Venho aqui deixar minhas impressões da última viagem que fiz entre Cacoal-RO e Nobres-MT, mais especificamente Bom Jardim; a distância percorrida foi de 926 km de belo asfalto e 67 de terra; o retorno foi de 926 mais 57 km de terra; (bela areia e terra solta) rsrs
Vou dividir este relato em três partes: Preâmbulo, Viagem e Bom Jardim; talvez as primeiras partes interessem mais aos aficionados pela moto e a terceira aos que gostariam de informações atualizadas de Bom Jardim; então segue o relato;
PREÂMBULO
É salutar entender que a viagem de moto é muito especial; quando comparamos a viagem de carro com a viagem de moto, muitos desavisados podem inferir: "não troco o conforto do carro pela moto"; na verdade eles não entendem que são viagens e processos totalmente diferentes; dimensões díspares e formas de entender uma trip; elenquei alguns pontos importantíssimos que temos nas viagens de moto que não é possível nas viagens de carro;
1- A interação com as pessoas; as pessoas se aproximam mais da moto para conversar; interagem mais com você e e tem mais interesse pela sua trip; em suma, fazemos mais amigos;
2 - a conectividade com a paisagem - ficamos mais próximos do real, sentindo as sensaçoes próximas do clima, (as vezes até demais, quando das chuvas); rsrsr
3 - O sentimento de desafio e aventura; o de saber que saímos mas não temos certeza que chegaremos; a chegada é uma vitória, além do prazer do processo, das paradas,
Passada esta fase filosófica, gostaria de citar os equipamentos que usei:
na moto fiz uso de alforges da Texx com a capa + afastadores que foram bem-vindos;
foi o suficiente; para eu e minha parceira, minha esposa Helem;
os pneus estavam zero; um pilot road 2 na dianteira e um antigo mas eficiente pirelli diablo na traseira;
utilizei jaqueta da Ixon Fire e botas da Hi tec impermeáveis; a jaqueta e o capacete (ls2) foram impecáveis na chuva (peguei 250 km de chuva na ida); a bota deixou a desejar em função da água que entrou pela calça;
a volta pegamos sol de brigadeiro rsrs; a moto estava bem revisada, mas quase melou a viagem em função da bomba de gasolina; a moto na ida não passou de 9000 giros, andando dentro dos 140 e 150; velocidade de cruzeiro; na volta não passou de 7000 giros, dando 130 no máximo (santa agonia batman rsrsr);
acabei de comprar um refil novo para a bomba, estou esperando chegar; na honda queriam me cobrar 1900 reais pela bomba nova; consegui o refil da bosh por 221; vamos ver se funfa;
A VIAGEM
A grande preocupação se iniciou quando peguei a moto da revisão e ela não estava legal; mas não dei muita bola, pois achei que no caminho ela se acertaria; e foi o que aconteceu; quando o relógio disparou 5:30 da manhã, eu sabia que não tinha mais jeito; era agora; amarrei os alforges, acordei a patroa e partimos; às 6:00 estávamos abastecendo e rumando para Vilhena, distante 186 km de Pimenta Bueno, o local que havíamos dormido para sair cedo; rodamos aproximadamente 100 km e paramos em um local que sempre paro entre PB e Vilhena; o guaporé; aí aconteceu o primeiro mistério da viagem; a moto estava literalmente fumegando; havia muito óleo no motor e o calor fazia sair muita fumaça; olhei e pensei, foi meu motor? mas a vontade de ir era tanta, que mesmo assim parti (o engraçado é que a Helem falou: vamos logo, com pressa de montar na moto, e eu que achava que ela ia cansar rsrs)
Seguimos viagem; a moto rendendo aquele estágio mesmo, nada mais; andamos muito tempo atrás de uma pickup ranger com uma Ducatti 1000 e poucos em cima; paramos juntos no posto e trocamos ideia; rsrsr tomamos café em Vilhena, dois mistos especiais para aguentar a viagem; abastecidos, a parada agora era só em Comodoro, 110km de Vilhena;
este trecho a moto andou muito mesmo, nas descidas 160 e até picos de 170; bom trecho que rendeu bastante; abastecimento no feio posto de comodoro e partida para Campos de Júlio; foi um tiro; trecho não muito monótono, com a plantação de milho colhida ao largo; em Campos de Júlio instalei a GoPro e iniciei pequenos filminhos da viagem; muito massa mesmo;
Chegamos em Sapezal às 11 e 30; um dilema em saber onde iríamos almoçar; encaro o almoço em uma viagem um ritual importantíssimo; portanto levo a sério bons lugares; questionamos em um posto que abastecemos um local bom para o almoço e nos falaram de um tal de Galpão; fomos até lá; enquanto isso achamos Sapezal uma interessante cidade; no local indicado o restaurante estava fechado; já íamos indo embora quando paramos em um posto e um cara nos falou que era em outro endereço; chegamos lá e estava inaugurando; era um lugar bem bacana, com portas de vidro e ar central; chegamos e chamamos muito a atenção, com equipamentos e a moto que tinha que ficar bem na porta (já pensou se nos roubam?) foi muito legal; um bom rodízio por 25 conto; preço honesto; indico em Sapezal a churrascaria Galpão;
saímos e seguimos direto em busca do Rio Papagaio; no caminho já nos deparamos com um maravilhoso rio, e já paramos; foi o primeiro grande impacto da viagem (que digo que foram mais três rsrs); que águas; olhar de cima da Br um rio largo e corrente, de águas verdes clárissimas, possível de enchergar o fundo de pedras!! nossa!! que belíssimo rio; e olha que não sabíamos que ainda encontraríamos o belíssimo rio Papagaio, com direito a ponte velha, cachoeira e água cristalina! e foi o que encontramos; as fotos falam por sim mesmas; Maravilhosa parada da natureza;; se alguem passar pela estrada que vai de Campo de Júlio até Sapezal não deixe de parar no Rio Papagaio; são 40km depois de Sapezal;
Agora a viagem torna-se hídrica, literalmente rsrsr a saída do Rio Papagaio foi às 14 horas; tínhamos que atravessar a reserva dos índios e pagar o pedágio para então chegarmos à Campo Novo dos Parecis; chegamos em Campo Novo com um ambiente frio, chuvoso e naturalmente escuro; a viagem iria iniciar uma fase complicada; de Campo Novo dos Parecis até Diamantina seriam 300km; no posto em Campo Novo um motorista de caminhão se aproxima e nos passa uma rota bacana; andar até a usina Itamaraty e virar à esquerda para a Br 364; excelente dica; chegando na usina, ainda andamos uns 25km de buracos, mas depois na Br364 só alegria;
A Chuva - ela foi um subcapítulo dentro da história da nossa ida; ela iniciou já nos primeiros 25km saindo de Campo Novo e não parou mais; um pouquinho antes de chegar na usina conseguimos abastecer em um posto sem chuva; depois a chuva não parou; seguiu-nos até Diamantina; ela foi se aprofundando; de água quente passou a ser água gelada, vento frio, culminando em uma neblina que parecia não ter fim; formou-se quase um túnel que entrávamos cada vez mais profundo e não parecia que iria acabar mais; quando parecia estar tudo down, pegamos um imenso congestionamento na serra que sai depois do posto Gil; carretas e mais carretas; chegamos em Nobres às 19:30, felizes, misticamente alegres e eufóricos com a chegada; realmente não dava para ir para Bom Jardim; seriam 67 km penetrando no Breu da noite mais profunda, em uma estrada arenosa e isolada;
Saímos para perguntar sobre algum hotel dentro da cidade; encontramos um hotel, chamado hotel Pirâmide; não gostamos; gostamos de um hotel chamado Umuarama; atendente simpático e local para guardar a moto a seco; (comemos uma pizza e levamos alguns pedaços para o hotel; oferecemos para o atendente e ele retribuiu deixando guardar a moto na cobertura);
Chego ao fim desta primeira fase; na próxima postagem falo de Bom Jardim, de suas atrações, preços, hospedagens e um parecer sobre o custo / benefício de Nobres (Bom Jardim);
Venho aqui deixar minhas impressões da última viagem que fiz entre Cacoal-RO e Nobres-MT, mais especificamente Bom Jardim; a distância percorrida foi de 926 km de belo asfalto e 67 de terra; o retorno foi de 926 mais 57 km de terra; (bela areia e terra solta) rsrs
Vou dividir este relato em três partes: Preâmbulo, Viagem e Bom Jardim; talvez as primeiras partes interessem mais aos aficionados pela moto e a terceira aos que gostariam de informações atualizadas de Bom Jardim; então segue o relato;
PREÂMBULO
É salutar entender que a viagem de moto é muito especial; quando comparamos a viagem de carro com a viagem de moto, muitos desavisados podem inferir: "não troco o conforto do carro pela moto"; na verdade eles não entendem que são viagens e processos totalmente diferentes; dimensões díspares e formas de entender uma trip; elenquei alguns pontos importantíssimos que temos nas viagens de moto que não é possível nas viagens de carro;
1- A interação com as pessoas; as pessoas se aproximam mais da moto para conversar; interagem mais com você e e tem mais interesse pela sua trip; em suma, fazemos mais amigos;
2 - a conectividade com a paisagem - ficamos mais próximos do real, sentindo as sensaçoes próximas do clima, (as vezes até demais, quando das chuvas); rsrsr
3 - O sentimento de desafio e aventura; o de saber que saímos mas não temos certeza que chegaremos; a chegada é uma vitória, além do prazer do processo, das paradas,
Passada esta fase filosófica, gostaria de citar os equipamentos que usei:
na moto fiz uso de alforges da Texx com a capa + afastadores que foram bem-vindos;
foi o suficiente; para eu e minha parceira, minha esposa Helem;
os pneus estavam zero; um pilot road 2 na dianteira e um antigo mas eficiente pirelli diablo na traseira;
utilizei jaqueta da Ixon Fire e botas da Hi tec impermeáveis; a jaqueta e o capacete (ls2) foram impecáveis na chuva (peguei 250 km de chuva na ida); a bota deixou a desejar em função da água que entrou pela calça;
a volta pegamos sol de brigadeiro rsrs; a moto estava bem revisada, mas quase melou a viagem em função da bomba de gasolina; a moto na ida não passou de 9000 giros, andando dentro dos 140 e 150; velocidade de cruzeiro; na volta não passou de 7000 giros, dando 130 no máximo (santa agonia batman rsrsr);
acabei de comprar um refil novo para a bomba, estou esperando chegar; na honda queriam me cobrar 1900 reais pela bomba nova; consegui o refil da bosh por 221; vamos ver se funfa;
A VIAGEM
A grande preocupação se iniciou quando peguei a moto da revisão e ela não estava legal; mas não dei muita bola, pois achei que no caminho ela se acertaria; e foi o que aconteceu; quando o relógio disparou 5:30 da manhã, eu sabia que não tinha mais jeito; era agora; amarrei os alforges, acordei a patroa e partimos; às 6:00 estávamos abastecendo e rumando para Vilhena, distante 186 km de Pimenta Bueno, o local que havíamos dormido para sair cedo; rodamos aproximadamente 100 km e paramos em um local que sempre paro entre PB e Vilhena; o guaporé; aí aconteceu o primeiro mistério da viagem; a moto estava literalmente fumegando; havia muito óleo no motor e o calor fazia sair muita fumaça; olhei e pensei, foi meu motor? mas a vontade de ir era tanta, que mesmo assim parti (o engraçado é que a Helem falou: vamos logo, com pressa de montar na moto, e eu que achava que ela ia cansar rsrs)
Seguimos viagem; a moto rendendo aquele estágio mesmo, nada mais; andamos muito tempo atrás de uma pickup ranger com uma Ducatti 1000 e poucos em cima; paramos juntos no posto e trocamos ideia; rsrsr tomamos café em Vilhena, dois mistos especiais para aguentar a viagem; abastecidos, a parada agora era só em Comodoro, 110km de Vilhena;
este trecho a moto andou muito mesmo, nas descidas 160 e até picos de 170; bom trecho que rendeu bastante; abastecimento no feio posto de comodoro e partida para Campos de Júlio; foi um tiro; trecho não muito monótono, com a plantação de milho colhida ao largo; em Campos de Júlio instalei a GoPro e iniciei pequenos filminhos da viagem; muito massa mesmo;
Chegamos em Sapezal às 11 e 30; um dilema em saber onde iríamos almoçar; encaro o almoço em uma viagem um ritual importantíssimo; portanto levo a sério bons lugares; questionamos em um posto que abastecemos um local bom para o almoço e nos falaram de um tal de Galpão; fomos até lá; enquanto isso achamos Sapezal uma interessante cidade; no local indicado o restaurante estava fechado; já íamos indo embora quando paramos em um posto e um cara nos falou que era em outro endereço; chegamos lá e estava inaugurando; era um lugar bem bacana, com portas de vidro e ar central; chegamos e chamamos muito a atenção, com equipamentos e a moto que tinha que ficar bem na porta (já pensou se nos roubam?) foi muito legal; um bom rodízio por 25 conto; preço honesto; indico em Sapezal a churrascaria Galpão;
saímos e seguimos direto em busca do Rio Papagaio; no caminho já nos deparamos com um maravilhoso rio, e já paramos; foi o primeiro grande impacto da viagem (que digo que foram mais três rsrs); que águas; olhar de cima da Br um rio largo e corrente, de águas verdes clárissimas, possível de enchergar o fundo de pedras!! nossa!! que belíssimo rio; e olha que não sabíamos que ainda encontraríamos o belíssimo rio Papagaio, com direito a ponte velha, cachoeira e água cristalina! e foi o que encontramos; as fotos falam por sim mesmas; Maravilhosa parada da natureza;; se alguem passar pela estrada que vai de Campo de Júlio até Sapezal não deixe de parar no Rio Papagaio; são 40km depois de Sapezal;
Agora a viagem torna-se hídrica, literalmente rsrsr a saída do Rio Papagaio foi às 14 horas; tínhamos que atravessar a reserva dos índios e pagar o pedágio para então chegarmos à Campo Novo dos Parecis; chegamos em Campo Novo com um ambiente frio, chuvoso e naturalmente escuro; a viagem iria iniciar uma fase complicada; de Campo Novo dos Parecis até Diamantina seriam 300km; no posto em Campo Novo um motorista de caminhão se aproxima e nos passa uma rota bacana; andar até a usina Itamaraty e virar à esquerda para a Br 364; excelente dica; chegando na usina, ainda andamos uns 25km de buracos, mas depois na Br364 só alegria;
A Chuva - ela foi um subcapítulo dentro da história da nossa ida; ela iniciou já nos primeiros 25km saindo de Campo Novo e não parou mais; um pouquinho antes de chegar na usina conseguimos abastecer em um posto sem chuva; depois a chuva não parou; seguiu-nos até Diamantina; ela foi se aprofundando; de água quente passou a ser água gelada, vento frio, culminando em uma neblina que parecia não ter fim; formou-se quase um túnel que entrávamos cada vez mais profundo e não parecia que iria acabar mais; quando parecia estar tudo down, pegamos um imenso congestionamento na serra que sai depois do posto Gil; carretas e mais carretas; chegamos em Nobres às 19:30, felizes, misticamente alegres e eufóricos com a chegada; realmente não dava para ir para Bom Jardim; seriam 67 km penetrando no Breu da noite mais profunda, em uma estrada arenosa e isolada;
Saímos para perguntar sobre algum hotel dentro da cidade; encontramos um hotel, chamado hotel Pirâmide; não gostamos; gostamos de um hotel chamado Umuarama; atendente simpático e local para guardar a moto a seco; (comemos uma pizza e levamos alguns pedaços para o hotel; oferecemos para o atendente e ele retribuiu deixando guardar a moto na cobertura);
Chego ao fim desta primeira fase; na próxima postagem falo de Bom Jardim, de suas atrações, preços, hospedagens e um parecer sobre o custo / benefício de Nobres (Bom Jardim);