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Mochilão Bolívia- Peru- Chile - 30 dias nov./dez. 2011


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Esse é um relato de um mochilão pela América do Sul que fiz, junto com meu namorado em nov./dez. 2011

 

Não tenho o objetivo aqui de retratar gastos e agencias, pq realmente não lembro muito, mas espero conseguir passar algumas dicas legais, bem como tentar guardar as lembranças pq com o tempo a gente vai esquecendo ::hein:

 

 

O roteiro original era o seguinte:

 

- Porto Alegre

- Santa Cruz de la Sierra

- La Paz

- Copacabana

- Puno

- Cuzco

- Águas Calientes

- Nazca

- Arequipa

- Tacna

- Arica

- San Pedro de Atacama

- Salar de Uyuni

- Potosi

- Sucre

- Santa Cruz de la Sierra

- Porto Alegre

 

 

 

Mas acabou saindo, o seguinte:

 

- Santo Ângelo

-Porto Alegre

- Santa Cruz de la Sierra

- La Paz

- Copacabana

- Puno

- Cuzco

- Machu Picchu

- Águas Calientes

- Arequipa

- Tacna

- Arica

- Antoforgasta

- Calama

- San Pedro de Atacama

- Salar de Uyuni

- Uyuni

- La Paz

- Santa Cruz de la sierra

- Porto Alegre...SA

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Dia 1:

 

O nosso voo saia as 144:00h de porto alegre, com escala em São Paulo, e depois só partia de São Paulo as 21:30h...

Chegamos no aeroporto Salgado filho, com duas mochilas e duas berrantes malas vermelhas, visto que devido as dicas aqui do site, resolvemos comprar as mochilas em La Paz (o que valeu muito a pena)...

Foi a primeira vez que andei de avião, e confesso: detestei, odiei e morri de medo...Mas isso não era nada, perto do que ainda tava por vir , bem pior que avião eram os Ônibus Bolivianos... ::otemo::

Ao chegar em Guarulhos, não precisamos pegar a bagagem, pq ia direto (ainda bem) e ficamos sem fazer nada por cerca de seis horas...Deu tempo de conhecer o aeroporto umas 5 vezes, jantar no Mc donalds (o lugar mais barato do aeroporto, pq lá é tudo beeem caro), dormir numas poltronas desconfortáveis ... e por aí vai.

 

Nosso voo estava marcado pras 21:30, então fomos lá pra área internacional, chegamos pra embarcar e a mulher suuuuuper simpática da recepção das passagens disse que nosso voo era pras 22:30 e era pra achar um lugar pra sentar (ponto).

 

O Tiago (meu namorado) fez um comentário bem interessante: a diferença da área de embarque do pessoal da américa do sul e de quem vai pra Europa, Estados Unidos...hauahuaha

Na parte de cima (os europeus/americanos) todo mundo sentado, bonitinho, com notbook, tablet, ipod...na área de baixo, onde embarca o pessoal pra américa do sul, um amontoado de gente, uns de pé, sentados no chão, encima das malas, gente conversando, gritando..um japonês vestido de cawboy (com roupa de couro pra melhorar) e de famoso: uma mulher da praça é nossa que fazia uma ventriloqua, n sei o nome dela.. ::lol4::

 

 

Enfim, embarcamos, nosso voo era da Gol e chegaria em Santa Cruz de La Sierra a meia noite (que lá seria a uma da manhã), antes ele pousou em Campo Grande, e já não bastava toda a náusea que eu tava tendo de nervoso, uns 15 minutos antes de chegar em Santa Cruz teve uma dita turbulência....Meu coração ia saltar pela boca, eu achei q ia morrer, enquanto isso o Tiago ria e tentava me acalmar dizendo q se caísse nós morríamos, nada além disso.. ::putz::

 

No avião nos deram um papelzinho branco pra preencher e entregar ao chegarmos na migração, achei q era só aquele e qdo chegamos em Santa Cruz tava um calor enorme e uma fila enorme tb, ví um monte de gente com um papel verde, e qdo chegou a minha vez o cara disse que não podia ser o branco que eu tinha que preencher o outro...Então saímos da fila e preenchemos, ainda bem que deixaram nós falarmos com o cara, sem ter que voltar pra fila de novo. O papel verde é o que vale, o branco parece que era pras bagagens, nada além disso.

 

Como eu já tinha visto aki no foum, tem que guardar esse papel verde (visto) com a vida, e então a partir daquele momento só desgrudei dele e do meu passaporte pro banho, nada mais.

 

Também ví no fórum que muitos mochileiros dormem no aeroporto mesmo, então lá fomos nós. Na fila da migração conversamos com uns caras que iam até um hotel e queriam dividir um taxi, eu achei meio perigoso sair aquela hora procurar hotel, mas talvez seja melhor já deixar hotel reservado antes, pq não é nada confortável dormir no aeroporto.

O pessoal do mochileiros tinha sugerido dormir no segundo andar do aeroporto, realmente parecia ser bem melhor, mas já tava cheio, então tivemos que ir pro primeiro, onde a luz era forte, as poltronas ruins e ficava de frente pra porta da rua... :/

Quando fomos nos instalar lah, chegou um paulista que tinha vindo conosco no voo, perguntando pra onde íamos e tal, ele (o Maurício) e o Tiago ficaram conversando e cuidando as mochilas enquanto eu "tentava dormir", a partir daí o Maurício resolveu seguir com a gente, e conseguimos dormir um pouco, pelo menos por uma hora :|

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Dia 2: Santa Cruz de La Sierra- La Paz

 

Por volta das 5:30h jah estávamos de pé e com fome (no aeroporto de Santa Cruz tudo é bem caro tb), então o jeito foi comer algumas coisas que a gente tinha levado.

Fui tentar trocar dinheiro no aeroporto (só o suficiente para pegar um táxi até o terminal bimodal), mas tava fechado e só abria depois das 6. Como estávamos cansados de ficar lá e queríamos logo garantir nossa passagem pra La Paz, não esperamos e então o Maurício negociou com o taxista que fez a viagem por 8 dólares pra nós três. Realmente o caminho é bem longo, acho que dá no mínimo uns 15 km até o centro (o taxista da volta me disse a distância, mas não lembro ao certo :S).

Chegando no terminal bimodal de Santa Cruz, que nos remeteu ao Brasil dos anos 60/70, fomos tentar já comprar passagem, mas as 6 da manhã os guichês estavam fechados, então o jeito foi esperar. Tb não adiantava comprar passagem sem trocar dinheiro e o câmbio do terminal tb estava fechado, fomos, carregando as malas pra lá e pra cá, até os cambistas que ficam na frente do terminal, pra enfim conseguir trocar dinheiro. :) Achavamos que o cambio não estava favorável, mas foi o melhor que encontramos na viagem toda.

 

Durante a espera no terminal, chegou o trem de la muerte e nele mais brasileiros, dois garotos de Santa Catarina (que estavam totalmente perdidos e seguiram pra Cochabamba ficar uns 4 dias lá, vai entender) e um outro gaúcho de Canoas, o Neymar, que ficou por ali com a gente e resolveu seguir viagem junto.

 

Eu tinha uma relação das empresas numa apostila que fiz (e foi minha grande companheira), detestei a mulher do transcopacabana, mto mal educada e não quis baixar nem um pouco o preço pra nós 4, mas eu devia saber q o povo lá é assim neh, então conseguimos por 150 bol com uma empresa chamada Trans San Miguel...mas como dizem, o barato as vezes sai caro neh... ::putz::

 

Deixamos as mochilas na empresa e seguimos os 4 de taxi até o centro, o taxi nos deixou na Plaza, muito bonita, tiramos fotos, encontramos um lugar bom pra almoçar, passeamos por uma rua com bastante lojinhas de artesanato,descansamos nos bancos da plaza,visitamos um museu, compramos uns lanches e água pra viagem e as 15:30 voltamos pro terrível terminal bimodal pra pegar o bus pra La Paz.

 

Em Santa Cruz estava muito , muito quente, e no terminal bimodal então... ::dãã2::ãã2::'> Chegamos lá e ficamos sentados na frente do guichê da Trans San Miguel esperando, ateh que lá pelas 16:30 o homem começou a carregar nossas malas e fomos atrás neh, todo cuidado é pouco naquele lugar, esperamos ele guardar as malas e entramos no ônibus. Era bus cama três fileiras, mas não tinha cinto de segurança (o que é meio indispensável naqueles lugares e beem difícil de encontrar), o ônibus ficou parado no sol escaldante por mais de uma hora esperando encher, nem todos os xingamentos do mundo foram suficientes pra espantar minha raiva naquela hora, só melhorei qdo o o onibus finalmente saiu e deu uma refrescada. Nesse meio termo entraram vendedores ambulante aos montes, com tudo que se pode imaginar (suco em saquinho, frango, arroz, fruta, balas...) e o Maurício resolveu se entregar a culinária e comprou uns pães de queijo (se jogasse contra a janela quebrava o vidro de tão duo..hauhhauhauahuaha).

 

Após sair, foram muuitas horas, intermináveis, até La Paz, era impossível ir no banheiro,parece que as pessoas tinham feito uma guerra de xixi no primeiro andar inteiro (só imaginem a situação), o co piloto era um menino de 10 anos, e a estrada tinha trechos horríveis com neblina e desfiladeiro dos dois lados, foi nessa hora q eu descobri uma coisa: Deus protege as crianças, os bêbados e os mochileiros, é claro!

 

Enfim...foi mais uma noite praticamente em claro (só pra mim é obvio, pq o Tiago e os outros guris preferiram dormir a ver o que se passava), mas já posso dizer que, apesar de alguns pesares, desde o primeiro momento a minha viagem já valia mto a pena...

 

Só uma dica: nunca, never, jamais façam esse trajeto pela Trans San Miguel..hahaha ::mmm:

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