Há tempos que eu estava de olho numa rota da TAM, que me permitia curtir um fim de semana em Aracaju (partindo do Rio) e, graças à saudável competição com a Gol, consegui comprar a passagem meses atrás numa bela de uma promoção.
Inicialmente a viagem seria para curtir o fim de semana em Aracaju mesmo, mas enquanto planejávamos o que fazer nesse fim de semana, decidimos passar pouco tempo na capital e partir para conhecer melhor a região do cânion do Rio São Francisco, incluindo a Usina de Xingó e Piranhas, em Alagoas. Valeu muito a pena, o lugar é um espetáculo. Fomos no fim de semana de 19-20 de novembro.
Muita gente conhece o cânion num bate-volta de um dia, geralmente via excursão. Eu acreditava e continuo acreditando que vale a pena passar a noite por lá. Se tivesse mais um dia, partiria para conhecer Paulo Afonso, na Bahia.
Quem quiser ler o relato da Katia, cheio de fotos, clique aqui:
Chegamos a Aracaju na sexta à noite, já bem tarde (quase meia-noite), mas felizmente sem atraso. Estava dentro dos planos. Optamos por não curtir a cidade, fomos direto para o Ibis para dormir e acordar cedo.
Sábado
Logo bem cedo passamos pela praia de Atalaia. Apenas passamos de carro mesmo, só descemos rapidamente na área dos arcos. O objetivo era se mandar para Canindé de São Francisco e chegar lá antes das 11:30, horário padrão da partida do catamarã que vai ao cânion.
Uma das passarelas da praia de Atalaia, Aracaju
Dica para quem vai de carro para Canindé de São Francisco: é importante identificar entrada para Ribeirópolis. Ou a sinalização não existe, ou é muito precária (eu não vi nem na ida, nem na volta; e na ida acabei indo até Carira, o que me custou uns 30-40km a mais).
Mesmo com atraso, chegamos a tempo em Canindé -- no caminho vimos vários assentamentos e alguns acampamentos dos sem-terra. Era a primeira vez que nós presenciávamos o Velho Chico, o Rio da Integração Nacional! Grande emoção, sobretudo porque o visual é muito bacana. Rapidamente fomos procurar onde fica o Karranca’s, que é de onde saem os catamarãs.
Portanto, outra dica: para chegar ao Karranca’s, siga em direção à Usina de Xingó, ainda do lado sergipano. Até lá você encontrará placas sinalizando “catamarã” ou indicando o restaurante Karranca’s.
Uma plaquinha sinalizando a direção dos catamarãs
Chegando no Karranca’s (umas 11hs), logo adquirimos os ingressos para o catamarã. Não estava cheio quando chegamos, mas encheu assim que chegaram ônibus de excursão, provavelmente vindo de Aracaju.
O preço do catamarã foi de R$ 50 por pessoa. Se quiser almoçar depois no Karranca’s, esquema buffet, são mais R$ 20. No catamarã há venda de bebidas e tira-gostos e os preços não são extorsivos, considerando que trata-se de uma atração turística isolada e sem concorrência.
O passeio pelo rio São Francisco já é muito bacana, mas o trajeto dentro da região dos cânions é belíssimo. No caminho vc já conhece algumas formações rochosas bacanas, como a Pedra do Gavião e a Pedra do Japonês (ou algo parecido, desculpem-me se estiver errado).
Visuais diversos do Rio São Francisco, a bordo do catamarã
O barco para num atracadouro construído na área -- a coisa é realmente bem estruturada -- e a galera tem uma hora para curtir. Lá você paga mais R$ 3 pp para um barquinho te levar rapidamente numa área mais restrita (e mais bonita) -- possivelmente a Gruta do Talhado propriamente dita. De resto é nadar (na área permitida) e apreciar a beleza. Foi gravada alguma novela por lá, havia referências desse tipo e ouvi pessoas dizendo que isso andou encarecendo as atrações na região.
O atracadouro -- Porto de Brogodó
Um barquinho te leva a um canto mais reservado...
...e depois te leva de volta à área liberada para nadar...
...e lá vc fica, curtindo toda aquela maravilha.
Na volta, optamos por não almoçar e curtir um pouco da praia que fica nos arredores do Karranca’s.
Boa vida
De lá, fomos para Piranhas-AL, do outro lado do rio, onde queríamos pernoitar. No caminho, paramos algumas vezes para curtir o visual do rio e da espetacular obra de engenharia que é a Usina de Xingó.
Vista da Usina Hidrelétrica de Xingó
Cruzando o Rio São Francisco, saindo de Sergipe e entrando em Alagoas
Piranhas é uma cidade muito bonita. Pequena (você percorre todo o centro histórico em pouco tempo) e muito charmosa. Nossa primeira opção de estadia, a Pousada Maria Bonita, estava lotada. Mas aproveitamos para subir até a igrejinha no alto do morro para curtir o pôr do sol. Na descida, conseguimos um dos últimos quartos disponíveis na pousada do Lampião (bem simples, R$ 100, mais caro que o Ibis de Aracaju! -- deve ser a inflação pós-novela).
Antiga estação de trem
Panorama da cidade -- em fim de tarde -- a partir do mirante onde tem uma igrejinha
Por do sol do mirante da igreja
Depois de uma boa descansada e de um muito aguardado banho, subimos o mirante da cidade, já de noite, para jantar no Flor de Cactus. Chegando lá, o garçom nos informou que já era hora de fechar (20hs!), mas que nós seríamos atendidos mesmo assim (mas tínhamos de fazer o pedido logo). Que bom! Estava um vento forte, felizmente, porque o calor também era forte. Comida boa, preços inflacionados, serviço rápido (a galera estava fazendo extra!) e muito cordial.
Vista noturna do mirante secular, onde fica o restaurante Flor de Cactus
Como era a primeira (e última!) refeição completa do dia, ainda passeamos um pouco pela cidade, mas logo a lombeira bateu e fomos dormir.
Domingo
Acordamos cedo e fomos logo passear pela cidade. Um sol de queimar, com efeitos agravados pela geografia da cidade, cheia de sobe-desce. De manhã cedo estava rolando um jogo de futebol no campo da cidade – o gramado me pareceu em muito melhores condições que boa parte dos gramados que vejo em muitos jogos do brasileirão. A galera assistia ou na pequena arquibancada ou na sombra debaixo de uma árvore. Muito bacana essa coisa local.
Futebol matinal
Passeamos por todo o centro histórico, curtimos um pouco a praia local – de onde saem os barcos para o passeio dos Angicos -- e, lá perto do meio-dia, nos despedimos da cidade. Era hora de conhecer a Usina de Xingó.
Casinhas coloridas em Piranhas
Praia de Piranhas -- daqui saem os barcos para a Grota do Angico
Vista -- agora diurna -- do mirante secular
Dica: para conhecer a Usina de Xingó, dirija-se ao Mirante/Centro de Recepção de Visitantes, do lado alagoano. É lá que começa a visita guiada, com apresentação de um vídeo explicativo (10 min) e da maquete da usina com explicações de um guia. Depois disso, você vai de carro, com o guia dentro, para a usina. Dentro da usina há duas paradas -- é suficiente. O custo foi de R$ 30 por carro e tudo dura pouco menos de uma hora. Gostei muito, gosto de ver esses mega-empreendimentos de engenharia. Eu já conhecia Itaipu e Assuã e curti bastante o passeio em Xingó.
Dentro da Usina de Xingó
De lá, nos despedimos de Alagoas e, já do lado sergipano novamente, passamos pelo MAX, o Museu de Arqueologia de Xingó. Tinha curiosidade de ver o resultado das escavações arqueológicas no local. A visita é rápida (R$ 3), o museu é bem pequeno, mas muito bem apresentado.
Entrada do MAX -- museu de arqueologia do Xingó
Era o fim da nossa estadia na região, pegamos a estrada de volta para Aracaju. No caminho, se não me engano entre Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória, paramos na famosa lojinha de doces da Dona Nena. Fica no meio da estrada mesmo, mas pelo visto muita gente para por lá. Demos o azar de chegar uma galera logo depois de nós, mas conseguimos comprar alguns doces bacanas.
Antes de chegar a Aracaju ainda desviamos para conhecer rapidamente a cidade histórica de Laranjeiras. Acabamos ficando muito pouco na cidade porque não queríamos pegar estrada de noite, então basicamente passeamos pelas praças centrais e subimos até o alto do morro onde fica a igreja Bom Jesus dos Navegantes para assistir a um belo pôr do sol (infelizmente incompleto, seguimos para Aracaju antes do fim do espetáculo!) com vista panorâmica da cidade.
Por do sol em Laranjeiras-SE, do alto do morro onde fica a igreja Bom Jesus dos Navegantes
Chegamos à Praia de Atalaia por volta de umas 19hs. O voo era somente às 2:50 da madrugada, então havia tempo de sobra. Passeamos muito pela orla, jantamos duas vezes (!!) e, já de madrugada, encerramos mais uma jornada.
Geral
Há tempos que eu estava de olho numa rota da TAM, que me permitia curtir um fim de semana em Aracaju (partindo do Rio) e, graças à saudável competição com a Gol, consegui comprar a passagem meses atrás numa bela de uma promoção.
Inicialmente a viagem seria para curtir o fim de semana em Aracaju mesmo, mas enquanto planejávamos o que fazer nesse fim de semana, decidimos passar pouco tempo na capital e partir para conhecer melhor a região do cânion do Rio São Francisco, incluindo a Usina de Xingó e Piranhas, em Alagoas. Valeu muito a pena, o lugar é um espetáculo. Fomos no fim de semana de 19-20 de novembro.
Muita gente conhece o cânion num bate-volta de um dia, geralmente via excursão. Eu acreditava e continuo acreditando que vale a pena passar a noite por lá. Se tivesse mais um dia, partiria para conhecer Paulo Afonso, na Bahia.
Quem quiser ler o relato da Katia, cheio de fotos, clique aqui:
http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com/2011/12/um-final-de-semana-em-aracaju-se.html
Sexta
Chegamos a Aracaju na sexta à noite, já bem tarde (quase meia-noite), mas felizmente sem atraso. Estava dentro dos planos. Optamos por não curtir a cidade, fomos direto para o Ibis para dormir e acordar cedo.
Sábado
Logo bem cedo passamos pela praia de Atalaia. Apenas passamos de carro mesmo, só descemos rapidamente na área dos arcos. O objetivo era se mandar para Canindé de São Francisco e chegar lá antes das 11:30, horário padrão da partida do catamarã que vai ao cânion.
Uma das passarelas da praia de Atalaia, Aracaju
Dica para quem vai de carro para Canindé de São Francisco: é importante identificar entrada para Ribeirópolis. Ou a sinalização não existe, ou é muito precária (eu não vi nem na ida, nem na volta; e na ida acabei indo até Carira, o que me custou uns 30-40km a mais).
Mesmo com atraso, chegamos a tempo em Canindé -- no caminho vimos vários assentamentos e alguns acampamentos dos sem-terra. Era a primeira vez que nós presenciávamos o Velho Chico, o Rio da Integração Nacional! Grande emoção, sobretudo porque o visual é muito bacana. Rapidamente fomos procurar onde fica o Karranca’s, que é de onde saem os catamarãs.
Portanto, outra dica: para chegar ao Karranca’s, siga em direção à Usina de Xingó, ainda do lado sergipano. Até lá você encontrará placas sinalizando “catamarã” ou indicando o restaurante Karranca’s.
Uma plaquinha sinalizando a direção dos catamarãs
Chegando no Karranca’s (umas 11hs), logo adquirimos os ingressos para o catamarã. Não estava cheio quando chegamos, mas encheu assim que chegaram ônibus de excursão, provavelmente vindo de Aracaju.
O preço do catamarã foi de R$ 50 por pessoa. Se quiser almoçar depois no Karranca’s, esquema buffet, são mais R$ 20. No catamarã há venda de bebidas e tira-gostos e os preços não são extorsivos, considerando que trata-se de uma atração turística isolada e sem concorrência.
O passeio pelo rio São Francisco já é muito bacana, mas o trajeto dentro da região dos cânions é belíssimo. No caminho vc já conhece algumas formações rochosas bacanas, como a Pedra do Gavião e a Pedra do Japonês (ou algo parecido, desculpem-me se estiver errado).
Visuais diversos do Rio São Francisco, a bordo do catamarã
O barco para num atracadouro construído na área -- a coisa é realmente bem estruturada -- e a galera tem uma hora para curtir. Lá você paga mais R$ 3 pp para um barquinho te levar rapidamente numa área mais restrita (e mais bonita) -- possivelmente a Gruta do Talhado propriamente dita. De resto é nadar (na área permitida) e apreciar a beleza. Foi gravada alguma novela por lá, havia referências desse tipo e ouvi pessoas dizendo que isso andou encarecendo as atrações na região.
O atracadouro -- Porto de Brogodó
Um barquinho te leva a um canto mais reservado...
...e depois te leva de volta à área liberada para nadar...
...e lá vc fica, curtindo toda aquela maravilha.
Na volta, optamos por não almoçar e curtir um pouco da praia que fica nos arredores do Karranca’s.
Boa vida
De lá, fomos para Piranhas-AL, do outro lado do rio, onde queríamos pernoitar. No caminho, paramos algumas vezes para curtir o visual do rio e da espetacular obra de engenharia que é a Usina de Xingó.
Vista da Usina Hidrelétrica de Xingó
Cruzando o Rio São Francisco, saindo de Sergipe e entrando em Alagoas
Piranhas é uma cidade muito bonita. Pequena (você percorre todo o centro histórico em pouco tempo) e muito charmosa. Nossa primeira opção de estadia, a Pousada Maria Bonita, estava lotada. Mas aproveitamos para subir até a igrejinha no alto do morro para curtir o pôr do sol. Na descida, conseguimos um dos últimos quartos disponíveis na pousada do Lampião (bem simples, R$ 100, mais caro que o Ibis de Aracaju! -- deve ser a inflação pós-novela).
Antiga estação de trem
Panorama da cidade -- em fim de tarde -- a partir do mirante onde tem uma igrejinha
Por do sol do mirante da igreja
Depois de uma boa descansada e de um muito aguardado banho, subimos o mirante da cidade, já de noite, para jantar no Flor de Cactus. Chegando lá, o garçom nos informou que já era hora de fechar (20hs!), mas que nós seríamos atendidos mesmo assim (mas tínhamos de fazer o pedido logo). Que bom! Estava um vento forte, felizmente, porque o calor também era forte. Comida boa, preços inflacionados, serviço rápido (a galera estava fazendo extra!) e muito cordial.
Vista noturna do mirante secular, onde fica o restaurante Flor de Cactus
Como era a primeira (e última!) refeição completa do dia, ainda passeamos um pouco pela cidade, mas logo a lombeira bateu e fomos dormir.
Domingo
Acordamos cedo e fomos logo passear pela cidade. Um sol de queimar, com efeitos agravados pela geografia da cidade, cheia de sobe-desce. De manhã cedo estava rolando um jogo de futebol no campo da cidade – o gramado me pareceu em muito melhores condições que boa parte dos gramados que vejo em muitos jogos do brasileirão. A galera assistia ou na pequena arquibancada ou na sombra debaixo de uma árvore. Muito bacana essa coisa local.
Futebol matinal
Passeamos por todo o centro histórico, curtimos um pouco a praia local – de onde saem os barcos para o passeio dos Angicos -- e, lá perto do meio-dia, nos despedimos da cidade. Era hora de conhecer a Usina de Xingó.
Casinhas coloridas em Piranhas
Praia de Piranhas -- daqui saem os barcos para a Grota do Angico
Vista -- agora diurna -- do mirante secular
Dica: para conhecer a Usina de Xingó, dirija-se ao Mirante/Centro de Recepção de Visitantes, do lado alagoano. É lá que começa a visita guiada, com apresentação de um vídeo explicativo (10 min) e da maquete da usina com explicações de um guia. Depois disso, você vai de carro, com o guia dentro, para a usina. Dentro da usina há duas paradas -- é suficiente. O custo foi de R$ 30 por carro e tudo dura pouco menos de uma hora. Gostei muito, gosto de ver esses mega-empreendimentos de engenharia. Eu já conhecia Itaipu e Assuã e curti bastante o passeio em Xingó.
Dentro da Usina de Xingó
De lá, nos despedimos de Alagoas e, já do lado sergipano novamente, passamos pelo MAX, o Museu de Arqueologia de Xingó. Tinha curiosidade de ver o resultado das escavações arqueológicas no local. A visita é rápida (R$ 3), o museu é bem pequeno, mas muito bem apresentado.
Entrada do MAX -- museu de arqueologia do Xingó
Era o fim da nossa estadia na região, pegamos a estrada de volta para Aracaju. No caminho, se não me engano entre Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória, paramos na famosa lojinha de doces da Dona Nena. Fica no meio da estrada mesmo, mas pelo visto muita gente para por lá. Demos o azar de chegar uma galera logo depois de nós, mas conseguimos comprar alguns doces bacanas.
Antes de chegar a Aracaju ainda desviamos para conhecer rapidamente a cidade histórica de Laranjeiras. Acabamos ficando muito pouco na cidade porque não queríamos pegar estrada de noite, então basicamente passeamos pelas praças centrais e subimos até o alto do morro onde fica a igreja Bom Jesus dos Navegantes para assistir a um belo pôr do sol (infelizmente incompleto, seguimos para Aracaju antes do fim do espetáculo!) com vista panorâmica da cidade.
Por do sol em Laranjeiras-SE, do alto do morro onde fica a igreja Bom Jesus dos Navegantes
Chegamos à Praia de Atalaia por volta de umas 19hs. O voo era somente às 2:50 da madrugada, então havia tempo de sobra. Passeamos muito pela orla, jantamos duas vezes (!!) e, já de madrugada, encerramos mais uma jornada.
Orla de Atalaia, em Aracaju
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