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Unirio Jelinek

SUIÇA - de ponta a ponta

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Os roteiros turísticos para a Europa abrangem muitos países, inclusive alguns outrora pertencentes à União Soviética, e que foram aos poucos se abrindo para o turismo. Mas geralmente excluem um lindo país, ligado aos mais badalados destinos daquele continente: a SUIÇA. E isso não pela falta de beleza e atrações, mas porque lá tudo é extremamente caro. Provavelmente é o país mais caro do mundo, depois do Japão.

 

Todavia, vou mostrar que é possível conhecer aquele belíssimo país de uma forma relativamente econômica. Primeiramente, todos as agências e revistas de turismo dizem que se deve conhecer a Suíça de trem. Efetivamente, ela possui uma excepcional rede ferroviária, pode-se ir fácil e rapidamente a qualquer canto do país. Todavia, os preços são muitos altos, o mais em conta seria comprar um passe para alguns dias. Mas mesmo esses passes não são nada baratos, e acho que só compensam se a pessoa viajar sozinha, o que torna antieconômico e entedioso viajar de carro. Para conhecer os principais lugares do país, seria necessário um passe de 8 dias, que custa 327,00 euros por pessoa, sem incluir o trecho mais atraente, que é o Glacier Express, que vai de Zermatt a Saint Moritz, que custa mais 120,80 euros por pessoa (tem um desconto para quem comprou o passe), o que totalizaria cerca de 850 euros para 2 pessoas. Outrossim, de trem tem-se que andar com as malas para todos os lados, colocá-las em um ‘locker” em cada estação (quando for apenas conhecer a cidade e seguir adiante), ou seguir diretamente para um hotel, para se livrar delas. Com isso, perde-se tempo e maior custo, tendo que buscar hotéis próximos à estação, que geralmente são mais caros, ou se virar com o transporte público/ táxis muito caros, para hotéis mais afastados.

 

Por isso tudo, especialmente para quem viaja acompanhado, é muito mais econômico, prático e agradável viajar de carro, como veremos adiante. Primeiramente, mesmo com o combustível, um carro custará para duas pessoas um terço do que custaria andar de trem, e permitirá conhecer verdadeiramente os lindos vilarejos alpinos, não apenas passar por eles. Depois, permitirá procurar hotéis mais afastados do centro, geralmente mais econômicos. Evitará gastos com táxi ou transporte público (que não é barato também) e andar com as malas por todas as cidades. Ainda, permitirá que tenha seus alimentos básicos e bebidas no próprio carro, o que gerará mais economia e menor perda de tempo. E poderá conhecer muitos lugares em um mesmo dia, pois é possível acomodar o roteiro de acordo com a conveniência e disponibilidade de tempo, começando o dia mais cedo e aproveitando-o até o anoitecer, bem como esperar em algum lugar em caso de tempo ruim, para não deixar de conhecê-lo.

 

Pelo exposto, eu recomendo, por achar imensamente mais prático, econômico e agradável, conhecer a Suíça de carro, pois o trânsito é fácil e as estradas muito boas. Todavia, isso só poder ser feito a partir do mês de abril, e ainda assim com algumas restrições, nunca durante o inverno europeu, que torna algumas estradas suíças intrafegáveis, e muitos lugares só acessíveis por trem. Passo, então, a relatar a viagem que fiz com minha esposa em maio de 2014.

 

Eu havia comprado os vôos da KLM, mais em conta, mas que nos obrigava a pernoitar em Amsterdam na ida e na volta da Suíça, e chegamos nessa cidade ao meio dia de 09 de maio. Fomos para o IBIS Budget Airport com o Shuttle do próprio hotel, que eu reservara por apenas E 59,00 diretamente no site da Accor Hotéis, largamos a bagagem e voltamos ao aeroporto, onde pegamos o trem ao centro, que custa E 8,50 ida e volta, por pessoa.

Como já conhecíamos a cidade, apenas demos um giro pelo centro até o entardecer, para rever aquela beleza toda, e voltamos ao hotel. Tivemos que levantar às 4:30h, para pegar o busão das 5:00h. até o aeroporto, pois nosso vôo para Genebra saía às 7:00h.

 

Chegamos a GENEBRA às 8:30h. e no aeroporto peguei numa máquina, no setor de coleta de bagagem, os tíquetes para o transporte grátis por 80 minutos, e fomos de trem para a Centraal Cornavin. Em frente a esta, pegamos o bonde 15 apenas até a primeira parada., onde descemos e fomos mais uns 300m. caminhando até a agência da Dollar, na Rue de Berne, onde havia reservado um carro, através da AuroEurope, pagando E 232,00 por uma semana (como tudo na Suíça, o aluguel do carro também é mais caro). Eu havia escolhido um Ford Fiesta, mas entregaram um Toyota Yaris, excelente carro, que fazia nas auto-estradas, até 25 km/litro. A gasolina custa cerca de Chf 1,80 (Francos Suíços, cerca de R$ 5,00), mas tem 95 octanas, enquanto a brasileira tem apenas 68 octanas).

 

Peguei o carro, estacionei na rua e fomos de imediato a um supermercado que existe nas proximidades, na Rue de Lausanne, onde compramos o básico para sanduíches, croissans, água, refri, frutas, iogurte para o café da manhã, e até uma garrafa de vinho, por 4,00 euros, para me aquecer à noite, e tinha levado um rabo-quente, chá e até cappuccino conosco.

 

Instalei o GPS que levara carregado com os mapas da Europa Central e Oriental, e saímos em direção a Fribourg, passando junto a Lausanne. Já próximo a Fribourg, como era cedo da tarde, e escurecia depois das 21 h., decidi seguir até Berna, a uns 30 km., que estava planejada para o dia seguinte, o que foi muito bom, pois amanheceu chovendo no outro dia.

 

BERNA é muito bonita e chique, mas sem muitos atrativos especiais para quem já conhece muitos lugares da Europa, apenas o Zeitglockenturm (Clock Tower), que foi o portão da cidade do séc. 13, e que possui um relógio de 1530 onde figuras se movimentam a cada hora; a catedral do século 15 e a Bundeshäuser, o prédio do Parlamento, que tem em sua cúpula o escudo de cada um dos cantões helvéticos. Encontramos por acaso um lugar para estacionar, pois era sábado à tarde, e demos um giro para algumas fotos.

 

Voltamos depois a FRIBOURG, pois estava com o Hotel IBIS já pago, CHF 97,35 (US 115,00). Pudemos conhecer essa cidade ainda naquele dia, é também muito bonita, com um centro histórico medieval, mais interessante que a capital, mas algumas horas são suficientes para conhecer, e não se encontra onde estacionar no centro, mesmo pagando é permitido apenas um hora nos parquímetros, pelo que tivemos que desistir de comer por lá. Encontrei um MC Donalds próximo ao hotel, onde o Big-Mac custava Chf 12,00 (cerca de 33,00 reais), pelo que começamos já a fazer nossos sanduíches, que levávamos sempre para o meio-dia.

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No domingo pela manhã, seguimos para INTERLAKEN, a uns 100km., passando junto a Berna. A cidade é linda, com muitas casas típicas e incontáveis hotéis e hospedarias, pois é ponto de partida para tours e estações de esqui. Esperamos a chuva passar para algumas fotos, e continuamos para WINDERSWIL e LAUTERBRUNNEN, encantadoras cidadezinhas típicas sob as montanhas, e mais 3 km. até Trummelbach Falls, onde cascatas subterrâneas descem numas fendas da montanha, e custa Chf 11,00 para entrar, pegar um elevador e depois seguir por escadas escavadas na rocha, para observar as cascatas que surgem no meio da montanha. É interessante, mas achei o ingresso caro pelo que apresenta. Valeu mais o passeio pelos belos vilarejos típicos encravados entre as montanhas, como GRINDEWALD e outros, todos muito bonitos, com suas belas casas revestidas de madeira, e cascatas caindo do alto das montanhas, o que proporcionou fotos que só se vê em calendários. Foi um passeio incrível, e por sorte o sol abrira, permitindo belas fotos.

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De Grindewald voltamos em direção a Interlaken, e pegamos a rodovia para LUCERNA, na região central do país, onde iríamos dormir, chegando ainda a tempo de conhecer a cidade, cujo centro histórico ficava próximo ao IBIS Budget, que eu reservara, pagando mais caro, Chf 112,00, (cerca de US 140,00) pela possibilidade de cancelamento (na eventualidade de chover muito e atrasar o roteiro). Fomos caminhando até o centro, que é muito bonito, junto ao lago Lucerne, onde a principal atração é uma ponte de madeira coberta, do ano 1333, a Kapellbrücke (Ponte da Capela), que atravessa o Rio Reuss, e é o maior símbolo da cidade, com 204 m. de extensão. Outra atração é o Löwendenkmal, um leão caído esculpido numa rocha, homenagem aos 700 soldados suíços que morreram defendendo Luiz XVI, em 1792, mas até onde não fomos, pois estava muito frio ao entardecer e ficava um pouco longe para ir caminhando.

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Para a 2ª feira, só estava previsto no meu roteiro a ida até Chur. Mas, como a chuva não atrapalhara como previsto quando saímos do Brasil, decidi mudar o roteiro, evitando a auto-estrada, que não oferece nada para ver, pois passa longe das cidades e vilas, e enveredar por caminhos secundários, que passariam por muitas cidades. Peguei o mapa que entregaram com o carro, montei um caminho alternativo mais longo, ajustei o GPS para a primeira cidade nesse caminho e fomos conhecendo uma a uma, passando sucessivamente por CHAM, ZUG, ARTH, SCHWYZ, SCHINDELLEGI, RAPPERSWIL, WATTWIL, além de muitos outros vilarejos, e finalmente BAD RAGAZ, que estava em meu roteiro inicial, antes de chegar a CHUR. Foi um dia maravilhoso, o caminho é fascinante com um vilarejo mais lindo que outro, casas típicas por todos os lados, com as montanhas nevadas emoldurando as fotos. Bad Ragaz, já próxima a Chur, é muito linda, merecendo uma parada maior. Naquele dia fizemos pouco mais de 100km. e senti a enorme vantagem de estar de carro, mas lamentei não ter vindo ainda em abril, para haver mais neve. Mas esse detalhe seria compensado nos dias posteriores, como veremos adiante.

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Chegamos ainda cedo a CHUR, indo direto para o IBIS - que eu reservara para duas noites, por Chf 178,00 - bastante antecipado e sem possibilidade de cancelamento - mas como começou a garoar, sequer fomos ao centro. No próprio prédio do hotel existia um MC Donald, caro como o anterior.

Na Terça-feira, dia 13 de maio, saímos cedo em direção a Saint Moritz, nosso objetivo naquele dia, pegando um caminho mais curto, mas cheio de curvas, por Tiefencastel e Silvaplana, na esperança de passar por vilarejos lindos como no dia anterior, o que não ocorreu. Mas subíamos muito, e a uns 20 km. de Saint Moritz começou a nevar forte e havia muita neve da noite, o que nos proporcionou belas vistas e finalmente a alegria de encontrar a tão esperada neve. Saint Moritz é muito bonita, com um lindo lago na entrada e montanhas nevadas nas proximidades, mas não tem casas de madeira no estilo alpino, e sim prédios e casas de alvenaria, por isso achamos que os vilarejos são mais interessantes. Apesar de estar a 1.856 m. de altitude, não estava nevando. Atravessei a cidade e segui na direção de La Punt, não encontrei nada de muito interessante, pelo que retornamos e seguimos até o Malojapass, passando pelas belas Maloja e Truoch Pignia, de onde começamos a retornar a Chur pelo mesmo caminho, mas desviando depois para Thusis e Bonaduz, antes de chegar a Chur para o pernoite. No caminho, algumas vilas típicas, lagos e rios, sempre com as montanhas nevadas ao fundo. Dessa vez fomos até o centro de Chur caminhando, mas não havia nada de interesse turístico.

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Nosso objetivo seguinte era conhecer Zermatt, de onde sai o famoso trem Glacier Express, que atravessa os Alpes até Saint Moritz, pelo alto das montanhas, e que relatam ser muito bonito, mas extremamente caro, e que só serve para quem está fazendo o roteiro pela Suíça de trem, para não ter que voltar a Zermatt. Eu reservara um hotel para duas noites em Tasch, a poucos quilômetros de Zermatt, pois não se pode ir a esta de carro, e nela a hospedagem é muito cara.

Existem três alternativas para chegar a Tasch a partir de Schur, a mais curta indo direto em direção a Andermatt, que utilizamos, mas que só pode ser feita a partir de maio, pois pode haver bloqueio nas estradas até abril, devido à neve, e ter que utilizar o Oberalp Tunnel Train, cujo custo é de Chf 65,00 mais 12,00 por pessoa. Outra alternativa seria uma volta maior, pela auto-estrada em direção a Zurich até Weesen, e depois para Altdor e Andermatt. A terceira opção seria seguir para Bellinzona, na região italiana, e depois para Andermatt, mas igualmente poderia ter problemas com a neve.

A atenciosa croata da recepção do hotel buscou na Internet e me confirmou que a primeira opção estava com a estrada liberada no Oberalp Pass, sem necessidade de utilizar o caro trem, pelo que seguimos por esse caminho mais direto, em direção inicial a Laax, e fomos entrando nas diversas cidades e vilas do caminho, pois tínhamos o dia inteiro para fazer pouco mais de 150 km. até Tasch. Passamos por Llanz, Trun, Disentis, e fomos parar em SEDRUN, no alto dos Alpes, onde havia muita neve e continuava nevando. A cidadezinha é muito bonita e a neve nos proporcionou momentos e fotos muito especiais. Mas a partir dali continuamos subindo, e havia tanta neve que achei que não conseguiria seguir. Mas não podia parar, não havia qualquer vilarejo, e nem voltar, pois já estávamos próximos de nosso destino. Havia muito pouco transito, raros carros em sentido contrário, e só conseguia seguir através dos sulcos na neve por eles deixados, pois praticamente não enxergava a estrada, muito estreita, sem acostamento e com despenhadeiros nas bordas, e com curvas terríveis, às vezes tinha que rodar a 20 km./hora em alguns trechos, pois estava sem pneus próprios para neve. Finalmente chegamos a ANDERMATT, também uma bela cidade, com casas muito típicas, e onde havia ainda muita neve e continuava a nevar, pelo que tiramos algumas fotos e continuamos até Realp. Logo depois desta, pegamos o Furka-Pass Train, no qual se sobe com o carro, pagando Chf 33,00, e que atravessa o maior túnel que já vimos, tão longo que pegamos no sono dentro do carro, pois levou uns 20 min. para atravessá-lo, no escuro.

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Depois de descer do trem, a estrada foi tranqüila, já não havia neve, e fomos passando por muitos vilarejos interessantes, como Ulrichen, Blitzingen e Fiesch. Depois passamos por BRIG e VISP, cidades maiores, até chegar a TASCH, que não passa de um vilarejo com uma movimentada estação de trem, que leva a Zermatt, onde se encontram estações de esqui permanentes.

 

Eu havia reservado através do “Booking.com” duas noites numa pousada, Restaurant Hole in One, pois o preço era de apenas Chf 100 para as duas noites. Mas ao chegar, me disseram que a roupa de cama e banho não estava incluída, e queriam me cobrar o dobro. Saí buscar outra pousada, mas só havia um hotel aberto, devido à baixa estação, e cobrava Chf 145,00 por noite. Então voltei, e após uma negociação acabei acertando com o proprietário por Chf 150,00 as duas noites, sem café.

 

No dia 15 (quinta-feira), pegamos uma Van para Zermatt, que passa nos hotéis, por Chf 12,00 ida e volta por pessoa, ou teria que ir até a estação de trem, um tanto longe, onde é caro para deixar o carro, para ir até aquela cidade, por Chf 16,00 ida e volta. ZERMATT é muito bonita, muito turística, com casas e prédios bastante típicos, muitas lojas de souvenir (caras) e belas vistas das montanhas, mas não havia neve na cidade, apesar de ser muito alta (1.620m.) e estar muito frio pela manhã (3º C), mas o sol aliviou o vento frio. O teleférico para uma das primeiras estações de esqui, para chegar junto à neve e ver mais de perto o pico mais alto da Suíça, o Matterhorn (4.478m.), custava Chf 49,00 por pessoa, pelo que não o pegamos, pois já tínhamos visto e enfrentado muita neve, e nos contentamos em ver a montanha mais ao longe. Caminhamos pela cidade toda, tiramos muitas fotos, e como não iríamos esquiar, no meio da tarde nada tínhamos para fazer. Voltamos a Tasch às 16 h., mas nada havia para fazer por lá também, então cheguei à conclusão que não valera a pena ir até Zermatt, pois nos custou dois dias de viagem, sem acrescentar muito ao que vimos nos outros lugares. Só vale a ida até lá para quem vai esquiar, pois algumas estações funcionam o ano todo. Ou ir rapidamente até Tasch, pegar o trem, conhecer por umas 2 horas, e voltar.

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Saímos na manhã seguinte para Lausanne, passando por diversas cidades no caminho, mas como se trata de uma região mais plana, costeando os lagos, de língua francesa, não havia mais os vilarejos tipicamente alpinos, característica alemã. Passamos por muitas cidades bonitas, como Martigny, St. Maurice e Bex, mas a maior atração foi o Castelo de Chillon, pelo qual se passa na própria estrada que vai a MOINTREUX. Esse castelo é o mais tradicional e conhecido da Suíça, muito bonito, à beira do lago Lehman, e começou a ser construído no séc. XIII como fortaleza, pertenceu à família Savoya, uma das mais ricas do país. Mointreux é uma bela cidade, que desfruta de uma vista incrível, com o lago e montanhas de picos nevados à sua frente. Passando por ela, encontramos as igualmente belas Vevey e Chexbres, também no alto, com magnífica vista do lago, até chegar a nosso destino, LAUSANNE, onde fomos direto ao centro histórico, mas não achamos nada de especial em termos turísticos. Seguimos pela manhã até Genebra, para devolver o carro e pegar um vôo para a Croácia. Genebra é também muito bonita, mas algumas horas são suficientes para conhecê-la e ver o belo Jardin Anglais, sua principal atração.

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Como se viu, a Suíça é um país que merece ser visitado, e é possível fazer uma viagem econômica, utilizando carro locado, que possibilita conhecer muitos lugares a mais e melhor que viajando de trem, no mesmo lapso de tempo. Todavia, o roteiro poderia ser encurtado, penso que cinco dias completos seriam suficientes, para conhecer os lugares mais bonitos, excluindo então a ida a Saint Moritz e Zermatt, e explorando mais os vilarejos alpinos nas proximidades de Interlaken, no caminho alternativo para Chur, na ida desta para Andermatt, e nas proximidades desta, e depois retornar ao ponto de chegada para devolver o carro. Chur também não precisa ser conhecida, pois nada tem de especial, apenas a facilidade de hospedagem. Existem hospedarias em qualquer vilarejo, só são difíceis de encontrar na Internet, e os preços podem ser mais elevados que os hotéis da rede Ibis. Comer em qualquer lugar será sempre muito caro, pelo que deve-se de buscar de imediato um supermercado, e abusar de sanduíches (o pão preto fatiado suíço é maravilhoso), croissants, bolos (tem uma espécie de rocambole muito bom em pacote), e frutas. Eu levei cartelas de salame fatiado do Brasil, no fundo da mala, pois lá o preço é exorbitante. Os pratos mais em conta são geralmente as pizzas e massas, em torno de Chf 20,00 por pessoa. A época ideal é após o inverno, para ainda ver neve, de abril a maio.

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Unirio..realmente a Suíça é linda ..os passeios de trem e gondola aos picos em Zermatt são imperdíveis , Murren é coisa de filme , Lausanne com a vista do lago e as montanhas é espetacular , Zurique uma cidade moderna ...é um pouco cara ..mas depois de conhecer a Noruega vais achar a Suíça uma pechincha !!!!!!!!!

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Olha, já conheço a Noruega, mas como ficamos basicamente na linda Bergen, paramos num ótimo albergue, em quarto privativo para três pessoas, com custo bem menor que na Suíça. E tinha a vantagem dos albergues de poder preparar ocasionalmente a própria comida, na cozinha disponibilizada, que se torna um ponto de encontro. Isso praticamente não existe na Suíça, pois os lugares mais em conta que encontrei foram os hotéis Íbis. Quanto às tuas observações sobre a Suíça, as cidades citadas são bonitas, mas nada de excepcional em relação a outras semelhantes pela Europa. Para mim, os vilarejos tipicamente alpinos foram as verdadeira atrações, que distinguem a Suíça dos outros países.

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Parabéns pelo relato!

 

Uma dúvida: não tenho nenhuma experiência com o uso de correntes. Nesta viagem é necessário colocar nos pneus? É difícil?

 

Obrigado!

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Excelente relato! Estou começando a planejar uma viagem incluindo a Suíça, Alemanha e Áustria e os gastos na Suíça estavam me preocupando. Como estavam os custos para estacionar o carro? Você chegou a fazer uma planilha com os gastos da viagem? Abraço!

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