, que sai às ruas na Quarta-feira de Cinzas. (Não raro, no sábado seguinte tem festa também!).

Formando os blocos tradicionais de Santa Teresa, ao lado do Carmelitas está o Céu na Terra. O bairro conta ainda com os igualmente animados blocos Aconteceu, Badalo de Santa Teresa, Balança Teresa , A Pisada, Teresa Caiu no Frevo, Frevo de Santa Teresa, o Bloco de Conga etc.

Onde comer em Santa Teresa

Garrafas penduradas pra decorar; música ao vivo; cerveja gelada e um caldo de feijão pra ninguém botar defeito – Foto: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Todos os bares citados têm bons petiscos e os bares Portella e Mineiro também servem refeições. Neste último, o destaque é a feijoada.

O Largo dos Guimarães conta com boa variedade culinária dadas suas dimensões (Santa é um bairro razoavelmente grande, mas pequeno no quesito serviços) com destaque para os pratos do Bar Portella (caldos e carnes), para culinária nordestina do Bar do Arnaudo e frutos do mar no Sobrenatural. Os dois últimos ficam na Rua Almirante Alexandrino e o Portella na Pascoal Carlos Magno (uma esquina bem fotogênica).

O melhor custo benefício, com comida caseira, farta, a preços justos é a Cantina do Gaúcho, que fica na Almirante Alexandrino, 3056. Além da comida boa, o restaurante simples oferece boas vistas para comunidades cariocas, entre elas a dos Prazeres.

Os loucos por pizza e com orçamento folgado (sim a pizza – de variados tamanhos e sabores – é cara) não devem sair de Santa sem experimentar alguma pizza da Pizzaria do Chico. A massa fina assada na pedra mineral fica crocante e os ingredientes de qualidade, bem como a receita original do norte da Itália fazem desta uma das melhores pizzas do Rio de Janeiro. Fica na Rua Santa Cristina, 21. Telefone: 21 2508-7180.

Se você é louco por pizza, quer comer com qualidade e não quer gastar muito pode pedir um dos variados sabores da Pizzaria Catarinense. Com preços entre R$ 30 e R$ 45 e entrega grátis é uma boa opção para você pedir no hostel ou pousada (a pizzaria só tem serviço delivery, não de restaurante/salão). O refri é grátis para quem pedir uma pizza Gigante ou Maracanã (de 40 e 45 centímetros, respectivamente).
Telefones: 21 2504-2397 e 21 97593-0898 (Atende Whatsapp). Mais informações na página da pizzaria no Facebook (aqui).

Onde ficar em Santa Teresa

Santa Teresa tem boa oferta de leitos para todos os gostos e bolsos. Muitas hospedagens estão instaladas em belos casarões em meio ao verde e com belas vistas.

– Hostels recomendados (os preços dos links podem estar desatualizados):

Terra Brasilis Hostel – http://www.terrabrasilishostel.com.br/

Bellas Arts guesthouse – http://www.bellasartesguesthouse.com/

Cidade Maravilhosa Hostel (Santa Teresa/Glória) – http://cidademaravilhosahostel.com.br/

Bossa in Rio Hostel – http://www.bossainriohostel.com/

BananaZ Hostel – http://www.bananaz.com.br/

– Mais hostels:

Rio Hostel – Telefones (21) 3852-0827 e (21) 2221-1913.

Brasil Hostel – Telefones (21) 3970-3783 e (21) 3903-8836.

Villa Leonor Hostel & Pousada – Telefones (21) 2526-7175.

Best hostel Rio – Telefone (21) 2507-9136/7820.

Casa 579 – Telefone (21) 3235-6480.

Pousada & Hostel Santa Trem – Telefones (21) 3598-4320 e (21) 9818-3853.

– Mais pousadas:

Vila Casa Nova – Telefone (21) 3852-8939.

Canto da Carambola – Telefone (21) 2210-0289.

Guest house Casa Amarela – Telefone (21) 8228-5556 e (21) 9696-9151.

Casa (Bed and Breakfast) Carmem e Fernando Simões – Telefone (21) 2507-3084.

Como chegar em Santa Teresa

Santa é atendida por ônibus, Uber,  mototaxis (partindo da Rua Riachuelo, no Bairro de Fátima ou na saída do Metrô Glória) e taxis.

As linhas de ônibus 014, 006 e 007 que passam pelas principais avenidas do centro da cidade operam em Santa Teresa. (Aqui há informações sobre os percursos de linhas de ônibus na cidade).
No bairro da Glória, perto do Metrô (siga sentido Lapa, o ponto – sem identificação – fica na altura da Praça Paris, que está do lado oposto) há Kombis  (com pequenas placas brancas escrito em vermelho) que sobem Santa Teresa (R$ 3, por pessoa).

Infelizmente direto da zona sul (Botafogo, Copacabana, Ipanema etc) não há linhas de ônibus atendendo o bairro, mas de qualquer um deles é possível pegar o metrô e descer nas estações Glória ou Cinelândia e seguir a pé, de bike, Kombi, Uber ou de taxi para Santa Teresa.

De carro/moto os acessos mais fáceis são pelas ruas Monte Alegre (Bairro de Fátima), Cândido Mendes (Bairro da Glória) e Benjamin Constante/Santa Cristina (Bairro do Catete).

Dica: não estranhe se um taxista mal humorado torcer o nariz quando você informá-lo de seu destino: Santa Teresa. Como o bairro é cheio de ladeiras, ruas estreitas, paralelepípedos e trilhos do bonde (e algumas obras dele), alguns taxistas com “dó” de seus veículos de trabalho não gostam muito de “subir à Santa”.
Portanto entre no taxi, cumprimente gentilmente o motorista e somente ao fechar a porta (sem bater, please) diga: “Santa Teresa, por favor” – risos.
Depois do Uber e da crise econômica pela qual o Brasil está passando não há mais tantos episódios de taxistas negando “Subir Santa”, mas pode ser que aconteça.

Se precisar chamar um taxi, o bairro tem uma cooperativa própria, a Santaxi e seguramente nenhum motorista irá reclamar das ladeiras/trilhos/paralelepípedos/comunidades do bairro. Telefone: (21) 2502-1111. Têm aplicativo no Android.

Santa Teresa faz divisa com bairros da região central da cidade, como Centro, Glória e Catete e da Zona Sul, como  Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Humaitá e Alto da Boa Vista e ainda dos bairros de Rio Comprido e Catumbi.

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5 lugares baratos para viajar em SP

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lugares baratos para viajar em SP

Procurando lugares baratos para viajar em SP?  Nessa lista selecionamos destinos clássicos conhecidos pelos bons mochileiros de plantão e também alguns passeios ainda pouco conhecidos.  Se você está com o bolso curto mas quer se aventurar nos finais de semana, estas são alternativas perfeitas para explorar o melhor do Estado de São Paulo e arredores.

Você sabia que o Brasil ainda possui belos destinos pouco explorados? Confira a nossa série sobre destinos imperdíveis e pouco conhecidos.

Essa lista reúne lugares baratos para viajar em SP, destinos perfeitos para quem mora na grande São Paulo.

01 – Praia do Sono – Paraty

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Praia do Sono – Foto: André Azevedo / Secretaria de Turismo Paraty

Localizada em uma área de proteção ambiental (APA de Cairuçu) e praticamente intocada pela civilização, a Praia do Sono segue resistindo como uma pacata vila de pescadores.  O principal meio de hospedagem do local é o camping. São 17 áreas oferecidas pelas 17 famílias remanescentes da luta contra a especulação imobiliária na região.

” Tem pequenas mercearias também que vendem itens básicos por preços caros. Quanto ao lazer, pode seguir de trilha pra praias próximas como Antigos, Antiguinhos e Ponta Negra. Se tiver no gás, dá pra conhecer a belíssima cachoeira do saco bravo. No Sono tem também um poço de água, o poço do Jacaré.” – Dica do Colaborador Raphael Moraes

Ônibus São Paulo x Paraty: + – R$ 80
Diária de camping: R$ 25 a R$ 30
Refeição: R$ 20 a R$ 25

02 – PETAR

Cachoeira das Andorinhas – Foto: Danilo / PETAR [email protected]

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR)  fica  a 320 km da cidade de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga no sul do estado de São Paulo, próximo a fronteira com o Paraná. O Parque  possui quatro “núcleos” abertos a visitação turística. Os núcleo Santana, Ouro Grosso e Casa de Pedra ficam em Iporanga e o núcleo Caboclos em Apiaí .

Dicas da viajante Jenny Frd enviadas no grupo do Mochileiros.com no Facebook

 “Ficamos na pousada Núcleo Terra em Iporanga SP. Pousada simples, mas muito aconchegante e o dono, Júlio, montou um roteiro com guia por três dias. Conhecemos 2 núcleos de cavernas (Santana e Ouro Grosso), caverna do Diabo, fizemos a trilha das ostras e fomos até a cachoeira de meu Deus e por fim terminamos no boia Cross. Para quem quer sair da rotina e ir atrás de aventura, ótima pedida.”

Preço do ônibus São Paulo X Apiaí = +- R$ 95

Mais informações sobre o PETAR:

  • Relatos de viagem sobre o PETAR no fórum do Mochileiros.com: aqui, aqui e aqui.
  • Mais informações, fotos e dicas de viajantes no grupo do Facebook: aqui

 

03 – Prainha Branca

Foto: Rogério Planciunas de Melo / Youtube

“Total final de semana: R$ 250,00 – se tiver a barraca e levar a comida pra fazer no camping sai bem mais em conta.  Obs: Meu amigo levou a barraca e fez a comida no camping e gastou R$ 150,00” – Dica da Cristine Granato

  • Ônibus São Paulo X Bertioga = R$ 39
  • Camping com aluguel de barraca – R$ 50,00
  • Alimentação – R$ 30,00 por dia.

Mais informações sobre a Prainha Branca aqui e aqui.

04 – Paranapiacaba

Trilha da Raiz da Serra, em Paranapiacaba – Foto: William Miranda Andrade

O vilarejo de Paranapiacaba em Santo André foi erguido no final do século XIX para servir como centro de controle operacional e residência para os funcionários da Ferrovia São Paulo Railway . Por seus trilhos, todo o café produzido no interior do estado era então escoado para exportação através do Porto de Santos. Além de ser um ponto chave do escoamento do principal produto de exportação do país na época, Paranapiacaba também foi palco de outro momento importante na história da cultura nacional,  ali ocorreu o primeiro jogo de futebol do Brasil, promovido por Charles Miller, que era funcionário da São Paulo Railway.

Hoje o vilarejo vive do turismo e alguns de seus prédios de arquitetura inglesa foram transformados em museus .  A vila também é o ponto de partida para um conjunto de trilhas e travessias que se estendem por uma das mais belas áreas de Mata Atlântica do Estado de São Paulo, a Serra do Mar.

“Você gastará apenas o valor da passagem de trem que sai da Estação da Luz ou Brás até a estação Paranapiacaba.  Quem vai pra lá geralmente fica no Simplão de Tudo,  um camping, pousada e Rock Bar localizado dentro da serra do mar, há 8 km da vila. A diária sai por R$ 20 em dias da semana e R$ 30 em fins de semana”. – Dica do viaUaren Cassio

Veja também:

05 – Praia de Santiago

Praia de Santiago – Foto: Leandro Macedo Gonçalves / Flickr

Acampamento na praia 30,00 por noite. Carro econômico saindo do interior de sp (+- 150,00 por pessoa) – Dica do viajante Tiago Lima

 


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Conhecendo a Pedra do Telégrafo

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Salve, mochileiros!

Hoje vou compartilhar minha experiência na Pedra do Telégrafo. Localizada no Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa pedra é famosa pela ilusão de ótica que proporciona nas fotografias simulando um grande abismo. Fui com o grupo Anjos Radicais, e, mais uma vez, minha alma voltou com a certeza de que a natureza e as boas conexões que fazemos na vida, são o que realmente importa.

Saímos de Petrópolis bem cedo e chegamos em Barra de Guaratiba por volta das 09:00. Ao iniciar a trilha, comecei a observar algumas das dificuldades que tenho tido a algum tempo na questão da falta de ar e do cansaço.  Sou fumante e em contrapartida, amante da natureza. O grande dilema da minha vida gira em torno de largar vícios antigos x ter mais qualidade de vida para experienciar vivências novas.  E, minhas limitações físicas e mentais, se tornam bem aparentes quando preciso me esforçar um pouco mais.

Em trilhas, enquanto caminho e admiro toda a beleza á minha volta, geralmente costumo pensar em como andam minhas escolhas, o que tenho feito de diferente e o que preciso melhorar. Nem sempre as respostas são aquelas que eu gostaria de ouvir. Faz pouco tempo, que realmente tenho me esforçado para cortar hábitos destrutivos. E toda mudança, provoca um certo tipo de dor! O despertar vem acompanhado de muitas responsabilidades!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Ao final da trilha, quando, completamos o objetivo que era chegar até a pedra para tirar uma foto com o ângulo famoso e privilegiado que tanto temos visto nas redes, nos deparamos com uma fila imensa que chegava a dar voltas.  Primeiro problema do dia para a maioria do grupo, e o segundo problema para mim que já estava com a pressão baixa devido a minha falta de preparo físico e ao sol. Admito que meu primeiro pensamento foi de decepção, por ter chegado até lá, ter me esforçado e  ter que esperar horas por uma foto. É incrível o quanto distorcemos a realidade das coisas quando agimos pelo estado da euforia, da raiva ou da frustração. Na hora, eu não pensei que só de estar lá, de estar apreciando aquela vista linda, de ter conseguido chegar até o final mesmo passando mal, já era motivo suficiente para o meu primeiro pensamento ser de gratidão e não de decepção.  Só fui me dar conta disso na hora em que nos reunimos,e uma parte do grupo propôs descer e curtir a praia e a outra parta preferiu ficar e esperar para conseguir a foto. Entrei em mais um dilema:  Ir ou ficar? Esperar para tirar uma foto em um lugar famoso, ou apenas ser grata por estar ali e descer para me refrescar no mar e renovar minhas energias? Ir ou ficar? Esperar por horas no sol quente com a pressão baixa só para provar que estive na Pedra do Telégrafo e postar uma foto nas redes sociais, ou respeitar minhas limitações e me dar a chance de conhecer o local por outros ângulos ?

Resolvi descer com uma parte do grupo, e minhas reflexões continuaram! Primeiro pensei se eu fui conhecer a trilha e a pedra pelo lugar e pela experiência de vida, ou se fui apenas por uma foto. Notei que, tanto a vista da pedra do Telégrafo quanto das pedras em volta dela, era a mesma. E que a única diferença era realmente o ângulo de visão.  A beleza é uma só!  Não julgo a parte do grupo que ficou mais de 4 horas na fila esperando pela foto porque elas ficaram realmente incríveis! Cada um sabe o que é melhor para si e até aonde está disposto a ir por uma motivação interna. Eu também teria ficado se a fila estivesse menor, se o sol não estivesse tão forte, se minha pressão não estivesse baixa, enfim… se causas e condições estivessem melhores. Mas, por outro lado,toda essa impermanência, me trouxe a oportunidade de refletir o meu real motivo de estar naquele lugar! Vivemos na ”Sociedade do Espetáculo” onde cada curtida nas fotos postadas, equivale a sua posição em um mundo completamente virtual. E com isso, a maioria se esquece do que é real.  Não é uma crítica as redes ou as fotos, eu também utilizo dos meios para me expressar e compartilhar momentos, a reflexão é justamente com que INTENÇÃO ou MOTIVAÇÃO nós postamos ou compartilhamos algo que vivemos? Se realmente estávamos vivenciando a experiência e registramos o momento para guardar com carinho, ou se apenas estávamos no local para tirar uma foto e esperar por algumas curtidas. Muitas pessoas  que se encontravam na fila para registrar a  famosa foto, reclamavam do sol, da falta de sombra, da falta de água, do cansaço e da demora. Outras, esperavam com um sorriso no rosto e olhando tudo á volta. Se eu tivesse  esperado também, imaginei que tipo de pessoa eu seria naquela fila!

Pedra do Telégrafo

Foto: Arquivo pessoal.

Pedra do Telégrafo

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Grupo na Pedra | Foto: Arquivo pessoal.

Quando parte da turma que permaneceu na pedra nos encontrou na praia no final do dia, estavam satisfeitos por terem esperado e feito suas fotos.  Eles nos contaram a experiência por outro ângulo de visão. E nós, a outra parte que tinha descido a trilha mais cedo, também tínhamos algumas histórias. Foi uma troca rica de olhares e diferenças. O que mais me encanta em momentos como esses,é a subjetividade com que cada um enxerga um mesmo lugar com percepções completamente diferentes.  É isso que enriquece o caminho e o caminhar. Cada um, a sua maneira, encontra exatamente o que precisa. Sei que tanto para eles quanto para nós, não foi apenas uma fotografia, foi tudo que envolveu a chegada até ela, foram as risadas na trilha, a água compartilhada, as dificuldades encontradas e os limites superados. Foram as lições aprendidas pelo caminho. Foi a vida se apresentando em toda a sua magnitude e simplicidade. E só enxerga quem consegue abrir mão de suas certezas e estar disposto a olhar por outros ângulos!  Agradeço aos companheiros dessa aventura e a equipe Anjos Radicais. Foi lindo.  Que possamos sempre ter em mente o real motivo de estarmos realizando determinada ação. Que não seja apenas por estar, mas que seja para permanecer. Tantos nas fotografias quanto em nossas almas! Até a próxima estrada!

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.

Foto: Arquivo pessoal.


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Brasil

Diamantina é muito mais que um roteiro histórico

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Que a bela cidade histórica mineira de Diamantina é um ótimo destino para relaxar todo mundo já sabe, mas você sabia que além de uma bela arquitetura, ruas de pedras e igrejas deslumbrantes, próximo a cidade há belas cachoeiras e paisagens de tirar fôlego?

Pois então, vamos lá que vou apresentar estes lugares para vocês…

Parque Estadual do Biribibi

Colado na cidade, uma fugidinha de Diamantina para o Biribiri é uma das melhores combinações para o seu roteiro.

Neste parque além de duas cachoeiras de fácil acesso e ótimas para banho, há uma antiga vila têxtil abandonada, que deu lugar a ótimos restaurantes onde você pode provar a deliciosa comida mineira.

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Foto: Cachoeira Sentinela – sem tilha e super rasa.

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Foto: Cachoeira dos Cristais – Melhor poço para banho e trilha curtinha.

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Foto: Vila do Biribiri – lugar ideal para relaxar.

Quer saber mais? —> Roteiro Completo para conhecer o Biribiri.

Conselheiro Mata

A pequena Conselheiro Mata, distrito de Diamantina, merece bem mais que um bate e volta, portanto programe pelo menos dois dias inteiros para este paraíso.

Com seus quase 1.000 habitantes, este ótimo destino para ecoturismo escondido no norte do estado ainda não despontou para o turismo, mas nem por isso duvide de seu potencial.

São mais de 22 cachoeiras catalogadas, além de outras atrações e histórias de discos voadores.

Tem cachoeira para todos os estilos, no meio da mata, com trekking, de fácil acesso, pequenas, grandes… gosto pra tudo, mas na minha opinião as melhores delas são:

Cachoeira das Fadas

Para chegar até a cachoeira, de entrada gratuita, você tem que fazer uma trilha de aproximadamente 2 km (ida e volta), e descer um  pequeno morro, mas o visual vale a pena.

Cachoeira do Telésfoto.

Pra mim este lugar não é só o mais belo da cidade, mas um dos mais do estado.

A cachoeira do Telésforo nem é tão grande ou impressionante, mas o que dá o charme a ela é seu contexto. Rodeada de areia branquinha e uma serra enorme, o conjunto de tonalidades fortes cria uma paisagem incrível. A cachu do Telésforo ainda é ótima para banho e passeios, em família ou com a galera, ou seja, qualquer tipo de viagem.

Foto: Um enorme banco de areia branquinha e uma serra enorme ao fundo.

Foto: Até escorregador natural há aqui… rs.

Quer saber mais? —> Roteiro Completo para conhecer Conselheiro Mata.

É pessoal, as vezes focamos só no essencial de um lugar turístico, mas há sempre muito mais se pesquisarmos. Portanto nunca deixe de explorar e saber mais, pois Diamantina é muito mais que Xica da Silva.

Quem quer saber mais da cidade de Diamantina?

Há um roteiro completo no Quero Mochilar: Roteiro Diamantina.


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Brasil

Guapimirim se destaca por belezas naturais e geografia única na Serra Verde Imperial (RJ)

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Foto: GuapimirimTur / Divulgação

Quem ama viajar anda em busca de alternativas para contornar a atual crise financeira. A solução pode estar em destinos ainda pouco explorados e com preços mais em conta. É o caso de Guapimirim (ou Guapi, como costuma ser carinhosamente chamada por moradores e visitantes). Localizada na região Serra Verde Imperial, a pouco mais de 70 km o Rio de Janeiro, a pequena cidade oferece atrações para todos os gostos: trilhas, caminhadas, cachoeiras, montanhas, alambique, cavalgada, produção de cerveja artesanal, circuitos históricos, passeio de barco e até observação de botos. Pouca gente sabe, mas o jovem município está cravado entre o ponto mais alto da Serra dos Órgãos e a Baía de Guanabara, fazendo fronteira com cidades como Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Teresópolis.

Dedo de Deus

Dedo de Deus

Dedo de Deus – Foto: GuapimirimTur

O símbolo do montanhismo brasileiro é o principal cartão-postal de Guapimirim. Assim como outras montanhas já consagradas, como Escalavrado, Cabeça de Peixe, Agulha do Diabo, Garrafão e Pedra do Sino. A melhor vista para o Dedo de Deus fica no Mirante do Soberbo, também localizado na cidade. Basta seguir pela Rodovia Santos Dumont (BR-116), onde é possível contemplar toda a beleza da Serra de Guapimirim.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Sede Guapimirim - Parque Nacional Serra dos Órgãos - Parnaso

Sede Guapimirim – Parque Nacional Serra dos Órgãos – Parnaso – Foto: GuapimirimTur


A sede do Parnaso em Guapi oferece aos visitantes os históricos Museu Von Martius e a Capela de Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1713. Aproveite para dar um mergulho no Poço Verde e nas várias outras piscinas naturais formadas pelo Rio Soberbo. O Parque também conta com estacionamento, área de camping e piquenique. Valor do ingresso por pessoa na alta temporada: R$ 30 para estrangeiros, R$ 17 para brasileiros e R$ 3 para moradores (somente de segunda a sexta-feira).

Pantanal Fluminense + Observação de Golfinhos

Observação de Golfinhos

Observação de Golfinhos – Foto: GuapimirimTur


Os poucos mais de 30 botos-cinza que lutam para sobreviver na Baía de Guanabara vivem atualmente na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, onde ainda encontram um ecossistema preservado. É possível conhecer também o chamado Pantanal Fluminense, área de rios que compõe o único manguezal preservado de todo o entorno da Baía. SAIBA MAIS

Produção artesanal de Cachaça e Cerveja em Guapimirim

Produção artesanal de Cachaça em Guapimirim

Produção artesanal de Cachaça – Foto: GuapimirimTur


Durante quase 20 anos a produção caseira da Cachaça São Joaquim era apenas um hobby do simpático casal Vera e Isaque. Desde o ano passado o local pode ser visitado por turistas e moradores durante o Caminho da Pinga, com direito à degustação de cachaça e caldo de cana! Outra riqueza da cidade são as cervejas artesanais locais. Algumas delas também podem ser experimentadas durante uma vivência oferecida por um outro casal de produtores.

Trilhas e Cachoeiras em Guapimirim

Foto: GuapimirimTur / Divulgação

Foto: GuapimirimTur / Divulgação


Guapimirim é conhecida por suas águas cristalinas. Bairros como Barreira, Caneca Fina, Garrafão e Limoeiro resguardam lindas cachoeiras. Não deixe de conhecer os poços Verde, Sem Fundo, do Escorrega e da Concórdia. Há também várias trilhas, como a do Ouro, Pedra do Elefante, Corujas e a das Cascatas.

 

Cavalgada na Serra do Órgãos

Cavalgada na Serra do Órgãos

Cavalgada na Serra do Órgãos – Foto: GuapimirimTur


Clima bucólico e uma vista privilegiada da Serra dos Órgãos. Este é um passeio perfeito para quem quer passar um dia com amigos ou com a família em meio à natureza. O percurso conta com ruas de chão, florestas e morros. Além disso, há uma parte em que o cavalo nada com você sobre ele em um trecho do Rio Soberbo. Os participantes recebem instruções básicas de equitação e são supervisionados por monitores durante todo o passeio.


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Brasil

Casal percorre as principais trilhas de longa distância do Brasil

Mochileiros.com

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Juntos há mais de 40 anos, o casal de consultores mineiros, Marina e Mário Castellano parece ter nascido para viajar e mais que isso, explorar minuciosamente cada pedacinho por onde passa, já que costuma fazer as jornadas à pé.

Antes de se tornarem um dos maiores praticantes das chamadas “trilhas de longa distância” no Brasil, viveram várias fases. Já fizeram viagens curtas e longas de carro pelo Brasil e América do Sul, já se aventuraram com os 3 filhos por praias e parques, já houve época de curtir pescaria, Pantanal, montanha e litoral. “Acho que conhecemos 60% das praias do Brasil”, conta Mário aos 60 anos recém completados (ele fez aniversário em julho). Marina tem 59. Eles viajam juntos desde os tempos de namoro quando tinham de 17 para 18, e 16 para 17 anos, respectivamente.

Nos últimos 10 anos decidiram rodar o Brasil à pé. Só para você ter uma ideia eles já percorreram a ‘Estrada Real’ (1.630 km) 3 vezes, o ‘Caminho da Fé’ (541 km) 5, fizeram 2 vezes a ‘Volta de Florianópolis’ (155 km), a Serra Gaúcha, o Vale Europeu, 1.100Km da Serra da Mantiqueira, Serra da Canastra, o litoral norte do Paraná, o ‘Caminho dos Anjos’ (242 km), ‘Caminho da Luz’ (200 km) e o mais recente, o ‘Caminho de Cora Coralina’ (315 km), em Goiás onde receberam a notícia de que foram os primeiros a fazerem o caminho completo à pé*.

Marina e Mário no Caminho de Cora Coralina, em Goiás – Foto: Reprodução/TV Brasil.

Estes foram somente alguns dos lugares do Brasil que eles conheceram, sem falar nas experiências fora do país. Aliás, a vida caminhante começou na primeira viagem à Torres del Paine, no Chile (eles já foram para lá 5 vezes). “Fomos de carro, estacionamos na Hosteria las torres e decidimos subir as torres. 4 horas a pé, 3 horas descendo. Quase morri. [Por lá] Vi muitos senhores, principalmente japoneses de 70, 80 anos, aquilo mexeu comigo e pensei: pronto, arrumei um esporte”, relembra acrescentando que toda viagem que fazem tem que ter um trekking. “Hoje procuramos grandes travessias. Quando queremos descansar a gente pega uma praia ou vai para São Paulo. Gostamos muito da cidade, são muitas atrações, parques, museus, shows”.

O casal já foi 5 vezes ao parque nacional chileno, onde as andanças começaram na prática | Foto sob licença Creative Commons.

Toda viagem tem que ter um trekking. Para descansar? São Paulo, por exemplo | Foto: Casal100

Males que vem para o bem

Voltando um pouquinho para trás do primeiro trekking, este de Torres del Paine, as caminhadas começaram por recomendação médica. Aos 38 anos Mário estava obeso, pré diabético, hipertenso e muito estressado. Seu pai morreu com 43 anos. “O cardiologista me deu 2 anos de vida”.

Mário | Foto: Casal100

Experiências únicas

Viajar é algo enriquecedor. É momento não só de conhecer lugares, novas paisagens e pessoas, mas a si mesmo, e o caminhar faz disso algo ainda mais especial. Foram experiências únicas e marcantes, lembranças para vida toda. Uma delas tem relação com gratidão. Em uma das andanças pela Estrada Real, entre as cidades mineiras de Carrancas e Cruzília, Mário conta que só tinha uma hospedagem em uma fazenda chamada Traituba e ela estava fechada; então havia um senhorzinho, o Roberto, com uma pequena chácara começando a hospedagem. Ele é lavrador, morava só, não tinha tempo para cuidar da casa – que era muito simples. “Ele foi tão amável conosco. Das lembranças de hospedagens a gente pode dizer que está entre as cinco melhores nas quais a gente já ficou”.
Eles dormiram lá mais 2 vezes depois. A última caiu num sábado de Carnaval e a casa estava fechada. Seu Roberto estava na casa do irmão na cidadezinha se recuperando de uma cirurgia que lhe amputou o dedo, decorrência do diabetes. “Falei: Ei Roberto e agora como a gente vai se hospedar lá? Imediatamente a resposta foi: leva a chave. Falei: nada! Depois roubam sua casa… ele falou que não tinha nada pra ser roubado, mas sou sistemático com essas coisas. Aí ele falou: amanhã cedo você vem aqui que eu vou resolver, vocês vão pra lá. Aí ele chega lá de carro com o pé todo enfaixado dizendo ‘nãããão, eu vou atender vocês'”.

Marina em algum ponto do Brasil | Foto: Casal100

Também acontece de caminhar na chuva… | Foto: Casal100

… sob o sol e em todo tipo de terreno | Foto: Casal100

Foto: Casal100

Foto: Casal100

Das coisas belas aos inevitáveis perrengues, Mário lembrou de duas situações: voltar no 27º dia de uma viagem programada para 60 dias pela Venezuela. “Era muito tenso. Faltava produtos e eu tive labirintite aí falei: vamos embora”. Outra foi em Oruro, na Bolívia. Eles foram durante o Carnaval (que é bastante procurado por lá) e estava tudo lotado. Acabaram ficando numa pousada que lhes rendeu um ataque massivo de percevejos. “Foram quase 2 meses para curar. Tivemos até que dedetizar o flat onde estávamos morando”. Mário e Marina são consultores como citamos no início do texto e vivem viajando, não têm casa fixa “para você ter uma ideia não temos nem móveis”, contou (para minha absoluta inveja boa – risos).

Marina em algum ponto do Brasil. “E ainda tem gente que pergunta por que acordar tão cedo…” | Foto: Casal100.

Bem, toda viagem tem um perrenguezinho né? E alguns previsíveis a gente tenta evitar. Como caminham, Mário diz que em alguns lugares começam às 4h30, 5h da manhã. “Nesse horário não tem quase ninguém na rua, então fica mais fácil de você não ser assaltado e sofrer esse tipo de coisa”, lembrando por exemplo de lugares onde se passa perto de periferias de grandes cidades, como em trecho da Estrada Real perto de Belo Horizonte.

Sobre conselhos para quem quer fazer longas caminhadas, Mário indica “para o público mais velho, como nós” (mas que cabe para qualquer idade) que se prepare fisicamente e que utilize produtos adequados à atividade e de boa qualidade, tênis, roupas e mochila. “A mochila e o tênis são talvez os itens mais importantes”, frisa acrescentando que uma preparação mental para aguentar os trancos, hidratar-se bem e carregar comida são coisas fundamentais.

Caminhadas leves, pesadas, por estradas asfaltadas, de terra e trilhas muitas trilhas pelo caminho | Foto: Casal100

Experiência própria: utilizar um calçado adequado é fundamental. Mário já errou caminhando de chinelos | Foto: Casal100

Sobre o uso de tecnologia, eles vão no Google, veem o caminho. Utilizam o Google Maps para caminhos longos. Fazem o caminho de mentes, olhos e corações abertos. Há mais de 10 anos frequentam o Mochileiros.com e dividem com a gente um pouco dessa (bela) vida andarilha.
Mário e Marina são o ‘Casal 100’, membro de honra no fórum. E por que este nome? “Na época em que entramos [a soma das nossas idades] dava uns 105 anos, então pensamos em Casal 100. Agora já podemos mudar para [Casal] 120”, comenta com a simpatia típica mineira e o bom humor de quem ama viajar e viaja!
As experiências de viagem (com histórias, dicas, informações) do Casal 100 no Mochileiros.com podem ser conferidas, aqui.

Mário e Marina foram os primeiros a fazer o Caminho Cora Coralina completo | Foto: Casal100

O programa ‘Caminhos da Reportagem’ da TV Brasil filmou um de seus episódios no Caminho de Cora Coralina (300km). Mário e Marina foram os primeiros a completarem o caminho, estavam lá no dia da gravação e participaram do programa.  Assista o programa completo no vídeo abaixo:

 

 


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Minas Gerais

MG ganha nova trilha em Parque Nacional

Mochileiros.com

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No próximo sábado (18), o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais promove a caminhada inaugural da trilha ‘Arco do André’. São cerca de 8Km de extensão (e 7 horas de duração) nos quais o caminhante poderá maravilhar-se com mirantes naturais únicos e cavernas monumentais.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Arco do André é uma trilha com propósito mais aventureiro, onde os visitantes poderão ter contato mais próximo e direto com o rio Peruaçu, com o carste e com as matas primárias no interior da unidade. As subidas e descidas íngremes e em terrenos acidentados exigem algum esforço e um maior nível de condicionamento físico por parte do visitante – diferentemente dos outros atrativos do Parque. Além disso, a trilha tem como maior característica a baixa intervenção e rusticidade, o que tem potencial para atrair um público diferenciado – além de possibilitar a estadia de pelo menos um dia a mais do turista na região.

Foto: Fernando Tatagiba/ICMBio.

Arco do André | Foto: Lia Rezende/Divulgação ICMBio.

A trilha foi estruturada de forma conjunta por brigadistas, voluntários e condutores ambientais. Segundo o chefe da unidade Rafael Pereira Pinto, ela foi pensada e implantada no âmbito do acordo de cooperação com o Instituto Ekos Brasil. “Ela gerará mais emprego e renda para as comunidades do entorno do Parque. Acreditamos que essa trilha tem potencial para estar entre as mais incríveis do Brasil”, ressalta Rafael.

Gruta dos Cascudos | Foto: Rafael Pereira Pinto/Divulgação ICMBio.

O parque

Mirante do Mundo Inteiro | Foto: Lia Rezende/Divulgação ICMBio.

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi criado em 1999 com o objetivo de proteger o o patrimônio geológico e arqueológico, amostras representativas de cerrado, floresta estacional e demais formas de vegetação natural existentes, ecótonos e encraves entre estas formações, a fauna, as paisagens, os recursos hídricos, e os demais atributos bióticos e abióticos da região norte do estado de Minas Gerais.
A unidade se destaca também pelas riquezas espeleológicas (com mais de 180 cavernas catalogadas; suas formações e cavidades atingem até 100m de altura) e arqueológicas (com inúmeros sítios com pinturas rupestres datadas de até 9 mil anos atrás).
O parque compreende as cidades de Januária, São João das Missões e Itacarambi. Tem acessos fáceis e estradas pavimentadas que levam até sua sede na BR 135, km 155, Comunidade do Fabião I, Januária – MG.
A sede do parque está a 45Km da cidade de Januária, onde chegam ônibus de Belo Horizonte ou Montes Claros (onde fica o aeroporto mais próximo), por exemplo.

Outros atrativos

Gruta do Janelão | Foto: Edward Elias/Divulgação ICMBio.

Além da nova trilha, o parque nacional conta com diversas atrações naturais como a Gruta do Janelão, onde está a maior estalactite do mundo, a ‘Perna da Bailarina’; a bela e ornamentada Lapa Bonita; a Lapa do Boquete, onde foram encontrados alguns sepultamentos e é possível verificar a presença de um silo pré histórico; a Lapa dos Desenhos, onde há um caminho margeando o rio Peruaçu, com exuberante mata e onde é possível observar toda a riqueza das pinturas do parque; a Lapa do Rezar que reúne toda grandiosidade do cânion do rio, abrigando também um sítio com pinturas rupestres bem conservadas e os Caminhos da Lapa do Caboclo e Carlúcio, com pinturas exclusivas do Vale do Peruaçu, mirantes e trilhas pela mata.
Os níveis de dificuldade dos percursos vão de leve a pesado e o tempo estimado para visitação varia entre 1h30 (Lapa do Boquete, ida e volta) a 7h (Arco do André, ida e volta).
A unidade pode ser visitada durante todo o ano. De novembro a abril é época de chuvas, período no qual o verde predomina na paisagem; já de maio a outubro, é seca e a paisagem pode ficar bastante acinzentada.
O clima é bastante quente independente da estação.
Para acessar os roteiros do parque é necessário veículo motorizado, próprio ou alugado. Clique aqui para ter acesso à lista de condutores credenciados.
O parque funciona de segunda a domingo, das 8h às 18h, sendo que a entrada nos atrativos é permitida até às 15h.
Para visitar este parque nacional é preciso fazer um agendamento junto à gestão da unidade, através do e-mail [email protected] enviando este formulário (aqui) preenchido.

Para mais informações, fotos e detalhes sobre o Parque Nacional Cavernas de Peruaçu e seus atrativos clique aqui.
Mais informações sobre a nova trilha, aqui.

Com informações do ICMBio.


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Brasil

Dicas de Fernando de Noronha

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Dicas de Fernando de Noronha:

Não é novidade que Fernando de Noronha não é um destino barato, mas o que talvez seja novidade para muita gente é a frequência com que se tem visto fotos de amigos, parentes e colegas de trabalho visitando a ilha. Todo mundo conhece alguém que já foi. Parece até perseguição ou coisas do destino, basta entrar nas redes sociais ou ligar a TV que está lá a famosa imagem do Morro dos Dois Irmãos e a sensação de que só falta você lá. Mas será que todos os seus amigos ficaram ricos de repente?  Não, eles certamente se planejaram bem.

Dicas de Fernando de Noronha

Morro Dois Irmãos, um dos cartões-postais de Fernando de Noronha | Foto: Bruno Lima/MTur.

Não é a toa que Nando Cordel canta que “Noronha é a ilha da paz”, não dá pra aproveitar na pressa, nem chegar em um dos seus incríveis mirantes apenas para tirar uma foto sem parar para contemplar (a paisagem, e não apenas a foto por anos a fio). Mas como existe uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA) diária que o visitante paga, muita gente acredita que economizará ficando o mínimo de tempo possível.
Juntando com o fato de que “só tem praia”, há ainda quem pense que após alguns dias vai se sentir entediado sem mais nada pra fazer, ledo engano. Pra começar, a “economia” na TPA não é muito esperta, é que o visitante compra o Ingresso do Parque Nacional Marinho (PARNAMAR) que é válido por 10 dias e custa quase R$ 100,00 (e o dobro para estrangeiros),  cujo valor não varia se você usufruirá do livre acesso a área durante 2 ou 10 dias. E ainda tem o peso do valor da passagem aérea. Então é aconselhável colocar na balança quanto custam sua hospedagem + TPA + custos variáveis (alimentação, festas e passeios) com quanto você investirá em passagem e Ingresso do Parque, para encontrar o equilíbrio ideal dentro do seu orçamento e perfil.
Aconselhamos no mínimo 5 dias inteiros na ilha para conhecer e desfrutar tudo, lembre-se que praticamente só há voos à tarde e dependendo do horário dos seus, pode ser que não dê tempo de fazer muita coisa no primeiro e no último dia.
Lembre-se também de respeitar o seu perfil de viajante, não precisa nem deve fazer tudo que todos fazem, Noronha é um dos melhores pontos de mergulho de cilindro do mundo, mas isso pode não ser sua praia. Tem rapel, tem trilhas inclusive gratuitas (e as regras de agendamento* dessas trilhas as tornam impossíveis para quem fica menos de 4 dias na ilha, mais uma razão para ficar mais tempo), tem o passeio de barco simples e aquele adicional que você paga pra ser puxado por uma pranchinha usando snorkel (opcional), tem travessias aquáticas com uma rica vida marinha, tem forró a noite, tem cerveja cara na balada, tem cerveja mais barata nos mercados e tem quem não vai gastar com isso porque não bebe, então existem mil possibilidades e se você for bem assessorado pelo staff da sua pousada ou hostel, saberá usar bem seu dinheiro e seu tempo.

Praia do Sueste | Foto: Bruno Lima/MTur.

A ilha tem a segunda menor BR do país com apenas 7km, mas nem por isso dá pra fazer tudo a pé, são muitas ladeiras, curvas e algumas estradas sem asfalto (que em dias de chuva viram caminhos de lama), estou lhe passando esta informação não para assustar, mas para ajudar a se planejar pois há quem acredite que alugar uma bicicleta seja a melhor alternativa, mas pode ser cansativo e perigoso, moto requer um guia experiente, carro requer um investimento alto (buggys estão a partir de R$ 250,00 a diária sem contar com a gasolina), ainda tem o ônibus que custa R$ 5,00 e te deixa em pontos-chave ao longo da via principal e você complementa seu trajeto a pé, além da boa e velha carona que é bem comum e segura na ilha.

Vista da Vila dos Remédios | Foto: Bruno Lima/MTur

Praia do Boldro | Foto: Bruno Lima/MTur.

A gastronomia do  Nordeste é sempre incrível e Noronha possui bons restaurantes e chefs renomados, não dá pra reclamar do preço quando em seu dia-a-dia na cidade em que você mora tem o hábito de comer fora em restaurantes caros, é igual! Quanto o turista já vem de outros destinos nordestinos e já provou de tudo é até compreensível priorizar a economia e comer apenas nos “pratos feitos” (R$ 30,00) e quentinhas (R$ 25,00) que há pela ilha, mas se sua viagem no Nordeste se resume à ilha, não pode deixar de desfrutar dos peixes, temperos e sobremesas pernambucanas imperdíveis. É como não comer massa na Itália, Paella na Espanha ou Tacacá no Pará. Entre uma boa refeição e outra recomendamos se hospedar próximo a supermercados, o bairro com a maior concentração deles é a Vila do Trinta onde também há uma praça com comida de rua à noite (com tapioca a R$ 10,00 e muito mais), outra dica de ouro é escolher uma hospedagem que ofereça café-da-manhã, você pode não acreditar mas  é bem comum esse serviço não ser oferecido devido aos custos da ilha (logísticos e de mão-de-obra). Para passar um dia inteiro na praia sempre leve um salgado, doce, fruta e água de 1,5L pois em algumas delas não há venda de nada, ou há poucas e caras opções, mas não precisa trazer nada disso de fora como alguns exagerados recomendam (a não ser que você venha ficar um mês!), pois os supermercados vendem e não é o dobro do preço do resto do Brasil (as frutas sim).

Sempre que eu viajo me hospedo em hostel que tem cozinha comunitária e boas áreas sociais, pois é na convivência e interação com outros viajantes que faço não só novos amigos como obtenho as melhores dicas de viagem, vejo com os que chegaram antes o que vale e o que não vale a pena fazer, dividimos de pizza a aluguel de carro, e essa troca de experiência não tem preço além de sair mais barato do que me sentir só em um quarto do hotel. Noronha agora tem hostels e a Casa Swell é o único que oferece café-da-manhã  e cozinha equipada sempre à disposição, e por ser maior que os demais há mais chances de conhecer pessoas legais. Também escolho hostel pelo tamanho, e sobretudo no exterior opto pelos quartos com maior número de camas já que são os mais baratos.

O que torna as passagens aéreas para Noronha mais caras é a boa e velha relação oferta e procura, uma vez que o aeroporto funciona em horário restrito por razões ambientais, e pelas mesmas razões existe limite de visitação (como por exemplo a proibição – e recente permissão com ressalvas – à chegada de pessoas via cruzeiros). Isto significa que há regras no Brasil regidas não pelo dinheiro, mas pela preservação à natureza, e isso é raro e necessário. Temos que respeitar, e temos que entender que a magia do destino é exatamente o milagre de ainda estar preservado! Sem dúvida a ilha vale cada centavo investido!

*Pelas regras atuais (agosto-2018) do ICMBio você agenda sua trilha pessoalmente e apenas com o ingresso do PARNAMAR em mãos, mas a vaga disponível para trilha vai ser para quatro dias depois, por isso aconselho ir logo no dia da chegada (exceto aos domingos quando não há agendamento).


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Brasil

Acampando no Pico da Caledônia

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O Pico da Caledônia tem no total 2.257 metros de altitude. Então vocês já podem imaginar o visual incrível que ela nos permite ter de toda a cidade.
Nos dias mais limpos, é possível ver até mesmo a Baía de Guanabara, como também o Parque Estadual dos Três Picos e a Serra dos Orgãos.

Mas já começo pontuando aqui que é incrível poder pegar um céu limpo e sem nuvens lá de cima, mas caso você não tenha tanta sorte, subir lá em cima e ficar por cima das nuvens, também é de se tirar o fôlego.

Partida:

Começamos o nosso trajeto partindo do centro do bairro Cascatinha, tendo como nosso ponto de encontro a padaria. Começamos nossa caminhada às 9:45 da noite em um grupo de sete pessoas.

Todo o percurso é realizado em chão de paralelepípedo, e a maior parte do trajeto é cercado por casas e sítios.  Lembrando que boa parte das subidas são bem ingrimes.  Por ter fácil acesso a subida ao pico é bastante movimentada se comparada a outras montanhas mais reservadas da cidade.

Após algumas horas de caminhadas decidimos começar a juntar lenha para a fogueira. Mesmo sendo o mês de Julho um dos melhores meses para fazer essa caminhada, é também o mês mais frio, então é importante se aquecer bem.

Por isso cada um dos rapazes fez o restante da caminhada carregando bastante lenha, e eu claro, dando aquele apoio moral haha.
Há bastante lenha por todo o caminho, porém com um pouco de receio, acabamos pegando lenha antes até demais, mas é aquilo ” melhor prevenir do que remediar.”

Chegada:

Chegamos ao ponto do nosso acampamento às 1:15 da manhã, não levamos as quatro horas inteiras que é a medida de tempo da subida geralmente.
Lá montamos nossas barracas e a fogueira.

E claro que não poderíamos deixar de levar o mashmallow para esquentar não é mesmo?!

Por incrível que pareça, não estava aquele frio assustador, o que demos sorte. Deu para aguentar bem, mas claro com a proteção básica. No meu caso: um moletom com um casaco para proteger do vento, luvas e touca, e claro, as meias, que sempre indico levar mais que apenas o par que está usando, para a troca assim que chegar.

Por volta das três horas da manhã apagamos a fogueira e fomos dormir, para poder pegar mais tarde o nascer do sol. Alguns minutos após ter caído no sono, acordei com o barulho de chuva. No momento bateu aquele receio de estar o tempo super fechado e não poder ver o nascer do sol. Voltei a dormir torcendo para que isso não acontecesse.

Acordei às 5:30 da manhã e não parecia nem que havia chovido a algumas horas atrás. Saí gritando todo mundo, para não perdermos esse momento que foi realmente magnifico.

Já vi muito nascer do sol, mas assistir lá de cima é de se tirar o fôlego.

Para me manter aquecida durante a noite, levei um isolante térmico, e um coberto de pelo leve e prático de dobrar. Não senti frio algum na barraca, e foi ótimo de dormir.

A portaria de acesso ao cume do Pico da Caledônia abre às 7 horas, por esse motivo alguns minutos antes já começamos a desmontar o acampamento, e partir para a segunda parte do trajeto.

Não lembro ao certo, mas são cerca de 15 a 20 minutos do ponto do acampamento até os portões. Lembrando que para poder entrar é necessário documento com RG.

Após mais alguns minutos de subida, nos deparamos finalmente com os 632 degraus necessários subir para chegar ao cume.

Chegar lá em cima, e dar de cara como uma vista incrível foi demais, uma experiência sensacional.


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Bahia

Nossa experiencia na Ilha dos Frades – Bahia

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Entre nossas pesquisas do que conhecer na Bahia, surgiu a Ilha dos Frades, que logo chamou nossa atenção, uma das ilhas da Baía de Todos os Santos, rodeada por Mata Atlântica, o pequeno paraíso, que possui oito quilômetros de extensão, ocupa um território que lembra o formato de uma estrela de 15 pontas, e em cada uma delas uma praia.

Como chegar?

Por se tratar de uma ilha a resposta é fácil: de barco.
  • Madre de Deus – Pegar um ônibus (R$ 9,00) na rodoviária de Salvador até Madre de Deus (horários saindo de Salvador) e de lá pegar um barco (R$ 5,00) até a Ilha dos Frades em  Loreto ou em Ponta de Paranama. Para chegar em Ponta de Nossa senhora, só barcos fretados (R$ 150).
  • Centro Náutico – há várias agências que ofertam o passeio que custa de 45 a 150 reais.

Fretando um barco, você tem a liberdade e comodidade de parar onde quiser, já os barcos que fazem transporte regular dos moradores, só vão até Paramana. Os barcos que saem do centro náutico levam até a Praia da Viração, atracando na Ponta de Nossa Senhora, local mais estruturado para o turista, sendo uma das rotas obrigatórias do passeio.

Nossa experiencia

Não sabíamos bem o que nos aguardava, nossa ideia (bem ingenua) era dar a volta em torno da ilha e acampar lá.

Terminal de Madre de Deus
Terminal de Madre de Deus

O dia amanheceu bem chuvoso mas mesmo assim não desistimos, chegando em Madre de Deus pegamos o barco por volta do meio dia. Os barcos não parecem ser muito seguros, porem, a viagem foi tranquila, passamos por muitos navios petroleiros e maquinas, devido a região ser um Polo Petroquímico.

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Chegando na Ilha, nos deparamos com uma das mais belas paisagens, a Igreja de Nossa Senhora de Loreto, em meio à vasta mata verde, mar calmo e águas transparentes. 30 minutos depois, chegamos em Paramana, o local mais habitado da ilha, mas vimos poucas pessoas, parecia até uma ilha deserta.

Igreja de Nossa Senhora de Loreto
Igreja de Nossa Senhora de Loreto
Paramana - Ilha dos Frades
Paramana – Ilha dos Frades

A previsão era caminhar 8 km (de Paranama até a Ponta de Nossa Senhora) após caminhar alguns (muitos) metros chegamos a praia da Costa, ocupada por moradores locais, existe uma pequena Igreja de frente ao mar, que estava fechada no momento. Com o dia chuvoso e o céu escurecendo, resolvemos não seguir nossa caminhada e procurar um lugar pra acampar alí mesmo.

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Foi ai que encontramos uma família, que nos alertaram sobre não poder acampar lá, pois a ilha é “particular“, em contrapartida, eles nos convidaram para almoçar e serviram uma deliciosa moqueca baiana.

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Nossa imensa Gratidão a Cris e sua família.

Após o almoço, o filho deles nos levou para conhecer a ilha, passamos pela Praia do Pontal até a Praia do Tobar, durante a caminhada ele nos contou sobre historias da ilha e sua vivencia lá, o que já valeu ter chegado lá. Ao final da tarde, como estavam voltando para Salvador, deixamos nossos planos de lado e pegamos uma carona com eles.

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