Estou escrevendo meu relato em tempo real da viagem que estou fazendo de carro pelo Uruguai até Buenos Aires, para contar algumas experiências e algumas coisas que possam enriquecer os mochileiros. Vou tentar explicar um pouco como está sendo a viagem, e qualquer coisa só perguntar que explico depois:
Primeiro, antes da viagem existem algumas medidas administrativas a serem tomadas: como estou viajando de carro, existe um seguro obrigatório para o trânsito do veículo nas estradas do Mercosul, a CARTA VERDE. Este seguro normalmente é feito em qualquer seguradora de sua cidade, e deverá ser paga aproximadamente no valor dos dias que você ficará fora do Brasil (não existem cartas com os dias certos, tipo 8 ou 9 dias somente. Ou você faz a carta de 10, ou de 15....). Além da carta verde, você precisará de levar seu passaporte ou sua CARTEIRA DE IDENTIDADE VALIDA (preferencialmente acima dos 12 anos). Estou dizendo isso pois qualquer outro documento não será considerado, e principalmente, tente atualizá- la caso a sua seja de quando você era criança (que é o meu caso, e tive diversos tipos de encrenca por isso). Faça a manutenção no carro e aproveite pra levar um bom mapa ou um GPS com você ! Lembre- se também de habilitar seu cartão de crédito para compras internacionais e, se possível, aumentar o limite para viajar pois se houver qualquer problema, pode ser que você não tenha como sacar dinheiro em espécie para pagar, e em viagens internacionais você não vai conseguir pagar no débito!
Saí de Bagé- RS, cidade onde moro atualmente, porém resolvi sair margeando a costa. Então se vocês perceberem, existe uma estrada que liga Bagé a Melo - Uy, e daria para chegar lá por dentro, mas não foi o caso, pois quando me programei quis passar pelo Chuí, Cabo Polonio e outros lugares. E existe, sim, uma diferença entre sair por Aceguá em direção a Melo, e sair pelo Chuí, que mais a frente explicarei!
1° Dia
Acordei por volta das 7:00, aprontei o carro e saí com minha noiva em direção a Pelotas - RS, para a partir dali, mudarmos a direção para o Chuí e pararmos em La Paloma-UY, onde permanecemos por 02 dias. Abastecido o carro com a gasolina na cidade a R$ 2,88 , chegamos a Pelotas sem problemas, e enveredamos para o Chuí. Viemos em um ritmo tranquilo, e paramos no Chuí por volta de 11hr para ver os free's da cidade (que são diferentes dos free's de aceguá), e também para almoçarmos. Resolvi sacar mais um dinheiro e trocar no câmbio ali do Chuy que possuía uma cotação razoável. E ali descobri que meu telefone de conta da Vivo não funcionava mais, e meu telefone de cartão da Claro funcionava no Uruguai. Mas até aí tudo bem, sem problemas.
Fizemos algumas comprinhas ali, almoçamos, e resolvemos conhecer a Barra do Chuí antes de irmos embora. Por acaso, o farol do Chuí é guarnecido por alguns militares da Marinha do Brasil, que mostram todo o farol e fazem uma explicação sobre a história dele, além de contar um pouco de como funciona tudo por ali. Ali naquele local você consegue ver o marco que divide o Brasil do Uruguay (rio que corta os dois países). As visitas podem ser feitas às terças e quintas, das 15:30 às 17:30h. Infelizmente, quando percebemos já eram 17:30h e tentaríamos chegar ao Cabo Polonio para fazer uma visita.
Saímos em direção à aduana de Chuy uruguaio (como não tem uma ponte dividindo as duas cidades, elas são uma única cidade com um lado brasileiro - Chuí - e outro lado uruguaio - Chuy), e percebemos a fila KILOMETRICA para passar, com os policiais uruguaios atacando 90% dos carros. Tive que pegar as identidades, a carta verde e 3 documentos preenchidos para o permiso: o meu, o da minha noiva e o do carro. O PERMISO é um documento para entrar no país. Não paga nada, só que é nessa hora que sua identidade tem que está em condições. Levamos mais uns 45 minutos ali para seguirmos pela Ruta 9 em direção a La Paloma. Basta seguir na faixa que as placas indicam bem o caminho até La Paloma sem problema algum. Dá mais ou menos 1h e meia de viagem de carro até a cidade.
No meio do caminho vi placas de Punta del Diablo e do Cabo, porém dado o avançar da hora, não consegui entrar para conhecer os dois. Talvez na volta consiga, mas está tudo muito bem balizado!
Chegando a La Paloma, vimos que a cidade encontra- se um pouco vazia ainda. Segundo os próprios moradores, a cidade só enche depois do ano novo, pelo mes de Janeiro. Em princípio ficaríamos no Puertas del Sol. Ao chegar alí, pedimos para ver o quarto, mas não ficamos muito satisfeitos com o que vimos e fomos dar uma volta na cidade (a senhora que nos atendeu disse que a reserva era até as 22h). E então passamos em frente ao Hotel Bahia, que estava lotado mas uma empresa que havia reservado alguns quartos, cancelou as reservas, então pegamos um quarto para duas noites. Não me arrependi por pagar um pouco mais, mas este hotel estava numa localidade melhor que o Puertas, e o quarto era bem novo, só que não tinha nem ar, nem ventilador! E solicitei um ventilador, que prontamente me disponibilizaram um.
Visitamos o Farol da cidade e demos uma volta pelo centro.
2° Dia
Dia de praia e de conhecer a cidade. Como a cidade não é grande, dá pra se conhecer tudo em um dia (chegando ao meio dia e saindo no dia seguinte à mesma hora), porém como chegamos já à noite, permanecemos outra noite na cidade para seguir para Punta del Este. A alimentação considerei um pouco cara, tendo em vista que a cidade ainda estava vazia, mas já com os preços do verão mesmo. Mas é mais em conta que em Punta del Este.
Conforme for acontecendo a viagem, vou postando os dias seguintes e explicando algumas coisas que forem muito importantes!!!
Amanha escreverei sobre a chegada em Punta e as impressões sobre a cidade no ano novo!
(29 Dez 11) Olá companheiros!
Estou escrevendo meu relato em tempo real da viagem que estou fazendo de carro pelo Uruguai até Buenos Aires, para contar algumas experiências e algumas coisas que possam enriquecer os mochileiros. Vou tentar explicar um pouco como está sendo a viagem, e qualquer coisa só perguntar que explico depois:
Primeiro, antes da viagem existem algumas medidas administrativas a serem tomadas: como estou viajando de carro, existe um seguro obrigatório para o trânsito do veículo nas estradas do Mercosul, a CARTA VERDE. Este seguro normalmente é feito em qualquer seguradora de sua cidade, e deverá ser paga aproximadamente no valor dos dias que você ficará fora do Brasil (não existem cartas com os dias certos, tipo 8 ou 9 dias somente. Ou você faz a carta de 10, ou de 15....). Além da carta verde, você precisará de levar seu passaporte ou sua CARTEIRA DE IDENTIDADE VALIDA (preferencialmente acima dos 12 anos). Estou dizendo isso pois qualquer outro documento não será considerado, e principalmente, tente atualizá- la caso a sua seja de quando você era criança (que é o meu caso, e tive diversos tipos de encrenca por isso). Faça a manutenção no carro e aproveite pra levar um bom mapa ou um GPS com você ! Lembre- se também de habilitar seu cartão de crédito para compras internacionais e, se possível, aumentar o limite para viajar pois se houver qualquer problema, pode ser que você não tenha como sacar dinheiro em espécie para pagar, e em viagens internacionais você não vai conseguir pagar no débito!
Saí de Bagé- RS, cidade onde moro atualmente, porém resolvi sair margeando a costa. Então se vocês perceberem, existe uma estrada que liga Bagé a Melo - Uy, e daria para chegar lá por dentro, mas não foi o caso, pois quando me programei quis passar pelo Chuí, Cabo Polonio e outros lugares. E existe, sim, uma diferença entre sair por Aceguá em direção a Melo, e sair pelo Chuí, que mais a frente explicarei!
1° Dia
Acordei por volta das 7:00, aprontei o carro e saí com minha noiva em direção a Pelotas - RS, para a partir dali, mudarmos a direção para o Chuí e pararmos em La Paloma-UY, onde permanecemos por 02 dias. Abastecido o carro com a gasolina na cidade a R$ 2,88 , chegamos a Pelotas sem problemas, e enveredamos para o Chuí. Viemos em um ritmo tranquilo, e paramos no Chuí por volta de 11hr para ver os free's da cidade (que são diferentes dos free's de aceguá), e também para almoçarmos. Resolvi sacar mais um dinheiro e trocar no câmbio ali do Chuy que possuía uma cotação razoável. E ali descobri que meu telefone de conta da Vivo não funcionava mais, e meu telefone de cartão da Claro funcionava no Uruguai. Mas até aí tudo bem, sem problemas.
Fizemos algumas comprinhas ali, almoçamos, e resolvemos conhecer a Barra do Chuí antes de irmos embora. Por acaso, o farol do Chuí é guarnecido por alguns militares da Marinha do Brasil, que mostram todo o farol e fazem uma explicação sobre a história dele, além de contar um pouco de como funciona tudo por ali. Ali naquele local você consegue ver o marco que divide o Brasil do Uruguay (rio que corta os dois países). As visitas podem ser feitas às terças e quintas, das 15:30 às 17:30h. Infelizmente, quando percebemos já eram 17:30h e tentaríamos chegar ao Cabo Polonio para fazer uma visita.
Saímos em direção à aduana de Chuy uruguaio (como não tem uma ponte dividindo as duas cidades, elas são uma única cidade com um lado brasileiro - Chuí - e outro lado uruguaio - Chuy), e percebemos a fila KILOMETRICA para passar, com os policiais uruguaios atacando 90% dos carros. Tive que pegar as identidades, a carta verde e 3 documentos preenchidos para o permiso: o meu, o da minha noiva e o do carro. O PERMISO é um documento para entrar no país. Não paga nada, só que é nessa hora que sua identidade tem que está em condições. Levamos mais uns 45 minutos ali para seguirmos pela Ruta 9 em direção a La Paloma. Basta seguir na faixa que as placas indicam bem o caminho até La Paloma sem problema algum. Dá mais ou menos 1h e meia de viagem de carro até a cidade.
No meio do caminho vi placas de Punta del Diablo e do Cabo, porém dado o avançar da hora, não consegui entrar para conhecer os dois. Talvez na volta consiga, mas está tudo muito bem balizado!
Chegando a La Paloma, vimos que a cidade encontra- se um pouco vazia ainda. Segundo os próprios moradores, a cidade só enche depois do ano novo, pelo mes de Janeiro. Em princípio ficaríamos no Puertas del Sol. Ao chegar alí, pedimos para ver o quarto, mas não ficamos muito satisfeitos com o que vimos e fomos dar uma volta na cidade (a senhora que nos atendeu disse que a reserva era até as 22h). E então passamos em frente ao Hotel Bahia, que estava lotado mas uma empresa que havia reservado alguns quartos, cancelou as reservas, então pegamos um quarto para duas noites. Não me arrependi por pagar um pouco mais, mas este hotel estava numa localidade melhor que o Puertas, e o quarto era bem novo, só que não tinha nem ar, nem ventilador! E solicitei um ventilador, que prontamente me disponibilizaram um.
Visitamos o Farol da cidade e demos uma volta pelo centro.
2° Dia
Dia de praia e de conhecer a cidade. Como a cidade não é grande, dá pra se conhecer tudo em um dia (chegando ao meio dia e saindo no dia seguinte à mesma hora), porém como chegamos já à noite, permanecemos outra noite na cidade para seguir para Punta del Este. A alimentação considerei um pouco cara, tendo em vista que a cidade ainda estava vazia, mas já com os preços do verão mesmo. Mas é mais em conta que em Punta del Este.
Conforme for acontecendo a viagem, vou postando os dias seguintes e explicando algumas coisas que forem muito importantes!!!
Amanha escreverei sobre a chegada em Punta e as impressões sobre a cidade no ano novo!