O Butão não é tradicionalmente um destino "mochileiro" porque os altos preços cobrados pelo governo do país em relação aos turistas assustam (cerca de 250 dólares por dia, e para quem viaja sozinho, como foi o meu caso, este valor aumenta para 290 dólares por dia, mais o preço do visto, que custa 20 dólares); inclusive, o governo butanês assume abertamente que não deseja receber viajantes com perfil mochileiro, segundo eles para evitar uma invasão maciça de turistas e o país acabar se transformando em um novo Nepal. Portanto, todos os estrangeiros devem obrigatoriamente contratar um pacote de viagem, que dá direito a hospedagem, pensão completa (café da manhã, almoço e jantar; água e chá são servidos à vontade, para outras bebidas paga-se à parte), um guia, um motorista e uma van à sua disposição. Os únicos turistas estrangeiros que podem viajar de maneira independente pelo país são os indianos (o Butão é quase um protetorado da Índia). Entrei no Butão vindo da Tailândia (fiquei 2 dias inteiros em Bangkok e, depois que voltei para a Tailândia vindo do Butão, mais 3 dias em Ao Nang, Krabi), mas, como existem toneladas de relatos sobre a Tailândia (e também porque não simpatizei particularmente com Bangkok), vou restringir o relato apenas à parte butanesa da viagem. Resumindo, o Butão não é um país barato para viajar, mas posso garantir que vale a pena cada centavo gasto; em nenhum outro lugar do mundo é possível encontrar uma perfeita comunhão entre paisagens lindíssimas, cultura definitivamente original e tradições milenares.
DADOS RÁPIDOS SOBRE O BUTÃO
Com cerca de 38 mil quilômetros quadrados, o Butão fica espremido entre dois gigantes (a Índia e a China), em plena cordilheira do Himalaia. Isolado do resto do mundo até meados do século XX, o Butão foi gradualmente procurando romper este isolamento, pois poderia lhe custar uma invasão (até hoje os butaneses têm medo de a China invadir o Butão, assim como ocorreu com o Tibete; recentemente o governo chinês propôs a construção de uma estrada ligando os dois países e assumindo todos os custos (até o momento não há pontos de passagem entre o Butão e a China), mas o governo butanês recusou-se terminantemente. A bandeira do Butão está exposta abaixo, sendo que o dragão representa o próprio país e é branco por representar a pureza; o dragão segura em suas garras quatro joias, símbolo da prosperidade, e está voltado para a direita para reprimir possíveis invasores. Já o triângulo superior, amarelo, representa a monarquia (afinal, o país é um reino), e o laranja representa a religião budista, oficial no país:
A monarquia no Butão foi instaurada em 1907 por Ugyen Wangchuck, e desde então cinco reis assumiram o trono: o atual rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, tem apenas 32 anos, e no ano passado casou-se com a belíssima rainha Jetsun Pema Wangchuck. Uma foto dos dois está exposta abaixo:
INTRODUÇÃO
O Butão não é tradicionalmente um destino "mochileiro" porque os altos preços cobrados pelo governo do país em relação aos turistas assustam (cerca de 250 dólares por dia, e para quem viaja sozinho, como foi o meu caso, este valor aumenta para 290 dólares por dia, mais o preço do visto, que custa 20 dólares); inclusive, o governo butanês assume abertamente que não deseja receber viajantes com perfil mochileiro, segundo eles para evitar uma invasão maciça de turistas e o país acabar se transformando em um novo Nepal. Portanto, todos os estrangeiros devem obrigatoriamente contratar um pacote de viagem, que dá direito a hospedagem, pensão completa (café da manhã, almoço e jantar; água e chá são servidos à vontade, para outras bebidas paga-se à parte), um guia, um motorista e uma van à sua disposição. Os únicos turistas estrangeiros que podem viajar de maneira independente pelo país são os indianos (o Butão é quase um protetorado da Índia). Entrei no Butão vindo da Tailândia (fiquei 2 dias inteiros em Bangkok e, depois que voltei para a Tailândia vindo do Butão, mais 3 dias em Ao Nang, Krabi), mas, como existem toneladas de relatos sobre a Tailândia (e também porque não simpatizei particularmente com Bangkok), vou restringir o relato apenas à parte butanesa da viagem. Resumindo, o Butão não é um país barato para viajar, mas posso garantir que vale a pena cada centavo gasto; em nenhum outro lugar do mundo é possível encontrar uma perfeita comunhão entre paisagens lindíssimas, cultura definitivamente original e tradições milenares.
DADOS RÁPIDOS SOBRE O BUTÃO
Com cerca de 38 mil quilômetros quadrados, o Butão fica espremido entre dois gigantes (a Índia e a China), em plena cordilheira do Himalaia. Isolado do resto do mundo até meados do século XX, o Butão foi gradualmente procurando romper este isolamento, pois poderia lhe custar uma invasão (até hoje os butaneses têm medo de a China invadir o Butão, assim como ocorreu com o Tibete; recentemente o governo chinês propôs a construção de uma estrada ligando os dois países e assumindo todos os custos (até o momento não há pontos de passagem entre o Butão e a China), mas o governo butanês recusou-se terminantemente. A bandeira do Butão está exposta abaixo, sendo que o dragão representa o próprio país e é branco por representar a pureza; o dragão segura em suas garras quatro joias, símbolo da prosperidade, e está voltado para a direita para reprimir possíveis invasores. Já o triângulo superior, amarelo, representa a monarquia (afinal, o país é um reino), e o laranja representa a religião budista, oficial no país:
A monarquia no Butão foi instaurada em 1907 por Ugyen Wangchuck, e desde então cinco reis assumiram o trono: o atual rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, tem apenas 32 anos, e no ano passado casou-se com a belíssima rainha Jetsun Pema Wangchuck. Uma foto dos dois está exposta abaixo: