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Olá viajante!

Bora viajar?

América Central em 30 dias (Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá)

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Antes de começar a contar essa viagem, acho importante explicar um pouquinho quem está por trás dessas histórias.

Eu gosto de viajar gastando pouco. Sempre que posso economizar, eu economizo. Procuro transporte mais barato, hostel em vez de hotel, faço algumas refeições por conta própria e, quando dá para escolher entre gastar US$ 20 ou US$ 5, provavelmente vou escolher os US$ 5. 😂

Mas existe um limite. Eu gosto de economizar, mas não a ponto de colocar minha segurança em risco. Pelo menos não conscientemente. 😂 Então, se em algum momento eu achar que determinada economia não vale a pena, eu pago mais caro e sigo tranquila.

Também não sou aquela pessoa que viaja com uma lista enorme de museus e obras de arte para conhecer. Não tenho nada contra, muito pelo contrário, admiro quem entende e gosta desse tipo de turismo, mas definitivamente não é a minha maior paixão.

Turismo gastronômico também não é exatamente o motivo pelo qual eu viajo. Eu gosto de comer, obviamente, porque ainda preciso me manter viva durante a viagem. 😂 Mas não sou aquela pessoa que monta um roteiro inteiro baseado em restaurantes.

Gosto, sim, de experimentar algumas comidas típicas que me chamam atenção. Se eu vejo alguma coisa diferente, que parece interessante e que faz parte da cultura daquele lugar, provavelmente vou querer experimentar. Mas não espere que eu atravesse uma cidade inteira só para comer o prato mais famoso do país. 😂

O que mais amo é a natureza, vulcões, montanhas, trilhas, lagos, cachoeiras, praias, florestas, paisagens e aqueles lugares que fazem você parar por alguns minutos simplesmente para olhar e pensar: “Nossa, eu realmente estou aqui”.

É isso que mais me encanta.

A ideia é conhecer a América Central de uma maneira mais econômica, usando bastante transporte público, ficando em hostels, caminhando muito e tentando viver um pouco mais como quem realmente está por ali, em vez de simplesmente passar pelos pontos turísticos mais famosos.

Mas tem uma coisa importante sobre a forma como eu viajo: nem sempre eu tenho um plano. Na verdade, muitas vezes eu saio sem planejar quase nada e vou decidindo as coisas pelo caminho.

Pesquiso o que preciso, pergunto para as pessoas, olho o mapa, descubro alguma coisa que parece interessante e simplesmente vou.

E, claro, isso significa que nem sempre os planos dão certo. 😂

Às vezes eu chego em um lugar e descubro que não vai dar tempo de conhecer tudo. Outras vezes estou cansada demais, o transporte não ajuda, o horário não encaixa ou simplesmente mudo de ideia.

E está tudo bem.

Se eu perceber que não vou conseguir fazer determinado passeio com calma, prefiro não fazer. Se eu chegar a um lugar e não conseguir explorar tudo o que gostaria, também não tem problema. Não quero transformar a viagem em uma corrida para marcar lugares no mapa.

Às vezes vou deixar de conhecer alguma coisa simplesmente porque não deu, porque não quis ou porque naquele momento preferi descansar.

Acho que viajar também é aprender a aceitar que não vamos conseguir ver tudo.

Nem sempre o roteiro perfeito é o melhor roteiro. Muitas vezes as melhores coisas acontecem justamente quando você não tem um plano muito definido.

E tem mais uma coisa: nem tudo o que acontece durante a viagem vai aparecer aqui.

Às vezes eu vivo um dia inteiro e só consigo sentar para escrever dois ou três dias depois. Então algumas histórias podem aparecer fora da ordem, algumas lembranças podem voltar depois e outras simplesmente podem acabar ficando para trás.

Também existem momentos que são muito pessoais, muito pequenos ou simplesmente não têm tanta importância para quem está lendo. São coisas que fazem sentido para mim porque eu estava ali, vivi aquele momento e tenho toda a história por trás, mas que talvez não sejam tão interessantes para outra pessoa.

E tudo bem também.

Esse relato não é uma tentativa de registrar absolutamente cada minuto da viagem. É uma forma de guardar as partes que quero lembrar e compartilhar as experiências que acho que podem ser interessantes, divertidas ou até úteis para quem estiver lendo.

Eu já viajei por outros países e, em muitas dessas viagens, contei com a ajuda de outros mochileiros. Foram dicas de pessoas que já tinham passado por determinados lugares, explicado como pegar um ônibus, onde ficar, quanto pagar, o que valia a pena e até quais perrengues eu deveria evitar.

Muitas vezes, essas informações fizeram uma diferença enorme nas minhas viagens.

E sempre tive vontade de retribuir de alguma forma. Sempre pensei que seria legal compartilhar também as minhas experiências para ajudar outra pessoa que estivesse planejando fazer o mesmo caminho. O problema é que eu nunca conseguia.

Ficava pensando que precisava escrever tudo direitinho, organizar as informações, colocar os valores, os horários, as dicas… e acabava não escrevendo nada.

Dessa vez resolvi tentar. Nem sei direito como mexer nessa plataforma kkkk

Sei que esse relato não vai ficar 100% perfeito. Provavelmente vai ter informação que vou esquecer, algum valor que pode mudar, algum horário que estava diferente no dia em que passei por determinado lugar e, principalmente, muita coisa escrita alguns dias depois de ter acontecido.

Mas vou tentar registrar o máximo que conseguir.

Se alguma informação estiver errada, espero perceber e corrigir. Se alguma coisa mudar depois da minha passagem, espero que quem estiver lendo também confira as informações antes de viajar, porque transporte, preços, horários e regras de imigração podem mudar.

A minha intenção aqui não é ser especialista em América Central, muito menos criar um guia definitivo.

É simplesmente contar como foi a minha experiência.

Os lugares que amei, os que não achei tão interessantes, os perrengues, as descobertas, os erros, as economias, os gastos que valeram a pena e, principalmente, as histórias que não estavam no roteiro.

01/08/26

Primeiro dia de viagem.

Depois de passar praticamente 24 horas levando chá de cadeira em aeroporto, tanto em Guarulhos, onde precisei passar a noite porque meu voo sairia às 5h da manhã, quanto no Panamá, onde peguei o avião para a Guatemala, achei que finalmente estava chegando a hora de começar a viagem de verdade.

Só que ainda teria uma última surpresa: a imigração.

Isso nunca tinha acontecido comigo antes, com exceção de uma situação no México alguns anos atrás, quando questionaram o fato de eu ter apenas dois dias de hotel reservados, mesmo planejando ficar 21 dias no país. Expliquei que faria uma viagem de mochilão e que iria decidindo os próximos destinos conforme a viagem acontecesse. Com muito custo me liberaram.

Eu já tinha ouvido muitos relatos de que a América Central pode ser um pouco complicada nas fronteiras para nós, brasileiros, principalmente dependendo do roteiro. Por isso, decidi fazer o caminho contrário do fluxo mais comum de imigração: começar pela Guatemala e ir descendo até o Panamá.

E logo na minha chegada eu já entendi um pouco do que as pessoas estavam falando.

O agente de imigração da Guatemala queria me dar somente sete dias de permanência.

Eu tinha planejado ficar muito mais tempo na região e sabia que isso poderia ser um problema, porque Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua fazem parte do chamado CA-4, um acordo regional que permite a circulação de estrangeiros entre esses quatro países e, principalmente, estabelece que o período de permanência é considerado para a região como um todo.

Ou seja, isso é MUITO importante para quem pretende fazer um mochilão por esses países: os dias não começam novamente cada vez que você atravessa uma fronteira entre Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua.

Se você entra pela Guatemala e recebe, por exemplo, 30 dias de permanência, esses 30 dias são o período que você tem para permanecer dentro da região CA-4. Você não recebe 30 dias na Guatemala, depois mais 30 em El Salvador, mais 30 em Honduras e mais 30 na Nicarágua.

Por isso fiquei tão preocupada quando o agente queria me dar apenas sete dias, eu disse que passaria sete dias na Guatemala e seguiria viagem para El Salvador, e mesmo assim me deu somente 7 dias.

Mesmo sendo brasileira e tendo passaporte que não exige visto para entrar na Guatemala, o que importa na prática é o período de permanência que o agente de imigração efetivamente registra para você. A Guatemala classifica o Brasil como país isento de visto, mas a concessão do período de permanência precisa ser conferida no momento da entrada. 

E aí fica um alerta que eu gostaria muito de ter encontrado de forma mais clara antes da minha viagem: CONFIRA O NÚMERO DE DIAS QUE O AGENTE COLOCOU NO SEU PASSAPORTE ANTES DE SAIR DA IMIGRAÇÃO.

Se eu tivesse simplesmente pegado minha mala e ido embora, poderia ter seguido viagem acreditando que estava tudo certo e só descobrir o problema quando chegasse a outro país do CA-4.

No meu caso, eu questionei o agente e expliquei que precisava de um período maior. Ele acabou voltando para o computador, alterando o registro no sistema e fazendo uma correção no meu carimbo do passaporte, isso depois de muita insistência explicando a regra do CA-4 e ele dizendo que não existia isso. 🤔🤨😒

Aquilo me deixou extremamente nervosa.

Fiquei com medo de que aquela alteração no carimbo pudesse me causar problemas nas próximas fronteiras, justamente porque eu ainda passaria por El Salvador, Honduras e Nicarágua.

Então, se você estiver fazendo esse roteiro, não tenha vergonha de perguntar. Confira quantos dias foram concedidos, veja se a informação está correta e, se você tiver planejado permanecer mais tempo na região, resolva qualquer problema ali mesmo, antes de sair da imigração.

Outra coisa importante é entender que os dias começam a contar a partir da sua entrada na região CA-4. A própria imigração de El Salvador orienta que, para um estrangeiro que já está dentro do CA-4, o tempo considerado para a entrada é justamente o período de permanência concedido no primeiro país em que ele entrou na região. 

No meu caso, depois de conversar com o agente, consegui resolver a situação e seguir viagem. Mas confesso que comecei a viagem já bastante apreensiva.

E depois de toda essa novela na imigração, finalmente saí do aeroporto e fui para o hostel.

Peguei um Uber e o motorista ficou dando várias voltas pelo caminho. Não sei se estava tentando ganhar um pouco mais na corrida ou se realmente estava perdido, mas acabou aumentando o valor em aproximadamente três reais. Não foi nada absurdo, mas, depois de tudo que tinha acontecido, eu já estava sem muita paciência. 😂

Cheguei ao hostel, que era bom e bem localizado, e simplesmente deitei.

Eu estava exausta depois de praticamente um dia inteiro entre aeroportos, voos, espera e imigração. Mas, mais do que o cansaço físico, estava muito nervosa e angustiada por causa do que tinha acontecido na chegada.

Então meu primeiro dia de viagem terminou assim: sem conhecer absolutamente nada da Guatemala, mas com uma boa dose de preocupação, algumas horas de sono atrasadas e uma importante lição para o restante da viagem.

Na América Central, uma coisa eu já tinha aprendido no primeiro dia: não basta entrar no país. É preciso conferir exatamente como você entrou.

  • Hostel - Central Hostel Metrô 10 - 1 noite 113,90 quetzales (super bem localizado)


02/08/26

Segundo dia de viagem. Acordei cedo e fui procurar um lugar para sacar dinheiro, porque precisava ter quetzales. Primeiro fui a um shopping, mas o valor cobrado pelo caixa eletrônico era muito alto: 60 quetzales de taxa. Depois fui a um mercado próximo e consegui sacar por lá, 6 dólares de taxa, não achei caixa sem taxa.

Em seguida fui para o centro histórico de ônibus. A passagem custava cinco quetzales, mas precisava pagar com cartão e eu não tinha. A motorista ônibus acabou deixando eu entrar de graça. Depois descobri que pode passar cartão de débito ou crédito para pagar as passagens. 

Passeei pelo centro histórico, fui ao mercado, tirei algumas fotos e pesquisei onde pegava o ônibus para Antigua (estação El Trebol). Depois voltei para o hostel, tomei banho, arrumei minha mala.

Fui andando até um ponto de ônibus, peguei um ônibus até o local onde saíam os ônibus para Antigua e depois peguei o chicken bus, 20,00 quetzales. Cheguei em Antigua depois de aproximadamente uma hora e meia.

Passeei pela cidade para conhecer melhor, subi o Cerro de la Cruz, passei por algumas ruínas (todas pagas, na médica 20,00 a 40,00 quetzales cada entrada), conheci o McDonald’s de Antigua e aproveitei para comer alguma coisa. Andei muito e passei por vários lugares, mercados de artesanatos, municipal, e igrejas, que se tratando de um países colonizados pela Espanha, igreja e o que não falta kkk. Também tentei entrar em contato com algumas agências para fechar o passeio do Acatenango, mas nenhuma tinha vaga disponível.

Voltei para o hotel, descansei e fiquei aguardando o próximo dia.

  • Hostel: Andra Hostel 2 noites - 29 dólares (muito bom e bem localizado)


03/08/26

Bem cedo comecei a mandar mensagens para vários tours para tentar encontrar uma vaga para subir o Acatenango. Depois de procurar bastante, consegui encontrar uma agência com disponibilidade.

Fui até lá conversar com eles e acabei ficando com um tour um pouco mais sofisticado, sendo a única vaga, então era isso ou nada, (no final foi nada mesmo 😓) por isso o preço era mais alto: 175 dólares, em uma cabana compartilhada para quatro pessoas, porém com vários benefícios da agência, incluindo carregar minha mala 80% do trajeto, e os últimos 20% ou eu mesmo carregava ou pagava para eles terminarem de levar. Preferia um mais barato, mas realmente era a única opção.

Depois de pagar, fui passear um pouco pela cidade antes de voltar ao hostel para descansar porque o dia seguinte ia ser puxado.

Quando saí para comer alguma coisa, fui novamente ao McDonald’s e recebi a notícia de que o vulcão Acatenango não estava mais podendo ser escalado. O vulcão El Fuego estava tendo erupções muito fortes, fora do normal, e por segurança as atividades haviam sido suspensas.

Entrei em contato com a agência e eles confirmaram que seria necessário remarcar o passeio, porque, de acordo com o governo, não era seguro realizar a subida naquele momento. Ainda não havia previsão de quando a situação iria melhorar.

A partir daí comecei a pesquisar informações o tempo todo no hostel para entender o que estava acontecendo. As notícias diziam que poderia ser necessário evacuar alguns povoados próximos ao vulcão por segurança, mas que, naquele momento, Antigua ainda não apresentava riscos.

Durante a madrugada, acabou a energia no hostel e fiquei um pouco preocupada. Subi até o terraço para observar o vulcão e realmente dava para ver erupções enormes, algo que não parecia comum do El Fuego, pelos vídeos que vemos na internet. Da cidade era possível ver as explosões e a fumaça com bastante intensidade.

Continuei acompanhando as informações nas redes sociais do governo da Guatemala, que confirmavam os riscos e as evacuações das pessoas que moravam nas áreas mais próximas.

Tive dificuldade para dormir, preocupada com a possibilidade de uma evacuação e sem saber exatamente o que eu faria caso isso acontecesse. No fim, consegui pegar no sono e descansar um pouco.


04/08/26

Nesse dia acordei bem cedo, porque, na verdade, eu quase não tinha conseguido dormir direito. Esperei dar 8h30 e fui até a agência buscar o dinheiro do cancelamento do tour do Acatenango. Eles fizeram o reembolso integral em dinheiro e em dólar.

Depois voltei para o hostel porque precisava decidir o que faria. Eu estava em dúvida entre seguir meu plano de ir de Antigua para Panajachel ou mudar os planos e ir para El Salvador, já que algumas estradas estavam sendo interditadas por causa das erupções e eu estava com medo da situação do vulcão.

Por fim, decidi ir para Panajachel. Fiz a reserva e contratei o traslado pelo hostel de Antigua, que custou 130 quetzales.

Tomei banho, arrumei minhas coisas e fiquei esperando o horário do transfer, que estava marcado para meio-dia e meia. No fim, ele atrasou e só saiu às 13h.

Quando cheguei em Panajachel, fui para o hostel e tive uma grande surpresa, porque o lugar era muito melhor do que eu esperava pelo preço que paguei. Era confortável e bem agradável.

Deixei minhas coisas, troquei de roupa e fui conhecer a cidade. Panajachel é uma cidade simples, mas bem bonitinha, principalmente pela proximidade com o lago.

Aproveitei para fazer algumas filmagens, perguntar os preços dos barcos para o dia seguinte e procurar algo para comer, porque praticamente passei o dia inteiro apenas comendo biscoitos e amendoim. Também comprei água e caminhei bastante pela cidade.

Depois voltei para o hostel para descansar e editar as filmagens que tinha feito, porque queria acordar cedo no dia seguinte para conhecer San Marcos La Laguna e talvez algum outro vilarejo, se desse tempo.

Minha intenção era ficar apenas mais um dia na região do lago e depois seguir viagem para El Salvador.

Uma informação adicional: quando saí de Antigua, a cidade estava em alerta laranja por causa das fortes erupções do vulcão. Depois que cheguei em Panajachel, vi algumas reportagens dizendo que o alerta havia aumentado para vermelho, pois as erupções estavam ficando cada vez mais frequentes e produzindo mais fumaça, que poderia percorrer centenas de quilômetros dependendo do vento.

Inclusive, havia a possibilidade de essa fumaça chegar até a região de Panajachel, que fica aproximadamente entre 80 e 100 km de distância de Antigua.

  • Hostel: Hostel Dulces Sueños 2 noites - 91,35 quetzales


05/08/26

Hoje acordei cedo e já comecei a pesquisar qual transporte eu iria usar e onde iria ficar, porque precisava saber o endereço do próximo hostel para já deixar combinado onde a van deveria me deixar.

Foi um pouco difícil encontrar um transfer direto de Panajachel para Santa Ana, em El Salvador. Acabei encontrando uma opção através da Gekko, que faz esse trajeto, mas com uma conexão em Antigua. O valor ficou em torno de US$ 60 e a viagem levaria aproximadamente nove a dez horas, contando também o tempo da conexão e da imigração.

Depois de resolver essa parte, tomei banho, lavei algumas roupas que queria que já estivessem secas à noite para conseguir arrumar a mala e tomei café da manhã.

Depois saí para finalmente conhecer o Lago Atitlán.

O Lago Atitlán tem vários povoados ao redor e você pode escolher quais conhecer usando as lanchas que fazem o transporte entre eles. O valor varia de acordo com o trajeto, mas paguei aproximadamente 25 quetzales em alguns dos percursos.

Cada vilarejo tem um estilo um pouco diferente. Alguns são mais voltados para natureza e tranquilidade, outros têm mais restaurantes, artesanatos e movimento.

O primeiro que escolhi foi Santa Cruz La Laguna. Acabei nem andando muito por lá. Desci no porto, tirei algumas fotos e já peguei a próxima lancha, que passa com bastante frequência, aproximadamente a cada 20 minutos. (25 quetzales cada trajeto)

De lá fui direto para San Marcos La Laguna, que acabou se tornando um dos meus lugares preferidos.

San Marcos tem uma reserva natural muito bonita, onde você pode nadar, caminhar e simplesmente ficar aproveitando a natureza. Também existem algumas ruas com artesanatos e restaurantes mais simples e menores, que deixam o lugar com uma atmosfera muito gostosa.

De San Marcos fui em direção a San Juan La Laguna, passando rapidamente por San Pablo La Laguna, porque algumas pessoas precisavam descer e outras embarcar. Olhando de dentro do barco, não fiquei tão interessada em conhecer San Pablo, então preferi continuar direto para San Juan.

San Juan tem mais opções de coisas para fazer. Caminhei pelas ruas coloridas, que são muito bonitas e cheias de arte, e dei uma volta pelo centro e subi até o mirador da cidade. Depois voltei para o porto para pegar a lancha.

Eu ainda tinha vontade de conhecer a Reserva Natural Atitlán, fica em Panajachel, que parece ser um lugar muito bonito e interessante. O problema foi o horário.

Cheguei ao porto por volta das 14h30, quase 14h40. Até chegar à reserva e fazer toda a caminhada, eu não conseguiria aproveitar o lugar como gostaria, porque o parque fecha às 17h.

A reserva fica relativamente perto. São aproximadamente 15 minutos caminhando, mas também é possível pegar um tuk-tuk, que custa em torno de 10 quetzales e é bem mais rápido.

O problema é que o percurso dentro da reserva leva em média uma hora e meia a duas horas, dependendo do ritmo da caminhada. Eu não conseguiria fazer tudo com calma e ainda sair antes do horário de fechamento.

Então acabei desistindo.

Voltei para o hotel e achei melhor descansar. Mais tarde sai para comer alguma coisa, quando voltei terminei de arrumar as malas.

No dia seguinte teria mais um dia de estrada. Às 5h da manhã saindo em direção a Santa Ana, em El Salvador.





Editado por 26_Oliveira

Featured Replies

  • 4 semanas depois...
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Olá! Em janeiro de 2027 farei esse trajeto ao contrário, da Costa Rica até a Guatemala. Estou planejando atravessar via terrestre entre os países. Alguma dica quanto ao transporte? Achei somente a empresa TicaBus, porém estou com dificuldade para encontrar informações sobre transporte partindo de outras cidades, sem ser a capital de cada país. Se puder dar mais dicas também, sugestão de roteiros, agradeço.

  • 4 semanas depois...
Postado
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  • Membros

Oi, Vanessa! Tudo bem? 😊

Eu até cheguei a escrever praticamente toda a minha viagem, do primeiro ao último dia, mas até hoje não tive coragem de passar tudo a limpo porque ficou ENORME. 😂 Então acabei sendo uma péssima integrante dessa plataforma hahaha.

Mas, como você me perguntou especificamente sobre transporte, não quero te deixar na mão. Vou fazer um mini relato focado só nisso, porque, sinceramente, foi uma das coisas que mais pesquisei antes e durante a viagem e senti bastante falta de informações detalhadas sobre como fazer esses deslocamentos.

Eu viajei tentando economizar, mas sem transformar a viagem em uma maratona de perrengues. 😂 Como eu tinha apenas 30 dias para conhecer 6 países, para mim tempo também era dinheiro. Além disso, estava viajando sozinha, então em alguns trechos preferi pagar um pouco mais por praticidade e segurança.

GUATEMALA

Cheguei à Cidade da Guatemala e, para ir até Antigua, usei o famoso chicken bus.Você precisa ir até a região do Terminal El Trebol, de onde saem os ônibus para Antigua. Paguei 20 quetzales e levei aproximadamente 1h30.

De Antigua para Panajachel, no Lago Atitlán, eu preferi contratar um transfer/shuttle diretamente pelo hotel. Paguei 130 quetzales e o trajeto levou algumas horas.

Eu escolhi pagar os 130 quetzales porque queria economizar tempo. Pelo que pesquisei, também seria possível fazer o trajeto usando transporte público (chiken bus), mas envolveria algumas baldeações e horas a mais de viagem.

Panajachel → Santa Ana, El Salvador

Aqui foi um dos trechos em que achei que valia muito a pena pagar mais pela praticidade.

Encontrei a Gekko Explorer, que fazia Panajachel → Santa Ana, mas com conexão em Antigua. Paguei aproximadamente US$ 60.

No meu caso, o transporte me buscou em Panajachel por volta das 5h15, chegamos a Antigua às 7h20, saímos de Antigua às 9h25, chegamos à fronteira por volta das 12h40 e finalmente chegamos a Santa Ana aproximadamente às 16h.

Ou seja: conte com umas 9–10 horas, considerando conexão e imigração.


EL SALVADOR

Eu usei Santa Ana como base, porque queria conhecer San Salvador, fazer a Ruta de las Flores e depois seguir para Honduras.

Para ir de Santa Ana até San Salvador/Santa Tecla, peguei o ônibus 201, saindo do terminal TUDO. Paguei US$ 1,60.

Para voltar de San Salvador para Santa Ana, peguei novamente o 201 na Terminal de Occidente.

Também fiz a Ruta de las Flores totalmente de ônibus, e foi muito mais fácil do que eu imaginava.

Fiz:

Santa Ana → Juayúa → Apaneca → Ataco → Ahuachapán → Santa Ana (chiken bus)

O ônibus 238 de Santa Ana para Juayúa custou US$ 0,80. Os outros trechos ficaram, na maioria, entre US$ 0,40 e US$ 0,50.

Aqui a dica mais importante é: SAIA CEDO.

Os ônibus são baratos, mas os horários vão ficando mais escassos ao longo do dia. No meu caso, o último ônibus que peguei para voltar para Santa Ana foi por volta das 16h50/17h.

Também fiz Santa Ana → região do Vulcão Santa Ana de ônibus. Peguei a La Vencedora por volta das 7h40 e o trajeto levou aproximadamente duas horas.

Então dá para conhecer bastante coisa em El Salvador gastando pouquíssimo com transporte público.


EL SALVADOR → COPÁN RUINAS

Para ir de Santa Ana até Copán Ruinas, contratei um shuttle. A viagem levou aproximadamente 5 horas, porque envolve a fronteira entre Guatemala e Honduras.

Um detalhe importante: Copán Ruinas fica em Honduras, mas o trajeto que fizemos passou novamente pela Guatemala.

A fronteira foi bem tranquila no meu caso.


COPÁN RUINAS → SAN PEDRO SULA

Aqui é onde eu recomendo prestar bastante atenção aos horários.

A empresa que encontrei foi a Casasola Express. Na época da minha viagem, os ônibus diretos para San Pedro Sula saíam aproximadamente:

• 04h00 — 190 lempiras
 • 05h00 — 190 lempiras
 • 06h00 — 190 lempiras
 • 07h00 — 190 lempiras

A viagem é anunciada como algo em torno de 4 horas, mas eu levaria em consideração 4–5 horas ou até mais, porque o ônibus vai fazendo várias paradas para pegar passageiros.

Eu mesma peguei o ônibus das 6h e cheguei a San Pedro Sula com tempo suficiente para pegar o próximo transporte.

IMPORTANTE: se você perder esses horários da manhã, existe a possibilidade de ir primeiro para La Entrada e de lá pegar outro ônibus para San Pedro Sula. Só que fica mais demorado e menos prático.


SAN PEDRO SULA → TEGUCIGALPA

Eu consegui fazer esse trecho no mesmo dia.

Cheguei em San Pedro Sula e peguei o ônibus das 11h30, chegando em Tegucigalpa por volta das 16h40. Transporte Cristina)

Ou seja, aproximadamente 5 horas.

Então, se seu roteiro estiver apertado, dá para fazer Copán → San Pedro Sula → Tegucigalpa no mesmo dia, desde que você consiga pegar um dos primeiros ônibus saindo de Copán.

Se você for para Utila ou Roatan tem que ir para La Ceiba, quase todos os trajetos de Honduras saem de San Pedro Sula ou Tegucigalpa.

TEGUCIGALPA → LEÓN, NICARÁGUA

Aqui eu não tinha opção de shuttle, só descobri isso no caminho, pois o plano era fazer fronteiras com shuttle, foi então que conheci o Tica bus e gostei muito.

Na época da minha viagem, paguei US$ 37 de Tegucigalpa para León e a viagem estava prevista para aproximadamente 8 horas, dependendo principalmente do tempo da fronteira.

Não tem um terminal da Tica Bus em León. Porém, quando você compra a passagem, pode selecionar León como destino.

O ônibus faz uma parada na estrada para você descer, mas não é em um lugar isolado. Você anda alguns metros e já chega ao início da cidade. De lá, pode seguir caminhando, como eu fiz, ou pegar um táxi até a sua hospedagem.

No meu caso, fui caminhando porque fiquei hospedada no Hostel El Jardín, que fica a poucos metros de onde a gente desce.


LEÓN → MANÁGUA → GRANADA

De León para Manágua, peguei um chicken bus às 11h38 e paguei 50 córdobas.

O meu trajeto demorou quase 3 horas, mas isso pode variar bastante. Uma pessoa que conheci fez o mesmo caminho em aproximadamente 1h–1h30, então provavelmente existem opções mais rápidas.

Ao chegar em Manágua, descemos em uma região que parecia um mercado. De lá precisei pegar um táxi para outro terminal de onde saem os ônibus para Granada.

Um senhor que estava no mesmo ônibus me disse que o táxi deveria custar aproximadamente 120–150 córdobas. Paguei 150, mas encontrei uma outra mochileira que também estava indo para Granada e dividimos: 75 córdobas para cada uma.


GRANADA → COSTA RICA

Depois de Granada, segui de Tica Bus até a San Jose na Costa Rica. O ônibus saiu as 7:00 da manhã, porque atrasou, verifique o horário correto. 


COSTA RICA

Na Costa Rica eu fiz San José → Manuel Antonio de ônibus.

Uma coisa importante: você pode descer em Quepos ou Manoel Antônio, caso sua hospedagem ficar entre os dois lugares que foi meu caso você pode descer em um dos dois lugares e pegaro ônibus local/circular. Na época, paguei cerca de 390 colones nesse ônibus.

Também dá para pedir para o motorista do ônibus indicar onde você deve descer, mas preste atenção porque eu mesma falei o nome do hostel para o motorista, ele não sabia exatamente onde ficava, passou do ponto e eu tive que voltar caminhando. 😂

Para voltar de Manuel Antonio para San José, fiz praticamente o mesmo caminho.

Depois precisei ir de San José para La Fortuna.

E aqui fica uma dica importante para quem não conseguir pegar o ônibus direto de manhã:

Existe a opção de ir de San José → Ciudad Quesada → La Fortuna.

No meu caso, cheguei tarde demais para pegar o último ônibus direto para La Fortuna. Então fiz essa alternativa.

Paguei:

San José → Ciudad Quesada: 2.850 colones

 Ciudad Quesada → La Fortuna: 1.675 colones

O segundo ônibus saiu às 13h30 e cheguei em La Fortuna por volta das 15h.

Então, se você perder o ônibus direto, não significa necessariamente que acabou a viagem. 😂


COSTA RICA → PANAMÁ

Para sair da Costa Rica e seguir para o Panamá, usei novamente a Tica Bus.

Foi uma viagem longa, mas gostei bastante da empresa e acabei usando a Tica Bus várias vezes durante a viagem.

Passagem San José → Panamá por cerca de US$ 65, com duração estimada de 17 horas de viagem.


PANAMÁ

No Panamá eu usei bastante o transporte público.

E aqui fica uma dica que pode economizar MUITO dinheiro:

Dá para ir ao Canal do Panamá de ônibus.

Eu fui até o Terminal de Albrook e peguei o ônibus C810, que passa pelas Esclusas de Miraflores.

Paguei apenas US$ 0,25 pelo ônibus.

Cheguei ao Canal por volta das 13h e depois voltei para Albrook no mesmo ônibus, pagando novamente US$ 0,25.


Sobre a opção de chicken bus ara atravessar a América Central.

Tem muita gente que faz a América Central praticamente inteira assim.

Mas eu não fiz.

Usei chicken bus principalmente nos deslocamentos menores e transporte público sempre que achei que valia a pena. Para travessias de fronteira e alguns deslocamentos muito longos, preferi shuttle ou ônibus internacional.

O chicken bus é muito barato, mas você precisa estar disposta a:

• fazer várias baldeações;
 • esperar o próximo ônibus;
 • lidar com horários pouco previsíveis;
 • carregar sua mochila de um ônibus para outro (banco minúsculo feito para as crianças dos EUA kkk);
 • eventualmente perder uma conexão;
 • e, dependendo do trecho, correr o risco de precisar dormir em alguma cidade no caminho.

Para quem está com bastante tempo, tem espírito SUPER  aventureiro ou está viajando acompanhado, pode ser uma excelente maneira de economizar.

Para mim, como eu tinha apenas 30 dias para fazer 6 países e estava viajando sozinha, preferi encontrar um meio-termo.

Economizei bastante usando transporte público onde era fácil, mas paguei mais quando percebi que economizar alguns dólares significaria perder muitas horas ou fazer várias baldeações.

E acho que essa foi a melhor estratégia para o meu roteiro.

Só deixo um último aviso: não use esses valores como tabela fixa. 😂

A minha viagem foi em agosto de 2026 e transporte, horários, preços e até os pontos de saída podem mudar. Alguns dos valores acima são exatamente os que paguei; outros são referências que anotei durante a viagem.

Então eu usaria esse relato para entender como montar o caminho, mas confirmaria os horários e preços um ou dois dias antes de cada deslocamento.

Espero que isso te ajude! ❤️

E desculpa pelo textão. 😂😂

Eu queria responder só “pega o ônibus X”, mas aparentemente não sei ser uma pessoa objetiva. Hahahaha.

Boa viagem! A América Central é uma viagem incrível e, com um pouquinho de planejamento, dá para fazer muita coisa gastando bem menos do que parece. ❤️









Editado por 26_Oliveira

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