Eu sempre pesquisei informações aqui no fórum mas nunca fiz uma contribuição. Como fui recentemente para Manaus (2 de Março), escrevo para contar como foi.
Bem, eu resolvi ir aproveitando a promoção da Gol-Smiles que fazia cada trecho interno por 4000 milhas. Como nunca tinha ido a Manaus, resolvi passar lá o final de semana.
Meu vôo iria chegar na sexta feira de madrugada. Então na quinta eu entrei em contato com o Leonardo da Amazing Tours (cuja recomendação eu tinha encontrado aqui no fórum mesmo). Combinei um passeio para o sábado de manhã, o translado Aeroporto-Hostel na madrugada do sábado e a volta Hostel-Aeroporto no Domingo.
Normalmente os translados estão inclusos no passeios mas como o meu vôo chegou de madrugada, foi cobrada um taxa de R$50,00. Esse é um valor um pouco menor do que seu eu fosse de taxi (único meio de para chegar no centro de Manaus de madrugada). Então valeu a pena. Chegando lá em Manaus o Leonardo estava me esperando com planquinha e me levou até o hostel.
Fiquei no hostel Gol Backpackers. Eu não havia encontrado nenhuma indicação desse albergue aqui no fórum. Encontrei o hostel visitando o hostelworld. Fiz a reserva pelo site e paguei o restante no momento do check in. O preço era de R$25,00 por dia com direito a café da manhã. O albergue era bom. Coloquei umas fotos da entrada e do quarto para vocês terem uma idéia. Segundo um dos donos, o Ralph, o hostel foi inaugurado recentemente (janeiro de 2012) e seus hospedes são basicamente gringos. E de fato, nos dias que fiquei lá só eu era brasileiro. Ele fica localizado bem perto da pracinha do Teatro Amazonas. A localização é muito boa. Os quartos possuem todos ar condicionado (importante para dormir bem no calor de Manaus) e tinha também uma piscina que não usei.
No sábado de manhã sai para tomar o café da manhã incluso na diária do Hostel. O café era servido em um restaurante/lanchonete que fica ao lado do albergue. Estava muito bom, principalmente o pão de milho.
As 8h o Leonardo chegou para me levar até o cais onde eu faria o passeio. Fomos no seu carro apesar de ser possível ir a pé. O preço pelo passeio foi de R$ 130,00 Fomos em uma lancha de uns 18 lugares. O grupo era de brasileiros (umas 10 pessoas) e o guia (que esqueci o nome) era animado. Ele falava bastante e contava detalhes durante o passeio. Primeiro fomos ao encontro das águas. É impressionante como é possível notar a variação de temperatura da água quando se passa do Rio Negro ao Solimões. Depois passamos por umas casas flutuantes. Havia uma das casas a venda: perguntamos o preço e a moça falou que ela estava sendo vendida por R$ 40.000,00! Em seguida fizemos a parada para o almoço. Nessa parada também vimos uns artesanatos (nada muito interessante) e as vitórias régias. Essas sim são bem bonitas.
O almoço estava muito bom e era incluido no passeio. Tudo a vontade, somente tivemos que pagar pelos refrigerantes que consumimos.
Após o almoço passeamos próximos a casa de alguns ribeirinhos, vimos uma árvore imensa (seriam necessárias várias pessoas para abraça-la) e andamos pelo mangue. Ao final, retornamos a Manaus.
Chegando em Manaus fui caminhando até a praça do Teatro Amazonas. Lá eles fazem tours guiados pelo interior no qual se explica a história do teatro. Foi muito interessante principalmente porque no dia havia uma orquestra ensaiando para uma apresentação para o Governador. Assim, tivemos além do passeio, uma palinha de música clássica. Intressante também é a calçada da praça. Ela lembra muito a calçada de Copacabana no Rio de Janeiro. Mas segundo o guia, a de Manaus é anterior e representa o encontro do Rio Negro e do Rio Solimões.
Em seguida fui ao Palacete Provincial. A praça que o contém assim como o próprio palacete foram reformados recentemente. Até alguns anos atrás ele era um quartel da polícia mas depois virou museu. Haviam exposições no interior: arqueologia, história da polícia militar (com vários armamentos), de quadros. Mas a exposição mais bacana foi uma de moedas. Essa é realmente impressionante. Possui moedas de todo mundo. Antigas e atuais. Para quem gosta é um prato cheio.
Depois disso, como ainda estava disposto caminhei até o parque Jéferson Peres. Ele estava bem conservado e com várias pessoas fazendo cooper. Tem também uma bandeira imensa do estado.
Voltei ao hostel e depois do banho fiquei para o happy hour. O pessoal do hostel serviu caipirinhas para os hospedes experimentarem. Não durou muito pois o pessoal que estava hospedado iria sair no dia seguinte bem cedo para a selva.
Fui à noite na praça do Teatro Amazonas. E a atmosfera lá estava bem agradável. A praça estava bem policiada e havia várias famílias, turistas e crinaças brincado. Estavam sendo exibidos uns filmes do Chaplin em um telão (era uma iniciativa do governo). Por lá também encontrávamos vários barzinhos e restaurantes. Eu acabei comento um Tacacá em uma barraquinha. É uma espécie de sopa com goma de mandioca, camarão e umas ervas. É um prato típico da região. Mas confesso que não gostei muito não. Talvez o fato de ser uma sopa quente para ser tomada no calor de Manaus tenha feito a iguaria perder alguns pontos no meu julgamento.
No domingo de manhã fui a uma feira de artesanato que acontece na Avenida Eduardo Ribeiro. Lá tem várias barraquinhas com os mais diversos produtos sendo vendidos. Peixes de aquário, artesanatos, roupas e até mesmo planos de tv a cabo. Mas o bom mesmo são as barracas de comida. Nelas tomei meu café da manhã comendo tapioca com suco de graviola. Depois disso tomei um ônibus até o Bosque do INPA. O parque é bem legal e é fica um pouco afastado do centro histórico. Lá em ariranha, peixe boi fluvial (que é diferente do peixe boi que tem em Pernambuco que é marítimo) além de uns jacarés. Tem também uma espécie de museu que conta a história do ciclo da borracha na Amazônia. O parque é relativamente grande e fique nele a manhã toda. Tomei outro ônibus para o centro e almocei na praça do teatro.
Voltei ao albergue, arrumei as coisas e por volta das 15h o Leonardo voltou para me pegar e levar até o Aeroporto.
Bem, foi isso. A viagem foi muito rápida mas foi suficiente para deixar uma boa impressão da cidade. Os locais que eu vistei estavam bem cuidados e policiados. Além disso, conversando com os gringos no hostel fiquei com vontade de voltar lá para passar uns dias na selva, fazer o passeio dos botos etc. Mas isso fica para a próxima!
Eu sempre pesquisei informações aqui no fórum mas nunca fiz uma contribuição. Como fui recentemente para Manaus (2 de Março), escrevo para contar como foi.
Bem, eu resolvi ir aproveitando a promoção da Gol-Smiles que fazia cada trecho interno por 4000 milhas. Como nunca tinha ido a Manaus, resolvi passar lá o final de semana.
Meu vôo iria chegar na sexta feira de madrugada. Então na quinta eu entrei em contato com o Leonardo da Amazing Tours (cuja recomendação eu tinha encontrado aqui no fórum mesmo). Combinei um passeio para o sábado de manhã, o translado Aeroporto-Hostel na madrugada do sábado e a volta Hostel-Aeroporto no Domingo.
Normalmente os translados estão inclusos no passeios mas como o meu vôo chegou de madrugada, foi cobrada um taxa de R$50,00. Esse é um valor um pouco menor do que seu eu fosse de taxi (único meio de para chegar no centro de Manaus de madrugada). Então valeu a pena. Chegando lá em Manaus o Leonardo estava me esperando com planquinha e me levou até o hostel.
Fiquei no hostel Gol Backpackers. Eu não havia encontrado nenhuma indicação desse albergue aqui no fórum. Encontrei o hostel visitando o hostelworld. Fiz a reserva pelo site e paguei o restante no momento do check in. O preço era de R$25,00 por dia com direito a café da manhã. O albergue era bom. Coloquei umas fotos da entrada e do quarto para vocês terem uma idéia. Segundo um dos donos, o Ralph, o hostel foi inaugurado recentemente (janeiro de 2012) e seus hospedes são basicamente gringos. E de fato, nos dias que fiquei lá só eu era brasileiro. Ele fica localizado bem perto da pracinha do Teatro Amazonas. A localização é muito boa. Os quartos possuem todos ar condicionado (importante para dormir bem no calor de Manaus) e tinha também uma piscina que não usei.
No sábado de manhã sai para tomar o café da manhã incluso na diária do Hostel. O café era servido em um restaurante/lanchonete que fica ao lado do albergue. Estava muito bom, principalmente o pão de milho.
As 8h o Leonardo chegou para me levar até o cais onde eu faria o passeio. Fomos no seu carro apesar de ser possível ir a pé. O preço pelo passeio foi de R$ 130,00 Fomos em uma lancha de uns 18 lugares. O grupo era de brasileiros (umas 10 pessoas) e o guia (que esqueci o nome) era animado. Ele falava bastante e contava detalhes durante o passeio. Primeiro fomos ao encontro das águas. É impressionante como é possível notar a variação de temperatura da água quando se passa do Rio Negro ao Solimões. Depois passamos por umas casas flutuantes. Havia uma das casas a venda: perguntamos o preço e a moça falou que ela estava sendo vendida por R$ 40.000,00! Em seguida fizemos a parada para o almoço. Nessa parada também vimos uns artesanatos (nada muito interessante) e as vitórias régias. Essas sim são bem bonitas.
O almoço estava muito bom e era incluido no passeio. Tudo a vontade, somente tivemos que pagar pelos refrigerantes que consumimos.
Após o almoço passeamos próximos a casa de alguns ribeirinhos, vimos uma árvore imensa (seriam necessárias várias pessoas para abraça-la) e andamos pelo mangue. Ao final, retornamos a Manaus.
Chegando em Manaus fui caminhando até a praça do Teatro Amazonas. Lá eles fazem tours guiados pelo interior no qual se explica a história do teatro. Foi muito interessante principalmente porque no dia havia uma orquestra ensaiando para uma apresentação para o Governador. Assim, tivemos além do passeio, uma palinha de música clássica. Intressante também é a calçada da praça. Ela lembra muito a calçada de Copacabana no Rio de Janeiro. Mas segundo o guia, a de Manaus é anterior e representa o encontro do Rio Negro e do Rio Solimões.
Em seguida fui ao Palacete Provincial. A praça que o contém assim como o próprio palacete foram reformados recentemente. Até alguns anos atrás ele era um quartel da polícia mas depois virou museu. Haviam exposições no interior: arqueologia, história da polícia militar (com vários armamentos), de quadros. Mas a exposição mais bacana foi uma de moedas. Essa é realmente impressionante. Possui moedas de todo mundo. Antigas e atuais. Para quem gosta é um prato cheio.
Depois disso, como ainda estava disposto caminhei até o parque Jéferson Peres. Ele estava bem conservado e com várias pessoas fazendo cooper. Tem também uma bandeira imensa do estado.
Voltei ao hostel e depois do banho fiquei para o happy hour. O pessoal do hostel serviu caipirinhas para os hospedes experimentarem. Não durou muito pois o pessoal que estava hospedado iria sair no dia seguinte bem cedo para a selva.
Fui à noite na praça do Teatro Amazonas. E a atmosfera lá estava bem agradável. A praça estava bem policiada e havia várias famílias, turistas e crinaças brincado. Estavam sendo exibidos uns filmes do Chaplin em um telão (era uma iniciativa do governo). Por lá também encontrávamos vários barzinhos e restaurantes. Eu acabei comento um Tacacá em uma barraquinha. É uma espécie de sopa com goma de mandioca, camarão e umas ervas. É um prato típico da região. Mas confesso que não gostei muito não. Talvez o fato de ser uma sopa quente para ser tomada no calor de Manaus tenha feito a iguaria perder alguns pontos no meu julgamento.
No domingo de manhã fui a uma feira de artesanato que acontece na Avenida Eduardo Ribeiro. Lá tem várias barraquinhas com os mais diversos produtos sendo vendidos. Peixes de aquário, artesanatos, roupas e até mesmo planos de tv a cabo. Mas o bom mesmo são as barracas de comida. Nelas tomei meu café da manhã comendo tapioca com suco de graviola. Depois disso tomei um ônibus até o Bosque do INPA. O parque é bem legal e é fica um pouco afastado do centro histórico. Lá em ariranha, peixe boi fluvial (que é diferente do peixe boi que tem em Pernambuco que é marítimo) além de uns jacarés. Tem também uma espécie de museu que conta a história do ciclo da borracha na Amazônia. O parque é relativamente grande e fique nele a manhã toda. Tomei outro ônibus para o centro e almocei na praça do teatro.
Voltei ao albergue, arrumei as coisas e por volta das 15h o Leonardo voltou para me pegar e levar até o Aeroporto.
Bem, foi isso. A viagem foi muito rápida mas foi suficiente para deixar uma boa impressão da cidade. Os locais que eu vistei estavam bem cuidados e policiados. Além disso, conversando com os gringos no hostel fiquei com vontade de voltar lá para passar uns dias na selva, fazer o passeio dos botos etc. Mas isso fica para a próxima!