Depois de pegar dicas aqui no mochileiros.com e conversar com algumas pessoas no tópico de dúvidas, volto aqui para apresentar o relato da viagem que eu e uma amiga fizemos à serra catarinense na primeira semana de julho. Talvez fique meio repetitivo porque outros usuários têm postado relatos sobre a região então vou tentar “rechear” com fotos.
Uma das dúvidas era com relação à melhor época para fazer a viagem, chegamos a pensar se as baixas temperaturas não atrapalhariam. Agora posso dizer que tanto inverno quanto verão são adequados para se visitar a serra. Em julho temos a temperatura típica da região, a possibilidade de geada e com muita sorte a neve, e baixa probabilidade de chuva. Em compensação dificulta a visitação de certos locais como a cachoeira sete quedas ou a parte baixa da cascata do avencal, locais que segundo pessoas da região são mais facilmente acessados em épocas de sol e consequentemente pedras secas. Outra vantagem do verão é que os dias são mais longos. Agora no inverno, perto das 17:30 praticamente já anoiteceu.
Considerações sobre Urubici
- É uma cidade pequena, as atrações estão no entorno
- Se você gosta de agito noturno não é o lugar
- A tranquilidade e o clima de Urubici me agradaram muito, tanto que fiquei 2 dias a mais que o planejado.
29/06/13
A viagem foi feita de carro, partimos de São Paulo às 8 da manhã com a intenção de chegar a São José-SC, vizinha de Florianópolis, no entanto obras na estrada, um acidente que atrasou a viagem em 1h30 e a chuva nos fizeram perder muito tempo. Às 18hs resolvemos pernoitar em Barra Velha, que fica a uns 120 km de São José.
30/06/13
Partimos de manhã, passamos por Itajaí, que pareceu ser uma cidade bem agradável para se passar algumas horas, no entanto seguimos viagem. A chuva nos acompanhou por boa parte do caminho, o que tornou as paisagens da serra menos atraentes do que realmente são. A rodovia BR-282 está em boas condições e a viagem foi tranquila apesar da chuva. Chegamos a Urubici em torno de 15hs e fomos bem recebidos na Pousada Professor Verto. Nos hospedamos e saímos para conhecer a cidade, que resume-se à avenida Adolfo Konder e suas travessas. Como era domingo a cidade estava relativamente movimentada mas percebe-se que os moradores não dispõe de atrações na cidade então os mais jovens divertem-se com seus carros pela avenida ou reúnem-se em lanchonetes e cafés coloniais. Falando em alimentação a cidade oferece muitas opções, é o que mais se encontra em Urubici, desde opções mais em conta até as mais sofisticadas.
01/07/13
O tempo amanheceu fechado e frio, uns 8°, e rumamos para a Cascata do Avencal mas antes passamos pelas inscrições rupestres. Curioso mas não despertou grande interesse. A cascata fica a 5 km da cidade, no sentido São Joaquim. Saindo-se do asfalto percorre-se 1,2 km por estrada de terra, fácil acesso. Paga-se R$ 3 por pessoa e encontra-se dois mirantes para apreciação da queda de 100m, local muito bonito.
Como o tempo continuava fechado seguimos para São Joaquim.
A cidade é bem maior que Urubici e, por sorte, chegando lá o sol deu as caras. Visitamos o belvedere, de onde se tem uma vista geral da cidade.
Após isso almoçamos no restaurante Divino Grão, na mesma rua do belvedere. A comida é boa e tem bom preço mas se estiver com pressa desista porque o atendimento é demorado.
Passamos pelo centro de informações turísticas, pegamos um mapinha da cidade e fomos para a praça João Ribeiro, em frente à igreja matriz.
Depois entramos na Casa do Vinho e eu tinha intenção de visitar a Vinícola Vila Francioni. Como consumimos na loja conseguimos os ingressos para a visitação à vinícola por 15 reais por pessoa ao invés de 30 como haviam falado no posto de informações. Tivemos que correr porque faltavam 20 minutos para o último horário mas valeu a pena, posso dizer que a vinícola foi a melhor atração de São Joaquim. A visita foi muito bem guiada, com várias explicações e informações sobre a vinícola, cujas instalações são muito bonitas, e ao final oferecem a degustação de 6 rótulos da casa.
Na volta para a cidade passamos pelo Mirante dos Pinheiros, uma plataforma de onde pode-se avistar a vegetação típica da região. Como já estava anoitecendo não achamos muito interessante.
02/07/13
O sol prometia brilhar desde cedo então resolvemos conhecer a Serra do Rio do Rastro, que para mim era a atração mais esperada da viagem. As paisagens pelo caminho são muito bonitas, o que obriga a fazer várias paradas.
Chegando ao mirante fiquei impressionado com a beleza da serra, nem acreditava que estava no local que já tinha visto tantas vezes em fotos pela internet e desde a primeira vez havia colocado na minha “lista de desejos”.
Depois de muito apreciar chegou a hora de pôr o carro para devorar todas aquelas curvas, mas com calma, primeiro porque a descida exige cuidado, em alguns locais é preciso esperar os caminhões que vêm no sentido contrário, e segundo porque há na estrada alguns recuos onde pode-se parar o carro para fotografar, ou seja, é um percurso feito em ritmo de passeio, pelo menos para nós que passamos lá como turistas.
Lá embaixo está o município de Lauro Müller, um local agradável mas que não oferece nenhum atrativo especial. Procurei o castelo em estilo suíço que havia pesquisado mas fui informado que agora é uma propriedade particular e por esse motivo não está aberto à visitação. O maior atrativo seria então... subir a Serra do Rio do Rastro! Partir de xxx m para xxx m de altitude. Lá em cima passamos pelo parque eólico de Bom Jardim da Serra, olhamos novamente o mirante, dessa vez com bastante neblina pois já eram 17hs, e pegamos a estrada para Urubici.
03/07/13
Neste dia andamos um pouco por Urubici, visitamos a igreja matriz e apesar do tempo ainda estar nublado fomos ao Morro da Igreja. Chegando lá encontramos muito frio, ventos que pareciam ser capazes de derrubar quem insistia em andar pelo local, e também muita neblina . Passamos um tempo apreciando o local, que não deixava de ser impressionante apesar da baixa visibilidade, mas acabamos desistindo e indo embora.
Na volta passamos pela Cascata Véu de Noiva, onde paga-se R$ 3 por pessoa. A cascata é muito bonita e com certeza vale a visita.
Aproveitamos, almoçamos no restaurante de mesmo nome e na saída o sol já iluminava as araucárias e todo o verde presente no local. Aí ficou a dúvida “será que lá em cima o tempo está aberto?”. Resolvemos não arriscar e continuamos descendo em direção a Urubici, no entanto ao invés de voltar à cidade pegamos o caminho da Serra do Corvo Branco. Boa parte está asfaltada mas no final há 5 chatos km de terra e pedras, que foram percorridos em ritmo lento para não sacrificar o carro. Desci um pequeno trecho da serra, apenas uma meia dúzia de curvas, e resolvi voltar porque não estava interessado em chegar a Grão-Pará e, além disso, a descida é em estrada de terra com alguns trechos estreitos. Ideal para os mais aventureiros.
Na volta a Urubici passamos também pela Gruta Nossa Senhora de Lourdes, que vale ser visitada por estar tão perto da estrada e ter acesso asfaltado até o portão.
04/07/13
Mais uma vez manhã de tempo fechado mas mesmo assim seguimos para o Morro da Cruz, também conhecido como Morro do Campestre. A partir do semáforo (o único de Urubici) percorre-se 7 km de terra e à esquerda está o portão da “Fazenda Morro da Cruz”.
Provavelmente estará fechado mas a entrada é permitida e ao passar pela casinha amarela talvez venham cobrar R$ 3 por pessoa (das duas vezes que fomos, numa ninguém apareceu e na outra cobraram). Sobe-se um trecho de carro e outro a pé. A vista lá de cima é muito bonita, vale a pena passar um tempo apreciando.
Esperamos mas o tempo não abriu então resolvemos descer. Na parte da tarde visitamos um sítio chamado Arroio do Engenho. Fomos muito bem recebidos pelo Beto e depois por seu pai, o Sr. Hélio, que nos mostraram a criação de trutas, o cultivo do vime, explicaram algumas coisas sobre a região e nos indicaram o início da trilha que levaria a uma queda d´água. Percorremos uma parte mas acabamos não indo até a cascata devido a um trecho com muitas pedras soltas que preferimos não arriscar. O sítio oferece também espaço para camping aos que queiram hospedar-se mais perto da natureza ao invés de ficar na cidade. É um espaço muito bem cuidado e que merece receber uma visita.
Na volta fomos até o mirante que dá uma visão geral de Urubici.
05/07/13
Último dia em Urubici, como a cidade amanheceu tomada pela neblina arriscamos novamente uma visita ao Morro da Igreja já que nos foi falado que quando a neblina está na parte baixa lá no alto o tempo está aberto. Incrivelmente no meio do caminho o céu ficou azul e o sol brilhava logo cedo. A visita foi perfeita, passamos umas 2 horas apreciando aquela imensidão cuja beleza nem as fotos conseguem mostrar. Era possível avistar a pedra furada, o imenso vale que se abre rumo ao litoral e até o parque eólico visitado no alto da Serra do Rio do Rastro.
Na parte da tarde visitamos a Caverna Rio dos Bugres (7 km de terra a partir de Urubici). As cavernas são pequenas e só vale a visita se estiver com tempo sobrando. Como o dia estava ensolarado voltamos ao Morro da Cruz para apreciar a paisagem desta vez com tempo aberto e também para assistir ao por do sol.
Como o objetivo do relato é a serra catarinense vou resumir os próximos dias de forma bem sucinta.
06/07/13
Viagem de Urubici a Laguna pela Serra do Rio do Rastro, passando por Lauro Müller, Orleans e Tubarão. Laguna foi decepcionante porque a cidade não oferece opções ao turista ao menos agora no inverno. Poucos restaurantes, tudo fecha antes das 18hs, ruas vazias e nada para se fazer.
07/07/13
Estrada rumo a Florianópolis passando por Imbituba, lago de Ibiraquera e Praia do Rosa. Bons lugares para se curtir no verão.
08/07/13 e 09/07/13
Tempo fechado em Floripa, maior parte do tempo no shopping/cinema.
10/07/13
Passeio por Santo Antonio de Lisboa e Jurerê na parte da manhã, estrada até São José dos Pinhais à tarde.
11/07/13
Estrada de São José dos Pinhais a São Paulo.
Conclusão
A serra catarinense é incrível, quando puder quero conhecer outros lugares da região e/ou fazer trilhas que não fiz. Litoral e inverno não combinam, o risco do tempo estar fechado/frio me fizeram concluir que teria sido melhor conhecer outros lugares no oeste catarinense ao invés de voltar pelo litoral. Vivendo e aprendendo.
Locais que frequentei e indico em Urubici:
- Pousada Professor Verto
- Confeitaria Beckhauser
- Restaurante Paradouro Santo Antonio
- Restaurante Véu de Noiva
- Pizzaria Cor da Fruta (somente de sexta a domingo)
Depois de pegar dicas aqui no mochileiros.com e conversar com algumas pessoas no tópico de dúvidas, volto aqui para apresentar o relato da viagem que eu e uma amiga fizemos à serra catarinense na primeira semana de julho. Talvez fique meio repetitivo porque outros usuários têm postado relatos sobre a região então vou tentar “rechear” com fotos.
Uma das dúvidas era com relação à melhor época para fazer a viagem, chegamos a pensar se as baixas temperaturas não atrapalhariam. Agora posso dizer que tanto inverno quanto verão são adequados para se visitar a serra. Em julho temos a temperatura típica da região, a possibilidade de geada e com muita sorte a neve, e baixa probabilidade de chuva. Em compensação dificulta a visitação de certos locais como a cachoeira sete quedas ou a parte baixa da cascata do avencal, locais que segundo pessoas da região são mais facilmente acessados em épocas de sol e consequentemente pedras secas. Outra vantagem do verão é que os dias são mais longos. Agora no inverno, perto das 17:30 praticamente já anoiteceu.
Considerações sobre Urubici
- É uma cidade pequena, as atrações estão no entorno
- Se você gosta de agito noturno não é o lugar
- A tranquilidade e o clima de Urubici me agradaram muito, tanto que fiquei 2 dias a mais que o planejado.
29/06/13
A viagem foi feita de carro, partimos de São Paulo às 8 da manhã com a intenção de chegar a São José-SC, vizinha de Florianópolis, no entanto obras na estrada, um acidente que atrasou a viagem em 1h30 e a chuva nos fizeram perder muito tempo. Às 18hs resolvemos pernoitar em Barra Velha, que fica a uns 120 km de São José.
30/06/13
Partimos de manhã, passamos por Itajaí, que pareceu ser uma cidade bem agradável para se passar algumas horas, no entanto seguimos viagem. A chuva nos acompanhou por boa parte do caminho, o que tornou as paisagens da serra menos atraentes do que realmente são. A rodovia BR-282 está em boas condições e a viagem foi tranquila apesar da chuva. Chegamos a Urubici em torno de 15hs e fomos bem recebidos na Pousada Professor Verto. Nos hospedamos e saímos para conhecer a cidade, que resume-se à avenida Adolfo Konder e suas travessas. Como era domingo a cidade estava relativamente movimentada mas percebe-se que os moradores não dispõe de atrações na cidade então os mais jovens divertem-se com seus carros pela avenida ou reúnem-se em lanchonetes e cafés coloniais. Falando em alimentação a cidade oferece muitas opções, é o que mais se encontra em Urubici, desde opções mais em conta até as mais sofisticadas.
01/07/13
O tempo amanheceu fechado e frio, uns 8°, e rumamos para a Cascata do Avencal mas antes passamos pelas inscrições rupestres. Curioso mas não despertou grande interesse. A cascata fica a 5 km da cidade, no sentido São Joaquim. Saindo-se do asfalto percorre-se 1,2 km por estrada de terra, fácil acesso. Paga-se R$ 3 por pessoa e encontra-se dois mirantes para apreciação da queda de 100m, local muito bonito.
Como o tempo continuava fechado seguimos para São Joaquim.
A cidade é bem maior que Urubici e, por sorte, chegando lá o sol deu as caras. Visitamos o belvedere, de onde se tem uma vista geral da cidade.
Após isso almoçamos no restaurante Divino Grão, na mesma rua do belvedere. A comida é boa e tem bom preço mas se estiver com pressa desista porque o atendimento é demorado.
Passamos pelo centro de informações turísticas, pegamos um mapinha da cidade e fomos para a praça João Ribeiro, em frente à igreja matriz.
Depois entramos na Casa do Vinho e eu tinha intenção de visitar a Vinícola Vila Francioni. Como consumimos na loja conseguimos os ingressos para a visitação à vinícola por 15 reais por pessoa ao invés de 30 como haviam falado no posto de informações. Tivemos que correr porque faltavam 20 minutos para o último horário mas valeu a pena, posso dizer que a vinícola foi a melhor atração de São Joaquim. A visita foi muito bem guiada, com várias explicações e informações sobre a vinícola, cujas instalações são muito bonitas, e ao final oferecem a degustação de 6 rótulos da casa.
Na volta para a cidade passamos pelo Mirante dos Pinheiros, uma plataforma de onde pode-se avistar a vegetação típica da região. Como já estava anoitecendo não achamos muito interessante.
02/07/13
O sol prometia brilhar desde cedo então resolvemos conhecer a Serra do Rio do Rastro, que para mim era a atração mais esperada da viagem. As paisagens pelo caminho são muito bonitas, o que obriga a fazer várias paradas.
Chegando ao mirante fiquei impressionado com a beleza da serra, nem acreditava que estava no local que já tinha visto tantas vezes em fotos pela internet e desde a primeira vez havia colocado na minha “lista de desejos”.
Depois de muito apreciar chegou a hora de pôr o carro para devorar todas aquelas curvas, mas com calma, primeiro porque a descida exige cuidado, em alguns locais é preciso esperar os caminhões que vêm no sentido contrário, e segundo porque há na estrada alguns recuos onde pode-se parar o carro para fotografar, ou seja, é um percurso feito em ritmo de passeio, pelo menos para nós que passamos lá como turistas.
Lá embaixo está o município de Lauro Müller, um local agradável mas que não oferece nenhum atrativo especial. Procurei o castelo em estilo suíço que havia pesquisado mas fui informado que agora é uma propriedade particular e por esse motivo não está aberto à visitação. O maior atrativo seria então... subir a Serra do Rio do Rastro! Partir de xxx m para xxx m de altitude. Lá em cima passamos pelo parque eólico de Bom Jardim da Serra, olhamos novamente o mirante, dessa vez com bastante neblina pois já eram 17hs, e pegamos a estrada para Urubici.
03/07/13
Neste dia andamos um pouco por Urubici, visitamos a igreja matriz e apesar do tempo ainda estar nublado fomos ao Morro da Igreja. Chegando lá encontramos muito frio, ventos que pareciam ser capazes de derrubar quem insistia em andar pelo local, e também muita neblina
. Passamos um tempo apreciando o local, que não deixava de ser impressionante apesar da baixa visibilidade, mas acabamos desistindo e indo embora.
Na volta passamos pela Cascata Véu de Noiva, onde paga-se R$ 3 por pessoa. A cascata é muito bonita e com certeza vale a visita.
Aproveitamos, almoçamos no restaurante de mesmo nome e na saída o sol já iluminava as araucárias e todo o verde presente no local. Aí ficou a dúvida “será que lá em cima o tempo está aberto?”. Resolvemos não arriscar e continuamos descendo em direção a Urubici, no entanto ao invés de voltar à cidade pegamos o caminho da Serra do Corvo Branco. Boa parte está asfaltada mas no final há 5 chatos km de terra e pedras, que foram percorridos em ritmo lento para não sacrificar o carro. Desci um pequeno trecho da serra, apenas uma meia dúzia de curvas, e resolvi voltar porque não estava interessado em chegar a Grão-Pará e, além disso, a descida é em estrada de terra com alguns trechos estreitos. Ideal para os mais aventureiros.
Na volta a Urubici passamos também pela Gruta Nossa Senhora de Lourdes, que vale ser visitada por estar tão perto da estrada e ter acesso asfaltado até o portão.
04/07/13
Mais uma vez manhã de tempo fechado mas mesmo assim seguimos para o Morro da Cruz, também conhecido como Morro do Campestre. A partir do semáforo (o único de Urubici) percorre-se 7 km de terra e à esquerda está o portão da “Fazenda Morro da Cruz”.
Provavelmente estará fechado mas a entrada é permitida e ao passar pela casinha amarela talvez venham cobrar R$ 3 por pessoa (das duas vezes que fomos, numa ninguém apareceu e na outra cobraram). Sobe-se um trecho de carro e outro a pé. A vista lá de cima é muito bonita, vale a pena passar um tempo apreciando.
Esperamos mas o tempo não abriu então resolvemos descer. Na parte da tarde visitamos um sítio chamado Arroio do Engenho. Fomos muito bem recebidos pelo Beto e depois por seu pai, o Sr. Hélio, que nos mostraram a criação de trutas, o cultivo do vime, explicaram algumas coisas sobre a região e nos indicaram o início da trilha que levaria a uma queda d´água. Percorremos uma parte mas acabamos não indo até a cascata devido a um trecho com muitas pedras soltas que preferimos não arriscar. O sítio oferece também espaço para camping aos que queiram hospedar-se mais perto da natureza ao invés de ficar na cidade. É um espaço muito bem cuidado e que merece receber uma visita.
Na volta fomos até o mirante que dá uma visão geral de Urubici.
05/07/13
Último dia em Urubici, como a cidade amanheceu tomada pela neblina arriscamos novamente uma visita ao Morro da Igreja já que nos foi falado que quando a neblina está na parte baixa lá no alto o tempo está aberto. Incrivelmente no meio do caminho o céu ficou azul e o sol brilhava logo cedo. A visita foi perfeita, passamos umas 2 horas apreciando aquela imensidão cuja beleza nem as fotos conseguem mostrar. Era possível avistar a pedra furada, o imenso vale que se abre rumo ao litoral e até o parque eólico visitado no alto da Serra do Rio do Rastro.
Na parte da tarde visitamos a Caverna Rio dos Bugres (7 km de terra a partir de Urubici). As cavernas são pequenas e só vale a visita se estiver com tempo sobrando. Como o dia estava ensolarado voltamos ao Morro da Cruz para apreciar a paisagem desta vez com tempo aberto e também para assistir ao por do sol.
Como o objetivo do relato é a serra catarinense vou resumir os próximos dias de forma bem sucinta.
06/07/13
Viagem de Urubici a Laguna pela Serra do Rio do Rastro, passando por Lauro Müller, Orleans e Tubarão. Laguna foi decepcionante porque a cidade não oferece opções ao turista ao menos agora no inverno. Poucos restaurantes, tudo fecha antes das 18hs, ruas vazias e nada para se fazer.
07/07/13
Estrada rumo a Florianópolis passando por Imbituba, lago de Ibiraquera e Praia do Rosa. Bons lugares para se curtir no verão.
08/07/13 e 09/07/13
Tempo fechado em Floripa, maior parte do tempo no shopping/cinema.
10/07/13
Passeio por Santo Antonio de Lisboa e Jurerê na parte da manhã, estrada até São José dos Pinhais à tarde.
11/07/13
Estrada de São José dos Pinhais a São Paulo.
Conclusão
A serra catarinense é incrível, quando puder quero conhecer outros lugares da região e/ou fazer trilhas que não fiz. Litoral e inverno não combinam, o risco do tempo estar fechado/frio me fizeram concluir que teria sido melhor conhecer outros lugares no oeste catarinense ao invés de voltar pelo litoral. Vivendo e aprendendo.
Locais que frequentei e indico em Urubici:
- Pousada Professor Verto
- Confeitaria Beckhauser
- Restaurante Paradouro Santo Antonio
- Restaurante Véu de Noiva
- Pizzaria Cor da Fruta (somente de sexta a domingo)
É isso aí, espero que curtam o relato e as fotos.