Depois de muito pesquisar e babar com fotos, resolvi aproveitar um final de semana com feriado na sexta para fazer a trilha pra esse lugar fantástico. Deixo esse relato para poder ajudar à quem quiser ir, já que as informações ainda são poucas.
A trilha foi feita em 3 dias -
1º dia: Condomínio Laranjeiras à Praia de Ponta Negra
2º dia: Ponta Negra - Cachoeira do Saco Bravo - Ponta Negra (barco até Praia do Sono)
3º dia: Praia do Sono - Condomínio Laranjeiras (com chuva, muiiiiiiiiiiiiiiiiiita chuva)
Condomínio Laranjeiras > Praia do Sono > Praia de Antigos > Praia de Galhetas > Praia de Ponta Negra > Cachoeira do Saco Bravo
Primeiro Ponto: Condomínio Laranjeiras.
Na mesma entrada da BR-101 para Trindade, o acesso ao condomínio se dá a esquerda da bifurcação próximo ao ponto de ônibus. Ao parar na guarita informe que irá ao Sono.
Obs.: Existia lá uma placa informando sobre aquele espaço ser parte de uma reserva de proteção ambiental e que, por isso, o acesso seria limitado. Eu estive lá num feriado e a praia do Sono estava bastante cheia, então não sei como fazem esse controle.
Entrando no condomínio é só seguir e verá uma praça, com uma grande área a direita, siga por ela e entre segunda rua a direita, se reparar bem, foi feita uma indicação sobre a Trilha para a Praia do Sono no poste de esquina.
A partir daí é só seguir e verá uma outra praça, com uma rotatória parecida com a primeira, aí é o ponto final dos carros e onibus.
Estacionei o carro na casa do Jorge, que fica no final da ladeira da primeira rua a direita, chegando na tal praça.
Primeiro trecho: Sono - Ponta Negra - 4h (Poderia ter sido feito com, no mínimo, 1h30min a menos. Foi o tempo que paramos no Sono e conversamos com umas meninas na praia de Antigos)
No final da rua principal inicia-se a trilha para a praia do Sono.
Na ocasião, havia uma barraca do INEA colocando pulseiras para identificar e contabilizar a quantidade de pessoas que passavam por ali, nesta hora tive a grata surpresa de saber que no dia interior havia sido feito um mapeamento na trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, mas ainda sim fui indicada a em Ponta Negra contratar alguém para nos guiar.
A trilha para a praia do Sono exige somente calma, com uma subida de bastante degraus ela desencoraja quem pensa em percorrer mais 10km, porém passado esse trecho ela fica bem tranqüila. Vencemos esse percurso em mais ou menos 1h. Faltando 15 minutos para chegar ao fim, existe um ponto de água.
Praia do Sono vista das últimas escadas da trilha. Se reparar ao fundo, verá um caminho de barro no morro, bem no fim da praia. É para lá que devemos ir!
A Praia do Sono é espetacular, mais cheia que todas as outras, por ser a mais próxima. Tem campings que vão de R$ 5 a R$20 reais. Chalés para alugar e artesãos vendendo brincos e pulseiras. Serve PF (média de 15 a 20 reais), café da manhã, açaí, pastel e sábado à noite rola um som legal no bar do Reggae. É fácil de reconhecer. Antes de cruzar o morro que leva a praia de antigos é preciso passar por um riacho, e eu aconselho tirar a bota para atravessá-lo, caso você não queira correr o risco de ter que continuar a trilha com o calçado molhado. Mais um ponto nítido de água.
Pegue um pouco de ar e suba, a subida é íngreme, de barro, mas não vi dificuldades - nem ninguém escorregar -, do alto do morro tem uma vista legal da Praia do Sono.
Ao descer, estará em Antigos, praia igualmente bonita, que alguns turistas do Sono se aventuram em ir. No final da descida para chegar em Antigos há mais um ponto de água. A trilha continua para a esquerda, no final da praia, atravessando mais um córrego. Ao avistar as pedras no final da praia vire a esquerda e a trilha estará um pouco escondida no lado direito.
De mata fechada, a trilha é tranqüila e boa parte do tempo é feita só com caminhada. Quando avistar um córrego com uma madeira atravessada pela trilha, estará na bifurcação que pode te levar à Antiguinhos, que fica a direita, saindo da trilha principal. Para Galhetas siga. A trilha continuará e alguns minutos depois ela abrirá se bifurcando, a esquerda você chega ao início da cachoeira que verá quando estiver atravessando a ponte, o caminho é a direita, descendo até avistar a ponte. Quando busquei referencias sobre a travessia, a ponte ainda tinha as estacas e "corrimão". Dois minutos respirando fundo e tudo se resolveu.
Após atravessar a ponte siga pelas pedras até elas terminarem, mantendo-se a esquerda logo verá a trilha para Ponta Negra.
Alguns minutos de mata fechada e a trilha começa a entrar em uma subida bem tranqüila, vale a pena dar uma parada e olhar para trás, pra admirar a bonita Galhetas. Quando alcançar o cume do morro, logo avistará Ponta Negra e sorrirá aliviado. A descida se dá pelo lado esquerdo da trilha.
Para alcançar a praia precisei passar por mais um riacho, desta vez não precisei tirar a bota e contornei pelas pedras.
Com menor proporção que a praia do Sono, em Ponta Negra existem alguns campings e Chalés. Fiquei no camping do Leleco, paguei R$ 15 reais na diária. No mais, todos se assemelham. Banheiro e água fria, tanque para lavar algumas coisas e água.
O combinado era de descansarmos e irmos à Cachoeira do Saco Bravo no dia seguinte. Aproveitamos para conhecer um pouco mais, jantarmos e barraca! Ponta Negra tem uma escola de ensino fundamental e só, a educação - formal - é descontinuada a partir daí. Com um campo de futebol improvisado na areia, depois de ajudar na pesca da manhã, é essa a diversão das crianças, sendo interrompida com o cair do sol. A luz - um tanto quanto rara - é gerada pelas placas de energia solar cedidas pelo governo. O sotaque também é um pouco diferente e até de difícil compreensão. Com menos opções, Ponta Negra também tem restaurantes que servem desde PF à refeições mais completas, focando sempre nos pescados, sem deixar de creditar o pastel vendido numa casa ao lado das escadas de acesso a praia.
Segundo Trecho: Trilha à Cachoeira do Saco Bravo. - 2 horas
O início da trilha é um pouco complicado de explicar e dar referencias de localização por existirem vários caminhos. Fui no grupo de um rapaz que já tinha ido e mesmo assim nos certificamos a todo instante com os moradores (enquanto ainda caminhávamos pelas casas) do caminho certo. Em suma, subindo pelas escadas de pedra da praia, pegue a direita na bifurcação, passando pela escola, no seu lado direito. Você cruzará com casas, quintais e galinhas, é isso mesmo! Siga pelo caminho de terra batida até a última casa e pegue na bifurcação a esquerda. Pronto, acabou a brincadeira! A partir daqui a trilha é bem batida e por uns 40 minutos não tem meio termo, é subida mesmo! As coisas começam a melhorar depois dessa casa rústica.
A partir desta subida a caminhada melhora e fica menos íngreme, relaxe em cima de uma rocha que lhe proporcionará uma boa visão de Ponta Negra e continue, ainda falta! Depois desse trecho a trilha está sinalizada com umas faixas vermelhas amarradas em árvores, geralmente nas bifurcações, indicando direção, trechos restantes e altitude.
Na maioria das bifurcações a direção será à esquerda.
Em sua segunda etapa, de subida menos acentuada, a trilha se dá em mata fechada e em partes fica bem estreita. Quase no final dessa parte fechada há um cano que é ponto de água, é fácil de se encontrar porque logo antes de chegar nele você precisa pular uma rocha no meio da trilha. Se a água não estiver correndo, solte o encaixe dos canos.
Quando a trilha abrir novamente você avistará a direita uma casa, siga por ali, passando pelo trecho mais aberto.
Continuando, a trilha fechará novamente e logo você atravessará um riacho, a partir dali são 15 minutos de descida suave e você estará na parte alta da cachoeira, basta descer as grandes rochas e se divertir. Na última rocha há uma corda para auxiliar no deslocamento, tudo bastante tranqüilo se feito com calma.
A dificuldade de chegar se dá na localização no seu início, que pode ser vencido perguntando aos moradores a direção, todos conhecem; ou então contratando um dos adolescentes para te guiar até lá, pelo que eu soube, eles cobram numa média de 10 reais por pessoa, para um grupo de 4 a 5 pessoas. A trilha é bem batida e nos trechos onde há muitas folhas secas atrapalhando a orientação, há as setas de orientação nas árvores.
Infelizmente não pude voltar de Ponta Negra à Praia do Sono por termos sido avisados pela chuva que estava vindo, preferimos no mesmo dia que voltamos do Saco Bravo ir de barco até o Sono, e foi a sorte... pegamos MUITA chuva e até a trilha para Laranjeiras foi complicada. Mas depois, no carro, vimos que cada momento valeu a pena.
Depois de muito pesquisar e babar com fotos, resolvi aproveitar um final de semana com feriado na sexta para fazer a trilha pra esse lugar fantástico. Deixo esse relato para poder ajudar à quem quiser ir, já que as informações ainda são poucas.
A trilha foi feita em 3 dias -
1º dia: Condomínio Laranjeiras à Praia de Ponta Negra
2º dia: Ponta Negra - Cachoeira do Saco Bravo - Ponta Negra (barco até Praia do Sono)
3º dia: Praia do Sono - Condomínio Laranjeiras (com chuva, muiiiiiiiiiiiiiiiiiita chuva)
Condomínio Laranjeiras > Praia do Sono > Praia de Antigos > Praia de Galhetas > Praia de Ponta Negra > Cachoeira do Saco Bravo
Primeiro Ponto: Condomínio Laranjeiras.
Na mesma entrada da BR-101 para Trindade, o acesso ao condomínio se dá a esquerda da bifurcação próximo ao ponto de ônibus. Ao parar na guarita informe que irá ao Sono.
Obs.: Existia lá uma placa informando sobre aquele espaço ser parte de uma reserva de proteção ambiental e que, por isso, o acesso seria limitado. Eu estive lá num feriado e a praia do Sono estava bastante cheia, então não sei como fazem esse controle.
Entrando no condomínio é só seguir e verá uma praça, com uma grande área a direita, siga por ela e entre segunda rua a direita, se reparar bem, foi feita uma indicação sobre a Trilha para a Praia do Sono no poste de esquina.
A partir daí é só seguir e verá uma outra praça, com uma rotatória parecida com a primeira, aí é o ponto final dos carros e onibus.
Estacionei o carro na casa do Jorge, que fica no final da ladeira da primeira rua a direita, chegando na tal praça.
Primeiro trecho: Sono - Ponta Negra - 4h (Poderia ter sido feito com, no mínimo, 1h30min a menos. Foi o tempo que paramos no Sono e conversamos com umas meninas na praia de Antigos)
No final da rua principal inicia-se a trilha para a praia do Sono.
Na ocasião, havia uma barraca do INEA colocando pulseiras para identificar e contabilizar a quantidade de pessoas que passavam por ali, nesta hora tive a grata surpresa de saber que no dia interior havia sido feito um mapeamento na trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, mas ainda sim fui indicada a em Ponta Negra contratar alguém para nos guiar.
A trilha para a praia do Sono exige somente calma, com uma subida de bastante degraus ela desencoraja quem pensa em percorrer mais 10km, porém passado esse trecho ela fica bem tranqüila. Vencemos esse percurso em mais ou menos 1h. Faltando 15 minutos para chegar ao fim, existe um ponto de água.
Praia do Sono vista das últimas escadas da trilha. Se reparar ao fundo, verá um caminho de barro no morro, bem no fim da praia. É para lá que devemos ir!
A Praia do Sono é espetacular, mais cheia que todas as outras, por ser a mais próxima. Tem campings que vão de R$ 5 a R$20 reais. Chalés para alugar e artesãos vendendo brincos e pulseiras. Serve PF (média de 15 a 20 reais), café da manhã, açaí, pastel e sábado à noite rola um som legal no bar do Reggae. É fácil de reconhecer. Antes de cruzar o morro que leva a praia de antigos é preciso passar por um riacho, e eu aconselho tirar a bota para atravessá-lo, caso você não queira correr o risco de ter que continuar a trilha com o calçado molhado. Mais um ponto nítido de água.
Pegue um pouco de ar e suba, a subida é íngreme, de barro, mas não vi dificuldades - nem ninguém escorregar -, do alto do morro tem uma vista legal da Praia do Sono.
Ao descer, estará em Antigos, praia igualmente bonita, que alguns turistas do Sono se aventuram em ir. No final da descida para chegar em Antigos há mais um ponto de água. A trilha continua para a esquerda, no final da praia, atravessando mais um córrego. Ao avistar as pedras no final da praia vire a esquerda e a trilha estará um pouco escondida no lado direito.
De mata fechada, a trilha é tranqüila e boa parte do tempo é feita só com caminhada. Quando avistar um córrego com uma madeira atravessada pela trilha, estará na bifurcação que pode te levar à Antiguinhos, que fica a direita, saindo da trilha principal. Para Galhetas siga. A trilha continuará e alguns minutos depois ela abrirá se bifurcando, a esquerda você chega ao início da cachoeira que verá quando estiver atravessando a ponte, o caminho é a direita, descendo até avistar a ponte. Quando busquei referencias sobre a travessia, a ponte ainda tinha as estacas e "corrimão". Dois minutos respirando fundo e tudo se resolveu.
Após atravessar a ponte siga pelas pedras até elas terminarem, mantendo-se a esquerda logo verá a trilha para Ponta Negra.
Alguns minutos de mata fechada e a trilha começa a entrar em uma subida bem tranqüila, vale a pena dar uma parada e olhar para trás, pra admirar a bonita Galhetas. Quando alcançar o cume do morro, logo avistará Ponta Negra e sorrirá aliviado. A descida se dá pelo lado esquerdo da trilha.
Para alcançar a praia precisei passar por mais um riacho, desta vez não precisei tirar a bota e contornei pelas pedras.
Com menor proporção que a praia do Sono, em Ponta Negra existem alguns campings e Chalés. Fiquei no camping do Leleco, paguei R$ 15 reais na diária. No mais, todos se assemelham. Banheiro e água fria, tanque para lavar algumas coisas e água.
O combinado era de descansarmos e irmos à Cachoeira do Saco Bravo no dia seguinte. Aproveitamos para conhecer um pouco mais, jantarmos e barraca! Ponta Negra tem uma escola de ensino fundamental e só, a educação - formal - é descontinuada a partir daí. Com um campo de futebol improvisado na areia, depois de ajudar na pesca da manhã, é essa a diversão das crianças, sendo interrompida com o cair do sol. A luz - um tanto quanto rara - é gerada pelas placas de energia solar cedidas pelo governo. O sotaque também é um pouco diferente e até de difícil compreensão. Com menos opções, Ponta Negra também tem restaurantes que servem desde PF à refeições mais completas, focando sempre nos pescados, sem deixar de creditar o pastel vendido numa casa ao lado das escadas de acesso a praia.
Segundo Trecho: Trilha à Cachoeira do Saco Bravo. - 2 horas
O início da trilha é um pouco complicado de explicar e dar referencias de localização por existirem vários caminhos. Fui no grupo de um rapaz que já tinha ido e mesmo assim nos certificamos a todo instante com os moradores (enquanto ainda caminhávamos pelas casas) do caminho certo. Em suma, subindo pelas escadas de pedra da praia, pegue a direita na bifurcação, passando pela escola, no seu lado direito. Você cruzará com casas, quintais e galinhas, é isso mesmo! Siga pelo caminho de terra batida até a última casa e pegue na bifurcação a esquerda. Pronto, acabou a brincadeira! A partir daqui a trilha é bem batida e por uns 40 minutos não tem meio termo, é subida mesmo! As coisas começam a melhorar depois dessa casa rústica.
A partir desta subida a caminhada melhora e fica menos íngreme, relaxe em cima de uma rocha que lhe proporcionará uma boa visão de Ponta Negra e continue, ainda falta! Depois desse trecho a trilha está sinalizada com umas faixas vermelhas amarradas em árvores, geralmente nas bifurcações, indicando direção, trechos restantes e altitude.
Na maioria das bifurcações a direção será à esquerda.
Em sua segunda etapa, de subida menos acentuada, a trilha se dá em mata fechada e em partes fica bem estreita. Quase no final dessa parte fechada há um cano que é ponto de água, é fácil de se encontrar porque logo antes de chegar nele você precisa pular uma rocha no meio da trilha. Se a água não estiver correndo, solte o encaixe dos canos.
Quando a trilha abrir novamente você avistará a direita uma casa, siga por ali, passando pelo trecho mais aberto.
Continuando, a trilha fechará novamente e logo você atravessará um riacho, a partir dali são 15 minutos de descida suave e você estará na parte alta da cachoeira, basta descer as grandes rochas e se divertir. Na última rocha há uma corda para auxiliar no deslocamento, tudo bastante tranqüilo se feito com calma.
A dificuldade de chegar se dá na localização no seu início, que pode ser vencido perguntando aos moradores a direção, todos conhecem; ou então contratando um dos adolescentes para te guiar até lá, pelo que eu soube, eles cobram numa média de 10 reais por pessoa, para um grupo de 4 a 5 pessoas. A trilha é bem batida e nos trechos onde há muitas folhas secas atrapalhando a orientação, há as setas de orientação nas árvores.
Infelizmente não pude voltar de Ponta Negra à Praia do Sono por termos sido avisados pela chuva que estava vindo, preferimos no mesmo dia que voltamos do Saco Bravo ir de barco até o Sono, e foi a sorte... pegamos MUITA chuva e até a trilha para Laranjeiras foi complicada. Mas depois, no carro, vimos que cada momento valeu a pena.
Trilha linda, recomendo!