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Fala galera. Meu nome é João, tenho 22 anos (tinha 20 quando fiz essa viagem), universitário e morador de Florianópolis.

 

Esse é o relato de uma viagem que fiz em fevereiro de 2012 para a Califórnia. Acabei fazendo essa viagem devido a um ocorrido no meu mochilão pela América do Sul em 2010/2011 (relato em anexo na minha assinatura), já que a LAN Chile fez overbooking e como compensação ganhamos (entre outras coisas) 600 dólares cada um para gastar em passagem aérea da companhia. Pensei muito no destino e acabei escolhendo ir para o Canadá e Califórnia (o primeiro para visitar amigos, pois morei lá), pagando apenas a diferença de 400 dólares.

 

O clima estava bastante tranquilo apesar de ser inverno. Frio mesmo, só em San Francisco, mas só um dia abaixo de 0 graus. Nos outros locais estava sempre 15 graus pra cima, e em LA cheguei a andar de camiseta. O inverno não foi um problema, e ir pra lá nessa época é tranquilo. Há alguns locais (que eu não fui) no interior do estado que são bem mais frios, como Yosemite e Lake Tahoe, mas no litoral é bastante ameno e agradável.

 

O roteiro foi extremamente improvisado e sem nenhum planejamento, já que um amigo meu estava viajando por lá e combinamos de nos encontrar, mas sem a menor ideia de para onde iríamos. A única certeza era Santa Monica, já que a irmã dele morava lá. Poucos dias antes de sair do Canadá acabei comprando um voo de LA para San Francisco, paguei 60 dólares pela Southwest Airlines. O voo foi comprado para 4 dias antes de minha volta ao Brasil, então acabei decidindo que passaria os últimos quatro dias de viagem em SF.

 

Sobre o visto, eu já havia adquirido ele em 2008, mas nunca havia usado, e era a primeira vez que eu iria aos Estados Unidos. Confesso que sou um pouco exótico para viagens, e há lugares que me atraem bem mais que os EUA. Mas como o número de destinos da LAN não era muito amplo e os mais interessantes (Paris, Sydney, Tahiti) custavam muito mais do que o valor que eles haviam me dado, acabei então indo para Canadá e EUA mesmo; o primeiro apenas com a intenção de rever amigos, o segundo para turistar. Estava na dúvida entre NY e Califórnia, mas por conta desse amigo que também estaria lá, acabei escolhendo a Califa.

 

Sem mais enrolação, vamos ao relato:

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Dia 1 - San Francisco/Monterey

 

Embarquei em Regina (cidade canadense onde morei) pela manhã em um voo da Air Canada com destino a San Francisco. Fiz uma rápida escala em Vancouver e às 16h estava em San Francisco. Fui direto ao balcão de informações perguntar sobre transporte para Monterey, cidade onde encontraria meu amigo. Me indicaram uma van que passaria em duas horas em frente ao aeroporto e ainda ligaram para ela para reservar um lugar para mim. Aproveitei aquele tempo de espera para falar pelo Skype com família e amigos, e comer alguma coisa. Quando já estava escurecendo fui para a parte de fora do aeroporto e fiquei esperando, até que com uns 40 minutos de atraso a maldita van apareceu (tem uma plaquinha escrito "Monterey", bem tranquilo).

 

A van era meio apertada e todos os lugares estavam ocupados, mas consegui dormir por um tempo. A viagem até Monterey dura mais ou menos 4 horas (com todas as paradas que a van fez, de carro deve durar no máximo 3 horas) e como estava escuro não conseguia ver a paisagem ao redor. Quando já estava bem tarde chegamos em Monterey, em uma espécie de garagem. Pedi para o motorista me ajudar, pois precisava encontrar o Youth Hostel e não via um único táxi ao meu redor. Para a minha sorte o cara foi extremamente gente boa e ligou para um taxista amigo dele, que me buscou lá e me levou para o hostel.

 

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Havia reservado nesse hostel na noite anterior, e os valores para hostel naquela cidade eram bem altos, pois não havia muitas opções. Paguei 30 dólares pelo quarto compartilhado, mas o café da manhã era MUITO bom. Fiz o check-in rapidamente e fui pro quarto. Deixei minhas coisas, tomei um banho e saí para comer alguma coisa. Entrei numa lanchonete, comi um sanduíche e voltei pro hostel, pois estava exausto. Passei o dia basicamente entre aviões, aeroportos e uma van. Fui dormir. No dia seguinte meu amigo chegaria em Monterey com a irmã, e não fazíamos a menor ideia de qual seria a programação. Eu não tinha intenção de ficar mais em Monterey, pois estava lá apenas para encontrá-lo. Deixei para me preocupar com isso no dia seguinte.

 

Dia 2 - Monterey

 

Acordei às 8, sai do quarto e para minha surpresa meu amigo estava ali sentado. Encontrar algum amigo que você vê todos os dias, mas em outro país, é sempre curioso. Perguntei o que ele estava fazendo ali (pois não cheguei a avisá-lo que ficaria naquele hostel), e ele disse que a irmã (que mora na Califórnia) imaginou, já só haviam dois hostels na cidade toda, então eles telefonaram para confirmar. Fiquei surpreso com aquilo, mas muito feliz em vê-los.

 

 

Fui para a cozinha e o café da manhã era no estilo americano, com a massa de pankakes para cada um fazer a sua. Tive que esperar bastante tempo, pois havia um excursão de asiáticos no hostel e TODOS inventaram de ir comer ao mesmo tempo, então até chegar a minha vez de preparar meus pankakes levou pelo menos uns 30 minutos. Quando finalmente chegou minha vez vi que não tinha jeito para aquilo, e um cara me ajudou e ainda me ensinou a técnica. Fui procurar um recheio para colocar e lá estava ela, bem na minha frente: Nutella! Sim, um pote inteiro de nutella só pra mim. Que beleza! Nem preciso falar que comi muito.

 

Depois do café voltei pro quarto, troquei de roupa e fui encontrar meu amigo e a irmã que estavam me esperando no carro em frente ao hostel. Era a primeira vez que via Monterey sem ser no escuro, e como o hostel era em um ponto alto da cidade, dava pra ver quase tudo; muito bonito! Abandonei a ideia de sair de Monterey. Combinamos que iríamos conhecer a região de bicicleta.

 

Alugamos três pelo valor de 5 dólares/hora e recebemos uma indicação do dono do aluguel: ir em direção ao sul, onde há uma estrada que margeia o oceano. Topamos e seguimos o roteiro que o cara sugeriu (e ainda nos deu um mapa). Ele tinha razão, o local é simplesmente paradisíaco! Aquilo ali era a Califórnia que todos nós já vimos em filmes, com uma estrada e o mar azul ao lado. Muito bonito mesmo, apesar do vento gelado.

 

Pedalamos por aproximadamente 30km, passando por diversas mansões (Monterey e a região ao redor é um local onde muitos artistas e gente famosa têm casa) e visuais deslumbrantes. Decidimos voltar, pois já passava das 13h e ainda nem havíamos almoçado. Mais 30km para voltar, e o cansaço começou a bater, mas a paisagem ao redor dava uma motivação extra. Após 4 horas de pedalada devolvemos as bikes, pagamos os 20 dólares e fomos procurar um restaurante. Encontramos um de peixes e afins que tinha um preço razoável (algo como 12/13 dólares por um prato feito com peixe, arroz, batatas e salada). Monterey é uma cidade cara se comparada ao restante da Califórnia, então é difícil comer fora gastando muito pouco.

 

O prato estava bom, nada de mais, mas deu pro gasto. Resolvemos caminhar pela orla da cidade, que é sempre muito cheia, mas também muito bonita. Fizemos ela inteira a pé (a cidade é pequena, aprox. 40.000 habitantes) e depois voltamos. Tudo isso durou no máximo 1 hora e meia. Pegamos o carro novamente e fomos até Carmel, cidade bem turística que fica a 30 minutos de Monterey. É famosa pelo seu pôr-do-sol, e foi pra isso que fomos. Carmel é uma cidade muito bonita, bem organizada e limpa, mas muito cheia. Deixamos o carro em um dos raros locais vagos pela cidade e caminhamos até a praia, que estava tomada por pessoas. Chegamos bem a tempo, e o sol começava a se pôr. Realmente um espetáculo! Aquela luz refletindo no mar me deixou sem reação, totalmente alucinante! Quando o sol se escondeu por completo deu aquela sensação de "já acabou?". Recomendo fortemente a todos que estiverem por lá, pôr-do-sol na Califórnia é uma das coisas mais bonitas que eu já vi.

 

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Voltamos para Monterey e fomos até o hotel onde eles estavam hospedados. Tomaram banho e eu fiquei lá esperando. Depois seguimos para o meu hostel, que por sinal tem uma área comum bastante ampla. Ficamos um tempo lá, tomei um banho e saímos para jantar. Fomos até um restaurante famoso da cidade, onde se diz que é fácil encontrar celebridades (realmente não ligo pra isso, mas fomos pela comida, não pelos artistas, rs). Comemos MUITO bem pelo preço de 20 dólares por pessoa, o que na época não era tanto assim, já que o dólar estava valendo 1,80. O prato escolhido foi uma lagosta recheada, simplesmente espetacular. Não me recordo do nome do local, mas é bem famoso, com certeza irão recomendar. No final da janta começou um alvoroço no lugar e quando olhei lá estava o Bill Murray, ator famoso de Hollywood. Eu fiquei na minha, mas achei legal ver o cara ali bem na minha frente. Já a irmã do meu amigo não se contentou e tirou foto com ele, e ainda nos chamou para tirar junto. Eu não me sinto muito confortável com esse tipo de coisa, mas levei numa boa. Acho que a falta de privacidade dessas pessoas deve ser extremamente cansativa, por isso evito sempre que posso.

 

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Já era bem tarde quando eles me levaram de volta pro hostel. Combinamos que iríamos para Santa Monica no dia seguinte, passando pela famosa Highway 1, considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. Fui dormir exausto, o dia havia sido muito corrido, mas aquela região me surpreendeu positivamente. Antes de chegar pensava nela como um ponto de parada rápido, mas acabei gostando muito! Aos que estiverem fazendo o caminho entre SF e LA, uma parada em Monterey/Carmel é obrigatória!

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Dia 3 - Highway 1

 

A viagem de Monterey a Los Angeles dura aproximadamente 7 horas, mas pretendíamos parar bastante no caminho, já que a Highway 1 é famosa por suas paisagens deslumbrantes. Nesse caso, consideramos que 9 horas seria uma boa estimativa. Acordei às 8:30h, tomei um café-da-manhã reforçado com muita nutella ::otemo::, arrumei minhas coisas, tomei um banho, etc etc. Meu amigo e a irmã dele passaram às 9 em ponto pra me buscar no hostel e iniciamos nossa viagem.

 

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Logo na primeira hora há uma ponte que cruza um penhasco e de lá se tem uma bela vista do oceano pacifico, com o mar batendo nas rochas. Ficamos lá por alguns minutos e depois seguimos viagem, entrando na famosa região do Big Sur. A região é realmente um espetáculo, e a cor da água impressiona. Nessa região paramos algumas vezes, inclusive com pausas mais demoradas, já que em um trecho há inclusive trilha e até uma cachoeira, e requerem pelo menos 1 hora.

 

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De um modo geral, após Big Sur a paisagem perde um pouco de sua beleza, tornando-se inclusive meio repetitiva. Paciência, já que não estávamos nem na metade do caminho. Quando já estava bastante entediado veio a surpresa (e totalmente sem querer): uma praia tomada por pessoas tirando fotos em cima de um pier. Descemos para ver o que era... uma praia inteira tomada por leões marinhos! Eram muitos, alguns deles enormes! Era incalculável quantos haviam ali, talvez 500, 600, sei lá. Muito legal ver animais selvagens em plena natureza, principalmente aqueles que nunca se vê no seu país natal.

 

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Após aquela parada não prevista, seguimos pela estrada. Esse foi o trecho mais duro, pois estávamos com MUITA fome e simplesmente não havia cidade por perto. Nenhuma. Acho que ficamos pelo menos uns 45 minutos sem avistar absolutamente nenhuma cidade (na Califórnia sempre há casas por todos os lados, mas há um trecho grande sem nenhuma cidade). Já eram 16h e tinha comido só algumas bolachas desde o café. Finalmente vimos uma placa de uma cidade a poucos quilômetros, ufa! Entramos nela e de cara vimos um subway, foi lá mesmo! Comi um de 30cm e ainda saí com fome, peguei uns cookies pra ir comendo. Aproveitamos para dar uma volta pela cidade (não lembro o nome), que era bem agradável, mas ficamos pouco tempo porque ainda tínhamos uma longa viagem pela frente e o sol começava a dar sinais de que iria se pôr em pouco tempo.

 

O restante da viagem foi somente com uma pausa em uma praia aleatória para assistir o pôr-do-sol, novamente um espetáculo. Queríamos ter ficado mais, mas a pressa nos impediu. Por que queríamos chegar cedo em LA sendo que era a casa da irmã dele? Bem, era dia de Superbowl e nós três gostamos bastante de NFL (liga de futebol americano), então pretendíamos ao menos ver a parte final do jogo. Não conseguimos, pois só fomos chegar em Santa Monica (cidade litorânea que faz parte da região metropolitana de LA) às 10:30h, e as duas últimas horas de viagem foram, além de cansativas devido ao dia inteiro na estrada, totalmente sem graça (paisagens repetitivas e escuro). Foi um alívio ter chegado na casa dela, e ainda descobri que o time que ganhou o Superbowl era o que eu estava torcendo. O apartamento era bem bonito e o bairro era muito legal, típico dos EUA, com casas, alguns prédios baixos e muito arborizado. Deixamos nossas coisas e fomos a um supermercado ao lado comprar nossa janta. Comemos e fomos dormir.

 

Dia 4 - Los Angeles

 

Acordamos às 9 após uma noite muito bem dormida, comemos alguma coisa e saímos de carro para conhecer a cidade. A irmã do meu amigo era a guia, e perguntou onde gostaríamos de ir; deixamos a cargo dela, pois eu não tinha muita noção do que havia para fazer em LA. Fomos até Bervelley Hills, onde há aquele letreiro com o nome da cidade. Apesar de o letreiro ser o tipo de coisa que só serve pra tirar foto (nem isso eu quis), fica em uma praça que eu achei legalzinha. De qualquer modo ficamos menos de 15 minutos lá e fomos pro centro de Los Angeles, que é onde os business acontecem. O movimento é impressionante, muita gente, muito carro. É um corre-corre e vários homens de negócios. Não sabia exatamente porque estávamos lá, mas aí ela avisou que havia uma exposição numa galeria por ali. Entramos e encontrei um lugar muito (muito mesmo) parecido com a Bienal de SP. Salas amplas e exposições muito diferentes, algumas meio incompreensíveis, outras que buscam interagir com o público em vez de ser algo somente para observação. Gostei bastante, mesmo não sendo o maior fã de museus e galerias de arte.

 

Saímos de lá e fomos a um trailer que vendia sucos naturais misturados, ao lado da galeria. Que coisa boa! Faziam sucos com umas misturas muitos loucas, e eu peguei um de couve, gengibre, laranja e mamão. Não sei se aquilo está lá sempre, mas se estiver recomendo fortemente! Depois entramos em um Burger King pra almoçar. Eu evito comer muito fast food, mas lá era realmente a opção mais em conta.

 

Saímos do centro de LA e fomos em direção a Hollywood. Hollywood Sign na verdade, que fica no topo de um morro e de lá se tem uma vista panorâmica da região metropolitana de Los Angeles. Passamos pelo centro de Hollywood e a cidade parece feita pra artista mesmo, tudo muito chamativo, brilhando, com a calçada da fama passando por quase tudo. Eu particularmente acho aquilo muito sem graça, mas não era pra isso que estávamos lá.

 

Fomos de carro até onde dava, mas o resto da subida do morro tem que ser feita a pé, e demora mais ou menos uns 30 minutos em estrada de terra. Chegamos no topo e a primeira coisa que eu notei é que as letras que formam a palavra "Hollywood" são bem pequenas. Sempre imaginei que fossem gigantes, mas longe disso. No mais, a vista lá de cima é realmente muito bonita, e como o sol estava se pondo, deu um toque a mais. De lá se pode ver o tamanho de LA... a cidade é gigante! Sua região metropolitana, pra se ter uma ideia, tem um população parecida com a de SP, mas sua área é muito maior. Impossível ver o fim da cidade, pra qualquer lado que se olhe.

 

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Ficamos lá em cima por uma meia hora e voltamos pro carro. Na volta paramos no centro de Hollywood para tomar um frozen yogurt e fomos a um outlet. Não sou de comprar muito (sou bem econômico na verdade), mas os preços lá eram MUITO baixos, me senti roubado no Brasil. Decidi comprar dois casacos, e paguei 100 dólares por ambos. No Brasil cada um não sairia por menos de 250 reais.

 

De lá voltamos para Santa Monica, e paramos nas famosas (eu nunca tinha ouvido falar, mas o pessoal de lá garante que são famosas, rs) escadas de Santa Monica. É um local que as pessoas usam pra fazer exercícios, basicamente subindo e descendo as escadas. São aproximadamente 100 degraus, os quais fizemos 2 vezes (subida e descida), e saímos totalmente exaustos. Voltamos para a casa da irmã dele perto das 22h, comemos e ficamos vendo TV e conversando. Tem uma americana que mora no mesmo apartamento e que se deu muito bem com a gente. Para o dia seguinte não havia nenhum plano específico, então combinamos de acordar às 9 e decidir na hora o que fazer.

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Dia 5 - Los Angeles

 

Acordamos às 9 conforme combinado, comemos algo e saímos. Decidimos conhecer as praias de LA: Santa Monica e Venice Beach. A irmã do meu amigo não mora muito perto da praia, então mesmo estando em Santa Monica a gente não tinha conhecido as praias da cidade. Como era fim de semana a praia estava muito lotada, muita gente correndo, jogando futebol, vôlei, andando de skate; enfim, o lugar era muito agitado e eu gostei bastante. É uma ótima cidade para se morar, na minha opinião a melhor parte de LA.

Seguimos rumo ao sul em direção à Venice Beach, uma das praias mais famosas da Califórnia. O clima lá é bem de praia, e pra completar estava um dia muito bonito. MUITA gente carregando suas pranchas de surf de um lado pro outro, pessoas caminhando de chinelo e sem camiseta. Mesmo sendo inverno estava quase 20 graus nesse dia, mas um vento forte que dava uma sensação de mais frio.

Estacionamos o carro em uma rua perto da praia e fomos caminhando até ela. Essa praia era bem mais vazia que a de Santa Monica, mas ainda assim o movimento era bem grande. Não havia banhistas no mar, mas muitos surfistas. A praia é bonita, mas nem se compara às daqui (modéstia à parte, pra mim que sou de Floripa era ainda pior), e a areia é bem estranha, mas a cor do mar vale a pena. Fomos até o trapiche que entrava mar adentro e tiramos vários fotos. Ficamos lá por um tempo e depois fomos dar uma volta pelo bairro, que é bastante agradável. Paramos pra tomar um suco e depois fomos comer em um restaurante.

Depois do almoço ficamos andando mais um pouco por Venice. Gostei muito da cidade, muito mesmo. Bem tranquila, bonita e organizada, nem parecia que eu estava em um grande centro como Los Angeles. A irmã do meu amigo (deu de chamar ela assim, daqui pra frente é a Ana haha) disse que já havia morado lá antes de ir pra Santa Monica, e confirmou que o lugar era bom.

Voltamos pra Santa Monica no meio da tarde e passamos o resto do dia em casa mesmo. Nesse dia amigos foram visitar e a casa ficou bem agitada, então decidimos que seria bom ficar por lá mesmo. Eles só foram embora bem tarde, e depois disso fomos dormir.

 

Dia 6 - Los Angeles

 

Esse era meu último dia completo em Santa Monica, já que no dia seguinte eu iria para San Francisco e meu amigo voltaria para o Brasil. Acordamos às 10h e saímos para dar uma volta a pé por Santa Monica, na região próxima à praia (que é também onde mais tem movimento). Cada vez eu gostava mais de Santa Monica, é uma daquelas cidades que você pensa "moraria aqui tranquilamente". Demos uma caminhada pela orla da praia e depois entramos em um shopping, pois a Ana precisava comprar algumas roupas. Acabei comprando uma camiseta também.

Depois disso fomos até um calçadão onde há inúmeros cafés, bares, restaurantes, comércios. Pegamos uma mesa no Starbucks e ficamos por um tempo lá, conversando e tomando café (sou viciado em Starbucks ::hãã2:: ). Voltamos pro apartamento, preparamos nosso almoço e demos uma descansada. A Ana avisou de uma trilha em Malibu (cidade vizinha) que ela gostava bastante e nós topamos. Saímos de casa às 17h e às 17:30h estávamos na entrada da trilha. Fomos tarde porque termina no topo de uma montanha e é ótimo pra ver o pôr-do-sol.

A trilha é bem tranquila e demora menos de 1 hora. Lá de cima se tem uma vista muito bonita de LA, gostei mais do que a vista de Hollywood. Quando o sol se escondeu totalmente começamos a descer, e aí começou a parte tensa: escureceu muito rápido e não dava pra ver absolutamente NADA. Nada mesmo, era impressionante. Tivemos que usar a lanterna dos celulares e mesmo assim tínhamos dificuldades em achar o caminho certo. Passamos um enorme perrengue, e o que era pra ser feito em 50 minutos foi feito em 2 horas. Fora o medo de se perder, pois haviam algumas bifurcações no caminho. Por sorte acertamos e conseguimos chegar ao carro, para alívio de todos.

Depois do susto voltamos pro apartamento. Eu e o meu amigo comemos e saímos pra ver como era a noite da cidade. Meio decepcionante, pois quase não havia ninguém nas ruas e o movimento era bem pequeno. Fomos até o calçadão novamente e lá o agito era um pouco maior, mas mesmo assim nada de mais. Ficamos lá um tempo e voltamos. Decidi deixar a mala quase pronta para o voo do dia seguinte. Depois disso fui dormir.

 

Dia 7 - Los Angeles/San Francisco

 

Não há muito o que relatar nesse dia. Acordamos relativamente tarde e fomos dar uma volta por outra parte de Santa Monica, em uma das principais avenidas da cidade. Visitamos um parque e paramos pra tomar um frozen yogurt, mas esse foi o highlight do dia. Não ficamos nem duas horas fora e voltamos pra terminar de arrumar as malas. O aeroporto de LA fica muito longe dependendo de onde você estiver na cidade, e no caso de Santa Monica não é diferente, ainda mais que meu voo sairia às 18:30h, perto do horário de rush. Decidimos sair com 2,5 horas de antecedência pra não arriscar.

O caminho até o aeroporto foi bem tranquilo. Tranquilo até demais, e decidimos parar em uma praia por uns minutos. Não lembro qual praia era, mas gostei bastante, principalmente por conta da enorme quantidade de pessoas praticando alguma atividade física. Ficamos por aproximadamente meia hora e depois continuamos até o aeroporto. Cheguei um pouco mais de uma hora antes do voo, me despedi dos dois e fui pra fila do check-in, bem rápida por sinal. Apesar de o aeroporto ser enorme, o check-in da Southwest é logo na entrada, o que facilitou a minha vida. Fui para o portão de embarque e de cara veio a notícia: o voo estava três horas atrasado... coisa boa! Nada como um atraso de três horas pra animar o seu dia. Fui até um restaurante comer alguma coisa e estava passando um jogo da NBA na TV, e justo LA Lakers vs Boston (um clássico da NBA). Eu amo basquete e fiquei lá assistindo (o jogo e os torcedores de LA quase tendo um ataque do coração). No final Boston venceu pra tristeza da maioria.

O jogo consumiu quase todo o meu tempo de espera, e as 3 horas passaram rápido. Às 21h o voo saiu e às 22:15h eu estava no aeroporto de SF pela terceira vez naquela viagem (antes de ir pro Canadá fiz uma escala lá, e depois cheguei na Califórnia por lá também), mas pela primeira vez iria conheceria a cidade. Fui até o guichê de informações e perguntei sobre transporte pro centro da cidade, já que tinha feito reserva em um hostel no dia anterior. Me indicaram uma van que deixa os turistas na porta dos hotéis/hostels onde estão hospedados. Fui até o desembarque e lá estava a van, que só sai quando todos os lugares estão preenchidos.

Após 45 minutos rodando pela cidade e deixando pessoas, chegamos ao meu hostel. Escolhi o Amaterdan Hostel pelo preço, já que era um dos mais baratos da cidade e o mais barato da região central. Paguei 15 dólares pelo quarto compartilhado. Foi uma boa escolha, apesar de o local ser extremamente simples, mas não tenho nada do que reclamar (fora o banheiro, que era minúsculo e não trancava). Entrei no quarto e muitos já estavam dormindo. Resolvi dormir também, e no dia seguinte sair para conhecer San Francisco.

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Dia 8 - San Francisco

 

Primeiro dia em San Francisco, e eu estava bastante empolgado. Queria conhecer a cidade a pé, pois me havia sido recomendado fazer isso. Não me arrependo, pois é muito tranquilo caminhar por lá, e as atrações principais estão todas na região central ou no máximo a 10km de distância dela (como é o caso da Golden Gate Bridge). SF é bem mais frio que LA, e cheguei a pegar alguns dias bem gelados, embora não estivesse mais no auge do inverno. Para quem for visitar a cidade nessa época (fevereiro), prepare-se para pegar uma temperatura média variando entre 5 e 15 graus, podendo chegar até bem próximo de zero.

Voltando ao relato, acordei bem cedo nesse dia, preparei alguns pankakes para o café da manhã e sai para conhecer o famoso bairro Fisherman's Wharf, famoso pelos piers e por ser um local bastante tranquilo e muito apreciado pela população local. Fui a pé, ainda que não fosse muito perto. Mas eu não me importava, pois amo caminhar por cidades novas e descobrir cantos pouco conhecidos. A caminhada durou mais ou menos uma hora e passava por bairros residenciais anexos ao centro que eram realmente muito legais, bem arborizados e pacatos. Cheguei ao Fisherman's Wharf e fiz toda a sua extensão a pé, o que não demora muito tempo. Gostei bastante, de lá dá pra ver boa parte da SF Bay e cidades vizinhas, como Oakland e Berkley. Há bancos por toda a parte, com milhares de gaivotas ao redor. Sentei em um deles e fiquei lá por um longo tempo apreciando a vista e relaxando; é uma região muito tranquila e ótima para quem curte um momento sozinho apenas observando a paisagem.

Achei um Subway ali próximo e comi por lá mesmo. Decidi que depois do almoço iria ao aquário e Pier 39, que ficam um ao lado do outro. A entrada para o aquário custou 10 dólares e possui uma visita guiada. O local é bem interessante, mas nada de espetacular. A melhor parte é a interação com animais, como iguanas e animais marinhos.

Sai do aquário e fui ao Pier 39, que é uma espécie de trapiche turístico, cheio de comércio, restaurantes, bares, cafés e principalmente pessoas.Dei uma volta pelo local e entrei em algumas lojas, mas não comprei nada por conta do preço elevado. Acabei comprando um café em um local que tinha mesas com uma bela vista para o mar.

Tomei meu café, sai do Pier e decidi voltar ao hostel. Confesso que senti vontade de pegar um ônibus, mas achei melhor ir a pé mesmo. Escolhi através do mapa um caminho alternativo para ver novas coisas. Acabei caindo na parte mais movimentada da cidade, onde há a principal avenida de SF. Lá SF ganha cara de cidade grande, com prédios enormes, muito movimento, muitos carros e pessoas correndo de um lado pro outro. Foi legal ver uma outra cara da cidade, e estar em um centro urbano organizado é algo que eu gosto muito, e nesse ponto o de SF é impecável, com ruas limpas e amplas.

Cheguei ao hostel no final da tarde e conheci um grupo de alemães que estavam no quarto. Me convidaram para ir com eles na China Town para a janta e eu topei. Tomei um banho e saímos. Ficava bem perto do hostel, e é um lugar que gostei muito. Já havia ido à China Town em Vancouver, mas a de SF é muito maior e mais bonita. O lugar é muito cheio e há restaurantes em todos os lados (é o que mais tem lá). Dava até preguiça fazer cotação de preço, mas no geral o valor era próximo (exceto nos grandes restaurante, que em geral ficavam nas esquinas, enquanto que os menores ficavam em entradas bem estreitas). Escolhemos um qualquer e comemos por lá mesmo; no cardápio arroz chinês, legumes e carne de porco com molho agridoce... muito bom! Paguei aproximadamente 15 dólares pelo prato e comi bastante.

Depois da janta demos mais uma volta pelo bairro e decidimos voltar. Na saída estava tendo o desfile do ano novo chinês e paramos para assistir. Era muita gente assistindo, mas é explicável: o desfile era cheio de cores, máscaras, fantasias e um enorme dragão no centro. Como o desfile roda por várias ruas do centro, ficamos apenas para ver passar pela parte onde estávamos, e depois fomos embora. Foi uma boa surpresa!

Chegamos ao hostel perto da meia-noite e entrei na internet para me comunicar com todos no Brasil. Um dos pontos positivos do hostel era o wi-fi, gratuito e com a conexão muito rápido. Depois disso fui dormir, já pensando no que fazer no dia seguinte. A escolhida foi a famosa Golden Gate Bridge, símbolo de San Francisco e possivelmente uma das pontes mais famosas do mundo.

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Dia 9 - San Francisco

 

Levantei às 8, comi minhas pankakes (a essa hora eu já estava enjoado de comer isso todo dia, mas é a ÚNICA coisa que tem pra comer em todos os hostels americanos) e saí. Decidi que iria até a Golden Gate a pé, e isso se mostrou uma péssima decisão. Mapa na mão, deixei o hostel e comecei a caminhada pelas ruas de SF; o tempo havia ajudado, já que o sol havia saído após um primeiro dia de nublado e garoa, e a temperatura estava na casa dos 10 graus.

O arrependimento pela escolha de ir a pé veio rápido: já estava caminhando há quase 30 minutos e no mapa eu não havia completado nem 1/4 do caminho. Além disso já estava fora da região central e a cidade se tornou bem mais feia, aumentando o sofrimento daquela interminável caminhada. Desisti! Passou um ônibus ao meu lado e decidi entrar nele, paguei os 3 dólares e confirmei que ele iria próxima à ponte. O alívio de estar dentro do ônibus era grande, pois eu já estava cansado. Não cansado fisicamente, mas psicologicamente por conta daquela paisagem repetitiva da San Francisco não-turística. Após 20 minutos no ônibus cheguei à Golden Gate e me juntei ao amontoado de pessoas batendo fotos e admirando a vista.

Decidi cruzar a ponte caminhando, pois queria ver a vista do outro lado. Não é uma travessia muito rápida, mas o visual e muito bonito, então vale a pena. Tirei muitas fotos no caminho e parei por diversas vezes. A sensação de estar em um cartão-postal mundial é sempre boa, principalmente quando se está sozinho, pois acho que você dá mais valor ao entorno e se sente mais em contato com o lugar.

Caminhei pela ponte sem pressa, e após mais de uma hora estava do outro lado, de onde se pode ver totalmente o centro de SF e a baía. Sentei em um canto qualquer que encontrei e fiquei lá por um longo tempo apreciando a vista. Já estava no horário do almoço e eu estava com muita fome, mas praticamente não havia nada ao redor. Resolvi então retornar, mas fiz sem qualquer parada. Não devo ter demorado mais que 40 minutos, e no outro lado peguei um ônibus para o centro da cidade. Como eu tinha em mãos um itinerário de todos os ônibus de SF, me guiava sempre por ele. Ao contrário do ônibus de ida, não confirmei se ia para o centro, e bingo! Caí no errado, e quando me dei conta estava em lugar totalmente afastado do centro. Desci e fiquei esperando um outro, mas lá você ganha um transfer para utilizar um próximo ônibus num período de uma hora, então não tive que pagar uma nova passagem. Dessa vez verifiquei para onde iria e o motorista confirmou que passava próximo ao local do meu hostel. Foi uma viagem demorada, pois acabei me afastando demais com aquele ônibus errado. Demorei muito tempo para chegar, e a fome já estava grande.

Cheguei ao hostel, preparei um macarrão e comi. Fui descansar, pois ainda pretendia fazer algo naquele dia (só não sabia o que). Dormi por um tempo e saí do hostel novamente; fui até a Union Square, praça central famosa da cidade e que ficava do lado do meu hostel, mas ainda não havia ido. A praça é relativamente pequena e um pouco sem graça. Apenas tirei umas fotos e segui caminhando.

Resolvi voltar à China Town, dessa vez para conhecer melhor o local, e não apenas para comer. Lá me agradou muito, mas senti que não tinha conhecido ele direito. Só havíamos circulado pela rua principal, e eu queria conhecer a parte menos turística. Entrei quando já estava anoitecendo a as luzes e decorações começavam a brilhar; tudo é muito enfeitado e cuidam dos mínimos detalhes. Circulei pelas ruas paralelas à principal, onde a cidade perde um pouco a cara turística e ganha contornos mais "reais", com casas estreitas e comércios menos sofisticados. Andei por um longo tempo sem entrar em nenhum lugar. Para a janta escolhi um restaurante bem pequeno e por um ótimo preço, e a comida estava muito boa. Minha dica aos que forem comer na China Town é sempre procurar por lugares fora da rua principal, pois se encontra preços bem mais baixos.

Após a janta voltei ao hostel e fiquei por lá mesmo, conversando com outros hóspedes e jogando sinuca, ainda que o estado da mesa fosse lamentável, rs. Como queria acordar às 7 pra ir a Berkeley, fui dormir bem cedo.

 

Dia 10 - San Francisco

 

Levantei cedo, e após um rápido café da manhã sai rumo à estação de metrô, o famoso BART. Comprei meu ticket até Berkeley (lá vc paga pelo destino final) e embarquei. Passamos por todo o centro e pela cidade de Oakland (muito feia), e finalmente chegamos em Berkeley. Meu objetivo lá era bem simples: visitar o Ningma Institute, uma espécie de centro budista onde minha mãe morou por 2 anos. Ela amava aquele lugar e eu me interessei em conhecê-lo. Também pretendia ir ao campus da University of California conhecer as instalações e os diversos parques que há lá.

Desci na estação central e fui caminhando até o Ningma (que fica ao lado da universidade). Cheguei lá meio sem saber o que esperar, toquei na campainha e fui atendido por uma mulher extremamente simpática. Me apresentei e comentei sobre a minha mãe, a qual ela não chegou a conhecer, mas amou o fato de que eu era brasileiro: segundo ela os brasileiros são os favoritos por lá. Isso me relaxou e ela me levou pra conhecer o lugar. É realmente muito bonito, bem cuidado e cheio de símbolos budistas. Depois de um tempo ela disse que eu poderia conhecer por conta própria e fui até o jardim onde há a figura do buda e um lago. O lugar exalava paz, e mesmo não sendo religioso senti uma energia muito boa.

Voltei para a recepção, agradeci imensamente a mulher e deixei 5 dólares de doação. Atravessei a rua e já estava na campus da universidade, uma das melhores e mais famosas da Califórnia. O campus é muito amplo e bem cuidado, incomparável com os daqui do Brasil. Dei uma volta pelo local e percebi a quantidade de asiáticos lá, que é realmente assustadora; posso afirmar tranquilamente que há o mesmo número de asiáticos e americanos.

Voltei para o centro de Berkeley e entrei em um subway para almoçar, pois já estava bem tarde e eu morrendo de fome. Depois peguei o BART de volta para o hostel. Aproveitei que havia um starbucks ao lado da estação em SF e parei para tomar um café.

O hostel nesse dia estava muito cheio e eu fiquei por lá mesmo, socializando e conversando com pessoas de todos os lugares. Acho que os 5 continentes estavam representados lá. Conhecer pessoas de outros países é sempre bom, e a maioria era simpática. Conheci ainda um brasileiro de Minas Gerais que estava dando uma volta ao mundo e um americano do Texas que estava na cidade para participar da audiência do America's Got Talent. O cara simulou a apresentação dele e divertiu os hóspedes.

Fui dormir bem tarde nesse dia por conta disso, e o dia seguinte seria meu último. Queria ir para Alcatraz, mas na internet não havia informações sobre horários e valores. A única coisa que eu sabia é que tinha que ir a um pier no Fisherman's Wharf. Decidi que iria cedo para não arriscar.

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Dia 11 - San Francisco

 

Nesse dia saí do hostel bem cedo, pois como não tinha informações (e no hostel também não sabiam) sobre transporte para Alcatraz, apenas que saia do Fisherman's Wharf, não podia arriscar ir tarde. Comi alguma coisa e fui caminhando até lá, mais ou menos 40 minutos de caminhada num ritmo acelerado. Cheguei num pier que parecia bem movimentado e comecei a perguntar sobre como chegar a Alcatraz; me informaram que tinha um barco que sairia às 11h dali mesmo, mas que eu já poderia adquirir meu ticket. Foi o que fiz, comprei a passagem de ida e volta com o barco pelo preço de 20 dólares mais a entrada em Alcatraz por 10.

Como tinha um tempo até a saída do barco, dei uma volta pela região do Fisherman's Wharf, e mesmo que eu já tivesse visitado no primeiro dia, é um lugar bem agradável. Apenas caminhei mesmo, não entrei em nenhum lugar. Faltando meia hora para o barco sair eu entrei na fila dos passageiros (que estava bem grande por sinal) e logo depois já estava entrando no barco. O barco era gigante, muito grande mesmo, acho que tinha umas 200 pessoas lá dentro e muito espaço vazio. A viagem até Alcatraz é bem rápida, e em seguida já estávamos na ilha, que fica encravada no meio da baía.

Desci e apenas acompanhei o fluxo. Nos deram fones de ouvido para uma visita guiada e começamos a desvendar o local. Alcatraz é o presídio de segurança máxima mais famoso dos EUA (e talvez do mundo): lá foram mantidos grandes criminosos, dentre eles o famoso Al Capone. Ainda que houvesse uma sessão do presídio dedicada aos que cometiam crimes pequenos, a grande atração são as celas escuras e isoladas para onde iam aqueles cujos crimes eram de grandes proporções. Às vezes o interlocutor anunciava a cela de um assassino de crimes bárbaros, e dava até um calafrio, uma sensação ruim mesmo. Somado a isso o lugar é bem bucólico, celas escuras e sujas, e passa uma energia pesada. Histórias curiosas, como tentativas de fugas, eram ilustradas com buracos na cela e outras representações que davam um tom real à visita.

O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi quando fomos às celas dos prisioneiros mais temidos (psicopatas, serial killers, etc.): as celas tinham vista para o centro de SF. Por que isso? Porque para alguém que sabe que vai passar muitos anos preso, ver as luzes e a cidade vibrante ao fundo é uma tortura psicológica, pois contracena com aquela cela solitária e vazia na qual estavam. Pesado!!

A visita durou 2h e passa por tudo: refeitório, área de recreação, todas as principais celas, pátio, sala de visitações, sala de interrogatório. Valeu a pena. Tem barcos para voltar para SF a cada hora, peguei um deles e voltei. Cheguei no Fisherman's Wharf e caminhei até a avenida principal para comer em algum lugar. Acabei indo no Subway mesmo, e depois um café no Starbucks para manter a tradição.

O resto do dia usei para arrumar minha mochila. Só fui sair mesmo à noite para me despedir da cidade. Voltei à avenida central, que à noite é extremamente agitada e viva, e caminhei por toda a extensão dela. Pensei em fazer alguma coisa aquela noite, mas como meu voo sairia bem cedo no dia seguinte, desisti. Na verdade nem sairia tão cedo, mas como eu iria de metrô, planejava ir com antecedência para não arriscar. Jantei em um restaurante tipicamente americano: burguers and fries. Voltei para o hostel e meu quarto estava vazio, ninguém mais dormiu lá naquela noite, isso que era para 8 pessoas. Por conta da falta de vida no quarto acabei pegando no sono bem cedo.

 

Dia 12 - Volta

 

Levantei às 6:30h para pegar o voo às 11. Como pretendia chegar no aeroporto às 9 e iria de metrô, quis dar uma boa margem (depois me arrependi de acordar tão cedo, pois chegar no aeroporto de metro é MUITO fácil, ele te deixa dentro do terminal). Comi as últimas pankakes da viagem (ufa ::mmm:), fiz check-out no hostel e fui caminhando até a estação de metrô. A viagem até o aeroporto durou 30 minutos e às 8:15 eu já estava lá. Aqui vai a dica: vá de metrô ao aeroporto em SF, é muito rápido, confortável, barato e te deixa dentro dele. Serviço excepcional! Perdi 45 minutos de sono, faz parte. ::lol4::

O aeroporto estava totalmente vazio, pois como era o terminal intercontinental, são pouquíssimos os voos de grande duração que saem de manhã. Fiz check-in no saguão da LAN e fui pro portão de embarque. Como tinha wi-fi foi tranquilo passar o tempo, e no horário exato o avião saiu.

Fiz uma escala de 3 horas em Lima e cheguei em SP às 8h do dia seguinte (horário daqui já, em SF seria 2h). Logo depois peguei a conexão para Floripa e enfim estava em casa!! Apesar de a Califórnia ter durado 11 dias, já estava viajando há 70 dias, então foi uma grande alegria estar de volta.

 

 

Considerações finais: Não planejava ir aos EUA, mas devido ao ocorrido na minha viagem pela América do Sul acabei indo. Gostei bastante, mas não digo que é uma viagem imperdível. Já fiz melhores, confesso, mas valeu muito a pena. Santa Monica é uma cidade sensacional e SF é extremamente agradável.

 

O que mais gostei na Califórnia foi o estilo de vida deles, extremamente liberal, animado e esportivo. As pessoas me trataram muito bem e todos têm uma cabeça muito boa (diferente de outras partes dos EUA, como bem sabemos). Moraria lá facilmente.

 

No mais, acho que foi uma excelente experiência. Nunca fui atraído em visitar os Estados Unidos, mas aproveitei e muito a viagem, então posso falar que o erro da LAN me fez um favor. Não sei se teria conhecido a Terra do Tio Sam se não fosse por isso.

 

Encerro aqui meu relato, espero que seja útil.

 

Abraço a todos!

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  • 5 meses depois...
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João,

 

Muito bom, útil e prazeroso ler o teu relato!

Meu irmão tá morando em Nebraska e estamos planejando uma viagem de 16 dias pela Califórnia. Vou usar muitas referências do teu relato pra ajudar no planejamento.

Gostei muito da dica do hostel e de China Town.

 

Parabéns e um abraço!

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Fala Yuri!

 

Muito obrigado mesmo, fico feliz que meu relato tenha sido útil.

 

Dois comentários: o primeiro é que o nome do hostel em SF estava errado, mas já arrumei. Atacama Hostel na verdade é o que fiquei em Santiago, no Chile. O de SF se chama Amsterdan Hostel. ::otemo::

 

O segundo comentário é sobre o tempo de viagem: como vc tem 5 dias a mais que eu, sugiro incluir algum desses locais na sua viagem: Yosemitte (talvez o lugar que eu mais me arrependa de não ter ido), Lake Tahoe e San Diego. Os dois primeiros não ficam muito distantes um do outro e podem ser visitados, ambos, em 4 ou 5 dias tranquilamente.

 

Grande abraço!

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  • 6 meses depois...
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Obrigada por repassar as dicas Joao

comunico que em agosto/2015 farei um intercambio de 4 semanas (sim, eu sei...pouco tempo, mas é oq consegui) em SF, mais precisamente na St Giles.

Pelo que vi fica numa rua bem agitada, o qual varias escolas estão presentes la.

 

Ainda não sei onde vou me hospedar, haja vista que será em casa de familia, no entanto, 30 dias será o suficiente pra conhecer SF de ponta a ponta e quiçá as cidades ao redor.

Ja vi que será verão, algo em torno de 15 a 23ºC

(oq cá entre nos, nao faz muita diferença para nos que moramos no Sul do Brasil hehe)

 

Estou em fase inicial de pesquisa, roteiro, atrações e seu relato (embora sem foto) muito me ajudou

mais uma vez obrigada!

se tiver mais dicas pertinentes a cidade, apreciarei recebe-las!

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