Prezados, estive com minha companheira entre os dias 12 e 24 de outubro de 2023 em viagem ao Atacama e Uyuni, com rápida passagem por Santiago na chegada. Vou apontar aqui algumas dicas que acho relevantes, com alguns preços, e fico à disposição para tentar esclarecer eventuais dúvidas de quem está com planos de ir pra lá.
Voos - Voamos de Latam do Rio para Santiago; depois de Santiago para Calama; e depois de Calama para o Rio (com conexão em Santiago). Ficou ligeiramente mais barato comprar as três passagens separadas, mas a perna de Santiago para Calama não teve parcelamento, pois teve de ser comprado diretamente na Latam Chile, e só parcela na Latam Brasil.
Não tenho nada a reclamar dos voos, tudo tranquilo. Minha companheira é vegana, solicitou alimentação especial e recebeu nos quatro voos (contando os dois voos da volta, que teve conexão). Compramos a passagem que dava direito a uma mala de mão além da bolsa pequena. A Latam parece estar sendo bem rigorosa para cobrar o despacho de quem compra a passagem mais barata, que não dá direito a mala, apenas a uma bolsa que caiba debaixo do assento. Recomendo baixar filmes, séries e músicas no celular, pois o sistema de entretenimento dos voos não funciona sempre e tem poucas opções (não tem telas nas poltronas, é preciso usar o telefone celular para acessar o sistema).
Hospedagens - Passamos duas noites em Santiago, no Hostal Forestal, reservado pelo Booking. Foram cerca de 50 dólares por noite. A primeira noite foi cobrada no cartão de crédito na véspera; a segunda, pagamos em dinheiro (se pagar em dólares ou cartão de crédito estrangeiro não é preciso pagar o imposto chileno de 19%).
O Forestal tem quartos privativos (que pegamos) e coletivos. Achei uma opção muito honesta. A localização é maravilhosa, muito perto de estação de metrô (vale lembrar que é possível pegar um ônibus barato e confortável do aeroporto de Santiago até o metrô, e, nesse caso, nem precisará fazer baldeação de linhas para chegar ao hotel). Também fica na região da Bellavista, uma das mais importantes da cidade. Tem café da manhã (extremamente simples), os funcionários são atenciosos e prestativos. Se voltar a Santiago, certamente levarei em conta como opção.
Em San Pedro de Atacama, ficamos no Hostal Katchi, também tendo feito a reserva pelo Booking. É uma "guesthouse" bastante simples, mas muito limpa (fizeram a limpeza do quarto e trocaram a toalha todos os dias), com cozinha bem equipada e com staff muito atencioso. Precisei trocar dias de minha hospedagem quando já estava lá (as datas da viagem para a Bolívia precisaram ser alteradas) e a mudança foi feita sem qualquer problema.
A diária ficou em aproximadamente 36 dólares (mais uma vez, pagos sem imposto, com cédulas de dólar). O único porém que coloco sobre essa hospedagem é que não é exatamente colada no centrinho, são cerca de 10 minutos de caminhada até a rua Caracoles, a principal da cidade. Para nós não foi um problema, até por haver minimercados e restaurantes a poucos metros do Katchi – e também pelo fato de eles buscarem no hotel para todos os passeios – mas fica o alerta.
Na Bolívia, ficamos nas hospedagens oferecidas pela empresa que contratamos para fazer o tour de 4 dias/3 noites no Uyuni. Falo mais à frente.
Dinheiro e câmbio - A maioria das pessoas já deve saber, mas reforço: as coisas no Chile são caras. Uma refeição nos lugares mais turísticos de Santiago ou em San Pedro do Atacama custa, em média, uns 7 mil pesos (algo próximo de 8 dólares na cotação de outubro de 2023). Há opções um pouco mais baratas, e também muito mais caras.
Uma coisa que me ajudou muito foi a dica que peguei de um amigo sobre a conta e o cartão Wise. As taxas são realmente muito favoráveis, e o cartão é aceito por todo lado em Santiago e San Pedro. Fui transferindo dinheiro aos poucos para minha conta Wise, usando o Pix, à medida que precisava. Sem dúvidas foi a melhor opção. No fim da viagem sobrou muito pouco dinheiro lá, e usamos para comprar uns vinhos no aeroporto de Santiago.
Levei alguns reais para trocar por pesos chilenos no centro de Santiago, pois nos tours em San Pedro é preciso pagar algumas coisas com dinheiro em espécie, como entradas em parques (há diversas casas de câmbio em San Pedro, mas cobram mais caro) e as taxas para o saque do Wise são um pouco desvantajosas.
Não sei dizer sobre os custos gerais na Bolívia, pois o tour cobre todas as despesas essenciais. Só é preciso levar uma quantia em moeda boliviana para pagar entradas nos parques (dá 186 bolivianos no total) e eventuais compras de lembranças ou uma ou outra coisinha por lá. Se a viagem for no ritmo extremamente econômico, não é necessário nada além dos 186 bolivianos. Troquei 100 euros por 700 bolivianos no centro de San Pedro (não cheguei a ver a cotação em Santiago pois não sabia quanto ia precisar). Ao final, sobrou uma quantidade considerável, aí voltei à casa de câmbio e troquei por pesos chilenos para usar nos últimos dias em San Pedro.
Santiago - Na prática, passamos apenas um dia inteiro em Santiago. Já tínhamos estado por lá e o objetivo principal dessa viagem era o Atacama/Uyuni. Chegamos à noite, fomos ao hotel, comemos qualquer coisa e, no dia seguinte, fizemos a visita ao Palácio de La Moneda (gratuita, é preciso reservar com alguma antecedência clicando aqui); uma visita à vinícola Cousiño Macul, à qual se pode chegar de transporte público (escolhemos o tour de bicicleta, que custa 24 mil pesos por pessoa, dá direito a provas de uns 5 tipos de vinho e uma taça de presente) – é possível fazer a reserva e só pagar presencialmente, no dia; e depois passamos pelo Cerro San Cristóbal, subindo de funicular, e terminamos o dia comendo e bebendo na rua Pio Nono, que tem vários restaurantes e pubs, com preços na média da cidade (um pouco caros, mas não abusivos).
Prezados, estive com minha companheira entre os dias 12 e 24 de outubro de 2023 em viagem ao Atacama e Uyuni, com rápida passagem por Santiago na chegada. Vou apontar aqui algumas dicas que acho relevantes, com alguns preços, e fico à disposição para tentar esclarecer eventuais dúvidas de quem está com planos de ir pra lá.
Voos - Voamos de Latam do Rio para Santiago; depois de Santiago para Calama; e depois de Calama para o Rio (com conexão em Santiago). Ficou ligeiramente mais barato comprar as três passagens separadas, mas a perna de Santiago para Calama não teve parcelamento, pois teve de ser comprado diretamente na Latam Chile, e só parcela na Latam Brasil.
Não tenho nada a reclamar dos voos, tudo tranquilo. Minha companheira é vegana, solicitou alimentação especial e recebeu nos quatro voos (contando os dois voos da volta, que teve conexão). Compramos a passagem que dava direito a uma mala de mão além da bolsa pequena. A Latam parece estar sendo bem rigorosa para cobrar o despacho de quem compra a passagem mais barata, que não dá direito a mala, apenas a uma bolsa que caiba debaixo do assento. Recomendo baixar filmes, séries e músicas no celular, pois o sistema de entretenimento dos voos não funciona sempre e tem poucas opções (não tem telas nas poltronas, é preciso usar o telefone celular para acessar o sistema).
Hospedagens - Passamos duas noites em Santiago, no Hostal Forestal, reservado pelo Booking. Foram cerca de 50 dólares por noite. A primeira noite foi cobrada no cartão de crédito na véspera; a segunda, pagamos em dinheiro (se pagar em dólares ou cartão de crédito estrangeiro não é preciso pagar o imposto chileno de 19%).
O Forestal tem quartos privativos (que pegamos) e coletivos. Achei uma opção muito honesta. A localização é maravilhosa, muito perto de estação de metrô (vale lembrar que é possível pegar um ônibus barato e confortável do aeroporto de Santiago até o metrô, e, nesse caso, nem precisará fazer baldeação de linhas para chegar ao hotel). Também fica na região da Bellavista, uma das mais importantes da cidade. Tem café da manhã (extremamente simples), os funcionários são atenciosos e prestativos. Se voltar a Santiago, certamente levarei em conta como opção.
Em San Pedro de Atacama, ficamos no Hostal Katchi, também tendo feito a reserva pelo Booking. É uma "guesthouse" bastante simples, mas muito limpa (fizeram a limpeza do quarto e trocaram a toalha todos os dias), com cozinha bem equipada e com staff muito atencioso. Precisei trocar dias de minha hospedagem quando já estava lá (as datas da viagem para a Bolívia precisaram ser alteradas) e a mudança foi feita sem qualquer problema.
A diária ficou em aproximadamente 36 dólares (mais uma vez, pagos sem imposto, com cédulas de dólar). O único porém que coloco sobre essa hospedagem é que não é exatamente colada no centrinho, são cerca de 10 minutos de caminhada até a rua Caracoles, a principal da cidade. Para nós não foi um problema, até por haver minimercados e restaurantes a poucos metros do Katchi – e também pelo fato de eles buscarem no hotel para todos os passeios – mas fica o alerta.
Na Bolívia, ficamos nas hospedagens oferecidas pela empresa que contratamos para fazer o tour de 4 dias/3 noites no Uyuni. Falo mais à frente.
Dinheiro e câmbio - A maioria das pessoas já deve saber, mas reforço: as coisas no Chile são caras. Uma refeição nos lugares mais turísticos de Santiago ou em San Pedro do Atacama custa, em média, uns 7 mil pesos (algo próximo de 8 dólares na cotação de outubro de 2023). Há opções um pouco mais baratas, e também muito mais caras.
Uma coisa que me ajudou muito foi a dica que peguei de um amigo sobre a conta e o cartão Wise. As taxas são realmente muito favoráveis, e o cartão é aceito por todo lado em Santiago e San Pedro. Fui transferindo dinheiro aos poucos para minha conta Wise, usando o Pix, à medida que precisava. Sem dúvidas foi a melhor opção. No fim da viagem sobrou muito pouco dinheiro lá, e usamos para comprar uns vinhos no aeroporto de Santiago.
Levei alguns reais para trocar por pesos chilenos no centro de Santiago, pois nos tours em San Pedro é preciso pagar algumas coisas com dinheiro em espécie, como entradas em parques (há diversas casas de câmbio em San Pedro, mas cobram mais caro) e as taxas para o saque do Wise são um pouco desvantajosas.
Não sei dizer sobre os custos gerais na Bolívia, pois o tour cobre todas as despesas essenciais. Só é preciso levar uma quantia em moeda boliviana para pagar entradas nos parques (dá 186 bolivianos no total) e eventuais compras de lembranças ou uma ou outra coisinha por lá. Se a viagem for no ritmo extremamente econômico, não é necessário nada além dos 186 bolivianos. Troquei 100 euros por 700 bolivianos no centro de San Pedro (não cheguei a ver a cotação em Santiago pois não sabia quanto ia precisar). Ao final, sobrou uma quantidade considerável, aí voltei à casa de câmbio e troquei por pesos chilenos para usar nos últimos dias em San Pedro.
Santiago - Na prática, passamos apenas um dia inteiro em Santiago. Já tínhamos estado por lá e o objetivo principal dessa viagem era o Atacama/Uyuni. Chegamos à noite, fomos ao hotel, comemos qualquer coisa e, no dia seguinte, fizemos a visita ao Palácio de La Moneda (gratuita, é preciso reservar com alguma antecedência clicando aqui); uma visita à vinícola Cousiño Macul, à qual se pode chegar de transporte público (escolhemos o tour de bicicleta, que custa 24 mil pesos por pessoa, dá direito a provas de uns 5 tipos de vinho e uma taça de presente) – é possível fazer a reserva e só pagar presencialmente, no dia; e depois passamos pelo Cerro San Cristóbal, subindo de funicular, e terminamos o dia comendo e bebendo na rua Pio Nono, que tem vários restaurantes e pubs, com preços na média da cidade (um pouco caros, mas não abusivos).
Editado por FelipeMendes