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  1. Allison, colega de laboratório onde meu marido trabalhava (na época em Vancouver), havia acabado de conhecer Joffre Lake e trouxera umas fotos que tirara na região . Quando vimos as fotos, olhamos um para o outro e ele nem esperou eu dizer alguma coisa: estamos indo! Duas semanas depois, estava dirigindo nosso Ford Tempo na maravilhosa Highway 99 saindo de Vancouver, passando por Squamish e depois por Whistler , a linda estacao de esqui e a mais famosa do Canadá, com dezenas de lifts (cadeirinhas para subir a montanha) e pistas de descida para todos os gostos, desde os mais faceis até os mais difíceis de tarja preta para os experts, mas isso é assunto para outra estória, pois agora estamos indo para Pemberton. Primeiro tomamos umas dicas com Allison que nos alertou sobre o ataque dos bugs pelo caminho (enxame de pernilongos de verão!). Fomos alertas e levamos repelente. De Vancouver até a base onde se deixa o carro (ou até onde o carro pode ir) levamos quase duas horas (mais ou menos 180 km) em estrada ótima e paisagem idem. O Lago Joffre fica a 1.600 m de altitude, considerando que Vancouver fica ao nível do mar, dá para imaginar que estavamos subindo bastante. Pelo caminho passamos por alguns ciclistas , depois vimos outros mochileiros todos subindo a estrada à pé ou pedalando, e nós com o pé só no acelerador... Lá pelas tantas, já cansada de fazer as curvas da sinuosa estrada, chegamos à base, ponto final para o carro e ponto inicial para as pernadas. Existem 3 Lagos Joffre. O primeiro, chamado de Lower Joffre fica a poucos metros da base (ou estacionamento). O segundo, ou o Middle Joffre fica a uns 4 km subindo por uma trilha íngreme, passando por floresta densa, descampado, pedras e outros acidentes, e o terceiro, ou Upper Joffre fica mais um kilometro adiante. A beleza dos lagos vai aumentando à medida que se vai subindo, ou seja, proporcional à distancia e as dificuldades para alcancá-los. É sempre assim, as melhores coisas sao as mais difíceis de alcancar.... Sem reclamar, fomos caminhando por entre as árvores (quase todas da mesma espécie - Douglas fir), depois de contemplar o primeiro lago e passar por uma ponte quebrada por uma gigantesca árvore que caiu nao muito tempo atrás. A trilha era boa no início, quase plana mas com bastante lama ainda, resultante do degelo do último inverno. Comecamos a subir após 2 km da base, e a partir daí então, foi só subida, a trilha ora desaparecia pois era só pedra atrás de pedra, andávamos de quatro para galgar as enormes pedras,' às vezes pontiagudas e cortantes, ralamos nossas mãos diversas vezes durante esse longo e difícil trecho. Passamos por lugares onde havia acontecido uma avalanche, fica fácil reconhecer porque as enormes arvores estao todas tombadas, retorcidas e uma clareira se forma desde o topo do morro ou montanha por onde ela passou. As vezes a avalanche traz as enormes rochas junto com as arvores, daí resulta neste montão de pedras pontiagudas e quebradas e que todos os anos destroem as trilhas e pontes. Mais um tempo subindo, deparamos com uma família subindo unidas, o avô, a filha e a neta, sendo que esta tinha seus 5 aninhos. Que bravura e determinacao tinha esta garotinha, subindo as pedras, sem pestanejar, como um adulto, e olhe que esta trilha é considerada de média dificuldade. Fiquei encantada e elogiei bastante a forca de vontade desse grupo e sua determinacao para chegar ao seu destino. Confesso que por um tempo achei que eles fossem desistir no meio do caminho, pois eu ja estava exausta de tanta pedra para galgar, imagine eles com a garotinha.... Deixamos o grupo para trás e continuamos nosso passo, minhas pernas tremiam, falseavam, meus joelhos as vezes dobravam sem querer e eu ainda pensava no pior, a volta... Ja pensou, ter que passar por tudo isso de novo, só que descendo... Ái, o que é que estou fazendo aqui, que loucura pensei. A sorte é que nao aparecerarm os bugs ( era Setembro) ja tinha acabado a época deles se alimentarem e procriarem, se nao acho que teria desistido ... Bendita perseveranca! Depois de tantas pedras no caminho chegamos ao Middle Joffre, o segundo. Valeu a pena! O lago era grande, maior que o primeiro, de um tom azul turquesa/esverdeado, calmo, pacífico, silencioso. Cercado por uma floresta subalpina ainda virgem e tendo ao fundo a magnífica vista do Glacier Matier (com sua geleira permanente) entre os picos Joffre e Monte Slalok. O Middle Joffre não perde nem um pouco para as paisagens das Rochosas Canadenses. Os raios de sol refletiam na superfície da água e daí acontecia um efeito mágico, brilhante, cintilante, estonteante... Todos que chegavam tinham essa primeira visão hipnotizante, se pudesse ficaria o dia todo só olhando, contemplando... Era lindo, quase emocionante... Digo quase porque completamente emocionante foi o Upper Joffre, este sim, sem querer desbancar a beleza do Middle, era indiscutivelmente o mais bonito. Mais alguns quilometros sem muito esforco (toda minha forca tive que gastar na subida para o Middle) chegamos ao Upper. A coisa que mais impressiona a todos que chegam lá é a cor do lago. Verde-anil, azul-esverdeado leitoso, sei lá. Nao tem importancia. É maravilhoso. Câmera na mão, era difícil escolher o ângulo para as fotos, no fim, acho que cheguei a tirar fotos de quase os 360graus do lago. O Glacier estava bem perto, ou melhor, o lago ficava na base do Glacier. Podia se alcancar a pé, numa caminhada nao muito longa, mas nao era recomendada por causa do perigo das pedras que podiam despencar lá de cima, e ainda, andar sobre uma geleira é extremamente perigoso por causa das enormes fendas que existem e que podem estar escondidas debaixo de camadas de neve fofa. Curtimos a visão deslumbrante tomando nosso merecido lanche que consistia em sanduiche de frios com queijo, frango frito do KFC comprado na saída de Whistler, água e barrinhas de chocolate. Em meio às mastigadas apressadas para aplacar a fome, eis que vimos lá na outra ponta do lago aquela família de três chegando! E eu que pensei que eles fossem desistir... Descansamos, conversamos com alguns que chegaram depois da gente, vimos mochileiros armando barracas para passar a noite alí, exploramos um pouco mais ao redor do lago, e mais fotos. Algum tempo depois, mochila nas costas, começamos a descer. A volta não foi tão ruim quanto eu pensava, o trajeto já era conhecido, me lembrava até de algumas pedras por onde passamos, as mesmas árvores quebradas, os troncos servindo de ponte e cada vez mais estávamos mais perto do fim (ou do comeco) da caminhada, daí ia me animando. Chegamos à base, nosso carro estava lá nos esperando pacientemente, e desta vez meu marido é quem sentou no volante. Eu estava literalmente moída, meus pés doíam e minhas pernas tremiam. Ainda tínhamos algumas horas de luz pois naquela latitude o sol fica passeando até lá pelas dez e meia da noite. Passamos por um casal de nativos canadenses (que sao os antigos povos que habitavam toda a costa oeste) e demos carona até o vilarejo próximo, onde eles ficariam. Meu esposo estava cansado mas ainda tinha energia para conversar animado com a empreitada que acabávamos de realizar ,e já pensava na nossa próxima caminhada.
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