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Drisz

Trekking Monte Roraima- junho 2014

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Espero poder contribuir de alguma forma com informações sobre o Monte Roraima, assim como as informações contidas aqui tem me ajudado ,principalmente por informações atualizadas e com detalhamento dos percursos. Assim como eu, creio que há muitos aventureiros de plantão sonhando em subir o Monte, então vamos lá!! Vou tentar escrever, finalizar meu relato, pois tenho uma preguiça para escrever. ::hãã2:: Rsrs

Destino: Monte Roraima

Período: 17/06/2014 a 22/06/2014

Duração: 6 dias/5 noites

Agência: Backpacker Tours C.A

Incluso: Café da manhã, almoço, jantar e banheiro.

Preço: 13.500b = R$ 482,00

Câmbio: 1 real= 28b

Passagem Tam: Manaus- Boa Vista : R$ 164,52 ( ida/volta)

Ida: 14/06

Volta: 30/06

• Como tive que comprar outra passagem: MAO/BVB- TAM volta R$ 105,95

Obs: como voo é mais barato e rápido, optei claro pelo voo. Pegar o ônibus recomendo somente no caso de não ter datas precisas.

 

 

O meu voo estava previsto para às 02:42, no aeroporto encontrei um amiga que também estava indo a Boa Vista, mas para uma excursão sentido Margarita, como eles passariam em St. Helena, acabei ganhando uma carona no ônibus da excursão. Enfim não tive gastos com transporte de Boa Vista a St. Helena. Agradeço ao cara que tava organizando a excursão por ter me dado essa carona.

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Tivemos apenas uma parada em Pacaraima, comprei apenas um café por R$1,00. No caminho a St. Helena fiz o cambio depois do posto da policia federal (1 real por 28b).

Chegando em St. Helena, me despedi do povo da excursão e peguei taxi lotação direto ao centro ( taxi lotação R$2,00 ou 50b).

Chegando a agencia Backpacker tours, infelizmente não havia grupo para aquele dia e muito menos para 8 dias, isso é uma desvantagem quase não tenha grupo, bom como não queria procurar tbem outra agencia, fiquei por essa mesma, ate por recomendações de um amigo.

Mas o tour sairia somente na terça, ou seja, eu ficarei 3 dias em st. Helena. Por este motivo paguei 3 noites na pousada da agencia, custou 350b a diária ( não recomendo esta pousada, a não ser que no dia seguinte saia já pra fazer o trek ao Monte).

Pontos Negativos para longo período: a wifi oscila, corredor estava com as luzes queimadas, banheiro estava em péssimas condições).

Pontos Positivo: barato e perto do centro ( enfim da pra levar) rsrs

Mas como em St. Helena não tem muito movimento, ficar sem wifi complica. Por isso resolvi passar maior parte desse tempo com o grupo da excursão, já que os mesmos só iriam partir na segunda. Batemos perna por todo canto em nesta cidade, e ainda fui sem gastar um tostão em uma pequena comunidade indígena que fica alguns km de St.Helena, onde tem uma pequena cachoeira.

Enfim, na segunda (16/06) às 17h tivemos uma pequena reunião na agencia para conhecermos o guia Gabriel e tirar possíveis duvidas, assinamos um termo de compromisso afirmando que não tínhamos problemas de saúde, porque caso ocorresse alguma coisa o resgate de helicóptero custaria 1500 dólares, pago pela agencia claro. Nos foi dado um saco plástico para ensacar os nossos pertences caso precisasse, como eu já tinha isolante térmico e saco de dormir não precisei pagar por eles. Fica dica caso não queriam levar os seus ou não tenham, o guia também sugeriu deixarmos o que não era preciso na agencia (infelizmente não fiz isso).

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Dia 17/06 – Saída da agencia ao ponto inicial do Trekking.

O trekking inicia em Paraitepui uma pequena comunidade, neste ponto conheci meu grupo que era composto por 3 venezuelanos, 2 espanhóis, 1 francês , 1 brasileira e eu. Com o guia havia mais 3 pessoas, ficavam responsáveis pela comida. Enquanto o povo estava se organizando para carregarem todos os mantimentos possíveis, fique observando a comunidade indígena.

Começamos a caminhada embaixo de sol de meio dia, como vivo em uma região que sol forte é sinônimo de normalidade, então caminhei sem dificuldades. O tempo ate o outro acampamento é uns 4h dependendo do ritmo, pelo acho, tempo passa tão rápido que nem me atentei a isso, mas fizemos em um bom tempo. Ate pq esse trajeto é mais aberto, sem subidas, se tem um ou outra. Além do mais com baita paisagem ao redor, impossível se atentar ao relógio. Neste caminho vi muita arvore derrubado e focos de incêndio. E claro umas paradinhas para umas fotos e aproveitando o momento para descansar.

No acampamento organizamos nossas coisas nas barracas, e nos perdemos na linda paisagem do lugar. O guia nos chamou para explicar sobre o banheiro, grande temido rsrs, não sei por qual motivo não me lembro da explicação, mas vou relatar sobre ele mais a frente. Pra mim isso foi uma grande preocupação, para homens é simples, mas para mulher se torna um terror.

Por volta das 18h nossos colegas, já estavam preparando nossa comida, não tenho que reclamar, comi muito bem e cardapio foi bem variado. Senti baita alivio, porque comida é comigo mesma, e tirou um pouco da assombração que vivi em Arequipa que após um trekking de 7h no Canyon de Colca, comi uma sopa com tomates. Nossa primeira refeição foi baita macarronada.

Por isso dou nota 10 aos nossos amigos que se esforçaram para fazer o melhor possivel nesse trekking.

Nossa primeira noite foi recheada de histoiras indigenas, que me esforcei muito para comprender rsrsrs, preciso aprender espanhol. O guia Gabriel repassou as informações do dia seguinte e ressaltou que o caminho já teria algumas subidas. Para passar o tempo e o frio nada melhor que uma bebida para esquentar.

Conhecemos os outros grupos, encontrei coreanos, ingleses e australianos. Brasileiros, nada, claro com a copa do mundo rolando rsrs, impossivel. Neste dia foi muito dificil dormi, os coreanos fizeram barulho ate altas horas da madrugada.

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Dia 18/06- Rio Tek ao acampamento Kukenam.

Praticamente quebrada devido uma noite mal dormida, dei um pulo ate o rio. Na volta, um dos venezuelanos extremamente irritado, pediu uma tampa de panela para acordar os coreanos, melhor acordou o povo todo rsrs.

O café da mão teve pão caseiro feito na hora, geleia de goiaba e café.

Esse foi um dos caminhos mais difícil para mim, com algumas subidas, que me fizeram ouvir um batuque, mas não era de escola de samba, e sim do meu coração. Cheguei ao rio que teríamos que atravessar, e esperei o grupo para atravessar. O guia já tinha recomendado para atravessar o rio com meias, esqueci desse detalhe, e levei meu primeiro tombo. ( dica siga as instruções do seu guia) rsrs

 

E para piorar situação, tenho asma, controlar a respiração tava dificil. Caminhamos sob um forte sol, temperatura variou muito entre um sol escaldante e uma garoa.Alguns do grupo estavam ficando pra trás, com a permissão do guia segui em frente, tenho dificuldade em parar inúmeras vezes, ate pq se eu para, vou ter dificuldade em pegar o impulso de novo. Mas admito que fui baita desobediente, não aconselho seguir sozinha sem o grupo.

Com baita sede demorou um pouco para chegar ate um ponto de água, peguei agua em uns corregos da trilha, não usei pastilha alguma e não tive problemas quanta a agua, que por sinal gelada. Longe do pessoal mais de 2 km, sem agua, comecei a sentir um enorme cansaço e com muita sede, lembrei da minha familia e amigos. Fiquei pensando que tenho que aprender a beber agua, sempre esqueço isso rsrs ao inves de tomar pequenos goles, tomei minha agua que nem uma desperada.

Com os lábios secos e com baita fome, também esqueci de levar algo comigo tipo ( chocolate ou pão), comecei a cantar para tentar distrair a fome e a sede. Fiz uma parada ao longo do percurso para dar uma olhada pra tras e ver se o meu grupo estava proximo, com ajuda da lente da minha câmera, estavam longe. O grupo que se aproximava em alta velocidade era dos coreanos, apesar de terem saido 1h depois do nosso grupo, estavam na frente deles, fiquei admirada pela resistência. Pensei em espera-los para pedir agua, mas pensei que talvez seria pior. Tava muitoo casanda e esperar mais um pouco dificultaria pegar o caminho de novo.

Com o incentivo dos portadores que aparentemente não sentem cansaço algum, caminham como se estivessem correndo, disseram me que o 2 acampamento estava próximo. Então finalmente consegui chegar, a primeira coisa que pedir foi agua e pão rsrs, depois fui direto para uma pequena queda d’agua tomar um banho.

Essa agua tava tão gelada, mais tão gelada que sair sem sentir meu corpo rsrs. Precisa tomar banho e como não tinha ninguem, aproveitei.

Depois desse teste de resistência, descansei maior parte da tarde. E aproveitando o baita visual da minha barraca. Foi servido o almoço bem caprichado.

Pela noite recebemos instruções para 3 dia, o dia punk da subida. E nosso guia o Gabriel contou outras historias sobre o Monte Roraima.

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3 dia 19/06/2014 – Subida

Acordamos cedo, tomamos um café da manhã reforçado, e minha preocupação era direcionada ao peso da minha mochila, não uma, mas 2 mochilas ::putz:: . Esse percurso tem é subida com muitas pedras. A cada subida, dava uma parada para recuperar o ritmo da respiração, com ajuda do espanhol amarrei minha mochila pequena na cargueira, foi baita peso nas costas, que a cada passo me puxava pra trás. Teve certas partes que encravei as unhas nos musgos e pedras para não cair pra trás, ai veio baita arrependimento por ter trazido muita coisa inútil.

Se eu achava que pular umas pedras tava sendo difícil por causa do peso das mochilas e minha estatura. O pior estava por vir, o caminho da cachoeira das lágrimas, me pergunto por que será este nome??!!. ::ahhhh::

Este trajeto é húmido e escorregadio. Mas a tensão é amenizada pelo visual espetacular, acho que pelas fotos não conseguem passar a sensação magica desse lugar. É de hipnotizar.

Antes de subir o Paso das Lágrimas, sentei-me em uma pedra para observar o lugar e lá em cima vi um dos australianos com dificuldade em subir, que precisou da ajuda do seu guia. E ele não carregava nada além de uma pequena mochila, ai bateu o desespero, como é que vou subir com esse baita peso.

Muita concentração mental e força e voilá, fui devagar, bem devagar, meu medo era o peso virar. Não vou mentir que sentir um enorme medo, então ao espiar para baixo me fez o rezar pai nosso srsrs e mais assustador que olhar pra baixo e escutar o som das pedras caindo.

Depois de sofrida subida e me fizeram fazer baitas promessas do tipo (programar com antecedência a mochila p não levar porcaria).

Chegando lá em cima, cada esforço é recompensado. Só festa. ::otemo::

Partimos rumo ao acampamento Sucre. Merecido descanso e um jantar caprichado.

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gostei bastante desses relatos, deu para aprender muita coisa, agora estou mais animada ainda para essa viagem!

Agora, tenho uma dúvida grande sobre a questão da moeda.

Neste post, fala que o preco da trek fica em BsF 13.500 por pessoa, em torno de R$ 500. Porém, quando eu colocar num site de troca de moedas (tipo XE), me fala que a taxa de VEF (moeda da Venezuela nesses sites) para o BRL (R$) é 2,8, ou seja, seria 4700 R$! O que é 10 vezes o anunciado... Existem 2 moedas na Venezuela, ou tem algo que não entendi direito?

Obrigada!

Lolo

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Pessoal, boa tarde!

 

Eu e meu namorado estamos planejando fazer o monte roraima em outubro à partir do dia 14.

 

Gostaríamos muito de fazer a trilha de 7 dias, por isso já queria tentar verificar a possibilidade de um grupo para 1 pagarmos mais barato e 2 podermos fazer no mínimo 7 dias o que aumenta nossos dias no topo do monte.

 

Algum aventureiro com o mesmo planejamento?

 

Aguardo!!

 

Valeu galera!

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Pessoal, uma dúvida: é muito arriscado chegar em Santa Elena sem nada agendado e achar um grupo saindo nos próximos dias? Ainda não achei nenhum grupo saindo em datas que posso e não tenho tantos dias de folga para esperar um grupo se formar... Chego dia 24/set e volto dia 04/out. abs

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gostei bastante desses relatos, deu para aprender muita coisa, agora estou mais animada ainda para essa viagem!

Agora, tenho uma dúvida grande sobre a questão da moeda.

Neste post, fala que o preco da trek fica em BsF 13.500 por pessoa, em torno de R$ 500. Porém, quando eu colocar num site de troca de moedas (tipo XE), me fala que a taxa de VEF (moeda da Venezuela nesses sites) para o BRL (R$) é 2,8, ou seja, seria 4700 R$! O que é 10 vezes o anunciado... Existem 2 moedas na Venezuela, ou tem algo que não entendi direito?

Obrigada!

Lolo

 

Lolo... o cambio oficial pode estar em 2.8, 3 ou 20 Bs por real... mas na fronteira se troca moeda na rua, com pessoas que negociam, o chamado cambio negro... que paga de 8 a 20 vezes mais que o cambio normal, então é isso... só existe uma moeda, mas dois cambios... na fronteira nem deve existir onde fazer cambio em banco hehehehe

 

com a crise o valor subiu bastante... ta por volta de 20 a 30mil Bs... mas o cambio negro tambem se valorizou... ta variando de 45 a 55 Bs por real.

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