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China - 20 dias - Shanghai, Xian e Beijing - junho de 2011

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Este relato é uma cópia do que eu estou escrevendo no meu blog. As fotos eu só vou postar lá. Quem se interessar pode dar uma olhada. O link está no fim do post, na minha assinatura.

 

Primeiro dia. Sábado, 04 de junho de 2011.

 

Aqui em Shanghai agora são 05:00 horas da manhã de domingo (18:00 horas de sábado no Brasil), já está claro e estamos todos acordados. Dormi 14 horas seguidas desde ontem. A viagem até aqui é estafante.

 

Saímos de São Paulo às 17:30 de quinta-feira num voo com destino à Madrid. E que voo! Nunca tinha estado num avião que balançasse tanto. Foi a pior turbulência da minha vida. Claro que tanto sacolejo causou efeitos.

 

Estávamos eu, a Dani e o seu Chico juntos numa fileira de três poltronas lado a lado no fim do avião (Air China – Airbus A330). Para minha ”sorte”, sentei num poltrona que não reclinava tudo. Falei com a aeromoça e ela ficou de me arranjar uma poltrona que reclinasse tudo porque, afinal, seriam 10 horas até Madrid. Ela encontrou uma poltrona na fileira logo atrás de nós onde só viajava uma chinesa (que morava em Santa Catarina mas pouco falava português) com o seu bebê de colo que ia deitado na poltrona do meio. Aí peguei minha mochila, pulei para a poltrona de trás, coloquei os fones de ouvido e reclinei à vontade. Ficou melhor pra todo mundo. A Dani tinha mais espaço pois a poltrona que eu estava ficou vazia e eu fiquei ao lado de um bebê, em uma poltrona que reclinava bastante. Mal eu sabia o que me esperava…

 

Ainda sobre o território brasileiro passamos umas duas horas com muita turbulência e quedas bruscas no vazio. Justo na hora do serviço de bordo, o bebezinho começou a passar mal e deu umas três golfadas. Até aí tudo bem, a mãe dele se virou para limpar tudo e eu fingi que nem vi, apesar de ter perdido um pouco o apetite. Tinha colocado a minha mochila embaixo da poltrona do meio da frente, onde a Daniela estava sentada. Com o bebê passando mal e a mãe limpando com um lenço de papel a roupinha dele, resolvi tirar minha mochila de lá e dar para a Dani guardar na frente. Foi um momento iluminado.

 

Assim que recolheram a bandeja com a comida, abri um sachê com aqueles lenços umidecidos que tem um cheiro forte de alfazema (ainda caí na besteira de oferecer para a chinesa que estava mais amarela do que já era). Acho que foi a gota d´água para ela. A forte turbulência, o bebê passando mal e o cheiro da alfazema fizeram ela enjoar também. A pobre bem que tentou arranjar um saco de air sickness mas não deu tempo, começou a vomitar loucamente dentro do saquinho do fone de ouvido mesmo e eu desesperado procurando um saco de air sickness para ela. Quando o saco do fone de ouvido encheu ela começou a fazer tudo no chão mesmo, bem aonde minha mochila estava há dez minutos atrás! Aí não teve jeito, deixei minha solidariedade de lado, me soltei do cinto a mais de mil e fui lá atrás avisar as aeromoças. Chegando lá, disse que a moça estava passando mal e elas pensaram que era pouca coisa, mas aí eu insisti que era sério o negócio e elas foram olhar. A cara delas foi hilária. Para minha surpresa, até elas estavam enjoadas com tanta turbulência.

 

Fiquei em pé uns vinte minutos lá na área das aeromoças conversando com elas e pensando no meu azar (um avião com mais de 200 pessoas e eu, por escolha própria, sento justo do lado da chinesa que passa mal). Depois que as aeromoças limparam tudo, ainda em choque, voltei para a poltrona ao lado da Dani que, à essas alturas, apesar de não reclinar, parecia uma melhor opção. O resto do voo sobre o Oceano Atlântico até Madrid foi tranquilo, apesar de cansativo (não consegui nem cochilar).

 

Chegamos em Madrid, no início da manhã de lá. Todo mundo desembarcou para uma escala de 3 horas. Tomamos café no terminal (18 euros), olhamos as lojas e, quando vimos, já era hora de embarcar de novo. Como não tínhamos dormido nada ainda (com exceção do seu Chico), eu e a Dani resolvemos tomar um Dramin. Nunca tinha experimentado esse truque para dormir, mas agora sentia que ia precisar.

 

Esse sem dúvida seria o trecho mais exaustivo. Passamos 12 horas acompanhando no sistema de entretenimento o avião sobrevoar toda a Europa e mais todo o território russo e a Mongólia até pousar em Beijing. Nesse tempo todo dormimos umas 4 horas (graças ao bendito Dramin), o que já era alguma coisa. O serviço de bordo da Air China é muito bom (servem comida quente toda hora) e o avião é até confortável, mas depois de 25 horas já não aguentávamos mais.

 

Chegando em Beijing ficamos espantados com o aeroporto. Nunca tinha visto nada tão moderno, sofisticado e posso até dizer suntuoso. O aeroporto da capital chinesa é gigante e está novinho. Foi construído para as Olimpíadas de 2008. Faz a gente ter vergonha dos nossos aeroportos no Brasil.

 

Passamos mais umas 2 horas em Beijing. Como era a entrada no país, passamos pela imigração, recebemos o carimbo no visto que já tínhamos tirado no Brasil e, sem pergunta nenhuma, entramos. Aí fomos retirar a bagagem e fazer o reembraque para o trecho doméstico até Shanghai, nosso destino final nesse périplo.

 

Embarcamos em um Boeing 737-800 da Air China até contentes por saber que esse último voo duraria ”apenas” 2 horas. O pior já tinha passado.

 

Entre Beijing e Shanghai, como é um trecho doméstico (quase todos a bordo eram chineses), tínhamos a opção de pedir western breakfast ou chinese breakfast. A Dani e o seu Chico foram de café da manhã ocidental. A aeromoça ficou toda contente quando eu disse que queria provar o café da manhã chinês.

 

Não posso dizer que é ruim, é só diferente, bem diferente. Não tem leite nem café, tem chá. Tem um pão, iogurte, frutas e tem também conjee, um tipo de sopa de arroz bem aguada e sem sal ou qualquer tempero, que é a base do café da manhã deles. Junto vem um sachê com escabeche de pepino e outros legumes que tem um cheiro muito forte e serve para dar um gosto no conjee. Tem também um ovo cozido marrom e com ”veias” que vem num sachê em conserva com uma galinhazinha desenhada. Só provando para saber. O gosto é bem ”forte” e, pela voracidade com que o chinês do meu lado comeu o dele, eles devem gostar muito.

 

Chegamos em Shanghai às 10:00 horas da manhã de sábado (21:00 horas de sexta-feira no Brasil). Outra vez nos deparamos com um aeroporto monumental. O Shanghai Pudong é um aeroporto tão grande que chegamos a ver portão de embarque número 273! São sucessões de esteiras rolantes em corredores que não conseguíamos ver o fim. Tudo muito amplo, limpo e bem cuidado. Mas o que mais nos chamou a atenção (também no aeroporto de Beijing) foi a quantidade de lojas de todos os tipos. Muitas lojas de grifes de luxo e muitos free shops imensos! Nem nos Estados Unidos vimos tantas lojas nos aeroportos. Para um país comunista, a primeira impressão que tivemos foi que eles são mais capitalistas que nós.

 

Fomos então pegar nossa bagagem e finalmente ir para o hotel. Sabíamos que um taxi para o centro demoraria cerca de uma hora e custaria uns 300 Yuans (50 dólares). Graças ao nosso panejamento, pagamos apenas 7 Yuans cada e fomos de metrô, que tem uma estação dentro do aeroporto (por sinal o metrô é fantástico). Tínhamos também a opção de pegar o Maglev, o trem magnético que é o mais rápido do mundo atualmente (chega a 430 km/h), mas é muito mais caro. De metrô, depois de cerca de uma hora e dezessete estações, chegamos na estação mais próxima do nosso hotel, a East Nanjing Road.

 

Completamente desorientados, eu com a mochila nas costas e a Dani e o seu Chico puxando as malas, saímos por uma das 4 saídas da estação e nos vimos no meio da chuva em uma das ruas de comércio mais movimentadas da Ásia sem que ninguém conseguisse nos dar uma informação! Ninguém entendia inglês. Confesso que nessa hora ficamos com medo. Saímos andando, eu com meu guia da Lonely Planet na mão, até que achamos uma placa com o nome da rua. Constatamos que estávamos indo para o lado oposto. Aí, com a chuva engrossando, resolvemos pegar um taxi.

 

Mas a barreira da língua aqui é enorme. O taxista, apesar de muito risonho, não tinha ideia do que dizíamos (sequer a palavra ”hotel” eu acho que ele entendia) e encostou o taxi para que eu mostrasse para ele o mapa com nosso hotel marcado, mas ele não entendia as letras no alfabeto latino! Aí lembrei que rua em chinês é Lu e disse: ”Fuzhou Lu!” (Rua Fuzhou). Aí ele deu ares de que tinha entendido e foi dirigindo. A corrida até que foi longa (uns 10 minutos) mas custou só 12 Yuans (R$ 3). Ele nos deixou há uma quadra do hotel. Fomos andando até que achamos o Shanghai Baron Business Hotel. Nossa maratona estava terminando.

 

O hotel pareceu muito bom e só custou 5.745 Yuans por 9 noites em quato triplo, sem café da manhã. Depois do check-in, subimos e, finalmente, estávamos no nosso quarto! O seu Chico só fez desabar na cama e dormir tão pesado que não conseguimos acordá-lo. Eu e a Dani, depois de tomar banho, como sempre fazemos, saímos para ver os arredores. Mas a chuva não ajudava. Compramos uns pães numa padaria de luxo onde ninguém falava inglês também, uns refrigerantes e água na Nanjing Road, a Dani comprou um guarda-chuva de uma velhinha e voltamos para o hotel. Chegamos molhados e já era umas 15:00 horas. Aí não teve jeito, nos rendemos ao cansaço e dormimos também, ignorando o fato de que estávamos no meio da tarde. Pela primeira vez senti os efeitos de um jet lag. Estávamos completamente desorientados em relação aos horários e dormimos até agora. Acordamos renovados, mesmo que ainda fora dos horários. Aí resolvi escrever tudo isso.

 

Enquanto eu escrevia, a Dani e o seu Chico tomavam banho. Agora eu vou tomar o meu. Depois, vamos descer para tomar café da manhã. O dia será longo e, agora que estamos mais descansados, a empolgação voltou. Estamos na China!

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Décimo oitavo dia. Terça-feira, 21 de junho de 2011.

 

Uma das coisas que mais queríamos fazer na China era ver um panda. Então planejamos ir nessa terça-feira ao Zoológico de Beijing pela manhã e a tarde, se desse, conhecer o Palácio de Verão, aproveitando que os dois ficam perto um do outro, à oeste do centro, com acesso pela mesma linha do metrô (linha 4).

 

Descemos tão tarde que quase perdemos o horário do café da manhã do hotel. Quando saímos já era umas 10:30 horas. Depois de sete estações e duas conexões, chegamos à estação Beijing Zoo.

 

O Zoológico de Beijing é uma instituição antiga. Foi fundado em 1906, ainda durante a Dinastia Qing e ocupa uma área gigantesca de 86 hectares! Apesar de ser uma imensa área verde, o zoo fica em uma parte bastante movimentada da cidade, cercado por largas avenidas e muito trânsito.

 

O ingresso custa 40 Yuans (R$ 10), mas não dá direito a visitar o Aquário que fica dentro. Quando entramos procuramos logo a jaula do panda, só para garantir. Se tinha um bicho que não podíamos deixar de ver era ele.

 

Aliás, todo mundo que vai lá pensa a mesma coisa. Sem dúvida alguma o panda é a estrela do Zoológico de Beijing. A parte onde os pandas estão é a mais movimentada e chega a ser difícil chegar perto do vidro de tanta gente.

 

Existem vários pandas no Zoológico de Beijing. Apesar da carinha meiga, na natureza o panda não é de muitos amigos e, em geral, vive solitário. Por isso, em cativeiro eles também ficam sozinhos, um por jaula.

 

É quase impossível não gostar de um panda logo de cara. Ele parece tão inofensivo e bonzinho que dá vontade de pegar. A calma do bicho (para não dizer preguiça) é impressionante. Quando não está deitado, está sentado comendo bambu.

 

Os pandas não estavam com muita paciência para serem bajulados nesse dia e passaram a maior parte do tempo de costas para os visitantes ou olhando um para o outro por um portão que ligava as jaulas. Algumas vezes eles até se escondiam atrás das pedras.

 

Há um prédio com ar-condicionado de onde podemos ver os pandas pelo vidro. Dentro desse prédio também tem uma exposição que mostra o trabalho do zoológico na preservação da espécie com fotos desde o nascimento, quando eles mais parecem uns ratinhos pelados, até a vida adulta.

 

Uma loja enorme vende só produtos relacionados aos pandas. Camisetas, guarda-chuvas, canetas, canecas e, claro, muitos pandas de pelúcia, de todos os tamanhos e vestidos com uma camisa do Zoológico de Beijing. A Dani comprou alguns presentes para a sobrinha, o irmão e a cunhada dela e eu comprei um par de kuwé (pauzinhos) que ficavam presos nos pés de um panda de borracha, formando uma pinça. A atendente disse que era para crianças que ainda estavam aprendendo a comer sozinhas e achou graça quando eu disse que ia dar de presente para o pai da Dani.

 

Saímos da parte do panda e fomos olhando outros animais. Vimos várias espécies de aves, macacos, felinos, elefantes africanos e asiáticos… Os animais que mais gostamos foram os Lêmures-da-cauda-anelada, a espécie do Rei Julien do filme Madagascar (eu me remexo muito…). Eles são muito engraçados e ficam o tempo todo abraçados, amontoados em um canto. Parecem muito carinhosos entre eles.

 

Uma coisa estranha chamou nossa atenção. Apesar da mega estrutura do parque, com lagos enormes e jardins muito bem cuidados, faltava uma coisa essencial em qualquer zoológico: animais! Havia muitas jaulas vazias.

 

Nas jaulas que tinham animais dava para ver que eles estavam sofrendo com o forte calor pois ficavam deitados e se escondendo do sol como podiam.

 

Tivemos a impressão de que o zoológico estava meio subutilizado. Não que esteja abandonado, longe disso. O lugar é muito organizado e bonito e os animais que vimos pareciam saudáveis. Mas, pelo espaço que eles têm e a estrutura toda pronta, acho que a variedade de animais poderia ser bem maior como é, por exemplo, no Zoológico de Santiago, no Chile, que nem é tão grande quanto este de Beijing.

 

Uma atração diferente chamou a nossa atenção. Há um canal sinuoso que liga os vários lagos e por onde uma lancha em alta velocidade passa fazendo curvas radicais toda hora, jogando água para todo o lado. Os chineses adoram e lotam as lanchas (o passeio é pago separadamente). É estranho. Nunca tinha visto isso em um zoológico. Acho que ninguém parou para pensar que isso pode estressar um pouco os animais.

 

Aliás, aqui cabe um comentário. Os visitantes chineses não respeitam muito os bichos. Ficam gritando e até chegam a jogar água para chamar a atenção deles. Vindo de crianças é até admissível, mas vimos um monte de marmanjos fazendo isso!

 

Demos uma parada e sentamos em uma das várias lanchonetes do parque. Já tinha passado há muito da hora do almoço e estávamos com muita fome. Comemos cachorro-quente, batatas fritas e tomamos chá gelado. Como sempre, o lanche foi barato e estava gostoso.

 

Continuamos passeando até encontrarmos o Aquário de Beijing, que fica dentro do zoológico. O ingresso é um pouco caro para os padrões daqui: 120 Yuans (R$ 30). Diferente do resto do zoológico, o Aquário de Beijing apresenta muitos animais. O edifício é moderno e enorme, além de muito bem mantido e estruturado.

 

Diferentemente do Aquário de Shanghai, que tem ares de museu da vida marinha, a decoração do Aquário de Beijing é um pouco cafona, com muitas esculturas e pinturas coloridas de personagens infantis pelas paredes, fazendo o aquário parecer mais um parque temático.

 

Fora a decoração, há vários pontos altos lá dentro. Um deles é o tanque das belugas. Já tínhamos visto essas baleias (que na verdade são mais próximas dos golfinhos) no Shedd Aquarium, em Chicago, e tínhamos adorado. Elas são muito simpáticas, mas é muito difícil conseguir tirar uma foto porque elas não sossegam um segundo, nadando de um lado para o outro.

 

O tanque com corais impressiona pelo tamanho. É tão fundo que precisa de um mergulhador para fazer a manutenção. Outra parte interessante é a dos peixes pré-históricos que ficam em uma sala escura. Eles são bem grandões e muito calmos, quase não se mexem.

 

No fim, fomos ao ginásio onde a foca e os golfinhos adestrados se apresentam. Ficamos esperando dar a hora de começar o show enquanto as arquibancadas ficavam cada vez mais lotadas. A apresentação é muito legal e dura uns 30 minutos. Os animais são muito espertos e fazem um monte de acrobacias. Só não é melhor porque a apresentadora só fala chinês. Aqui, como nos outros lugares turísticos, é tudo voltado para o turista nacional. Das cerca de quinhentas pessoas que assistiram a apresentação, só umas 10, no máximo, eram ocidentais. Temos a sensação de estar perdendo alguma coisa ao ver todo mundo rindo e não rir também por não entender o que ela fala. Mesmo assim o show é muito legal, vale a pena.

 

Quando o show acabou já era umas 16:00 horas e percebemos que não dava mais tempo de ir ao Palácio de Verão. Íamos ter que deixar para ir no último dia. Voltamos de metrô para o hotel. O Zoológico de Beijing e seu Aquário, para quem gosta de bichos, é um passeio bem divertido. Recomendo.

 

Com o cansaço acumulado da viagem e de tanto andar pelo zoológico no calorão que fez o dia todo, resolvemos dar uma descansada. À noite iríamos procurar um lugar legal para jantar, mas ainda não sabíamos onde.

 

Dormimos até umas 20:30 horas. Enquanto a Dani tomava banho, eu dei uma olhada no mapa de Beijing do guia Lonely Planet para saber onde era a região com maior aglomeração de restaurantes.

 

Apesar de não estar muito destacado no guia, a região da Shishahai Lu é cheia de bares e retaurantes. Essa rua fica ao norte do Parque Beihai e margeia o mesmo lago do parque. O acesso é pela Di’anmen Xidajie, quase esquina com a Di’anmenwai Dajie.

 

O clima estava bem quente e seco. Havia uma névoa na rua que encobria o horizonte e só não era mais bonita por causa do calor e porque sabíamos que aquilo era fruto da poluição. No caminho vimos um caminhão pipa da prefeitura que passava molhando a copa das árvores ao longo da avenida. Um funcionário ia na frente avisando os pedestres para aguardarem o caminhão passar em uma esquina para que não se molhassem. Esperamos e, depois que voltamos à avenida, o clima estava sensivelmente mais agradável. Na hora ficou mais úmido e menos quente!

 

Percebemos que o lugar era mais longe do que parecia ao olharmos o mapa e chegamos a pensar que estávamos indo pelo caminho errado. Decidimos pegar um taxi. Quando conseguimos, mostramos no mapa para onde queríamos ir e o taxista, surpreendentemente, disse, na base dos gestos, que não precisávamos ir de taxi, que era muito perto, logo adiante. Eu e a Dani achamos legal ele não querer nos enganar. Saímos e realmente, mais umas duas quadras, encontramos a entrada da Shishahai Lu.

 

O lugar foi uma excelente surpresa. Há uma infinidade de restaurantes, bares e boates um ao lado do outro, dos dois lados do lago. A quantidade de opções era muito maior do que o mapa mostrava. Havia restaurantes bem arrumadinhos que serviam todo o tipo de comida ocidental e chinesa e a qualidade parecia ser muito boa.

 

Isso tudo sem contar que o lugar é muito bonito, às margens do lago, com as luzes decorativas dos bares (os chineses adoram luzes coloridas) refletindo nas águas. A Dani, que no caminho já estava ficando impaciente com a distância, até se animou mais. Acertamos em cheio. Aliás, acho que o guia da Lonely Planet deveria dar mais destaque para esse lugar.

 

Antes de escolhermos um restaurante, percorremos toda a extensão da rua, atravessamos uma ponte e fizemos o mesmo na rua do outro lado. O lugar tem um astral sensacional, com música de bandas ao vivo e um público em sua maioria jovem, tanto chineses como turistas ocidentais.

 

Por ser uma terça-feira a rua não estava lotada mas também não estava vazia. Pela quantidade de mesas, nos fins de semana aquele lugar deve ficar abarrotado. Apesar de não ser muito iluminada, a Shishahai Lu parece bastante segura.

 

Há muitos trapiches onde ficam barquinhos para alugar para quem quiser dar uma volta pelo lago. No meio da escuridão, víamos apenas a luz fraca de lanternas vermelhas tradicionais penduradas nos barquinhos no meio do lago.

 

Nos restaurantes, podemos escolher ficar dentro ou fora, em mesas e até sofás ao ar livre. Escolhemos um restaurante de comida variada e sentamos em uma mesa do lado de fora, encostados na mureta do lago. Pedimos uma pizza e um peixe empanado. Os dois estavam deliciosos (nunca pensei que ia gostar de pizza chinesa!). Não guardei os valores exatos, mas lembro que a conta deu um pouco acima da média, mas nada absurdo.

 

Saímos satisfeitíssimos e felizes por ter ido, quase por acaso, àquele lugar. Já era tarde mas não havia nem sinal de que os restaurantes e bares estavam para fechar.

 

Estávamos cansados. Pegamos um taxi e fomos para o hotel começar a arrumar as coisas. O outro dia seria o nosso último na China. Íamos para o aeroporto no início da noite mas não queríamos nem pensar em quão cansativa seria a viagem de volta, afinal, nesse nosso dia de despedida ainda queríamos visitar o Palácio de Verão e, se dessse tempo, o Templo do Lama.

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Oi , tudo bom? Bom Blog !

 

No mes que vem estou indo pra ficar 4 dias Beijing. Vale a pena tirar um dia e ir pra Xian?

 

abs

  • 2 semanas depois...
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Oi , tudo bom? Bom Blog !

 

No mes que vem estou indo pra ficar 4 dias Beijing. Vale a pena tirar um dia e ir pra Xian?

 

abs

 

Oi Thiago. Tudo bem.

 

Olha só, Xian vale muito a pena, mas se tu só tens 4 dias para Beijing, é melhor deixar Xian para uma outra oportunidade ou então tu não vais aproveitar nenhuma das duas cidades. Em quatro dias terás muito a fazer em Beijing, podes ter certeza!

 

Abraço

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Décimo nono dia. Quarta-feira, 22 de junho de 2011.

 

Nossa viagem estava acabando. Acordamos com aquela sensação de perda. O último dia sempre é triste. Aqui na China parece que ainda é pior, pois fica a impressão que tão cedo não voltaremos. Afinal, a China não é logo ao lado…

 

Demos uma adiantada na bagagem na noite anterior mas ainda tínhamos que arrumar algumas coisas. As moças da recepção devem ter achado que éramos loucos por notícias porque há uns dois dias nós pegávamos todos os jornais (mesmo os em chinês) do saguão para embalar as peças mais frágeis que compramos.

 

Tomamos café e logo saímos com destino ao último destino em Beijing que queríamos conhecer, o Palácio de Verão. Essa é a vantagem de fazer um bom planejamento. Conseguimos ver tudo o que queríamos e pudemos até repetir alguns programas, como a Cidade Proibida, onde fomos duas vezes.

 

O Palácio de Verão fica à oste do centro de Beijing. A melhor forma de chegar é pelo metrô. A estação Beigongmen (penúltima da linha 4) tem saída perto do portão norte do palácio. Taxi para cá não é um bom negócio. Além de demorar quase a mesma coisa por causa do trânsito e da distância, ainda sai muito mais caro. Não vale a pena. Mesmo o taxi sendo barato, concorrer com os 2 Yuans (R$ 0,50) do metrô de Beijing é difícil.

 

Saindo da estação, como sempre, ficamos meio desorientados. No mapa parece que é só sair e dar de cara com a entrada do palácio, mas não é assim. Estávamos até achando que isso era coisa nossa, mas pelo visto todo turista se sente meio perdido ao sair da estação do metrô por aqui.

 

Uma gringa loura que também saía do metrô, ao nos ver, perguntou para que lado ficava o palácio. Aí dissemos que também estávamos procurando e ela saiu perguntando para todos os chineses em volta quem falava um pouco de inglês.

 

Juntos, encontramos a entrada do Palácio de Verão, compramos o ingresso, que custa 60 Yuans (R$ 15), e entramos.

 

O nome dela é Wendy, uma americana de Massachussets muito simpática e muito, muito falante. Ela foi nossa companhia por toda a manhã.

 

Wendy é uma professora de inglês engajada em um projeto de ensino do idioma no exterior. Ao longo da conversa, ela nos contou que recebe cerca de 6.400 Yuans (R$ 1.600) por mês na China. Nos disse também que já viajou por muitos países, sempre sozinha, lecionando inglês para os locais.

 

Ela parece gostar muito do que faz e nos confirmou um fato que já tínhamos percebido na prática. Essa história de que tem milhões de pessoas fluentes em inglês na China é balela. Na escola onde ela trabalha os alunos, mesmo os que não vão bem nos estudos, são aprovados. O mais incrível é que ela disse que nem mesmo os professores de inglês dessa escola sabem o idioma fluentemente.

 

Enquanto íamos andando e conversando, nos deparávamos com os prédios do palácio e com belas vistas. Uma pena que grande parte do palácio estava fechada para obras de restauração.

 

O Palácio de Verão é um conjunto de pavilhões, templos e jardins em volta do imenso lago Kunming. A construção original data de 1750 (Dinastia Qing), mas ali já existiam construções imperiais desde o século XIV (Dinastia Ming). Em 1860 o palácio foi destruído pela invasão imperialista franco-inglesa, tendo sido reconstruído em 1886. Novamente, em 1902, a Guerra dos Boxers destruiu o palácio, que foi reconstruído dois anos depois.

 

O símbolo maior do Palácio de Verão é a Torre do Incenso Budista, uma grande pagoda no alto da Colina da Longevidade (60 metros de altura), com vista para o lago. A entrada na Torre do Incenso Budista é paga à parte e custa 10 Yuans (R$ 2,50). Lá de cima, podemos ver o lago cheio de barquinhos, os jardins e os inúmeros pavilhões do palácio, todos envoltos na névoa de Beijing.

 

Quando descemos, continuamos andando até encontrar o pier de onde parte o barco que atravessa o lago. O barco é decorado com telhados tradicionais e dragões e parece seguro. A passagem custa 10 Yuans (R$ 2,50) e o trajeto é curtinho. Vale a pena.

 

Um outro ponto bastante conhecido do Palácio de Verão é a Ponte dos Dezessete Arcos, obra prima da escultura na Dinastia Qing, é considerada a maior entre todas as pontes dos jardins imperiais da China. A imponente obra liga a margem do lago à uma ilha, é feita toda em mármore branco e possui mais de 500 leões esculpidos em poses diferentes ao longo dos seus 150 metros de comprimento.

 

Foi muito legal conhecer a Wendy. Conversamos sobre vários assuntos e isso foi bom para saber as impressões de outro estrangeiro sobre a China, a cultura e o povo chineses.

 

Ela nos contou sobre como a censura e a propaganda governamental alienam os professores da escola onde ela trabalha (e olha que eles são até pessoas esclarecidas, acima da média). Segundo ela, todos têm medo de conversar sobre política ou falar sobre assuntos polêmicos, como os eventos ocorridos durantes os protestos na Praça da Paz Celestial em 1989. Muitos sequer sabem o que realmente aconteceu.

 

A Wendy também nos contou muitos hábitos interessantes dos chineses, coisas que só quem participa mais proximamente do dia a dia deles pode saber. Falou da curiosidade que eles têm sobre o estrangeiro, das relações familiares, dos hábitos de higiene pessoal. Sobre esse último ponto, descobrimos que eles chegam a usar a mesma roupa durante vários dias e, mesmo assim, incrivelmente, não ficam mal cheirosos! Já tínhamos percebido isso. Em locais fechados e lotados, como o metrô, mesmo nos dias mais quentes, não sentimos mal cheiro!

 

Quanto ao Brasil, para variar, ela tinha uma visão paradisíaca, igual à maioria dos gringos que nunca estiveram no país e se guiam por editoriais dos grandes jornais, geralmente escritos por pessoas que também nunca estiveram no Brasil. Ela perguntou sobre tudo: democracia, nossa economia, política, infraestrutura, segurança, educação, empregos… Percebemos que ela também foi iludida com a fanfarronice governamental de que no Brasil tudo vai bem só porque os índices de aprovação do governo são altos. Ela sequer tinha ideia do populismo e da corrupção que nos assola, do fato de que a educação é de péssima qualidade, que metrô e esgoto são raridades nas cidades brasileiras, que os salários são medíocres e se espantou quando contamos o nível de insegurança em que vivemos. Lá fora a ideia é de que tudo vai bem e que o Lula Sassá Mutema salvou a pátria com Copa e Olimpíada.

 

Passeamos por todo o Palácio de Verão conversando e, distraídos, nem vimos a hora passar. Quando percebemos, já era mais de meio-dia! Então começamos a procurar a saída e percebemos que estávamos perdidos nos caminhos dos jardins.

 

Enquanto procurávamos o caminho de saída acabamos por nos deparar com o Longo Corredor, uma espécie de passarela de 728 metros de comprimento que margeia o lago e se divide em 273 partes ricamente decoradas com mais de 8.000 pinturas diferentes retratando a natureza e histórias clássicas da literatura chinesa. Esses corredores são estruturas comuns nos jardins imperiais chineses e o Longo Corredor do jardim do Palácio de Verão é o maior de toda a China.

 

Depois de algum tempo, encontramos a saída, trocamos e-mails com a Wendy e nos despedimos. Ela foi procurar um restaurante e nós pegamos o metrô de volta para o hotel.

 

O Palácio de Verão é um local imperdível, realmente muito bonito. Vale a pena visitar. Uma manhã é suficiente. Quem tiver mais tempo pode entrar um pouco pela tarde pois o lugar é enorme.

 

No caminho, vimos que ainda tínhamos tempo para visitar o Templo do Lama. Na internet este não era um ponto muito destacado e o guia falava pouco sobre ele, por isso não nos pareceu uma prioridade e o deixamos para depois. Por sorte tivemos esse tempinho no último dia de viagem para visitá-lo e ver o quanto ele é bonito!

 

Contou a favor da nossa visita ao Templo do Lama o fato de ele ser bem perto do nosso hotel. Se fosse longe, como o Palácio de Verão, provavelmente iríamos passar batido por ele. Para chegar lá é só pegar a linha circular do metrô e descer na estação Yonghegong. O ingresso custa 25 Yuans (R$ 6,25).

 

Inicialmente o templo era um palácio imperial. Sua construção data de 1694 (Dinastia Qing), quando ali vivia a corte de um príncipe imperial. Quando esse príncipe se tornou o Imperador Yongzheng, em 1722, metade do palácio foi transformado em monastério budista. Hoje, toda a contrução é dedicada ao budismo.

 

O Templo do Lama é um dos maiores e mais importantes templos budistas do mundo e mescla arquitetura chinesa e tibetana. São vários pavilhões ricamente decorados e cheios de imagens de Buda e outras divindades religiosas. Para nós ocidentais, parece um pouco confuso. O Budismo é uma religião bastante complexa. Como sempre, predominam os muitos detalhes em dourado, azul e vermelho. A beleza do lugar acaba roubando a atenção de quem o visita como turista e pouco conhece os detalhes da religião. Como pouco tínhamos lido sobre o Templo do Lama, a cada salão tínhamos uma surpresa.

 

Mas o melhor mesmo ficou para o final. No penúltimo pavilhão, chamado Sala do Círculo da Lei, uma grande escultura de Je Tsongkhapa, fundador de uma escola do Budismo Tibetano, domina o ambiente. Sentada, vestindo uma túnica dourada, a estátua fica cercada por banquinhos almofadados onde os monges estudam a religião. É um salão muito bonito.

 

Saindo desse salão, ouvimos um cântigo que se repetia interminavelmente, como um mantra. Era um grupo de senhoras que cantava e tocava sinetas no pátio em frente ao último pavilhão, que é o maior de todos, chamado Pavilhão das Dez Mil Felicidades.

 

Quando entramos ficamos maravilhados com o que vimos. Uma escultura do Maitreya Buda, o Buda do Futuro com simplesmente 18 metros de altura! Esta é considerada a maior escultura de Buda em pé do mundo (está até no livro dos records). O que lemos nas placas é mais impressionante ainda. Além dos 18 metros para cima, ainda há mais 8 metros para baixo e tudo entalhado em um único tronco de sândalo branco!

 

A estátua é tão grande que foi esculpida e só depois o prédio foi contruído ao seu redor. Essa grandiosidade toda ajuda a explicar porque as senhoras rezavam tão fervorosamente em frente ao pavilhão. Sem dúvida o Templo do Lama deve ser um lugar muito especial para os devotos budistas.

 

O Templo do Lama foi uma grata surpresa. Em pensar que toda essa preciosidade esteve gravemente ameaçada pela Revolução Cultural (1966-1976) que chegou a destruir muitos templos na China em defesa do ateísmo comunista. O Templo só foi salvo por interferência de um alto político da época, o primeiro-ministro Zhou Enlai.

 

No entorno do Templo do Lama há uma grande variedade de lojinhas que vendem artesanato. Muitos artigos budistas, peças de arte e outros bons souvenirs podem ser encontrados ali. A Dani comprou alguns incensos para dar para a minha mãe. Uma pena que não tínhamos tempo para ficar e olhar tudo com mais calma.

 

Pegamos o metrô e fomos para o hotel. Já era umas 17:00 horas e ainda não tínhamos almoçado. Então fomos ao nosso restaurante da Dongsi, aquele que nunca saberemos o nome. Queríamos comer algo além do nosso já tradicional arroz com porco agridoce e brócolis. Pedimos um prato que até custava uma pouco mais caro e tinha uns camarões bonitos em cima.

 

Quando o prato chegou percebemos que se tratava de uma espécie de salada de pimentas. Devia ter uns 10 tipos de pimentas diferentes. Comemos os camarões e alguns pedaços de outras carnes e legumes que vinham e tivemos que desistir. Acabamos comendo o de sempre mesmo.

 

No hotel, acabamos de arrumar a bagagem e descansamos um pouco. Quando era umas 20:00 horas fomos tomar banho e fazer o check-out. Foi aí que eu percebi que minha mochila estava incrivelmente pesada.

 

Nosso voo era às 00:05 horas. O taxi do centro de Beijing até o aeroporto custou 80 Yuans (R$ 20) e a viagem durou quase uma hora. No caminho, ficamos observando a cidade iluminada e a saudade começou a bater antes mesmo de chegarmos ao aeroporto.

 

Feito o check-in e despachadas as bagagens, fomos logo para a sala de embarque. Passamos no free shop, que é muito bom (tanto em preços quanto em variedade), e torramos nossos últimos Yuans em perfumes. Depois, tomamos sorvete na Häagen-Dazs e fomos procurar o nosso portão. Nosso voo saiu pontualmente e eu logo procurei dormir (santo Dramin).

 

Foram quase 24 horas dentro de um avião, o vigésimo dia de viagem inteiro! Sem dúvida essa é a pior parte da viagem para a China. Foram 24 horas de gritaria e choro de crianças ensandecidas. Fiquei tão bêbado com o Dramin que, do trecho entre Beijing e Madrid eu só me lembro de acordar, resmungar alguma coisa e dormir de novo. O cansaço de tantos dias de viagem ajudou a relaxar e dormir mais do que na ida, mas em compensação meus pés ficaram bastante inchados. Pelo menos ninguém vomitou do meu lado…

 

Foram quatro dias em São Paulo na casa dos pais da Dani praticamente em transe. Nós só saímos duas vezes de casa, as duas para ir ao cinema (uma delas para ver Kung Fu Panda 3D!). Demoramos para nos adaptar ao fuso outra vez e dormíamos quase o dia todo. Recuperar totalmente as energias só em Belém mesmo, já de volta à rotina de trabalho, uns 10 dias depois.

 

Apesar de termos ido e voltado, às vezes ainda é difícil acreditar que estivemos na China, a ficha não cai. Mesmo com todos os perrengues e dificuldades, aquele é um país maravilhoso. Aconselho a todos que gostem de viajar à ir. Ali se encontra uma cultura rica, um povo sofrido, mas digno e alegre, belezas naturais e históricas inesquecíveis e, ao mesmo tempo, uma modernidade surpreendente.

 

A China sempre vai ter um lugar nos nossos pensamentos e nos nossos corações. Ainda não sabemos quando, mas certamente voltaremos…

  • 4 semanas depois...
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Parabéns pelo relato, pela coragem,.. muito bom, despertou minha vontade de conhecer a China

  • 3 semanas depois...
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Parabéns pelo relato, pela coragem,.. muito bom, despertou minha vontade de conhecer a China

 

Obrigado pelos parabéns! Quis transparecer nos relatos aquilo que vi e vivi por lá. Dou a maior força para quem quiser conhecer esse país. Vale a pena passar 30 horas viajando. A China é um outro mundo, muito diferente da nossa realidade.

 

Abraço

  • 4 semanas depois...
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Arnóbio, parabéns e obrigado!

 

O seu relato de viagem foi hilário e contém muitas informações úteis! Tenho certeza que ao visitar Beijing confirmarei muitos dos aspectos citados por você.

 

Novamente, obrigado.

  • 3 meses depois...
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Arnóbio, parabéns e obrigado!

 

O seu relato de viagem foi hilário e contém muitas informações úteis! Tenho certeza que ao visitar Beijing confirmarei muitos dos aspectos citados por você.

 

Novamente, obrigado.

 

Obrigado vc pelos parabéns!

 

A China vale muitas viagens e tenho certeza que só com essa ainda não conheci nem um milésimo desse país. Boa viagem!

 

Abraço

  • 4 semanas depois...
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Ola Arnóbio!!!

Amei o relato. Muito bom mesmo, bem detalhado e muito divertido!!! ::otemo::

 

Tenho exatamente o mesmo roteiro em mente pra fazer no meio do ano.

Mas estava pensando em fazer a ordem ao contrário do seu. Começaria por Pequim depois Xi'An e terminaria em Shangai.

 

A diferença é que minha disponibilidade é bem menor e vou ter que dar mais prioridade a algumas coisas doq a outras.

Por enquanto as únicas coisas que tenho em mente é as muralhas e a cidade proibida em Pequim, e os soldados de Terracota em Xi'An.

Em Shangai ainda não sei onde vamos conhecer. ::putz::

 

Acredito que possa ter uns 8 dias pra fazer o roteiro e tenho que enxugar o máximo.

Onde vc acredita que seja imperdível nessas cidades???

Vi tbem que tiveram dificuldades pra chegar às Muralhas, alguma dica?

 

Mais uma vez parabéns pelo relato!!!

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Ola Arnóbio!!!

Amei o relato. Muito bom mesmo, bem detalhado e muito divertido!!! ::otemo::

 

Tenho exatamente o mesmo roteiro em mente pra fazer no meio do ano.

Mas estava pensando em fazer a ordem ao contrário do seu. Começaria por Pequim depois Xi'An e terminaria em Shangai.

 

A diferença é que minha disponibilidade é bem menor e vou ter que dar mais prioridade a algumas coisas doq a outras.

Por enquanto as únicas coisas que tenho em mente é as muralhas e a cidade proibida em Pequim, e os soldados de Terracota em Xi'An.

Em Shangai ainda não sei onde vamos conhecer. ::putz::

 

Acredito que possa ter uns 8 dias pra fazer o roteiro e tenho que enxugar o máximo.

Onde vc acredita que seja imperdível nessas cidades???

Vi tbem que tiveram dificuldades pra chegar às Muralhas, alguma dica?

 

Mais uma vez parabéns pelo relato!!!

 

Oi Nandadodi

 

Obrigado! Fico feliz em saber que o meu relato ajudou. Sem dúvida a Muralha, a Cidade Proibida e os Soldados são imperdíveis. Mas há também muito mais atrações que você pode gostar, vai depender do seu gosto e, claro, do planejamento para poder conhecer o máximo que der no tempo que você tem.

 

Em Shanghai acho o Yu Yuan Garden imperdível. Tem também Pudong e a Oriental Pearl Tower, o Templo do Buda de Jade, Nanjing Lu...

Em Xian ainda tem a Grande Mesquita, as Muralhas da Cidade, a Grande Pagoda do Ganso Selvagem...

Em Beijing tem o Templo do Céu, o Templo do Lama, a Praça da Paz Celestial...

 

Aqui no mochileiros eu não postei fotos da viagem nos relatos, mas postei no meu blog. Dá uma olhada e vê o que te chama mais a atenção. O link para o blog está na minha assinatura.

Mas realmente você tem que enxugar ao máximo para poder caber tudo em 8 dias! A China é um país incrível. Tenho certeza que você vai gostar. Boa viagem!

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