Vamos lá, eu demorei 1 ano pra escrever esse relato.
Mas aqui está!
Saindo do Rio de Janeiro com destino á La Paz, peguei um avião da TAM com conexão em Foz do Iguaçu e Lima. Os trechos Foz – Lima e Lima – La Paz são operados pela LAN.
Comentário extra: Os aviões da LAN são extremamente estáveis, o serviço de bordo é muito bom, e não houve atrasos tanto na ida, como na volta.
La Paz
Taxi Aeroporto La Paz – Wild Rover (próximo a Plaza Murilo) – 70 Bols*
* O preço normal varia entre 50 – 60 Bols, no entanto eu peguei o taxi as 4:00 am, e os taxistas cobram uma taxa extra pelo horário.
Hostel Wild Rover
Como esta foi a minha primeira parada no mochilão, resolvi ficar no Girls Only, portanto paguei um pouco mais caro. Logo descobri que não havia qualquer problema em ficar em quartos mistos e que a bagunça seria igual.
O Wild Rover de La Paz é extremamente limpo! Nos banheiros existem tabelas que são preenchidas a cada vez que o banheiro é limpo, nelas vc pode verificar que a limpeza é feita quase que a cada 1 hora.
No bar todos os dias rolam festas temáticas, e das 7 – 8 e 9 – 10 são os periodos de Happy Hour. Aproveitem essas horas
Alimentação
Na rua no Wild existe um pequeno restaurante com uma placa de STOP. Lá o menu turístico sai por 10 Bols e inclui uma sopa e um prato de arroz com pollo.
Na Calle Sarganaga há um restaurante italiano onde uma boa massa sai por 45 bols. Para mim, foi um dos melhores jantares em La Paz.
Passeios
Em La Paz vale fazer todos os passeios, na minha opinião reserve 5 dias para La Paz. 1 para conhecer a cidade, 3 para os passeios que citarei abaixo e 1 dia para descansar do Downhill .
1º Dia – Ruas de Cima
Assim que descansei da viagem resolvi pegar um mapa do centro e fui encontrar a famosa Calle Sarganaga, e nesse dia eu concentrei minhas idas e vindas nas ruas de cima. Conhecendo vielas, ruas e centros comerciais onde é possivel comprar casacos, toucas e cachecois de lã de alcapa por ótimos preços.
Voltando para o Hostel eu resolvi passar em quase todas as agencias para pesquisar os valores do Downhill e Tiwanaku, Chalcataya + Valle de la Luna. Assim acabei fechando o Tiwanaku pro dia seguinte por 70 Bols em uma agencia que fica bem ao lado do Wild Rover.
Chegando no hostel encontrei uma festa pra começar e um brasileiro que ia embora logo no dia seguinte. E como brasileiro é imã de brasileiro logo tinhamos um grupo e ficamos bebendo no bar. Até que me dei conta que no dia seguinte eu tinha que acordar as 6 e já era 1 da manhã. Sumi do bar sem me despedir da galera... bebado é foda...
2º dia - Tiwanaku
Acordei cedo, e fui tomar meu banho temperamental para acordar. Digo temperamental pq o chuveiro tem um humor próprio dificil de compreender. Ora ele gelava, ora ele esquentava a ponto de queimar a pele.
As 7:30 am o bus veio me buscar e assim fomos a Tiwanaku. Chegando lá é preciso pagar uma taxa de 25 bols que dá direito a entrada no parque e nos museus. Após visitar os museus e o sítio arqueológico seguimos para um merecido almoço.
O almoço foi em um restaurante local, o mesmo menu turítistico de sempre por 30 bols.
No retorno o guia muito simpatico pediu para que o onibus parasse em um dos pontos da estrada onde é possivel tirar fotos tendo como fundo toda a cidade de La Paz.
Assim que cheguei do passeio, por volta das 05:30 pm, corri para a agencia ao lado do hostel e fechei o Chalcataya + Valle de la Lunna por 80 bols.
Como sempre eu fui pra bar, mas não fiquei até tarde pois tinha que acordar cedo novamente, e o Chalcataya fica a 5300 m acima do mar, e eu estava com medo de chegar lá de ressaca. Foi melhor não brincar com isso.
3º dia – Chalcataya + Valle de la Lunna
Como de costume as 7:30 estava o onibus para o Chalcataya, e na expectativa de ver neve pela primeira vez, fui vestida como um esquimó no Alaska, rs. No caminho a guia nos informou que não haveria parada para o almoço, então era necessário comprar biscoitos e/ou sanduiches. Como eu tinha um pacote de biscoito e água fiquei no bus socializando com um espanhol (o unico que vi na viagem).
A subida para o Chalcataya é maravilhosamente linda. Eu não conseguia parar de tirar fotos. E quando vc chega no ponto onde o onibus te deixa, são mais fotos ainda. Alias quando vc desce do onibus e tenta respirar normalmente vc já sente a diferença no ar. E por causa dessa diferença de concentração de oxigênio eu tive crises de tontura que me fizeram subir muito devagar os últimos 200 m até o topo. Fui a última a chegar, mas consegui! No meio do caminho entre parar pra respirar e caminhar fui adotada por uma familia de chilenos, e sinceramente eles foram a minha familia e o meu conforto durante todo o dia. Ao final, a mãe me abraçou tão forte quanto a minha. Esse foi um dos abraços que ficarão pra sempre na memória.
Ao descer do onibus fui direto a agência Xtreme na calle Sarganaga para fechar o Downhill e encontrar os meninos aqui do site. Logo ao entrar na agência dei de cara com o Rodrigo, Eder, Renato e Getúlio. Todos menos o Getulin iam fazer o Downhill, e o Igor Max já tinha fechado o pacote mais cedo. Desse modo eramos 5 brasileños no Downhill, e eu já estava tremendo por dentro.
Agora vou fazer um breve comentário sobre moedas na Bolívia e no Peru também. Acontece que quando uma nota seja de dolar ou local está amassada eles encrecam e não aceitam por nada. Portanto muita atenção na hora do troco, pois eles sempre tentam empurrar ao cliente as piores notas que têm. Desse modo a mulher da agência viciada na música irritante da Dido não aceitou minha nota de 100 usd, então o que fiz foi descer um pouco a rua até o cambio mais próximo.
Fechamos o Downhill em 350 bols + 25 bols (entrada no parque).
Esses 350 bols incluem: Transporte, guia, bike (suspensão traseira, freio a disco), EPI (capacete, joelheira, cotoveleira, calça e casaco), camisa “Eu sobrevivi”, café da manhã, lanche, almoço e o CD com as fotos do dia. Além de incluir no lugar do almoço a possibilidade de banho, piscina e rede (o almoço era em uma pousada).
Após todos pagarem seguimos para um restaurante italiano na rua Sarganaga, onde comemos todos muito bem, e logo segui pro Hostel de Taxi (15 bols - já eram 8 da noite e eu estava com um certo receio de andar sozinha com a camera e tudo mais).
É claro que era dia de festa no Wild Rover (todo dia é dia de festa naquele lugar), mas eu me limitei a uma cerveja e cama, pois no dia seguinte a Estrada da Morte me aguardava.
4º dia – Downhill – Estrada da Morte
Não me lembro mais ao certo mas acredito que a kombi foi nos buscar por volta das 6 da manhã. Sim, uma kombi, e sim saímos pro downhill sem café. Após um longo trajeto chegamos no ponto de partida, e lugar do café da manhã. Nossos amigos mineiros já estavam lá quase todos vestidos com seus equipamentos, e é claro que o meu equipamento não estava lá...
Na 3ª kombi veio o meu equipamento e o café da manhã, sim, este estava incluso e não sairiamos dali de estômago vazio. Depois de com muito custo colocar tudo, foi a hora de subir na bicicleta para ouvir as últimas instruções, tirar fotos e descer.
Vou resumir do modo mais breve que eu puder a descida:
55 km no asfalto – No inicio eu estava morrendo de medo, pois não conhecia a bicicleta, não me sentia a vontade com aquela roupa e tudo mais. Contudo conforme fui descendo perdi o medo e deixei de usar os freios, ultrapassei muitos colegar e fui o mais rápido que pude. Aquilo sim era liberdade, o vento batia tão forte, e os dedos eu já nem sentia mais. Eu só sentia as curvas, o vento e sabia que eu não queria voltar para o Brasil.
Mas toda essa confiança acabou quando nós passamos pelo primeiro trecho offroad. Ali eu tomei um tombo bonito, e com o tombo perdi a confiança. =/ Voltamos pra kombi e descemos um trecho da offroad nela, e então paramos para um lanche, mais instruções e 25 km de offroad.
De inicio eu sofria de tanto apertar os freios, tinha medo de cair e estragar a viagem. Esse medo todo me fez ficar por ultimo no grupo e acabei atrasando a todos =/ Depois de um tempo eu senti que não me importava em estar por ultimo e comecei a parar pra ver o que mais amo, as rochas que afloravam na estrada. Ah, como eu desejei meu martelo naquele momento! Assim fomos descendo, e o dia passando, na ultima parada o guia pregou mais uma peça em mim, dizendo que o circuito tinha acabado, o que me fez tirar a roupa, capacete, e todo o resto... e era tudo brincadeira, ainda tinhamos uns 4 km a frente. E até eu colocar tudo aquilo de novo, o grupo já tinha disparado e eu fiquei pra trás novamente. Num belo momento eu avisto uma estrada subindo muito, mas muito mesmo! Aquilo me assustou, pois eu estava morta, tudo doia, e então parou um guia na kombi ao meu lado e me disse que eu teria de subir aquilo de bike. Haahhahhaha de modo algum eu subiria aquilo! “Disse chega, cansei, pega essa bike!” entrei na van, ele fez uma curva e estacionou... mais uma mentira, mais uma brincadeira... Haviamos chegado em coroico, onde nos entregaram as camisetas “I survived” e compramos cervejas. Após seguimos para o almoço na pousada, e vou te dizer com sinceridade que eu não comia bem há muito tempo, estavamos a 1300 m de altitude, quase nivel do mar ;-]
Voltando foi que comecei a sentir as dores do Downhill, sendo breve o que mais doía eram as mãos e a bunda...
5º dia – La Paz – descansando
As dores do downhill eram tantas que tirei esse dia para descansar e curtir o ultimo dia em La Paz. Então não tenho muito o que contar sobre um dia de descanso, apenas que compramos a passagem para Copacabana na agencia Xtreme por 25 bols. O bus nos buscaria no hostel no dia seguinte pela manhã.
Vamos lá, eu demorei 1 ano pra escrever esse relato.
Mas aqui está!
Saindo do Rio de Janeiro com destino á La Paz, peguei um avião da TAM com conexão em Foz do Iguaçu e Lima. Os trechos Foz – Lima e Lima – La Paz são operados pela LAN.
Comentário extra: Os aviões da LAN são extremamente estáveis, o serviço de bordo é muito bom, e não houve atrasos tanto na ida, como na volta.
La Paz
Taxi Aeroporto La Paz – Wild Rover (próximo a Plaza Murilo) – 70 Bols*
* O preço normal varia entre 50 – 60 Bols, no entanto eu peguei o taxi as 4:00 am, e os taxistas cobram uma taxa extra pelo horário.
Hostel Wild Rover
Como esta foi a minha primeira parada no mochilão, resolvi ficar no Girls Only, portanto paguei um pouco mais caro. Logo descobri que não havia qualquer problema em ficar em quartos mistos e que a bagunça seria igual.
O Wild Rover de La Paz é extremamente limpo! Nos banheiros existem tabelas que são preenchidas a cada vez que o banheiro é limpo, nelas vc pode verificar que a limpeza é feita quase que a cada 1 hora.
No bar todos os dias rolam festas temáticas, e das 7 – 8 e 9 – 10 são os periodos de Happy Hour. Aproveitem essas horas
Alimentação
Na rua no Wild existe um pequeno restaurante com uma placa de STOP. Lá o menu turístico sai por 10 Bols e inclui uma sopa e um prato de arroz com pollo.
Na Calle Sarganaga há um restaurante italiano onde uma boa massa sai por 45 bols. Para mim, foi um dos melhores jantares em La Paz.
Passeios
Em La Paz vale fazer todos os passeios, na minha opinião reserve 5 dias para La Paz. 1 para conhecer a cidade, 3 para os passeios que citarei abaixo e 1 dia para descansar do Downhill
.
1º Dia – Ruas de Cima
Assim que descansei da viagem resolvi pegar um mapa do centro e fui encontrar a famosa Calle Sarganaga, e nesse dia eu concentrei minhas idas e vindas nas ruas de cima. Conhecendo vielas, ruas e centros comerciais onde é possivel comprar casacos, toucas e cachecois de lã de alcapa por ótimos preços.
Voltando para o Hostel eu resolvi passar em quase todas as agencias para pesquisar os valores do Downhill e Tiwanaku, Chalcataya + Valle de la Luna. Assim acabei fechando o Tiwanaku pro dia seguinte por 70 Bols em uma agencia que fica bem ao lado do Wild Rover.
Chegando no hostel encontrei uma festa pra começar e um brasileiro que ia embora logo no dia seguinte. E como brasileiro é imã de brasileiro logo tinhamos um grupo e ficamos bebendo no bar. Até que me dei conta que no dia seguinte eu tinha que acordar as 6 e já era 1 da manhã. Sumi do bar sem me despedir da galera... bebado é foda...
2º dia - Tiwanaku
Acordei cedo, e fui tomar meu banho temperamental para acordar. Digo temperamental pq o chuveiro tem um humor próprio dificil de compreender. Ora ele gelava, ora ele esquentava a ponto de queimar a pele.
As 7:30 am o bus veio me buscar e assim fomos a Tiwanaku. Chegando lá é preciso pagar uma taxa de 25 bols que dá direito a entrada no parque e nos museus. Após visitar os museus e o sítio arqueológico seguimos para um merecido almoço.
O almoço foi em um restaurante local, o mesmo menu turítistico de sempre por 30 bols.
No retorno o guia muito simpatico pediu para que o onibus parasse em um dos pontos da estrada onde é possivel tirar fotos tendo como fundo toda a cidade de La Paz.
Assim que cheguei do passeio, por volta das 05:30 pm, corri para a agencia ao lado do hostel e fechei o Chalcataya + Valle de la Lunna por 80 bols.
Como sempre eu fui pra bar, mas não fiquei até tarde pois tinha que acordar cedo novamente, e o Chalcataya fica a 5300 m acima do mar, e eu estava com medo de chegar lá de ressaca. Foi melhor não brincar com isso.
3º dia – Chalcataya + Valle de la Lunna
Como de costume as 7:30 estava o onibus para o Chalcataya, e na expectativa de ver neve pela primeira vez, fui vestida como um esquimó no Alaska, rs. No caminho a guia nos informou que não haveria parada para o almoço, então era necessário comprar biscoitos e/ou sanduiches. Como eu tinha um pacote de biscoito e água fiquei no bus socializando com um espanhol (o unico que vi na viagem).
A subida para o Chalcataya é maravilhosamente linda. Eu não conseguia parar de tirar fotos. E quando vc chega no ponto onde o onibus te deixa, são mais fotos ainda. Alias quando vc desce do onibus e tenta respirar normalmente vc já sente a diferença no ar. E por causa dessa diferença de concentração de oxigênio eu tive crises de tontura que me fizeram subir muito devagar os últimos 200 m até o topo. Fui a última a chegar, mas consegui! No meio do caminho entre parar pra respirar e caminhar fui adotada por uma familia de chilenos, e sinceramente eles foram a minha familia e o meu conforto durante todo o dia. Ao final, a mãe me abraçou tão forte quanto a minha. Esse foi um dos abraços que ficarão pra sempre na memória.
Ao descer do onibus fui direto a agência Xtreme na calle Sarganaga para fechar o Downhill e encontrar os meninos aqui do site. Logo ao entrar na agência dei de cara com o Rodrigo, Eder, Renato e Getúlio. Todos menos o Getulin iam fazer o Downhill, e o Igor Max já tinha fechado o pacote mais cedo. Desse modo eramos 5 brasileños no Downhill, e eu já estava tremendo por dentro.
Agora vou fazer um breve comentário sobre moedas na Bolívia e no Peru também. Acontece que quando uma nota seja de dolar ou local está amassada eles encrecam e não aceitam por nada. Portanto muita atenção na hora do troco, pois eles sempre tentam empurrar ao cliente as piores notas que têm. Desse modo a mulher da agência viciada na música irritante da Dido não aceitou minha nota de 100 usd, então o que fiz foi descer um pouco a rua até o cambio mais próximo.
Fechamos o Downhill em 350 bols + 25 bols (entrada no parque).
Esses 350 bols incluem: Transporte, guia, bike (suspensão traseira, freio a disco), EPI (capacete, joelheira, cotoveleira, calça e casaco), camisa “Eu sobrevivi”, café da manhã, lanche, almoço e o CD com as fotos do dia. Além de incluir no lugar do almoço a possibilidade de banho, piscina e rede (o almoço era em uma pousada).
Após todos pagarem seguimos para um restaurante italiano na rua Sarganaga, onde comemos todos muito bem, e logo segui pro Hostel de Taxi (15 bols - já eram 8 da noite e eu estava com um certo receio de andar sozinha com a camera e tudo mais).
É claro que era dia de festa no Wild Rover (todo dia é dia de festa naquele lugar), mas eu me limitei a uma cerveja e cama, pois no dia seguinte a Estrada da Morte me aguardava.
4º dia – Downhill – Estrada da Morte
Não me lembro mais ao certo mas acredito que a kombi foi nos buscar por volta das 6 da manhã. Sim, uma kombi, e sim saímos pro downhill sem café. Após um longo trajeto chegamos no ponto de partida, e lugar do café da manhã. Nossos amigos mineiros já estavam lá quase todos vestidos com seus equipamentos, e é claro que o meu equipamento não estava lá...
Na 3ª kombi veio o meu equipamento e o café da manhã, sim, este estava incluso e não sairiamos dali de estômago vazio. Depois de com muito custo colocar tudo, foi a hora de subir na bicicleta para ouvir as últimas instruções, tirar fotos e descer.
Vou resumir do modo mais breve que eu puder a descida:
55 km no asfalto – No inicio eu estava morrendo de medo, pois não conhecia a bicicleta, não me sentia a vontade com aquela roupa e tudo mais. Contudo conforme fui descendo perdi o medo e deixei de usar os freios, ultrapassei muitos colegar e fui o mais rápido que pude. Aquilo sim era liberdade, o vento batia tão forte, e os dedos eu já nem sentia mais. Eu só sentia as curvas, o vento e sabia que eu não queria voltar para o Brasil.
Mas toda essa confiança acabou quando nós passamos pelo primeiro trecho offroad. Ali eu tomei um tombo bonito, e com o tombo perdi a confiança. =/ Voltamos pra kombi e descemos um trecho da offroad nela, e então paramos para um lanche, mais instruções e 25 km de offroad.
De inicio eu sofria de tanto apertar os freios, tinha medo de cair e estragar a viagem. Esse medo todo me fez ficar por ultimo no grupo e acabei atrasando a todos =/ Depois de um tempo eu senti que não me importava em estar por ultimo e comecei a parar pra ver o que mais amo, as rochas que afloravam na estrada. Ah, como eu desejei meu martelo naquele momento! Assim fomos descendo, e o dia passando, na ultima parada o guia pregou mais uma peça em mim, dizendo que o circuito tinha acabado, o que me fez tirar a roupa, capacete, e todo o resto... e era tudo brincadeira, ainda tinhamos uns 4 km a frente. E até eu colocar tudo aquilo de novo, o grupo já tinha disparado e eu fiquei pra trás novamente. Num belo momento eu avisto uma estrada subindo muito, mas muito mesmo! Aquilo me assustou, pois eu estava morta, tudo doia, e então parou um guia na kombi ao meu lado e me disse que eu teria de subir aquilo de bike. Haahhahhaha de modo algum eu subiria aquilo! “Disse chega, cansei, pega essa bike!” entrei na van, ele fez uma curva e estacionou... mais uma mentira, mais uma brincadeira... Haviamos chegado em coroico, onde nos entregaram as camisetas “I survived” e compramos cervejas. Após seguimos para o almoço na pousada, e vou te dizer com sinceridade que eu não comia bem há muito tempo, estavamos a 1300 m de altitude, quase nivel do mar ;-]
Voltando foi que comecei a sentir as dores do Downhill, sendo breve o que mais doía eram as mãos e a bunda...
5º dia – La Paz – descansando
As dores do downhill eram tantas que tirei esse dia para descansar e curtir o ultimo dia em La Paz. Então não tenho muito o que contar sobre um dia de descanso, apenas que compramos a passagem para Copacabana na agencia Xtreme por 25 bols. O bus nos buscaria no hostel no dia seguinte pela manhã.
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