Atualmente Mianmar é governada por uma junta militar, que implantou a ditadura. As pessoas não têm liberdade de expressão, a internet é totalmente controlada e o povo não tem como comprar muitas coisas, porque a importação em grande parte é proibida. Os únicos que possuem privilégios são os militares e seus familiares. As grandes agências de turismo, hotéis e a principal companhia aérea são do governo. Para tentar minimizar um pouco a falta de oportunidades de negócios dos locais, eu fiquei em pousadas particulares que são gerenciadas por famílias e comprei passagem de avião de companhias privadas. Mas eu sabia que no final, boa parte disto iria para o governo através de impostos. Não havia como escapar. A moeda muita usada era o dólar e eu levei a moeda já trocada desde Bangkok.
A história de Mianmar é antiga e os primeiros registros são por volta de 900 AC, quando grupos imigraram para a região do vale de Bagan. Por volta de 1000 DC, foi o apogeu da cidade, que ao redor de 1277 foi devastada por Kublai Khan. O século 19 foi marcado pela dominação inglesa, que mantinha controle desde a Índia britânica. O país somente ganhou independência em 1948.
Yangon a ex-capital é pequena e é onde existe um pouco de infraestrutura. Acesso a internet impossível, principalmente a qualquer e-mail tipo Yahoo, hotmail, ig, gmail, etc. Tudo bloqueado e o controle é pior que na China. Fiquei 1 semana lá, praticamente sem poder ou enviar e-mails. Nos últimos dias, consegui com a ajuda de uma local a ler meu e-mails, utilizados outros caminhos que passam pelo bloqueio. O acesso a internet ainda é discado.
Algumas informações básicas:
- Brasileiro ou qualquer visitante precisa de visto. Consegui meu visto em /Bangkok e demora de 1 a 2 dias úteis. O preço varia conforme a urgência, eu paguei cerca de USD 50 pra um serviço de 2 dias úteis. No formulário cuidado ao preencher a profissão. Se for jornalista ou advogado eles geralmente dificultam a entrega do visa ou não dão.
-Peguei um vôo de Bangkok a Yangon, a capital, com a Air Ásia, uma Cia aérea no frills, com preços em conta. Creio que paguei ida e volta por USD 160,00
- Em yangon me hospedei no Mother Land guesthouse, paguei o quarto com A/C cerca de 10 dolares. Lugar seguro limpo e organizado. Eles vão te buscar no aeroporto
- De Yangon fui a Mandalay de avião também, custou cerca de 50 dolares. Me hospedei no Royal City hotel, que eu recomendo bastante. Preço também em 10 dolares
- De Mandalay a Bagan também fui de avião. Tentei pegar o trem mas estava quebrado e a passagem custava 10 dolares. O avião paguei 31 dolares.
-Em Bagan me hospedei no May ka Lar Guest house, que fica em Niyung U, onde a maioria dos mochileiros fica. Existe a parte nova de Bagan onde ficam os grandes hotéis. Preço 10 dólares.
Myanmar é barato, as refeições em torno de 3-4 dolares. Mas cuidado onde comer e beber, a higiene ali não é das melhores, é muito parecido com a Índia neste quesito. Mas o povo é muito simpático e prestativo. Também mais educado.
Porém se parece muito com uma Cuba asiática. Não há carros novos, todos da década de 70, com portas enferrujadas, bancos quebrados. Os novos carros e vans somente os militares ou as agencias de turismo do governo tem.
Porém existe uma oferta de mercadorias maior, todos vindos da China. Há um mercado central em Yangon, onde se pode comprar muita coisa, principalmente souvenier. Há muitas jóias feitas de perolas de água doce.
O que vale a pena ver ali são os templos budistas. O principal fica na capital Yangon, o Shwedagon Paya, o principal templo budista do país. O templo impressiona pela beleza e riqueza. Principalmente pela riqueza, pois a estupa principal é toda feita em ouro, com diamantes e pedras preciosas incrustadas no topo. Possui uma altura de 98 metros. Dizem que são quase 2 mil diamantes. Os ingleses tentaram roubar e levar a estupa, quando colonizaram o país, conhecido como Birmânia antes de mudar o nome para Mianmar. Mas como a cúpula pesava toneladas devido ao peso do ouro, não conseguiram transportá-la e devolveram para o templo.
Diz a lenda que a estupa tem 2500 anos, mas arqueólogos acreditam que foi construída entre os séculos 6 e 10. De acordo com os escritos dos monges, ele foi terminado antes da morte de Gautama, o Buda, cerca de 480 AC. Em seu interior estariam 8 fios de cabelo que ele deu a um mercador que os entregou para serem selados dentro da estupa.
É interessante ver a disparidade da riqueza contida no templo e a pobreza do povo. Mas todos vão para o templo para orar e consideram o local o mais sagrado do país.
Em Mandalay fica o antigo palácio real, entrada cerca de 10 dolares. E mais alguns outros templos menores.
Mas o melhor dos templos budistas, em termos de arqueologia está em Bagan, na minha opinião.
A zona arqueológica de Bagan era fantástica. Centenas de templos budistas que foram construídos entre os séculos 11 e 12. Quando se sobe ao topo de um dos templos é que se pode ter uma noção da quantidade de templos, todos a perder de vista. Todos com suas particularidades e beleza própria. Recomendo muito. Percorri os templos a bordo de uma charrete a cavalo, mas sugiro que façam de bike. Primeiro porque o dono da charrete maltratava muito o cavalo e eu estava ponto de bater nele se ele desse mais uma no pobre animal, que eu via que estava cansado e eu acho que vc se sente mais a vontade fazendo no seu tempo. E façam em um dia que não esteja chovendo. É horrível ter que entrar nos templos e tirar os sapatos com o chão úmido e molhado.
Atualmente Mianmar é governada por uma junta militar, que implantou a ditadura. As pessoas não têm liberdade de expressão, a internet é totalmente controlada e o povo não tem como comprar muitas coisas, porque a importação em grande parte é proibida. Os únicos que possuem privilégios são os militares e seus familiares. As grandes agências de turismo, hotéis e a principal companhia aérea são do governo. Para tentar minimizar um pouco a falta de oportunidades de negócios dos locais, eu fiquei em pousadas particulares que são gerenciadas por famílias e comprei passagem de avião de companhias privadas. Mas eu sabia que no final, boa parte disto iria para o governo através de impostos. Não havia como escapar. A moeda muita usada era o dólar e eu levei a moeda já trocada desde Bangkok.
A história de Mianmar é antiga e os primeiros registros são por volta de 900 AC, quando grupos imigraram para a região do vale de Bagan. Por volta de 1000 DC, foi o apogeu da cidade, que ao redor de 1277 foi devastada por Kublai Khan. O século 19 foi marcado pela dominação inglesa, que mantinha controle desde a Índia britânica. O país somente ganhou independência em 1948.
Yangon a ex-capital é pequena e é onde existe um pouco de infraestrutura. Acesso a internet impossível, principalmente a qualquer e-mail tipo Yahoo, hotmail, ig, gmail, etc. Tudo bloqueado e o controle é pior que na China. Fiquei 1 semana lá, praticamente sem poder ou enviar e-mails. Nos últimos dias, consegui com a ajuda de uma local a ler meu e-mails, utilizados outros caminhos que passam pelo bloqueio. O acesso a internet ainda é discado.
Algumas informações básicas:
- Brasileiro ou qualquer visitante precisa de visto. Consegui meu visto em /Bangkok e demora de 1 a 2 dias úteis. O preço varia conforme a urgência, eu paguei cerca de USD 50 pra um serviço de 2 dias úteis. No formulário cuidado ao preencher a profissão. Se for jornalista ou advogado eles geralmente dificultam a entrega do visa ou não dão.
-Peguei um vôo de Bangkok a Yangon, a capital, com a Air Ásia, uma Cia aérea no frills, com preços em conta. Creio que paguei ida e volta por USD 160,00
- Em yangon me hospedei no Mother Land guesthouse, paguei o quarto com A/C cerca de 10 dolares. Lugar seguro limpo e organizado. Eles vão te buscar no aeroporto
- De Yangon fui a Mandalay de avião também, custou cerca de 50 dolares. Me hospedei no Royal City hotel, que eu recomendo bastante. Preço também em 10 dolares
- De Mandalay a Bagan também fui de avião. Tentei pegar o trem mas estava quebrado e a passagem custava 10 dolares. O avião paguei 31 dolares.
-Em Bagan me hospedei no May ka Lar Guest house, que fica em Niyung U, onde a maioria dos mochileiros fica. Existe a parte nova de Bagan onde ficam os grandes hotéis. Preço 10 dólares.
Myanmar é barato, as refeições em torno de 3-4 dolares. Mas cuidado onde comer e beber, a higiene ali não é das melhores, é muito parecido com a Índia neste quesito. Mas o povo é muito simpático e prestativo. Também mais educado.
Porém se parece muito com uma Cuba asiática. Não há carros novos, todos da década de 70, com portas enferrujadas, bancos quebrados. Os novos carros e vans somente os militares ou as agencias de turismo do governo tem.
Porém existe uma oferta de mercadorias maior, todos vindos da China. Há um mercado central em Yangon, onde se pode comprar muita coisa, principalmente souvenier. Há muitas jóias feitas de perolas de água doce.
O que vale a pena ver ali são os templos budistas. O principal fica na capital Yangon, o Shwedagon Paya, o principal templo budista do país. O templo impressiona pela beleza e riqueza. Principalmente pela riqueza, pois a estupa principal é toda feita em ouro, com diamantes e pedras preciosas incrustadas no topo. Possui uma altura de 98 metros. Dizem que são quase 2 mil diamantes. Os ingleses tentaram roubar e levar a estupa, quando colonizaram o país, conhecido como Birmânia antes de mudar o nome para Mianmar. Mas como a cúpula pesava toneladas devido ao peso do ouro, não conseguiram transportá-la e devolveram para o templo.
Diz a lenda que a estupa tem 2500 anos, mas arqueólogos acreditam que foi construída entre os séculos 6 e 10. De acordo com os escritos dos monges, ele foi terminado antes da morte de Gautama, o Buda, cerca de 480 AC. Em seu interior estariam 8 fios de cabelo que ele deu a um mercador que os entregou para serem selados dentro da estupa.
É interessante ver a disparidade da riqueza contida no templo e a pobreza do povo. Mas todos vão para o templo para orar e consideram o local o mais sagrado do país.
Em Mandalay fica o antigo palácio real, entrada cerca de 10 dolares. E mais alguns outros templos menores.
Mas o melhor dos templos budistas, em termos de arqueologia está em Bagan, na minha opinião.
A zona arqueológica de Bagan era fantástica. Centenas de templos budistas que foram construídos entre os séculos 11 e 12. Quando se sobe ao topo de um dos templos é que se pode ter uma noção da quantidade de templos, todos a perder de vista. Todos com suas particularidades e beleza própria. Recomendo muito. Percorri os templos a bordo de uma charrete a cavalo, mas sugiro que façam de bike. Primeiro porque o dono da charrete maltratava muito o cavalo e eu estava ponto de bater nele se ele desse mais uma no pobre animal, que eu via que estava cansado e eu acho que vc se sente mais a vontade fazendo no seu tempo. E façam em um dia que não esteja chovendo. É horrível ter que entrar nos templos e tirar os sapatos com o chão úmido e molhado.