Depois do Monte Roraima e do Salto Angel, que nos tomaram 10 dias de caminhada, era chegada a hora de, literalmente, descansar. Seguindo indicações do Willian e do casal de argentinos seguimos de P. Ordaz para Cumaná, com destino a Isla Margarita. Tinha pesquisado sobre a Ilha e não me interessei, mas as indicações e informações de preços baixos (por ser um Porto Livre) nos animaram um pouco. Os links para os relatos do Monte Roraima e do Salto Angel estão no final do relato.
Assim que descemos no aeroporto de P. Ordaz pegamos um taxi até a rodoviária (BsF 30,00). Chegando lá procuramos ônibus até Cumaná. Optamos pela viação Caribe que saía mais cedo. Mesmo assim ficamos das 16h00 até as 21h00. A sorte é que era uma sexta-feira e muita gente estava viajando devido a semana santa, senão teria sido sinistro ficar lá. O ônibus saiu e o ar condicionado, como de costume, tava gelando o osso.
Lá pelas 04h00 da madruga, na rodoviária da cidade de El Tigre o ônibus enguiçou. Uma galera de palpiteiros desceu pra dizer o que estava errado (igual no Brasil) e depois de quase 1 hora o busão voltou a andar. Chegamos em Puerto La Cruz e o motorista falou que não dava mais pra continuar com aquele ônibus. Chamaram outro carro, a galera se revoltou. Comecei a me informar se da rodoviária que estávamos daria para chegar ao Ferry. Como era possível, aguardamos na rodoviária até as 07h00 e pegamos um taxi (BsF 25,00) até o terminal portuário de P. La Cruz. Tem que pechinchar com os caras, eles sempre botam um preço bem maior. O taxi começou em 45 mas terminou em 25. Apesar dos taxistas dizerem que o ferry saía às 08h00, tivemos que esperar até às 10:00 no terminal, porém era um lugar mais agradável, seguro, com TV, etc.
Isla Margarita
Pegamos o Ferry Express da Conferry. Morremos com BsF 176,00 mais BsF 22,00 de taxa de embarque (para os dois). O ferry é bem legal. Dentro parece um cassino antigo, com mesas e poltronas. Nos falaram que a viagem era de 1 hora e meia, mas na verdade são quase 4 horas. Tem uma cafeteria e um restaurante. Chegando em “Punta de Piedras” os taxistas te atacam oferecendo seus serviços. Novamente cuidado com os preços. Fechamos um taxi por BsF 100,00 até “El Tirano”, bairro onde os argentinos disseram ter pousadas baratas e próximo a praia Él Água, uma das mais bonitas da ilha.
Ficamos na pousada Tricolor Caribeño. Próxima ao mercado Del Campo e a vários “bodegóns” (ou botecos). Parece que os proprietários não esperavam receber hóspedes. Saíram correndo pra arrumar um quarto. Acertamos por BsF 120,00 o dia. Pousada simples mas confortável, com frigobar, TV a cabo e AC. Levamos roupas pra lavar (BsF 30,00), compramos umas porcarias pra comer no mercado (BsF 63,22) e mandamos notícias ao Brasil via e-mail (BsF 6,00 a hora). O bom é que era tudo perto da pousada e, como ainda sentíamos os efeitos do Roraima e Salto Angel, isso foi muito importante. Descansamos o resto do dia.
O Jeep Safari
No dia seguinte, já recuperados, fomos caminhando até a praia El Água (pouco mais de 1 hora), para conhecer a tão falada praia e para procurar o Jeep Safari, passeio recomendado pelas nossas fontes. A praia não é nada demais, bem palha perto das praias brasileiras. Lá contratamos o Jeep Safari (não lembro o nome da agência) e, como tinha bebidas e almoço incluso (BsF 250,00 por cabeça - negociado) fomos dali mesmo, junto com um casal da frança e um da argentina. Ah, nesse pacote o refri, água e cerveja eram livres durante o passeio. Antes tomamos um suco de goiaba (BsF 6,00)que era alucinante. Se avistarem uma barraquinha de “jugo de guayaba” não pensem duas vezes, comprem logo. É muito bom mesmo, feito com a fruta inteira e pouca água.
O tour começou pela Catedral N. S. Assunción (segundo o guia é a segunda igreja católica construída na América), Castillo Santa Rosa (fortaleza que protegia a cidade), Igreja N. S. Del Valle, Praia La Restinga, Praia de Mulas e Punta Arenas, onde paramos para almoçar. Essa é considerada a praia mais bonita da ilha, mas pra nós não tinha nada de mais. Não era feia, mas também não era linda. No restaurante tem uma arara azul que fica no teu braço e também tem um macaquinho coitado amarrado pelo rabo. Se fosse no Brasil o cara já tinha sido preso. Depois de passar um tempo ali, tomando banho, seguimos em direção ao Museu Marinho (onde se pode tocar em estrelas, pepinos-do-mar e ouriços) onde a maior curiosidade é um feto de tubarão com duas cabeças. Depois seguimos para ver o por-do-sol de dois mirantes. Primeiro na praia de Puerto Cruz (próximo ao hotel 5 estrelas) e depois no mais bonito em uma praia que não lembro o nome. Pegamos um final de tarde alucinante. Na volta ainda passamos por outros bairros ou povoados, mas não prestei muita atenção.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110528002056.JPG 500 375 Legenda da Foto]Playa de Mulas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110528002227.JPG 500 375 Legenda da Foto]Arara no restaurante em Punta Arenas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110528002425.JPG 500 375 Legenda da Foto]Pôr-do-sol em Margarita[/picturethis]
Compras
Esse dia tiramos para conhecer os preços baixos de Margarita. Pegamos um busão (BsF 4,00 por cada) até a Praça Bolívar em Porlamar e de lá caminhamos até a 4 de Mayo. Entramos em uma loja chamada Rattan e torramos quase BsF 270,00 em bebidas e doces. Só porcaria. O duro é resistir a uma garrafa de Amarula por BsF 90,00 (R$ 20,00). A mochila já ficou pesada. Rodamos mais um pouco e pegamos um ônibus até o Shopping Sambil (BsF 2,50 cada), o suprassumo do consumismo em Margarita. A intenção era comprar artigos de camping mas não achamos nada. Muito fraco nesse ponto. A única coisa legal que comprei foi uma camisa da seleção venezuelana (BsF 263,00). Os caras não curtem futebol por lá. Quando pedi uma camisa da seleção o cara me veio com uma de beisebol!!! Rodamos pelo shopping com aquela sensação de “que merda viemos fazer aqui?”. Mas já que estávamos lá, já tínhamos perdido o dia, agora era relaxar. Pra quem curte o turismo de consumo, se levar uns R$ 2.000,00 pode comprar o shopping inteiro. Voltamos para a pousada (BsF 13,00 para os dois) com os mesmos ônibus da ida.
Curiosidade: Os ônibus lá são interessantes. Cada um deixa seu ônibus como quer. Pinta, grafita, música, cada um é diferente dos outros. Uns estão caindo aos pedaços e outros são novos. Outra coisa que reparei é que o motorista não segue uma linha fixa. Ele grita pros passageiros se alguém vai querer descer em tal lugar, se ninguém responde, ele pega outro caminho. Muito massa.
Como a ilha não nos agradou, nem pelas belezas naturais nem por questões materiais, resolvemos seguir caminho no dia seguinte. O destino seria o Parque Nacional Mochima.
Depois do Monte Roraima e do Salto Angel, que nos tomaram 10 dias de caminhada, era chegada a hora de, literalmente, descansar. Seguindo indicações do Willian e do casal de argentinos seguimos de P. Ordaz para Cumaná, com destino a Isla Margarita. Tinha pesquisado sobre a Ilha e não me interessei, mas as indicações e informações de preços baixos (por ser um Porto Livre) nos animaram um pouco. Os links para os relatos do Monte Roraima e do Salto Angel estão no final do relato.
Assim que descemos no aeroporto de P. Ordaz pegamos um taxi até a rodoviária (BsF 30,00). Chegando lá procuramos ônibus até Cumaná. Optamos pela viação Caribe que saía mais cedo. Mesmo assim ficamos das 16h00 até as 21h00. A sorte é que era uma sexta-feira e muita gente estava viajando devido a semana santa, senão teria sido sinistro ficar lá. O ônibus saiu e o ar condicionado, como de costume, tava gelando o osso.
Lá pelas 04h00 da madruga, na rodoviária da cidade de El Tigre o ônibus enguiçou. Uma galera de palpiteiros desceu pra dizer o que estava errado (igual no Brasil) e depois de quase 1 hora o busão voltou a andar. Chegamos em Puerto La Cruz e o motorista falou que não dava mais pra continuar com aquele ônibus. Chamaram outro carro, a galera se revoltou. Comecei a me informar se da rodoviária que estávamos daria para chegar ao Ferry. Como era possível, aguardamos na rodoviária até as 07h00 e pegamos um taxi (BsF 25,00) até o terminal portuário de P. La Cruz. Tem que pechinchar com os caras, eles sempre botam um preço bem maior. O taxi começou em 45 mas terminou em 25. Apesar dos taxistas dizerem que o ferry saía às 08h00, tivemos que esperar até às 10:00 no terminal, porém era um lugar mais agradável, seguro, com TV, etc.
Isla Margarita
Pegamos o Ferry Express da Conferry. Morremos com BsF 176,00 mais BsF 22,00 de taxa de embarque (para os dois). O ferry é bem legal. Dentro parece um cassino antigo, com mesas e poltronas. Nos falaram que a viagem era de 1 hora e meia, mas na verdade são quase 4 horas. Tem uma cafeteria e um restaurante. Chegando em “Punta de Piedras” os taxistas te atacam oferecendo seus serviços. Novamente cuidado com os preços. Fechamos um taxi por BsF 100,00 até “El Tirano”, bairro onde os argentinos disseram ter pousadas baratas e próximo a praia Él Água, uma das mais bonitas da ilha.
Ficamos na pousada Tricolor Caribeño. Próxima ao mercado Del Campo e a vários “bodegóns” (ou botecos). Parece que os proprietários não esperavam receber hóspedes. Saíram correndo pra arrumar um quarto. Acertamos por BsF 120,00 o dia. Pousada simples mas confortável, com frigobar, TV a cabo e AC. Levamos roupas pra lavar (BsF 30,00), compramos umas porcarias pra comer no mercado (BsF 63,22) e mandamos notícias ao Brasil via e-mail (BsF 6,00 a hora). O bom é que era tudo perto da pousada e, como ainda sentíamos os efeitos do Roraima e Salto Angel, isso foi muito importante. Descansamos o resto do dia.
O Jeep Safari
No dia seguinte, já recuperados, fomos caminhando até a praia El Água (pouco mais de 1 hora), para conhecer a tão falada praia e para procurar o Jeep Safari, passeio recomendado pelas nossas fontes. A praia não é nada demais, bem palha perto das praias brasileiras. Lá contratamos o Jeep Safari (não lembro o nome da agência) e, como tinha bebidas e almoço incluso (BsF 250,00 por cabeça - negociado) fomos dali mesmo, junto com um casal da frança e um da argentina. Ah, nesse pacote o refri, água e cerveja eram livres durante o passeio. Antes tomamos um suco de goiaba (BsF 6,00)que era alucinante. Se avistarem uma barraquinha de “jugo de guayaba” não pensem duas vezes, comprem logo. É muito bom mesmo, feito com a fruta inteira e pouca água.
O tour começou pela Catedral N. S. Assunción (segundo o guia é a segunda igreja católica construída na América), Castillo Santa Rosa (fortaleza que protegia a cidade), Igreja N. S. Del Valle, Praia La Restinga, Praia de Mulas e Punta Arenas, onde paramos para almoçar. Essa é considerada a praia mais bonita da ilha, mas pra nós não tinha nada de mais. Não era feia, mas também não era linda. No restaurante tem uma arara azul que fica no teu braço e também tem um macaquinho coitado amarrado pelo rabo. Se fosse no Brasil o cara já tinha sido preso. Depois de passar um tempo ali, tomando banho, seguimos em direção ao Museu Marinho (onde se pode tocar em estrelas, pepinos-do-mar e ouriços) onde a maior curiosidade é um feto de tubarão com duas cabeças. Depois seguimos para ver o por-do-sol de dois mirantes. Primeiro na praia de Puerto Cruz (próximo ao hotel 5 estrelas) e depois no mais bonito em uma praia que não lembro o nome. Pegamos um final de tarde alucinante. Na volta ainda passamos por outros bairros ou povoados, mas não prestei muita atenção.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110528002056.JPG 500 375 Legenda da Foto]Playa de Mulas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110528002227.JPG 500 375 Legenda da Foto]Arara no restaurante em Punta Arenas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110528002425.JPG 500 375 Legenda da Foto]Pôr-do-sol em Margarita[/picturethis]
Compras
Esse dia tiramos para conhecer os preços baixos de Margarita. Pegamos um busão (BsF 4,00 por cada) até a Praça Bolívar em Porlamar e de lá caminhamos até a 4 de Mayo. Entramos em uma loja chamada Rattan e torramos quase BsF 270,00 em bebidas e doces. Só porcaria. O duro é resistir a uma garrafa de Amarula por BsF 90,00 (R$ 20,00). A mochila já ficou pesada. Rodamos mais um pouco e pegamos um ônibus até o Shopping Sambil (BsF 2,50 cada), o suprassumo do consumismo em Margarita. A intenção era comprar artigos de camping mas não achamos nada. Muito fraco nesse ponto. A única coisa legal que comprei foi uma camisa da seleção venezuelana (BsF 263,00). Os caras não curtem futebol por lá. Quando pedi uma camisa da seleção o cara me veio com uma de beisebol!!! Rodamos pelo shopping com aquela sensação de “que merda viemos fazer aqui?”. Mas já que estávamos lá, já tínhamos perdido o dia, agora era relaxar. Pra quem curte o turismo de consumo, se levar uns R$ 2.000,00 pode comprar o shopping inteiro. Voltamos para a pousada (BsF 13,00 para os dois) com os mesmos ônibus da ida.
Curiosidade: Os ônibus lá são interessantes. Cada um deixa seu ônibus como quer. Pinta, grafita, música, cada um é diferente dos outros. Uns estão caindo aos pedaços e outros são novos. Outra coisa que reparei é que o motorista não segue uma linha fixa. Ele grita pros passageiros se alguém vai querer descer em tal lugar, se ninguém responde, ele pega outro caminho. Muito massa.
Como a ilha não nos agradou, nem pelas belezas naturais nem por questões materiais, resolvemos seguir caminho no dia seguinte. O destino seria o Parque Nacional Mochima.
Editado por Visitante