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Olá viajante!

Bora viajar?

Índia (e Nepal) – 20 dias

Postado
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Viagem realizada em Maio/2014.

 

Roteiro básico: Nova Delhi, Jaipur, Agra, Khajuraho, Varanasi, Kathmandu, Amritsar, McLeod Ganj/Dharamsala.

 

 

Prévia

Não tínhamos um destino definido para nossas férias de 20 dias de maio. Tínhamos um leque de opções. Passamos janeiro verificando promoções, mas não rolava nada que nos atraísse ou que fosse para o período que queríamos. A ideia era que, se não rolasse promoção para mais longe, iríamos para a Inglaterra, de onde partiríamos para conhecer Escócia, Irlanda, Islândia. No fim de janeiro eu me sentei no computador para comprar o guia do Lonely Planet (LP) em pdf da Islândia. Era de manhã cedo. Enquanto isso fui checar a página do Melhores Destinos. Havia promoção nova. Etihad estava largando uma mega promoção para alguns destinos da Ásia. Vimos SP-Delhi por 2.600 pratas ida e volta! Excelente preço! Compramos na hora.

 

 

Por que a Índia?

Confesso que eu não tinha ideia do que ver na Índia. Adoramos comida indiana e... só. Ao menos para mim. Eu tinha o nome de algumas cidades na cabeça. E o Taj Mahal, claro. Mas era só isso. Desconhecia completamente o que mais ver no país, desconhecia praticamente tudo da Índia. Sei que teve novela anos atrás, mas não vi.

 

Comprada a passagem, passei a ler relatos de outros viajantes. O mochileiros.com foi um excelente começo, com poucos, mas muito bons relatos, e destaco três deles pela qualidade escrita e as boas fotos: Sandman, Dennis Netuno e Alfra.

 

Foram os primeiros que li e seguramente foram importantes para eu montar meu roteiro. Fora isso, os blogs 360 meridianos e Catálogo de Viagens também foram ótimas fontes de leitura. E, no fim, o LP nosso de cada dia (mas achei o LP da Índia deixou a desejar em alguns pontos). Tendo lido razoavelmente os relatos, fui montando o roteiro. Como o Nepal era logo ali do lado, não haveria como perder essa chance de estar perto do Everest, tema de tantas leituras ao longo da minha vida.

 

 

 

Antes do relato, vamos a algumas considerações diversas:

 

Visto para a Índia

Fazer o visto já foi uma pequena novela. Prévia de como a burocracia reina na Índia. Não sei como é o formulário para estrangeiros obterem o visto brasileiro (e acho que o Brasil deveria dispensar isso, independentemente da burra reciprocidade -- mas essa é outra discussão), entretanto acho que deve ser difícil de superar o indiano em termos de burocracia. Existe praticamente um manual para se ler e preencher. Enfim, lemos, preenchemos, revisamos (toma um tempo, tudo isso). Utilizamos o ótimo site Segredos de Viagem para adiantar o preenchimento. Ainda assim, deu problema. Pra começar, mesmo tendo enviado uma foto digital no formulário, nos foi dito (ou melhor, eu entrei na página do consulado indiano para saber a quantas andava nosso pedido de visto e vi que havia problemas) que era necessário enviar uma foto. De fato, era o que estava escrito num dos vários itens do manual. Logo, anexar uma foto digital não tem qualquer utilidade. Enfim, mandamos nossas fotos (mais custo de correio). Enviadas as fotos, recebemos uma mensagem por e-mail (finalmente entraram em contato): nossas fotos não eram válidas, precisávamos tirar e mandar outra. PQP.

 

Sinceramente, se eu soubesse antecipadamente que era assim para tirar visto para a Índia, eu não teria comprado a passagem. Tenho uma política muito clara de privilegiar países que não impõem, ou que pouco impõem, barreiras à minha entrada.

 

No fim das contas lá fomos nós tirar outra foto e enviar (mais custo com correio, mais custo com fotografia). E, enfim, obtivemos o visto. Para o Nepal a política de visto é MUITO mais convidativa: você chega no país, preenche um formulário simples, paga uma taxa (25 USD) e obtém seu visto na hora.

 

 

Tempo em Maio

Essa era uma das incógnitas da viagem. Como nos comportaríamos frente ao calor infernal da Índia? Maio é dos piores meses para se visitar a Índia, em termos de calor. O LP dizia ser “scorching hot". Para mim, mês ruim é quando chove, que é o que viria logo a seguir, a partir de junho, com as famosas monções. Mesmo com receio, eu achava que, sendo carioca e aguentando o calor infernal e úmido dos verões daqui, daria para lidar com o calor mais seco de lá. E, sinceramente, deu numa boa. Pegamos máximas de 43º (eu esperava mais, na verdade). Demos sorte nos primeiros dias da viagem, quando choveu de noite e estava até nublado em Delhi, e bem abaixo dos 40º. O fato de ser menos úmido que o Rio de Janeiro ajudou bastante na sensação térmica. Tanto que nos pegamos andando praticamente sozinhos no meio do dia em Varanasi, debaixo de um sol de 43º, com quase todo mundo buscando uma sombra para se confortar.

 

Tomamos as devidas precauções, que podem ser resumidas em basicamente beber muita água. Sempre comprávamos uma ou duas garrafas de litro para ficar na mochila – lá você compra sempre litro (ou litro e meio, ou dois), e vi muita gente com essas garrafas nas mãos. Uma garrafa custava 20 rúpias, tanto na Índia como no Nepal. Muito barato! Para efeito de comparação: uma água chegava a custar cerca de vinte vezes (!!) menos que uma cerveja. Falando em cerveja, o álcool é pouco consumido e há regiões em que são proibidos (ghats em Varanasi, arredores do Golden Temple em Amritsar). Além de ser caro.

 

Aliás, uma coisa que notei é que os indianos (ao menos quando eu reparava) não encostam a boca na garrafa. Nós encostávamos.

 

 

Choque cultural?

Li muito sobre o tal choque cultural de quando se vai à Índia. Lembro-me do Sandman falando que todo mundo odeia a Índia nos primeiros dias. Lembro-me de algum outro lugar que dizia ser bom, nos primeiros dias, você ficar em lugares melhores, contatar motorista, etc. (enfim, ficar na redoma) para amenizar o choque.

 

Acho que, de tanto ler, não sofri o tal choque. Já esperava por tudo aquilo que vi. Inclusive no lugar onde nos hospedamos na primeira noite, Pharaganj. Uma coisa é esperar, outra é viver, eu sei. Ainda assim, posso dizer que não houve choque. Não odiei a Índia no começo (nem no fim). Por outro lado, confesso que as coisas que me vêm à mente quando me lembro da Índia são caos e lixo. Mas logo a seguir eu vou me lembrando das coisas bacanas que vimos e vivemos por lá.

 

Seguramente a Índia não é para viajantes inexperientes. Você tem de lidar com muita malandragem (ver abaixo), negociar muita coisa. Acho isso mais complicado para um viajante inexperiente do que ter de lidar com as condições de higiene (que são diferentes) e a sujeira (que é ostensiva). Alguém já disse aqui que, se você tem medo de barata, não vá para a Índia. É por aí (ainda assim, não vimos tantas).

 

 

Comida

Era o meu maior contato (?) com a Índia. Desde os anos 90, quando descobrimos um restaurante indiano (Raj Mahal) em Botafogo, no RJ, que passamos a adorar a comida indiana. Por várias vezes fomos a Botafogo para curtir um filme no Estação e jantar no indiano, enquanto ele foi bom (ele foi encarecendo e piorando gradativamente e, se não me engano, fechou). Quando viajávamos a Nova York, nos anos 90, tornou-se prática comum buscar um restaurante indiano para fazer uma refeição (e lá era beeeeem mais barato, e bem mais apimentado).

 

Decidimos virar vegetarianos por 20 dias na viagem pela Índia e Nepal. Primeiro, e principalmente, pela curtição. Segundo por ter dúvidas da conservação das carnes, conforme li em relatos. Seguramente eu já tinha ficado algum dia sem comer carne na vida, mas isso era incomum. Os 20 dias de vegetariano foram ótimos, justamente porque a comida indiana é ótima. Extremamente bem temperada. Apimentada, mas muito menos do que eu esperava. Eventualmente fazemos em casa pratos mais apimentados que os indianos. Também curtimos a cozinha nepalesa e até mesmo um prato do Butão – um dos melhores da viagem. A comida é muito barata, geralmente era coisa de 3-4 dólares por prato nos restaurantes em que fomos. E por várias vezes dividimos um prato, geralmente um veg thali, que teoricamente é para um, mas que dava para nós dois tranquilamente. Sobretudo com acompanhamento de pães (nam, paratha) extras.

 

Um problema de lá eram as moscas. Havia muitas em restaurantes ao ar livre, mas tinha também mesmo em lugares fechados. Tanto no Nepal como na Índia.

 

 

Costumes e etc.

Aqui são rápidas impressões que tive.

 

Homens andam eventualmente de mãos dadas ou abraçados. Vimos alguns sentados no colo de outro. Pareceu ser comum por lá. Mulheres também andam de mãos dadas eventualmente. Mas raramente vimos homens e mulheres de mãos dadas, se é que vimos. Homens e mulheres mal se tocam em público.

 

Tal qual no Brasil e em boa parte da América Latina, percebi que a elite indiana tem a pele mais clara. Estrelas de cinema, por exemplo, têm a pele bem mais clara do que a população que vemos nas ruas.

 

Críquete é o esporte número 1 por lá. Indianos e nepaleses conhecem futebol, claro (Ronaldo era geralmente o nome mais lembrado do Brasil), mas não chega nem perto do críquete, que tem alguns canais exclusivos nas TVs a cabo.

 

Uma coisa que me incomodava bastante eram as escarradas, achava muito desagradável. Rolava mais no Nepal, aquela sinfonia semi-escatológica de escarrada era relativamente comum nas ruas de Kathmandu. E não era característica masculina, mulheres o faziam da mesma forma. Vi, ou melhor, ouvi pouco disso na Índia.

 

 

Língua

Não foi problema, praticamente todos falam inglês. Um problema é que boa parte não fala muito bem, inclusive guias, gerando alguma (porém breve) dificuldade de comunicação. Devido à grande presença de turistas espanhóis, tem até alguns guias e vendedores mais espertos que nos abordavam em espanhol.

 

 

Trânsito

Nas cidades, geralmente caótico. Até mesmo para atravessar com sinal fechado e na faixa de pedestres você tem de lutar um pouco.

 

Tem mão e contramão. Inclusive em estradas. Mas isso não impede que surja um veículo (geralmente um tuc-tuc, mas pode ser um carro, e até mesmo um caminhão!) na contramão, na maior tranquilidade. Em plena estrada. É como se você estivesse na Dutra e viesse um carro na direção contrária, geralmente vindo pelo acostamento. Na Índia isso parece comum, porque um buzina para o outro (todos buzinam o tempo todo para toda e qualquer coisa) e um sai da frente do outro. Ninguém se espanta com esse absurdo.

 

 

Vacas

Por serem sagradas, achávamos que as vacas eram reverenciadas na Índia. Não me pareceu que sejam. Pelo contrário, são como cachorros de rua por aqui. São vira-latas, estão geralmente buscando comida no lixo (e há lixo em todo canto). Não vi indianos tocando as vacas de forma carinhosa (mas vi turistas fazendo), mas também não vi praticando violência contra elas. No máximo um jato d’água ou um leve golpe para desviá-las, ou retirá-las, de algum caminho.

 

 

Filmes

Confesso que não tinha visto filmes de Bollywood, e não vimos na viagem. Katia ainda viu alguns no avião, eu nem isso. Até vi parte de um filme, mas não todo, no avião também. Divertido é que vimos diversos cartazes/posters de filmes que nos pareceram muito gaiatos. As chamadas eram bem novelescas, só parecia faltar o locutor da Globo anunciando aquelas coisas de sempre nas novelas.

 

 

Golpes e armadilhas

Li MUITO sobre os diversos golpes e armadilhas que tentam aplicar sobre os turistas. Isso foi muito importante, sinceramente. Posso dizer que frustrei muitos touts (malas, malandros, espertinhos) por lá, não cedemos a nenhuma armadilha. Seguramente pagamos mais do que deveríamos em diversas negociações com tuc-tucs, mas armadilha mesmo não caímos em nenhuma. Listar todas as armadilhas (e conversas marotas) requer páginas. Devo listar parte delas no relato.

 

Uma coisa muito desagradável que vimos em diversas ocasiões é o uso da religião para constranger você a comprar alguma coisa (ou fazer alguma doação). Aconteceu conosco em Delhi, Fatepur Sikri, Vrindavam e Varanasi até onde me lembro, mas escapamos de todas elas simplesmente dizendo “não”. Eventualmente nos foi até questionado (“mas como não?”), mas não cedemos.

 

A encheção de saco não é tããããããão diferente de lugares como Salvador ou Egito, por exemplo. Mas, de alguma forma, houve lugares (Varanasi!) em que parecia que atraíamos os malas, era impressionante. Por outro lado, em Amritsar e McLeod Ganj fomos muito pouco importunados.

 

 

Nosso estilo

Nosso estilo de viajar não se aplica plenamente na Índia. Isso porque o que mais fazemos geralmente em viagens é andar, o que chamo de “respirar” a cidade. Andar pelas ruas na Índia não é uma atividade recomendável – não por questão de violência, longe disso. É que simplesmente não há atrativos nas longas caminhadas em Delhi ou mesmo em Agra. Ou em Varanasi, se você sair dos ghats e das ruas que levam aos ghats (mas lá foi um dos lugares em que mais andamos). Pegamos muito tuc-tuc, em tudo quanto era canto. E metrô em Delhi.

 

Cheguei a cogitar brevemente de ir em alguma excursão, ainda que mochileira. Mas descartei logo a seguir. Gosto mesmo de fazer as coisas por conta própria. Assim fomos. Planejamos quase tudo antecipadamente, tendo reservado quase todos os hotéis ainda no Brasil e tendo comprado as passagens de avião e trem também antecipadamente. Mas reitero: encarar a Índia por conta própria exige uma dose razoável de experiência viajante anterior.

 

 

Burocracia é regra

Aliás, sobre o trem também vale destacar a burocracia que impera por lá. É uma novela para você conseguir se cadastrar no site indiano de trens. Mas consegui. Aí você acha que "bom, agora vou poder comprar as passagens diretamente!". Ledo engano. Você precisa ter AMEX para comprar lá. Eu tenho, mas não funcionou. Sempre que eu tentava, dizia que o meu cartão não havia aceito a transação. Liguei para o AMEX, que disse não ter havia qualquer tentativa de transação. Depois li que isso é comum na Índia. Enfim, apelei para o plano B. Comprei tudo via Cleartrip, um ótimo site que permite você pagar com Master ou Visa, cobrando uma pequena taxa (é pequena mesmo, vale a pena).

 

O mesmo problema de cima em relação ao Amex vale para o site da Air India. A Air India era a única que voa (voava?) direto de Varanasi para Kathmandu, o que se encaixava no roteiro que bolamos, então não tínhamos alternativa. Acabei comprando via CheapOAir, que cobrava uma pequena taxa (5 USD) por passagem. Comparando com as taxas que se cobram no Decolar ou Submarino Viagens, a do CheapOAir é MUITO mais baixa. (Adiantando um pouco a história, a Air India cancelou o voo dias antes, e a CheapOAir me avisou por e-mail; tendo me reembolsado rapidamente).

 

 

Negociar é lei

Cada vez que íamos pegar um tuc-tuc, era necessário negociar. Algumas vezes eu largava de mão mesmo. Do tipo: a corrida deve ser umas 30 rúpias, mas eu topava os 50 que o cara oferecia durante a negociação (ele sempre começava com mais do que isso). Por que? Porque é muito barato! É questão de centavos! Eu não faço compras, então só rolava negociação mesmo para pegar transporte. E, em alguns casos, para hospedagem. Mas Katia queria comprar algumas coisas, e ela odeia negociar, além de odiar vendedores que enchem o saco. No fim das contas, acabou comprando em Kathmandu e McLeod Ganj, lugares onde rola bem menos negociação e onde há preços fixados. Repito, é tudo muito barato. Você negocia pelo prazer (e por saber que o preço correto é bem mais baixo do que o ofertado na primeira vez!).

 

A minha forma de negociar possivelmente não era a mais frutífera. Quando eu ouvia o preço, dizia “não, muito caro”, e saía andando procurando outro. Se o cara vinha atrás, ele geralmente vinha baixando o preço (às vezes vertiginosamente), e aí eu parava para negociar. Mas vários não vinham atrás, ficavam com aquele preço absurdo mesmo! E sem cliente. Talvez eu devesse mandar sempre um preço lá embaixo e ficar negociando. Mas não tinha paciência, sinceramente. Sempre havia alguém disposto a fazer o serviço pelo preço que eu tinha encasquetado na cabeça como justo.

 

 

Bagagem

Há anos que Katia adotou o saudável hábito de levar pouca bagagem e, melhor ainda, não despachar. A atendente da Etihad em São Paulo estranhou que não tivéssemos bagagem para despachar e pediu para pesar nossas mochilas. A minha tinha 7 kg. A da Katia tinha 5 kg (aprendam, meninas!). Foi isso que levamos. Eu volto com menos coisas (deixo pelo caminho), mas Katia trouxe pequenas compras (e ainda sobrou espaço na mochila).

 

 

Roteiro

Dias 1/2 – Delhi

Dias 3/4 – Jaipur

Dia 5 – Fathepur Sikri e Agra

Dia 6 – Agra, Mathura, Vrindavam

Dia 7 – Khajuraho

Dias 8/10 – Varanasi

Dias 11/14 – Kathmandu (e arredores)

Dias 15/16 – Amristar

Dias 17/18 – McLeod Ganj

Dia 19 – McLeod Ganj - Delhi

 

 

Hospedagem

[lugar – hotel – diária]

Delhi – bloomrooms @ New Delhi Railway Station – 2.100 INR

Jaipur – Jai Niwas – 1.500 INR

Agra - Ray of Maya – 1.200 INR

Khajuraho – Harmony – 1.000 INR

Varanasi - Ganges View – 4.000 INR

Delhi - Euro Star – 1.200 INR

Kathmandu - International Guest House – 28 USD

McLeod Ganj – Green Hotel – 1.900 INR

Delhi - Euro Star – 1.200 INR

 

 

Transportes

[Rota / meio / preço individual]

Delhi S. Rohilla – Jaipur / trem / 460 INR

Jaipur - Agra Fort / trem / 409 INR

Agra Cantt – Khajuraho / trem / 668 INR

Khajuraho – Varanasi / trem / 658 INR

Varanasi – Kathmandu / avião* / 205 USD

Kathmandu – Amritsar / avião / 25.900 NPR

Amritsar – McLedod Ganj / taxi / 4.500 INR

McLedod Ganj – Delhi / avião / 3.380 INR

 

*A Air India cancelou o voo, tivemos de refazer a rota passando por Delhi e custou um pouco mais do que os 205 USD.

 

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Para quem quiser ler no blog da Katia os relatos que ela fez:

Delhi

Jaipur

Agra

Khajuraho

Varanasi

Sobrevoo ao Himalaia (Everest)

Editado por Visitante

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  • O trem atrasou uma hora. Toda a galera já estava pronta pra sair, e nós atrasados. Não dá pra saber se está chegando, só mesmo pela movimentação dos locais. Os trens na Índia, ao menos os que pegamos,

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Fala, Sergio!

Não procurei, pq já tinha roteiro pronto e passagem de trem comprada. Mas recebi muitas ofertas de agências apenas andando nas ruas. Seguramente vc encontra isso fácil por lá. O problema vai ser procurar, negociar e etc. O hotel em que vc ficar provavelmente poderá lhe auxiliar (e provavelmente terá comissão...).

 

Pela minha experiência e pelo meu ritmo de viagem, entendo que um tour de um dia inteiro para Agra, saindo bem cedo e pulando almoço, é suficiente.

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blz mcm,muito obrigado...abs

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[t1]Dia 8 – Varanasi[/t1]

 

Galera acorda cedo no trem. Acho que acorda-se cedo em toda a Índia. Optei por dormir mais, o trem só chegaria no fim da manhã em Varanasi. Não é tão fácil dormir, porque a galera começa a conversar. Acordei e fiquei lendo. Não rolou interação com os locais -- como já falei, não tomamos a iniciativa. O trem atrasou mais de 2 horas!!

 

Pegamos um tabelado tuc-tuc pré-pago para o Assi Ghat. Primeiro fato estranho do nosso tuc-tuc é que, além do motorista, foi um outro cara do lado dele. Cheiro de armadilha no ar. Não deu outra. Primeiro o cara veio com uma historinha de que era melhor eu ficar no hotel tal, que tinha isso e aquilo. Falei que não, que tinha reserva já paga. Ele então parou num ponto e falou que o resto teríamos de ir a pé com ele até o hotel. Essa era a informação que eu tinha, de que os tuc-tucs não chegam até o hotel. Só que eu tinha informação de que meu hotel tinha vista para o rio, e ali não tinha rio algum. Estranho. O cara falou que me acompanharia até o hotel, que era para um ir e outro (a Katia) ficar no tuc-tuc esperando. Até parece! Fomos os dois seguindo o motorista pelas ruelas. Quando chegamos no que ele disse que era o hotel, vimos que era tentativa de armadilha. Era claro que não era aquele. Ainda tentaram jogar outras armadilhas manjadas (“Ganges View is busy!”). Recusei todas e falei para ele nos levar ao Assi Ghat, que era onde ficava nosso hotel.

 

De volta ao tuc-tuc, o cara vai e para em mais um hotel que não é o nosso! Ahahahaha, só pode ser piada. Falei novamente que aquele não era o meu hotel, e que era para nos deixar no Assi Ghat. De qualquer forma, enquanto o papel do pre-paid fica comigo, ele não recebe. Ou seja, ele estava gastando a gasolina dele tentando aplicar algum golpe.

 

Até que ele finalmente nos deixou no Assi Ghat. Ali eu podia ver o rio. Assim que vi o rio, falei para ele parar que eu desceria ali mesmo. Ele parou, dei o papel a ele e Katia saiu em disparada para longe. Encontramos nosso hotel rapidamente. Talvez o cara, no fim, depois das tentativas de golpe, realmente não soubesse onde era o hotel. Mas é aquela coisa: jamais confiar. Infelizmente.

 

O Hotel Ganges View era para ser o momento relax da viagem, uma esbanjada hoteleira que eventualmente incluímos em viagens. Os ambientes comuns do hotel são realmente muito maneiros e de fato tem vista para o rio. Mas eu esperava mais, bem mais do hotel. Era uma dica do LP, e isso acabou por reforçar meu pé atrás com dicas do LP no que se referem a hotéis e restaurantes. A decepção com o hotel é basicamente em função do quarto, que é bacana, mas nada de mais, e sobretudo pelo banheiro, típico de lugar econômico (ficamos em hotéis econômicos na viagem com banheiros melhores do que aquele). Pra piorar só tinha wifi na recepção (tipo de coisa que eu não ligaria se o restante fosse bom). O hotel não é ruim, só achei que não valeu a pena a esbanjada.

 

Estávamos com fome e a alternativa nos arredores que foi eleita foi o Vatika Café, que estava listado como lugar de pizza no LP. Comemos alguma coisa indiana, como sempre. E então saímos para desbravar os ghats de Varanasi.

 

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Pitoresco

 

Fomos andando pelos ghats até chegar ao Manikarnika, o chamado burning ghat. Ghats são basicamente escadarias que descem até o rio, salvo engano meu. Eu achava que eram alguns poucos, mas é um atrás do outro. Quer dizer, eu sabia que a caminhada era longa, coisa de meia hora, mas achava que cada ghat era mais longo. Eu diria que há dúzias de ghats entre o Assi e o Manikarnika. Há vacas pelo caminho. Vimos uma vaca numa varanda (!). Em alguns ghats há macacos.

 

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As vacas nos ghats e no Ganges

 

Chegando perto do Manikarnika ghat, o assédio aos turistas estrangeiros sobe exponencialmente. Era difícil andar sem ser abordado por diversos tipos. O cara do barco, o guia, o da loja, o da massagem, o que vende isso, o que vende aquilo. Mesmo ignorando e sendo incisivo nos "nãos", a turma insistia.

 

Circulamos pela área. O Manikarnika, o famoso ghat onde se queimam os cadáveres, lembrou-me imediatamente o cenário onde aparecia o Marlon Brando no filme Apocalypse Now. Não sei dizer exatamente o motivo, mas minha cabeça associou um ao outro instantaneamente, e passei a chamar o ghat pelo nome do filme. Não foi chocante ver os corpos (são envoltos em tecido) na fila para serem cremados, ou mesmo queimando, acho que porque eu já esperava por aquilo. Mas achei o lugar com um aspecto bem sinistro. Nesse primeiro dia, não dava pra ficar muito tempo por lá, porque muita gente enchia constantemente o saco.

 

Após circular pela área, ficamos para o famoso cerimonial (religioso) de fim de tarde no Dasaswamedh ghat, outro famoso da região. Conforme a hora vai chegando, o ghat vai lotando. Enquanto a galera se acomodava, eis que um boi resolve carcar uma vaca em pleno ghat! Cena surreal! O cerimonial é interessante, leva uma longa hora e a galera começa a dispersar um pouco antes do fim. Vários barcos ficam parados no rio em frente ao ghat, mas você pode assistir a tudo estando no próprio ghat, grátis. É questão de ângulo, pelo que observei.

 

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O cerimonial

 

Voltamos andando para o Assi ghat. É tranquilo, embora eventualmente haja partes escuras -- nós levamos lanterna, sobretudo por conta dos cortes de energia. Vimos uma estrangeira caminhando sozinha de volta, sem ser incomodada. Vimos gente bebendo água que escoava de um cano para o rio. Ou seja, salvo alguma novidade sanitária que desconheço, o cara bebia água do ralo. E não parecia morador de rua nem nada. No dia seguinte vimos gente escovando os dentes com essa mesma água.

 

No caminho, drogas nos foram oferecidas algumas vezes. Na verdade, naquele dia nos ofereceram de tudo um pouco, mas o tal haxixe foi o mais estranho. Talvez seja comum, sei lá.

 

Chegando no Assi ghat, fomos procurar um lugar para comer. Meio complicado, demos de cara na porta em alguns lugares. Pelo visto as coisas fecham cedo por lá. Acabamos comendo alguma coisa num terraço de um hotel por perto. Que, por sua vez, estava fechando também. Era antes das 21hs, se não me engano. Perto do rio não há álcool (é proibido), então não rola a tradicional cervejinha. Ainda assim, havia muita gente nas ruas. Parecia cidade do interior brasileiro, sob esse aspecto.

 

Voltamos para o hotel e, uma meia hora depois, saí para comprar uma água. A galera que estava nas ruas do ghat tinha simplesmente desaparecido! Acho que tem uma hora meio que toque de recolher, não é possível. Tudo escuro, tudo fechado. Parecia toque de recolher.

 

O Assi é ghat beeeeem mais tranquilo que os ghats principais para se hospedar. Nada de buzinas, maior paz. Fica a meia hora andando dos principais (Dasaswamedh e Manikarnika), mas gostei de ficar lá.

 

O ar condicionado do nosso quarto não gelava, então trocamos de quarto. O ar do novo quarto também não gelava (!!), mas ao menos esfriava. Vamos em frente.

 

[t1]Dia 9 – Varanasi[/t1]

Nesse dia acordamos bem cedo para ver o sol nascer de dentro de um barco. Já estava claro quando saímos – na verdade o sol já tinha raiado. Era pouco depois das 5 da manhã. E lá fomos negociar com barqueiros. A minha estratégia sempre era a de dizer “não, está caro” e sair andando. A ideia era que o cara viesse atrás de mim baixando o preço. O que realmente acontecia, mas não ao ponto em que eu queria. Vários deles empacavam nas 400 rúpias para levar, ficar um tempo e trazer. Então essa deveria ser a faixa de preço, sei lá. Ainda assim eu recusava e seguia em frente. Enfiei na cabeça que deveria ser uns 200. Até que um nos ofereceu por 300 e topamos. Foi a menor oferta.

 

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Nosso barqueiro -- muito bom! -- e o raiar do dia em Varanasi

 

Os passeios que saem dos ghats principais são, naturalmente, mais em conta. Acho que umas 100 pratas. Desde o Assi é um trajeto bem mais longo e os barcos são a remo, então trata-se de um trabalho braçal. Tem de ser mais caro mesmo.

 

Gostamos muito de passear de barco por lá. Cedo de manhã, o calor era bem pouco. Clima de maior paz. Mesmo sabendo que você está num barco sobre um rio de esgoto (é como estar sobre o rio Tietê, ou sobre o rio Maracanã ampliado, por exemplo). Muitas pessoas usufruem do rio logo cedo pela manhã. Tomando banho, fazendo suas orações, lavando roupa, escovando os dentes, etc. Inclusive se divertindo, como numa praia. Os banhistas, aliás, são maioria entre os que usufruíam do rio àquela hora.

 

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Rituais matinais

 

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Galera já se divertindo no rio logo cedo pela manhã

 

Fomos até o Manikarnika, onde pede-se não fotografar, em respeito às famílias dos mortos. Não fotografamos. Ficamos um tempo por lá, assistindo ao ritual. Havia muitas cinzas. Cães e vacas buscando comida. Em meio às cinzas. Depois paramos no Dasaswamedh e seguimos de volta. Com calma, para curtir cada ghat, agora olhando “de fora” deles.

 

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A paradoxal (para mim) lavagem de roupa suja no Ganges

 

Varanasi, de fato, é muito fotogênica. Chega a ser clichê dizer isso, mas é verdade. As cores das roupas e das pinturas sobre o concreto, o próprio concreto dos ghats e todo aquele surrealismo das pessoas se banhando no (extremamente poluído) rio formam um conjunto convidativo a fotógrafos (o que não é meu caso, geralmente fotografo apenas para registrar o momento).

 

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Outros rituais

 

Gostamos muito do nosso barqueiro. Ele falava inglês bem e falava pouco, ou seja, valorizava o necessário silêncio para admirarmos os ghats. Dei 50 pratas de gorjeta. Katia falou que ele parecia satisfeito. Sinal de que os 300 já eram inflacionados?

 

Chegamos pouco antes de começar o café da manhã. Depois do café, fomos andando pelos ghats, agora até o Panchganga ghat, que fica um pouco além do Manikarnika. Depois desse ghat havia muito pouca gente. Quase ninguém, na verdade. Até porque fazia muito calor. Deu pico de 43º naquele dia. Mas, para nós, cariocas, estava ok de encarar.

 

Durante o caminho, em algum ghat anterior, um simpático menino (parecia um pré-adolescente) veio nos tentar vender umas flores. Eu fui andando agradecendo e dizendo não, e ele veio atrás tentando. O menino falava bem inglês, se expressava bem, era bom de falar. Ele dizia que as flores trariam “bom karma” para mim e para a minha família. Que o karma seria proporcional ao valor pago (!). No fim, ao não conseguir me vender as flores, desejou-me "bad luck" (para mim e toda minha família) e "he dies!" (?!). Chega a ser divertido, mas é pena que o talento do menino não seja aproveitado de forma mais saudável.

 

Fomos explorar as ruelas e becos da parte velha, basicamente a parte que fica nos fundos do Manikarnika. São ruelas imundas, com vacas, cães, cabritos, gente, motos correndo (isso vale um parágrafo a seguir) e muito, muito lixo. Sei que tem cadáveres também (é por elas que eles são transportados até o ghat), mas não vimos.

 

As ruelas são estreitas (redundante!) e, as motos passam varadas buzinando para que você saia da frente. Pedestre não é preferência na Índia em canto algum!! Não vi acidente algum -- as pessoas se habituam --, mas é surreal que se permitam motos ali, mais surreal ainda é a velocidade com que elas trafegam.

 

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Transeuntes em meio às ruelas de dentro de Varanasi

 

Paramos no badalado Lassi Blue, recomendado pelo LP. A experiência bateu exatamente com o que o LP descrevia: leva um milênio para chegar (o lassi de Jaipur foi praticamente instantâneo), mas é muito saboroso. E cuidadosamente preparado. E mais caro que a média. O dono ficou conversando conosco, ofereceu de mostrar alguma coisa que a mãe dele fazia, mas nossos radares ligados declinaram da oferta, por via das dúvidas.

 

Não entramos no templo que tinha por lá, estava com fila e ainda tinha uma segurança sinistra. Katia encontrou lojas com preços fixos, uma raridade. No pico do calor, lá pelo meio-dia, fomos para o Manikarnika. Era mais uma tentativa de observarmos o ritual de dentro do próprio ghat sem sermos incomodados. E deu certo. Até vieram umas duas figuras oferecer barco, mas dispensamos rapidamente. Não insistiram e ninguém mais veio, ficamos um bom tempo observando o ritual. Pudera, estava quente pacas, somente nós estávamos expostos diretamente ao sol naquela escadaria. A ideia era ficar ali até que começar a sermos incomodados, mas ninguém mais apareceu! Os corpos chegam, são banhados no rio e depois cremados. A muito grosso modo o ritual é assim. Depois de observar em paz e durante o tempo que quisemos, retornamos ao hotel. É expressamente recomendado não fotografar -- e assim o fizemos.

 

Longa caminhada de volta, sob sol inclemente. Permitimo-nos uma soneca no hotel (viva o ar condicionado!) durante o começo da tarde. Há quedas constantes de energia em Varanasi nessa época, mas isso felizmente não nos atrapalhou. Acordamos e fomos curtir um esquema-patrão: um chá da tarde no hotel, observando o Ganges.

 

No fim da tarde, voltamos aos ghats principais. Bateu uma fome, então fomos procurar um restaurante guerreiro recomendado, Keshari, que ficava nas ruelas de dentro. Tem o restaurante original e uma cópia (!!), um perto do outro. Tal qual o Lassiwalla em Jaipur, que tem várias cópias na mesma rua. O Keshari (original) tem boa comida e bom preço. Demorou um pouco mais que o habitual, mas não foi problema. Esperava que o aspecto fosse bem pior, visto que a descrição era de um "podrão". Não havia outros estrangeiros no restaurante naquela hora, somente nós.

 

Coisa estranha: ao término das refeições na Índia, geralmente é oferecido uma combinação de açúcar com erva doce, que refresca a boca. Sempre saboreamos isso por lá. Você coloca um pouco de cada na mão e leva à boca. Nesse restaurante o garçom colocou delicadamente o nosso troco no meio (dentro mesmo!) do açúcar/erva doce!! E o fez por (um estranho) zelo, não por maldade!

 

A ideia seguinte era voltarmos para o ghat e tentarmos pegar um barco para observar os ghats de noite a partir do rio. Só que acabamos nos perdendo nas ruelas, a ponto de termos de pedirmos orientação em alguma loja. Quando comecei a notar a ausência de sinais em inglês nos mercados, vi que estávamos realmente longe da área turística e aí pedimos informação numa loja. Reorientados, acabamos desistindo do barco. A cerimônia já estava no meio e voltaríamos ao rio de barco na manhã seguinte.

 

Fomos em direção ao Manikarnika (o cenário Apocalypse Now fascinava) e demos de cara com nosso amigo do Chile no caminho. Ficamos batendo papo, depois observamos um pouco do ghat (novamente sem qualquer encheção de saco), combinamos de jantar no dia seguinte. Depois retornamos ao Assi.

 

Ah, enquanto conversávamos com nosso amigo chileno, um garoto local nos interrompeu para falar com ele. Cumprimentou, apresentou-se, perguntou sobre ele. Os olhos do garoto brilhavam, ele parecia estar encontrando um ídolo, ahahahah. Muito interessante essa perspectiva indiana sobre estrangeiros.

 

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Sessão murais de Varanasi:

Katia gostou dos murais de lá e registrou alguns. Achei bem legal.

 

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[t1]Dia 10 – Varanasi[/t1]

Acordamos ainda mais cedo, agora pra efetivamente ver o sol nascer do barco. Eram 4:30 quando saímos. Recebemos as tradicionais ofertas absurdas (começava em 1.000, caía até pra 400), que eu dispensava dizendo que estava caro e que o preço era 200 (!!), mas ninguém topava os 200. No fim das contas, ninguém baixava dos 400 mesmo, então fomos com o mesmo barqueiro do dia anterior, que ficava alguns ghats à frente. Pelos mesmos 300 (mais a gorjeta que eu dava).

 

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Novamente

 

Dessa vez vimos o nascer do sol, literalmente. Muito bacana. A mesma paz do dia anterior, o mesmo barato de ver como a cidade acorda ao longo do rio. Novamente havia muita gente já naquele horário usufruindo do rio.

 

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Acho que Varanasi não é para ir atrás de atrações turísticas (sightseeing), é para você ver o dia-a-dia, é pra curtir o vai-e-vem (people-watch). Curtimos bastante, esses passeios matinais de barco são das lembranças mais legais que tenho da viagem.

 

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Críquete no ghat

 

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E também algum jogo de peteca

 

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E a galera

 

Na volta do passeio, chegamos bem antes da hora do café. Fui checar minhas mensagens no e-mail pelo celular e... Houston, temos problemas!! A CheapOAir (a forma mais econômica que encontrei para comprar o trecho Varanasi-Kathmanu pela Inet) me informava que houvera alterações substantivas (major changes) no meu voo e que não havia alternativa senão me reembolsar o valor pago. PQP!! O voo era no dia seguinte! No fim das contas, entendi: a Air India havia cancelado o voo, possivelmente por falta de passageiros. Nessa época do ano há pouco turismo em ambos os lugares e ela é a única cia aérea que opera esse trecho. O pior é que eu tinha programado um dia a mais em Varanasi só por causa desse voo, que não era diário. P-Q-P!! Bom, ferrou. Alternativa: ver com alguma agência local uma forma não cara de chegar a Kathmandu.

 

Havia uma agência logo ao lado do hotel. Fui perguntar na recepção do hotel se era uma agência confiável. O menino da recepção era geralmente seco, mas ele estava bem simpático naquela manhã. Ele falou que sim, perguntou se havia algum problema, eu relatei o problema, daí ele falou que tinha um amigo de outra agência que ele ia ligar. Bom, talvez role comissão entre eles, mas o que eu precisava era resolver meu problema. Por ser no dia seguinte, imaginava que uma passagem custaria um absurdo.

 

Para encurtar a história, o cara da agência foi até o hotel, me mostrou as alternativas (todas envolviam um voo para Delhi) e os preços. Quase não acreditei: Custaria poucos dólares a mais do que pagáramos meses antes. A passagem que tínhamos custara 410 dólares para os dois, incluindo a comissão da Cheap-O-Air. Agora, pela agência do camarada local, custaria menos de 440 dólares. Viva! Isso envolveria uma diária a menos em Varanasi – que eu não havia pago antecipadamente. Viva 2!! E ainda chegaríamos mais cedo em Kathmandu, pegando um voo no começo da manhã de Delhi. Viva 3!! Excelente!

 

Eu poderia ter optado pela via terrestre pra chegar a Kathmandu, mas levaria um longo tempo. Seria interessante pela aventura, mas optamos pela via mais rápida. E, com sinceridade, já estava bom de Varanasi. E a Cheap-O-Air me reembolsou rapidamente.

 

Resolvido o problema, tomamos o café, fizemos o check-out e fomos procurar um jeito de conhecer Sarnath. E o jeito era o de sempre: abrir concorrência entre os tuc-tucs. Processo sempre tortuoso, mas vamos lá.

 

Chegamos em Sarnath e o tuc-tuc iria nos esperar por cerca de 1 hora para conhecermos as atrações locais. Fomos primeiro na Mulagandha Kuti Vihara, um belo templo budista. Gosto desses templos desde que visitamos o templo budista de Três Coroas (RS), lindíssimo.

 

Passamos num outro templo janista meio que por engano, procurando a entrada para a estupa onde supostamente Buda deu seu primeiro sermão. Acho a parada janista meio estranha, confesso.

 

Chegamos enfim, ao principal de Sarnath, que é a estupa Dhamek e as ruínas de um monastério. A estupa tem 34 metros e toda a área de ruínas está muito bem organizada e limpa. Para entrar, paga-se ingresso. Curtimos bastante o lugar.

 

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A estupa

 

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E as ruínas

 

Na volta, pedimos para o tuc-tuc nos deixar perto dos ghats principais. Era uma corrida mais curta que retornar até o Assi, mas ainda assim o motorista chorou um extra. Não dei. Mas ele nos deixou lá mesmo assim.

 

Ficamos caminhando um tempo pelas ruelas novamente. Bastante calor, e o habitual assédio constante. O estranho que nós parecíamos ser alvos preferenciais. Vimos outros estrangeiros que não eram tão assediados quanto nós -- e olha que nós mal dávamos bola para os malas.

 

No começo da tarde decidimos que estava bom de Varanasi. Fizemos nossa última longa caminhada na cidade e retornamos ao Assi ghat para seguir para o Aeroporto. O voo seria mais tarde, mas curtiríamos umas cervejas no aeroporto mesmo.

 

Pegamos nossas mochilas e lá fomos negociar com os tuc-tucs uma corrida até o aeroporto. Foi uma negociação mais complicada, o aeroporto era bem mais distante (e eu não sabia e fiquei forçando um preço bem baixo). Enfim um senhor venceu a concorrência (preço mais baixo) e nos levou. No caminho ele veio com um monte de conversinha e chegou a parar num lugar para comprar e nos dar um daqueles colares de flores, insistindo para usarmos (apesar da nossa recusa). Parou pra comprar água e nos ofereceu também. No final da corrida, claro, chorou um extra -- além da gorjeta que eu dei espontaneamente. Não dei.

 

Varanasi foi o primeiro aeroporto na Índia que embarcamos. Tem checagem pra você entrar nele, pra você passar para o check-in e depois para você passar para a área de embarque. Meldels! Depois vimos que TODOS os outros aeroportos são assim, ou até pior. Ficamos por lá tomando umas cervas caríssimas, esperando nosso voo.

 

Chegando em Delhi eu tinha umas dicas de hotéis mais baratos pra passar a noite nas redondezas do aeroporto. Pegamos um taxi pré-pago negociamos a diária do hotel (vale a pena barganhar), jantamos nas redondezas e lá fomos apenas dormir em Delhi. Acordaríamos no meio da madrugada pra nosso voo para Kathmandu.

 

 

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Considerações sobre Varanasi:

Tenho muito boas lembranças das nossas caminhadas de ida e volta entre o Assi ghat e os ghats principais. Levava uma meia hora, sempre uns malas se aproximavam para alguma coisa, mas é a lembrança mais bacana que tenho do lugar. Acho que era a forma que tínhamos de "respirar" Varanasi, ou ao menos aquela região dos ghats de Varanasi. Paralelamente a lembrança dos passeios dos barcos também é das melhores que tenho.

 

Varanasi foi, de longe, o lugar onde os malas mais nos importunaram na viagem. Talvez também porque tenha sido o lugar onde mais andamos pelas ruas. Mas, na verdade Varanasi é reconhecidamente uma cidade de malas (touts, scams). Havia momentos em que isso enchia nosso saco, mas hoje olho para trás com um longo sorriso no rosto.

 

"Boat?, florzinha?, oferenda?, droga (haxixe)?, shave (barba ou cabelo!)?, boat?, guia?, loja?, boat?, massagem? (!), conhecer holy man?, boat?”. Tinha de tudo pra se oferecer e, em boa parte das vezes, não aceitar um "não, obrigado" como resposta. Oferecer barco ("boat, sir?") era constante, de ponta a ponta. Mas esses geralmente (alguns insistiam!) aceitavam a negativa.

 

Ainda assim o diálogo abaixo é real. Ocorreu mais de uma vez.

"Barco, senhor?"

"Não, obrigado"

"O barco sai a tal hora, levo vocês aqui e ali..."

"Não, obrigado"

"... e depois lá e acolá..."

"Não, obrigado"

"... e ainda tem isso e aquilo e aquilo outro..."

"Não, obrigado"

"... e blablabla..."

"Não, obrigado".

 

E nisso o cara ia nos (per)seguindo pelos ghats, até se convencer de que o "não, obrigado" era pra valer. :)

 

Dentre as coisas que nos chocaram em Varanasi, seguramente o uso do rio foi o mais impactante. A coisa do Manikarnika ghat e os corpos cremados não impactou tanto quanto ver, por exemplo, pessoas escovando os dentes com água do rio Ganges. Sempre que penso em água do rio Ganges, em Varanasi, penso em esgoto. Com cinzas de mortos.

 

Antes de ir, li muitos relatos que falavam de forma mágica ou mística de Varanasi. Pessoas que inclusive passavam uma semana por lá. Sinceramente, dois dias inteiros foi mais do que suficiente para meu ritmo e meus gostos e interesses.

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mcm, uma dúvida sobre o preenchimento do formulário se você puder me ajudar...na pergunta "marcas de identificação visível", não tenho, mas já li um cara que teve o visto recusado porque colocou "nenhuma". Você faz idéia?

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E quanto a fotografar o cotidiano no Ganges, tudo bem? Não para os crematórios, eu sei, mas e as demais cenas? As pessoas cobram pra isso? Fazem cara feia?

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Oi, Isa.

 

A burocracia na Índia é desmotivante e começa pelo visto. Eu coloquei nenhuma também. Acredito que a recusa eventualmente pode ter sido por haver alguma marca no rosto (identificável na foto que vc enviar) e a pessoa ter colocado "nenhuma".

 

Sobre fotografar o Ganges, problema nenhum. Não fotografamos os crematórios, conforme orientação generalizada que recebemos por lá e que já havíamos lido antes. Mas tem gente que fotografa na moita. :/

 

Para fotografar pessoas nas ruas, vale o de sempre: ou vc faz discretamente ou vc pede a elas. Vi um menino esbravejando contra turista em Varanasi que meteu a câmera na cara dele pra tirar fotos -- sem prévia anuência. Tem gente que cobra, e isso é armadilha conhecida, mas vc vai sacar na hora (esses pedem para vc tirar fotos deles, e os indianos geralmente pedem para tirar fotos *de vc*!); basta declinar.

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Parabéns Mcm,

 

Excelente relato!!!

 

Estou programando uma viagem para India/Nepal/Sri Lanka para o final do ano, você disse que comprou as passagens de trem pelo site da cleartrip, o que você pode me dizer da compra pelo site ?

 

Segura?

Você teve algum problema ?

Ele também exige alguma burocracia ?

 

Obrigado desde já

 

Abraços

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Olá, senhorthiago. Obrigado!

 

Minha experiência com o cleartrip foi bem tranquila, deu tudo certo.

 

Mas exige burocracia sim (como tudo na Índia): além de se cadastrar lá, vc tem de ter cadastro no site indiano, o que exige uma chateação só. Vc precisa de um código que eles mandam para um telefone celular indiano por sms; como vc não tem celular indiano, tem de mandar e-mail para eles pedindo para que enviem o código por e-mail. Se não me engano no próprio cleartrip tem o passo a passo para fazer essa parada toda.

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[t1]Dia 11 - Kathmandu[/t1]

 

O aeroporto de Delhi é monumental. Em grandeza e em luxo. Difere completamente da Índia das ruas, é a desigualdade escancarada. Nesse aspecto o Brasil é mais realista, digamos. Nossos aeroportos traduzem com alguma honestidade o que é o nosso país.

 

Eu acordei com uma certa moleza ou com sono, então fui me deitar numas cadeiras-espreguiçadeiras que tinha por lá, pra esperar o voo. Depois, quando fomos desembarcar em Kathmandu, foi que vi que eu tinha algum problema. Minha pressão caiu, tive de esperar um pouco para me recompor.

 

Chegando em Kathmandu, você preenche formulários simples e obtém seu visto na hora. É bom levar fotografias de tamanho de passaporte, mas você pode tirar foto lá na hora também (a um custo naturalmente alto). Melhor que isso, só mesmo se o país abdicar de necessidade de visto para entrada! É assim que eu gostaria que o Brasil fosse, esquecendo essa bobeira (vingativa e contrária à economia nacional) de reciprocidade.

 

O pick-up do nosso hotel estava lá nos esperando -- eu havia escrito ao hotel sobre a mudança de voos e eles foram rápidos e eficientes em reagendar o carro. O pick-up na chegada estava incluso na diária.

 

Há uma clássica malandragem no aeroporto de Kathmandu, que eu tinha lido antes no fórum do Trip Advisor: carregadores de malas do aeroporto pegam a sua mala (inclusive sem você autorizar) e depois ficam lhe cobrando ostensivamente uma gorjeta pelo "serviço". Aconteceu conosco, mas o surreal foi que o malandro tinha a placa do nosso hotel nas mãos! Ou seja, teoricamente era ele que nos aguardava na chegada, então confiamos. Ele pegou nossas mochilas, colocou no carro e começou a cobrar gorjeta. E isso mostrando uma nota de 10 euros. Simplesmente falei que não ia dar. Ele insistiu um pouco, mas não perdeu tempo e foi buscar outra vítima. Sei lá se ele tinha esquema com o motorista do hotel.

 

Chegando ao hotel, logo reservamos nosso voo do Everest para o dia seguinte. A previsão era de tempo bom para o dia seguinte e nublado para os seguintes, achamos melhor ir logo. O hotel tinha uma agência que organizava essas paradas. Mas eu estava com uma moleza incomum naquela hora, parecia estar com febre, precisava de uma cama. Acabei morgando na cama, dormindo, pelo resto da manhã.

 

Acordei no início da tarde e decidi que iria sair, passear. Ainda não estava realmente bem, mas estava melhor. E quarto de hotel é lugar para dormir, não pra ficar! Saímos pelas redondezas, sem destino específico. Estávamos na região conhecida como Thamel. Mercadinhos, lojinhas, tudo bem mais organizado do que nas cidades onde passamos na Índia. E o grande choque: os vendedores não enchiam o saco, não insistiam. Não que não role barganha -- até rola --, mas é MUITO diferente do que vivíamos na Índia, sobretudo de Varanasi.

 

Enquanto nos perdíamos pelas ruas, entramos numa belíssima praça -- somente descobriríamos o que era dias depois. Kathmandu, ao menos naquele centrinho, mostrou-se ser uma cidade para andar pelas ruas -- mesmo que o trânsito seja tão agressivo quanto na Índia. Simplesmente não há calçadas, você anda no mesmo espaço dos carros e motos. E a preferência é deles, claro. Não vi auto-rickshaws por lá, só os cicles. Achei as mulheres locais consideravelmente mais soltas do que na Índia. Aliás, não apenas mulheres, todo mundo. É também um lugar bem cosmopolita, cheio de estrangeiros. Mesmo na baixa temporada.

 

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A bela praça que encontramos por acaso

 

Mas eu seguia muito mal, provavelmente com febre e com muita moleza. Precisava dormir ainda mais, e torcer para que os remédios fizessem efeito. No fim da tarde eu já não aguentava mais de fraqueza, então retornamos ao hotel e fui dormir novamente. Por conta dessa minha condição ruim, acabamos "perdendo" o dia que havíamos ganho na cidade. :(

 

Felizmente acho que expeli todo mal via suor durante esse sono da tarde, porque acordei inteiramente bem, horas depois, no começo da noite. Parecia outro! Lembrou um mal que sofri no dia que chegamos ao Salar do Uyuni em 2010, mas que só me recuperei inteiramente no dia seguinte. Imediatamente saímos para dar uma volta noturna e para jantar. Passeamos um pouco e fomos no badalado restaurante OR2K jantar e experimentar as cervas locais. Everest beer!

 

 

[t1]Dia 12 - Kathmandu[/t1]

 

Acordamos bem cedo e lá fomos para o aeroporto. Eu estava bem. Amem! Era dia do voo do Everest. Tantos livros que li sobre o Everest ao longo da vida e dali a pouco ele estaria na minha frente! Não (ainda?) exatamente do jeito que eu gostaria realmente -- estando na base dele talvez fosse o ideal --, mas seria de certa forma uma realização.

 

Aliás, sobre a caminhada até a base do Everest, lembro-me que nos anos 90 era um grande feito fazer isso. Hoje em dia há chamadas em tudo quanto é esquina de Kathmandu para quem quiser fazer. Não é nada fácil, evidentemente. Envolve dias de caminhada puxada em altitude acima do que estamos acostumados.

 

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O voo ao redor do Everest era das coisas que eu mais queria fazer nessa viagem. Fechamos com o próprio hotel de nos levar e buscar por 185 USD cada. Sim, é caro. Vimos no aeroporto que tem umas três cias aéreas fazendo a todo instante. E geralmente lotados. Nossa cia foi a Simrik Airlines.

 

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Minha referência era o voo que fizemos em dezembro passado às linhas de Nazca, no Peru. As janelas desse avião do Everest eram menores e com visibilidade pior (vidros riscados e/ou embaçados). O avião era menor também, para cerca de 20 pax. Tinha uma aeromoça que ia mostrando os picos para todo mundo. Todos fazem ao menos uma visita ao cockpit durante o voo e lá o co-piloto fala alguma coisa e mostra alguns dos picos. Tanto os pilotos como a aeromoça foram muito cordiais e simpáticos (todos falando bom inglês), inclusive quando perguntávamos sobre algum pico era aquele que apontávamos no mapa. O voo segue a cadeia do Himalaia até perto do Everest, dá a volta e retorna. É relativamente rápido. É espetacular. E inesquecível.

 

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Eu não escalarei o Everest na minha vida e muito provavelmente não farei o trekking até a base dele. Então, repetindo, o voo foi uma realização de um (ex-)leitor voraz de livros sobre escaladas ao Everest. :)

 

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Ah, vale a dica: O lado direito do avião tem visão mais próxima das montanhas.

 

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É Ele!

 

Voltamos para o hotel, tomamos o café e saímos para finalmente explorar a cidade. Fomos andando para a Durbar Square/Praça Durbar. Compramos o passe para 3 dias. É o mesmo valor da entrada por 1 dia, você só precisa ir no centro de informações pra confeccionar seu passe e fornecer uma foto sua, que tínhamos levado. É que, para circular na área da Durbar Sq. (isso ocorre para outras praças interessantes no Nepal). Você precisa pagar para entrar. Há algum controle, mas seguramente muita gente burla. E, claro, esse passe é somente para estrangeiros. Naquele primeiro dia, ninguém nos pediu o passe. Nós é que tomamos a iniciativa de pagar e fazer. Acho que boa parte da coisa é na base da confiança, como nos transportes europeus.

 

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A Durbar Sq. tem diversos templos belíssimos! Lindos, repletos de detalhes que você pode ficar descobrindo e admirando por um longo tempo. Que foi o que fizemos. Ou pode contratar um guia para lhe mostrar (há sempre algum lhe oferecendo os serviços), o que dispensamos.

 

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Um dos problemas que vimos nos templos é que eles são muito afetados pelos pombos. Especificamente pelo cocô dos pombos. Lá eles não usam aquelas paradas anti-pombos tão comuns em monumentos europeus. O resultado é que a pombaiada domina o espaço e "embranquece" o que está embaixo... Ainda assim, os templos são estupendos de lindos.

 

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Depois de curtir todas as áreas externas da Durbar, fizemos duas caminhadas sugeridas pelo LP. Ambas eram para explorar áreas menos badaladas nos arredores da Durbar. Vimos muito templos nessas caminhadas. E finalmente descobrimos o lugar em que estivemos, por acidente, no dia anterior. Nesse lugar, que era uma praça, havia um templo tibetano, que visitamos rapidamente. Muito bacana, gosto muito desses templos. São gratuitos, não têm malas enchendo o saco nos arredores, ninguém de "guardador de sapatos". Sempre deixamos doações nesses templos.

 

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Retornamos ao Thamel e fizemos uma pausa no New Orleans Café. Pausa para cerva e para provar os tradicionais momos locais. Gorkha beer! Gostamos muito dos momos, são ótimos tira-gostos.

 

Já no fim da tarde fomos conhecer ainda algumas atrações nos arredores. O primeiro foi o Three Goddess Temple, que foi bem legal, também cheio de esculturas eróticas na fachada. O outro foi o Garden of Dreams, que é lindo e muito limpo, mas me pareceu também um jardim privado (a entrada é paga) onde a elite local vai curtir. Passamos o fim de tarde por lá.

 

Mais sessão sacanagem:

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As esculturas eróticas no Three Goddess Temple[/mostrar-esconder]

 

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Garden of Dreams

 

Jantamos num restaurante mais guerreiro, Yangling Tibetan Restaurant, bastante frequentado por locais e especializado em momos. Mas era listado no LP, então havia alguns estrangeiros. Muito bom custo-benefício! Ou melhor, muito barato! Refeição mais barata de toda a viagem, prato de 1 USD! Como de hábito, o mais caro era a cerveja.

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[t1]Dia 13 - Kathmandu[/t1]

A ideia para o dia era conhecer Patan, Buddah, Pashtupatinah e etc., mas topamos uma oferta esquema-patrão do hotel, de 40 USD para um carro com motorista pelo dia inteiro, que nos levaria a Changu Narayan, Bhaktapur e Nagarkot. Eu estava na dúvida sobre ir ou não a Nagarkot, porque não é temporada (e a previsão para o dia era de chuva) e encarecia o passeio (dobrava o custo), mas nesses casos geralmente prevalece a lei básica do "é melhor ir do que não ir".

 

Changu Narayan é belíssimo! É patrimônio da Unesco, coisa que geralmente me atrai. É "apenas" mais um templo, mas curtimos uma hora por lá, admirando aquela beleza toda e vendo como as pessoas professam a fé por lá. Vimos gente chegando e indo, e nós ficando. De alguma forma, o lugar nos cativou.

 

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Changu Narayan

 

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A tartaruga esmagada

 

Depois seguimos para Bhaktapur, já no fim da manhã. Achei o trânsito nas estradas do Nepal mais civilizado que na Índia, ainda que também zoneado. Nosso motorista até usava cinto de segurança!

 

A entrada de Bhaktapur para estrangeiros custa a facada de 15 USD. A Durbar Sq de lá é proibida para carros, felizmente. É ampla, cercada de construções belíssimas. Bhaktapur também é um lugar espetacular, belíssimo, com lindos templos (e, como sempre, os templos são muito afetados pelos pombos e suas excreções...).

 

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Rodamos muito pela Durbar Square de lá, descemos para a Taumadhi Tole (onde tem o magnífico templo Nyatapola) e até a Pottery Square, quando começou a chover de forma desconfortável para se caminhar. Exatamente conforme previsto pelo climatempo local, e já vinha trovejando desde que chegamos na cidade. Deve ser a coisa do início das monções. Procuramos abrigo num bar e tomamos umas Everests até a chuva passar.

 

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Uma coisa bacana que aconteceu: No caminho do bar, um menino de uns 14 anos nos abordou na Pottery Square. Sempre que éramos abordados por alguém na rua, nossos radares e escudos eram automaticamente ligados, mas o menino parecia querer apenas conversar. Falava inglês bem, e sabia até qual era a capital do Brasil! Além de Brasília, ele lembrou o Ronaldo (o gordo) como referência do Brasil (Ronaldo foi o último craque brasileiro de renome internacional, é bem comum ser lembrado pelo mundo afora por quem gosta de futebol). Ele contou que aprendeu inglês na escola com um professor de Dublin, que também incentivou a aprender as capitais dos países. Bem legal! Serviu para abaixarmos nossos escudos automáticos.

 

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Outra coisa que vimos em Bhaktapur, pela primeira vez na viagem, foi tours com guias e a famosas bandeirinhas. Nem no Taj tínhamos visto (ou não percebemos).

 

A chuva acabou e partimos para Tachupal Tol, ou Dattatraya Square. Também lindo, sobretudo a sensacional Peacock Window, uma extraordinária janela de madeira esculpida no Séc. XV!

 

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Retornamos para a Pottery Square e depois fomos para a saída, onde fechamos a visita no Erotic Elephant's Temple. Sempre a questão erótica, e dessa vez com elefantes! Era meio de tarde, passamos umas 4-5 horas em Bhaktapur. Quando chegamos na cidade, o motorista havia nos perguntado quanto tempo ficaríamos por lá e respondemos que não sabíamos. Curtimos bastante. Seria interessante passar uma noite por lá, curtir o lugar num outro ritmo, mais leve.

 

E partimos para Nagarkot, sem chuva. Chegamos lá em meia hora, por uma estrada bem sinuosa, geralmente só para um carro. Com aquele esquema de buzinar nas curvas.

 

Chegando em Nagarkot, fomos passear. Belo visual do vale, ainda que num dia com névoa, o que impossibilitava de ver as montanhas ao longe. Maio é assim mesmo por lá, já era esperado. Nagarkot é diferente de outros lugares da viagem. Em termos de cidade, é um lugar bem pequeno para circular. Serve de base para trekkings, é um lugar que a galera de Kathmandu vai curtir no fim de semana, é um lugar que você respira um ar beeeem mais puro que o da (muito) poluída capital. Faz frio, tem muito pouco barulho (apenas algumas buzinas tiram o sossego), não tem templos ou atrações turísticas tradicionais (sights). É um lugar relax. Muita gente sobe até lá para ver o por do sol -- nós sabíamos que não veríamos sol, nos demos por satisfeitos por não chover!

 

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Visual a partir de Nagarkot

 

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Curtindo o momento com momos e Everest beer

 

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O busum já estava lotado, e ainda tinha gente escalando o teto!

 

Paramos num restaurante com uma bela vista para tomarmos umas cervas e saborearmos alguns momos. Os momos demoravam pacas para chegar, mas o visual e a cerva compensavam. Demos umas caminhadas pelos arredores, exploramos um pouco as redondezas. O carro ficou nos esperando num hotel badalado da região. Retornamos umas 18:30, dá pouco mais de 1 hora de carro até Kathmandu. Já na cidade, choveu forte de noite, deixando as ruas alagadas. E, como não há calçadas, isso torna-se um problema para se locomover!

 

Como havíamos comido em Nagarkot, apenas queríamos ir num bar ou um pub. Encontramos um bar com uma banda tocando rock e lá ficamos. Cervas a preço honesto e rock sem couvert artístico! Paddy Foley's, se não me engano. Aliás, a cerveja é mais cara no Nepal (300-400 rúpias) do que na Índia. A água (20 rúpias), no entanto, é mais barata.

 

[t1]Dia 14 - Kathmandu[/t1]

Era nosso último dia na cidade (e no país), então acordamos cedo pacas para curtir cada minuto. Saímos logo às 6 da matina, dispensamos o café. Estava bem nublado naquela hora. Negociamos com um taxi para nos levar até Swayambhunath e depois ao Boudhanath. Saiu por 1000 pratas, achei correto.

 

O Swayambhunath é também conhecido por ser um templo de macacos (monkey temple), mas naquela hora da manhã havia poucos por lá. Ou eu esperava que fosse literalmente repleto de macacos, não sei. Vimos mais macacos naquele templo sinistro de Vrindavam. Nesse templo de Kathmandu acho que havia até mais cachorros do que macacos.

 

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O taxi nos deixou na parte mais alta. Li que alguns deixam na parte baixa, de onde sai uma longa escadaria até o alto. Lá de cima deve ter um belo visual da cidade, mas naquela hora estava era com uma baita névoa (e ainda tem a poluição...). A Gompa é muito maneira. Ficamos curtindo o momento por lá, vendo a galera (tem gente que vai rezar, tem gente que vai se exercitar, tem gente que vai vender coisas, etc.). Aproveitamos para ouvir algumas músicas que um pessoal cantava por lá. Muito agradáveis. Acho que eram músicas religiosas. Gostei.

 

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Visual do alto (se fosse num dia mais aberto...)

 

Descemos e pegamos o taxi que nos esperava, e fomos até Boudhanath. Chegando lá o motorista nos fez nova oferta, de nos esperar e depois levar para Pashupatinath e, em seguida, Durbar Square. Que era exatamente o nosso plano. Só que não chegamos a um acordo ($$) e encerramos a relação.

 

Boudhanath é enorme e belíssima! Muita gente andando, sempre no sentido horário. Sempre! E o sol abriu. Demos nossas voltas, depois entramos em alguns templos budistas nos arredores. Em nenhum dos templos budistas nos foi pedido qualquer coisa para entrar, todos grátis, bonitos, limpos e receptivos. Justamente por isso sempre doávamos alguma coisa nesses templos.

 

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Voltamos para a estupa e ficamos caminhando no sentido horário, junto com os demais. Em seguida, fomos conhecer a parte de dentro e, enquanto andávamos nessa parte, um monge nos parou. Pediu para nos sentarmos. Ele falava alguma coisa de inglês e, pelo visto, iria iniciar uma oração, ou sessão religiosa, o que seja. O lugar tinha várias pequenas plataformas levemente elevadas de madeira para as pessoas sentarem. Vi um ratinho saindo debaixo de uma para debaixo de outra. Aiaiai... Sentamos numa delas. O problema, para mim, é que não consigo ficar sentado confortavelmente de pernas cruzadas (falta-me a elasticidade!).

 

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"Nosso" monge

 

O monge foi chamando outras pessoas (todas locais) para a sessão e lá fomos nós. Acho que foi uma pequena cerimônia budista. Ao ar livre. O monge professava no que suponho ser nepalês e eventualmente nos falava alguma coisa em inglês. Eu curti. Mas não aguentei ficar naquela posição, tive de trocar durante a cerimônia. E vi o ratinho saindo debaixo de outra madeira para um esconderijo um pouco à nossa frente. Fiquei de olho no tal esconderijo, acho que o rato não saiu mais dali. O monge era extremamente simpático, sorridente. Nossos escudos naturalmente ligados foram resetados pela bondade que emanava da expressão dele. No fim ele nos pediu apenas uma doação, que demos com prazer (eu teria dado mesmo sem pedido). Não era grande coisa, mas ele sorriu e agradeceu como se fosse. Muito legal. Uma micro-pré-preliminar introdução ao budismo.

 

Ainda circulamos pela estupa e depois fomos conferir outras gompas sugeridas pelo LP. A Sakya Tharig Gompa é belíssima e estava aberta, só havia um monge meditando lá dentro. Depois Pal Dilyak Gompa. O lugar estava aberto, mas o templo fechado. Havia alguns monges mirins brincando no pátio. Ainda assim fomos admirar a bela fachada. Aliás, as fachadas desses templos budistas também são geralmente muito bonitas. Tudo muito limpo e conservado.

 

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Gompas nos arredores de Boudhanath

 

Encarrada nossa visita a Boudhanath, fomos andando para Pashtupatinath. O caminho não é sinalizado e vimos raros estrangeiros por lá. Perguntamos algumas vezes aos locais se estávamos no caminho certo e todos foram simpáticos conosco. Vimos muitas crianças saindo das escolas. Em pleno domingo!! Talvez o conceito de domingo para efeito letivo seja diferente por lá, não sei.

 

Pashtupatinath cobra uma facada de 1000 rúpias para entrar, coisa de 10 dólares. Vale lembrar que entramos pelos “fundos”, não pela entrada principal. Entramos e fomos subindo. Os dois principais templos do lugar são fechados a não hindus. Na prática são vedados a estrangeiros, como sempre. Só isso já me desagradou bastante – pagar para entrar num complexo que veta minha visita a determinados lugares por eu ser estrangeiro. Mas vamos lá. Alguns dos templos (dentre os abertos a estrangeiros) estão mal conservados, mas são interessantes.

 

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Pashtupatinath

 

E tem os ghats de cremação, tal qual em Varanasi. Ou melhor, há diferenças. Achei os ghats de Pashtupatinath mais expostos. Pessoas fotografavam tranquilamente (em Varanasi era expressamente solicitado que não se fotografasse, em respeito às famílias dos mortos), mas o LP recomenda que não o faça. Ficamos um tempo por ali e depois seguimos embora. Achei que não valeu a pena, pelo alto preço (para os padrões locais) da entrada. Olhando de fora, os dois templos vedados a estrangeiros me pareceram ser os mais interessantes do complexo.

 

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Assim é o ghat de cremação de Pashtupatinath

 

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Um expectador local

 

Já era fim da manhã e tivemos de negociar pesadamente com um taxi para nos levar até a Durbar Square. O cara insistia em 800 e eu nos 500 que tinha visto em alguma tabela. Acabou que ele topou e nos levou numa velha Topic muito tosca.

 

Fizemos uma pausa para recarga na Freak street, e foi quando caiu uma rápida chuvinha. Pra variar, pedimos momos e derrubamos algumas cervas. Sempre acho que os momos demoravam uma eternidade para chegar.

 

Exploramos algumas partes internas da Durbar Square, que não havíamos explorado antes. Partes lindíssimas, diga-se! Subimos um prédio de 9 andares, onde – pela primeira vez na viagem – encontramos um brasileiro. Também viajante independente, conversamos rapidamente. Belos pátios (courtyards). Como tínhamos o passe de 3 dias, não foi necessário pagar novamente para entrar na Durbar Square. Pegamos outro taxi (e nova negociação pesada), agora para Patan.

 

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O extraordinário trabalho na madeira

 

Patan é outra cidade, mas fica colada em Kathmandu. Também tem sua praça protegida, a Patan Durbar Square. Tem de pagar também: 500 rúpias pra entrar. E é linda. É menor que a de Kathmandu. Tem um templo de pedra estilo Krishna que é sensacional. Porém, pra variar, estrangeiros não podem entrar (na teoria, como sempre, a restrição é para não hindus). Acho que deveríamos ter nos convertido ao hinduísmo para essa viagem, pra poder entrar nesses templos. Enfim, curtimos de fora mesmo.

 

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O templo de pedra

 

Mesmo com a taxa de 500 rúpias pra entrar, ainda tem de pagar outro extra (mais 500!) para entrar no museu local. Dispensamos. Talvez o museu tivesse outros pátios bonitos, não sei. Mas podia ser como em Kathmandu, onde uma única entrada dá acesso às áreas internas também. Aliás, várias atrações no Nepal estavam bem mais caras do que constavam do LP. Talvez seja coisa dos maoístas que chegaram ao poder recentemente, sei lá.

 

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Tá faltando água!

 

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Mais um trabalho extraordinário na madeira

 

Ficamos rodando na praça, que é belíssima. Encontramos um casal da Espanha que estava no sobrevoo do Everest. Fomos para o Golden Temple, também muito bonito. Seguimos um roteiro que nos levou ao imponente Kumbeshwar. Fizemos uma pausa num café com vista para o templo de pedra, ainda rodamos mais um pouco na área e fomos conhecer outros dois monastérios bem interessantes que ficam fora da praça: Uku Bahal (Rudra Varna Mahavihar) e Mahabuddha Temple. Já bem no fim da tarde pegamos um taxi de volta para Thamel.

 

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O imponente Kumbeshwar

 

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Mahabuddha Temple

 

Planejamos de fazer um jantar mais bacana por ser o último dia no Nepal. Escolhemos o restaurante Helena, que era recomendado no LP e em outros cantos que vimos. Decepcionou. Foi uma das refeições mais caras da viagem, e das menos saborosas. Não era ruim, mas decepcionou. E, pra encerrar, voltamos ao Paddy’s para tomar umas cervas e curtir uma banda de rock. O sinistro é que choveu MUITO enquanto estávamos lá. Parecia chuva tropical do Rio de Janeiro. Alagou geral. São Pedro amigão segurou a carga até nossa última noite.

 

Diversas sobre Kathmandu:

Algumas vezes nos ofereceram drogas enquanto andávamos por Thamel. Alguém chegava no meu ouvido e perguntava se eu queria (haxixe, maconha, sei lá). Um desses traficantes ficava no nosso caminho de volta ao hotel e o cara nos ofereceu acho que todos os dias!

 

Kathmandu à noite é bem escura. Thamel não, tem muito agito, mas os arredores sim. Provavelmente por conta do racionamento de energia.

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