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  1. Portugal é um país pequeno, mas tem 9 pedacinhos paradisíacos destacados bem no meio do Oceano Atlântico, o Arquipélago dos Açores! São Miguel é a maior das ilhas, e com voos low cost regulares à partir de Lisboa e Porto, é também uma das mais visitadas. A Ilha de São Miguel é um dos lugares mais lindos que já vi! De origem vulcânica, a terra das “vacas felizes” tem paisagens deslumbrantes que vão da montanha ao mar. As estradas, sempre enfeitadas por hortências brancas e azuladas, levam à lagoas cenográficas e praias de areia escura. É o destino perfeito para quem gosta de estar em meio a natureza. O idioma falado é o português, mas o sotaque dos micaelenses (originários da Ilha de São Miguel) é tão diferente do resto de Portugal que muitas vezes parece que eles estão falando francês! A moeda corrente é o euro. Como se locomover nos Açores? A primeira coisa a se pensar ao planejar uma viagem para os Açores é alugar um carro! Não sei sobre as outras ilhas (imagino que seja o mesmo), mas em São Miguel é sem dúvidas a melhor opção. Até há transporte público e ônibus turísticos Hop On Hop Off, como o Yellow Bus, que passam pelos principais pontos, mas lá é daqueles lugares em que o caminho é tão interessante quanto o destino final. Estar de carro vai te dar muito mais liberdade e conforto, além de otimizar o tempo. Caso decida se deslocar de transporte público, confira aqui as linhas e horários. As locadoras de carro já ficam logo em frente ao portão de chegada no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, e de lá até o centro da cidade não dá nem 10 minutos. O ideal é já ter feito a reserva com antecedência. É fácil se locomover na ilha pois as distâncias são curtas (uma volta completa, de ponta a ponta dá 4h de viagem), as estradas são boas e não há pedágios. Quanto tempo ficar na Ilha de São Miguel? Tivemos apenas 3 dias inteiros na Ilha. Dá pra conhecer bastante coisa, mas definitivamente é pouco! Imagino que 5 dias inteiros, ou até uma semana seja o ideal, assim dá pra fazer as coisas com mais calma e ficar mais tempo curtindo cada lugar. É bom também levar em conta a época do ano. Como a maior parte das atrações são à céu aberto, faz bastante diferença se os dias são mais curtos ou mais longos. No verão o sol se põe por volta das 21:00 enquanto no inverno é pelas 18:00. O fuso horário também é diferente do de Portugal continental, sendo 1 hora a menos. Onde se hospedar na Ilha de São Miguel? Nós ficamos hospedados em Ponta Delgada, bem no centrinho da cidade. É a melhor opção para quem quer sentir um pouco de movimento, ter opções de restaurantes, cafés, lojas… mas ainda assim é uma cidade pequena e tudo fecha cedo. Para quem prefere mais tranquilidade, há vários pequenos vilarejos com opções de hospedagem perto do mar e das lagoas. Ficamos na Casa Conforto, um alojamento local bem simpático, com instalações novas e bem decoradas, funcionários super atenciosos e café da manhã no quarto (entregue todos os dias em uma cestinha de picnic ♥). Tem uma cozinha compartilhada caso queira guardar algo na geladeira ou tomar um café. Há um estacionamento público gratuito a 5 minutos a pé e vagas pagas nas ruas próximas. Como é o clima nos Açores? A fama é de ter as 4 estações do ano em um só dia, então acho que a palavra para o clima nos Açores é “instável”. Fomos em Julho, pleno verão, e estava bem quente! A temperatura estava sempre por volta de 24º mas a sensação era de bem mais. Pegamos alguns momentos nublados mas nenhuma chuva. Para essa época recomendo roupas leves, um casaquinho para usar a noite, roupa de praia e calçados confortáveis, pois as melhores vistas vem sempre acompanhadas de alguma caminhada. Nosso roteiro de 3 dias na Ilha de São Miguel Dia 1 No primeiro dia fomos explorar o lado leste da ilha. Começamos pelo Miradouro Pico do Carvão, meio improvisado no meio da estrada mas com uma vista impressionante! Um pouco mais a frente fica o Aqueduto do Carvão e atravessando da estrada, a entrada para o Miradouro Pico do Paul. Dá pra ir de carro até lá mas (apesar da subida) é um caminho agradável para fazer a pé, passando pelas aconchegantes Lagoa das Empadadas e Lagoa de Eguas. Seguindo ainda pela mesma estrada chegamos ao cartão postal dos Açores, o Miradouro da Boca do Inferno (ou Miradouro da Grota do Inferno). Ele fica dentro do Parque Florestal da Mata do Canário e tem horário pra fechar – 19:00 no verão e 15:00 no inverno. No começo da escadaria que leva à vista mais linda da Ilha de São Miguel, está estrategicamente posicionado um carrinho de sorvete artesanal com ingredientes típicos dos Açores. Pode ousar sem medo! A vista lá de cima é surreal! Vai revelando aos poucos a Lagoa e o vilarejo das Sete Cidades e as lagoas de Santiago, Rasa e do Canário. Há um trilho que leva à uma placa explicativa e muita gente para por aí, mas se caminhar um pouco para a esquerda a visão é ainda mais ampla e não é preciso dividir o espaço com quase ninguém. Se tem um lugar perfeito para um picnic, é este! E a rota dos miradouros ainda não acabou, seguimos para o da Vista do Rei, outra imagem bem conhecida da Ilha de São Miguel. Daqui vê-se a Lagoa das Sete Cidades, que tem um lado esverdeado e outro azulado, deslumbrante! Para ter a melhor vista da Lagoa das Sete cidades aconselho cometer um pequeno delito e “invadir” o hotel abandonado Monte Palace. O que parece ter sido um luxuoso refúgio, é hoje quase um cenário de filme de terror, com todo o interior destruído. Ainda assim dá pra imaginar o privilégio que era se hospedar em um daqueles quartos com varandas imensas de frente para as lagoas. Bateu a fome e decidimos descer até o vilarejo das Sete Cidades. Esse trecho da estrada é forrado de hortências e só por isso já valia a viagem, mas a cidadezinha também é um encanto! O gramado arborizado à beira da lagoa é um bom lugar para um momento relax. O almoço foi no Restaurante Lagoa Azul, que tem um buffet cheio de opções deliciosas e bem temperadas! Aliás, esteja atento ao horário se quiser parar para almoçar. Não há nada pelas estradas, é preciso entrar nas cidades e na grande maioria delas os restaurantes fecham entre o almoço e a janta (as vezes ficam abertos mas só para bebidas). A próxima parada foi a Ponta da Ferraria. Além de ser mais uma vista linda, lá em baixo há uma piscina natural de formações vulcânicas onde a água do mar fica quentinha! Essa é de acesso livre e tem duchas, banheiros e vestiários (tudo meio improvisado mas super útil!). Um pouco antes fica o Termas da Ferraria, um espaço com spa, piscinas e restaurante. Terminamos o dia no Miradouro da Ponta do Escalvado, quase um camarote para o pôr do sol. Dia 2 Como ficava pertinho do nosso Airbnb, passamos para conhecer o Mercado da Graça, onde se encontra frutas (especialmente o famoso ananás dos Açores) e vegetais fresquinhos, produtos regionais como queijos, geléias e biscoitos e até souvenirs. Depois partimos para Vila Franca do Campo, na expectativa de comprar o bilhete para visitar o Ilhéu de Vila Franca no dia seguinte. Não conseguimos, mas continuamos o roteiro pelo lado oeste da Ilha. Ali perto fica a Ermida de Nossa Senhora da Paz, uma igrejinha que além de já ficar no alto da colina, ainda está no topo de uma uma incrível e imensa escadaria. Lá de cima a vista para a cidade, o mar e o Ilhéu é fantástica! Outra coisa imperdível em Vila Franca do Campo são as Queijadas da Vila, um docinho típico da região que ganhou tanto meu coração que voltei no dia seguinte pra comprar uma caixa inteira! Clique aqui e conheça mais doces típicos de Portugal! E falando em comida, paramos em um restaurante na cidade para provar uma das especialidades açorianas, as lapas grelhadas! Lapas são um tipo de molusco geralmente encontrados em pedras nas regiões marítimas. As “conchinhas” chegam espalhadas por uma chapa fumegante e são temperadas com um molho de alho e limão. O sabor é bom, mas o fato de elas terem umas anteninhas me deixou um pouco agoniada. Para acompanhar pode provar a cerveja Especial Melo Abreu, também original dos Açores. Continuamos até o Jardim da Lagoa de Furnas, um parque super agradável que tem a Ermida Nossa Senhora das Vitórias como cartão postal. Na outra ponta da Lagoa de Furnas, em uma área de solo vulcânico, é onde é preparado o famoso cozido de furnas, outro prato típico açoriano. O cozido leva variados tipos de carnes branca e vermelha, além de embutidos e legumes. Como sou semi-vegetariana, não experimentei, mas se tiver coragem, deve ser uma experiência gastronômica diferente! O diferencial desse prato é o modo de preparo. Tanto os restaurantes da região quanto pessoas avulsas levam as panelas para serem “enterradas” nas caldeiras, onde cozinham por cerca de 6 horas. Há pessoas responsáveis no local para ajudar no processo. A região de Furnas é aliás muito conhecida pelas caldeiras em ebulição e pelas águas termais. Para chegar até lá mais facilmente pode procurar por “Largo das Caldeiras”, quando começar e ver focos de fumaça saindo do chão, chegou! Há várias bicas de águas com diferentes propriedades espalhadas pela cidade e as pessoas são encorajadas a provar. Eu não dei muita sorte e escolhi uma que tinha gosto de ferro gaseificado! Há alguns lugares em que a água tem uma coloração meio avermelhada devido a presença de enxofre e ferro. Para ter uma vista aérea da Lagoa de Furnas, seguimos até o Miradouro do Pico do Ferro. E com tanta água envolvendo essa paradisíaca ilha, não dá pra não falar de praia também. Escolhemos para fazer uma pausa com uma imperial a beira mar, a Praia dos Moinhos, na região norte de São Miguel. A entrada da praia fica quase escondida nas curvas de uma sinuosa estrada e ao chegar, a surpresa fica por conta da cor acinzentada da areia. Uma boa pedida para petiscar é O Moinho Terrace Café, com um ambiente interior agradável e uma ampla esplanada de frente para o mar. A menos de 10 minutos de carro da Praia dos Moinhos fica o Miradouro de Santa Iria, com uma vista espetacular das falésias açorianas. Por ser uma ilha de origem vulcânica, há várias opções de termas em São Miguel, sendo as mais conhecidas a do Parque Terra Nostra e a Poça da Dona Beija. Deixamos essas duas fora do roteiro e optamos pela Caldeira Velha, um pequeno paraíso natural de águas escaldantes. As piscinas do Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha, envoltas por uma vegetação diversa, tem águas de diferentes temperaturas, sendo que a mais quente pode chegar a 38º! Parece impossível mas na verdade é bem agradável – claro que por pouco tempo. A maior e mais concorrida atração é a cascata, que tem uma coloração avermelhada devido ao ferro presente na água. Aliás, o ideal é não ir com roupas novas ou claras pois podem ficar com manchas. O tempo máximo de permanência é de 2 horas e há um limite de 250 pessoas por vez. O valor do ingresso é de 8€ (ou 3€ caso não queira entrar nas poças termais) e grátis para residentes nos Açores. Há banheiros e uma estrutura simples de vestiários e lockers. Mais informações aqui. Dia 3 No nosso último dia na Ilha de São Miguel, acordamos cedinho com destino (de novo) a Vila Franca do Campo para fazer a travessia para o Ilhéu de Vila Franca. Leia aqui tudo sobre o Ilhéu de Vila Franca do Campo. No Norte da Ilha, já próximo à vila de Nordeste fica o Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões. O acesso é bem fácil e a estrada corta ao meio dois lados igualmente dignos de cenários encantados. Em um deles, uma cachoeira que brota por entre as árvores e é rodeada por uma abundante natureza. Do outro um riacho salpicado por pequenas quedas d’água e casinhas dignas de aldeia. Sem dúvidas vale a parada. Uma das paisagens mais famosas da Ilha de São Miguel é a Lagoa do Fogo. O acesso de carro só vai até um certo ponto, depois é preciso fazer uma trilha de mais de uma hora. Para ter uma vista aérea basta subir ao Pico Da Barrosa. Como é um dos pontos mais altos da ilha, recomendo checar a visibilidade aqui antes ou corre o risco de chegar lá e não enxergar absolutamente nada por causa da neblina (que infelizmente foi nosso caso). À noite ficávamos sempre pelo centro histórico de Ponta Delgada. As Portas da Cidade, a Câmara Municipal e a Igreja de São Sebastião demarcam o miolo central, onde turistas e micaelenses se misturam. As ruas adjacentes estão repletas de opções de cafés, bares e restaurantes. Uma boa pedida é o Calçada do Cais, que recomendo pelo risoto e pela sangria! A região em frente ao cais também é uma opção agradável para ver o cair da noite. Há sempre alguma coisa acontecendo em Ponta Delgada, consulte o site da Câmara Municipal para saber o que vai estar rolando nos dias da sua visita! 📷 Relato oficial com fotos e mapas aqui
  2. 📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/ilheu-de-vila-franca-do-campo/ Na Costa Sul da Ilha de São Miguel, entre as deslumbrantes paisagens dos Açores, está o famoso e pitoresco Ilhéu de Vila Franca do Campo, um dos lugares mais incríveis de Portugal! A pequena ilha é resultado de um vulcão submarino, sua cratera inundada formou um círculo quase perfeito chamado de “Anel da Princesa”. Há uma pequena abertura para o mar, mas como fica em sua maior parte protegida, a água é calma e sem ondas (mas bem gelada!). No quiosque de venda dos bilhetes é possível alugar equipamento para praticar snorkel. Há oito anos o Ilhéu de Vila Franca é também cenário para a etapa açoriana do Red Bull Cliff Diving, campeonato de saltos para água que atrai amantes de esportes radicais! Como chegar ao Ilhéu de Vila Franca do Campo? Para chegar no Ilhéu de Vila Franca é preciso ir até a cidadezinha de Vila Franca do Campo, a mais ou menos 25 minutos de carro de Ponta Delgada. Os barcos que fazem a travessia até a ilha saem da Marina de Vila Franca do Campo a cada uma hora entre as 10:00 e as 18:00. No dia em que estivemos lá os barcos estavam saindo com mais regularidade, mas nos dias de mais afluência pode haver fila de espera. O trajeto dura menos de 10 minutos. Os regressos costumam ser 10 minutos após a hora cheia, também de hora em hora. Há vagas públicas para estacionar o carro próximo à Marina. Só é possível visitar o Ilhéu no Verão (consulte as datas exatas no site) e com o barco oficial. Outros barcos até podem se aproximar, mas as pessoas não podem desembarcar na ilha. Quanto custa e como comprar o bilhete? O valor do bilhete para viagem de ida e volta para o Ilhéu custa 8€ para não residentes nos Açores e 6€ para residentes. É possível comprar o bilhete pela internet através do site oficial, porém não para o mesmo dia. A venda online é limitada a 200 bilhetes por dia. A outra opção é comprar no próprio quiosque de vendas na Marina de Vila Franca do Campo, que abre pontualmente às 09:45 (já conte com uma pequena fila neste horário). A entrada no Ilhéu de Vila Franca é limitada a 400 pessoas por dia, por isso é melhor garantir o bilhete com antecedência. O que esperar do Ilhéu de Vila Franca? O Ilhéu de Vila Franca do Campo é classificado como Reserva Natural, então requer total cuidado e respeito dos visitantes. Como infra estrutura há um banheiro e algumas áreas pavimentadas para facilitar a circulação, porém há também muitas áreas de terreno irregular onde é preciso ter atenção. Dois salva-vidas ficam na ilha para emergências. Não há quiosques ou vendedores então leve tudo o que precisar (e um saquinho para levar o lixo de volta). Na maré baixa há uma pequena faixa de areia descoberta, mas como a maior parte da ilha é de pedra, uma toalha de praia é bastante útil! Alguns dos “habitantes da ilha” são os graciosos garajaus, uma ave marinha que parece andar mascarada e os avermelhados carangueijos-fidalgo, que podem ser vistos bem na chegada ao Ilhéu. Em relação ao clima, nos Açores em geral é sempre muito instável, então as precauções podem incluir tanto um protetor solar quanto uma capa de chuva. A temperatura em Julho é de agradável à muito quente. Ah, e aproveite a sua passagem por Vila Franca do Campo para visitar a incrível Ermida de Nossa Senhora da Paz (de onde se avista o Ilhéu) e experimentar as deliciosas Queijadas da Vila! 📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/ilheu-de-vila-franca-do-campo/
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