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  1. Introdução. A trilha que tem início em Parelheiro e termina em Itanhaém é de extrema beleza. Trata-se de uma trilha proibida ao público em geral e as visitas ao parque somente com autorização da administração do Parque Estadual da Serra do Mar (sede Itanhaém – núcleo Curucutu que abrange 26 mil hectares), acompanhado de um guia credenciado. Porém, não para essa trilha em específico, pois ela é proibida pela administração do parque mesmo com guias. De todo modo, são muitos os que entram na mata com guias clandestinos e até mesmo por conta própria (meu caso), a fim de desafiar a sorte. A Trilha Proibida está localizada em uma área de preservação ambiental, as suas terras pertencem aos índios, de responsabilidade da FUNAI, protegida e fiscalizada pela Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (fiscalização irrelevante já que não há como controlar uma área de 315 mil hectares, devido aos poucos guardas existentes). Palmiteiros, caçadores e mochileiros entram na mata frequentemente. Local com mata atlântica primária e rios importantes como: Rio Branquinho e Capivari Monos, além de um número incalculável de nascentes que deságuam nestes dois rios, existe uma grande biodiversidade. Animais como onças, jaguatiricas, macacos, porcos do mato e muitos pássaros, enfim, um paraíso que devemos lutar para preservá-lo. Pelas informações que obtive, um guia indígena pode ser localizado nas aldeias da região (Parelheiros/ Barragem) ‘’Krukutus’’ ou na ‘’Tonondé Porã’’ eles normalmente costumam cobrar de 15 a 25 reais por pessoa, dependendo do tamanho do grupo. A saída é por volta das 07h com previsão de chegada à aldeia em Itanhaém às 14h, em um trajeto de 28 km. Soube que pagando 8 reais a mais o índio pode guiar a trilha até as aldeias de ‘’Iguapéu’’ e ‘’Itaoca’’ em Mongaguá. Caso contrário, o grupo poderá realizar uma caminhada de 14 km pela estrada de terra até o trevo de Itanhaém no km 324 da rodovia Pedro Taxi - Bairro Mambu, (esta opção não é muito aconselhável, pois a caminhada é INFINITA... quem não curte caminhar muito vai desejar a própria morte, além de desgastante essa estrada não acaba nunca!!!). Trilhas permitidas pela administração do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu) com acompanhamento de um guia credenciado: 1- Bica – Trilha fácil com caminhada leve na mata e que termina em uma bica d água, trecho de 1,4 km. 2- Mirante – Trilha moderada para pessoas inexperientes, no cume da serra é possível apreciar uma paisagem de tirar o fôlego sobre as praias do litoral sul, trecho de 1,6 km. 3- Telégrafo – Trilha pesadas para pessoas inexperientes, esta é uma travessia histórico cultural, por onde passava a linha de telégrafo que fazia a ligação Entre São Paulo e o sul do pai, trecho de 15 km (duração 8 horas). Como chegar ao inicio da trilha? Descendo no terminal Parelheiros (Zona Sul de São Paulo) é só pegar o ônibus “Terminal Barragem” e descer no ponto final. Já no ponto final basta seguir reto na estrada de terra que leva até a antiga Estação de trem Evangelista de Souza (nome dado em homenagem ao Barão de Mauá). Para chegar ao início da trilha é só descer a linha do trem na Ferrovia Ferro-Norte (1935) com 27 túneis que cortam a serra do mar, a qual hoje passa somente trens de cargas, ligando Sul, Sudeste e Centro Oeste do País ao Porto de Santos e a cidade de Cubatão. A caminhada vai até o túnel 24 e até lá são aproximadamente 8 km sobre os trilhos e pedras. A trilha estará a uns 200 metros após o término do túnel 24, uma bananeira e a placa de “área indígena” são os pontos de referência. O relato. Após dias planejando a viagem, lendo relatos e estudando a respeito do assunto, chegará o tão esperado dia (16/09/2011), finalmente me arriscaria em uma área proibida (o que estimulou mais ainda a vontade) e tentaria realizar a trilha que tanto li a respeito - A FAMOSA TRILHA PROIBIDA. Na quinta à noite a mochila já estava prontinha (ansiedade do séc XXI). Na sexta-feira o trampo rendeu muito e logo chegou o fim do expediente. Fui embora bem animado já projetando as infinitas experiências que teria naquele lugar tão inóspito. Cheguei à minha casa por volta das 19hs. Chamei dois amigos que resolveram encarar a aventura ao meu lado (Patrik e Vinicius), amigos só até aquele final de semana HAHA... Fomos ao mercado e começamos a comprar bolachas, bisnaguinha, pão de forma etc (hoje - editando este relato em 12/05/2019 - com alguns anos a mais de experiência, dou risada da inexperiência e de como a inocência é incrível, sensível e mágica, ao passo que caminha lado a lado com o perigo). Mochilas abastecidas e lá fomos nós sentido a Parelheiros, nosso primeiro objetivo. Pegamos o busão até o terminal Sacomã, metrô até a Ana Rosa (linha verde), baldeação para linha azul, desembarcando na Vila Mariana. De lá fomos até o ponto de ônibus que demorou cerca de 20 minutos, embarcamos no danado e 2hs depois, ISSO MESMO 2 horas, finalmente chegamos ao Terminal Parelheiro (um fato curioso que deve rolar com muitas pessoas que andam com cargueiras em São Paulo, ou qualquer outra grande cidade no Brasil, é que por onde passávamos o pessoal ficava olhando com certa curiosidade. Apesar de estar se tornando cada vez mas comum pessoas viajarem com grandes mochilas, as pessoas que não fazem isso, lançam olhares curiosos a nós. Talvez seja uma vontade reprimida de fazer o mesmo. Largar as amarras da vida e experienciar o novo, o agora, o infinito... aquilo que é único). Lá no Terminal Parelheiros pegamos outro ônibus, este com destino Terminal Barragem (extremo sul da Zona Sul de São Paulo. Enfim, chegamos ao terminal Barragem aproximadamente às 00hs, pegamos algumas informações com uns caras que estavam por lá e nos orientaram o sentido correto até a Estação Evangelista de Souza. Fica a dica, vá sempre em grupo, JAMAIS sozinho, o lugar é bem sinistro e no meu ponto de vista, um assalto por lá é quase que certo (hoje, em 2019, após alguns anos eu não sei se a situação permanece a mesma). Começamos a andar pela estrada de terra, no começo havia iluminação, mas depois de uns 15 minutos de caminhada as lâmpadas não estavam mais acesas, e 5 minutos depois era só rio, mato e a lua - e que lua cheia! O terreno era complicado, cheio de buracos e pedras, não estávamos vendo nadinha, tive que apelar para a lanterninha que minha mãe havia me dado um dia antes, alegando que a lanterninha iria me proteger e me ajudar já que não estávamos levando nenhuma lanterna (depois dessa eu aprendi que conselho sempre tem que seguir, sempre MESMO!) - O que aprendi tempos depois, é que equipamentos básicos são ESSENCIAIS em qualquer aventura outdoor (lanterna, primeiros socorros, fogareiro, saco de dormir, isolante, barraca, faca tática). Liguei a lanterninha de 5 reais que tinha até led, e seguimos em uma boa caminha ligando e apagando a dita cuja devido ao medo de acabar a pilha hahahaha... confesso que a lanterna nos livrou de muitas torções nos buracos da estradinha de terra. Era por volta de 02:30hs da matina e nada da estação chegar, comecei a pensar que havíamos pegado o caminho errado. Chegamos a um local em que estradinha fazia uma curva brusca e havia um sítio bem à frente com uma área descampada ao lado de um riacho, não tivemos dúvidas, montamos acampamento e ali foi o nosso descanso. Após uma noite terrível e gelada, pois, não havíamos levado saco de dormir e nem isolante térmico, acordamos às 05:30hs. Aproveitei para encher nossas garrafinhas de água no riacho, foi quando vi um senhor muito simpático que nos informou que havíamos pego um caminho mais demorado, mas que sairíamos bem atrás da Estação Evangelista de Souza, fiquei bem contente em saber que faltavam aproximadamente 2 km até a estação. Desmontamos acampamento e seguimos na caminhada, chegamos à estação por volta das 07:30hs. O sol estava tímido e ameaçava sair de vez, no nosso segundo objetivo fora alcançado (Evangelista de Souza), paramos para as fotos, entramos nos trens abandonados e realmente foi muito bacana. Decidimos partir, começamos a descer sentido litoral, quando de repente escutamos um barulho muito alto vindo em nossa direção, aguardamos onde estávamos e era um trem subindo, foi algo sensacional, já que nós "ubarnóides" (que termo escroto que utilizei em 2011 - resolvi deixar nessa edição para rir sempre ao ver este relato)" não estamos acostumados com esses trens de carga. O trem passou por nós e nem deu uma buzinadinha (maquinista sem graça), mas apenas a gravação e fotos já foram o suficiente. Continuamos a descer, andamos sobre pontilhões e chegamos ao túnel 27 (próximo a cachoeira da usina), logo na seqüência vieram os outros túneis e pontilhões que, por sinal, tem vistas magníficas. Já ao final do túnel 26 encontramos um índio que estava vindo de Itanhaém, ele nos informou que existe outra trilha pouco antes do túnel 25, só que era bem íngreme, nem tentei arriscar, nos despedimos e partimos. Chegamos ao famoso túnel 25, confesso que foi um sufoco atravessá-lo devido à sua extensão e ao receio de trombarmos de frente com um trem. O túnel estava cheio de buracos entre os trilhos, além de ser bem úmido. Após a passagem do túnel 24 e 8 km percorridos sobre a linha férrea paramos para um lanchinho, foi quando encontramos um palmiteiro que nos orientou sobre a trilha. Começamos a descer a trilha que fica atrás da placa (área indígena). A trilha começa bem íngreme e logo no início existe uma bifurcação, continuamos no caminho reto, depois outra bifurcação, ainda continuamos reto, mais alguns minutos e outro bifurcação, deveríamos pegar a esquerda, porém fomos reto e acabamos saindo em uma cabana totalmente destruída. Voltamos e retornamos a última bifurcação agora à esquerda (nosso único mapa era o relado do Raffa, membro dos mochileiros e que já havia realizado a trip, imprimimos e fomos seguindo o relato, rs...). Descíamos e descíamos e a descida não acabava nunca, já estávamos escutando barulho de água, quando chegamos a um poço, não tive dúvida, fiquei só de cueca e tomei um banho nas águas gélidas do rio branquinho (uma de suas nascentes na verdade). Após o banho seguimos viagem, foi quando chegamos a outro poço, havia uma trilha que continuava na mata e outra que era após o poço, seguimos pela trilha que atravessava o poço e nos demos mal e muito mal. Depois de algum tempo a trilha acabou, começamos a beirar o rio procurando outra entrada e não achamos nada, ao invés de voltar na última bifurcação os “burros” (hoje, em 2019, eu encaro como inexperientes) continuaram atravessando a mata fechada. Nem nos demos conta, mas lentamente começava a escurecer, já era tarde, estávamos perdidos. Restava-nos seguir o rio, o desânimo estava estampado na cara de cada um, mesmo assim eu não perdia o bom humor e tentava alegrar o pessoal. Atravessamos o rio branquinho umas 30 vezes desviando dos poços e seguindo pelas pedras procurando alguma picada (entrada), mas era tudo em vão. Tentamos mais uma vez atravessar o rio, quando de repente ouço “Jefinho (meu apelido) olha a cobra aiiiiii”, era uma cobra de cor vermelho com preto, me parecia uma Coral (não sei informar se era a verdadeira ou não). Eu havia pisado na cobra e passado bem rápido, quase... mas quase mesmo ela me picou! Depois disso ninguém queria mais atravessar rio nenhum, eu de um lado da margem e meus amigos do outro se borrando de medo. Lá fui eu, retornei a margem oposta atravessando o rio mais a frente onde as cobras estavam, é cobras, pois eram 3! Depois disso qualquer galho de árvore para meus amigos era uma cobra, subimos barrancos, escalamos pedras e nada da trilha. Estávamos frustrados, exaustos e desanimados, o medo aumentará e o pensamento na família era constante (quanto drama haha). Chegamos a um antigo acampamento e eu disse "estamos no caminho certo", eu vi essa foto no relato do Raffa, tinha alguns lixos por lá, recolhemos e procuramos a trilha que deveria estar do outro lado do rio, não achamos! Continuávamos atravessando o rio desesperadamente, foi aí que eu vi um local com uma trilha, e logo disse “essa trilha leva para algum lugar”. Seguimos pela trilha e já eram 17:30hs, na mata escurece cedo, notei um barulho mais forte de água e uma parte da trilha seguia para a margem do rio, quando pude observar o rio por inteiro notei que havíamos chego à junção do rio Capivari com o rio Branquinho, fiquei contente e devido ao horário resolvemos não prosseguir pela trilha que adentrava pela mata novamente e resolvemos montar acampamento às margens da confluência dos rios. Barraca montada e fomos ainda desanimados para a beira do rio comer e apreciar o céu que já apresentava algumas estrelas (essa foi a minha primeira experiência em um local praticamente intocado pelo homem, o rio correndo em um ritmo suave, o som das cigarras que se misturavam ao das águas, o reflexo das árvores na águas, fraco já pois já estava ficando escuro... foi ali naquele momento que eu descobri que queria fazer esse tipo de coisa pelo resto da minha vida). Após a refeição (bolachas, bisnaguinhas etc.) ficamos apreciando a paisagem, quando de repente... "- um flash na margem oposta, o que será?" Eu logo perguntei! Ninguém se arriscava a afirmar algo, e novamente mais luzes em nossa direção. Rapidamente peguei a lanterninha e comecei a sinalizar também, afim o que poderia ser? E que bom que não era nenhum alienígena, mas apenas um rapaz que corria pelas pedras. O sujeito corria por cima das pedras, confesso que achei que era um ET ou coisa do tipo, mas não era nada além do Cláudio, um biólogo que estava catalogando aves pela região. Não era possível atravessar o rio aquele horário devido à forte correnteza (não dava para ver os locais ideais para travessia), porém, podemos conversar mesmo distantes, informei que estávamos perdidos e de prontidão ele perguntou se havia alguém machucado e se estávamos com fome, disse que não e até o momento estava tudo ok! O Cláudio disse que eles estavam acampados na curva do rio, e que fossemos lá pela manhã, eu concordei. A noite foi difícil, na beira do rio o termômetro apontava 7 Cº (não tínhamos uma lanterna decente mas tínhamos um termômetro, vai entender). A ansiedade era grande, não podia de forma alguma passar mais uma noite na mata, pensamento constante na família, dormimos as 19hs. Eu acordava toda hora devido ao frio. Quando foi 02:30hs a barraca estava iluminada, acordei meus amigos e fomos dar uma olhada naquele clarão, a lua cheia estava maravilhosa, clareando tudo ao nosso redor. Voltamos a dormir, eu acordei primeiro às 06hs, fiz uma filmagem, algumas fotos, tomamos café escovamos os dentes e desmontamos acampamento. O domingão começava agitado com a travessia dos rios bem na junção, demorou uns 5 minutos pelas pedras. A correnteza estava forte e nós sem cordas, ufa! Atravessamos! Já na curva do rio fomos recebidos pelos biólogos Fábio e Claudio, pessoas fantásticas e simples. Nos informaram que trabalhavam com pesquisas no parque e que partiriam para Itanhaém às 15hs, nos guiaram boa parte a trilha e nos despedimos. Os biólogos nos passaram informações sobre a travessia nas aldeias, não olhar para as índias, doar algo se possível (bolachas, mantimentos etc.) e falar o estritamente necessário com os índios. Após uma hora de caminhada chegamos à primeira aldeia, perguntamos a um índio por onde devíamos seguir, eles nos informaram com muita educação e seguimos caminho. Atravessamos o rio branco que estava com o seu nível até os joelhos, rio cristalino, certeza que tiramos várias fotos! Após a travessia tranquila, chegamos à aldeia principal, um índio carregava um celular no pescoço, usava bermuda da bilabong, e fumava seu cachimbo (inacreditável kkk...). Perguntamos como chegar até a estrada de asfalto e ele nos disse que teríamos que caminhar umas 3 horas na estrada de terra, agradecemos e seguimos nosso rumo, na saída da aldeia demos vários pacotes de bolachas às crianças que nem sabiam falar português (apenas tupi guarani), foi demais! Seguimos na estrada de terra, que mais parecia “um caminho ao inferno”, aquilo não acabava nunca! Passamos por um verdadeiro “MAR” de bananeiras, a estrada beira o rio Branco, que por sua vez serpenteia a serra do mar, após 2 horas e 30 minutos de caminhada, eu já estava assado, com sede e não via à hora de chegar ao famoso bar do “Zé Pretinho”, confesso que quando cheguei por pouco eu não o abracei kkk... Chagamos ao bar do “Zé Pretinho” às 13hs, bebemos umas 10 tubaínas e fomos informados de que o busão aos domingos só passa três vezes ao dia (12hs, 17hs e 19hs), teríamos que esperar até as 17hs. Tudo bem, já nem ligava mais, o importante era chegar a casa. No tempo em que ficamos no bar, fizemos amizade com um caçador chamado Carlos, que passou seu telefone e disse que quando fossemos à Itanhaém, poderíamos passar o tempo que quiséssemos na chácara dele, um senhor muito gente boa. Era por volta das 17hs, escutamos um barulho de jipe vindo pela estrada de terra, já havíamos fracassado em inúmeras tentativas de arrumar uma carona. Todas tentativas em vão, mas não desta vez. Quem estava dentro do jipe? Nossos novos amigos biólogos Cláudio e Fábio, que nos ofereceram uma carona até São Paulo já que eles moravam em Interlagos. Disseram apenas que tomariam um banho na sede do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu). Enquanto eles ajeitavam os seus equipamentos, eu, Patrik e Vinicius fomos dar uma olhada no pôr do sol ao término do rio Branco (que sensação incrível). Entramos no jipe e seguimos para São Paulo, antes é claro paramos no rancho da Pamonha, enchemos a pança. Quando foi 19hs estávamos nos despedindo dos biólogos que nos deixaram na frente do metrô Jabaquara. Pegamos o metrô e às 21hs estávamos são e salvos em casa! Realmente não existem palavras para expressar a felicidade em completar essa travessia, nunca havia acampado, e nem feito percursos que demorassem mais de dois dias, tive experiências fantásticas, como o valor da amizade, humildade, simplicidade, amor ao próximo e esperança sempre! Aprendi também a jamais esquecer um mapa, uma bússola, fogareiro, isolante térmico e um saco de dormir, outra coisa importante foi o aprendizado sobre os calçados, no meu caso eu usei uma bota bico de aço do meu trampo hehe, achei que seria ótimo, na verdade foi um desastre, essa bota come o dedinho, aprendi também a JAMAIS molhar o calçado, o ideal é levar uma bota própria p/ treeking e nas travessias de rios uma sandália. Levar muito repelente, achava que os borrachudos não seriam problema, engano o meu, levei aproximadamente 82 duas picadas somente nas pernas, acredite eu contei! Está tudo inchado ainda, é difícil até caminhar kkk... Mas no geral não há valor no mundo que pague o que eu vivenciei. Desculpem-me o texto longo, os erros gramaticais de concordância, gírias etc. Quis apenas passar em detalhes a experiência, mesmo assim muita coisa ainda ficou de fora, mas acredito que o mais importante eu mencionei. Abraços amigos, até a próxima, que será em breve se Deus quiser! Segue alguma fotinhos; Após pegar água no riacho, desmontamos acampamento e seguimos para a Evangelista de Souza. Estação Evangelista de Souza Foto tirada no interior de um vagão principal, que estava abandonado. Locomotivas abandonadas. Seguindo nos trilhos. Túnel 27 o primeiro deles. Final da travessia pelo túnel 25 se não me engando são 200 mt de túnel com escuridão total O último túnel antes do início da trilha Pontilhão show de bola, ideal para rapel. Patrik e Vinicius curtindo o visual em um dos pontilhões Início da trilha. Anoitecer na confluência dos rios Capivari e Branquinho, nosso 2º acampamento. 6 da matina, lua e sol dividem espaço no céu, em terra firme tomávamos coragem para atravessar o rio. Curva do rio, continuação da trilha na outra margem. Aldeia Guarani em Itanhaém Travessia do rio Branco de uma aldeia para outra, água calma até o joelho. Pose para a foto, certeza!!! Fim da área de proteção aos índios. Começa a caminhada de 14 km na estrada de terra, sol na cabeça e um mar de bananas ao lado. Mar de bananeiras. O famoso bar do "Zé Pretinho, jagunço nato kkk" Ponte sobre o rio Branco, aqui os borrachudos acabaram comigo, 82 picadas só nas pernas! Sede do Paque Estadual Serra do Mar núcleo Curucutu em Itanhaém. Por do Sol lindo no final do rio Branco. Eu, Patrik e Vinicius. Nosso transporte até o metrô Jabaquara! Já na linha verde do metrô, restavam lembranças e as fotos.
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