Foi em 24 de agosto de 2011 que eu coloquei meu pé na Suíça, mais precisamente em Genebra. Cheguei com bolsa de estudante pra fazer um doutorado inteiro, quatro anos num país que é ao mesmo tempo conhecido por ser caro, caríssimo, e por estar lotado de belezas naturais e paisagens incríveis para quem gosta de mochilar em montanha. E depois de uma semana caminhando pra cima e pra baixo na cidade e constatando que o mito sobre o preço intergaláctico de tudo na Suíça é a mais pura verdade, me coloquei a pergunta: como viajar por um país tão caro com minha pequenina bolsa de estudante? A resposta veio logo: PEDALANDO. Aqui, portanto, começa a história de como comprei uma bicicleta e durante um ano e meio saí viajando em cima dela pelo país do chocolate, sempre acompanhada de uma amiga que, como eu, também adora conhecer o mundo de bike. Com o tempo as aventuras dessas duas ciclistas iniciantes foram ganhando outros territórios aqui na Europa, mas nesse relato quero dividir o que conheço melhor - como fazer ciclismo na Suíça, conhecer paisagens incríveis e não cair na falência.
Minha dica é essa: se você está vivo e quiser escolher um caminho pra felicidade, pegue uma ciclovia suíça e saia pedalando. Aqui na Europa a Suíça é considerada um paraíso pra quem quer fazer turismo em bicicleta. Imagine um país minúsculo, cheio de paisagens lindas, montanhas nevadas, vaquinhas pastando, lagos e rios cor de turquesa, e tudo isso atravessado por um sistema de ciclovias gigante e super organizado. Multiplique sua imaginação por mil. É isso.
COMO SÃO AS CICLOVIAS NA SUÍÇA?
Aqui na Suíça as ciclovias são asfaltadas, mas você certamente vai encontrar trechinhos mais curtos que não são pavimentados [informações precisas sobre sua rota você encontra no site http://www.veloland.ch].'>http://www.veloland.ch]. O sistema de ciclovias é genial e gigante justamente porque não foi construído como uma alternativa às estradas - ele está dentro ou integrado a elas. Às vezes você pedala por uma ciclofaixa demarcada no asfalto, outras vai por uma ciclovia separadinha e paralela, e de vez em quando a plaquinha te manda pegar à direita, você simplesmente desvia e entra num parque para depois retomar a estrada lá na frente. Em qualquer dessas opções, o que acontece é que os caras aproveitaram mesmo a gigante malha viária suíça pra que você possa conhecer o país de bike. Só que mais: ao construir as milhares de rotas ciclísticas, o pessoal resolveu indicar as estradas que atravessam as paisagens mais bonitas, algumas onde não passa carro e que cortam sitiozinhos no meio do nada, ou ainda caminhos pavimentados minúsculos que seguem os rios nos vales entre as montanhas. Você está pedalando na estrada e de repente pluft! está no meio de uma catedral em Sion, pra depois descer descer descer e dar de cara com a vista de uma cadeia montanhosa toda nevada na região do Valais. Stricto sensu.
Na estrada, não se preocupe: os motoristas suíços são super cuidadosos. Mas eu não gosto de dar mole, por isso não pedalo de noite - o que, na verdade, não é lá uma grande limitação. No verão o sol se põe às 10 da noite.
No caminho você vai entender que ciclismo, dos lados de cá, é um esporte ultra-popular - você vai cruzar um monte de gente. Pelotões de road bikers, a galera tranquila de mountain, o pessoal relax do cicloturismo. Bicicleta realmente é uma parte da cultura dessa galera.
COMO ESCOLHER UMA ROTA NA SUÍÇA?
Pra onde ir? Suíça-maravilhosa, pensamento de gavetinhas etiquetadas: há um site oficial contendo TODAS AS ROTAS de bicicleta ao longo do país. Segure na mão de Deus – se quiser fazer ciclismo na Suíça, se agarre nele com todas as forças quando vier pedalar por aqui: http://www.veloland.ch.'>http://www.veloland.ch. Já mencionei esse site aqui em cima, e pode confiar: ele é a bíblia dos ciclistas por aqui.
Em resumo: na Suíça há 9 rotas nacionais maravilhosas e muito bem sinalizadas – cada uma tem um número (1, 2, 3, 4…). Você escolhe qual quer seguir e vai literalmente seguindo as plaquinhas. Essas rotas nacionais têm aproximadamente 400 quilômetros cada uma e são temáticas: a rota 9 te leva pra um circuito de lagos, a 8 faz você seguir o (lindíssimo!) rio Aare e assim por diante. Há rotas mais difíceis, com montanhas e trechos de terra, e há rotas mais tranquilas, planas e generosas. Tudo isso você encontra nesse site – e vale mesmo a pena olhar direitinho. Já subi montanha e realmente, companheiros, subir montanha de bike na Suíça é para pessoas com muito amor no coração.
Com 400 km, as rotas nacionais são longas, mas elas também estão divididas em várias seções de 20, 30 km cada. Você pode fazer um ou dois ou três ou quatro pedaços da rota, e depois simplesmente parar, pegar o trem e voltar pra cidade onde você está, e aí sair de novo no outro dia – sim, você pode levar sua bicicleta no trem (o preço do ticket pra bike viajar de trem ilimitadamente durante um dia é de 14 francos suíços, mais ou menos 11 euros).
O sistema de trem é maravilhoso na Suíça, e se você estiver em algum lugar central do país (Berna, Zurique, Genebra, Lausanne), não se preocupe que você encontrará condução pra sua casa. Pra qualquer dúvida, o site dos trens suíços é este:
Ou você pode dormir e continuar no outro dia, e nesse caso utilize esse maravilhoso site com alojamento barato, estilo bed & breakfast, ao longo de toda a Suíça:
Além das rotas nacionais, há também regionais e locais, mas elas são um pouquinho mais chatinhas porque às vezes sinalizam o caminho com placas invisíveis. Ou enfiam as placas visíveis em lugarem invisíveis, não sei (a rota regional 50, por exemplo, eu já tentei umas três vezes – sempre me perco). Enfim: experimente as nacionais primeiro, e depois parta pras rotas alternativas.
MELHOR ÉPOCA DO ANO
Dica de ouro do ciclista viajante: vá na estação certa. Viajar de bicicleta no momento errado é entrar numa câmara de tortura...
Primavera, verão e comecinho do outono (bem comecinho) ainda dá; o inverno é longo, nem pense em sair de bicicleta. Pode acreditar: eu já testei em todas as estações e tive o pé traumaticamente congelado nos primeiros quinze minutos do outono.
- Abril, maio e junho, quando ainda é friozinho-fresquinho e você caminha no meio das flores (ou da chuva, viu?, porque chove bastante nessa época!)
- Julho, agosto, setembro: é calor, mas à medida que chega perto do outono vai ficando espetacular, com as folhinhas vermelhas forrando árvores e chão por todos os lados.
NÃO ESQUEÇA DE CONSULTAR A PREVISAO DO TEMPO!
Seja suíço, consulte a previsão do tempo: se vier pedalar, um dia antes de sair para o seu passeio consulte a previsão do tempo no http://www.meteosuisse.ch.
E sempre tenha uns 3 planos de passeio no bolso pro caso do tempo estar ruim pra um deles.
Se eles disserem que tem vento, acredite, treine a humildade e passe pro passeio plano B ou C. Ou se prepare pra ralar o tcham: com vento o passeio fica pelo menos 50% mais difícil.
O mesmo vale pra chuva.
COM QUE BICICLETA EU VOU?
Uma coisa importante que às vezes a gente esquece: a bicicleta é um veículo. A gente não encara uma trilha de lama com um Ka, não vai na padaria de trator e dificilmente dará uma voltinha de Vespa na Sibéria. Em diferentes graus, é a mesma coisa com a bicicleta.
Primeira lei: a não ser que você vá pedalar bem pouquinho - digamos lá, uns 20 km -, não vá de city bike, essas bicicletas urbanas que muitas vezes não têm marcha. As dobráveis também se incluem nessa categoria. Ir com essas bikes é sinônimo de perrengue - elas foram feitas pra ajudar na nossa locomoção na cidade, não pra explorar o mundo.
Mountain bikes, muito populares no Brasil, não são a melhor opção porque afinal de contas você vai estar andando só no asfalto, e as mountains são pra trilha, mais robustas e pesadas, com pneus grossos. Mas se não tiver jeito, vá lá! Você vai suar mais, mas o importante é pedalar.
Se você quiser ir longe, longe, procure uma bicicleta gostosa e leve. Há bicicletas pra cicloturismo ou híbridas - com um pneuzinho um pouco mais fino, e nas quais você pode colocar um alforge e levar sua bagagem.
Eu não sou um bom exemplo e costumo ir com uma road bike, essas bicicletas de corrida que têm um pneuzinho fino, são levíssimas e correm pra dedéu (é que eu adoro realmente pedalar essas bikes em que você quase se funde com a máquina...). Elas são feitas exclusivamente pro asfalto, mas a minha e a da minha companheira de trilhas já encarou muita estrada de chão (miraculosamente) sem furar o pneu.
Você pode trazer a sua bici pra cá ou alugar aqui. Nesse site eles te dão dicas de como empacotar a bike no avião, e aparentemente não é assim tão hardcore:
Eu tenho uma mochilinha bem pequena que eu levo quando passo final de semana - caso a viagem seja de um dia, vou com aquelas blusinhas de ciclista e enfio tudo nos bolsinho de trás.
Não esqueça: documento de identidade e dinheiro.
Comidinhas - banana e mix de castanhas com frutas secas são ótimos. Parar pra fazer piquenique em beira de lago é uma delícia.
Não seja besta: pare para comer e tomar uma cerveja nos restaurantes que estão pelo caminho, assim sua viagem vira uma exploração da cultura suíça também.
Água é vida, e na Suíça a água é potável. Nas cidadezinhas ao longo da rota você vai encontrar um monte de fontes gratuitas pra encher sua garrafinha.
Nunca esqueça um bom capacete.
Nunca esqueça luvas e corta-vento levinho - a ventania aqui não é brincadeira, meus amigos.
Sempre tenha um mapinha ou iphone na mão. Efeito placebo nunca é demais num país estrangeiro.
SUÍÇA, PARAÍSO DOS CICLISTAS
Foi em 24 de agosto de 2011 que eu coloquei meu pé na Suíça, mais precisamente em Genebra. Cheguei com bolsa de estudante pra fazer um doutorado inteiro, quatro anos num país que é ao mesmo tempo conhecido por ser caro, caríssimo, e por estar lotado de belezas naturais e paisagens incríveis para quem gosta de mochilar em montanha. E depois de uma semana caminhando pra cima e pra baixo na cidade e constatando que o mito sobre o preço intergaláctico d
e tudo na Suíça é a mais pura verdade, me coloquei a pergunta: como viajar por um país tão caro com minha pequenina bolsa de estudante? A resposta veio logo: PEDALANDO. Aqui, portanto, começa a história de como comprei uma bicicleta e durante um ano e meio saí viajando em cima dela pelo país do chocolate, sempre acompanhada de uma amiga que, como eu, também adora conhecer o mundo de bike. Com o tempo as aventuras dessas duas ciclistas iniciantes foram ganhando outros territórios aqui na Europa, mas nesse relato quero dividir o que conheço melhor - como fazer ciclismo na Suíça, conhecer paisagens incríveis e não cair na falência.
Minha dica é essa: se você está vivo e quiser escolher um caminho pra felicidade, pegue uma ciclovia suíça e saia pedalando. Aqui na Europa a Suíça é considerada um paraíso pra quem quer fazer turismo em bicicleta. Imagine um país minúsculo, cheio de paisagens lindas, montanhas nevadas, vaquinhas pastando, lagos e rios cor de turquesa, e tudo isso atravessado por um sistema de ciclovias gigante e super organizado. Multiplique sua imaginação por mil. É isso.
COMO SÃO AS CICLOVIAS NA SUÍÇA?
Aqui na Suíça as ciclovias são asfaltadas, mas você certamente vai encontrar trechinhos mais curtos que não são pavimentados [informações precisas sobre sua rota você encontra no site http://www.veloland.ch].'>http://www.veloland.ch]. O sistema de ciclovias é genial e gigante justamente porque não foi construído como uma alternativa às estradas - ele está dentro ou integrado a elas. Às vezes você pedala por uma ciclofaixa demarcada no asfalto, outras vai por uma ciclovia separadinha e paralela, e de vez em quando a plaquinha te manda pegar à direita, você simplesmente desvia e entra num parque para depois retomar a estrada lá na frente. Em qualquer dessas opções, o que acontece é que os caras aproveitaram mesmo a gigante malha viária suíça pra que você possa conhecer o país de bike. Só que mais: ao construir as milhares de rotas ciclísticas, o pessoal resolveu indicar as estradas que atravessam as paisagens mais bonitas, algumas onde não passa carro e que cortam sitiozinhos no meio do nada, ou ainda caminhos pavimentados minúsculos que seguem os rios nos vales entre as montanhas. Você está pedalando na estrada e de repente pluft! está no meio de uma catedral em Sion, pra depois descer descer descer e dar de cara com a vista de uma cadeia montanhosa toda nevada na região do Valais. Stricto sensu.
Na estrada, não se preocupe: os motoristas suíços são super cuidadosos. Mas eu não gosto de dar mole, por isso não pedalo de noite - o que, na verdade, não é lá uma grande limitação. No verão o sol se põe às 10 da noite.
No caminho você vai entender que ciclismo, dos lados de cá, é um esporte ultra-popular - você vai cruzar um monte de gente. Pelotões de road bikers, a galera tranquila de mountain, o pessoal relax do cicloturismo. Bicicleta realmente é uma parte da cultura dessa galera.
COMO ESCOLHER UMA ROTA NA SUÍÇA?
Pra onde ir? Suíça-maravilhosa, pensamento de gavetinhas etiquetadas: há um site oficial contendo TODAS AS ROTAS de bicicleta ao longo do país. Segure na mão de Deus – se quiser fazer ciclismo na Suíça, se agarre nele com todas as forças quando vier pedalar por aqui: http://www.veloland.ch.'>http://www.veloland.ch. Já mencionei esse site aqui em cima, e pode confiar: ele é a bíblia dos ciclistas por aqui.
Em resumo: na Suíça há 9 rotas nacionais maravilhosas e muito bem sinalizadas – cada uma tem um número (1, 2, 3, 4…). Você escolhe qual quer seguir e vai literalmente seguindo as plaquinhas. Essas rotas nacionais têm aproximadamente 400 quilômetros cada uma e são temáticas: a rota 9 te leva pra um circuito de lagos, a 8 faz você seguir o (lindíssimo!) rio Aare e assim por diante. Há rotas mais difíceis, com montanhas e trechos de terra, e há rotas mais tranquilas, planas e generosas. Tudo isso você encontra nesse site – e vale mesmo a pena olhar direitinho. Já subi montanha e realmente, companheiros, subir montanha de bike na Suíça é para pessoas com muito amor no coração.
Com 400 km, as rotas nacionais são longas, mas elas também estão divididas em várias seções de 20, 30 km cada. Você pode fazer um ou dois ou três ou quatro pedaços da rota, e depois simplesmente parar, pegar o trem e voltar pra cidade onde você está, e aí sair de novo no outro dia – sim, você pode levar sua bicicleta no trem (o preço do ticket pra bike viajar de trem ilimitadamente durante um dia é de 14 francos suíços, mais ou menos 11 euros).
O sistema de trem é maravilhoso na Suíça, e se você estiver em algum lugar central do país (Berna, Zurique, Genebra, Lausanne), não se preocupe que você encontrará condução pra sua casa. Pra qualquer dúvida, o site dos trens suíços é este:
http://www.sbb.ch/en/home.html
Ou você pode dormir e continuar no outro dia, e nesse caso utilize esse maravilhoso site com alojamento barato, estilo bed & breakfast, ao longo de toda a Suíça:
http://www.bnb.ch
Além das rotas nacionais, há também regionais e locais, mas elas são um pouquinho mais chatinhas porque às vezes sinalizam o caminho com placas invisíveis. Ou enfiam as placas visíveis em lugarem invisíveis, não sei (a rota regional 50, por exemplo, eu já tentei umas três vezes – sempre me perco). Enfim: experimente as nacionais primeiro, e depois parta pras rotas alternativas.
MELHOR ÉPOCA DO ANO
Dica de ouro do ciclista viajante: vá na estação certa. Viajar de bicicleta no momento errado é entrar numa câmara de tortura...
Primavera, verão e comecinho do outono (bem comecinho) ainda dá; o inverno é longo, nem pense em sair de bicicleta. Pode acreditar: eu já testei em todas as estações e tive o pé traumaticamente congelado nos primeiros quinze minutos do outono.
- Abril, maio e junho, quando ainda é friozinho-fresquinho e você caminha no meio das flores (ou da chuva, viu?, porque chove bastante nessa época!)
- Julho, agosto, setembro: é calor, mas à medida que chega perto do outono vai ficando espetacular, com as folhinhas vermelhas forrando árvores e chão por todos os lados.
NÃO ESQUEÇA DE CONSULTAR A PREVISAO DO TEMPO!
Seja suíço, consulte a previsão do tempo: se vier pedalar, um dia antes de sair para o seu passeio consulte a previsão do tempo no http://www.meteosuisse.ch.
E sempre tenha uns 3 planos de passeio no bolso pro caso do tempo estar ruim pra um deles.
Se eles disserem que tem vento, acredite, treine a humildade e passe pro passeio plano B ou C. Ou se prepare pra ralar o tcham: com vento o passeio fica pelo menos 50% mais difícil.
O mesmo vale pra chuva.
COM QUE BICICLETA EU VOU?
Uma coisa importante que às vezes a gente esquece: a bicicleta é um veículo. A gente não encara uma trilha de lama com um Ka, não vai na padaria de trator e dificilmente dará uma voltinha de Vespa na Sibéria. Em diferentes graus, é a mesma coisa com a bicicleta.
Primeira lei: a não ser que você vá pedalar bem pouquinho - digamos lá, uns 20 km -, não vá de city bike, essas bicicletas urbanas que muitas vezes não têm marcha. As dobráveis também se incluem nessa categoria. Ir com essas bikes é sinônimo de perrengue - elas foram feitas pra ajudar na nossa locomoção na cidade, não pra explorar o mundo.
Mountain bikes, muito populares no Brasil, não são a melhor opção porque afinal de contas você vai estar andando só no asfalto, e as mountains são pra trilha, mais robustas e pesadas, com pneus grossos. Mas se não tiver jeito, vá lá! Você vai suar mais, mas o importante é pedalar.
Se você quiser ir longe, longe, procure uma bicicleta gostosa e leve. Há bicicletas pra cicloturismo ou híbridas - com um pneuzinho um pouco mais fino, e nas quais você pode colocar um alforge e levar sua bagagem.
Eu não sou um bom exemplo e costumo ir com uma road bike, essas bicicletas de corrida que têm um pneuzinho fino, são levíssimas e correm pra dedéu (é que eu adoro realmente pedalar essas bikes em que você quase se funde com a máquina...). Elas são feitas exclusivamente pro asfalto, mas a minha e a da minha companheira de trilhas já encarou muita estrada de chão (miraculosamente) sem furar o pneu.
Você pode trazer a sua bici pra cá ou alugar aqui. Nesse site eles te dão dicas de como empacotar a bike no avião, e aparentemente não é assim tão hardcore:
http://www.travellingtwo.com
Para alugar bike na Suíça:
http://www.veloland.ch
Para escolher sua bicicleta:
http://www.escoladebicicleta.com.br
O QUE LEVAR NUM PASSEIO DE BICICLETA?
A dica de ouro: quanto mais leve, mais livre.
Eu tenho uma mochilinha bem pequena que eu levo quando passo final de semana - caso a viagem seja de um dia, vou com aquelas blusinhas de ciclista e enfio tudo nos bolsinho de trás.
Não esqueça: documento de identidade e dinheiro.
Comidinhas - banana e mix de castanhas com frutas secas são ótimos. Parar pra fazer piquenique em beira de lago é uma delícia.
Não seja besta: pare para comer e tomar uma cerveja nos restaurantes que estão pelo caminho, assim sua viagem vira uma exploração da cultura suíça também.
Água é vida, e na Suíça a água é potável. Nas cidadezinhas ao longo da rota você vai encontrar um monte de fontes gratuitas pra encher sua garrafinha.
Nunca esqueça um bom capacete.
Nunca esqueça luvas e corta-vento levinho - a ventania aqui não é brincadeira, meus amigos.
Sempre tenha um mapinha ou iphone na mão. Efeito placebo nunca é demais num país estrangeiro.