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Olá viajante!

Bora viajar?

Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha, R. Tcheca, Hungria, Po

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I - INTRODUÇÃO

 

Acompanho o fórum há algum tempo, mas só recentemente me registrei. Me sinto na obrigação de colocar algumas informações a respeito da última viagem que fiz, uma vez que daqui retiro informações que muito me ajudam quando viajo.

Como eu já conhecia a Europa mais, digamos assim, tradicional, optei por países que ainda não recebem muita visita de brasileiros (com exceções, como vocês verão nos tópicos seguintes)

O roteiro foi: Oslo-Estocolmo-Copenhague-Berlim-Praga-Budapeste-Cracóvia-Varsóvia. Passamos por outras, mas estas foram as em que nós dormimos.

Apesar de ser minha quarta vez na Europa, esta seria a primeira vez nestes países (exceto Alemanha). Devido à possibilidade de mal entendidos (não tinha segurança de me comunicar em inglês ou outra língua em algumas localidades do Leste Europeu, antes da viagem, o que se revelou, parcialmente, um equívoco) e devido à grande logística a ser realizada, com a conjugação de ônibus e trem, terminei optando por uma excursão.

Peço vênia para postar aqui o relato de uma viagem que não se deu como mochileiro propriamente dito, porque sei que há pessoas que não podem, ou não preferem, se utilizar desse estilo de viagem quando estão no exterior.

A viagem se deu de uma forma razoavelmente superficial, o que tentei compensar pelo planejamento e otimização do tempo. Pretendo voltar a muitos dos locais, para curtir mais as cidades e ver as atrações que não pude ver. Todavia, engana-se que em uma excursão tudo é ruim. Pelo contrário, os hotéis são melhores e mais baratos, conta-se com o conforto de não precisar carregar as malas, há alguns bons passeios inclusos, podemos concentrar nosso tempo nas atrações em si e menos na solução dos problemas que surgem quando fazemos tudo por conta própria. De outro lado, reconheço, perde-se a liberdade e temos que conviver com os colegas da excursão que precisam que o guia lhe explique que Budapeste não é na Polônia. Bem ou mal, foi a opção escolhida e procurei aproveitar ao máximo.

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A viagem para Berlim foi rápida e sem percalços. Pena que tenham nos colocado num hotel em Tegel, próximo ao aeroporto. A outra opção era em frente ao parque Tiergarten. Nem precisaríamos usar o metrô. De qualquer forma nosso hotel não era tão distante (5 estações de metrô). Compramos um tageskarte (cartão de um dia, literalmente), por 6,10 Euros. Pela primeira vez não vi bilhheterias no metrô, apenas máquinas. Vá com dinheiro trocado, senão não pega o metrô...

 

A Dinamarca já havia sido mais barata que a Suécia. Berlim foi bem mais barata no quesito alimentação. Dava para comprar uma massa pela metade do preço de um sanduíche escandinavo. As opções aumentaram muito. Tinha pizzaria em muitos lugares.

Berlim foi a maior das cidades que visitamos, mas só usamos o metrô quatro vezes. Descemos na estação Zoologischer Garten, emTiergarten, e o contornamos por fora, no rumo da Av. 17 de junho. Esta avenida é o eixo da cidade, continuação da Unter den Linden. Esta começa no Portão de Brandemburgo, onde a 17 de junho termina. Linda avenida, no meio do parque. Nela está a Coluna da Vitória (Siegesaule), que comemora a vitória contra a Franç, unificando a Alemanha em 1870.

 

Passamos pelo Brandemburg Tor (Portão), na Paritz Platz, fomos ao Parlamento Alemão (Reichstag), ao monumento aos judeus (Denkmal Juden), todos abertos aos turistas. O Portão, aliás, talvez seja o maior símbolo de Berlim. Depois ao Sony Center, na Potsdamer Platz, um grande shopping, com cinemas sofisticados. A seguir, ao Topographie des Terrors, que conta a história do nazismo, ascensão e queda. É um museu a céu aberto, gratuito.

 

A primeira atração paga foi o museu Haus am Checkpoint Charlie, no local que ligava os setores americano e soviético. Conta a história trágica daqueles que tentaram passar para o lado ocidental e morreram e a feliz história daqueles que sobreviveram. Vale a pena. Você verá que houve gente tentando passar por túneis, por balões, catapultas, dentro de malas, de bagageiro de fusca, de todo jeito. A bilheteira era brasileira e o museu saiu por 7 Euros, ao invés de 12. Quem tem o Berlim Card paga apenas 7 e foi este o preço que ela atribuiu a nós, como se tivessemos direito ao passe. Era uma brasiliense, que estava lá porque namorava um alemão. Foi muito bacana conosco. Aliás, são muitos os relatos de que os brasileiros são agraciados com uns descontinhos por aí, inclusive por contar com a simpatia dos estrangeiros. Calculo que tenhamos uma simpatia gratuita, como os americanos são automaticamente antipatizados por aí

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Fomos à tarde ao Museu Judaico, que custa 5 Euros. (todos os preços que estou informando NÃO são para estudantes, pois não tenho mais a carteira ISIC). Conta a história dos judeus na Europa, algumas esculturas, livros da religião judaíca. Há um quarto escuro, com uma faixa de luz bem ao alto, simbolizando a esperança inalcançada e um "jardim" de rochas enormes, com um desnível no solo, de maneira que ficamos meio desorientados. Desorientados como os judeus daquela época, expulsos de suas casas, de suas cidades.

 

Fomos à Ilha dos Muses. É chamada de Museumsinsel. Composta do Pergamonmuseum, Altes Museum, Altes Nationalgalerie, Bodemuseum, Agyptisches museum. Cada um tem entrada própria, a 8 Euros. Optamos pelo primeiro, com "relíquias da suméria, babilônica e assíria). Há muitas esculturas. Como faltava menos de uma hora para fechar, não queríamos que entrássemos. Depois de uma pequena insistência, afirmando que vínhamos do Brasil, etc, o guarda não só deixou entrar como conseguiu ingressos para nós dois. Depois viu que éramos cinco e conseguiu os demais. Ele parecia tão feliz quando a gente.

 

Ocorreu, entretanto, um pequeno fato neste museu. Um senhor, talvez com 50 ou 60 anos, me perguntou as horas. Antes que eu respondesse ele tocou no meu relógio, virando rapidamente meu braço, mas sem força. Depois o vi conversando com um grupo de cinco jovens, mas não liguei os fatos. Minha irmã notou que eles estavam sempre na mesma sala que a gente. Achei que era coincidência, pois havia um certo roteiro, uma ordem entre as salas, e eles haviam ingressado no museu ao mesmo tempo.

 

Ao fechar o museu, ficamos sem opção. Eles tomaram a esquerda e nós, esperando, tomamos o caminho oposto. Notamos que eles pararam e voltaram, agora pro nosso lado. Aí não tive mais dúvidas, iriam nos abordar algumas quadras depois. Havia um grupo de policiais e pensei em denunciar, mas não tinha prova e a última coisa que queria era perder algum tempo numa delegacia. Dia seguinte viajaríamos e não queria nenhum tipo de problema. O pior é que eles foram na direção da Berliner Dom, a Catedral. Só a vi por fora, infelizmente. E após ela, a torre de televisão, a Fernsehturm, onde pretendíamos subir.

 

Acabamos pegando um metrô para a Kaiser Wilhelm Gedachtniskirche, com a sua torre destruída na guerra. Tinha, ao lado, um museu erótico, mas nem entramos, devido ao estresse e à sensação de insegurança. Interessante eu morar no Brasil e ter isso em plena Alemanha.

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Antes de passar à República Tcheca, estivemos algumas horas em Dresden, capital da Saxônia, apenas para conhecer o Zwinger, complexo de museus. Pode-se comprar separadamente as entradas para o galeria de pintores renascentistas (o melhor), a exposição de armaduras, o salão de porcelanato e o salão de matemática e física. Tudo ficou por 12 Euros. O Centro Histórico e os prédios no entorno do museu são muito bonitos. Nem chegamos a atravessar a ponte para a parte nova da cidade. Compre um postal com a imagem da cidade destruída, para apreender melhor o sentido da recuperação econômica e cultural que os alemães tiveram nas últimas décadas. Almoçamos lá, a preço justo.

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Ficam faltando ainda Praga, Budapeste, Bratislava, Cracóvia e Varsóvia. Assim que possível, volto a postar.

  • 2 semanas depois...
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Olá, Paulo.

Sou Rosane e daqui há um mês inicio um tour pela Europa sozinha. Passarei pelas capitais que vc tb passou e já anotei umas dicas importantes, preços de museus e etc. Obrigada. Queria lhe fazer uma pergunta: Não tenho carteira de estudante mas estava pensando em fazer. Vc acha que é uma boa ideia? Em grande parte dos museus que vcs foram, são dados descontos de 50% para estudantes?

Obrigada.Abraços

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Oi Rosane,

 

A carteira de estudante vale muito a pena, em especial nos países nórdicos, porque cai o preço mais ou menos pela metade. Se você pretende usar o passe de um dia, como eu fiz, chega a ficar mais barato do que utilizar a carteira de estudante. Depende, portanto, da quantidade de atrações que você vai visitar.

No Leste Europeu os museus são bem mais baratos, mas normalmente também se aceita. Se você pretende entrar em mais de 8 atrações em toda a viagem, sem a compra de passes de 24/48 horas, calculo que você economize pelo menos 30 Euros. Se você for a muitas, muitas atraçoes em todas as cidades, compre também um passe em cada uma delas.

Abraços e boa viagem

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Bom Wenderson,

Provavelmente cada pessoa terá uma resposta diferente. Deve ter gente que recebe dinheiro dos pais, que ganhou na loteria, receba patrocínio, etc. Mas creio que a maioria - e este é o meu caso - trabalha para comprar a passagem, a acomodação nos hotéis, a alimentação.

  • 4 semanas depois...
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Bom, continuando: chegamos em Praga e fomos diretamente ao Castelo (voltamos para visitá-lo no dia seguinte, com mais calma). Estava bastante quente, 37 graus.

Passamos em frente à casa do poeta Tcheco Jan Neruda, que inspirou o chileno Neftali a utilizar o pseudônimo Pablo Neruba. Fomos à igreja do Menino Jesus de Praga, onde está a imagem que possui tantos devotos brasileiros. Visitamos a praça principal, Starometske Namesti (praça da cidade velha, em Tcheco), com prédios muito bonitos e o famoso relógio astronômico, que ficava cheio de gente a cada hora, para ver os apóstolos passando. O relógio foi construído antes do descobrimento do Brasil, no século XV. Destaque para a Igreja de São Nicolau, barroca,próxima da praça e a igreja de Nossa Senhora Diante de Tyn, gótica.

No outro dia pela manhã fomos ao bairro judeu, Josefov, para visitar o cemitério judaico. É impressionante, com as lápides superpostas porque não se concedia a eles mais espaços. Milhares e milhares de pessoas enterradas sobre as outras, o que lembra que a segregação étnica é muito anterior ao holocausto. O tumulo mais antigo é de 1439. A entrada inclui a visita a outras quatro atrações, próximas, de menor interesse, até porque havíamos visitado o museu judaico de Berlim, mais completo e estruturado. Não entramos na Sinagoga Staronová, de 1270, a mais antiga da Europa. Ficou para a próxima. O cemitério (incluído no ticket do museu judaico, custou cerca de 15 Euros e a Staronová custava cerca de 10 Euros).

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Aliás, já que comecei a falar em preços, é bom ressaltar que aqu encontrei as maiores variações de câmbio. O Euro comprava entre 19 e 25 coroas. As lojas tem sua própria cotação, os hotéis também e não necessariamente as casas de câmbio têm o melhor preço, ao contrário do que reza o senso comum. Pesquise.

O ticket de metrô custava 18 coroas, menos de 1 Euro, mas existe passe para 1 dia por 100 coroas.

A seguir fomos para a Ponte Carlos, onde artistas ficam desenhando os turistas e vendendo souvenires. De lá, ao Castelo de Praga, novamente, ao interior da Catedral de São Vitor, mas desta vez ingressamos na área fechada, onde fica a viela dourada. Destaque também para o Convento de São Jorge e o Palácio Real. Na viela dourada fica uma casa que serviu de residência para Kafka

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