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  1. Segundo trekking em Aysén, realizado após Cerro Castillo (vide relato). A Reserva Natural Tamango é um local bonito e de trilhas sem maiores dificuldades, ideal para relaxar um pouco, depois de um trekking mais puxado, como o de Cerro Castillo. Dia 16/03/2016 – quarta – Villa Cerro Castillo/Cochrane Após chegar em Cochrane fui para uma cabaña que reservei pelo Booking. Lugar legal, apenas a cerca de 1 km da entrada da RN Tamango, as margens do belíssimo Rio Cochrane. Águas de um azul transparente. Se passasse uma truta nadando pelo fundo dava para ver. Ofurô legal. Pena que não pude me banhar nele. Gosto de fazer um intervalo destes entre uma trilha e outra para secar as coisas, lavar roupas e comprar lanches de trilha. Dia 17/03/2016 – quinta – Guardería CONAF/Laguna Tamanguito O dia nasceu bonito. Fui para a portaria da CONAF. Lá o guarda-parque me deu orientações e um mapinha. Não me cobrou a entrada, porque estavam em falta os boletos de entrada. Assim eles não podem cobrar. Os chilenos agem com muita lisura. E este é o segundo Parque/Reserva onde não pago a entrada ($ 5.000, estrangeiros). Parti morro acima as 10:45. A medida que subia ampliava a vista para Cochrane, a SW, e para o lago Cochrane, atrás, a E-SE. Era o sendero conhecido por Las Águilas, com 3,2 km de extensão. Vegetação mais arbustiva no caminho. Com 1:20 cheguei num campinho dentro de um vale onde havia outra edificação da CONAF, um alojamento para guarda-parques. Estava vazio e trancado. Nesta área, há algum tempo atrás, um trekker acampou e apareceu una leona con dos cachorros - uma puma com dois filhotes, que ficou rodeando a barraca e rosnando. Imagino o que o cara sentiu dentro da barraca, trekking com emoção, kkkkkk (dou risada porque não era eu). Quando deixou de ouvir ruídos, olhou por uma fresta da barraca e, não avistando nada, correu para o alojamento CONAF que estava trancado. Quebrou a vidraça de uma janela e pulou lá dentro onde passou o resto da noite. Posteriormente os guarda-parques constataram que o trekker não estava de brincadeira. Encontraram os rastros em volta da barraca. Atrás do alojamento começa o sendero Las Lengas, extensão de 4,8 km, levando até a laguna Tamanguito. Subida puxada. No topo um belo mirante para o lago Cochrane, onde lanchei. Em seguida, com o terreno mais nivelado, a vegetação fica mais bonita, uma floresta de lengas em todo o seu esplendor. O lago Tamanguito aparece entre as árvores, depois de 1:50 do alojamento da CONAF. Ao Norte se divisa o Cordón Tamango, que separa o lago Cochrane do Valle do Chacabuco, onde fica o Parque Patagônia. Achei o local do acampamento as margens do lago Tamanguito não muito bonito. Talvez pela influência do tempo que começou a mudar, passando a nublado e ventoso. Como cheguei cedo, resolvi subir a trilha Los Condores, 3,0 km, para avistar o Valle Chacabuco que fica do outro lado. Escondi a mochila e usei somente como pochete a bolsa superior dela, com os essenciais, que aqui na Patagônia são apenas o agasalho, abrigo, balaclava, luvas, headlamp, bússola, faca, água e barras de cereal ou outra comida de trilha. Subida tranquila. Logo após sair do bosque de lengas e ficar acima da linha das árvores avistei no topo de um morro um guanaco. Logo depois avistei o restante do bando, pastando mais abaixo. Me deu a clara impressão que o guanaco no alto era o vigia do grupo, que deveria alertar se aparecesse algum predador (i.e., um puma). Tirei algumas fotos com o celular. Devido a distância não ficaram boas. No alto uns pequenos tarns (lagoas criadas pelo degelo) e, um pouco mais para o norte, do selado se avistava o grande e formidável vale do Chacabuco, com suas vastas estepes patagônicas. Levei 1:20 até aqui, a partir da Tamanguito. O vale do Chacabuco foi comprado pela Conservação Patagônia, iniciativa do Doug Tompkins, o fundador da The North Face. Infelizmente este grande homem faleceu em dezembro de 2015 de hipotermia, após virar o caiaque numa tempestade no lago General Carrera. Mas o Parque Patagônia, seu projeto pessoal, segue firme. Deverá ser doado ao Governo Chileno com a condição de que ele faça a unificação dos Parques Tamango (onde eu estava) e do Parque Jineimeni, mas ao NE. Isto criará um super parque, um dos maiores da América Latina. Tirei fotos, mas as nuvens escuras, o vento frio e forte e a queda de uns flocos de neve avisavam que eu não poderia ficar ali por muito tempo. Usei boa parte dos essenciais que havia colocado na pochete (é fácil compreender porque precisamos deles aqui na Patagônia, mesmo em curtos passeios). Voltei ao acampamento. O tempo frio e ventoso desencorajaram um banho no lago. Um dos poucos dias que não tomei banho. Fiz minha comida e vesti mais camadas de roupa porque sabia que a noite seria fria e o saco de dormir não aguentaria (sou frioento). Dia 18/03/2016 – sexta – Laguna Tamanguito/Playa Paleta Não deu outra. Ao amanhecer abri a barraca e havia geado durante a noite. A água que havia deixado dentro da panela no vestíbulo, para o café da manhã, estava congelada. Dentro da barraca fez 1°C durante a noite, quando chequei o relógio. Saí mais tarde do acampamento, 10:40, esperando o gelo derreter e a água secar na tenda. O dia amanheceu bonito, ensolarado. Voltei ao ponto onde desci para encontrar a laguna e onde fica a encruzilhada para a trilha Los Valles, 4,6 km, que prossegue para a laguna Elefantita. Com uma hora estava lá. Belíssima laguna, águas límpidas, claríssimas. Lanchei e tirei fotos. Com mais 30 minutos começa a descida para o lago Cochrane, através do sendero Los Pumas, 4,2 km. Tirei fotos de um mirante com ampla vista. Lago grande, bonito, com várias ilhotas. Com cerca de mais uma hora cheguei a um refúgio abandonado e trancado, o El Hungaro. Eles trancam porque tem o perigo do hantavirus. Pensei em acampar na área externa, mas o córrego que fica perto estava com muito pouca água. Decidi descer para acampar na Playa Paleta pois estava a fim de um banho. Antes comi algo no mirante. Mais 45 minutos pelo sendero Los Ciruelillos (uma bonita flor vermelha que se encontra lá) cheguei a la playa. Bonito lugar, um bosque a beira do lago com área de camping, um pier e 3 refúgios para alugar, que estavam vazios e trancados. Decidi acampar perto do terceiro refúgio, mais afastado, dentro da floresta, para quebrar o vento que soprava forte. Fui tomar um banho. Tinha até onda. A água gelada dá um choque inicial mais é impressionante como revigora e alegra. Na hora que saímos da água o mundo parece quente e confortável, mesmo soprando um vento frio. Voltei para o acampamento onde fiz a janta. Após sai para algumas fotos. Dormi em seguida. Não vi ninguém durante o dia, exceto pescadores num barco, que vi do alto, mas que saíram da praia antes de eu chegar. Dia 19/03/2016 – sábado – Playa Paleta/Camping da Guardería Outro dia bonito. Ganhei na loteria. Estou impressionado pela sucessão de dias bons. A única exceção foi a geada na Tamanguito. Saí 11:00. O sendero Los Coigues (árvore típica de lugares mais baixos), de 3,9 km, é muito bonito. Segue margeando o Lago Cochrane, com algumas subidas e descidas que o tornam cansativo. Mas as vistas são muito bonitas. O lago lá embaixo com águas transparentes, entre as árvores, é uma visão inesquecível. Encontrei um casal de chilenos num mirante. Tiramos fotos uns dos outros. Um pouco depois da metade do caminho fica o Campamento las Correntadas. Local agradável, onde almocei. Tem um refúgio (também fechado) e um pier. Já antes deste ponto não tem mais lago. Margeamos o rio Cochrane, de águas também transparentes, desaguadeiro do lago, que segue por um vale/desfiladeiro estreito. Um casal de chilenos chegou e decidiu lanchar ali também. A partir dali começa o sendero Los Carpinteros, 4,6 km (acho que chamam assim os pica-paus), e a trilha fica mais fácil, sem tantas subidas e decidas. Cheguei no camping pago da Guarderia as 16:30. Banheiros limpos com ducha quente. Se soubesse já teria vindo direto para cá quando cheguei em Cochrane. Economizaria uma boa grana da cabaña. Dia 20/03/2016 – Domingo – Camping Guardería/Cochrane/Camping Guardería Resolvi ficar no camping e não fiz um sendero chamado Los Huemules, de 6,8 km (veado típico da Patagônia e em perigo de extinção). Acabei não avistando nenhum. Preferi ir para Cochrane (5 km distante) para fazer um mercado para a terceira e última etapa da viagem (trekking para o Cerro San Lorenzo) e para usar o wifi público da cidade para falar com minha família e trocar mensagens, além de lavar roupas. Dia 21/03/2016 – Segunda-feira Sai cedo para Cochrane. As 11 horas pegaria a van para o Cerro San Lorenzo, que só tem as segundas e quintas. Farei em breve relato sobre o san laronzo, última etapa desta viagem para Aysén. Dicas Trilhas da Reserva Natural Tamango bem marcadas. Pegue o mapinha na Portaria CONAF para orientação e planejamento do trekking. O camping da CONAF perto da portaria é boa alternativa de hospedagem em Cochrane. Bem mais barato ($ 4.000/dia/pessoa), com ducha quente e banheiro limpo. Local para recarregar eletrônicos. Mas procure fazer as compras antes de vir para cá. A cidadezinha fica a 5 Km do camping. Na Portaria eles informam os locais mais prováveis para avistar o huemul. Na primavera e verão as fêmeas com filhotes descem mais para perto do Lago Cochrane porque sabem que os pumas evitam os humanos (normalmente). Livro de referência: Guia de trilhas, Carretera Autral, do Guilherme Cavallari, Editora Kalapalo. Apesar do título é um livro mais para quem vai percorrer a Carretera Austral de bike ou de carro. Mas também tem várias trilhas e boas informações sobre Aysén. Esqueça a tabela de orientação das trilhas da Reserva Tamango, é totalmente desnecessária. As trilhas são bem batidas. Talvez porque na época em que o autor visitou a reserva (2009) a situação fosse diferente. Se você realmente precisa usar aquela tabela considere outra atividade que não o trekking. Se você for para Cochrane de ônibus e pretende voltar da mesma maneira compre logo que saltar na cidade a passagem de volta. Que vaya bien! Vcs podem ver o relato com fotos aqui: https://aventurebox.com/ptofte/rn-tamango-aysen-chile/report
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