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Oswaldo Bak

Helsinki

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De volta à Escandinávia. Como nós adoramos conhecer o estilo de vida dos dinamarqueses e a organização de Copenhague, resolvemos manter outra cidade escandinava no nosso roteiro. Pegamos um avião que partiu de Varsóvia para Helsinki, com escala em Riga na Letônia. Depois de quase cinco horas, finalmente chegamos a capital finlandesa.

 

Dizem que a Finlândia é o país menos conhecido dentre os quatro que formam a Escandinávia. A terra do papai-noel, das renas e dos milhares de lagos (são 188 mil!) não vive debaixo do gelo como muita gente pode imaginar. No verão o dia pode durar quase 24 horas!! A luz é diferente e a beleza natural é surpreendente. A Finlândia já foi território russo e sueco. É um dos países com maior IDH do mundo, tem cinco milhões de habitantes e ótima infraestrutura para os turistas. No aeroporto quase tudo é automatizado e as pessoas são extremamente educadas. Chegamos de Riga às 21h30 e ainda estava claro, o sol estava super alto. Nessa época do ano costuma anoitecer às 23h. No dia 20 de julho, alto verão para eles, os finlandeses fazem uma festa para o fenômeno do sol da meia-noite. Nós nunca tínhamos vivenciado um dia tão longo.

 

Ao chegarmos estávamos muito empolgados com a beleza da cidade. Helsinki tem urbanização recente e os prédios mais antigos são muito bem cuidados. Deixamos o cansaço de lado e logo saímos para conhecer o bairro central onde nos hospedamos. Fomos a um bar animado, cheio de gente e um DJ bem legal. Assim como na Dinamarca, para nós brasileiros, a cerveja custa quase R$20,00! Ficamos pouco por lá mas acabamos indo dormir bem tarde nesse dia. Acordamos cedinho porque o sol nasce antes das 5h da manhã e as janelas (em quase todos as casas) têm cortinas super fininhas, quase não escurecem o quarto. Dessa vez nós ficamos hospedados num pequeno apartamento, com máquina de lavar e cozinha. Perfeito para nós!

 

No primeiro dia de turismo encontramos uma amiga finlandesa que morou no Brasil. A Gritten fala muito bem português e nos levou para os principais pontos da cidade. O primeiro lugar que visitamos foi a igreja Luterana Tamppeliaukio. Bem clean e contemporânea, a igreja feita de granito é bem diferente da católica . Vale a visita, mesmo para quem não é muito fã de igrejas.

 

Mais tarde, nós almoçamos na Kauppatori, uma feira de comidas, produtos típicos e frutas frescas, que fica no porto da cidade. Depois pegamos um barco com destino ao Forte Suonmelinna, onde surgiu a cidade de Helsinki. É um dos pontos mais visitados do país. A travessia é maravilhosa e dura uns 20 minutos.

 

Atualmente apenas 800 pessoas moram na ilha, patrimônio Mundial da UNESCO. Passamos a tarde inteira por lá conhecendo a ilha que parece um vilarejo bem distante da cidade grande. É um lugar maravilhoso, muito verde, com uma natureza bem diferente do Brasil. O mar Báltico e os muros de pedra do forte compõem o cenário cinematográfico. Há cafés, restaurantes e até uma galeria de arte. As bicicletas ficam soltas e são de graça para quem quiser dar uma voltinha. Passeamos bastante a pé, curtimos a vista e conversamos muito sobre a Finlândia.

 

Estar com alguém da cidade foi muito bom e enriquecedor para nós. Antes de ir embora do forte passamos numa exposição, numa galeria de arte e conhecemos alguns artistas locais. Os trabalhos de pintura, colagem e escultura eram bem bonitos e modernos. A volta de barco de Suonmelinna foi muito agradável, com uma vista espetacular do porto de Helsinki.

 

Mais tarde a fome bateu e resolvemos passar num mercado perto de casa. Compramos alguns ingredientes para o nosso jantar que nós mesmos fizemos. O vinho nós compramos numa loja chamada ALKOL, que só vende bebidas alcóolicas não comercializadas nos mercados comuns. Na Finlâdia a bebida é bem cara por conta dos impostos. Grande parte do dinheiro arrecadado vai para o governo, que por sua vez reverte o lucro em prol dos alcóolatras e dependentes químicos. Eles não vendem bebidas depois das 21h, só nos bares. Nós fizemos um jantar e passamos a noite com a Gritten. Foi bem divertido!

 

Reservamos o dia seguinte para longas caminhadas pelas ruas da cidade. Conhecemos a Catedral Luterana de Helsinki, a Tuomiokirkko, de estilo Neoclássico. A igreja foi construída por um Czar russo no século XIX.

 

É um ponto central da cidade onde fica o Senado e outros prédios do governo. A visita é imperdível porque essa catedral é lindíssima por fora e fica numa ampla praça onde sempre acontecem shows e eventos culturais.

 

Depois fomos conhecer uma igreja ortodoxa russa situada numa colina da cidade, a Uspenskin Katedraali. Foi nosso primeiro contato com uma igreja ortodoxa. As dezenas de imagens de santos e a riqueza de detalhes nos chamou atenção. A forma de rezar dos fiéis também é um pouco diferente da católica, não há cadeiras e eles reverenciam as imagens com muita frequência. A Finlândia tem várias igrejas parecidas com esta por causa da influência russa.

 

Nessa época do ano, Helsinki fica muito florida, cheia de tulipas. As pessoas já estão à espera do verão, nas praças, aproveitando o sol e o calor. Algumas até arriscam um biquíni! Para eles 20 graus já é bem calor. Nós adoramos o sol e o tempo bom.

 

A Capital finlandesa é considerada um dos melhores lugares do mundo para viver e nós concordamos com isso. O transporte público é de excelente qualidade e as pessoas têm espaço para viver. Tudo funciona e os finlandeses sempre estão pensando em alternativas para melhorar o modo de vida urbano. Em 2012, Helsinki foi eleita a capital mundial do Design pelo World Design Capital. Realmente eles são bons nisso. Este ano a capital finlandesa vai explorar e expor os benefícios do design, e demonstrar como é possível melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. Nós nos deparamos com algumas exposições no meio da rua. Quem gosta do assunto pode clicar aqui para ver a programação completa.

 

A caminho do restaurante que nós fomos almoçar, nos deparamos com uma exposição de cadeiras de madeira estilizadas no meio de uma praça. As peças foram desenvolvidas por alunos de uma faculdade de design. Algumas eram feita de Koivu, a madeira branca própria da Finlândia. Os móveis eram interessantes e funcionais!

 

O restaurante que nós fomos era uma graça. O MOKO é um café- loja de decoração- restaurante com ótimas saladas e massas, o preço é justo e o lugar é bem bacana. Os finlandeses comem bastante peixe de mar e dos lagos. Pão preto, legumes e batatas também fazem parte do cardápio tradicional.

O Mercado do Porto de Helsinki é outro lugar bem interessante para quem gosta de apreciar as especiarias vendidas no país. O mercado é todo de madeira, muito limpo e organizado. Lá existem maravilhas culinárias como caviar, pães frescos e vários tipos de salmão defumado com diferentes temperos. Também existem outras coisas um pouco mais exóticas para nós brasileiros, como carne de rena e de urso! Os preços nesse mercado não são muito baratos.

 

Nós não poderíamos ir embora do país sem conhecer uma sauna, que é uma das maiores tradições dos finlandeses. São mais de um milhão de saunas em todo país! O ritual é quase sagrado para os finlandeses que consideram a prática um momento de relaxamento mental e físico. Existem muitas saunas mistas (para homens e mulheres), porém nós conhecemos uma com cabines separadas. A cultura é muito comum entre os homens que ao invés de irem a um bar ou a uma partida de futebol, se reúnem na sauna para conversar e tomar cerveja. Foi uma experiência muito relaxante e diferente para nós.

 

O tempo na Finlândia voou, nós adoramos a tranquilidade, a qualidade de vida que o país oferece e os ótimos momentos que passamos por lá. Vale muito a pena fazer turismo e conhecer um pouco mais sobre a cultura deles.

 

HELSINKI - FINLÂNDIA

Hospedagem: (80 euros/dia - quarto duplo) - excelente

Transporte: a pé, bonde e metrô - ótimo

Culinária (12 euros por prato em média): bom

Hospitalidade do povo local: ótimo

Pontos Turísticos: muito bom

Preços: altos

Clima Local (média 20 graus): maio/12

Fuso Horário: 06 horas a mais em relação ao Brasil

Distância Percorrida desde o último destino: 1.064 km

Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 6.892 km

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À exceção da cerveja por 20 reais, curti! Estou pensando em passar por Helsinki no final do ano, para conhecer aquela região.

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Oswaldo,

 

Ótimo o seu relato!

Estou planejando mochilão pelos países bálticos e escandinavos em Agosto de 2015.

Vocês ficarem em um apartamento, porém sabe dizer como são os hostels de Helsinki?

Acha que 3 dias é suficiente para conhecer todos os pontos turísticos da cidade?

 

Grande Abraço!!

 

Jean

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