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Olá viajante!

Bora viajar?

30 dias em Irã, Israel, Jordânia e Turquia

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Boa noite pessoal! Estou há mais de um mês pra começar esse relato e tenho postergado indefinidamente. Mas antes que inicie o planejamento da próxima jornada eu vou deixar minha experiência aqui registrada.

 

Vou falando sobre os custos e o planejamento no decorrer do relato, enquanto vou me lembrando da viagem. :lol:

 

02 de maio - São Paulo / Teerã

 

Minha viagem iniciou dia 02 de maio de 2014 saindo de São Paulo. Primeira vez viajando com a Turkish Airlines, gostei bastante do atendimento, recepção e do cardápio do vôo. Para chegar a Teerã eu fiz escala em Istabul por aproximadamente 3 horas. Cheguei na capital iraniana pela manhã e não tive qualquer problema para passar pelo controle de passaporte, mesmo estando um pouco apreensivo. Minha apreensão era devido alguns relatos no Lonely Planet, onde alguns turistas americanos e europeus tiveram negadas sua entrada, mesmo após obter o visto. De fato, pareciam ter dois que tiveram seus vistos negados.

 

Para obter o visto iraniano é bem fácil, e apesar de existir um site oficial para o consulado em Brasília o site atualizado é esse: http://colinasdoiran.blogspot.com.br/p/visto-do-brasil-para-o-iran.html

 

Aparentemente esse blog é mantido pelo pessoal do consulado. Liguei para lá para tirar a dúvida e realmente é só seguir o processo descrito no blog, sem complicações, na semana seguinte já estava com meu passaporte de volta. ::otemo::

 

03 de maio - Teerã

 

Quando cheguei no Irã já era dia 03 de maio e o clima era agradável, estava fresco e com o sol entre nuvens. A primeira percepção sobre a cidade é que parte dela parou no tempo, principalmente se reparar nos automóveis. Carros de marcas como Renault e Peugeot são as mais comuns entre as que temos aqui no Brasil, sendo muitos carros de fabricação nacional da marca Samand.

 

Ao pesquisar para ir ao Irã eu encontrei diversas recomendações de agencias e optei pela Pars Tourism, pode ser encontrado em: en.key2persia.com

Minha maior preocupação era com a lingua e estava certo. Quanto a agencia eu recomendo muito!

 

Fiquei hospedado num ótimo hotel e me juntaram a um grupo para irmos então visitarmos o primeiro palácio. Todos têm a mesma estrutura, inclusive a maioria das mesquitas.

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Nesse palácio tem um museu interessante sobre os costumes e as vestimentas das diversas regiões do Irã, depois fomos para outras praças pela região e encerramos o dia.

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04 de maio - Teerã

 

Uma coisa interessante sobre a agencia de turismo é que custaram 700,00 euros, que devem ser pagos no ato pois não aceitam cartão. Essa história de não aceitar cartão é real mas existem lugares onde é possível usar. Por exemplo numa loja de tapetes, eles usam uma conta de outro lugar, no caso que notei, da Turquia e realizavam as cobranças dessa maneira, até porque existem tapetes carissimos e ficaria inviavel carregar em dinheiro.

 

Bom, voltando a agencia, esse valor inclui um guia para todos os dias com transporte, bons hotéis com café da manhã, almoço incluso durante o trajeto e janta também!

 

No dia 04 de maio visitamos o museu da tecnologia, não é muito interessante já que é bem pequeno, mas o pessoal é muito amigável e receptivo.

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Depois visitamos outro museu histórico e almoçamos. O almoço era geralmente um khebab com arroz e acompanhamentos.

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Durante a tarde nosso grupo visitou o museu do Carpet, e gostei bastante, principalmente da explicação sobre os métodos e regiões de fabricação. Tivemos oportunidade de ver os mais belos e também os mais caros, diga-se de passagem eram os menos bonitos.

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Durante o final da tarde fomos visitar a maior praça de Teerã e tomamos um sorvete diferente, gostei! :D

Essa praça é bem legal e nos traz uma idéia diferente de países do Oriente Médio, isso porque foi possível ver gente de toda idade, inclusive nas academias ao ar livre. Muitos jovens fazendo piquenique e jogando uma espécie de frescobol.

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Apesar do clima seco, muito seco, nota-se muito verde. Pelo que percebi os jardins e praças são muito valorizados e sempre se encontra alguém regando as áreas verdes.

Passamos por outro monumento na capital e seguimos para Shiraz a noite. Ah, esse vôo entre Teerã e Shiraz também está incluso! ::otemo::

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05 de maio - Shiraz

 

Esse era o local de uma das maiores mesquitas no Irã, e após um vôo tranquilo com um bom serviço de bordo pela Iran Air nós chegamos a Shiraz. A cidade é bem mais tranquila e organizada que a frenética capital.

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Fomos então visitar a mesquita. O que complica um pouco é que os lugares mais bacanas não são permitidos fotografar, mas com o celular algumas coisas tornam-se possíveis! ::lol3::

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Nessa mesquita era obrigado as mulheres estarem totalmente cobertas, apenas com o rosto de fora. Mas não se preocupe, na entrada eles distribuem essa manta branca para as turistas que não tiverem de acordo. Tudo é muito bonito, desde os tapetes que cobrem a entrada até os mosaicos de espelho que ornam as paredes.

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O legal é que para adentrar a mesquita é necessário tirar os sapatos, então fica a dica pra não levar aquelas meias feias ou furadas, e isso vale para todos os dias no Irã.

As pessoas lá são bem receptivas, assim que encontram uma brecha elas tentam se comunicar, as vezes arranhando um inglês, as vezes só gesticulando mesmo. Um senhor que guiava os turistas na mesquita nos insistiu para contar aos amigos e parentes sobre o Irã e convence-los a visitar.

 

Uma das atrações para que gosta de compras são os bazaares, que estão distribuídos sempre em volta das mesquitas.

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Nesse dia ainda visitamos uma escola de religião e tomamos um café em uma das lojas no centro da cidade. Visitamos um outro pequeno mosteiro que estava sendo utilizado para classes para crianças do ensino fundamental e médio.

Na ocasião estavamos eu, um americano e um espanhol, e tinham outras três meninas iranianas tirando fotos no local. Quando percebemos que elas estavam olhando nós tentamos disfarçar e evitar um contato visual, afinal há poucos dias no país e sem estar certo de como a banda toca, mais vale evitar. Pois bem, elas estavam curiosas para saber de onde vínhamos e até pousaram para uma foto.

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Um ponto de atenção ao nosso guia chamado Arya Atashsoda, o qual nos acompanhou durante todo o turismo, foi incansável em querer nos agradar.

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Eu poderia colocar uma centena de fotos aqui, mas ficaria cansativo e não descreveria o que passei. Vou colocar alguns que retratam alguns pontos de vistas diferentes, como algumas das ruas de Shiraz e o bazaar.

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Sobre essa última foto foi interessante. Primeiro que raramente um homem toca uma mulher e vice-versa, principalmente se não faz parte da família. Pois bem, estava andando pelo bazaar e buscando coisas diferentes para trazer comigo. Passei em frente a uma loja de perfumes e me interessei pois tinha alguns de "temperos persas" e queria realmente experimentar, mas não sabia como perguntar em persa (ou farsi, lingua oficial do país). Essa menina tocou minhas mãos e sinalizou algo como me siga, num movimento me puxando para loja. Fiquei meio sem graça, até porque um iraniano na loja ao lado ficou reparando a situação. Mas enfim, experimentei alguns sabores diferentes e acabei levando um.

 

Visitamos mais uma mesquita, nessa podia bater foto.

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Por toda parte no Irã vemos placas com memoriais dos heróis da guerra Irã/Iraque.

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Nesse dia ainda tivemos tempo de pegar o final de tarde visitando o complexo onde fica o túmulo de um famoso poeta Hafez. O lugar é muito legal, muitos jovens, muita gente fazendo piquenique e dedicando o tempo para leitura, é um local bem comum entre os iranianos.

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Após isso nós voltamos para o hotel, muito bom por sinal, chamado Jaame Jam Hotel. Mas tinha um porém, eu tinha esquecido meu desodorante no hotel anterior, em Teerã, logo eu devia comprar um novo. E começou a brincadeira, sair a noite por Shiraz e comprar um desodorante. Foi relativamente fácil, visto que eu já esperava ninguem falar ingles. O hotel é bem localizado na cidade e consegui sair sozinho e gesticulando ao questionar (ou tentar) as pessoas nas ruas. Enfim, consegui em menos de 15 minutos ::otemo::

 

Fui dar mais uma volta para comer algo, e achei interessante que as duas passarelas que encontrei tinham escadas rolantes :shock:

E consegui achar algo pra comer :D e me virar apenas gesticulando e com um vocabulário persa de 4 palavras.

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06 de maio - Persépolis / Necrópolis

 

No dia 06 de maio acordamos cedo e fomos para a antiga capital da Pérsia, Persépolis. O grupo na maioria das vezes ficava em hotéis diferentes e a van nos pegava todos os dias.

 

Persépolis é quente, mas acredite no que digo. O Irã é quente, abafado e seco, muito seco, mas Persépolis é o auge! Ou dei muita sorte de naquele dia estar assim.

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Necrópolis também é um local pequeno mas igualmente interessante.

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Após uma longa manhã visitando estas duas cidades antigas, seguimos para um bom restaurante na beira da estrada. Como eu havia comprado o pacote de 10 dias e todo o resto do grupo comprou o de 15 dias, eu tive de seguir sozinho para o próximo destino. Se eu pudesse teria feito os 15 dias. Nesse caso o grupo se dirigiu para Yazd e eu segui para Esfahan. É aí que começa uma outra história curiosa.

 

Como estava sozinho, me deram um motorista num carro particular para me levar até Esfahan, que ficava a aproximadamente 5 horas dali.

O fato é que o motorista não falava nada de inglês, para não dizer nada, algumas palavras aleatórias.

Bom, o fato é que fomos o caminho todo tentando nos entender gesticulando, apontando etc... Não adiantou muito. Paramos para tomar um chá e depois seguimos. Então ele atende o celular e fala bastante na lingua que não entendo nada. Quando desliga ele sinaliza que era seu irmão e algo como se o irmão fosse policial ou militar, e pergunta (ou dá a entender) se eu queria seguir para Esfahan e após tomar um chá com o irmão dele ou então tomar um chá e seguir para Esfahan. Sinalizei que tomariamos um chá antes então.

Entre algumas paradas para o abastecer e tomar um chá, chegamos próximo a casa do irmão. O detalhe é que ele me manda guardar a camera e diz para eu não falar nada :shock::shock::shock:

É então que percebo que o irmão dele mora dentro de uma vila militar ::ahhhh:: e eu não tinha como ter idéia disso antes.

Enfim, entramos, fomos na casa, fui recebido pela família e tomamos um chá, comemos manga e foram muito gentis, além do motorista tinha a mulher da casa chamada Leila e duas filhas, mas só lembro o nome de uma que era Aina. Bati algumas fotos mas pediram para não colocar na internet. Não sei o porquê mas vou respeitar o pedido.

 

Segue algumas fotos da viagem entre Shiraz e Esfahan.

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07 de maio - Esfahan

 

Bom, o motorista Ahmadi me deixou já de noite no hotel. No outro dia fui sozinho para os passeios turisticos, nesse dia o guia foi uma moça que não me recordo o nome, e também não peguei nenhum cartão.

Visitamos alguns lugares como mesquitas e palácios, o que a certa altura começa a ficar realmente repetitivo, mas se observar bem é notavel as diferenças entre cada um. O interessante nesse passeio foi passar por alguns locais que foram especificamente atacados por Saddam para derrubar o moral iraniano durante a guerra.

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O interessante é que em Esfahan fica a segunda maior praça do mundo, chamada Naqsh-e Jahan (http://en.wikipedia.org/wiki/Naqsh-e_Jahan_Square), patrimônio da UNESCO. O bazaar mais antigo remanescente no Irã fica no entorno da praça e é enorme, além do visual de cima ser incrível.

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Passamos então numa loja que me foi recomendada pelo guia do grupo, chama-se Silk Road, vende-se carpet e kilim. Mas o principal motivo de eu passar por lá foi que a recomendação era de uma aula sobre tapetes. Na verdade o guia tinha me dito que eu poderia passar por lá que o pessoal ia me explicar tudo que eu precisava saber sobre os tapetes Persas.

Nessa loja conheci um dos funcionários chamado Shantia, que foi muito gentil e tirou muitos tapetes apenas para explicar suas origens, como detectar o material, maneira fabricada e as particularidades. E de quebra tomamos um chá durante a explicação. Depois ele me convidou para passar por lá mais tarde, caso eu precisasse usar a internet ou só para bater um papo e tomar um chá ::otemo::

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Após o bazaar fomos ao restaurante, como todos que a agencia nos levou, bem tradicional e com boa comida.

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É interessante ressaltar uma percepção que tive. Sabe-se que todas as mulheres devem cobrir a cabeça ao menos com o lenço. Notei que principalmente as mulheres mais velhas ou conservadoras usavam o chador, que sobre completamente a cabeça, deixando o rosto a mostra. Mas toda a juventude usava apenas o lenço e na maioria das vezes mostrando a parte da frente do cabelo, o que significa ser bem liberal.

Outra coisa que notei é que independente da idade, mulheres e homens usam cores sóbrias, as vezes uma peça ou outra colorida. E isso é notavel porque muitas vezes percebemos pessoas olhando atravessado para as mulheres (turistas) que usam lenços e roupas super coloridas.

 

A receptividade do povo é algo que deve ser destacado, diversas vezes ouvimos pelas ruas um "welcome to Iran", "good afternoon" entre outros.

 

Nesse dia visitamos outros palácios e voltamos para o hotel. Esse não era centralizado e fomos caminhando até ele, em alguns momentos a guia ficou meio perdida e teve que pedir informação :shock:

Mas tudo se saiu bem, foram quase 40 minutos só para se encontrar pelas ruas estreitas, com um belo calor seco. ::essa::

 

08 de maio - Esfahan

 

Esfahan é uma cidade grande, e achei mais aconchegante que a capital mas não tanto quanto Shiraz.

Nesse dia quem me buscou no hotel foi o marido da guia do dia anterior, que também era guia ::otemo:: chamado Abbas Alijanian.

Na verdade fiquei surpreendido em descobrir que o Irã é um país bem turístico, mas me arriscaria em dizer que ao menos 3/4 deles são russos ou chineses.

Outro fato curioso é que a sexta-feira deles é o nosso domingo, é o dia sagrado do islamismo onde é obrigação todo muçulmano fazer ao menos a oração do meio dia em comunidade.

Bom, nesse dia visitamos o bairro Armênio, onde podemos entender melhor a história do holocausto armenio nos museus e também conhecer o lado cristão do Irã. Sim, visitei uma igreja no bairro.

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De carro visitamos outros locais na cidade e tive a oportunidade de conhecer uma turista australiana que viajava sozinha :|

O legal é que ela acabava de vir do Iêmen e Síria, e estava a caminho do Afeganistão. E eu achando que tava me arriscando de mais no Irã ::lol4::

Como já havia dito, é muito valorizado a arborização e o verde na cidade, mas ainda assim é uma região árida, as vezes desértica. Um dos cartões postais de Esfahan estava seco, é uma ponte e um rio que cruzava ela.

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E andando pelas praças encontramos um grupo de senhores jogando papo pro ar. Perguntam de onde somos e pedem uma foto. Então tá.

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Eu amei de verdade todos os diferentes pratos que experimentei no Irã, não vou colocar todos aqui, mas essa foto em particular é interessante, pois aquela porção menor que parece carne é na verdade um extrato de couro comestivel. ::dãã2::ãã2::'> mas tava muito bom, de verdade.

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E como muitos sabem, bebidas alcoólicas são proibidas no Irã, e o porte delas dá cadeia. Mas existem as cervejas sem álcool ::mmm:

Bom, meu corpo já tava pedindo por isso, e claro experimentei uma.

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09 de maio - Kashan / Abyaneh

 

Nesse dia saímos com tempo em direção a Kashan, com passagem por um vilarejo histórico listado pela UNESCO chamado Abyaneh.

O vilarejo é muito legal e é um dos mais antigos do mundo que ainda mantém as construções e a população local. O caminho também é fantástico, as vezes bem quente mas com uma vista maravilhosa.

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Outra coisa interessante, na estrada entre Esfahan e Kashan passamos pela região próxima a usina nuclear, a famosa pelas implicações do ocidente com o Irã. Mas a parte interessante é que nesse trecho existem inúmeras placas proibindo fotografia, e 17 baterias anti-aéreas espalhadas no entorno.

 

10 de maio - Kashan

 

Basicamente esse foi meu último dia útil no Irã, o qual passei visitando algumas antigas residências que estavam sendo transformadas em hotéis. Foi interessante conhecer como funcionavam as antigas cozinhas e o método para guardar os alimentos e mante-los frescos. Existe nestas casas uma escada que desce 7 metros na terra e acredite, a temperatura é consideravelmente menor lá. Para frutas que não eram desidratadas existia um segundo lance de escada para baixo, onde a temperatura ficava bem mais baixa. Não sei se é porque eu saí daquele calor e fui direto lá para baixo, mas deu pra sentir um friozinho.

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Almocei em um outro restaurante tradicional, mas esse era bem turístico. E um exemplo de que as aparências enganam, esse prato foi um dos meu preferidos, mas se eu fosse escolher pela "cara" eu preferiria um McDonalds.

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Visitamos um museu e um palácio que mantinha mais a estrutura Zoroastra. Essas "piscinas" nos centros dos jardins tem um propósito, são para aumentar a umidade do ar e refrescar o ambiente.

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Tomamos um chá nesse palácio e pegamos a estrada novamente, mais algumas horas até Teerã. Hora de pegar o vôo para o próximo destino.

 

Ao chegar ao aeroporto de Teerã, na entrada era preciso passar pelo raio-x, até aí tudo bem afinal vários aeroportos no mundo são assim. O primeiro problema foi encontrar a fila certa ::lol3::

Passando o raio-x fui direto ao guichê da Turkish Airlines, afinal já cheguei com apenas 2 horas para embarcar e não conhecia os procedimentos de lá.

Bom, apresentei meu passaporte e a moça perguntou:

- qual seu destino?

- Istanbul

- qual o destino final?

- Tel Aviv

- onde é isso?

- ahn, ehh, Israel

- um minuto senhor - com uma cara meio estranha

 

Ela chamou outro funcionario, se falaram durante um tempo e ela retornou: - o senhor sabe que pode ter problema para sair, certo?

É, eu estava mais ou menos ciente disso ::hein: mas foi um risco assumido.

 

Peguei minha passagem e fui pra fila do controle de passaporte, mas já com um pé atrás. Qualquer coisa meu destino é Istanbul, afinal o que acontece depois disso não é problema deles - pensei.

De fato, depois de uns 30 minutos na fila, passei pelo controle sem problemas. ::mmm:

Porém, para entrar efetivamente para o embarque existe outro raio-x. Aí o bicho pega, quem viu o filme Argo com Ben Affleck, sabe do que estou falando. Todo controlado pelas forças armadas, pessoal com cara de poucos amigos e checando tudo quanto é possível. Mas finalmente passei sem problemas de novo. ::mmm:

 

E sim, agora é só esperar o vôo para Istanbul e a aventura continua.

 

Devo postar o relato da continuação nos próximos dias.

Qualquer dúvida podem me perguntar, no que puder ajudar estarei disponível.

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Apaixonada por esse relato!

 

Estou em planejamento para visitar o Irã (apenas o Irã) em 2017.

Você tem o contato do guia que lhe atendeu? Parece que ele é dos bons.

 

Obrigada por compartilhar.

  • 4 anos depois...
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Muito legal seu relato. Obrigado! Ajudou a esclarecer muita coisa. Sobre a comida, você considerou fácil achar comida para vegetarianos? Li sobre os falafels, mas existem opções variadas? Sei que já passaram alguns anos mas queria a opinião de alguém que ja foi.

Abraços,

Gustavo Woltmann

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