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Chapada das Mesas - Maranhão - Relato


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Amigos,

 

Estive no final de junho/2011 conhecendo a região da Chapada das Mesas em Carolina e proximidades e compartilho aqui a minha experiência no local:

 

 

1o dia - 23 e 24/06 (sexta-feira) – Chegada e Cachoeira do Itapecuru

 

Cheguei ao minúsculo aeroporto de Imperatriz as 23:15 hs, e a minha idéia original era dormir próximo à Rodoviária, mas devido a inauguração da nova rodoviária de Imperatriz no dia 17/06, não foi possível ir para lá, visto que não há estrutura ao seu redor, sendo assim a opção foi pegar um táxi para a rodoviária antiga e pernoitar por lá para seguir viagem no outro dia.

 

Os valores dos táxis do aeroporto para as rodoviárias são R$ 32,00 para a nova e R$ 20,00 para antiga, não há linha de transporte público entre aeroporto e rodoviária.

 

Chegando ao local da antiga rodoviária me hospedei no Hotel Tropical por R$ 30,00 num quarto com banheiro. Esse hotel é terrível, mas o carinha da recepção me indicou as vans da cooperativa (Coopertama) que saem de onde era a antiga rodoviária, sentido Balsas, parando em Porto Franco, Estreito, Carolina e Riachão, o valor é o mesmo dos ônibus da Transbrasiliana e da JR4000, R$ 30,00 até Carolina, mas eles fazem o percurso bem mais rápido.

 

As 5:30 hs o Didi me pegou no hotel e as 5:50 hs partia sentido a Carolina na van do Jansen. O trajeto foi um pinga pinga sem fim, mas as 9:00 hs chegava na rodoviária de Carolina e depois de mais 10 minutos chegava ao Hotel Maia, pegando um moto-táxi na rodoviária por R$ 4,00.

 

Deixei a minha mochila no hotel e a dona Santinha preparou um café para mim, depois rodei a cidade a procura das agências para agendar os passeios para os dias seguintes, visto que para esta sexta-feira já pensava em ir para Cachoeira do Itapecuru por conta.

 

Peguei de novo um o moto-táxi por R$ 4,00 e fui para rodoviária, pegar uma van ou ônibus para Balsas. Há um ônibus da Transbrasiliana para Balsas as 11:00, porém este ônibus quebrou, então aguardei a van das 12 hs para Balsas, desci na BR 230 no meio do caminho, a tarifa custou 5,00 e depois de 20 minutos de van e mais 15 de caminhada (1.8 Km) cheguei ao Balneário que estava com bastante gente, mas deu para aproveitar muito.

 

A cachoeira até é legal, mas como é um balneário lota de gente e não é nada selvagem, tem mesinhas por todos os lugares, há taxa de R$ 10,00 para entrar.

 

As 16 hs sai de lá e voltei para a BR230 ai esperei uma hora para pegar uma van que me deixasse em Carolina, dei sorte porque uma mulher que estava vindo de Balsas ia atravessar a balsa em Carolina, então fiquei bem próximo do hotel e não precisei pegar moto-táxi na rodoviária.

 

Chegando ao hotel, comecei os contatos para o passeio do dia seguinte, que não foi fácil, visto que eu estava sozinho, mas consegui um dos que estavam no meu roteiro Cachoeira de São Romão e do Prata, ambas no Rio Farinhas, dentro do Parque Nacional.

 

Fechei com a Cia do Cerrado da Izabel, que foi muito atenciosa o valor foi de R$ 138,00 para um grupo de 5 pessoas.

 

Sai para jantar as 20:45 hs comi no famoso Mocotozim, filé mignon acebolado, com arroz, feijão, macarrão, salada, farofa e uma coca por R$ 17,50, a comida estava fantástica.

 

2o dia - 25/06 (sábado) – Cachoeiras de São Romão e do Prata

 

Acordei cedo e o Zezinho da Cia do Cerrado me pegou as 8:15 hs para irmos as cachoeiras de São Romão e do Prata, fui “encaixado” num grupo que estavam mais dois casais, um do RJ (Luis e Ida) e outro do PA (Pedro e Valeska), fui no chiqueirinho da Land Rover e esse é uma passeio muito difícil de ser feito sem guia e 4x4.

 

Fomos primeiro na Cachoeira do Prata que apesar de ser bonita não dá para tomar banho nela, apenas no rio que desce, demoramos aproximadamente 1:30 hs para chegar lá, também tivemos que pagar uma taxa de 5,00 para entrar, antes de chegar na cachoeira fizemos uma parada para fotos no parque da Chapada das Mesas, na pedra do dedo e da galinha.

 

Saindo do Prata fomos para outra cachoeira, a de São Romão, reservamos o almoço na sede e descemos para conhecê-la. O banho também só é possível no rio, mas ela tem um atrativo extra que é andar atrás da queda de água, o que é possível apenas na época da seca, visto o volume de água da cachoeira e porque as andorinhas fazem ninho lá no período de chuvas, mas não haviam sinais que elas passaram por ali.

 

Fui sozinho com o Zezinho, visto que os dois casais não eram muito chegado a aventuras, mesmo porque para chegar lá você fica ensopado e tem que proteger demais a máquina fotográfica, recomendo um saco estanque, pois há muito vapor de água, além das quedas da cachoeira.

 

Fiquei um bom tempo na caverna atrás da queda d’agua, muito bacana, na volta tomei um duchão, numa pedra bem rente a pontinha da queda d’agua, esse passeio vale muito a pena fazer.

 

Deu tempo para um rápido banho de rio com a galera do grupo antes de subirmos para o almoço. Dividi um peixe de 1,5 Kl bem servido de acompanhamento com os paraenses, o valor R$ 19,00 por pessoa, já contando coca cola e a entrada de R$ 5,00 da cachoeira, ou seja, uma pechincha.

 

Chegando ao hotel comecei uma verdadeira guerra para conseguir me encaixar em algum grupo para o próximo dia.

 

Nenhuma agência conseguia montar grupos para as cachoeiras do Riachão, apesar de ser feriado prolongado e muito próximo do início da alta temporada e eu sabia que se não fosse no domingo teria problemas no dias de semana seguintes, por isso passei nos hotéis que não são atrelados a uma agência de turismo, mas de pouco adiantou, no fim consegui encontrar uma pessoa interessada em fazer tal passeio, na Pousada dos Candeeiros que também é da agência Torre da Lua.

 

No final consegui fechar o passeio junto com a Verônica, que apesar de estar morando na cidade por conta de um projeto social que ela participa, ainda não tinha feito este passeio. O valor ficou R$ 225,00 cada, muito melhor do que os R$ 400,00 cobrados para grupos de uma pessoa.

 

Havia outras opções para fazer este passeio, como por exemplo ir de Uno do Romário (99 9126-6634), do hotel Lírio, mas além do preço ser R$ 280,00 para uma pessoa, não conseguiríamos chegar ao Encanto Azul, visto que este é necessário carro 4X4.

 

Pensei em ir para Riachão de van, pois elas saem de Carolina as 5:30 hs, mas de domingo só as 10 hs o que também comprometeria a chegada ao atrativo, sem contar que em Riachão teria que arrumar alguma Toyota, mas também havia o risco de não conseguir gente por lá. De moto-taxi a partir de Riachão também pode ser feito, mas não curti a idéia de 25 Km de moto em estrada de terra, ou seja a melhor opção foi fechar com a Torre da Lua.

 

Com toda essa correria, comi rápido no Mocotozim de novo, pois o prato lá sai bem rápido, mas dessa vez pedi PF de carne e assim eles me mandaram um prato feito, arroz, feijão e carne no prato, sem as travessas, por não ter as travessas sai R$ 5,00 mais barato, realmente não entendi o funcionamento dessa sistemática, com ou sem travessa, acho que eles não curtem lavar louça, mas a comida, de novo, estava muito boa.

 

Depois de toda essa correria, eu merecia uma cerveja, então fui para o Caldo da Tati (não lembro se esse era o nome da mulher) e tomei algumas por lá.

 

3o dia - 26/06 (domingo) – Encanto Azul, Poço Azul, Cachoeira Sta Bárbara e Cachoeira Sta Paula

 

Passei na agência Torre da Lua as 8:00 onde o Agnaldo e a Verônica já me esperavam para seguir Rumo à Riachão, de L200.

 

Chegamos ao complexo das cachoeiras aproximadamente as 9:30 hs verificamos que naquele dia seria servido pelo sistema de buffet, sendo assim não era necessária a reserva, voltamos para o carro e seguimos para o único lugar do complexo onde é necessário carro 4X4, o Encanto Azul.

 

Depois de aproximadamente 40 minutos chegamos ao início da trilha leve há direita descendo, sendo esta trilha bem definida, fechada no início, abrindo durante a parte de pedras e fechando novamente antes de chegar a um pequeno riacho, depois é seguir o riacho e pular umas pedras para enfim visitar um dos lugares mais bonitos onde estive, o Encanto Azul.

 

As águas oriundas de lençóis freáticos saem quentes das rochas, juntando aos sedimentos dos poço faz com que o tom azulado da água seja fantástico, não é um poço enorme, mas você dará boas braçadas, leve óculos de mergulho para ver os pequenos peixes que estão no poço.

 

Diferente do Poço Azul na Chapada Diamantina, este poço é aberto, ou seja o sol incide muito mais, sem contar que como ainda é uma atração um pouco isolada não haviam outros turistas.

 

Ficamos aproximadamente 1:30 hs naquele paraíso e depois voltamos pelo mesmo caminho, e almoçamos no local do complexo de cachoeiras, um almoço bem mequetrefe, que saiu por R$ 20,50 com uma coca, sugiro que você leve lanche próprio.

 

A partir daí as cachoeiras são muito bem sinalizadas e as trilhas são super fáceis de serem feitas, passamos pela cachoeira Sta Luiza, uma queda pequena, sem poço, mas com uma ótima ducha, dali também se avista se o Poço Azul, que estava verde, uma paisagem muito bonita e também já dá para ter uma idéia da quantidade de pessoas que você encontrará no principal atrativo deste complexo de cachoeiras, para nossa sorte não eram muitos.

 

Continuando, uma trilha leve nos leva a Cachoeira Sta Bárbara que é muito legal por ser a mais distante e ter menos gente, mesmo porque o poção da cachoeira é fundo então só que sabe nadar, sua queda de água é muito forte, sendo muito difícil chegar embaixo, quase impossível. A água desta cachoeira é mais gelada do que as demais, mas ainda muito mais quentes do que as cachoeiras do sul e sudeste.

 

Saindo de lá fomos para o Poço Azul, um piscinão com algumas pequena quedas de águas quentinhas e claras, após muito tempo de diversão encerramos o passeio passando pela pequena mas não menos interessante cachoeira Sta Paula, essa tem um poço enorme, mas na sua queda de água dá pé, então você fica embaixo da queda recebendo um duchão.

 

Voltamos para Carolina e a noite jantei no Espaço Gourmet, um restaurante de massas, bem aconchegante e de ótimo atendimento, talvez o melhor da cidade, lasanha a bolonhesa com duas boemias por R$ 18,00. E eles aceitam cartão de crédito.

 

4o dia - 27/06 (segunda-feira) - Santuário de Pedra Caída.

 

Acordei, peguei um moto-táxi e corri para rodoviária para pegar a van para Imperatriz e fazer este passeio sozinho, visto que o preço cobrado pelas agências era impraticável, R$ 200,00.

 

O horário correto da van era as 8:50 hs e não as 8:15 hs como o informado, mas como de costume ela atrasou chegando as 9 hs.

 

Cheguei as 9:25 e me informei sobre os passeios, o santuário é super tranqüilo, pois tem saídas a toda hora cheia e faz-se a pé mesmo, por passarelas de madeira que qualquer pessoa pode fazer, já as cachoeiras da Caverna e Capelão necessitam de carro traçado, sendo o valor deste 120,00 que e dividido entre o número de pessoas que estiverem até o valor mínimo de R$ 30,00 por pessoa e só tem duas saídas 10 hs e 14 hs.

 

Também há a opção de fazer o trajeto com o seu carro, desde 4X4, pagando apenas o guia, quando eu cheguei havia 5 minutos que um rapaz foi para as duas cachoeiras neste esquema, sendo assim fui fazer o Santuário as 10 hs na tentativa de encontrar alguém para baratear os custos do outro passeio, o qual faria as 14 hs.

 

O valor da entrada é R$ 10,00 e dá acesso as duas piscinas naturais que há no local e mais R$ 15,00 para ir a cachoeira do Santuário, como era segunda-feira e neste dia o movimento e bem fraco fui sozinho com o guia Tito

 

Apesar da cachoeira ser acessada por rampas de madeira, sem nenhum contato com o solo, a cachoeira é espetacular, vale muito a pena, fiquei muito tempo lá curtindo, já que não haviam outros grupos. O Tito me contou muitas estórias de lá e conversamos muito sobre a política e dificuldades locais.

 

Voltei para a sede ao meio dia e ninguém apareceu, fui para a piscina e esperei o limite da 14 hs, não chegando ninguém decidi fazer o passeio sozinho mesmo, porém na hora de passar o cartão de crédito houve um problema na impressão do comprovante, mesmo a transação sendo autorizada, mas por procedimentos internos eles cancelaram e ligaram para Cielo, após descobrir que havia um problema na máquina eles falaram que não poderiam fazer o passeio, estava sem dinheiro, porque o almoço lá é bem carinho, você gastará em torno de R$ 45,00 sem tomar cerveja, sendo assim combinei com eles de voltar nos dias seguintes, sendo isento da taxa de R$ 10,00 da entrada.

 

O pessoal da recepção me falou que a próxima van passaria por volta das 15:30 hs então fiquei um pouco mais na piscina e fui para a BR mais ou menos neste horário.

 

A van que passou, as 16 hs, foi a van do Batista e do Renato, pai e filho, que trabalham com entregas entre Carolina e Imperatriz, ou seja eles não são da cooperativa e sendo assim eles possuem outros horários para viagem entre Carolina e Imperatriz, saindo as 5 hs te pegando no hotel, ou seja não há a necessidade de ir para a rodoviária e te deixando no aeroporto. Eles também buscam passageiros no aeroporto de Imperatriz para ir à Carolina, então essa pode ser uma boa opção para não ficar hospedado em Imperatriz ou ficar trafegando de táxi entre Aeroporto e Rodoviária.

 

Durante o trajeto (Pedra Caída X Carolina), o Renato ainda parava a van para me mostrava a entrada dos passeios que podem ser acessados a partir da BR, como a Cachoeira do Dodô, o Portal da Chapada e um riozinho para banho, sem contar que ele te deixa no hotel, não precisando pegar moto-táxi entre a rodoviária e o seu hotel.

 

Ele me deixou no hotel e o custo com transporte neste dia foi 1 moto-táxi 4,00 e 2 vans 5,00 cada, bem diferente dos R$ 200,00 (sem as taxas das cachoeiras, mas com Morro do Chapéu incluso) cobrados pelas agências ou os R$ 80,00 de uma taxista convencional.

 

A noite encontrei na Pousada dos Candeeiros (do Agnaldo com qual eu fiz o passeio de Riachão) uma família de Marabá, que iria à Pedra Caída no dia seguinte e fariam as cachoeira que eu não havia feito neste dia, além de fechar com o pessoal da Torre da Lua um passeio fora do roteiro tradicional para 4a feira.

 

Jantei no restaurante Massa e Cia, file de frango com um suco de laranja por 17,00 a comida é boa, mas o lugar é bem tosco, ainda prefiro o Mocotozin.

 

5 dia - 28/06 (terça-feira) – Cachoeiras do Capelão, Caverna e Portal da Chapada

 

Novamente eu indo para o complexo da Pedra Caída no mesmo horário e na mesma van, novamente atrasada passou as 9:05 hs, mas agora eu sabia que faria o passeio e melhor por 30,00, gastei 9,00 para chegar lá (5,00 da van e 4,00 do moto-táxi até a rodoviária) e lá estava eu as 9:30 hs esperando o grupo das 10 hs, fora a família de Marabá, outras 3 pessoas fizeram o passeio.

 

Primeiro fomos para a cachoeira do Capelão e posteriormente a da Caverna, as duas cachoeiras são belíssimas e merecem ser visitadas, possuem bons poços para banho, mas eu achei a cachoeira da caverna mais legal, pois na parte da queda d’água é bem rasa, da para ficar embaixo dela, sem contar que sua queda é muito forte. O passeio durou 2:15 hs ao todo o acesso pelas trilhas é muito fácil, preguiçosos e sedentários podem fazê-los tranquilamente.

 

Voltando a sede, já fui para a BR 010 e as 12:25 hs após apenas 5 minutos de espera lá estava indo, de van, para a Cachoeira do Dodô, mas eu comi bola na van e perdi a entrada e mesmo avisando que iria descer lá, ele não lembrou e não parou, sendo assim pedi para ele parar no Portal da Chapada.

 

Desci no em frente a pedra do Portal da Chapada e segui as instruções passadas pelo Renato no dia anterior para acessar o local.

 

Imagine que você esteja na BR 010 na frente da pedra do Portal, volte (sentido Imperatriz / Estreito) aproximadamente 400 metros você verá uma porteira, não há nenhuma indicação, mas você passa a porteira e siga a estrada de carro, contornando o morro que ficará a sua esquerda, quando acabar a estrada, siga por uma trilha bem definida ate chegar em algumas pedras, não tem erro e muito fácil chegar até a pedra.

 

O trajeto foi feito as 12:35 com o sol rachando e a areia da estrada e muito fofa você afunda demais, mas em 15 minutos estava contemplando o melhor visual da chapada by myself, sem ter que pagar os R$ 150,00 cobrados pelas agencias locais.

 

No meio da pedra venta bastante e há sombra um contrates com o bafo quente e o sol da subida, você não vai querer sair de lá

.

Lá de cima eu vi uma van passar, ou seja, eu mofaria naquele lugar, eis que tive a idéia de ir para o riacho que estava a 4 km dali, fui a pé pela BR 010, mesmo porque precisava de um banho, pois o calor era infernal, pouco antes de chegar ao riacho ainda tomei duas picadas de marimbondo, quando esperava no "acostamento" uma carreta passar.

 

Estava certo, pois nenhuma van passou durante a minha caminhada, apenas caminhões e alguns carros, cheguei ao riacho e mesmo não sendo fundo relaxei um pouco lá, fazendo vela para um casal de meia idade que também estava no local.

 

A entrada para banho está a esquerda de que vai de Estreito para Carolina, logo apos a placa do km 49, mas antes de passar a ponte, logo apos a ponte há uma pousada, também do lado esquerdo que eu não me lembro o nome agora.

 

Cheguei em Carolina as por volta das 15:30 hs e aproveitei que a van levaria um senhor que recusou se a descer na rodoviária e parei no centro, aproveitei para almoçar no K-Funé.

 

Já tinha lido alguns relatos detonando o lugar, mas como sou teimoso fui conferir, o restaurante e simples, mas eu gostei da comida, não podemos esperar um Fasano em Carolina mas, comi um parmegiana com coca, gastei R$ 22,50. Achei os preços mais salgados do que o Mocotozim, mas não desabono o restaurante, apesar de ter achado a comida do Mocotozim melhor.

 

Voltei para a pousada, descansei e depois confirmei meu passeio para o ultimo dia, como almocei tarde, não estava a fim de jantar, então comi um lanche na praça em frente a prefeitura mesmo.

 

Comi um X-Egg e experimentei o famosíssimo Guaraná Jesus, por R$ 7,50, bom lanche e o Guaraná Jesus que muitos abominam é uma simples tubaina dessas das cidades pequenas do interior de São Paulo, mas quem inventou teve a brilhante idéia de por corante rosa, um gênio do marketing!

 

6o dia - 29/06 (quarta-feira) Serra do Landi, Complexo da Serra da Torre da Lua.

 

O passeio que fechou a viagem da Chapada das Mesas foi um que não está no roteiro tradicional. Queria fazer um trekking e o oferecido era o do Morro do Chapéu que pelas informações é bem fraquinho, sendo assim, depois de conversar com o pessoal da Torre da Lua / Pousada dos Candeeiros (Cíntia e Agnaldo), eles me ofereceram "testar" o trekking que eles estão estruturando na propriedade da família em Filadélfia/TO, esse é um trekking de aproximadamente 14 km até chegar ao topo de uma das serras locais avistar o relevo da região, com a possibilidade de um banho de cachoeira, caso tivesse nível.

 

Saímos de Carolina as 5:45 hs, visto que é necessário atravessar a balsa o que pode gerar atrasos, sem contar que precisaria voltar na hora do almoço para embarcar para Imperatriz e seguir viagem para os Lençóis Maranhenses, sem contar que o sol não estaria tão implacável neste horário.

 

Cruzamos a balsa as 6:15 hs e seguimos por estrada de terra mais 1 hora até chegar a fazenda, que possui uma estrutura bem rústica e simples, pois ainda não há energia elétrica no local.

 

Começamos a andar as 7:30 hs primeiramente por um trecho plano de aproximadamente 4 Km, variando trechos abertos e sombras, piso de terra e areia fofa até começar a subir a serra propriamente dita. A subida da serra é tranqüila também, aproximadamente 1 Km e chegamos lá em cima as 8:20 hs, fizemos num ritmo mais forte, pela necessidade em voltar para Carolina até as 13 hs.

 

Lá em cima andamos mais uns 2 Km apreciando o visual do local que é muito bonito e consegue-se avistar o rio Tocantins e muito do relevo próximo do Estado do Tocantins, que é muito bonito. No platô a trilha não é muito aberta, em alguns lugares anda-se com mato na altura do joelho, vimos muitos pássaros e vê-se que durante a época de chuva formam-se muitas cachoeiras a partir desta serra, mas nesta época do ano (final de junho), a grande maioria já está seca.

 

No caminho da volta passamos na cachoeira da propriedade, porém ela estava seca, ou seja, não haveria banho de cachoeira neste dia, o caminho da volta é o mesmo da ida e no final chegamos a base da fazenda as 11:10 hs.

 

Não achei uma trilha difícil de ser feita, mas o ideal é fazer com mais tempo, talvez num grupo maior os horários aqui postados não consigam ser cumpridos.

 

O passeio custou R$ 80,00, o que achei um preço justo, visto que é necessário carro traçado para chegar ao local, travessia de balsa e foram 14 km de trekking e eu ainda estava sozinho, talvez quando começarem a comercializar esta trilha, ela fique mais cara. Também há opção de chegar a fazenda de barco através do Rio Tocantins, que daria um charme a mais neste passeio.

 

Preferi fazer este trekking ao do Morro do Chapéu, por ter mais desafios e estar fora do roteiro tradicional da Chapada das Mesas, sem contar que o preço que as agências cobram para fazer este trekking de 1:30 hs de caminhada leve, estavam muito abusivos R$ 150,00. De moto-táxi, o Barbicha me cobrou R$ 70,00, mas não sou muito fã de moto, ainda mais pegando a BR 010 (3Km), onde no pouco tempo que fiquei vi dois acidentes.

 

Chegamos em Carolina às 12:35 hs, deu tempo para tomar um bom banho, fazer a mala e almoçar rapidinho no Mocotozim, pegar o moto-táxi a rodoviária e posteriormente a van das 15 hs (que chegou devidamente atrasada as 15:25 hs) para Imperatriz.

 

Cheguei no aeroporto as 19 hs para pegar o avião das 23 hs para São Luiz para ir para os Lençóis Maranhenses, mas esta estória eu conto em outro relato.

 

 

Informações Úteis:

 

 

Transporte de Imperatriz para Carolina:

 

1º) Ônibus da Transbrasiliana e da JR4000

2º) Vans

 

A segunda é muito melhor, pois além de serem mais rápidas, elas param no meio do caminho, suprindo a necessidade de transporte dos moradores da região.

 

Estive lá no período da mudança da rodoviária, os ônibus saiam apenas da “nova” e as “vans” também saiam de onde era a “antiga” rodoviária.

 

Existe uma cooperativa muito bem organizada que faz o transporte na rota: Imperatriz / Porto Franco / Estreito / Carolina / Riachão / Balsas.

 

8143-4979 Jansen *

8113-1325 ou 8153-0400 Didi.*

 

* No cartão de ambos não há o DDD, mas se não for 99, é 98, ok?

 

Também há a possibilidade de você ir com o microônibus do Renato & Batista que saem direto de Carolina para Imperatriz e vice versa, diariamente, exceto domingos. Conversando eles podem até te pegar no aeroporto dependendo de como eles estiverem com tempo e transporte de mercadorias, assim você evita táxi entre o aeroporto e a rodoviária de Imperatriz, já que não há uma rota de transporte coletivo com este itinerário.

 

Seguem os números: 99 3531-3485, 99 9129-0784, 99 9977-6595, 99 8118-0066.

 

Não há a necessidade de se fazer todos os passeios com agências, que cobram muito caro, mas em alguns passeios, você não conseguirá fugir muito delas, como tive contato com todas segue a minha impressão de cada uma delas:

 

Agências:

 

Cia do Cerrado, do Vilmar e da Izabel (99-3531-3222), http://www.ciadocerrado.com.br, [email protected])

 

Eles possuem uma ótima estrutura e são muito profissionais, fiz apenas um passeio com eles, pois os outros passeios ficariam inviáveis pelo preço, visto que estava sozinho na cidade.

 

Torre da Lua, do Agnaldo e da Cíntia (99 3531-2166 e 99 9155-3003), http://www.torredalua.com.br, [email protected])

 

Fiz dois passeios com eles, que estão estruturando a agência, inovando em buscar lugares novos e são extremamente prestativos e atenciosos.

 

JC Ecoturismo, do José Carlos (99 3531-2100 e 99 9122-2944), http://www.jcecoturismo.com.br

 

Ex-funcionário da Cia do Cerrado, não fiz passeio com eles por falta de grupo e preços caros.

 

Wagner que atende pelo 99-3531-3541, falei com ele mas não rolou nenhum passeio para os dias que eu estava lá.

 

Expedições Ecoturismo, do Marcelo e da Monique (99-3531-2424)

 

Não consegui nenhum contato com esta agência no telefone acima.

 

Hospedagem:

 

Eu fiquei no Hotel Maia, da Dona Santinha no centro 99 3531-3737, é uma pousada bem simples, mas fui muito bem tratado, provavelmente você não encontrará turistas, pois é o tipo de pousada voltada para os trabalhadores locais, com isso tive a possibilidade de aprender muito sobre a cultura deles.

 

Se você for com namorada / esposa sugiro a Pousada dos Candeeiros 99 3531-2166, que é mais confortável e tem uma melhor estrutura, porém você pagará o dobro (R$ 90,00 a diária single, invés dos R$ 45,00).

 

Sugiro o acesso ao site: www.carolinanet.com.br onde você encontrará informações para todos os gostos e bolsos.

 

Caso tenham alguma dúvida, me escrevam [email protected] visto que não acesso diariamente o site do Mochileiros.

 

Abs

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  • 6 meses depois...

  • Membros de Honra

Alex, parabéns pelo ótimo relato!

Suas informações são valiosas já que você procurou fazer os passeios da maneira mais independente possível (assim como eu). É muito bom vir aqui depois e contar em detalhes como foi essa experiência, não é mesmo?

Continue nos presenteando com relatos como esse! E ótimas viagens para você!

E as fotos?

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