Galera, segue meu diário de bordo da minha viagem a bonito/ pantanal. Sendo que pantanal foi abortado por razões que explicarei adiante. mas ainda assim, consegui pesquisar bastante sobre o pantanal quando estive em bonito. bem, espero que ajude. Qualquer dúvida, só falar.
antes de descrever o roteiro, postarei algumas observaçoes que servirao como dicas. ao final, tem uma sugestao de um roteiro ideial.
Passeios em bonito – todos muito caros e com preços tabelados. Mesmo!!! Não adianta tentar arrumar desconto porque isso é impossivel. A cidade tem um esquema muito bem estruturado para os passeios. Você não faz o passeio sem voucher, com hora marcada e número de reserva. Mesmo aquele passeio que você venha a reservar em cima da hora, precisa de emissão de voucher por parte de sua pousada ou agência. Portanto, não esquenta a cabeça fazendo cotação de preços de passeios. As agencias concorrência na forma de atendimento. No nosso caso, a pousada atuava como agência também. Se você for em alta temporada, reserve tudo com bastante antecedência junto da compra da passagem e da reserva da pousada, ou não fará passeio algum.
Hospedagem - Ficamos hospedados na pousada eco villa verde. 120 reais, com piscina, chalé bem confortável, com cama queen, tv de lcd, e banheiro muito bom. Pessoal da pousada muito simpático e solícito. Mas infelizmente rolam uns inconvenientes. É uma empresa familiar. Eles moram nos fundos da pousada. E quando dá 9h da noite eles fecham a recepção. E como eles atuavam como agenciadores dos passeios, isso era um problema. Muitas vezes voltávamos do jantar e precisávamos saber sobre o dia seguinte, não tínhamos como falar com eles. Mas pra quem vai como todos passeios já previamente agendados, talvez não encontre problemas. Conhecemos um casal que pagou 80 reais na pousada Mota. Sem piscina. Mas isso acaba não fazendo muita falta. Eles gostaram muito do atendimento.
Condição das estradas – Um grande elogio a ser feito: As estradas do MS são excelentes!!!! E o melhor: sem pedágio!!!! Os trechos para os passeios são em grande maioria de terra batida. Inclusive, para o Rio da Prata há um grande trecho assim, mesmo antes de se chegar à fazenda. Mas, as rodovias, de modo geral, são fantásticas! Tapetinho. Para a fazenda da boca da onça, encontramos um pedaço que estava em asfaltamento. O único trecho ruim, mas mesmo assim sem buracos, foi o da cidade de Antonio João, a caminho do paraguai.
Como chegar aos passeios - É humanamente impossível se perder, seja para chegar a bonito, seja para ir ate as fazendas onde estão os passeios. Todo e qualquer passeio é completamente mapeado. Fantástico!!!!
Custos - Há apenas 2 passeios que não são de propriedade de fazendeiros, que é a gruta do lago azul e o balneário municipal. Mas mesmo assim estes não são gratuitos. Por falar nisso, nada é de graça em bonito. Nem mesmo o gelo do seu refrigerante. Pasmem: chegam a cobrar 1,50 por um copo com gelo nos restaurantes.
Passeios de flutuação – rio da prata é o carro-chefe. Além dele, há o aquário natural, o rio sucuri e o rio formoso. Como não achei o rio da prata isso tudo e era unânime a opinião de que o rio sucuri era bem parecido, mas inferior ao rio da prata, resolvi nem incluir o sucuri. Rio formoso também não.
Comida - Não se iluda ao ver aquele monte de boizinho gorducho ao longo de todos os caminhos por onde andar. A carne em bonito é o lixo do lixo. Come-se muito mal. Patinho é artigo de luxo. O único restaurante em que a carne era realmente boa foi a Casa do João. Não é barato, mas é bom e ainda rende umas boas fotos de casal, pois é bem bonitinho. O restaurante Taboa – eu particularmente achei maior enganação. Todo mundo indica. Sinceramente, achei caro e não é isso tudo. Se é pra pagar caro, prefiro a Casa do João. Mas disseram que a caipirinha deles é gostosa, realmente.
Paraguai - reserve um dia para ir lá. Se bem que nem tudo compensa. Pra variar, perfumes e cosméticos bem em conta. Alguns eletrônicos também. Mas paguei mais barato num mizzuno aqui no Rio. Sobre alfandega... bem, ela até existe. Mas até o momento não soube de ninguém que tenha pegado algum dia em que estava havendo fiscalização.
Como chegar ao Paraguai - sai de bonito e segue a placa pra guia Lopes da laguna. Depois, segue a placa para jardim e, seguinte, a placa para bela vista, e, por ultimo, a placa para antonio joao/ ponta porá. Quando chegar a ponta porã (cidade brasileira que faz fronteira), continua seguindo reto, reto, até encontrar o shopping china, que pertence ao Paraguai. A fronteira é feita apenas por um canteiro.
Transporte – tudo é muito longe. Tem passeios que ficam a 58 km de distancia. Então, ou terá de contar com transporte compartilhado ou alugar carro. Não há como alugar carro diretamente em bonito. Há como pagar diária de algum taxista que ficará a sua disposição. Nós alugamos. Ficou puxado no orçamento, mas não nos arrependemos, pois nas mudanças de planos em cima da hora é uma mão na roda está com transporte próprio.
como chegar a bonito - siga para Sidrolândia. Fica a poucos quilômetros de campo grande. E deixe para lanchar por lá também. Pare na Ki Pão Conveniências. Tudo limpinho e muito gostoso. De sidrolandia, siga na direção de Nioaque e então, direção de Bonito.
Nosso roteiro:
Dia 00 – chegamos a campo grande e fomos ver aluguel de carro. Quase caí pra trás! 140 reais foi o mais em conta que achamos no aeroporto. A localiza chegou a cobrar 190 reais! Acho que quem já faz a reserva do carro com antecedência paga mais barato. Como vamos sempre para o nordeste e lá tudo é em conta, arriscamos. Bem, resolvemos procurar por algumas locadoras pelo centro de campo grande. Achamos a Alugue Brasil. Fale com a Diene. Ótimo atendimento o dela. Foram nos buscar no aeroporto e fizeram um bom desconto. Pagamos 100 reais a diária de um gol com ar, direção, vidro, trava e 1.6. não foi baratex, mas foi o melhor que conseguimos.
Chegamos a bonito já lá pelas 18h. demos uma volta e jantamos. Restaurante Tapera. Gostoso o peixe gratinado ao molho de urucum. Não aceita cartão. Em contrapartida, era baratinho.
Dia 01 – rio da prata + buraco das araras. sao dois dos passeios mais distantes. Ficam no município de Jardim. Portanto, faça os dois juntos. em relação ao buraco das araras, todos que conhecemos, detestaram. Nós ficamos em êxtase! Quem for pra lá esperando ver dezenas de araras revoando, não vá. Mas se você estiver disposto a assistir à natureza, você irá se encantar. Fomos cientes de que não iríamos ver araras, pois o guia já tinha avisado que o grupo anterior não viu umazinha sequer. Bem, mas como a formação de uma dolina não se vê em qualquer esquina, resolvemos ir e nos contentar em admirar a formação geológica que por si só já é lindíssima.
Como recompensa por nossa compreensão em aceitar a natureza como ela é, em menos de 10 minutos de contemplação despretensiosa, uma linda arara vermelha pousou num galho bem na nossa cara!!! E lá ficou. Dali, vieram outras e outras e mais outras. Foi lindo!!!! Conseguimos ver o ninho. E até jacarés também. Volto a dizer. Não foi um show treinado, com todas elas revoando ao mesmo tempo, mas foi espetacular, porque ali não tinha ninguém colocando comida como isca, não havia qualquer interferência humana no comportamento delas. E isso é que faz o passeio ser tão encantador. Vê-las tão ao natural, tão livres. Ficamos em torno de uns 50 minutos contemplando o lugar.
Sobre o rio da prata... prefiro me abster, porque tenho consciência de que fomos exceção absoluta. Todo mundo que conheci amou o lugar. De fato, gostamos. Mas não posso dizer que amei. Acho que minhas passagens por ilha grande (RJ), maracajau (RN) e Maragogi (AL) contaminaram minha impressão. Mas de fato é muito bonito.
Só uma ressalva. Após a flutação, há o almoço e nada mais. Portanto, caso você não tenha de ir para o buraco das araras depois (que fica numa fazenda perto dali), opte por não almoçar lá. Basta avisar a sua agencia que quer o passeio sem o almoço, para que emitam um voucher diferente. Com 25 reais por pessoa, você almoça bem em bonito. Leve um biscoito pra segurar a fome. Horrivel o almoço da fazenda. Se tentássemos comer a carne que serviram, quebraríamos a mandíbula.
Dia 02 – aquário natural (Baía Bonita) + passeio de bote (este último não foi feito). Particularmente, marcou-me muito mais do que o rio da prata. Simplesmente lindíssimo. O rio da prata pode ter mais peixes. Mas o visual do aquário é ímpar!!! Sensação de se estar dentro de um aquário mesmo. Amei!!!
Obs.: caso você não tenha outro passeio marcado para depois, você pode ficar pela fazenda curtindo piscina. Só que isso não é avisado quando você agenda. Soubemos na hora, mas já tínhamos o passeio de bote agendado e fomos embora.
Não fizemos o passeio do bote porque eu já havia lido criticas sobre ele, mas não tinha certeza se o sem graça era o bote ou a boia e então acabei agendando o bote. Mas conhecemos pessoas nesse dia que confirmaram que o bote era meio porre. Daí, desmarcamos e trocamos pela boia cross. Só que caiu um temporal nessa tarde, aí não rolou nem uma coisa, nem outra.
Dia 03 – gruta são Miguel + arvorismo + boia cross. Estávamos agendados para fazer a gruta do lago azul antes da gruta são Miguel. Mas o mundo havia desabado em chuva no dia anterior e continuava bem nublado nesta manha. Então, a gruta do lago azul foi interditada. Como a são Miguel não depende de luz solar, foi possível faze-la. Bem bacana o passeio. Nada fantástico, mas deve ser feito com certeza. Fizemo-la na parte da manha. À tarde, conciliamos arvorismo e boia cross, ambos do hotel Cabanas. Fizemos ambos debaixo de mais toró. O que só fez ficar mais emocionante (ou aterrorizante, no caso do arvorismo). Gostamos muuuuuito. O boia não é óóóó!!! Mas foi bastante divertido! Façam! Ah, separem uma graninha para as fotos. Você não tem como fotografar, então irão te vender um dvd com fotos dos dois passeios por 50 pratas.
Dia 04 – gruta lago azul + projeto jiboia . não esperem chegar à gruta azul e encontrar aquele lindo azul das fotos. De fato, quando chegamos mais perto do lago, vimos que era azul. Mas não azuuuuul. Agora, o legal foi que na nossa foto ficou lindo!!!!! Primeira vez em que a foto fica melhor que ao vivo!!!! E sem fotoshop! o problema eh que o lago só fica lindo mesmo quando a luz do sol entra. E isso só acontece em uma pequena época do ano, entre dezembro e janeiro e somente no horário por volta das 8h da manha. Enfim.... na hora de agendarmos, todos falaram pra irmos cedo, pq era o horário mais bonito, mas que nada. Se você for numa época em que o sol não entrará, pode marcar qualquer horário. Mas o ideal é pela manha. Ah, e de todo modo, mesmo sem o sol entrar, ela é fantástica!!!
Nesse dia não conseguimos nenhum passeio de meio dia. Íamos para a estancia mimosa, mas foi fechada porque a agua estava turva demais em razão da chuva dos dias anteriores.
Como passamos praticamente o dia todo sem fazer nada, resolvemos antecipar o projeto jiboia. Amamos. Eu já fui pra lá sabendo que não ia ter medo, pq sou uma verdadeira felícia. Mas pra quem tem medo – quase 99% dos que estavam lá juravam que não tirariam foto com a jiboia -, o projeto é bem interessante. Desmistifica serpentes e dá vários toques legais. Sem contar que o dono do projeto é quem apresenta. E o cara é um puta stand up!!!!! Só a apresentação dele já é um show a parte.
Sobre a jiboia, não preciso dizer que fui a única chata a pedir para coloca-la no pescoço de novo quando acabou, com direito a beijo e muita carícia na coitada da serpente. Rsrsrsrs. Obs.: jiboias são limpíssimas, textura sequinha, não são geladas e não são peçonhentas. Só atacam o ser humano quando se sentem ameaçadas. Como a que ele apresenta já está acostumada, pode pegá-la sem medo!!!!
Dia 05 – abismo anhumas. Confesso que estava me sentindo uma E.T. e achando bonito uma viagem meio xoxinha. Estava meio frustrada, porque não achava que os passeios faziam jus ao gasto que eu estava tendo. Bem, isso até descer o anhumas. Caro pra burro, mas valeu cada centavo!!!!!!!! Simplesmente.... FODA!!! Descer aquela caverna foi indescritível. Pena que não se pode descer com maquina e o pessoal do passeio não tira foto de você descendo. Mas o registro na mente ficará intocado, acredite. E olhem que eu passei mal pra caramba lá embaixo. O abismo também é um local em que a luz do sol só entra numa determinada época do ano – pico do verão. Portanto, não tivemos o privilégio de ver o famoso feixe de luz entrando – que dizem que é mágico. Mas, além da falta do privilégio, a pouca luz me agoniou um pouco. E quando estávamos terminando de fazer a flutuação, eu tive ataque de pânico ainda na água. Ai, trocadilho à parte, meu passeio foi por água abaixo.
Após a flutuação, rola uma volta de bote por dentro do abismo. Preferi não fazer porque estava bem mal ainda tentando me recuperar. Mas meu marido fez e ficou fascinado. Na hora de subirmos, bateu desespero de novo. No movimento de jogar a perna pra baixo pra subir o rapel, a corda roça na canela. A dor estava insuportável pra mim, mesmo com meia grossa. Daí, faltando ainda uns 40 metros de subida, surtei de novo, cismei que queria descer e acabei tendo de sair içada. Mico total. Mas bem que foi agradável subir de patroa apreciando a paisagem. Rsrsrs
Bem, conclusão: mesmo com tudo que passei lá embaixo, pretendo voltar a bonito pra descer o anhumas novamente!!!!! Amei!!!!!
Obs.: este passeio requer treinamento prévio. Eles agendam pra você. Veja como é subir por rapel e imagine se aguentará 80 metros. Sem um mínimo de resistência física, não vá.
Dia 06 – balneário da praia da figueira. Não íamos pra praia da figueira, mas estancia mimosa ainda estava fechada e o rio do peixe não abriu, por ser segunda-feira. Nesse dia bateu estresse e começamos a enjoar da viagem. Afinal, estávamos ficando falidos financeiramente e de passeio fodástico até então que fizesse valer a pena a viagem somente o anhumas, na nossa avaliação. Passamos o dia na figueira. Tudo caro lá, mas pelo menos o almoço foi gostoso. Comemos um tal de pantaneiro. 20 reais, comidinha com gosto caseiro e dava muito bem pra duas pessoas comerem. Aprovado. E o porquê do nome da praia é uma figueira gigante com um redário mais do que maravilhoso debaixo dela. Muito gostoso.
Dia 07 – Paraguai . dia de muamba. 3 horas de viagem pra ir mais 3h pra voltar. Vá cedinho pra voltar com a estrada ainda clara. Bem fácil de chegar. Não tem errada. Obs. Não perca tempo pechinchando e correndo risco de comprar coisas piratas. Vá direto ao shopping China. é como se fosse um enorme supermercado de importados. um pouco mais caro, mas sem estresse.
Dia 08 – boca da onça com rapel + rota boiadeira à noite. O melhor dia da viagem!!!! O rapel da boca da onça é incrível!!! Lindo demais!!! Embora o rapel em si seja de 90 metros, o visual que se tem ao descer é de 180 metros, porque a chegada do rapel fica bem acima do rio que passa lá embaixo. Demais, demais, demais!! Além disso, a cachoeira boca da onça é o que há!!!! Você olha e pensa: cara, Deus tá aqui!!!
Como se não bastasse um rapel perfeito com uma cachoeira de queda perfeita, o passeio pela trilha te reserva mais uma cachoeira pequenininha lindinha demais e mais uma outra, que eh o grande plus! Chama-se cachoeira do buraco do macaco. Caracoles!!!!!!!!!!!!!!!! Tudo de bom! Surpresa maravilhosa, porque além de lindo, é divertido demais. Passa-se por debaixo de uma gruta para chegar a ela. Demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O almoço lá é bem razoável.
Mesmo quem está fora de forma pode fazer. Falaram tanto de 860 degraus da boca da onça!!!! Nada disso. Tem uns dois momentos em que você sobe bastante sem parar. Digo, sem parada pra mirante ou banho. Não dá pra sentir que se sobe tanto, não.
O rapel da boca da onça também exige treinamento. Se for baixa temporada, o treinamento – que consiste basicamente em descer uns 5 metros, só pra vc ser apresentado ao equipamento - , vc consegue fazer no mesmo dia do passeio, lá na fazenda. Em alta, você tem de marcar antes e fazer na cidade de bonito mesmo. O importante é que você não pode inventar na hora que quer fazer o rapel. Se basta agendar o passeio da trilha da boca da onça. Precisa avisar que quer o rapel também.
À noite fizemos quadricículo da rota boiadeira. Eu morri de medo daquele troço virar. Mas foi muito bom. Não preciso dizer que para meu marido foi o melhor passeio da vida dele, né! Mas mesmo com medo, adorei!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dia 09 – rio do peixe. Amamos!!!!!!!!!!!! O passeio não é tão bonito assim, mas foi um dos mais agradáveis. Que dia ótimo. O sr. Moacir, dono da fazenda é uma atração à parte. Simpaticíssimo! Dono de uma arara azul mais simpática ainda, que adora um cafuné e posar para foto. Passeio com direito a banhos de cachoeiras – uma delas forma uma espécie de uma poço natural, no qual pulamos. Adrenalina, beleza e prazer juntos! Demais!!!!!!!!! E o melhor do passeio: o almoço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Todo mundo falava: faz o passeio do rio do peixe pq é o melhor almoço da região. Fizemos, comemos e confirmamos!!! Depois do almoço, sr. Moacir faz com que alimentemos os macaquinhos... ou melhor, faz com que eles venha até os turistas pra pegar bananas. Muito gostoso!
Dia 10 – íamos para o pantanal pra ficar 3 dias lá.
Achamos que somente passar um dia na fazenda são Francisco, tendo de sair às 4 e meia da madruga, não valeria a pena. Até pq queríamos muito fazer focagem noturna e caminhada – coisa que o passeio de day use da fazenda são Francisco não contemplava.
Infelizmente não programei direito a viagem. Não tinha noção de quanto gastaria indo para o pantanal.
É o seguinte. Há duas formas de conhecer o pantanal. Ou você passa um dia na fazenda mais próxima, ou passa pelo menos duas noites numa fazenda mais pra dentro. Ou, ainda, se for numa época mais seca e tiver com um carro legal, vai andando por conta própria pela Estrada parque, que corta o pantanal.
Saindo da cidade de bonito, que fica numa região chamada Bodoquena, vai-se até a cidade de Miranda, que é a primeira cidade em que já se tem o ecossistema do Pantanal. Mas Miranda está bem no comecinho. E a fazenda São Francisco, que é o principal passeio vendido para o pantanal quando se está em bonito, fica ali junto de Miranda, no começo do pantanal.
Ocorre que o barato da coisa é quanto mais pra dentro do pantanal, melhor. E pra isso, ou você precisa de logística ou de grana. Ambos nos faltaram. Rsrsrs. não rolava de irmos por conta própria pela estrada parque de Miranda até a cidade de Corumbá – andar pela estrada parque eh andar por dentro do pantanal. Você para o carro e ve todo o jacaré que quiser. Ve comboio de gado passando, ve de tudo. So que se chover, você não sai de lá, pq nem eh terra batida.
A opção, então, seria ir de carro até um determinado trecho antes de chegar a estrada parque, deixar o carro junto do posto de polícia ambiental e a galera das fazendas lá de dentro da estrada parque vir pegar a gente. Uma delas eh a fazenda do passo do lontra. Fica no início da estrada parque, mas bem mais pra dentro do pantanal do que a fazenda são Francisco. Mas há várias outras. Só pesquisar. Mas os preços não são tao diferentes. Duas noites na fazenda do passo do lontra, com passeio de pescaria, caminhada, cavalgada, barco, safari diurno e focagem noturna, ficaria em torno de 1100 o casal em quarto privativo, com todas refeições incluídas. Na hora, tomamos um susto com o preço e tiramos o pantanal dos nossos planos. Mas, depois, fazendo as contas, vimos que estava no preço.
Enfim...juntou a falência que bonito nos causou, o espanto das cifras do preço do pantanal, mais o estresse do dia em que ficamos sem nada pra fazer, conclusão: abortamos o pantanal e antecipamos a nossa volta para o Rio.
Conclusão da viagem:
Nosso roteiro ficou meio alongado. Mas foi devido à chuva. Perdemos uns dois dias nessa brincadeira. Mas se você for como nós que gosta de exaurir um lugar ao conhece-lo, reserve uns dias a mais para poder lidar com esse tipo de imprevisto. E no verão lá chove bastante.
Excluindo o fator chuva, um roteiro ideal seria o seguinte:
01 – chegada
02 – rio da prata + buraco das araras
03 – Aquário (ou rio sucuri) + boia e arvorismo
04 – abismo + balneário pra descansar
05 – 2 grutas + balneário (ou algum passeio de cachoeira de meio período) + jiboia à noite
06 – boca da onça + rota boiadeira no início da noite
07 – paraguai
08 – rio do peixe
09 – retorno
Obs.: não vá ao Paraguai no dia antes de vir embora. São 6 horas de estrada que te deixam meio destruído, pra ter de pegar estrada no dia seguinte. Um passeio de cachoeira light e relaxante no dia anterior à volta é bem interessante.
Não fizemos estancia mimosa e não nos arrependemos. Acho que um passeio de cachoeira só já é o suficiente. Até pela grana que se gasta. E entre todos os de cachoeira, elegemos o rio do peixe. É um passeio de dia inteiro com preço parecido com os demais.
Galera, segue meu diário de bordo da minha viagem a bonito/ pantanal. Sendo que pantanal foi abortado por razões que explicarei adiante. mas ainda assim, consegui pesquisar bastante sobre o pantanal quando estive em bonito. bem, espero que ajude. Qualquer dúvida, só falar.
antes de descrever o roteiro, postarei algumas observaçoes que servirao como dicas. ao final, tem uma sugestao de um roteiro ideial.
Passeios em bonito – todos muito caros e com preços tabelados. Mesmo!!! Não adianta tentar arrumar desconto porque isso é impossivel. A cidade tem um esquema muito bem estruturado para os passeios. Você não faz o passeio sem voucher, com hora marcada e número de reserva. Mesmo aquele passeio que você venha a reservar em cima da hora, precisa de emissão de voucher por parte de sua pousada ou agência. Portanto, não esquenta a cabeça fazendo cotação de preços de passeios. As agencias concorrência na forma de atendimento. No nosso caso, a pousada atuava como agência também. Se você for em alta temporada, reserve tudo com bastante antecedência junto da compra da passagem e da reserva da pousada, ou não fará passeio algum.
Hospedagem - Ficamos hospedados na pousada eco villa verde. 120 reais, com piscina, chalé bem confortável, com cama queen, tv de lcd, e banheiro muito bom. Pessoal da pousada muito simpático e solícito. Mas infelizmente rolam uns inconvenientes. É uma empresa familiar. Eles moram nos fundos da pousada. E quando dá 9h da noite eles fecham a recepção. E como eles atuavam como agenciadores dos passeios, isso era um problema. Muitas vezes voltávamos do jantar e precisávamos saber sobre o dia seguinte, não tínhamos como falar com eles. Mas pra quem vai como todos passeios já previamente agendados, talvez não encontre problemas. Conhecemos um casal que pagou 80 reais na pousada Mota. Sem piscina. Mas isso acaba não fazendo muita falta. Eles gostaram muito do atendimento.
Condição das estradas – Um grande elogio a ser feito: As estradas do MS são excelentes!!!! E o melhor: sem pedágio!!!! Os trechos para os passeios são em grande maioria de terra batida. Inclusive, para o Rio da Prata há um grande trecho assim, mesmo antes de se chegar à fazenda. Mas, as rodovias, de modo geral, são fantásticas! Tapetinho. Para a fazenda da boca da onça, encontramos um pedaço que estava em asfaltamento. O único trecho ruim, mas mesmo assim sem buracos, foi o da cidade de Antonio João, a caminho do paraguai.
Como chegar aos passeios - É humanamente impossível se perder, seja para chegar a bonito, seja para ir ate as fazendas onde estão os passeios. Todo e qualquer passeio é completamente mapeado. Fantástico!!!!
Custos - Há apenas 2 passeios que não são de propriedade de fazendeiros, que é a gruta do lago azul e o balneário municipal. Mas mesmo assim estes não são gratuitos. Por falar nisso, nada é de graça em bonito. Nem mesmo o gelo do seu refrigerante. Pasmem: chegam a cobrar 1,50 por um copo com gelo nos restaurantes.
Passeios de flutuação – rio da prata é o carro-chefe. Além dele, há o aquário natural, o rio sucuri e o rio formoso. Como não achei o rio da prata isso tudo e era unânime a opinião de que o rio sucuri era bem parecido, mas inferior ao rio da prata, resolvi nem incluir o sucuri. Rio formoso também não.
Comida - Não se iluda ao ver aquele monte de boizinho gorducho ao longo de todos os caminhos por onde andar. A carne em bonito é o lixo do lixo. Come-se muito mal. Patinho é artigo de luxo. O único restaurante em que a carne era realmente boa foi a Casa do João. Não é barato, mas é bom e ainda rende umas boas fotos de casal, pois é bem bonitinho. O restaurante Taboa – eu particularmente achei maior enganação. Todo mundo indica. Sinceramente, achei caro e não é isso tudo. Se é pra pagar caro, prefiro a Casa do João. Mas disseram que a caipirinha deles é gostosa, realmente.
Paraguai - reserve um dia para ir lá. Se bem que nem tudo compensa. Pra variar, perfumes e cosméticos bem em conta. Alguns eletrônicos também. Mas paguei mais barato num mizzuno aqui no Rio. Sobre alfandega... bem, ela até existe. Mas até o momento não soube de ninguém que tenha pegado algum dia em que estava havendo fiscalização.
Como chegar ao Paraguai - sai de bonito e segue a placa pra guia Lopes da laguna. Depois, segue a placa para jardim e, seguinte, a placa para bela vista, e, por ultimo, a placa para antonio joao/ ponta porá. Quando chegar a ponta porã (cidade brasileira que faz fronteira), continua seguindo reto, reto, até encontrar o shopping china, que pertence ao Paraguai. A fronteira é feita apenas por um canteiro.
Transporte – tudo é muito longe. Tem passeios que ficam a 58 km de distancia. Então, ou terá de contar com transporte compartilhado ou alugar carro. Não há como alugar carro diretamente em bonito. Há como pagar diária de algum taxista que ficará a sua disposição. Nós alugamos. Ficou puxado no orçamento, mas não nos arrependemos, pois nas mudanças de planos em cima da hora é uma mão na roda está com transporte próprio.
como chegar a bonito - siga para Sidrolândia. Fica a poucos quilômetros de campo grande. E deixe para lanchar por lá também. Pare na Ki Pão Conveniências. Tudo limpinho e muito gostoso. De sidrolandia, siga na direção de Nioaque e então, direção de Bonito.
Nosso roteiro:
Dia 00 – chegamos a campo grande e fomos ver aluguel de carro. Quase caí pra trás! 140 reais foi o mais em conta que achamos no aeroporto. A localiza chegou a cobrar 190 reais! Acho que quem já faz a reserva do carro com antecedência paga mais barato. Como vamos sempre para o nordeste e lá tudo é em conta, arriscamos. Bem, resolvemos procurar por algumas locadoras pelo centro de campo grande. Achamos a Alugue Brasil. Fale com a Diene. Ótimo atendimento o dela. Foram nos buscar no aeroporto e fizeram um bom desconto. Pagamos 100 reais a diária de um gol com ar, direção, vidro, trava e 1.6. não foi baratex, mas foi o melhor que conseguimos.
Chegamos a bonito já lá pelas 18h. demos uma volta e jantamos. Restaurante Tapera. Gostoso o peixe gratinado ao molho de urucum. Não aceita cartão. Em contrapartida, era baratinho.
Dia 01 – rio da prata + buraco das araras. sao dois dos passeios mais distantes. Ficam no município de Jardim. Portanto, faça os dois juntos. em relação ao buraco das araras, todos que conhecemos, detestaram. Nós ficamos em êxtase! Quem for pra lá esperando ver dezenas de araras revoando, não vá. Mas se você estiver disposto a assistir à natureza, você irá se encantar. Fomos cientes de que não iríamos ver araras, pois o guia já tinha avisado que o grupo anterior não viu umazinha sequer. Bem, mas como a formação de uma dolina não se vê em qualquer esquina, resolvemos ir e nos contentar em admirar a formação geológica que por si só já é lindíssima.
Como recompensa por nossa compreensão em aceitar a natureza como ela é, em menos de 10 minutos de contemplação despretensiosa, uma linda arara vermelha pousou num galho bem na nossa cara!!! E lá ficou. Dali, vieram outras e outras e mais outras. Foi lindo!!!! Conseguimos ver o ninho. E até jacarés também. Volto a dizer. Não foi um show treinado, com todas elas revoando ao mesmo tempo, mas foi espetacular, porque ali não tinha ninguém colocando comida como isca, não havia qualquer interferência humana no comportamento delas. E isso é que faz o passeio ser tão encantador. Vê-las tão ao natural, tão livres. Ficamos em torno de uns 50 minutos contemplando o lugar.
Sobre o rio da prata... prefiro me abster, porque tenho consciência de que fomos exceção absoluta. Todo mundo que conheci amou o lugar. De fato, gostamos. Mas não posso dizer que amei. Acho que minhas passagens por ilha grande (RJ), maracajau (RN) e Maragogi (AL) contaminaram minha impressão. Mas de fato é muito bonito.
Só uma ressalva. Após a flutação, há o almoço e nada mais. Portanto, caso você não tenha de ir para o buraco das araras depois (que fica numa fazenda perto dali), opte por não almoçar lá. Basta avisar a sua agencia que quer o passeio sem o almoço, para que emitam um voucher diferente. Com 25 reais por pessoa, você almoça bem em bonito. Leve um biscoito pra segurar a fome. Horrivel o almoço da fazenda. Se tentássemos comer a carne que serviram, quebraríamos a mandíbula.
Dia 02 – aquário natural (Baía Bonita) + passeio de bote (este último não foi feito). Particularmente, marcou-me muito mais do que o rio da prata. Simplesmente lindíssimo. O rio da prata pode ter mais peixes. Mas o visual do aquário é ímpar!!! Sensação de se estar dentro de um aquário mesmo. Amei!!!
Obs.: caso você não tenha outro passeio marcado para depois, você pode ficar pela fazenda curtindo piscina. Só que isso não é avisado quando você agenda. Soubemos na hora, mas já tínhamos o passeio de bote agendado e fomos embora.
Não fizemos o passeio do bote porque eu já havia lido criticas sobre ele, mas não tinha certeza se o sem graça era o bote ou a boia e então acabei agendando o bote. Mas conhecemos pessoas nesse dia que confirmaram que o bote era meio porre. Daí, desmarcamos e trocamos pela boia cross. Só que caiu um temporal nessa tarde, aí não rolou nem uma coisa, nem outra.
Dia 03 – gruta são Miguel + arvorismo + boia cross. Estávamos agendados para fazer a gruta do lago azul antes da gruta são Miguel. Mas o mundo havia desabado em chuva no dia anterior e continuava bem nublado nesta manha. Então, a gruta do lago azul foi interditada. Como a são Miguel não depende de luz solar, foi possível faze-la. Bem bacana o passeio. Nada fantástico, mas deve ser feito com certeza. Fizemo-la na parte da manha. À tarde, conciliamos arvorismo e boia cross, ambos do hotel Cabanas. Fizemos ambos debaixo de mais toró. O que só fez ficar mais emocionante (ou aterrorizante, no caso do arvorismo). Gostamos muuuuuito. O boia não é óóóó!!! Mas foi bastante divertido! Façam! Ah, separem uma graninha para as fotos. Você não tem como fotografar, então irão te vender um dvd com fotos dos dois passeios por 50 pratas.
Dia 04 – gruta lago azul + projeto jiboia . não esperem chegar à gruta azul e encontrar aquele lindo azul das fotos. De fato, quando chegamos mais perto do lago, vimos que era azul. Mas não azuuuuul. Agora, o legal foi que na nossa foto ficou lindo!!!!! Primeira vez em que a foto fica melhor que ao vivo!!!! E sem fotoshop! o problema eh que o lago só fica lindo mesmo quando a luz do sol entra. E isso só acontece em uma pequena época do ano, entre dezembro e janeiro e somente no horário por volta das 8h da manha. Enfim.... na hora de agendarmos, todos falaram pra irmos cedo, pq era o horário mais bonito, mas que nada. Se você for numa época em que o sol não entrará, pode marcar qualquer horário. Mas o ideal é pela manha. Ah, e de todo modo, mesmo sem o sol entrar, ela é fantástica!!!
Nesse dia não conseguimos nenhum passeio de meio dia. Íamos para a estancia mimosa, mas foi fechada porque a agua estava turva demais em razão da chuva dos dias anteriores.
Como passamos praticamente o dia todo sem fazer nada, resolvemos antecipar o projeto jiboia. Amamos. Eu já fui pra lá sabendo que não ia ter medo, pq sou uma verdadeira felícia. Mas pra quem tem medo – quase 99% dos que estavam lá juravam que não tirariam foto com a jiboia -, o projeto é bem interessante. Desmistifica serpentes e dá vários toques legais. Sem contar que o dono do projeto é quem apresenta. E o cara é um puta stand up!!!!! Só a apresentação dele já é um show a parte.
Sobre a jiboia, não preciso dizer que fui a única chata a pedir para coloca-la no pescoço de novo quando acabou, com direito a beijo e muita carícia na coitada da serpente. Rsrsrsrs. Obs.: jiboias são limpíssimas, textura sequinha, não são geladas e não são peçonhentas. Só atacam o ser humano quando se sentem ameaçadas. Como a que ele apresenta já está acostumada, pode pegá-la sem medo!!!!
Dia 05 – abismo anhumas. Confesso que estava me sentindo uma E.T. e achando bonito uma viagem meio xoxinha. Estava meio frustrada, porque não achava que os passeios faziam jus ao gasto que eu estava tendo. Bem, isso até descer o anhumas. Caro pra burro, mas valeu cada centavo!!!!!!!! Simplesmente.... FODA!!! Descer aquela caverna foi indescritível. Pena que não se pode descer com maquina e o pessoal do passeio não tira foto de você descendo. Mas o registro na mente ficará intocado, acredite. E olhem que eu passei mal pra caramba lá embaixo. O abismo também é um local em que a luz do sol só entra numa determinada época do ano – pico do verão. Portanto, não tivemos o privilégio de ver o famoso feixe de luz entrando – que dizem que é mágico. Mas, além da falta do privilégio, a pouca luz me agoniou um pouco. E quando estávamos terminando de fazer a flutuação, eu tive ataque de pânico ainda na água. Ai, trocadilho à parte, meu passeio foi por água abaixo.
Após a flutuação, rola uma volta de bote por dentro do abismo. Preferi não fazer porque estava bem mal ainda tentando me recuperar. Mas meu marido fez e ficou fascinado. Na hora de subirmos, bateu desespero de novo. No movimento de jogar a perna pra baixo pra subir o rapel, a corda roça na canela. A dor estava insuportável pra mim, mesmo com meia grossa. Daí, faltando ainda uns 40 metros de subida, surtei de novo, cismei que queria descer e acabei tendo de sair içada. Mico total. Mas bem que foi agradável subir de patroa apreciando a paisagem. Rsrsrs
Bem, conclusão: mesmo com tudo que passei lá embaixo, pretendo voltar a bonito pra descer o anhumas novamente!!!!! Amei!!!!!
Obs.: este passeio requer treinamento prévio. Eles agendam pra você. Veja como é subir por rapel e imagine se aguentará 80 metros. Sem um mínimo de resistência física, não vá.
Dia 06 – balneário da praia da figueira. Não íamos pra praia da figueira, mas estancia mimosa ainda estava fechada e o rio do peixe não abriu, por ser segunda-feira. Nesse dia bateu estresse e começamos a enjoar da viagem. Afinal, estávamos ficando falidos financeiramente e de passeio fodástico até então que fizesse valer a pena a viagem somente o anhumas, na nossa avaliação. Passamos o dia na figueira. Tudo caro lá, mas pelo menos o almoço foi gostoso. Comemos um tal de pantaneiro. 20 reais, comidinha com gosto caseiro e dava muito bem pra duas pessoas comerem. Aprovado. E o porquê do nome da praia é uma figueira gigante com um redário mais do que maravilhoso debaixo dela. Muito gostoso.
Dia 07 – Paraguai . dia de muamba. 3 horas de viagem pra ir mais 3h pra voltar. Vá cedinho pra voltar com a estrada ainda clara. Bem fácil de chegar. Não tem errada. Obs. Não perca tempo pechinchando e correndo risco de comprar coisas piratas. Vá direto ao shopping China. é como se fosse um enorme supermercado de importados. um pouco mais caro, mas sem estresse.
Dia 08 – boca da onça com rapel + rota boiadeira à noite. O melhor dia da viagem!!!! O rapel da boca da onça é incrível!!! Lindo demais!!! Embora o rapel em si seja de 90 metros, o visual que se tem ao descer é de 180 metros, porque a chegada do rapel fica bem acima do rio que passa lá embaixo. Demais, demais, demais!! Além disso, a cachoeira boca da onça é o que há!!!! Você olha e pensa: cara, Deus tá aqui!!!
Como se não bastasse um rapel perfeito com uma cachoeira de queda perfeita, o passeio pela trilha te reserva mais uma cachoeira pequenininha lindinha demais e mais uma outra, que eh o grande plus! Chama-se cachoeira do buraco do macaco. Caracoles!!!!!!!!!!!!!!!! Tudo de bom! Surpresa maravilhosa, porque além de lindo, é divertido demais. Passa-se por debaixo de uma gruta para chegar a ela. Demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O almoço lá é bem razoável.
Mesmo quem está fora de forma pode fazer. Falaram tanto de 860 degraus da boca da onça!!!! Nada disso. Tem uns dois momentos em que você sobe bastante sem parar. Digo, sem parada pra mirante ou banho. Não dá pra sentir que se sobe tanto, não.
O rapel da boca da onça também exige treinamento. Se for baixa temporada, o treinamento – que consiste basicamente em descer uns 5 metros, só pra vc ser apresentado ao equipamento - , vc consegue fazer no mesmo dia do passeio, lá na fazenda. Em alta, você tem de marcar antes e fazer na cidade de bonito mesmo. O importante é que você não pode inventar na hora que quer fazer o rapel. Se basta agendar o passeio da trilha da boca da onça. Precisa avisar que quer o rapel também.
À noite fizemos quadricículo da rota boiadeira. Eu morri de medo daquele troço virar. Mas foi muito bom. Não preciso dizer que para meu marido foi o melhor passeio da vida dele, né! Mas mesmo com medo, adorei!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dia 09 – rio do peixe. Amamos!!!!!!!!!!!! O passeio não é tão bonito assim, mas foi um dos mais agradáveis. Que dia ótimo. O sr. Moacir, dono da fazenda é uma atração à parte. Simpaticíssimo! Dono de uma arara azul mais simpática ainda, que adora um cafuné e posar para foto. Passeio com direito a banhos de cachoeiras – uma delas forma uma espécie de uma poço natural, no qual pulamos. Adrenalina, beleza e prazer juntos! Demais!!!!!!!!! E o melhor do passeio: o almoço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Todo mundo falava: faz o passeio do rio do peixe pq é o melhor almoço da região. Fizemos, comemos e confirmamos!!! Depois do almoço, sr. Moacir faz com que alimentemos os macaquinhos... ou melhor, faz com que eles venha até os turistas pra pegar bananas. Muito gostoso!
Dia 10 – íamos para o pantanal pra ficar 3 dias lá.
Achamos que somente passar um dia na fazenda são Francisco, tendo de sair às 4 e meia da madruga, não valeria a pena. Até pq queríamos muito fazer focagem noturna e caminhada – coisa que o passeio de day use da fazenda são Francisco não contemplava.
Infelizmente não programei direito a viagem. Não tinha noção de quanto gastaria indo para o pantanal.
É o seguinte. Há duas formas de conhecer o pantanal. Ou você passa um dia na fazenda mais próxima, ou passa pelo menos duas noites numa fazenda mais pra dentro. Ou, ainda, se for numa época mais seca e tiver com um carro legal, vai andando por conta própria pela Estrada parque, que corta o pantanal.
Saindo da cidade de bonito, que fica numa região chamada Bodoquena, vai-se até a cidade de Miranda, que é a primeira cidade em que já se tem o ecossistema do Pantanal. Mas Miranda está bem no comecinho. E a fazenda São Francisco, que é o principal passeio vendido para o pantanal quando se está em bonito, fica ali junto de Miranda, no começo do pantanal.
Ocorre que o barato da coisa é quanto mais pra dentro do pantanal, melhor. E pra isso, ou você precisa de logística ou de grana. Ambos nos faltaram. Rsrsrs. não rolava de irmos por conta própria pela estrada parque de Miranda até a cidade de Corumbá – andar pela estrada parque eh andar por dentro do pantanal. Você para o carro e ve todo o jacaré que quiser. Ve comboio de gado passando, ve de tudo. So que se chover, você não sai de lá, pq nem eh terra batida.
A opção, então, seria ir de carro até um determinado trecho antes de chegar a estrada parque, deixar o carro junto do posto de polícia ambiental e a galera das fazendas lá de dentro da estrada parque vir pegar a gente. Uma delas eh a fazenda do passo do lontra. Fica no início da estrada parque, mas bem mais pra dentro do pantanal do que a fazenda são Francisco. Mas há várias outras. Só pesquisar. Mas os preços não são tao diferentes. Duas noites na fazenda do passo do lontra, com passeio de pescaria, caminhada, cavalgada, barco, safari diurno e focagem noturna, ficaria em torno de 1100 o casal em quarto privativo, com todas refeições incluídas. Na hora, tomamos um susto com o preço e tiramos o pantanal dos nossos planos. Mas, depois, fazendo as contas, vimos que estava no preço.
Enfim...juntou a falência que bonito nos causou, o espanto das cifras do preço do pantanal, mais o estresse do dia em que ficamos sem nada pra fazer, conclusão: abortamos o pantanal e antecipamos a nossa volta para o Rio.
Conclusão da viagem:
Nosso roteiro ficou meio alongado. Mas foi devido à chuva. Perdemos uns dois dias nessa brincadeira. Mas se você for como nós que gosta de exaurir um lugar ao conhece-lo, reserve uns dias a mais para poder lidar com esse tipo de imprevisto. E no verão lá chove bastante.
Excluindo o fator chuva, um roteiro ideal seria o seguinte:
01 – chegada
02 – rio da prata + buraco das araras
03 – Aquário (ou rio sucuri) + boia e arvorismo
04 – abismo + balneário pra descansar
05 – 2 grutas + balneário (ou algum passeio de cachoeira de meio período) + jiboia à noite
06 – boca da onça + rota boiadeira no início da noite
07 – paraguai
08 – rio do peixe
09 – retorno
Obs.: não vá ao Paraguai no dia antes de vir embora. São 6 horas de estrada que te deixam meio destruído, pra ter de pegar estrada no dia seguinte. Um passeio de cachoeira light e relaxante no dia anterior à volta é bem interessante.
Não fizemos estancia mimosa e não nos arrependemos. Acho que um passeio de cachoeira só já é o suficiente. Até pela grana que se gasta. E entre todos os de cachoeira, elegemos o rio do peixe. É um passeio de dia inteiro com preço parecido com os demais.