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Santiago com 2 crianças em 2012 - Relato


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Queria começar esse relato fazendo merecidos agradecimentos a:

 

1) Deus por permitir que a minha família tivesse saúde para usufruir desses passeios

2) Mochileiros.com (site e usuários) pelas vastas fontes de informações

3) Nokia maps do meu celular

 

Essa viagem foi planejada ao longo de 6 meses, e graças a Deus deu tudo certo para que pudéssemos aproveitar cada momento, desde os mais legais e felizes até os mais penosos. Portanto segue minha ajuda!

 

Dia 1

 

Saímos às 03:30h da manha de casa e chegamos às 11:20h em Santiago. No vôo a vista da Cordilheira é realmente fantástica, infelizmente ficamos no meio e só podemos aproveitar pela câmera do avião (chique esse teço-teco da Boeing) e pelo zoom da máquina na janela do lado esquerdo.

Estava com receio de que maneira iríamos chegar no Hostal Almenas na Providência, mas os taxistas estavam lá prontinhos na saída do desembarque, oferecendo seus préstimos. Chegaram a nos oferecer de CLP$ 20K mas, sai do meio deles fui sacar dinheiro no caixa automático e na volta consegui um por CLP$ 18K. Chegamos às 13:30h e esperamos o término da limpeza do quarto; deixamos as malas e saímos imediatamente para fazer a compra de uma bota e meias para andarmos na cidade. No caminho, paramos no Costanera Center Mall, que é o shopping que fica ao lado do que será o maior prédio da AL, para almoçar. Bem, seguindo as dicas de um amigo Mochileiro, almoçamos quase todos os dias fast-food. Experimentei um hot-dog com palta (abacate) e o resto da família hot-dog normal, o pequeno Maclanche Feliz ou Cajita Feliz. Andamos até a Tatoo nas Las Condes e compramos o necessário.

Logo após pegamos o metro e corremos a Skitotal para alugar a roupa e equipamentos. Aí vai uma dica importante e fundamental para quem vai esquiar. Aluguem e experimentem as roupas de ski um dia antes do passeio. No nosso caso, como chegamos às 18:00h não era mais possível experimentar. Pagamos e deixamos para chegar cedo no outro dia. O transfer só é contratado no dia da saída.

Pegamos o metro de volta ao hostal e fomos descansar do dia.

Fizemos câmbio no aeroporto US$1 = CLP$ 454

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909193428.JPG 480.603448276 500 Legenda da Foto]Janela do Boeing 777.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909193714.JPG 500 442.46031746 Legenda da Foto]Costanera Center inacabado.[/picturethis]

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Dia 2

 

Dia do esqui. Infelizmente não conseguimos chegar na Skitotal no horário adequado. Chegamos na hora limite e seguimos todo o protocolo dos cinco passos para alugar equipamento e roupas, sendo que as vans saiam das loja somente até às 09:30h. Fui na loja ao lado, El Colorado, e perguntei qual a hora da próxima van e me disseram que era às 11:30h e se tivessem no mínimo 6 pessoas. Voltei a Skitotal e perguntei qual era a opção e eles falaram em taxi. O vendedor foi ao lado de fora e chamou o taxista para conversar. Ele inicialmente cobrou CLP$ 80K (Skitotal CLP$ 40K) para ir a El Colorado, mas depois de chorar ele fez um preçinho camarada, que para mim naquela condição era lucro.

No caminho, conversando com o taxista Juan, eu falei que ia a El Colorado pois a estação de Farellones estava fechada, mas ele havia passado por lá e viu pessoas esquiando e se eu quisesse ele checaria antes de chegar em El Colorado. Eu tinha saído do Brasil com notícias de Farellones estava sem neve, mas era desde o ínicio a minha prioridade pela facilidade das pistas.

Após 40 curvas de 180 graus aos 2450m de altitude, chegamos em Farellones às 11:40h e para felicidade a estação estava aberta pois tinha caído neve no fim da semana anterior. Nosso primeiro passo era contratar as aulas de esqui, que por sorte não demorou muito pois um senhor chamado Sérgio se apresentou para oferecer aula particular. Na situação achei uma maravilha, pois estávamos atrasados. Ele cobrou CLP$ 50K para a família em 01:30h, enquanto na estação era CLP$ 25K por cabeça, total de CLP$ 100K. Ele sugeriu que aproveitássemos o taxi e fossémos até “El Refugio” que era um local com pouca inclinação e bom para treinos que era no caminho de El Colorado. Paramos e começamos a aula básica após seguramente 20 minutos somente para trocarmos as botas de trilha pelas botas de esqui às 12:10h. Após várias quedas, o primeiro a descer escorregando no esqui foi nosso filho de 5 anos (rsss). No fim ganhamos 30 minutos a mais e saímos de lá pelo menos descendo em linha reta. Decidimos voltar a estação para comer rapidinho e depois descer em uma pista de verdade. Após conversar com minha esposa, avaliamos que: o cansaço, a hora e o custo seria empecilho para a continuação do esqui. Comemos empanadas de carne em uma lanchonete para agilizar o retorno. Para finalizar, após comprarmos outra luva para nosso filho menor, ele tropeçou na escada, machucou o nariz (que saiu sangue por dentro e fora) e chorou muito. Acabamos voltando para Santiago na mesma hora. Nessa hora o taxi foi bom, pois não havia hora de retorno. O Juan nos deixou na Skitotal e o guri ficou bem sem danos maiores.

 

Para esquiar sugerimos:

 

1) Alugar roupas, esqui e botas no dia anterior e se preparar para levá-las, pois a Skitotal não guarda as roupas só os esquis e botas;

2) Se for com crianças, avalie a possibilidade de ir de taxi, pois para nós foi muito útil;

3) Considere sempre o tempo para se arrumar pela manhã. Nós não conseguíamos sair do hotel antes de 01:30~02:00h após acordar;

4) Aula de esqui é imprescindível, mas em Farellones tem o local de aprendizado que se você for habilidoso aprende olhando as outras aulas;

5) Se for de van, alugue o esqui na montanha. Eles são pesados para carregá-los!

6) Para iniciante, sugiro sempre ao querer subir um desnível na neve com esqui, retire-o, pois subir de lado é muito, muito exaustivo;

7) Informações atualizadas da montanha em: @lobarne_ski

8) Carabineros conferem se todo carro tem correntes para liberar a passagem na subida;

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909200119.JPG 500 370.666666667 Legenda da Foto]Carabineros conferindo as correntes de todos.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909200335.JPG 500 368 Legenda da Foto]Família treinando com o Sérgio.[/picturethis]

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Dia 3

 

Nosso planejamento era passear no centro da cidade. Descemos na estação La Moneda, mas como era dia ímpar não assistimos troca da guarda. Tiramos as fotos e ficamos abismados com a linda e gigantesca bandeira do Chile na frente do palácio que se mexia em “câmera lenta”. Ali, sem esperar muito descemos no Centro Cultural Palácio La Moneda e encontramos uma exposição em duas salas com nome: “Chile 15 mil anos” do Museu de Arte Pré-colombiano que eu já sabia que estava fechado. Todos nós ficamos maravilhados com as peças que vimos e que em sua maioria são datadas de muitos anos antes do descobrimento do Brasil. No pátio central, tinha uma oficina de pintura em tecidos antigos usando técnicas milenares. Infelizmente não deu para fazer, mas achei muito legal.

Saindo dali, vimos o exemplo do cuidado dos chilenos com a cidade. Encontramos um jardineiro cuidando com minúcias das flores. Ele tinha o cuidado de abrir cada uma para tratá-las. A seguir, fomos a Praça das Armas e minha esposa se encantou com um quadro de um pintor local. Ele fez um bom desconto, pois disse que iria chover e ele teria de ir embora; compramos. Passamos na frente da Catedral, mas como estávamos com receio que a chuva viesse logo, saímos em direção ao Mercado Central para almoçarmos. Chegando lá, descobrimos que o Donde German toma quase todo o mercado e sem muitas opções para as crianças. Pelo Nokia Maps decidimos ir a uma PizzaHut no Mall Del Centro. Após o almoço, passamos pelo pior aperto desta viagem, o frio com chuva! Meu filho menor reclamou que as mãos dele doíam de frio e meu desespero aumentou com a dor dele. Seguimos em direção ao metro, e no caminho compramos capas plásticas e um guarda-chuva que melhorou a situação dos guris. Chegamos próximos da estação Santa Lucia e o cerro estava fechado devido à chuva. Seguramente a temperatura estava abaixo de 5°C e com o vento e chuva, nós estávamos congelando. Minha esposa falou que os chilenos nos olhavam como se fossem de outro mundo devido as capas e o guarda chuva, mas tive receio de molhar as crianças e eles adoecerem. Precaução e canja de galinha não faz mal a ninguém. Aproveitamos e fomos à feirinha para comprar uns souvenirs e de lá pegamos o metro para o hostal.

 

Dicas:

 

1) Botas impermeáveis para nós foram de grande valia neste frio com chuva.

2) As luvas deviam ser impermeáveis. Encontrei umas leves (não esqui) somente na La Cumbre.

3) Todos nós usamos duas meias, uma fina (liner) interna e uma grossa térmica (própria para esqui) externa. Essa combinação nos favoreceu em manter os pés secos livre do suor. Mas a dica é ter o maior número de pares disponíveis ou se preparar para lavá-los em local confiável de secar todos os dias.

 

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909201908.JPG 436.98630137 500 Legenda da Foto]Bolsa Chuspa - 500 a 1000 DC - Norte Árido.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909202258.JPG 500 338.709677419 Legenda da Foto]Vestimenta Aymara - Os espanhóis obrigaram homens usar calças e mulheres mantilla (véu).[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909202802.JPG 500 362.299465241 Legenda da Foto]Cuidado do jardineiro.[/picturethis]

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Dia 4

 

Dia do Cerro San Cristobal. Fomos andando até o funicular pois levava somente 20 minutos andando. Aproveitamos e conhecemos a praça Itália que na exata hora estava recebendo uma manifestação dos estudantes. Achei tudo normal, até que uma garota parou perto de nós e me perguntou se eu era estrangeiro. Na afirmativa, ela disse que saíssemos com as crianças de perto pois eles costumavam a jogar coisas nos Carabineros e desapareceu rapidamente. Fui!

Chegamos ao Parque Florestal de Santiago, e pedimos informações sobre o zôo. Haviam duas opções: subir pelo funicular até a primeira estação e fazer a visita do zôo descendo e depois subir ao topo novamente pelo funicular ou conhecer o zôo subindo e na ir ao topo na primeira estação. Escolhemos a subir andando devagar e conhecer os animais. As crianças ficaram muito felizes em ver os animais, principalmente o hipopótamo, urso polar e o tigre. Levamos cerca de 01:40h para conhecer o zôo, e mais 15 minutos esperando o funicular, rápido, mas em nossa conta precisávamos aproveitar tudo que pudéssemos durante o dia todo.

Ao chegarmos ao Santuário da Imaculada Concepcion, vimos qual bela e grande é Santiago. Tiramos uma hora para: fotos, preces, lancharmos. Descemos para visitar a casa de Pablo Neruda, que fica a poucos metros dali. Perguntamos quando era a visita, a atendente falou que era somente daqui a 30 minutos, às 16:00h. Como ainda tínhamos que ir a Skitotal reservar as roupas para o esqui no dia seguinte, caminhamos até o metro. No caminho passamos no pátio Bellavista e na All to Ski (Dardignac com Pio Nono) para ver se o aluguel dos equipamentos eram mais baratos, não eram! Fomos a Skitotal e desta vez fizemos tudo certo, chegamos cedo, escolhemos as roupas adequadas, pois no primeiro dia pegamos o que sobrou, o equipamento ideal. Até aprendemos a calçar as botas de maneira correta com um americano chamado Mike e um chileno que tava sempre com ele. Ele nos disse que existe técnica até para isso! Ficamos muito contentes com a qualidade tanto técnica quanto pessoal deste atendimento e vimos que os chilenos que nos atenderam no primeiro dia não eram capacitados e atendiam com descaso. Não sei que passa na cabeça deles, mas pelos dois dias que visitei a loja percebi que ela está sempre lotada e principalmente de brasileiros, no mínimo deveriam ter mais cuidado no trato com as pessoas.

Ao terminar, por felicidade encontramos o Sr. Juan, contratamos o serviço para o outro dia e aproveitei para deixarmos tudo que alugamos com ele no taxi, para nos livrar do peso. De cortesia ele nos deixou no Parque Arauco. Minha esposa me perguntou se ele não aparecesse no outro dia, e eu disse: “Nós não estamos no Brasil”, desconfiado.

 

Dicas:

1) Prefiram ser atendidos pelo Mike ao experimentar botas!

2) A Skitotal não guarda as roupas, somente os esquis e botas;

3) Não alugar óculos, se você tiver um de sol que seja confortável;

4) Peçam para trocar de roupas se não ficarem boas, meu filho menor vestiu um macacão gigante no primeiro dia, no segundo encontramos um perfeito;

5) Parque Arauco é gigante, se for visitá-lo reserve bastante tempo.

6) Os cosméticos nas farmácias não tinham preços tão atraentes

7) Guardem as moedas, quase todos os banheiros são pagos (CLP 100~500)

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909204822.JPG 500 309.659090909 Legenda da Foto]Urso Polar .[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909204922.JPG 366.666666667 500 Legenda da Foto]Minha esposa aos pés da Imaculada Concepcion.[/picturethis]

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Dia 5

 

Acordamos cedo, tomamos café e esperamos Sr. Juan às 09:00h. Demoramos 40 minutos para nos vestir e saímos em direção à montanha. No caminho, fiquei impressionado, pois nas ruas tinham muitos carros que não eram Volks, Fiat e Ford. Chevrolet é o que mais tinha, e perguntei quanto custava o Spark, um Ford Ka da GM! 15,5 mil! Um gol 1,8 lá com ABS, air bag custa R$ 25K, aqui R$ 40K (sem airbag e ABS) e adivinhem onde o Gol de lá é feito? Isso mesmo, Brasil! Mas isso é outro assunto!!

Logo na subida, percebemos que a neve já era encontrada nas partes mais baixas da montanha, bom sinal que tava bom para esquiar.

Ao chegar em Farellones, olhamos para frente e vimos uma visão de uma pista bem íngreme e pensei que no fim do dia iria lá. Sr. Juan me informou que deveríamos descer cedo, pois o fluxo de carro aumentaria ao entardecer, portanto sairíamos entre 16:30h às 17:00h.

Fomos a bilheteria que fica do lado esquerdo (olhando para as pistas de cima) da estação e colocamos os esquis do lado, bem próximo. Após esperar uns 30 minutos na fila, devido a alguns desencontros de informações sobre horário do tubing e tirolesa, comprei os ingressos. Como havia um portão ao lado perguntei a um funcionário que estava almoçando se poderíamos descer pela escada (que tinha neve e gelo nos degraus) ao lado e ele disse ok! Infelizmente foi a pior idéia que tive, pois a descida com bota de esqui é muito perigosa e ainda carregando os equipamentos torna-se um ato inseguro. Mesmo com ajuda de um chileno que levou meu filho menor, eu escorreguei feio e se não me segurasse no corrimão provavelmente tinha quebrado algum osso. Pode piorar? Sim pode, pois ao chegarmos à neve eu percebo que não havia ninguém fazendo nada, nem esqui, nem tubing, nem atendentes, enfim nada! Quando apareceu alguém, perguntei quais eram as pistas aonde os iniciantes vão e ele me apontou a direita. Quando olho, há um desnível (subida) de uns 5 metros de altura e uns 25 metros de comprimento. Ora, para quem está com filhos pequenos e equipamentos de esqui, o imbecil lá de cima deveria ter nos aconselhado a andar no plano e entrar pelo lado da escola.

Passado o sofrimento, começamos a deslizar em uma área destinada as aulas que fica logo próximo a entrada (da escola). Deslizei algumas vezes e decidi ir à pista menos íngreme, mas nem menos perigosa, pois a danada tinha na saída uma curva 90° e logo após uma curva 180°. Ai me lembrei, que nós tínhamos treinado em reta. Na primeira vez, cai três vezes na descida e uma no ascensor. Ao retornar vitorioso, falei pro me filho mais velho que era íngreme e muito perigoso. Ele disse que ia. Então descemos juntos e deu tudo certo na descida e subida. Já na terceira vez, foi diferente, ele caiu logo na saída (confiante demais) e caímos duas vezes no ascensor. Como o ascensor é em barra em T, exige muita concentração aos iniciantes.

Ainda sem almoçar, finalizamos às 17:30h e não fomos comer nos restaurantes. Comprei refrigerantes no El Montañes, e comemos biscoitos, salgadinhos e chocolates durante a viagem de volta. Devolvemos as roupas e equipamentos e fomos dormir.....

 

Dicas:

 

1) Quem quiser alugar carro, pode fazer traquilo se não houver neve na pista. Lembre-se que quem sobe tem a preferência e muita prudência é pouco;

2) Em Farellones, entrem pelo portão das escolas;

3) Aos iniciantes, não tenham medo de descer nas pistas. Mas lembrem-se de fazê-lo freiando até pegarem a manha;

4) Aos iniciantes que estão sozinhos, prefiram subir o ascensor em T sozinhos para não derrubarem ninguém.

5) Para evitar quedas no ascensor, tenham muita concentração nos pés e no corpo.

6) Se tiverem crianças abaixo de 7 anos, opção de deixá-las na mini-escola se não se importarem de ficar cuidando delas;

7) Comer no dia do esqui não foi um necessidade até pararmos totalmente.

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909212203.JPG 500 332.291666667 Legenda da Foto]Olha lá atrás, a pista que eu tive a audácia de querer descer .[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909212349.jpg 500 334.164588529 Legenda da Foto]Eu e meu filho no ínicio da primeira descida.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909212519.jpg 500 354.872881356 Legenda da Foto]Sucesso após 2 quedas juntos.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909212833.JPG 500 332.5 Legenda da Foto]O motivo para sugerir crianças na escolinha.[/picturethis]

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Dia 6

 

Já era sábado e aproveitamos e dormimos até mais tarde para descansar da semana cansativa. Mas não menos importante, era o dia aniversário do nosso filho mais novo. Tínhamos dois locais a visitar, Museo Interactivo Mirador - MIM e Kidzania.

Pegamos o metro do Baquedano até o Mirador e andamos até o museu. Ao chegar pegamos o trenzinho na entrada pois a distância da bilheteria até o museu , para quem estava quebrado do dia anterior, era quase “um quilômetro”.

Como o atendente nos disse logo ao entrar, o museu é interativo, isto é, para ouvir, falar, ver, tocar. Existem também oficinas, cinemas, que devem ser assistidos com hora reservada. Ao entrar vemos uma espécie de tubo com glicerina que ao bombear e sobem as bolhas subirem lentamente. Não há quem passe que não queira ver ou bombear e fazer a bolha maior. Sala das Minas, Eletricidade, Cérebro, Luz, Eletromagnetismo, Percepção, Mecanismos, Terra, Universo, etc. São tantas opções que os meus filhos não sabiam aonde ir e o que fazer. Até os adultos ficam encantados com tanta informação e as maneiras que o museu encontrou para difundi-las. Não almoçamos no restaurante do museu, e sim embaixo das árvores! Logo após saímos em direção ao outro lado da cidade, Kidzania no Parque Araucano.

Comprei os ingressos pelo site na noite anterior, e a entrada é como um aeroporto. Lá encontramos uma pequena cidade, muito bem planejada, organizada onde somente as crianças podem se divertir. Na entrada, elas ganham K$50 (kids) em cheque, que trocam por dinheiro no banco. O dinheiro serve para usar nas atrações e/ou lojas que sejam destinadas às crianças. Exemplo, na loja da Coca-Cola, eles aprendem como a bebida é envasada em máquinas de verdade e o dinheiro pago é revertido em uma amostra de 200 ml, a mesma que a criança envasa. Na Nestlé, aprende a fazer chocolate e picolé ganha mas paga-se. Na Petrobras, eles trabalham abastecendo o carro (que é alugado na Hertz mediante a comprovação da carteira de habilitação, sendo os dois são pagos também). Podem ser policiais, bombeiros, dentistas, etc. Certa hora já bem no fim do dia, meu filho mais velho disse um frase que valeu a pena o gasto do ingresso. “Pai, estou sem dinheiro, preciso trabalhar para ganhar e usar nos outros locais!”

Valeu a pena cada centavo gasto nesse dia, tanto pelo enriquecimento social quanto cultural.

Dicas:

1) No Kidzania, meu filho mais novo não era capaz de entender o que os instrutores falam nas orientações, então se vocês puderem pedir para ficar dentro da sala seria legal. Na Coca-Cola foi possível, na Gasco não!

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909214909.JPG 500 332.5 Legenda da Foto]MIM - Mecanismo Roldanas - O pequeno ganhou sozinho contra eu e o mais velho.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909215153.JPG 500 332.5 Legenda da Foto]Kidzania - Trocando $$$.[/picturethis]

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Dia 7

 

Dia de Valparaíso e Viña del Mar. Como queria otimizar o passeio, conforme combinado com o Sr. Juan, liguei para contratar o passeio pelo dia inteiro por CLP$ 100K, pois eu tinha economizado no esqui, compras, refeições. Mas ele tinha outro compromisso, porque eu não havia assegurado o passeio no dia em que combinamos. Lembrei-me então, que várias pessoas aqui no site haviam falado que ir de ônibus era tranqüilo. E foi mesmo. Custou CLP$ 21K para nós quatro pela Turbus, comprei ida Santiago - Valparaíso e retorno por Viña. No terminal, haviam umas senhoras oferecendo um tour incluindo passagens por CLP$ 15,5K por pessoa e vi um casal de brasileiros contratando, não achei vantagem.

São 01:40h de viagem tranqüila e segura. Ao chegar a mesma coisa, pessoas nos oferecendo o tour. Eu perguntei se dava para conhecer o Museo Marítimo do Chile, e ela disse que só passava na frente não tinha tempo para conhecer. Ela chegou a dizer que o museu eram 16 quarteirões dali, e aí perguntei: “E o metro?”, ela se virou e disse “Ah é (em espanhol)”. Como não queria retornar muito tarde, chegamos e fomos direto ao Ascensor Artilaria conhecer o museu Marítimo. Pegamos o metro e o atendente nos vendeu a Tarjeta do Metro ao contrário de Santiago que não foi necessário. Chegando lá, tiramos fotos da cidade no mirante. Pena que haviam muitas árvores e a visão ficava prejudicada em muitos locais.

No museu Marítimo, ficamos maravilhados com a qualidade das informações e o quanto eles prezam a cultura deles. Procuramos também a cápsula Fênix, aquela que resgatou os mineiros em 2010, mas somente encontramos uns cartazes.

Subimos, descemos, fomos e voltamos e nada. Até perguntamos a um funcionário do museu e o mesmo disse que ela estava “em reparo”, pois iria em setembro para as Festas Pátrias em Santiago e se entendi direito não retornaria. Ele gentilmente, nos perguntou se queríamos vê-la e claro que dissemos sim. Ela estava atrás de uma grande porta de madeira no fim do museu. Na saída tentei comprar um termo-higro-barômetro que estava à venda na entrada, mas eles não tinham uma embalagem para viagem.

Após o museu, o objetivo era comprar uma maquete das casas de Valparaíso, e fomos em direção a Paseo Yuguslavo. O valoroso Nokia Maps, nos indicava ir para uma rua após o edifício da Armada do Chile. Chegando lá, eu olhei para um lado e pro outro só tínhamos uma saída, uma escadinha que se mostrou difícil de chegar ao topo, a subida El Peral. Após muitos degraus, chegamos muito cansados ao topo e fomos em frente. Não encontramos o tal lugar. Estava frustrado pois nosso ônibus de retorno era às 17:50h e faltava ver Sausalito, a praia ou seja Pacifico e o Moai, pois quando tudo tá bem o tempo passa voando. Já desistindo, entrei em uma loja de artesanato que achava que poderia ser lá, e o artesão nos indicou a direção certa. Achamos e todos ficamos abismados do talento do cara. Compramos a menor por CLP$ 20K, e fomos em direção a Viña. Bingo havia um ascensor que eu tinha visto ao passar na Armada, mas não caiu a ficha! Descemos por ele.

Ao descer do metro em Viña, calculamos que não ia dar para fazer tudo em tempo hábil, e decidi pegar um taxi. Achamos um, e conversamos sobre o itinerário. Ele disse que se não demorássemos muito nas fotos era perfeitamente possível, conhecer os 3 lugares. Fizemos tudo como planejado e no fim ele nos levou ao terminal, nos indicando que seriam os portões 7 a 15. Eram 17:35h, e no meio de tanta gente e não achamos o ônibus das 17:50h e sim com 17:40h. Não perguntei nada neste e esperei até as 17:45h. Como não apareceu fui ao gichê da Turbus reclamar e eles disseram que o ônibus já tinha saído (era o de 17:40h) e que não podiam fazer nada, pois eu era o único que tinha perdido. Aí para salvação do meu duro "real", um senhor do guichê ao lado ouviu a história e confirmou que também não tinha visto o ônibus do tal horário e o atendente resolveu chamar o supervisor e conseguiu me colocar no ônibus de 18:05h.

Dica:

 

1) Chegue no terminal antes do horário e se não acharem po ônibus perguntem se tem o do horário do seu ticket pois ele pode ter sido cortado

2) Se quiser conhecer bem as duas cidades, um dia é muito pouco!

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909221047.JPG 500 332.5 Legenda da Foto]Vista Valparaiso do mirante da Ascensor Artilaria.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909221201.JPG 500 332.5 Legenda da Foto]Capsula Fenix - Detalhe do mecanismo guia auto-regulável.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909221823.JPG 500 319.470699433 Legenda da Foto]Maquetes de Valparaiso do Alejandro.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120909221940.JPG 500 332.5 Legenda da Foto]Com os pés no Pacífico.[/picturethis]

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Dia 8

 

Dia final e outro dia para acordar tarde e somente fazer passeios leves. Pegamos o metro e fomos ao Centro Artesanal Los Dominicos, que na segunda feira estava fechado. Me disseram que somente algumas lojas abriam e somente às 10:30h. Como era nosso último dia, decidimos adiantar para conhecer o Mall Sport e tentar comprar as meias liners para substituir as que eu queimei no aquecedor tentando secá-las. Pegamos um taxi e no caminho paras as compras o taxista nos sugeriu ir ao Buenaventura Outlet, pois lá tínhamos muitas roupas baratas e eu falei que tinha ouvido que lá só tinha roupas grandes e feias em promoção. Pagamos CLP$ 4,2K. Chegamos e nem todas as lojas estavam abertas. O shopping é destinado a roupas e acessórios para práticas de esportes. Comprei somente uma meia especial, e antes de sair passamos em frente à pista de patinação no gelo e na piscina onde há aulas de surf indoor. Decidimos ir ao Parque Arauco de taxi e na saída do shopping um rapaz nos ofereceu taxi, com preço fixo. Ele cobrou CLP$ 5K. O carro dele estava no estacionamento no sub-solo, era um Chevrolet Sonic zerinho em folha. Na chegada, ele não tinha troco para nota de vinte mil, pois ainda era muito cedo. Pagamos em moedas exatos CLP$ 4,8K. Eu disse só tenho isso, e o cara ainda disse, fazer o que? O valor foi bem pago!

No Shopping Parque Arauco, fomos comprar o presente do meu filho e fazer umas comprinhas para minha esposa. Paris, Falabella e Ripley são gigantescas e tomam 3 andares cada uma com tudo que se possa imaginar. Na Paris encontrei itens como Bose, Jamo, Onkyo tudo em um lugar só, impossível ver para quem não é de uma cidade como São Paulo. Minha esposa queria parar e ver cada coisa, e ainda por sinal tinha que estar perto para fazer as conversões e é claro que ela queria mesmo era me "cantar" para comprar. Ela merece e eu comprava, e para minha sorte deixamos para o último dia porque senão...

Ao chegar no hostal, perguntei se eles conheciam algum taxista para as 4:15h da matina para retornamos a terrinha. A atendente ligou confirmou a hora para 4:00h por CLP$ 15K e fomos arrumar as malas.

 

Dica:

 

1) Se querem comprar, deixem no mínimo um dia completo mesmo....

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