Viajar para Nova Delhi é muito mais que um choque cultural, é uma experiência transformadora, daquelas que faz com quem você repense sua vida e seus valores profundamente. A Índia é uma das civilizações mais antigas do mundo ao lado da China. Juntos, os dois países somam quase dois bilhões e meio de habitantes, mais de um terço da população mundial. Essa superpopulação traz consequências sociais inimagináveis. A primeira delas é a pobreza extrema, impossível de ignorar. Na Índia você nunca está sozinho, sempre terá alguém por perto, na maioria dos casos tentando vender alguma coisa ou pedindo dinheiro. As primeiras cenas que vimos em Nova Delhi, capital do país, foram de tirar o sono e nunca vão sair da nossa memória.
Muita gente busca uma viagem espiritual, conhecer mais sobre yoga, meditação, o hinduísmo – a principal religião do país - sobre a cultura, ou simplesmente ver belos templos, palácios e paisagens exuberantes. A Índia é mais que isso. A fé, a tradição e o estilo de vida dos indianos são diferentes de tudo o que vimos até agora. Os sáris e turbantes coloridos, os temperos fortes e deliciosos e a ingenuidade do povo são características marcantes que fazem da Índia um país especial, que muitas vezes parece ter parado no tempo. No primeiro contato, nós ocidentais temos um pouco de dificuldade em entender como eles vivem e se relacionam com o mundo. Antes de ir para a Índia é muito importante se informar sobre os destinos, costumes do povo e principalmente não julgar o que você vai ver e vivenciar. Não fique impressionado com os olhares porque eles também vão ficar curiosos sobre você.
O primeiro dia que passamos em Nova Delhi foi chocante. Imagine uma cidade poluída, com 16 milhões de habitantes e um trânsito caótico. Até aí, tudo bem, nada diferente das grandes metrópoles. O fato é que lá, tudo é superlativo e algumas pessoas vivem extremos. Lemos na internet e ouvimos relatos de que Delhi é horrível. A capital indiana é mesmo uma cidade feia e extremamente quente, ainda mais se você for de maio a agosto. Nós fomos em julho e passamos um baita calor. A temperatura média nessa época do ano é de 37 graus, mas esse número parece dobrar por causa da umidade.
Nesse clima pegamos um tuk-tuk (ou rickshaw, um moto-táxi com cabine acoplada) e seguimos para o Chandni Chowk, o mercado de rua mais antigo e popular da cidade. Milhares de pessoas abarrotavam as ruas tomadas por barracas que vendem de tudo, desde produtos eletrônicos até comidas e roupas. O caos se completa com as motos, tuk-tuks, carros e ônibus circulando desordenadamente. É impressionante como os motoristas conseguem dirigir sem bater. Sem contar as buzinas que fazem parte da cultura indiana e não param um só minuto. Diferente de nós brasileiros que buzinamos para acelerar os outros, eles buzinam a todo o momento para avisar que vão passar, é um “cuidado, tô passando”.
As leis de trânsito parecem nulas no país. Só não vimos vacas, cabritos e outros animais soltos porque recentemente a prefeitura proibiu que eles circulem livremente pelas ruas. Nenhuma das 13 cidades que conhecemos na Índia tem calçadas, o que existe é uma espécie de terra batida, onde as pessoas se espremem e dividem o espaço com veículos e animais. Délhi só tem calçadas nos bairros considerados mais nobres. No mercado Chandni Chowk vimos coisas bizarras e inacreditáveis. Pessoas dormindo no chão com milhares de moscas pelo corpo e rosto, comidas sem a mínima condição de higiene e muitos pedintes. Tudo isso ao mesmo tempo, no meio da rua. Mesmo vestidos adequadamente, com os braços e pernas cobertos, nós fomos alvo de centenas de olhares curiosos. E eles olham mesmo, sem pudor, chegam a virar o pescoço... As mulheres têm que ficar mais atentas e usar saia longa ou calça comprida e cobrir os ombros, parte do corpo que chama muito a atenção dos indianos. Quando paramos um pouco, uma roda se formou envolta de nós e algumas pessoas arriscaram contato. Muita gente fala inglês na Índia, herança da colonização britânica nos séculos XIX e XX. Foi uma cena hilária, algumas pessoas até tiraram fotos da gente! Os indianos são curiosos e, em geral, muito dóceis e amigáveis.
Conhecer Nova Delhi por conta própria – sem excursão - foi um desafio, mas é a maneira mais autêntica de conhecer a cultura local. A proteção do ar-condicionado dentro dos carros lembra uma bolha e não permite a interação real com as pessoas e com o ambiente. Por isso pegue um tuk-tuk e embarque na aventura. Muitos indianos nunca souberam o que é ter uma casa. Nasceram e cresceram na rua. Em Nova Délhi é comum ver pessoas morando debaixo de viadutos, em acampamentos feitos precariamente com plástico preto, aqueles de lixo. A luta pela sobrevivência é escancarada. Alguns motoristas de tuk-tuk-bike (os mais simples) usam o veículo como casa: de dia pedalam e de noite dormem no banco do passageiro. Cenas como essas são chocantes e fazem parte do cotidiano da cidade.
Nova Delhi também tem lugares bonitos e reserva surpresas incríveis de alto valor histórico e cultural. Tem muitos jardins e áreas arborizadas, como o bairro das embaixadas e do palácio do governo indiano. Nós adoramos o Humayaun Tomb, a mesquita mais antiga da Índia e o Qutub Minar. Outro lugar imperdível é a casa de Mahatma Gandhi, ídolo máximo dos indianos.
O Mausoléu do imperador Humayun foi construído em 1572 e dizem que ele que inspirou a construção do aclamado Taj Mahal, em Agra. É muito bonito, feito de mármore branco e red sandstone, uma pedra vermelha muito comum no país. Tem 12 mil metros quadrados e 47 metros de altura e estima-se que tenha cerca de 100 tumbas de pessoas próximas ao imperador. O Humayun Tomb fica num parque bem interessante, cheio de ruínas de antigas mesquitas e belos jardins. Nós pegamos um dia de muito sol e calor, mesmo assim aproveitamos bastante o lugar que é cheio de casais fugindo do caos da cidade. Assim como o Taj Mahal, o mausoléu é bem mais bonito por fora do que por dentro.
A Jama Masjid foi construída em 1656 pelo imperador Mughal Shah Jahan, o mesmo que mandou construir o Taj Mahal. Fica no centro de Delhi e recebe centenas de pessoas todos os dias, é a mesquita mais antiga da Índia. Para entrar é preciso estar vestido adequadamente, como em todo o templo islâmico. A entrada é gratuita, mas a máquina fotográfica paga R$ 20,00 para entrar, como em muitos lugares da Índia. É um templo muito bonito e suntuoso, ainda em atividade.
Qutub Minar
Mais uma herança do período islâmico no país. O Qutub Minar é o maior minarete da Índia - com 72 metros de altura. É patrimônio mundial da UNESCO, um lugar lindíssimo que data de 1192 DC. Entrar e subir no minarete é proibido, mas a visita vale muito a pena. As ruínas do antigo templo hindu que virou mesquita ficam no mesmo lugar e são imperdíveis. O Qutub Minar é um dos pontos mais visitados da cidade.
Casa do Gandhi
A casa onde viveu e morreu Mahatma Gandhi virou museu. O local que ele fez de templo aberto ao público, mesmo lugar onde foi assassinado, atualmente funciona como memorial da vida dele. É possível visitar todos os cômodos da casa, inclusive o quarto onde ele costumava tecer e receber as pessoas.
Gandhi foi o principal líder da independência indiana, em 1947. Baseado na liberdade e não violência, o advogado que se formou em Londres, atuou no congresso nacional indiano e sempre defendeu o direito das mulheres, a erradicação da pobreza, os direitos iguais e a liberdade religiosa, mas sua principal bandeira foi a independência da dominação britânica. Aos 67 anos, em 1948, Gandhi foi morto a tiros dentro da própria casa por um fanático religioso. Para quem gosta de história e da filosofia pacifista, é um lugar bem inspirador.
ONDE FICAR
Exploramos bem a capital indiana em dois dias, tempo suficiente para começarmos a sentir o que viria pela frente na nossa passagem pela Índia. Nós nos hospedamos em Karol Bagh, considerado o segundo melhor bairro atrás de Connaught Place. São bairros residenciais nada calmos, pelo contrário. Nos arredores tem muito comércio informal e moradores de rua. Lembre-se de que o padrão indiano de classificação de hotéis é bem inferior ao padrão brasileiro. O nosso hotel era um três estrelas, com café-da-manhã pobre e cara de meia estrela.
O QUE COMER
A culinária indiana é forte, colorida e temperada. Eles realmente não comem carne vermelha. Como o hinduísmo é a religião de mais de 80% da população, o que predomina são os pratos vegetarianos, porém é possível encontrar pratos à base de frango em vários restaurantes. A base da alimentação são grãos, batata, queijo branco, espinafre e outros legumes. Todos os pratos levam temperos saborosíssimos, bastante pimenta e sempre são acompanhados por um tipo de pão – naan, parantha ou chappati .... Se você não gosta de pimenta, prepare-se, mesmo pedindo sem a comida virá um pouco apimentada. Para nós, descobrir a culinária indiana foi fascinante. Adoramos os pratos Palak Paneer ( espinafre com queijo cottage indiano) e Chole Masala ( grão-de-bico com pimenta). Os indianos comem muito arroz e em todo lugar tem macarrão. Quem não quiser se arriscar nos pratos típicos e na pimenta tem opção. Sobre a qualidade da comida: fique atento. Coma o que estiver saindo fumaça. Existem todos os tipos de restaurantes, o ideal é buscar os mais tradicionais e indicados. Comer na Índia é muito barato para nós brasileiros, mesmo nos melhores restaurantes um casal gasta em média R$ 20,00, com a bebida inclusa.
Não é recomendável comer na rua, em barracas.Também é melhor não arriscar frutas e legumes crus – em qualquer lugar. O saneamento básico do país é bem precário e, em muitos lugares, a água não tem tratamento e chega a sair barrenta das torneiras. Só beba água mineral lacrada. Fique atento porque há muita violação de garrafas por alguns ambulantes. Nós compramos uma violada. Percebemos e devolvemos a garrafa na hora.
Mesmo com alguns problemas e com o choque cultural, a Índia é um destino fascinante e especial. Nova Delhi é a porta de entrada da maioria dos turistas no país que, muitas vezes, ignoram o que a cidade tem de bom. Não subestime a caótica e superlotada capital indiana porque ela tem muito a oferecer e merece pelo menos dois dias de turismo.
De onde viemos: Tel Aviv, Israel ( de avião)
Para onde vamos: Mandawa, Índia ( de carro)
NOVA DELHI - ÍNDIA
Hospedagem: 40 dólares/dia - Hotel Yug Villa - bom
Transporte: carro e tuk-tuk -
Culinária : 3 dólares por prato -
Hospitalidade do povo local:
Pontos Turísticos:
Preços:
Clima Local (média 37 graus):
Fuso Horário: 09 horas a mais em relação ao Brasil
Distância Percorrida desde o último destino: 4.100 km
Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 18.971 km
Nova Delhi, a nossa chegada na Ásia
Viajar para Nova Delhi é muito mais que um choque cultural, é uma experiência transformadora, daquelas que faz com quem você repense sua vida e seus valores profundamente. A Índia é uma das civilizações mais antigas do mundo ao lado da China. Juntos, os dois países somam quase dois bilhões e meio de habitantes, mais de um terço da população mundial. Essa superpopulação traz consequências sociais inimagináveis. A primeira delas é a pobreza extrema, impossível de ignorar. Na Índia você nunca está sozinho, sempre terá alguém por perto, na maioria dos casos tentando vender alguma coisa ou pedindo dinheiro. As primeiras cenas que vimos em Nova Delhi, capital do país, foram de tirar o sono e nunca vão sair da nossa memória.
Muita gente busca uma viagem espiritual, conhecer mais sobre yoga, meditação, o hinduísmo – a principal religião do país - sobre a cultura, ou simplesmente ver belos templos, palácios e paisagens exuberantes. A Índia é mais que isso. A fé, a tradição e o estilo de vida dos indianos são diferentes de tudo o que vimos até agora. Os sáris e turbantes coloridos, os temperos fortes e deliciosos e a ingenuidade do povo são características marcantes que fazem da Índia um país especial, que muitas vezes parece ter parado no tempo. No primeiro contato, nós ocidentais temos um pouco de dificuldade em entender como eles vivem e se relacionam com o mundo. Antes de ir para a Índia é muito importante se informar sobre os destinos, costumes do povo e principalmente não julgar o que você vai ver e vivenciar. Não fique impressionado com os olhares porque eles também vão ficar curiosos sobre você.
O primeiro dia que passamos em Nova Delhi foi chocante. Imagine uma cidade poluída, com 16 milhões de habitantes e um trânsito caótico. Até aí, tudo bem, nada diferente das grandes metrópoles. O fato é que lá, tudo é superlativo e algumas pessoas vivem extremos. Lemos na internet e ouvimos relatos de que Delhi é horrível. A capital indiana é mesmo uma cidade feia e extremamente quente, ainda mais se você for de maio a agosto. Nós fomos em julho e passamos um baita calor. A temperatura média nessa época do ano é de 37 graus, mas esse número parece dobrar por causa da umidade.
Nesse clima pegamos um tuk-tuk (ou rickshaw, um moto-táxi com cabine acoplada) e seguimos para o Chandni Chowk, o mercado de rua mais antigo e popular da cidade. Milhares de pessoas abarrotavam as ruas tomadas por barracas que vendem de tudo, desde produtos eletrônicos até comidas e roupas. O caos se completa com as motos, tuk-tuks, carros e ônibus circulando desordenadamente. É impressionante como os motoristas conseguem dirigir sem bater. Sem contar as buzinas que fazem parte da cultura indiana e não param um só minuto. Diferente de nós brasileiros que buzinamos para acelerar os outros, eles buzinam a todo o momento para avisar que vão passar, é um “cuidado, tô passando”.
As leis de trânsito parecem nulas no país. Só não vimos vacas, cabritos e outros animais soltos porque recentemente a prefeitura proibiu que eles circulem livremente pelas ruas. Nenhuma das 13 cidades que conhecemos na Índia tem calçadas, o que existe é uma espécie de terra batida, onde as pessoas se espremem e dividem o espaço com veículos e animais. Délhi só tem calçadas nos bairros considerados mais nobres. No mercado Chandni Chowk vimos coisas bizarras e inacreditáveis. Pessoas dormindo no chão com milhares de moscas pelo corpo e rosto, comidas sem a mínima condição de higiene e muitos pedintes. Tudo isso ao mesmo tempo, no meio da rua. Mesmo vestidos adequadamente, com os braços e pernas cobertos, nós fomos alvo de centenas de olhares curiosos. E eles olham mesmo, sem pudor, chegam a virar o pescoço... As mulheres têm que ficar mais atentas e usar saia longa ou calça comprida e cobrir os ombros, parte do corpo que chama muito a atenção dos indianos. Quando paramos um pouco, uma roda se formou envolta de nós e algumas pessoas arriscaram contato. Muita gente fala inglês na Índia, herança da colonização britânica nos séculos XIX e XX. Foi uma cena hilária, algumas pessoas até tiraram fotos da gente! Os indianos são curiosos e, em geral, muito dóceis e amigáveis.
Conhecer Nova Delhi por conta própria – sem excursão - foi um desafio, mas é a maneira mais autêntica de conhecer a cultura local. A proteção do ar-condicionado dentro dos carros lembra uma bolha e não permite a interação real com as pessoas e com o ambiente. Por isso pegue um tuk-tuk e embarque na aventura. Muitos indianos nunca souberam o que é ter uma casa. Nasceram e cresceram na rua. Em Nova Délhi é comum ver pessoas morando debaixo de viadutos, em acampamentos feitos precariamente com plástico preto, aqueles de lixo. A luta pela sobrevivência é escancarada. Alguns motoristas de tuk-tuk-bike (os mais simples) usam o veículo como casa: de dia pedalam e de noite dormem no banco do passageiro. Cenas como essas são chocantes e fazem parte do cotidiano da cidade.
Nova Delhi também tem lugares bonitos e reserva surpresas incríveis de alto valor histórico e cultural. Tem muitos jardins e áreas arborizadas, como o bairro das embaixadas e do palácio do governo indiano. Nós adoramos o Humayaun Tomb, a mesquita mais antiga da Índia e o Qutub Minar. Outro lugar imperdível é a casa de Mahatma Gandhi, ídolo máximo dos indianos.
O Mausoléu do imperador Humayun foi construído em 1572 e dizem que ele que inspirou a construção do aclamado Taj Mahal, em Agra. É muito bonito, feito de mármore branco e red sandstone, uma pedra vermelha muito comum no país. Tem 12 mil metros quadrados e 47 metros de altura e estima-se que tenha cerca de 100 tumbas de pessoas próximas ao imperador. O Humayun Tomb fica num parque bem interessante, cheio de ruínas de antigas mesquitas e belos jardins. Nós pegamos um dia de muito sol e calor, mesmo assim aproveitamos bastante o lugar que é cheio de casais fugindo do caos da cidade. Assim como o Taj Mahal, o mausoléu é bem mais bonito por fora do que por dentro.
A Jama Masjid foi construída em 1656 pelo imperador Mughal Shah Jahan, o mesmo que mandou construir o Taj Mahal. Fica no centro de Delhi e recebe centenas de pessoas todos os dias, é a mesquita mais antiga da Índia. Para entrar é preciso estar vestido adequadamente, como em todo o templo islâmico. A entrada é gratuita, mas a máquina fotográfica paga R$ 20,00 para entrar, como em muitos lugares da Índia. É um templo muito bonito e suntuoso, ainda em atividade.
Qutub Minar
Mais uma herança do período islâmico no país. O Qutub Minar é o maior minarete da Índia - com 72 metros de altura. É patrimônio mundial da UNESCO, um lugar lindíssimo que data de 1192 DC. Entrar e subir no minarete é proibido, mas a visita vale muito a pena. As ruínas do antigo templo hindu que virou mesquita ficam no mesmo lugar e são imperdíveis. O Qutub Minar é um dos pontos mais visitados da cidade.
Casa do Gandhi
A casa onde viveu e morreu Mahatma Gandhi virou museu. O local que ele fez de templo aberto ao público, mesmo lugar onde foi assassinado, atualmente funciona como memorial da vida dele. É possível visitar todos os cômodos da casa, inclusive o quarto onde ele costumava tecer e receber as pessoas.
Gandhi foi o principal líder da independência indiana, em 1947. Baseado na liberdade e não violência, o advogado que se formou em Londres, atuou no congresso nacional indiano e sempre defendeu o direito das mulheres, a erradicação da pobreza, os direitos iguais e a liberdade religiosa, mas sua principal bandeira foi a independência da dominação britânica. Aos 67 anos, em 1948, Gandhi foi morto a tiros dentro da própria casa por um fanático religioso. Para quem gosta de história e da filosofia pacifista, é um lugar bem inspirador.
ONDE FICAR
Exploramos bem a capital indiana em dois dias, tempo suficiente para começarmos a sentir o que viria pela frente na nossa passagem pela Índia. Nós nos hospedamos em Karol Bagh, considerado o segundo melhor bairro atrás de Connaught Place. São bairros residenciais nada calmos, pelo contrário. Nos arredores tem muito comércio informal e moradores de rua. Lembre-se de que o padrão indiano de classificação de hotéis é bem inferior ao padrão brasileiro. O nosso hotel era um três estrelas, com café-da-manhã pobre e cara de meia estrela.
O QUE COMER
A culinária indiana é forte, colorida e temperada. Eles realmente não comem carne vermelha. Como o hinduísmo é a religião de mais de 80% da população, o que predomina são os pratos vegetarianos, porém é possível encontrar pratos à base de frango em vários restaurantes. A base da alimentação são grãos, batata, queijo branco, espinafre e outros legumes. Todos os pratos levam temperos saborosíssimos, bastante pimenta e sempre são acompanhados por um tipo de pão – naan, parantha ou chappati .... Se você não gosta de pimenta, prepare-se, mesmo pedindo sem a comida virá um pouco apimentada. Para nós, descobrir a culinária indiana foi fascinante. Adoramos os pratos Palak Paneer ( espinafre com queijo cottage indiano) e Chole Masala ( grão-de-bico com pimenta). Os indianos comem muito arroz e em todo lugar tem macarrão. Quem não quiser se arriscar nos pratos típicos e na pimenta tem opção. Sobre a qualidade da comida: fique atento. Coma o que estiver saindo fumaça. Existem todos os tipos de restaurantes, o ideal é buscar os mais tradicionais e indicados. Comer na Índia é muito barato para nós brasileiros, mesmo nos melhores restaurantes um casal gasta em média R$ 20,00, com a bebida inclusa.
Não é recomendável comer na rua, em barracas.Também é melhor não arriscar frutas e legumes crus – em qualquer lugar. O saneamento básico do país é bem precário e, em muitos lugares, a água não tem tratamento e chega a sair barrenta das torneiras. Só beba água mineral lacrada. Fique atento porque há muita violação de garrafas por alguns ambulantes. Nós compramos uma violada. Percebemos e devolvemos a garrafa na hora.
Mesmo com alguns problemas e com o choque cultural, a Índia é um destino fascinante e especial. Nova Delhi é a porta de entrada da maioria dos turistas no país que, muitas vezes, ignoram o que a cidade tem de bom. Não subestime a caótica e superlotada capital indiana porque ela tem muito a oferecer e merece pelo menos dois dias de turismo.
De onde viemos: Tel Aviv, Israel ( de avião)
Para onde vamos: Mandawa, Índia ( de carro)
NOVA DELHI - ÍNDIA
Hospedagem: 40 dólares/dia - Hotel Yug Villa - bom
Transporte: carro e tuk-tuk -
Culinária : 3 dólares por prato -
Hospitalidade do povo local:
Pontos Turísticos:
Preços:
Clima Local (média 37 graus):
Fuso Horário: 09 horas a mais em relação ao Brasil
Distância Percorrida desde o último destino: 4.100 km
Distância Percorrida desde o ponto de Partida (Lisboa): 18.971 km