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Olá viajante!

Bora viajar?

Junho/13: Paris-Bruxelas-Frankfurt-Berlim-Hamburgo-Amsterdã (24 dias)

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Olá a todos!

 

Esta foi minha segunda ida à Europa, desta vez por um motivo especialíssimo para mim: iria acompanhar o Iron Maiden (minha banda preferida e que mudou completamente minha vida) em 6 shows por lá, um sonho bem antigo. Sim, eu já os vi no Brasil algumas vezes, mas aqui os shows são sempre enormes - não que isso seja ruim – e em lugares abertos. Sempre quis a experiência de vê-los em um lugar fechado, menor e com a possibilidade de chegar perto do palco sem ser massacrada e amacetada por 50 mil fãs malucos querendo estar no mesmo lugar que eu. ::essa::::dãã2::ãã2::'> :mrgreen:

 

Além disso, faço parte do fã-clube oficial e muitas pessoas do mundo inteiro também os acompanham por vários shows, então seria uma ótima oportunidade de conhecer pessoalmente pessoas com quem falo pela internet há anos e conhecer gente nova com a mesma “doença” que a minha. ::hahaha::

 

Sei que por aqui quase ninguém se interessa por esta parte, por isso não vou ficar falando dos shows em si, mas como foi o maior motivador da viagem, quis fazer constar essa pequena introdução. :)

 

Enfim, o roteiro foi:

Paris (4 noites)

Bruxelas (3 noites, com day-trip para Ieper)

Frankfurt (3 noites)

Berlim (6 noites)

Hamburgo (2 noites)

Amsterdã (5 noites)

 

Os trechos internos foram todos feitos de trem, com exceção de Berlim-Hamburgo, que fui de carro (carona com um amigo do fã-clube). Comprei tudo com a máxima antecedência possível e garanti os melhores preços.

 

Quanto às passagens: consegui ir pela AirFrance e voltar pela KLM em dois vôos diretos, mais os vôos domésticos para minha cidade no interior do Paraná pela Gol, por R$ 2.654,47. Achei um preço bom, considerando serem vôos diretos e a qualidade das respectivas companhias.

 

Sobre a planilha de custos: tem uma aba com os valores totais e mais três detalhando os deslocamentos, hospedagem e gastos com atrações/transporte coletivo/etc. Não detalhei os gastos com alimentação e compras/souvenirs pois acho que não convém, mas qualquer dúvida é só deixar aqui no tópico. Pra chegar ao "valor efetivo", tive que fazer uma média das cotações que paguei durante o período que comprei euros (fui comprando aos poucos desde janeiro), então o valor em reais ainda não é exato, mas dá pra ter uma ótima noção. Só destacando que desse valor, aproximadamente 600 euros foram gastos diretamente com os shows (ingressos e a FC trip, que explicarei no relato), então analisem bem antes de tomarem essa planilha como base para as suas. ::cool:::'>

 

Vamos lá:

 

DIA 01 (PARIS - 03/06)

 

Vôo de ida tranqüilo e pontual, chegada no Charles de Gaulle pela manhã; aproveitei o posto de informações turísticas no aeroporto e peguei um mapa e comprei o Paris Visite de 3 dias (pelas minhas contas, valeu a pena).

 

Peguei o RoissyBus que leva até o centro e de lá fui de metrô até o meu hotel, que ficava em Porte D’Orleans. Não é a localização mais central do mundo, mas a estação de metrô fica praticamente em frente ao hotel, e o preço acabou compensando.

 

Após um banho e um breve descanso, fui dar um passeio leve pela cidade. Já conhecia Paris, e apesar de na primeira vez ter ficado apenas 2 dias completos, consegui fazer o “basicão”, então dessa vez pude fazer algumas coisinhas diferentes. Peguei o metrô e desci na Place de La Concorde. Tirei umas fotos e fui em direção à Eglise de La Madeleine, a igreja de arquitetura grega que parece até estranha no meio de Paris. Por dentro ela é bem bonita, pra quem curte igrejas é uma boa pedida.

 

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Place de la Concorde

 

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Eglise de la Madeleine

 

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Eglise de la Madeleine - altar

 

Continuei a caminhada passando pela Place Vendôme (nada demais) e arredores, e logo voltei para o hotel, pois estava bem cansada da viagem. Queria ter segurado mais um pouco, mas era antes de 20h quando capotei na cama.

 

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Caminhando por Paris... alguém aí tem 30 mil euros pra comprar um relojinho? :D

 

DIA 02 (PARIS - 04/06)

 

A primeira parada do dia teve que ser a Decathlon, pois a combinação frio/vento que tava fazendo desde a chegada me pegou meio desprevenida. Comprei um fleece levinho e um par de luvas. Engraçado que quando eu pedi “luvas para frio” a vendedora veio querendo me dar luvas para usar na neve hahaha! Ô diferença de conceitos! :lol::P

 

Devidamente agasalhada, parti em direção à Île de La Cité. Não entrei na Notre Dame pois já o tinha feito na vez anterior, então fiquei só apreciando e descobrindo os detalhes da belíssima arquitetura.

 

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Ile de la Cité

 

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Notre Dame

 

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Notre Dame - fundos

 

Nas minhas pesquisas sobre o que fazer em Paris, descobri que praticamente atrás da Notre Dame tem o chamado Memorial dês Martys de La Deportation, que relembra os franceses que foram mandados para os campos de concentração nazista na Segunda Guerra Mundial. É bem pequeno e é de graça, então resolvi ir. Sinceramente, não tem muito o que ver. É um monumento em forma triangular (pra lembrar os judeus, imagino), tem uns trechos de poemas inscritos nas paredes e depois você entra numa “câmara” que tem mais três “celas” (pois estão separadas por grades) com símbolos para relembrar os mortos. É mais um lugar de contemplação, acho... fiquei menos de 10 minutos lá dentro e acabei nem tirando fotos.

 

Depois de almoçar (leia-se: comer um sanduba) às margens do Sena, fui para o Museé de La Musique, que está longe de figurar entre as atrações mais “badaladas” de Paris, mas é outra que me chamou a atenção durante as pesquisas, e dado meu interesse pelo tema, não pude deixar de incluir uma visita. É basicamente um museu de instrumentos musicais, desde os mais “primordiais” até os mais modernos. O legal é que o áudio-guia (incluso no preço do ingresso) vai contando a história de cada um, onde/como era usado, e no fim você ouve uma amostra do som de cada um, bem interessante! Visitei também a exposição temporária que era sobre Música & Cinema e tinha coisas bem legais sobre trilha sonora, edição de som, etc. Gostei bastante e considero a visita essencial a todos que se interessem pelo tema!

 

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Musée de la Musique

 

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Musée de la Musique - sim, isso é um instrumento musical haha

 

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Musée de la Musique

 

Continuando meu roteiro, peguei o metrô até a Place de La Concorde e fui caminhando pela Champs Elyseés em direção ao Arco do Triunfo. Tinha planejado subir (pois da primeira vez não deu tempo), porém, chegando lá: fechado! Estava tendo algum tipo de cerimônia militar; cheguei a ouvir a bandinha tocando o hino nacional, mas não faço a mínima idéia do que tenha sido... enfim, só restava torcer pra que desse tempo de voltar outra hora.

 

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Fazendo muitas compras.... só que não! :lol:

 

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Arco do Triunfo

 

E pra terminar o dia, ela: Torre Eiffel! Acho que não importa quantas vezes alguém vá a Paris, a Torre sempre dá uma emoção diferente. Após um tempo, voltei pro hotel, pois o dia tinha sido longo e as perninhas pediam descanso.

 

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Planilha de Custos.xls

Editado por Visitante

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DIA 07 (IEPER – 09/06)

 

Por que não ir a Brugges ou a Ghent, Cristiane? Por que escolher uma cidade que nunca ninguém ouviu falar pra fazer sua day trip? De novo, culpa dos velhinhos do Iron Maiden. 8) Em 2003 eles lançaram uma música chamada Paschendale, que conta a história da batalha de mesmo nome que se deu durante a Primeira Guerra Mundial, adivinhe onde? Sim, em Ieper (em seus arredores, mais precisamente). Essa cidadezinha foi de importância estratégica muito grande durante a Primeira Guerra devido à sua localização geográfica e relevo.

 

Houve cinco grandes batalhas lá durante o período, a batalha de Paschendale foi a terceira e permanece até hoje como um símbolo da crueldade e futilidade da guerra. Nos seis meses em que duraram a batalha, estima-se pelo menos 400 mil mortes, e pra quê? O avanço das tropas aliadas foi de apenas OITO QUILÔMETROS. ::putz:: Como resultado também, a cidade de Ieper restou 100% destruída, ou seja, tudo que vemos lá hoje foi construído após 1920, mesmo a história da cidade remontando tempos muito antigos (lá dos romanos!).

 

Eeeeeeeenfim, acordei cedo e peguei o trem pra lá. A passagem tinha comprado no dia anterior, numa passada rápida pela estação central. São aproximadamente 2h30 de viagem e tem que trocar de trem duas vezes. Se alguém se interessar, me pergunte que dou mais detalhes sobre os trens etc.

 

Cheguei lá por volta das 10h e fui dar uma caminhada pela cidade. Eu tinha agendado um “tour” pras 14h, pois pra conhecer os locais de batalha, cemitérios e tal, só de carro/van mesmo (no máximo bicicleta), já que tudo aconteceu nos arredores da cidade, então as distâncias são grandes. Tem várias empresas que prestam esse serviço, pesquisei tudo pela internet antes de ir e já deixei acertado pra chegar lá tranquila.

 

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Saindo da estação de trem :)

 

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A pacata Ieper

 

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Antigo fish market da cidade

 

Cheguei na Market Square (basicamente a ‘pracinha’ principal da cidade) e, depois de comer mais um waffle maravilhoso (gordice pura, pois havia tomado um ótimo café da manhã no hotel :lol: ), fui ao Cloth Hall, que é um prédio enoooorme que fica ali e na época medieval servia como local de armazenagem e venda de tecido (um negócio bem importante naquele tempo). Hoje o prédio abriga o Escritório de Turismo de Ieper e também o In Flanders Field Museum, que fui visitar.

 

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Cloth Hall

 

O museu é bem interativo e tem bastante conteúdo sobre todas as batalhas que ocorreram ali nos arredores e sobre a Primeira Guerra em geral, tudo em ordem cronológica, bem bacana. No meio da visita você pode parar e subir a torre pra ter uma visão panorâmica da cidade, o que eu fiz, lógico (aliás, esse foi o principal motivo pra eu ter escolhido visitar o museu em primeiro lugar). Como a cidade é pequenininha, dá pra ver bastante além, o que é muito legal.

 

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Sininhos na subida à torre :D

 

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Pouco vento hehehe

 

Após o almoço fui para o Menin Gate, que era o ponto de encontro com o guia da excursão que eu tinha agendado. O Menin Gate é um memorial que foi construído no mesmo lugar onde, na época da Guerra, havia um portal por onde muitos dos soldados que foram à luta passaram. Nele estão gravados os nomes de quase 55 mil soldados desaparecidos durante a guerra e toda vez que algum resto mortal é encontrado/identificado (ainda acontece hoje em dia, e o avanço da tecnologia de DNA tem ajudado bastante), o nome é apagado de lá. ::love:: Todos os dias, pontualmente às 8 da noite, é realizada uma breve cerimônia no Menin Gate, pra relembrar os mortos (é o chamado Last Post).

 

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Menin Gate

 

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Menin Gate

 

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Detalhe dos nomes gravados na parede interna

 

Enfim, encontrei o guia e descobri que a excursão era de uma pessoa só, euzinha hahahaha! Começamos visitando um cemitério britânico, depois um dos alemães, alguns memoriais, bunkers... muita coisa bacana (e triste ao mesmo tempo).

 

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Um dos cemitérios visitados

 

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Neste cemitério está enterrado o soldado mais jovem da Primeira Guerra, que morreu com apenas 14 anos.

 

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Memorial aos canadenses

 

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Tyne Cot Cemetery de Paschendale, o maior, com mais de 11 mil sepulturas

 

Mas o lugar (e a história) mais interessante que conheci foi o chamado Hill 60. Basicamente era essa colina que estava tomada pelos alemães e o plano dos aliados pra retomá-la era o seguinte: cavar túneis em diversos pontos do território ocupado e plantar bombas (minas) pra explodi-los de baixo pra cima! E conseguiram! Demoraram seis meses pra fazer tudo (as escavações tinham que ser em total silêncio pra manter o segredo da operação) e no fim explodiram tudo ao mesmo tempo (se não me engano, no total eram 19 minas, mas algumas falharam). No fim, ganharam o território, só para perdê-lo novamente dentro de alguns meses. Ou seja, aquela história da futilidade de novo....

 

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Hill 60, resultado de uma das explosões depois de quase 100 anos. Pela foto não dá pra ter muita noção, mas essa cratera tem uns 100 metros de diâmetro, fácil.

 

Quatro horas e muito aprendizado depois, estava de volta ao Menin Gate, e fui caminhando até a estação pra pegar o trem de volta a Bruxelas, não sem antes comprar um cone de batata frita com maionese pra comer no caminho (já mostrei minha indignação pelos belgas não serem gordos, né??).

 

No dia seguinte era hora de começar a explorar a Alemanha, e mal sabia eu que seria o dia mais emocionante da viagem (em vários sentidos hahahaha)!

  • 2 meses depois...
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Muito legal sua idéia de fugir do circuito básico de turismo, tendo em vista que vc já foi. Motivado por música então melhor ainda! Espero que ache um tempinho para voltar a escrever... abs

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Obrigada, Gabrieh!

Realmente, a questão do tempo está difícil... sempre dou um jeitinho pra vir ver as novidades, mas pra escrever está um pouco difícil. Mas não esqueci/desisti, farei um esforço!!

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:)

E quem sou eu pra "cobrar" que só consegui finalizar depois de 1 ano rs...

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