Hoje resolvi escrever um relato sobre meu trekking com minha namorada Pri, de 7 dias pelo Monte Roraima partindo de Santa Elena de Uairén. Vou tentar ser o mais breve possível e quem quiser saber mais entra no blog da minha namorada para saber os detalhes: www.pripelomundo.com.br. Lá o relato está único e consistente, não precisando misturar informações perdidas no mochileiros.com.
Vou relatar especificamente o Mte Roraima, apesar de ter passado uns dias em Manaus, mas não vou relatar para não misturar.
Iniciando!!!
Minha viagem se iniciou com a ida pela GOL até Manaus partindo do RJ (por milhas), onde permaneci por 4 dias. Dali, peguei um outro voo pela TAM até Boa Vista onde a saga inicia.
Descemos no Aeroporto, e fomos direto para Santa Elena de Uairén com a Cia de Taxi Pacaraima, que cobrou R$150,00. Fica mais barato fazer esse trecho de taxi coletivo (ver como se faz no blog).
Santa Elena é um pouco mais para dentro da Venezuela. Se você fechou o taxi como nós fizemos, pergunte ao motorista se ele pode deixá- lós direto em Santa Elena de Uairén, que fica a uns 5 ou 10 minutos pra dentro da Venezuela. Caso isso não seja possível, desembarque em Pacaraima, atravesse a fronteira a pé mesmo, e pegue um taxi do lado venezuelano a um custo de R$ 2,00 por pessoa (ou 20 bolívares). Esse taxi vai deixar você na cidade.
O taxi da Cia Pacaraima, logo após eu trocar dinheiro na cidade brasileira de Pacaraima, me levou até a Pousada Michelle. Essa Pousada é BEM simples, com hospedagem a $120 Bolívares (12 Reais) o quarto para um casal. O quarto só tinha uma cama, um ventilador e uma bancada de concreto. O banheiro tinha mofo, e aquela fiação do chuveiro exposta. O hotel possui um bom Wi-Fi. Mas é o que temos. É simples mesmo, e fica DO LADO da Pousada BackPackers. O preço de lá é o mesmo, e os quartos são bem parecidos, só que no Hotel BackPackers existe a possibilidade de ficar em um quarto coletivo (até 5 pessoas) a um custo de R$ 6,00 por pessoa. No Hotel BackPackers fica a agência com o mesmo nome deles, e na pousada Michele você vai encontrar fácil o Francisco, da Alvarez Tours.
Acertamos com o Francisco o trekking de 7 dias e 6 noites pelo preço de $5.480 Bolívares por pessoa (R$ 548,00). Minha namorada não quis se preocupar com a mochila e curtir o trekking. Você tem a opção de pagar um porteador extra ao custo de $350 Bolívares (R$ 35,00) por dia. É o caso, se for usar o serviço, somente para os dias de subida e descida, pois o tempo que você ficar lá em cima, você não usará mochila. Eles carregam até 15 kg, e como minha mochila e a da minha namorada não davam esse peso (sem água e materiais que queríamos levar conosco), então resolvi dividir com ela e pagamos um porteador para nós 2 e dividimos o valor.
Saímos para a reserva indígena onde se inicia o 1° dia de trekking por volta das 11h, almoçamos por lá e começamos por volta das 13h. Os almoços são sempre pão e um tipo de salada. Não é comida quente, é sempre algo que eles preparam na hora ou enlatado, pois o guia (que é quem prepara a comida), ele está andando com você de manhã, e se ele fosse preparar a comida, você ia ficar com tempo ocioso.
Lembro: em nenhuma das refeições o grupo ficou com fome, ou a comida foi mal preparada. Nisso eu tenho que admitir. Comi muito e muito bem durante a viagem. Quanto à água, não se preocupe em carregar galões. Em todos os momentos você terá pontos para reabastecer. Digo isso pois botei meu refil de 3L do camelback, e ficava só carregando peso. Compre uma garrafa de 1,5L d'água daquelas de mercado mesmo, e só isso é o que você precisa pra viagem toda. Quando sua água tá acabando, você passa sempre perto de um ponto d'água.
Lembrando: há muitos mosquitos na região, e não se esqueça do repelente. O sol também castiga, então não se esqueça do protetor e de um chapéu também. São essenciais!
No 2° dia, você prossegue até o campo base (ao pé do Monte), tendo que cruzar Rios. Lembrando: se a água está alta, atravesse só de meia para não escorregar! Saímos por volta das 8h da manhã, logo após o café, e chegamos na hora do almoço. O resto do dia, tiramos para conversar com as outras equipes que estavam descendo e pegar dicas. A janta, novamente 18h e fui dormir logo depois. O segundo dia é um pouco mais inclinado, mas nada muito difícil.
O 3° dia foi destinado SOMENTE à subida do monte propriamente dito. O terreno começa a ficar bastante inclinado e bem acidentado, mas nada que não consiga subir aos poucos. O passo das lágrimas não é tão terrível assim como dizem, e você já estará quase chegando no topo.
Chegamos ao topo após mais 4 horas de caminhada, por volta do meio- dia. O guia nos levou direto ao hotel, que nada mais é do que uma caverna ou recuo de pedras que servem como abrigo contra chuva e vento. Ali, montamos as barracas, e partimos para explorar a região.
No 4° dia, fomos até o Marco Triplo, que configura as fronteiras da Venezuela, Brasil e Guiana. Como o ponto é distante (cerca de 4h de caminhada indo e mais 4 voltando), o dia foi destinado a esse programa, e mais algumas voltas pelo terreno.
O 5° dia foi destinado a conhecer a Janela, que é o local de onde se tiram as famosas fotos dos montes, e mais um pouco da região.
No 6° dia se inicia a descida. Você desce do topo do monte até o Campo Base, almoça e prossegue até o Rio Tek, ou seja, irá voltar tudo que foi andado no 1° e 2° dia.
O 7° dia é composto da última perna de caminhada, até o povoado indígena de onde se iniciou a caminhada. Chega- se ali perto do almoço, e você é recebido por um funcionário do parque, que inspeciona seu passaporte e sua mochila, para verificar se você está levando alguma pedra ou cristal da região, o que não é permitido.
Monte Roraima - ABRIL/13
Fala galera mochileira!
Hoje resolvi escrever um relato sobre meu trekking com minha namorada Pri, de 7 dias pelo Monte Roraima partindo de Santa Elena de Uairén. Vou tentar ser o mais breve possível e quem quiser saber mais entra no blog da minha namorada para saber os detalhes: www.pripelomundo.com.br. Lá o relato está único e consistente, não precisando misturar informações perdidas no mochileiros.com.
Vou relatar especificamente o Mte Roraima, apesar de ter passado uns dias em Manaus, mas não vou relatar para não misturar.
Iniciando!!!
Minha viagem se iniciou com a ida pela GOL até Manaus partindo do RJ (por milhas), onde permaneci por 4 dias. Dali, peguei um outro voo pela TAM até Boa Vista onde a saga inicia.
Descemos no Aeroporto, e fomos direto para Santa Elena de Uairén com a Cia de Taxi Pacaraima, que cobrou R$150,00. Fica mais barato fazer esse trecho de taxi coletivo (ver como se faz no blog).
Santa Elena é um pouco mais para dentro da Venezuela. Se você fechou o taxi como nós fizemos, pergunte ao motorista se ele pode deixá- lós direto em Santa Elena de Uairén, que fica a uns 5 ou 10 minutos pra dentro da Venezuela. Caso isso não seja possível, desembarque em Pacaraima, atravesse a fronteira a pé mesmo, e pegue um taxi do lado venezuelano a um custo de R$ 2,00 por pessoa (ou 20 bolívares). Esse taxi vai deixar você na cidade.
O taxi da Cia Pacaraima, logo após eu trocar dinheiro na cidade brasileira de Pacaraima, me levou até a Pousada Michelle. Essa Pousada é BEM simples, com hospedagem a $120 Bolívares (12 Reais) o quarto para um casal. O quarto só tinha uma cama, um ventilador e uma bancada de concreto. O banheiro tinha mofo, e aquela fiação do chuveiro exposta. O hotel possui um bom Wi-Fi. Mas é o que temos. É simples mesmo, e fica DO LADO da Pousada BackPackers. O preço de lá é o mesmo, e os quartos são bem parecidos, só que no Hotel BackPackers existe a possibilidade de ficar em um quarto coletivo (até 5 pessoas) a um custo de R$ 6,00 por pessoa. No Hotel BackPackers fica a agência com o mesmo nome deles, e na pousada Michele você vai encontrar fácil o Francisco, da Alvarez Tours.
Acertamos com o Francisco o trekking de 7 dias e 6 noites pelo preço de $5.480 Bolívares por pessoa (R$ 548,00). Minha namorada não quis se preocupar com a mochila e curtir o trekking. Você tem a opção de pagar um porteador extra ao custo de $350 Bolívares (R$ 35,00) por dia. É o caso, se for usar o serviço, somente para os dias de subida e descida, pois o tempo que você ficar lá em cima, você não usará mochila. Eles carregam até 15 kg, e como minha mochila e a da minha namorada não davam esse peso (sem água e materiais que queríamos levar conosco), então resolvi dividir com ela e pagamos um porteador para nós 2 e dividimos o valor.
Saímos para a reserva indígena onde se inicia o 1° dia de trekking por volta das 11h, almoçamos por lá e começamos por volta das 13h. Os almoços são sempre pão e um tipo de salada. Não é comida quente, é sempre algo que eles preparam na hora ou enlatado, pois o guia (que é quem prepara a comida), ele está andando com você de manhã, e se ele fosse preparar a comida, você ia ficar com tempo ocioso.
Lembro: em nenhuma das refeições o grupo ficou com fome, ou a comida foi mal preparada. Nisso eu tenho que admitir. Comi muito e muito bem durante a viagem. Quanto à água, não se preocupe em carregar galões. Em todos os momentos você terá pontos para reabastecer. Digo isso pois botei meu refil de 3L do camelback, e ficava só carregando peso. Compre uma garrafa de 1,5L d'água daquelas de mercado mesmo, e só isso é o que você precisa pra viagem toda. Quando sua água tá acabando, você passa sempre perto de um ponto d'água.
Lembrando: há muitos mosquitos na região, e não se esqueça do repelente. O sol também castiga, então não se esqueça do protetor e de um chapéu também. São essenciais!
No 2° dia, você prossegue até o campo base (ao pé do Monte), tendo que cruzar Rios. Lembrando: se a água está alta, atravesse só de meia para não escorregar! Saímos por volta das 8h da manhã, logo após o café, e chegamos na hora do almoço. O resto do dia, tiramos para conversar com as outras equipes que estavam descendo e pegar dicas. A janta, novamente 18h e fui dormir logo depois. O segundo dia é um pouco mais inclinado, mas nada muito difícil.
O 3° dia foi destinado SOMENTE à subida do monte propriamente dito. O terreno começa a ficar bastante inclinado e bem acidentado, mas nada que não consiga subir aos poucos. O passo das lágrimas não é tão terrível assim como dizem, e você já estará quase chegando no topo.
Chegamos ao topo após mais 4 horas de caminhada, por volta do meio- dia. O guia nos levou direto ao hotel, que nada mais é do que uma caverna ou recuo de pedras que servem como abrigo contra chuva e vento. Ali, montamos as barracas, e partimos para explorar a região.
No 4° dia, fomos até o Marco Triplo, que configura as fronteiras da Venezuela, Brasil e Guiana. Como o ponto é distante (cerca de 4h de caminhada indo e mais 4 voltando), o dia foi destinado a esse programa, e mais algumas voltas pelo terreno.
O 5° dia foi destinado a conhecer a Janela, que é o local de onde se tiram as famosas fotos dos montes, e mais um pouco da região.
No 6° dia se inicia a descida. Você desce do topo do monte até o Campo Base, almoça e prossegue até o Rio Tek, ou seja, irá voltar tudo que foi andado no 1° e 2° dia.
O 7° dia é composto da última perna de caminhada, até o povoado indígena de onde se iniciou a caminhada. Chega- se ali perto do almoço, e você é recebido por um funcionário do parque, que inspeciona seu passaporte e sua mochila, para verificar se você está levando alguma pedra ou cristal da região, o que não é permitido.
Boa viagem, galera! Lembrem que se quiserem saber mais entrem no www.pripelomundo.com.br