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chinaf

Para pensar na lista de promessas em 2013.....

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Fala galera, blz ?

 

Hoje em pleno dia 31 estava lendo esse relato, o grande perigo é incluir na lista de promessas de 2013..... Hehehehehehee

 

http://www.dwq.com.br/InsideTheCountry/Country/28

 

Trecho do blog

 

 

Para sair do Turquemenistão eu tive que gastar um tempo na alfândega para fazer a saída da moto, conferencia de existência multas, rota autorizada, etc.. Enquanto isso a Beth já estava liberada pela imigração e esperava no portão de divisa com o Irã. Um soldado Turquemeno pediu que ela atravessasse quando um soldado Iraniano alertou para a impossibilidade de ela entrar sem um lenço na cabeça, de porte obrigatório no País. Ela argumentou que seu lenço estava no baú da moto e precisava, portanto me esperar. O Turquemeno engrossou insistindo que ela tinha que sair. O soldado Iraniano pediu calma ao colega dizendo que ela era Brasileira e que em alguns minutos tudo seria resolvido. Quando cheguei ao portão a Beth colocou o lenço colorido e recebemos as boas vindas ao Irã.

 

Com uso do “Carnê de Passage em Douane – CPD” a entrada da moto foi simples e rápida. O clima era completamente diferente dos países pelos quais vínhamos recentemente. Muitos brincavam e faziam piadas ao bom estilo brasileiro.

 

A primeira estrada é impressionante pelas paisagens de montanhas desertas. O asfalto é ótimo e as curvas são uma delícia. E para completar as nossas primeiras impressões, a gasolina custa o equivalente a R$ 0,14 o litro! Chegamos cedo a Bajiran, a primeira pequena cidade iraniana. Sob um forte calor, deixei a Beth com a moto enquanto fui trocar dinheiro. Na volta vi uma pequena multidão em volta dela. De sorvete na mão (oferta da doceria em frente) respondia às mais diversas perguntas do pessoal. Ao final recebemos um convite para almoçar e mais uma vez o agradecimento por estarmos visitando o país. Evidentemente aceitamos o convite e não nos arrependemos. Uma bandeja de kafta com massa de pão, pasta de azeitonas e tomates ao forno. Delicioso! 

 

Seguimos na estrada em direção a Gorgan. No Irã, muita gente fala inglês e as placas nas estradas ou nas cidades são em Persa (usando o alfabeto árabe) e Inglês. Bem diferente do Egito, do Sudão, da Rússia ou dos países da Rota da Seda.

 

Chegando a Minusdasht, uma forte chuva nos impediu de continuar na estrada. Em menos de 1 hora, o nível da água chegou a mais de ½ metro. As pessoas de uma pequena loja nos fizeram entrar, nos ofereceram chá e bolachas. Já estava ficando noite e só havia hotel na próxima cidade a 20 km. Um primeiro homem nos ofereceu estadia dizendo que sua esposa e família ficariam muito honradas em nos receber. Um segundo homem disse que sua casa era mais próxima e maior e, portanto deveríamos ficar com a família dele. Após uma pequena discussão entre eles, ficou acordado que a segunda casa era de fato melhor para nos acolher.

 

Em pouco tempo no país já estava claro que era preciso esquecer toda a imagem dos iranianos que se propaga pela mídia ocidental. É preciso também rever tudo o que sabemos sobre “hospitalidade”. A hospitalidade Persa está em um patamar muito acima de qualquer uma que conhecemos. É um valor importante para eles, espontâneo e cultivado como uma questão de honra.

 

Ficamos decepcionados com o famoso Mar Cáspio. Não é bonito, venta muito e a água gelada é turva. Mas para compensar, a estrada de montanha que leva à Teerã passa por paredes de mais de 5000 metros de altura. Mesmo nos vales estamos a 2500 metros. Na descida cheia de curvas um carro veio me colando irresponsavelmente, encostando pela esquerda e se enfiando pela direita pelo acostamento de terra. Achei que a intenção dele era mesmo me derrubar. Eu acelerava e sumia, mas com o transito e o tipo de estrada, lá estava ele de novo. Cheguei a ficar preocupado porque isso durou algum tempo até entendermos que o objetivo era nos oferecer uma garrafa de água gelada por causa do calor! Pela janela do carro a Beth pegou a tal garrafa e todo mundo ficou feliz... Muitos túneis e pontes depois, avistamos Teerã.

 

A capital é imensamente “paulistana” com seus 15 milhões de habitantes, transito ao estilo Marginal Tietê e milhares de CGs por todos os lados. O comércio é intenso e cada bairro tem sua especialidade de lojas. Um bairro só de móveis, um só de eletrônicos, um só de automóveis e assim por diante. E pelos produtos de algumas lojas dá para sentir que o padrão de consumo é muito superior ao brasileiro médio.

 

A moeda oficial é o Rial (que se pronuncia como o nosso “Real”), mas é costume falar em Tomãs, moeda antiga que vale 0,10 Rial. É um prato cheio para um estrangeiro se confundir e pagar 10 vezes pelo valor de uma conta. Por sorte, a honestidade do pessoal nunca nos deixou errar, nos corrigindo varias vezes.

 

Geralmente as mulheres mais idosas vestem um lenço ou véu negro, mas o rosto fica sempre a mostra. As mais jovens costumam ser muito vaidosas, arrumadas, maquiadas, e cobertas apenas com um simples lenço, às vezes coloridos.

 

De Teerã para o sul é só clima e paisagem de deserto. Para Esfahan só se vai por uma Auto-Estrada. Logo na entrada há uma placa proibindo carroças, bicicletas e motos! Me fiz de desentendido e fui adiante. Em menos de 5 minutos fomos parados na primeira barreira policial. Documentos, as perguntas de sempre e o inesperado “sejam bem vindos ao Irã e boa viagem”. “E como fica a moto na Auto-Estrada?” Perguntei. “Isso não vale para vocês que tem moto grande. Podem seguir e não parem nos pedágios. Vocês não precisam pagar.” respondeu o policial.

 

Esfahan é conhecida pela sua religiosidade e a imensa “Praça do Imã” é o seu cartão postal. Mesquitas enormes, fontes, jardins e galerias se integram em um bonito quadrado. É tudo muito grande e bem cuidado garantindo a fama do local. Nos finais de semana (sexta e sábado) fica cheio de gente. Muitas famílias fazem pic-nic nos jardins sempre sentados sobre seus fantásticos tapetes persas.

 

Na sexta pela tarde ficou tudo vazio, mas milhares de pequenas motos estavam estacionadas dentro do quadrado imenso da Praça. Só entendemos o que estava acontecendo quando começou a saída da Mesquita. Uma multidão de homens, mulheres e crianças, saindo ordenadamente do culto religioso mais importante da semana. Aproveitando a saída, nós fizemos o caminho contrário e entramos, sem sapatos, alas adentro. No inicio me senti invadindo a privacidade alheia em um lugar proibido e misterioso. Mas não me espantou ter sido bem acolhido mais uma vez. Um senhor de bata cinza, sem falar uma palavra de inglês, nos ofereceu uma pequena vista guiada pelas dezenas de salas e salões. Fantástico!

 

Ainda na alfândega, um oficial me disse que nós não nos sentiríamos apenas “turistas ou aventureiros estrangeiros”, nós nos sentiríamos como “Hospedes” no Irã. Achei apenas que ele queria ser simpático, mas ele tinha razão, e foi assim que nos sentimos o tempo todo com os Iranianos.

 

Ter a oportunidade de cruzar o Irã de moto, pelas montanhas, pelas estradas de deserto, pelos vilarejos e pelas cidades é uma experiência forte e única. Foi um dos países mais marcantes desta Expedição basicamente pela sua gente. Nós chegamos carregados de preconceitos, mas em nenhum lugar no mundo nos sentimos tão bem acolhidos. Foram momentos simples, gostosos e sem nenhuma preocupação quanto à segurança.

 

Esqueça seus preconceitos. Há gente honesta e boa no mundo todo. E elas são a imensa maioria. Desligue a televisão e prepare sua moto. É preciso viajar!

 

 

 

Boa leitura e um Feliz 2013 pra todos nós, com muitos kms de alegrias, felicidades, paz, saúde e muitas PROMESSAS pra corrermos atrás, afinal SONHAR é o primeiro passo.

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era isso mesmo que eu imaginava a respeito do Irã: povo hospitaleiro e gentil, segurança, belas paisagens.. também sonho conhecer o Irã e outros países do Oriente Médio.

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