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Olá viajante!

Bora viajar?

Natal/RN e Arredores - 8º a 13º e último dia

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Amigos mochileiros,

 

Vou começar a relatar a minha viagem a Natal, onde tive a oportunidade de ver paisagens espectaculares e um povo alegre, alegria essa que contagia quem quer que vá para este local.

Hoje relato o primeiro dia.

Boas viagens e ja agora, Bom Natal e Bom Ano Novo!

 

Natal - 1º DIA

 

Quando avistei Fortaleza do avião, pensei "estou quase a chegar; o pior, o mar, já passou!". É que sendo a primeira vez que estava tanto tempo num avião, sentia-me um pouco desconfortável. E se o avião caía na água? Por qualquer razão que a própria razão não consegue compreender, achava que se o avião caísse em terra tinha mais hipóteses de sobreviver!!!! Ultrapassada esta minha fobia, resolvi admirar o que via pela janela do avião. A beira-mar estava repleta de arranha-céus mas a zona mais interior era constituída por casas com os seus jardins e ruas que pareciam geometricamente desenhadas. Mais à frente surgia um rio, repleto de vegetação que fazia lembrar as imagens do pantanal ou amazónia que sempre vi nas revistas. Depois, bem. depois foram praias desertas, um mar verde esmeralda e varias dunas que abriam o apetite a quem fosse apreciador da natureza em estado bruto.

Após termos parado em Fortaleza para deixar alguns turistas, seguimos para Natal e fomos brindados com uns meros 32 graus, já a noite tinha tomado conta da cidade. Para quem vinha de 14 graus, foi um choque térmico agradável.

Uma vez instalado no hotel, resolvi sair de imediato para ter um contacto directo com a cidade. A primeira diferença aconteceu logo num restaurante; vi que os empregados andavam de fato e com um laço e eu, estando de calções e t-shirt, pensei que não poderia entrar ali naquele estado. Regressei então ao hotel para trocar de roupa e após me ter sentado no restaurante, qual não é o meu espanto quando vejo pessoal entrando de shorts e t-shirts!!! Em Portugal restaurante que tem empregados assim vestidos, não é muito correcto entrarmos com este tipo de roupa! Disse mal da minha vida mas acabei por ficar satisfeito pois reparei que era tudo bastante barato e pela primeira vez, podia fazer uma vida de "quase rico"!

Após o jantar fui até à beira-mar para entrar em contacto com a movida nocturna da cidade e para ter uma primeira impressão da praia. O areal é enorme, que se enche de guarda-sóis onde podemos descansar da noite anterior, enquanto damos uns mergulhos e bebemos uma "skol"; o Morro do Careca, imponente, no fim da praia, é um visão diferente; uma duna enorme, preenchida de vegetação com excepção de uma pequena parte onde muita gente aproveita para fazer "ski bunda". À noite, iluminado, transforma-se num local quase mítico, onde apesar de sabermos que é o mesmo que ali estava quando era dia, mesmo assim, não nos atrevemos a subir, com medo que os espíritos se virem contra nós. A avenida que percorre uma parte da praia, está repleta de palmeiras, vendedores ambulantes e "hippies" que vivem alegremente com o lema "cada dia é um dia; amanhã logo se vê"; ali respira-se alegria, há uma boa onda no ar como eu nunca tinha sentido. Dá vontade de estar sempre a sorrir, sempre em curtição. Os vendedores ambulantes com o seu carrinho "botando" música, completam o ambiente, e quando nos apercebemos, estamos a rir e a conversar alegremente com alguém.

Depois de ter andado por ali, parando em alguns locais para beber uma cervejinha, dirigi-me novamente para a parte superior da cidade, o que me custou bastante pois não pensei que a subida fosse tão íngreme. Chegado ao cimo, fui para a zona do Albergue Lua Cheia onde existem vários bares, com um ambiente descontraído, onde podemos ver mais residentes de Natal do que na zona da praia. Há muita música, muita gente, dentro e fora dos bares, e podemos andar por ali, bebendo onde nos apetecer e falando facilmente com o "vizinho (a)" do lado. Foi numa destas conversas que ouvi uma frase de um americano, que estava ali pela quinta vez ( fez questão de por no passaporte a informação de que havia votado em John Kerry), e que foi o meu lema para o resto das férias: "What happens in Natal, stays in Natal"!

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7º DIA - Interior da Região de Natal

 

Este dia foi de poucas visitas! Fomos para o interior do municipio de Natal. Não fixei nomes! Apenas paisagens! Havia muitos campos, cheios de vegetação e de coqueiros, andámos por estradas de terra batida onde quase atropelávamos uma vaca, passámos por um estabelecimento prisional e parámos num local que tem uma cachoeira artificial. É um local para onde os habitantes da região se deslocam e é uma espécie de "Aqua Parque". A cachoeira tem uma força impressionante e foi com uma grande alegria, um grande sorriso nos lábios e torcendo para que tudo desse certo, que vi a água quase arrancar o bikini de uma minha amiga!!! Fiquei sentado, atrás da queda de água, descansando um pouco pois ainda eram 9:30 da manhã e a noite anterior, para variar, tinha sido longa (começou no "Forró com Turista" e acabou na Chaplin). Esta região tem várias lagoas, sempre cheias de vegetação e optámos por parar numa para tomar mais um banho de água doce.

A seguir parámos numa aldeia, perto duma outra lagoa e, para desespero meu, as minhas amigas ficaram 2h30 ( [:0] !!! ) em casa de uma senhora que vendia rendas! Mulher é assim mesmo, escolhe, escolhe, pensa, depois volta a escolher, faz comentários, escolhe, pensa. meu Deus!!! Claro que não me deixaram sair dali sem levar recordações para a minha mãe, mas em 5 minutos escolhi e comprei! E a minha mãe gostou! As outras 2h25 foram passadas no sofá da sala, vendo televisão - que tinha muitas interferências, não se conseguindo ver muito bem - e tentando convencê-las a serem mais rápidas. Para piorar a situação, chegou um casal e as minhas amigas fizeram de anfitriãs e resolveram mostrar tudo o que tinham visto até ali! Enquanto isso, eu, o condutor do buggy e o marido da recém-chegada, discutíamos futebol, enquanto respondíamos às perguntas das mulheres, com um vago "Sim! Muito bonito."!

Lá acabámos por sair dali e demos mais umas voltas pelo meio de campos e lagoas, regressando pela beira-mar a Natal, a meio da tarde. É incrível a diferença de temperatura! Não é que seja muito grande, mas é curioso entrarmos em Natal e sentirmos de imediato um ar mais abafado.

Era hora de tomar um banho pois a noite estava quase aí!

E as minhas amigas, á noite, ainda queriam fazer mais compras! [:(]

Homem sofre, né? [:D]

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8º a 13º Dia - Natal!!!

 

O resto das minhas férias foram passadas em Natal, mais precisamente em Ponta Negra. Tudo se resumiu a praia e noite! Foi nestes dias que pude absorver a essência de Natal.

Para quem quer um ambiente de festa, além da avenida à beira-mar, também podemos subir para a outra parte de Ponta Negra, principalmente na zona do Albergue da Lua Cheia; tem vários bares com um ambiente show de bola!! Muita mulher bonita, boa música, pessoal divertido, num ambiente mais calmo e sem aquele ar turístico da avenida da beira-mar.

Na praia o movimento começa bem cedo, com gente a passear e também no "calçadão" que parte de Ponta Negra e se prolonga até perder de vista; não sei a sua extensão pois não tive "coragem" para sair de Ponta Negra, mas os vários bares de apoio que se estendem ao longo do seu trajecto, permitem fazer uma boa caminhada, abastecendo sempre que a sede apertar.

Ficar sentado debaixo de um guarda-sol, durante grande parte do dia, foi algo que nunca tinha feito; e gostei! Beber skol ou água de coco, comer um camarão, enquanto o mar vai subindo até chegar perto de mim, como que a convidar-me para dar um mergulho, são daquelas férias que qualquer um devia ter direito pelo menos uma vez na vida!

O mar tem bastante ondulação que apesar de não ser muito grande, permite practicar surf e como tal podemos ver varios practicantes, desde os miúdos de 10 anos até mulheres esbeltas, que tentam equilibrar-se em cima da prancha. A água é muito salgada, mas o calor e a própria água, num tom verde esmeralda e morna, convidam a vários mergulhos durante o dia.

Ali sentado pude observar toda a vitalidade, todo o bom ambiente que faz de Natal um óptimo local para quem gosta de férias sem dispensar todo aquele movimento que caracteriza uma cidade; a diferença é que aqui se tem alguém a correr, é para manter a forma e não para ir para uma reunião!

Muita gente passeia pelo longo areal, onde podemos ver desde o típico turista do norte da Europa, com a pele vermelha do sol, até ás várias mulheres de fio dental que me lembram que estou no Brasil! Meu Deus. não admira que a mulher brasileira seja uma Deusa aqui na Europa!

Fazendo "concorrência" com toda esta urbe que passeia de um lado para o outro, estão os vendedores que, arrisco a dizer, são quase tantos quanto as pessoas que passeiam. Mas uma coisa que me agradou foi a simpatia destes; não queremos? "Tudo bem amigo! Obrigado na mesma!". E muitas vezes acabámos a conversar, como se também eles ali estivessem em férias!

Depois temos a avenida, cheia de restaurante, bares e animação. Os vendedores que ocupam o espaço ao longo da avenida, demonstram um ar despreocupado, como se vender algo fosse apenas um passatempo. É curioso ver esta alegria de viver, sem grandes preocupações com o dia de amanhã. Os hippies também lá estão, sempre numa boa onda, muitas vezes vivendo da bondade alheia, mas sempre sorridentes e felizes! Os restaurantes servem boa comida, barata e num bom ambiente; jantar com vista para a avenida, onde vários carrinhos de música dão um ambiente sonoro, permite-nos comer e não perder nada da movida que acontece na rua; estamos sempre dentro do assunto. Mesmo ali sentados, sentimos a energia contagiante, o alto astral que nos leva a andar sempre com um sorriso nos lábios.

Vou voltar a falar dos carrinhos de música pois foi uma das coisas que gostei bastante! Como se não bastasse a música que se ouve dos vários bares, estes carrinhos onde se ouve a música brasileira do momento mais alguma estrangeira, percorrem-na de um lado ao outro e dão um ambiente de permanente festa àquela zona; pessoal de um lado para o outro, música na rua, vendedores ambulantes, mulheres bonitas, bares e restaurantes cheios de gente, tudo envolto num calor amenizado pelo vento, criam um ambiente de festa a que é impossível ficar indiferente. O melhor que temos a fazer é entrarmos na onda e desaparecermos no meio da multidão!

 

 

Até um dia Natal!!! [8D]

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Caro Pedro,

 

Por coincidência estou indo para Natal e Pipa no começo de fevereiro para o carnaval.

Sou apaixonado por aquelas terras.

Vocês descreveu muito bem toda a mágica que compõe aquele cenário. Algumas das experiências mais mágicas de minha vida foram vividas ali.

Em especial lembro de quando fui mergulhar em Maracajaú com minha filha de 3 anos, na época. Ela solta em alto mar, apenas com colete e com a confiança no Pai. Nessas horas nós percebemos o quão importante são essas coisas entre Pais e Filhos.

Um local legal para ficar é no Hotel Marinas Tibau do Sul, em Tibau do Sul, próximo de Pipa.

O Hotel fica sob uma falésia no encontro de um rio com o mar.

Bem legal lá é uma creperia que fica num deck desta falésia, onde se desce uma enorme escadaria de madeira para alcançar o local.

Na hora dá um certo frio na barriga pois a iluminação da escada é mínima, apenas o básico. Você desce escutando o barulho do mar arrebentando na falésia logo abaixo, mas sem conseguir visualizá-lo. Nem mesmo conseguimos ver a creperia sem estar já bem próximos dela.

Depois de chegar, não tem niguém que não concorde que não vale a pena.

Deste Hotel iria seguir para Pipa.

Pedi então na recepção do Hotel um transporte.

Me arrumaram um bug de um cara super simpático.

Levou-nos para pipa, contornando todas as praias e explicando tudo o que um bom guia precisa explicar.

Chegando na Pousada onde iriamos ficar, uma surpresa: nosso amigo disse que não precisavamos pagar nada. Tava indo para Pipa mesmo, era uma carona.

Insisti para que aceitasse algo pelo menos para dividir a gasolina e para uma justa cerveja.

Não aceitou de jeito nenhum e me fez pensar que nosso Brasil ainda consegue nos surpreender positivamente.

Graças a Deus!

Novamente parabéns pela excelente narrativa e seja bem vindo ao nosso Pais, co-irmão de Portugal.

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Obrigado pelo elogio Liborioc!

 

De facto fikei maravilhado com tudo o que encontrei naquela regiao! E o pessoal é duma simpatia e honestidade como nunca tinha visto!

Claro está que hei-de regressar!

 

Retribuo os votos de hospitalidade e quem sabe se um dia nao estarei aqui a ler um teu relato sobre Portugal?

 

Abraço.

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