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DE CARRO AO DESERTO DO ATACAMA COM FOTOS


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FIZEMOS ESSA VIAGEM NO FINAL DE DEZEMBRO DE 2011, MARCOS, MADÁ E NOSSAS DUAS FILHAS MANU (14) E MEL (9).

 

1° DIA ATACAMA

18/12/2011: Saída: São Miguel do Iguaçú PR 9:15

Chegada: Resistência/Argentina 20:00

Km percorridos: 668

Acordamos cedo e pretendíamos sair logo, mas foi necessário fazer algumas revisões no carro primeiro, o que nos custou algum tempo, também providenciamos mais um triângulo, pois na Argentina é obrigatório que se tenha dois no veículo.

Nosso objetivo de hoje era chegar em Resistencia na Argentina, o percurso previsto é de 685 km, saímos de São Miguel do Iguaçu/PR as 10 hr, com o dia bonito e ensolarado, nossa primeira despesa foi o pedágio que temos aqui entre São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipú, na BR 277 um absurdo custa R$ 10,30 podemos dizer que é uma taxa abusiva, sem contar que a duplicação da BR 277 que é bom nada!

 

Chegamos em Foz do Iguaçu e fomos rumo a Aduana da Argentina, onde eles registraram nossa saída do Brasil. Ainda bem que ja havíamos previamente feito os cartões de "permisso" foi rápido e prático apenas levamos algum tempo pois era preciso trocar nossos reais por pesos argentinos, e nos disseram que era ali próximo a aduana que havia uma casa de câmbio, e era aconselhável fazer a troca ali mesmo. Já em Puerto Iguazu/Argentina, a cidade fronteira com o Brasil, fomos até a Agência de seguros chamada Rivadávia fazer a "Carta Verde", seguro obrigatório para transitar no país.

 

Uma vez isso resolvido pegamos a estrada, ou melhor a Ruta 12, a qual seguiremos até Corrientes.

 

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Fizemos uma parada para abastecimento em Ita Itabaé, uma cidade conhecida por turistas que buscam como atração a pesca, avistamos muitas pousadas que ofereciam pacotes para amantes da pesca esportiva. Esta cidade também conta com uma bela praia natural do Rio Paraná, muito parecida com as praias que usufruimos aqui no Oeste do PR.

O trecho da Ruta 12 percorrido hoje conta com 3 pedágios, P$ 2,50 3,00 e 3,50 totalizando 9 pesos, o que é muito baixo comparado ao nosso pedágio na BR 277. Chegamos tarde em Resistência por volta das 22 hr e muito cansados, sempre que isso acontece em uma cidade que não conhecemos a tarefa de buscar hotel se torna cansativa, gerando um pouco de impaciência por parte de todos, por isso acabamos ficando em um Hotel que nos indicaram em um posto de combustível, o Hotel Covadonga, bastante caro mas bem confortável, e tinha a vantagem de ser no centro da cidade. Com estacionamento o que consideramos importante, com café da manhã e ar condicionado é fundamental pois estava muito calor .

 

A cidade estava bem movimentada apesar do horário, havia uma grande circulação de pessoas pela praça central e todos os bares e restaurantes estavam lotados, o trânsito também foi algo que nos chamou atenção, parece ser muito desorganizado sem placas de preferenciais nas ruas, mas incrível que eles se entendem, e as motos, capacete pra que? ninguém usa... Foi fácil achar uma lanchonete e fazer um lanche o difícil foi ver a conta depois, brincadeiras a parte, mas a Coca-cola de 1,5 litros chegamos a pagar 28 pesos o que dá em torno de 13 reais, absurdo né??

 

 

 

2° DIA ATACAMA

18/12/2011: Saída: Resistência/Argentina 9:15

Chegada: Salta/Argentina 18:00

Km percorridos: 879

 

Acordamos cedo 7:00 mas na Argentina ainda eram 6:00, fomos tomar café, mas nada daqueles cafés aos quais estamos acostumados aí no Brasil, aqui o café da manhã é simples, torradas, croissant, suco e café com leite. Antes de sair de Resistência passamos no posto de combustível, para abastecer e aproveitamos comprar uns sanduíches para levar e assim almoçar no carro, não perdendo tempo, pois o trecho de hoje seria longo e sem muitos atrativos no trajeto, uma vez que até Salta são mais de 800 km com retas intermináveis.

O calor era muito, principalmente na região chamada Pampa del Infierno, onde paramos mais uma vez para abastecer, pois como os trechos entre cidades são longas, deve-se tomar o cuidado de ter sempre uma autonomia de combusível, até por que muitos postos ficam sem a gasolina por vezes. Pelos relatos que lemos anteriormente pensamos até que esse trecho fosse mais desolado, mas cruzamos por muitos caminhões, mesmo sendo pista simples, as retas auxiliavam as ultrapassagens o que rendeu a viagem. passamos por grandes plantações de girassóis, mas com o calor escaldante fora do carro não nos encorajamos de descer para fazer pose.

Na região de Pampa de los Guanacos, tivemos um pequeno incômodo, se assim o podemos chamar, nos aproximamos de um posto policial, quando vimos que um deles estava sentado tranquilamente em uma cadeira debaixo de uma árvore, mas quando ele nos viu, levantou-se tão depressa que a cadeira chegou a cair, suspeitamos de que ele quisesse propina, pois já havíamos lido relatos de outros brasileiros, que neste mesmo local foram parados e tiveram que pagar um "regalo" , pois não deu outra, assim que abrimos o vidro ele começou a alegar alta velocidade, coisa que não era verdade, pois nos aproximamos devagar do posto policial, mas não teve conversa, primeiro ele pediu a camiseta do Marcos, mas como ele era bem gordinho, não iria servir, depois pediu bombons, mas com o calor que fazia não havíamos trazido chocolates, por fim fechamos a conversa por 20 pesos. posting.php?mode=edit&f=631&p=719013#

Resolvido esse pequeno detalhe e nada felizes, seguimos viagem, chegando em Salta por volta das 6:00 horas. Na cidade fazia um calor insuportável, com certeza mais que 40 graus, e ainda teria o desafio de encontrar um hotel, que procuramos por mais ou menos uma hora, depois de pesquisar um pouco os preços optamos por ficar em um Hostel chamado El Linda, aliás Salta é conhecida assim.

Tomamos banho e saímos para conhecer a cidade que realmente é linda! Fomos ao Carrefour e compramos hamburgueres para a Janta, e também a deliciosa cerveja Quilmes, que gelada desceu redonda, rsrs.....assim dormimos que foi uma maravilha...

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3° DIA ATACAMA

19/12/2011: Saída: Salta/Argentina 9:00

Chegada: San Salvador de Jujuy 19:00

Km percorridos: 548

 

Mais uma vez aquele café da manhã, torradas, café com leite hehehehe, e aproveitamos para fazer sanduíches para o almoço, pois nosso destino de hoje não contava com restaurantes nem locais para lanchar, depois passamos no posto para abastecer, e seguimos rumo a Cafayate, passando pelas belas Quebradas no Caminho.

Fomos parabenizados com paisagens espetaculares, as quais podemos contemplar por todo o percursso, é uma região repleta de formações rochosas, que nos davam a impressão de estarmos em outro planeta, chegamos a um povoado chamado Alemania, o qual curiosamente contava com no máximo 6 moradias, mas que aparentemente estavam vazias, exceto alguns cachorros que guardavam a porta.

Chegamos às impressionantes formações rochosas de Quebrada de las Conchas, as quais foram cuasadas devido a erosão do rio las Conchas. A vista é de formações inusitadas, destaque para as formações chamadas Garganta del Diablo e El Anfiteatro que são as mais interessantes, especialmente El Anfiteatro, que é realmente lindo, consiste em uma concha acústica natural, praticamente uma caverna natural sem teto. Foi ali que aproveitamos para fazer nosso lanche-almoço (sanduíches).

 

 

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Após belos clicks, seguimos para Cafayate, que é uma cidade pequena com cerca de 12 mil habitantes, e é conhecida como a terra do bom vinho de altitude, sendo esse o principal atrativo.

Após um pequeno passeio por Cafayate, retornamos pois o combinado era passar a noite em San Salvador de Jujuy, seguimos pela ruta 68 até Salta para então pegar a estrada até Jujuy, chegamos lá por volta das 18:00 hrs, um horário de trânsito intenso, e também ainda havia a tarefa de procurar hotel, mas tivemos sorte encontramos logo um com preço bom, e por sinal muito confortável espaçoso e elegante, Soraide Suites Hotel que valeu a pena, já decidimos que na volta se tivermos que pernoitar em Jujuy com certeza será neste mesmo hotel. Saímos para comprar nossos famosos sanduíches para o almoço do dia seguinte, acabamos indo até o Carrefour que fica a duas quadras do hotel, passamos por uma pizzaria e saboreamos uma grande.

 

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4 DIA ATACAMA

20/12/2011: Saída: San Salvador de Jujuy/Argentina 10:00 hrs

Chegada: San Pedro de Atacama/Chile 20:00 hrs

 

Hoje acordamos um pouco mais tarde, tomamos nosso café e arrumamos as coisas no carro, ao sair da garagem do hotel enroscamos retrovisor direito numa porta que se abriu bem na hora, ainda bem que foi de leve. Nosso destino é cruzar a fronteira, e chegar ao chile em San Pedro antes do anoitecer. O trajeto começou com belíssimas paisagens, os morros cobertos com cactus e com certeza toda essa beleza natural vale o sacrifício que temos pela frente hoje, subir a grandes altitudes. Passamos por um posto policial, onde um deles nos alertou sobre o cuidado qu tínhamos que tomar, pois adiante na Cuesta del Lipan, seria um trajeto perigoso. Antes passamos por Purmamarca, uma cidade bem diferente de todas que já vimos até então, típica e muito turística, Purmamarca é um pequeno povoado com ruas estreitas de terra, fundada em 1594, localizada entre diversas montanhas coloridas, a vila é agradável e sua principal atração é o morro Siete Colores, que é uma montanha com pelo menos sete faixa de cores, formada por diferentes camadas de sedimentos que pode ser vista de praticamente qualquer lugar da vila.

 

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De Purmamarca a San Pedro, o trecho asfaltado está em ótimo estado e não há nenhum pedágio no caminho, deve-se ficar atento ao consumo de combustível, uma vez que este aumenta muito na altitude.

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Todo o percursso do paso Jama já vale a viagem, paisagens fantásticas nos cercam o tempo todo, a travessia da bela Cuesta del Lipan tem muitas curvas, subidas e descidas, neste trajeto conseguimos avistar o monte nevado "Chañi" que é uma montanha de 6.200 m cujo pico está sempre nevado.

 

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No caminho fomos mascando folhas de coca que ajudam a enfrentar os sintomas da altitude, pois como vamos passar no Paso Jama, é certo pegar altitude de aproximados 5.000m.

Passamos também pelas famosas Salinas Grandes, que antigamente era uma lagoa e agora está seca, uma imensa área plana coberta de sal. Esse foi nosso primeiro contato com um salar, algo muito bonito, incrível aquela imensidão toda de sal, fizemos fotos curiosas por lá, é também super recomendado o uso de óculos escuros, pois a claridade realmente incomoda.

De Purmamarca a San Pedro, o trecho asfaltado está em ótimo estado e não há nenhum pedágio no caminho, deve-se ficar atento ao consumo de combustível, uma vez que este aumenta muito na altitude.

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Passamos também pelas famosas Salinas Grandes, que antigamente era uma lagoa e agora está seca, uma imensa área plana coberta de sal. Esse foi nosso primeiro contato com um salar, algo muito bonito, incrível aquela imensidão toda de sal, fizemos fotos curiosas por lá, é também super recomendado o uso de óculos escuros, pois a claridade realmente incomoda.

 

 

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Seguimos então rumo ao Chile, passamos pela cidade de Susques, e a paisagem continua a impressionar. A altitude começa a mostrar seus efeitos, tanto em nós como nas meninas, a Manu com forte dor de cabeça e a Mel dormindo o percursso mas com dificuldade para respirar, o GPS mostra 4.800m de altitude, e realmente a sensação não é nada agradável. Logo em seguida chegamos a Aduana da Argentina onde rapidamente fizemos a burocracia para saída do país.

 

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Seguimos em direção ao Chile, fomos parados por um policial chileno, que foi simpático e rápido, pois fazia frio, perguntamos a ele qual a altitude do local e ele nos disse que mais ou menos 4.900. saímos um pouco do carro e estava bem frio lá. Neste trecho o carro sofre um pouco perde a potência, e os sintomas físicos incomodam bastante para mim também, forte dor de cabeça que não para nem mesmo com analgésicos, e falta de ar.

 

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Mas a paisagem compensa, sendo ainda mais bonita do lado chileno, próximo a San Pedro a descida dos 4.800 a 2.200 é feita em somente em 42 km, a qual necessita de cuidados redobrados, é impressionante o quanto se desce em tão pouco tempo, os freios devem estar bons em perfeito funcionamento, mesmo assim sentimos aquele cheiro de queimado, mas reduzimos a marcha e descemos tranquilamente. Deve se ficar atento e já começar a descida com freio motor e marcha reduzida para assim se ter segurança.

Finalmente chegamos a San Pedro de Atacama onde logo avistamos a aduana, o engraçado é que é possível até entrar e passear pela cidade sem mesmo registrar-se na aduana, mas a entrada foi rápida, apenas revistaram o porta-malas e confiscaram as maças que tínhamos conosco. Passeamos pelas ruas de San Pedro a procura de um Hotel, mas o que de cara nos confundiu um pouco foi a moeda, agora os numeros eram outros, e era preciso fazer contas rapidamente, afinal era necessario converter os valores das diárias para se ter uma noção dos preços, foi logo percebido que aqui no Chile tudo é mais caro, acabamos optando pelo Hostal La Casa de Mireya,situado na Calle Caracolles o qual estacionamento e café da manha incluso.

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A noite saímos para passear e comprar água mineral, as ruas estreitas de terra são um tanto curiosas, é bem diferente de todas as cidades que visitamos até então, também estranhamos o fato de que assim que o sol se põe, começa a esfriar e ja se faz necessário colocar blusa de manga. Nosso Jantar foi no Restaurante La Estaka, muito diferente e rústico, mas com preço alto, pedimos 4 pratos, a entrada era congrio grelhado com saladas, com excessão do Marcos que pediu uma sopa de abacate (sem saber que era abacate) que segundo ele não estava nada boa, era fria e salgada, rsrsrs. Como prato principal frango com molho de mostarda e batatas ao creme, tinha até sobremesa mousse de chocolate, mas tudo com um alto custo, gastamos cerca de 160,00 somente com jantar.

 

San Pedro é uma cidade com menos de 5.000 habitantes, que nesta época dobra devido aos turistas, a cidade não chega a ser bonita, mas seu estilo rústico a deixa um lugar especial, com suas ruas de areia muita poeira e muitos cachorros pelas calçadas. A cidade está sempre repleta de turistas, de todos os lugares do mundo, é por isso que os restaurantes, hotéis, lojas possuem placas com idiomas em espanhol e inglês.

 

O fervo acontece a noite, pois durante o dia as ruas estão vazias devido ao fato de todos os turistas estarem explorando os arredores de San Pedro, nas diversas atrações maravilhosas que existem ali. O que mais vimos ali são agências de turismo, que levam os turistas para os passeios.

 

5° DIA ATACAMA

21/12/2012 San Pedro de Atacama: passeios nos arredores de San Pedro

Km percorridos: 368

 

Acordamos por volta das 9 horas, e tomamos café da manhã reforçado, levamos pão e patê de presunto para nosso almoço, e antes de saírmos para fazer os passeios do dia fomos agendar nosso passeio aos geisers, com a agência de turismo. Saindo da cidade em uma das ruas avistamos um carro de brasileiros, de Quedas do Iguaçu/PR , paramos para cumprimentá-los e logo descobrimos que les iriam também conhecer os mesmos lugares que nós havíamos planejado, as famosas Lagunas altiplanicas. Decidimos segui-los até onde fosse possível, até por que eles possuíam 4x4, e não sabíamos ainda se com nosso carro daria para enfrentar as estradas de rípio.

Seguimos em direção a Toconao, um povo distante 32 km de San Pedro, para visitar o Valle de Jere, um oásis no meio do deserto. O Valle é uma quebrada onde corre um rio e há plantações de árvores frutíferas.

 

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Seguimos agora para as Lagunas, e a paisagem que cerca a Ruta continua deslumbrante, após uma longa subida por estrada de rípio, o que vimos foi simplesmente emocionante, para mim foi a paisagem mais espetacular que vi até agora nessa viagem, as fotos feitas aqui parecem cenários de propaganda. A vista das lagunas Miscanti e Meñiques faz com qualquer turista fique de boca aberta, ali parados contemplando tamanha beleza, até o frio intenso que fazia ali não foi capaz de tirar a sensação de paz, de um tom maravilhoso tendo como fundo o vulcão faz com que a paisagem seja ainda mais bela.

 

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Após toda essa beleza aos olhos, seguimos rumo ao Salar de Atacama, onde fica a Laguna Chaxa, distante 29 km de Toconao, ali é um local repleto de flamingos, que nesse dia estavam escondidos eu acho, pois haviam poucos ali, mas valeu a paisagem que novamente surpreendeu por ser tão diferente.

 

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Saindo de lá fomos conhecer a Laguna Cejar, que é uma lagoa com grande concentração de sal, sendo assim é possível flutuar involuntariamente, bom para mim que não sei nadar, mas quando vi que a água estava geladíssima não tive coragem. Trata-se de uma lagoa com uma grande profundidade, mas é segura, não afunda mesmo.

 

 

 

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Depois de um banho gelado e salgado, resolvemos ir conhecer o Vale da Lua, um local realmente inóspito, onde não se ve nenhuma vegetação, com certeza um lugar muito diferente, aproveitamos passear entre as rochas e até nos arriscamos aventurar-se em uma caverna, na qual era necessário lanterna.

 

 

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Com tanta beleza, não dá vontade de ir embora, mas passamos o dia caminhando e visitando muitos locais maravilhosos, já era hora de ir embora descansar mais cedo, afinal amanha acordamos cedinho, iremos visitar os geisers.

Passamos no hotel e tomamos banho, logo após saímos para jantar num restaurante ali pertinho mesmo.

 

6° DIA ATACAMA

22/12/2011: Saída: San Pedro de Atacama 13:20 hrs

Chegada: San Salvador de Jujuy 18:00

Km percorridos: 482

 

Hoje tivemos que madrugar, acordamos por volta das 3:00 hrs, e ja deixamos toda a bagagem arrumada e guardamos no porta-malas, desocupamos o quarto, apenas o carro ficou no estacionamento do hotel, pois não queríamos pagar outra diária, e o passeio ao geiser teria retorno por volta das 13:00 hrs.

Fomos bem agasalhados e preparados, com luvas, meias de la toucas e casacos grossos, afinal nos foi informado que as temperaturas podiam ser negativas.

As 4 da manhã chegou nossa van, que nos levaria aos famosos Geiser El Tatio.

Fazia muito frio, nosso guia foi recolhendo mais turistas pelos hotéis da cidade, conosco foram um casal de holandeses, um casal de franceses, uma venezuelana, e mais um casal de brasileiros de São Paulo, fizemos o passeio de ida, quase todo dormindo, pois ainda estava escuro, e pude perceber que estávamos subindo muito, agora mais uma vez os efeitos da altitude podiam ser observados, bem como o frio era cada vez mais intenso. Fomos de 2.400 para 4.500 de altitude.

Ao chegar nosso guia nos informou que marcava 0 graus, muitooooo frio hehehehe.

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Lá o guia nos explicou tudo sobre os geisers, e nos deixou livres para visitação, tomando sempre o cuidado de percorrer somente os caminhos delimitados com pedras e não ultrapassar, se aproximando demais, pois os jatos de água saem com uma temperatura por volta dos 86 graus. É necessário chegar bem cedo pois neste horário é mais frio, e o ápice dos jatos.

Assim que o sol começou a aparecer, a temperatura subiu uns 2 graus, mas ainda estava frio, e foi ali mesmo no improviso que tomamos um delicioso café da manhã, com direito a ovos cozidos diretamente no geiser, leite e achocolatado quentinhos, também aquecidos no calor do geiser, sanduíches, café, biscoitos, tudo estava muito bom.

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No local também se encontram algumas piscinas naturais termais, a água parecia deliciosa quentinha, e talvez entrar na piscina não fosse o problema, mas sim na hora de sair, aiiiii um choque térmico. Não tivemos coragem de nos despir, apenas ficamos observando os corajosos.

Depois do banho dos corajosos, nosso guia nos informou que também estava no roteiro a passagem pelo Pueblo Machuca, um povoado típico.

A estrada de volta é um show a parte, pois na vinda não vimos as belas paisagens, de longe você observa as paisagens e de repente do nada aparecem vicunhas correndo, é lindo, mais adiante paramos num local tranquilo com uma espécie de grama verde onde avistamos umas Lhamas pastando.

Em nosso roteiro ainda estava a visita ao Pueblo Machuca, um povoado já quase extinto, não fosse o incentivo do governo, um lugarzinho no meio do nada, lá estão eles com suas casas cobertas com uma espécie de palha onde eles colocam uma cruz, que segundo a cultura deles significa proteção.

Lá as mulheres do povoado vendiam uma espécie de pastel recheado com queijo de cabra, e salpicado com açúcar, muito saboroso, também não deixamos de experimentar o espetinho de lhama, que por sinal era delicioso.

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Partimos do povoado, em direção a San Pedro, e pelas estradas continuamos a fotografar, com direito a uma paradinha para chegar perto dos cactus gigantes que estavam por ali, nosso guia nos disse que eles chegam a 8 metros de altura, mas que levam em média 200 anos para alcançar essa altura, e aqueles que avistamos e fotografamos deveriam ter em torno de 500 anos, o que achei curioso foi quando pedi ao guia a quanto tempo não chovia, ele me respondeu que ele não se lembrava de ter visto chuva... que coisa né?http://www.mochileiros.com/posting.php?mode=edit&f=631&p=719013#

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Enfim nossa expedição terminou, voltamos agora para San Pedro, e pegamos nosso carro deixado no estacionamento, passamos pela Aduana para fazer a nossa saída do país, e seguimos rumo a Jujuy.

 

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Chegamos em Jujuy e fomos direto ao Hotel Soraide Suites, no qual nos hospedamos na vinda, ele é muito bom, enquanto o Marcos subiu as bagagens para o quarto eu fui comprar umas frutas e uma Quilmes geladinha no Carrefour, aí aproveitamos para pedir uma Pizza e comemos no hotel mesmo, estávamos muito cansados para sair para jantar.

 

 

7° DIA ATACAMA

23/12/2011: Saída: San Salvador de Jujuy - 08:00 hrs

Chegada: Resistência - 19:00 hrs

Km percorridos: 863

 

Levantamos cedo e logo após o café da manhã fomos abastecer e seguir viagem pois o dia de hoje seria de muitas retas, e muitos km pela frente.

Revezamos, o Marcos dirigiu os primeiros km depois eu dirigi o restante, o que nos rendeu a viagem, não fosse um enorme buraco na pista, bem ali na região do Pampa del Infierno, para se ter uma idéia dentro do carro com ar condicionado ligado o que tornava a viagem agradável, já marcava 40 graus, pensei minha nossa se tiver que parar por aqui vamos sofrer, não deu outra, pegamos o maldito buraco e o pneu simplesmente acabou, não seria possível seguir sem trocá-lo. Lá fomos nós tirar toda aquela bagagem a procura do estepe, enquanto o Marcos fazia a troca fui levar o triângulo alguns metros atrás, mas o calor era infernal, não é a toa que ali se chama Pampa del Infierno, e para piorar não havia árvores ou qualquer coisa que pudesse fornecer uma sombra, pois bem então o jeito é esperar. Acho que foi o pneu mais rápido que o Marcos já trocou, hehehehe. Assim que entramos no carro a temperatura já marcava 51 graus, isso mesmo, insuportável, todos nós estávamos com os rostos vermelhos e super suados. Mas dos males o pior já pensou se a viagem estivesse sendo feita de moto?

 

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Chegamos em Resistência e nos hospedamos novamente no Hotel Covadonga, e dessa vez com direito a banho de piscina, ai que delícia depois de passar tanto calor.

Terminamos o dia saboreando uma deliciosa pizza no quarto do hotel e como não podia faltar uma Quilmes geladinha....

 

8 DIA

24/12/2011: Saída: Resistência - 08:00 hrs

Chegada: São Miguel do Iguaçu - 17:00 hrs

Km percorridos: 685

 

Acordamos cedinho, e descemos para tomar café, foi quando vimos que lá fora despencava aquela chuva, depois de tantos dias de sol nem se quer reclamamos, mas é sempre bom ter mais cuidado ao dirigir na chuva.

Ao sair de Resistencia fomos abastecer, e depois tocamos direto um pouco mais devagar, a intenção era chegar ao Brasil a tempo de pegar algum supermercado maior aberto, só paramos num posto argentino para comprar uns sanduíches que seria o almoço, pois véspera de natal é complicado. A chuva nos acompanhou o tempo todo, só parou já chegando próximo a Aduana argentina, onde nossa saída foi rápida, e ao chegar em solo brasileiro, o sol se mostrou, e o calor também aumentou. Passamos em um supermercado de Foz do Iguaçu, comprar umas caixas de bombons para comemorar nosso natal com a família, que não tem coisa melhor nesse mundo!

Chegamos em casa as 17:00 e para nosso jantar que seria em casa hoje, o cardápio foi aquele delicioso feijão com arroz, eita comida brasileira boa de mais da conta!!!! Afinal mais de uma semana sem nossa comidinha caseira.

 

 

MAIS FOTOS, DICAS, INFORMAÇÕES E VALORES DAS DESPESAS ACESSEM: http://www.mmviagens.webnode.pt

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Oi Madinha

So um detalhe , eu ja li que o Seguro Carta Verde so pode ser feita no pais de origem ..os argentinos fazem e cobram mais barato do que no Brasil mas se ocorrer um acidente parece que a Carta Verde nao é válida !!! Voce levou sorte !!!

abs

Arapuca

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Olá, estamos a disposição caso queira mais informações, também temos mais dicas, valores e fotos em nosso blog.

Valeu

Já adicionei o blog aos favoritos e anotei os hoteis e gastos.

 

Os passeios em SPA vcs fizeram todos de carro? (exceto o Geiseres). É tranquilo o ripio ou tem muitas "costeletas"?

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  • Membros

Se você for comparar os valores cobrados pelas agências, com certeza é bem mais em conta ir de carro próprio, sem contar que você tem a liberdade de definir o tempo que você vai ficar em cada local, a maioria dos passeios ficam próximos a SPA, tem sim algumas costeletas, não sei qual carro você possui mas nosso carro é baixo e não tivemos problemas. E realmente o passeio aos Geiseres é aconselhável que se faça com agência, pois eles partem muito cedo, ainda escuro e a estrada é super sinuosa, (rípio com muitíssimas costeletas).

Uma dica legal: lá todos os passeios aceitam meia entrada caso tenham carteirinha de estudante.

Distâncias aproximadas de San Pedro de Atacama:

Vale da Lua: 12 km

Laguna Chaxa e Salar de Atacama: 50 km

Lagunas Cejas: 24 km

Vale do Jere: 33 km

Lagunas Miscanti e Miniques: 110 km

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